Terminam nesta sexta-feira inscrições para o Sisu 2026


Os interessados em participar do processo seletivo de 2026 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) podem se inscrever até esta sexta-feira (23). 

Uma das novidades desta edição é que quem participou de pelo menos uma das três últimas edições do Enem – 2023, 2024 e 2025 – pode se inscrever para concorrer a vagas oferecidas pelas instituições que aderiram ao processo seletivo. É obrigatório, ainda, já ter concluído o ensino médio. 

O Sisu 2026 oferece 274,8 mil vagas em 7.388 cursos de 136 instituições públicas de ensino superior – a maior oferta da história, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). 

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Como participar do Sisu

A inscrição para o Sisu é gratuita. O candidato deverá realizá-la exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

O participante poderá se inscrever em até dois curso e indicar sua preferência como primeira e segunda opção.

Ao se inscrever, é preciso preencher, obrigatoriamente, um cadastro socioeconômico. O candidato que deseja concorrer às modalidades de reserva de vagas, previstas na Lei de Cotas e nas ações afirmativas próprias das instituições, deve fazer a opção no momento da inscrição.

Como é feita a seleção

A seleção do candidato será com base na nota do Enem de 2023 a 2025 que resulte na melhor média ponderada, de acordo com a opção de curso. O participante não pode ter tirado nota zero na redação.

Aos candidatos que participaram de mais de uma das últimas edições do Enem, o sistema de inscrição do Sisu selecionará automaticamente a edição que oferece a melhor média ponderada para cada opção de curso escolhida. 

As notas de treineiros (estudantes que não terminaram o ensino médio e fazem o exame apenas para autoavaliação) não serão consideradas.

O resultado da única chamada regular será divulgado em 29 de janeiro, conforme prevê o edital. 

Vagas 

Na edição com número recorde de vagas, o MEC destaca que o Sisu 2026 incluiu novos campi no processo seletivo e a ampliou os cursos de tecnologia, inteligência artificial e licenciaturas. 

Considerando apenas as vagas reservadas, no contexto da Lei de Cotas e demais ações afirmativas próprias das instituições de ensino, são mais de 148,9 mil vagas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas, estudantes egressos de escolas públicas ou comunitárias, além de pessoas com deficiência. Esse quantitativo corresponde a 54,3% de todas as vagas disponibilizadas.

Sobre os cursos, mais de 73 mil são para cursos de licenciaturas presenciais de 18 áreas. Os estudantes que optarem por esses cursos poderão se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas e terão direito ao incentivo financeiro mensal no valor de R$ 1.050, durante todo o curso.

A universidade com o maior número de vagas no Sisu é a Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 9.120 vagas. Em seguida, estão a Universidade Federal Fluminense (UFF), com 8.931; e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), 8.005.

A lista dos cursos com mais vagas é liderada por pedagogia, com 10.145 oportunidades. Na segunda posição está o curso de administração (9.462) e, na sequência, matemática (9.332 vagas).

Ferramenta

Para apoiar os estudantes no processo de escolha do curso, o portal do Sisu disponibiliza a consulta às vagas de cursos por instituição, município, turno, grau acadêmico e modalidade de concorrência. A plataforma possibilita acompanhar as informações como número de vagas e notas de corte parciais, durante o período de inscrições do Sisu.

Sisu

O programa federal tem como objetivo de ampliar o acesso dos estudantes do ensino médio a instituições públicas de educação superior, por meio do Enem. O Sisu reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de educação superior do Brasil que aderiram ao processo seletivo. A maioria das instituições participantes é da rede federal de educação superior, com destaque para universidades e institutos federais.



EBC

Ucrânia, Rússia e EUA vão juntos, pela 1ª vez, à mesa de negociações


Tendo como foco o controle sobre os territórios no leste ucraniano, a Ucrânia, Rússia e os Estados Unidos (EUA) estão em negociações em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. É a primeira vez que os três países se reúnem desde a invasão russa em 2022.

O encontro foi confirmado na madrugada desta sexta-feira (23), após conversas no Kremlin entre o presidente russo, Vladimir Putin, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o genro de Donald Trump, Jared Kushner.

Segundo o conselheiro diplomático russo, Yuri Ushakov, as conversações foram “úteis em todos os aspectos”, acrescentando que “ficou acordado que a primeira reunião de um grupo de trabalho trilateral sobre questões de segurança ocorre hoje em Abu Dhabi”.

Não foram divulgados os detalhes dessas negociações trilaterais, nem se as autoridades russas e ucranianas vão se encontrar pessoalmente, mas sabe-se que serão abordadas questões pendentes, como a controversa questão sobre as concessões territoriais exigidas por Moscou.

“Sem resolver a questão territorial não se deve contar com um acordo de longo prazo”, alertou Yuri Ushakove.  Segundo ele, a Rússia continuará a insistir nos próprios objetivos “no campo de batalha, onde as Forças Armadas russas detêm a iniciativa estratégica”, até que seja alcançado um acordo.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou que a questão fundamental do controle sobre os territórios no leste ucraniano vai ser abordada pelas delegações ucraniana, russa e norte-americana.

“A questão do Donbass (território no leste da Ucrânia, incluindo as regiões de Donetsk e Lugansk) é fundamental”, declarou Zelensky em entrevista, acrescentando que o assunto vai ser discutido em Abu Dhabi neste fim de semana.

O líder ucraniano reiterou que o tão aguardado acordo com os Estados Unidos sobre garantias de segurança está praticamente pronto para ser assinado, apenas à espera de que Donald Trump defina a data e o local para a assinatura dos documentos. Na mesma entrevista, Zelensky afirmou que os dois discutiram defesa aérea e cooperação econômica para a recuperação pós-guerra. 

A comissão russa, liderada pelo general Igor Kostyukov, alto funcionário do Estado-Maior, vai se deslocar para Abu Dhabi nas próximas horas. O Kremlin informou que a equipe russa de negociação será composta apenas por representantes do Ministério da Defesa do país e que essa delegação já seguiu para as conversações.

A Ucrânia vai ser representada pelo secretário do Conselho de Segurança, Rustem Umerov, pelo chefe de gabinete Kyrylo Budanov, e pelo vice-chefe de gabinete Serhiy Kyslytsia. A delegação ucraniana é composta ainda pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Andriy Gnatov.

Nessa quinta-feira (22), em Davos, Zelensky criticou os aliados europeus afirmando que viu uma Europa “fragmentada” e “perdida” no que diz respeito à influência sobre as posições do presidente norte-americano e à falta de “vontade política” do chefe de Estado russo, Vladimir Putin.

As críticas em relação aos principais apoiadores políticos e financeiros de Kiev ocorreram após encontro com Donald Trump em Davos, na Suíça, que, segundo Zelensky, resultou num acordo sobre garantias de segurança para a Ucrânia.

O diálogo com o homólogo norte-americano “não foi simples”, admitiu o líder ucraniano, embora tenha descrito o encontro como “positivo”.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.



EBC

Abertura da Mostra de Tiradentes celebra Karine Teles e Júlio Bressane


A cidade histórica de Tiradentes, em Minas Gerais, volta a se transformar no epicentro do cinema brasileiro a partir desta sexta-feira (23), com a abertura da 29ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. O primeiro dia do evento reúne celebração da cultura popular, homenagem a Karine Teles, uma das principais atrizes de sua geração, e a pré-estreia mundial de um novo filme do cineasta Júlio Bressane, em uma cerimônia que inaugura oficialmente o calendário audiovisual do país em 2026.

A abertura acontece no Cine-Tenda, montado no Largo das Forras, e terá como eixo o tema curatorial desta edição, “Soberania Imaginativa”. A noite começa com uma performance audiovisual dirigida por Chico de Paula e Lira Ribas, inspirada na tradição da Folia de Reis.

A proposta é articular rituais, cantos, deslocamentos e imagens como metáfora da criação artística e da imaginação como força de pertencimento e reinvenção cultural.

“Inspirada na celebração que tradicionalmente abre o ano e anuncia a boa-nova, a performance recria a Folia de Reis como um ritual de passagem, em que a imaginação ocupa o centro da cena”, afirma Chico de Paula.

Segundo ele, a encenação dialoga com o espaço da rua e da tenda, “reforçando a ideia de movimento, de algo que se anuncia e se transforma coletivamente”.


Rio de janeiro (RJ), 22/01/2026 - Atriz Karine Teles. Mostra de Cinema de Tiradentes. Foto: Dudu Mafra/Divulgação

Atriz Karine Teles é homenageada na Mostra de Cinema de Tiradentes, por Dudu Mafra/Divulgação

Karine Teles homenageada

Na mesma noite, a Mostra presta homenagem à atriz, roteirista e diretora Karine Teles, nome central do cinema brasileiro contemporâneo. Com uma trajetória marcada pelo trânsito entre o cinema independente e produções de maior alcance, Karine construiu uma carreira que alia rigor autoral, invenção estética e diálogo com o grande público.

“Receber essa homenagem em Tiradentes, um espaço tão importante para o cinema brasileiro, é também celebrar os encontros e os processos que me formaram como artista”, afirma a atriz, em nota divulgada pela organização.

No sábado (24), a homenageada participa de uma roda de conversa aberta ao público, às 17h, em que revisita sua trajetória e discute processos de criação, sob mediação do pesquisador Pedro Maciel Guimarães.

80 anos de Júlio Bressane

Ainda na cerimônia de abertura, será exibido, em pré-estreia mundial, o curta-metragem O Fantasma da Ópera, novo trabalho de Júlio Bressane, codirigido por Rodrigo Lima.

Com 25 minutos de duração, o filme foi construído a partir de imagens captadas nos intervalos das filmagens do longa inédito Pitico, protagonizado por Paulo Betti.

Embora dialogue com a tradição do making of, o curta se desloca para uma reflexão especulativa sobre a própria construção da imagem cinematográfica, um dos eixos centrais da obra de Bressane. A escolha do filme ganha significado adicional por coincidir com a celebração dos 80 anos do cineasta, que serão completados em fevereiro.

Ao longo de nove dias, até 31 de janeiro, a Mostra de Cinema de Tiradentes exibe 137 filmes brasileiros em pré-estreia, sendo 43 longas e 93 curtas-metragens, distribuídos em 21 mostras e sessões especiais. Toda a programação é gratuita e inclui debates, rodas de conversa, atividades formativas, encontros de mercado e discussões sobre políticas públicas para o audiovisual.

 


Rio de janeiro (RJ), 22/01/2026 - Cena do filme O Fantasma da Ópera, dirigido por Julio Bressane e Rodrigo Lima. Mostra de Cinema de Tiradentes. Foto: TB Produções/Divulgação

Cena do filme O Fantasma da Ópera, curta dirigido por Julio Bressane e Rodrigo Lima Foto: TB Produções/Divulgação



EBC

PF faz operação contra a Rioprevidência por aplicações no Banco Master


A Polícia Federal (PF) faz, na manhã desta sexta-feira (23), a Operação Barco de Papel, onde investiga suspeita de operações financeiras irregulares da Rioprevidência com o Banco Master. A autarquia é responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro e teria feito aplicação de R$ 970 milhões na instituição financeira de Daniel Vorcaro.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio.

Segundo informações da própria Polícia Federal, a investigação desse caso começou em novembro de 2025 e apura operações financeiras que foram feitas entre novembro de 2023 e julho de 2024.

Banco Master

A instituição financeira controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro é investigada por operações fraudulentas que inflavam artificialmente seu balanço. Investigações da Polícia Federal e relatórios do Banco Central (BC) dão conta de que o Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões.

O Master foi liquidado pelo BC e as investigações estão em andamento.



EBC

Blocos LGBTQIA+ do Rio de Janeiro pregam alegria e pluralidade


A partir de uma brincadeira de carnaval, o Rio de Janeiro ganhou no dia 4 de março de 2018 o bloco Sai, Hétero, nascido como resposta ao preconceito contra a comunidade LGBTQIA+.

“Hoje, ele é um projeto cultural, consolidado no carnaval do Rio e que recebe mensagens de gente de Roma, Paris, da galera de Manaus vindo para o Rio de Janeiro e querendo saber a data do desfile para se programar”, conta o fundador e presidente do bloco, Vitor Ribeiro.

No próximo dia 24, o Sai, Hétero fará seu primeiro “esquenta” oficial do carnaval de rua, reunindo artistas e convidados na Marina da Glória, dentro do Parque do Flamengo, com tema sempre voltado para as pessoas LGBTQIA+. “É um evento bloco, com fantasia livre”, disse Ribeiro. Os participantes apostam que o centro do Rio “vai ferver no ritmo do carnaval mais colorido, diverso e animado da cidade”. Informações podem ser encontradas no Instagram do bloco.


21/01/2026 - Rio de Janeiro - Blocos LGBTQIA+ do Rio de Janeiro pregam alegria e pluralidade. Bloco Sai Hétero. Foto: Saulo Costa/ Bloco Sai Hétero

 Bloco Sai Hétero sai na terça-feira de carnaval – Saulo Costa/ Bloco Sai Hétero

Mas a celebração maior do carnaval 2026 do Sai, Hétero ocorrerá no dia 17 de fevereiro, embora ainda sem local definido, que é sempre fora da programação do carnaval de rua da prefeitura.

“A gente prefere fazer um evento fechado por motivos de segurança porque, no carnaval, as pessoas ficam muito expostas e acontecem muitos acidentes em eventos abertos”, explicou Vitor Ribeiro.

O nome Sai, Hétero é um bloco criado para que as pessoas LGBT+  possam ter seu espaço. Os eventos do bloco são realizados sempre na região central da cidade. No ano passado, por exemplo, ocorreu na Praça Marechal Âncora.

O bloco tem um público bem fiel, estimado entre 10 mil e 20 mil pessoas. Os eventos têm camarotes, open bar e diversas atrações e artistas, além da bateria da Escola de Samba Unidos da Tijuca.

Divinas Tretas

O Carnabendita, ecossistema cultural que conecta 13 blocos de rua no Rio de Janeiro, terá ações inéditas de diversidade para o desfile do Divinas Tretas em 2026, bloco que surgiu como uma nova formação do antigo bloco Toco-Xona, o primeiro bloco LGBTQIA+ do Rio de Janeiro, criado em 2007.

A mudança de nome, ocorrida em 2022, teve por objetivo abarcar ainda mais a diversidade e se firmar como coletivo no pós-pandemia da covid-19. Misturando pop, rock, axé e ritmos brasileiros, o grupo consolidou-se como um símbolo de pluralidade e qualidade musical no carnaval de rua carioca.


21/01/2026 - Rio de Janeiro - Blocos LGBTQIA+ do Rio de Janeiro pregam alegria e pluralidade. Bloco Divinas Tretas. Foto: Divinas Tretas/Gabriella Ribeiro

Bloco Divinas Tretas.- Divinas Tretas/Gabriella Ribeiro

O desfile do bloco Divinas Tretas, marcado para o dia 15 de fevereiro, na Praia do Flamengo, inclui uma iniciativa inédita de requalificação e retificação de prenome e gênero para a população trans e não-binária em situação de vulnerabilidade. A diretora do Carnabendita, Natália Guimarães, informou que o objetivo das ações idealizadas para o carnaval 2026 é aprofundar o debate sobre diversidade e cidadania dentro da liga.

“Como o Divinas Tretas é hoje o nosso principal pilar LGBTQIA+, decidimos concentrar esses esforços no bloco para garantir que o carnaval seja, além de festa, um instrumento de justiça social”, disse Natália.

O bloco vai contar com um espaço reservado e gradeado, segurança, equipe de apoio treinada e intérprete de libras durante todo o percurso. Haverá instalação de sanitários inclusivos pelo próprio bloco, além de uma articulação, junto à Riotur, para que os banheiros públicos externos adotem padrões similares de inclusão. Durante os intervalos das músicas, o bloco promoverá campanha de combate à violência contra a mulher, com divulgação do número 180, QR Codes para acesso à Lei Maria da Penha e distribuição de preservativos.

Além disso, para reforçar o compromisso com a representatividade, o Carnabendita adotará a contratação prioritária de profissionais LGBTQIA+, trans e não-binários em toda o desfile do Divinas Tretas.

Enxota Que Eu Vou

Ao contrário do que muita gente pensa, o Enxota Que Eu Vou não é um bloco majoritariamente LGBTQIA+. “Nós não somos um bloco exclusivo LGBTQIA+. O nome dá a entender isso, às vezes. A gente se considera um bloco de todos, diverso e aberto a todos os gêneros. Nós nos consideramos amigos das pessoas que lutam pelas causas LGBTQIA+ e, inclusive, defendemos que o carnaval seja plural, diverso, com respeito”, disse a presidente da agremiação, Camila Mendes, à Agência Brasil.


21/01/2026 - Rio de Janeiro - Blocos LGBTQIA+ do Rio de Janeiro pregam alegria e pluralidade. Bloco Enxota que eu vou. Foto: Enxota Que Eu Vou/ Bruno Santos

Bloco Enxota que eu vou. Foto: Enxota Que Eu Vou/ Bruno Santos – Enxota Que Eu Vou/ Bruno Santos

A bateria do bloco, batizada Bateria Penetrante, tem participantes LGBTQIA+ e sua rainha é Wallace Terra, drag queen cujo nome artístico é WQueer.

Tudo começou quando um grupo de amigos universitários da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) muito boêmios e que gostavam muito de sambas-enredo, iam para os lugares tocar e cantar, mas acabavam enxotados dos lugares, porque eram os últimos a ir embora, lembrou Camila, que integra a agremiação desde o primeiro ano de criação do Enxota Que Eu Vou, em 2010.

“Vão embora, vão embora, eles ouviam”. Daí, por brincadeira, o nome do bloco ficou sendo Enxota Que Eu Vou, cujo foco são os sambas-enredo clássicos das escolas de samba do Rio de Janeiro, desde 1900 até os sambas atuais. No carnaval 2026, o bloco comemora 15 anos de reunião e festa na Praça Tiradentes, região central da capital fluminense.

O Enxota Que Eu Vou é um bloco parado, com público que gira entre mil e duas mil pessoas. A concentração está marcada para as 13h do dia 17 de fevereiro, na Praça Tiradentes, com evolução a partir das 15h.

O tema do carnaval 2026 são os 15 anos do bloco. “Neste carnaval, a gente vai trazer os sambas que mais tocamos nesses 15 anos, que fizeram sucesso, mas também trazendo sambas antigos”.  

Banda das Quengas

Uma das bandas carnavalescas LGBTQIA+ mais antigas do Rio de Janeiro, a Banda das Quengas completa 35 anos no dia 13 de fevereiro. A comemoração, entretanto, será na terça-feira (17), com concentração a partir das 15h na esquina da Rua Washington Luiz com Avenida Mem de Sá, na Lapa. A referência era o Bar das Quengas, que foi reformado e ganhou outro nome: Bacurau. “Mas não tem nada a ver com a banda”, destacou em entrevista à Agência Brasil o vice-presidente da Banda das Quengas, Tbengston Martins.

Devido ao contingente de pessoas que atrai – no ano retrasado foram 47 mil pessoas – a banda não sai mais. É parada, afirmou Tbengston Martins, na vice-presidência há dez anos.

“Nossa banda é imprevisível. Ela pega multidões. É a banda LGBT da diversidade que atrai não só os que estão com a gente, mas os afins também. É uma banda família em que todo mundo vai para se divertir.”, assegurou.

O som começa às 16h e a banda segue até as 22h. “Todo mundo que passa o carnaval no Rio para na terça-feira na Lapa para brincar com a gente”.

A temática do carnaval 2026 é a mesma dos últimos oito anos: Aceitem ou nos respeitem. Segundo reforçou Tbengston Martins, ninguém é obrigado a aceitar, “mas respeitar, com certeza é”. A fantasia é livre. No passado, a banda chegou a produzir abadás para distribuir a alguns convidados, mas ficou muito caro. “As pessoas vão do jeito que acharem melhor e à vontade”, determinou o vice-presidente.

Tbengston Martins já foi adepto da banda, quando começou, depois padrinho, rainha da banda em 2018. “Hoje, sou vice-presidente e dou a vida pela banda, porque gosto de carnaval. E nossa banda nos realiza nesse período”. 

Sereias da Guanabara


21/01/2026 - Rio de Janeiro - Blocos LGBTQIA+ do Rio de Janeiro pregam alegria e pluralidade. Djs do Bloco Sereias da Guanabara (Leo Solez e Jorge Badaue) Fonte: acervo do bloco

 Djs Leo Solez e Jorge Badaue, do Bloco Sereias da Guanabara – Acervo do bloco

O bloco de rua Sereias da Guanabara também sai no dia 17 de fevereiro, com concentração às 14h, no Aterro do Flamengo, próximo ao estacionamento do Assador Rio’s, churrascaria de rodízio instalada nas imediações. O bloco tem como foco o tripé formado por sustentabilidade, acessibilidade e diversidade.

Trata-se de um famoso bloco LGBTQIA+ do carnaval carioca, cuja marca de suas fantasias é a fauna marinha. “Essa é sempre uma marca do nosso bloco. De cima do trio elétrico a gente vê muito azul, verde-água. A galera compra legal essa ideia do universo marinho”, destacou, em entrevista à Agência Brasil um dos fundadores da agremiação, Leo Solez.

Também fundador do bloco, Jorge Badaue acrescentou que o público abraça a ideia do universo marinho, porque ele envolve uma certa fantasia, lúdica, carnavalesca, de sereias. Acaba sendo um universo muito rico para se explorar em termos de figurino e fantasia”. Leo Solez completou: “Além de ser a cara do Rio de Janeiro, que tem um vínculo muito forte com o mar e natureza”.

No ano passado, o bloco ganhou o Selo Verde de sustentabilidade. Solez explicou que a história do bloco, que celebra este ano seu nono aniversário, está relacionada à fabulação de um imaginário sobre a Baía de Guanabara, sofrendo poluição durante muitas décadas.

“Para a gente fazer o bloco no Aterro do Flamengo é muito simbólico porque a Praia do Flamengo foi despoluída e está sendo agora muito usada pelos cariocas. Essa sempre foi uma pauta nossa durante o bloco, procurar falar sobre conscientização das pessoas em relação ao lixo”, citou Leo Solez.

Um dos princípios do bloco, segundo sublinhou Jorge Badaue, é que existe o entendimento de que a Baía de Guanabara, apesar de sofrer muito com a poluição, não morre. “A gente refletiu muito sobre essa resistência da vida, apesar de questões adversas”. Há consciência também sobre a potência de vida animal que existe na Baía de Guanabara e que alimenta a cidade do Rio de Janeiro e a região metropolitana, lembrou Solez.

Jorge Badaue deixou claro que o Sereias da Guanabara é um bloco LGBT cujo pilar mais forte é a sustentabilidade. Os integrantes do bloco procuram usar materiais reciclados nas fantasias, aproveitando a “potência festiva do lixo”. Tudo é reaproveitado.

Durante a passagem do bloco, Leo e Jorge, que atuam como DJs no trio elétrico, estão sempre conscientizando os foliões sobre a importância da coleta do lixo, para deixar novamente o Aterro do Flamengo em condições de uso para os próximos usuários do local.

O primeiro desfile do Sereias da Guanabara foi realizado no dia 20 de janeiro de 2017, no período pré carnaval. Essa data é considerada a fundação do bloco, cuja criação ocorreu no final de 2016.

Outra característica do bloco é a diversidade, “até porque a fauna marinha é diversa”. Além das pessoas LGBTQIA+, o Sereias está aberto à participação de pessoas de todos os gêneros. “Tem pessoas trans, pessoas cis, héteros também são bem-vindos. Nos nossos eventos, a gente também preza por acessibilidade, que é um pilar nosso”, afirmaram os dois sócios. 





EBC

Receita prevê arrecadar R$ 200 bi com modelo de cobrança amigável


A Receita Federal estima arrecadar R$ 200 bilhões este ano com a aposta em um modelo de “cobrança amigável”. Baseada na autorregularização de inadimplentes ocasionais e no endurecimento a devedores contumazes, a estratégia levou o Fisco a um recorde histórico de arrecadação em 2025.

Ao detalhar a arrecadação de 2025 na manhã desta quinta-feira (22), o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que a iniciativa marca uma mudança definitiva na atuação do órgão.

“O ano de 2026 vai ser um ano de mudança de paradigma e de postura da Receita Federal, deixando completamente a postura antiquada de um Fisco reativo e repressor para uma Receita que antecipa problemas, orienta os contribuintes e evita o litígio”, explicou.

A estratégia prioriza o diálogo, a orientação e o tratamento diferenciado conforme o perfil do contribuinte, com rigor concentrado nos devedores contumazes. De acordo com Barreirinhas, o objetivo é ampliar a arrecadação sem recorrer a disputas judiciais prolongadas.

“A cobrança amigável vem depois da inadimplência inicial, mas antes do litígio, interrompendo esse processo”, disse o secretário da Receita.

Anteriormente definida como uma diretriz pela Receita, a cobrança amigável foi incorporada à Lei Complementar 225, sancionada no início do mês. 

Em fevereiro de 2024, o governo enviou ao Congresso um projeto para beneficiar bons contribuintes. O Congresso, no entanto, aprovou em dezembro o projeto de lei complementar de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que instituiu a cobrança amigável e o combate aos devedores contumazes no Código de Defesa do Contribuinte.

Estratégia

O modelo se apoia em cinco pilares:

  •     Orientação como regra para prevenir irregularidades;
  •     Ausência de multas para bons pagadores;
  •     Autorregularização para contribuintes adimplentes ou ocasionais;
  •     Penalidades menores para contribuintes médios;
  •     Atuação rigorosa contra devedores contumazes e crimes tributários.

Arrecadação com cobrança amigável

  •     2022: R$ 130,5 bilhões;
  •     2023: R$ 146,6 bilhões;
  •     2024: R$ 171,2 bilhões;
  •     2025: R$ 177,5 bilhões.

A expectativa do Fisco é consolidar as novas diretrizes e alcançar R$ 200 bilhões este ano com a cobrança amigável.

Devedores contumazes

Em relação aos maus pagadores, a Receita pretende endurecer a fiscalização dos contribuintes que usam a inadimplência como estratégia de negócio. Segundo o Fisco, poucas empresas se enquadram nessa categoria, mas devem bilhões ao governo.

Segundo a Receita, são classificadas como devedores contumazes:

  •    15 empresas inativas, com R$ 23,1 bilhões em débitos;
  •    7 empresas irregulares, com R$ 15 bilhões;
  •    13 empresas regulares, com R$ 4,6 bilhões.

Segundo Barreirinhas, o Fisco pretende enfrentar o setor de cigarros, que concentra os devedores contumazes. O secretário afirmou que a nova lei deve ampliar punições e coibir práticas recorrentes de sonegação. 

“São recursos que deixam de ir para saúde, educação e previdência. Essa realidade precisa mudar”, disse.



EBC

Receita nega aumento de imposto para professores com novo piso


A Receita Federal rebateu, na noite desta quinta-feira (22), informações falsas que circulam nas redes sociais sobre uma suposta elevação da tributação sobre professores em razão do reajuste do piso salarial do magistério. Segundo o órgão, as alegações ignoram as regras legais de apuração do imposto e levam à conclusão equivocada de que os profissionais da educação passariam a pagar mais IR após o aumento salarial.

Em nota, o Fisco destaca que a reforma do Imposto de Renda faz com que mais contribuintes deixem de pagar IR e outros passem a pagar menos, tornando a tributação mais progressiva. Sancionada no fim do ano passado, a Lei 15.270/2025 ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês e reduziu o imposto devido sobre rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

“Não procede a afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente os professores a pagar mais Imposto de Renda. Os profissionais da educação são diretamente beneficiados pela redução prevista na Lei nº 15.270/2025”, destacou a Receita no comunicado.

De acordo com a Receita, a categoria está entre as diretamente beneficiadas pelas novas regras.

Em 2025, com o piso salarial de R$ 4.867,77, um professor pagava cerca de R$ 283,14 por mês de Imposto de Renda retido na fonte, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, esse mesmo profissional passará a pagar aproximadamente R$ 46,78 mensais de IR.

Segundo o Fisco, o efeito combinado do reajuste salarial e da redução do imposto garante ganho real no salário líquido, ao mesmo tempo em que corrige distorções na tributação sobre a renda dos profissionais da educação.



EBC

Presidente do STF defende atuação de Toffoli no caso do Banco Master


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, emitiu nota oficial, na noite desta quinta-feira (22), para defender a atuação da Corte no inquérito que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Na manifestação, o chefe do Poder Judiciário cita nominalmente o ministro Dias Toffoli, relator da investigação criminal, que vem sendo alvo de críticas na condução do caso e pressão para deixar a supervisão da apuração feita pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF).    

“A seu turno, a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa, cumprindo respeitar os campos de atribuições do Ministério Público e da Polícia Federal, porém, atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI”, afirma.

A nota faz uma defesa enfática da atuação profissional das instituições. Fachin afirma que crises e adversidades não suspendem o Estado de Direito e que, justamente nesses momentos, deve prevalecer o respeito à Constituição, ao devido processo legal e à atuação técnica das instituições. 

Sem mencionar explicitamente o episódio da fraude no Master, o ministro faz uma menção indireta ao caso destacando que “situações com impacto sobre o sistema financeiro nacional exigem mesmo resposta firme, coordenada e estritamente constitucional das instituições competentes”.

Fachin ressalta a autonomia do Banco Central, o papel da Polícia Federal na apuração de crimes financeiros e a atribuição do Ministério Público na persecução penal e na defesa da ordem econômica.

Fachin também afirma ainda que o STF exerce regularmente sua função constitucional, inclusive durante o recesso, período em que matérias urgentes são apreciadas pela Presidência da Corte ou pelo relator dos respectivos processos, sendo posteriormente submetidas ao colegiado.

“As matérias de competência do Tribunal Pleno ou das Turmas, quando decididas no recesso, serão, oportunamente, submetidas à deliberação colegiada, com observância do devido processo constitucional, da segurança jurídica e da uniformidade decisória. A colegialidade é método”, observa.

O presidente da Corte enfatizou que o Supremo não se curva a ameaças ou intimidações e que ataques à sua autoridade representam ataques à própria democracia, defendendo a crítica legítima, mas repudiando tentativas de desmoralização institucional.

“Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito”, aponta. “O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel. Defender o STF é defender as regras do jogo democrático e evitar que a força bruta substitua o direito. A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça”, prossegue a nota.

Críticas

Entre decisões recentes de Toffoli que geraram polêmica, está a que determinou o lacre e o acautelamento de bens, documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos pela Polícia Federal na nova fase da Operação Compliance Zero aos cuidados da PGR. A medida chegou a ser criticada por associação de peritos criminais.

Toffoli também vem tendo sua atuação questionada por parlamentares que alegam suposto impedimento ou suspeição. Mais cedo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou um desses pedidos, apresentado ainda em dezembro pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC). 

O arquivamento do pedido de afastamento de Toffoli do caso foi elogiado pelo decano do STF, o ministro Gilmar Mendes.

“Em um Estado de Direito, a preservação do devido processo legal e a observância das garantias institucionais constituem condições essenciais para a estabilidade democrática e para a confiança da sociedade nas instituições. Decisões fundadas em critérios jurídicos objetivos, afastadas de pressões circunstanciais, fortalecem a segurança jurídica e reafirmam a maturidade institucional do sistema constitucional brasileiro”, escreveu Gilmar em postagem na rede X.



EBC

Ibovespa renova recorde e supera 175 mil pontos com capital externo


O alívio nas tensões globais provocados por recuos do presidente Donald Trump voltaram a beneficiar o mercado financeiro. A bolsa de valores acumulou o terceiro recorde consecutivo e superou a marca de 175 mil pontos. O dólar fechou abaixo de R$ 5,30 pela primeira vez desde novembro.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quinta-feira (22) aos 175.589 pontos, com alta de 2,2%. No melhor momento do pregão, às 12h39, chegou a subir 3,27% e a aproximar-se dos 178 mil pontos.

O avanço foi sustentado principalmente por ações de bancos, com grande peso no índice, em um movimento que reflete a realocação global de recursos em direção a mercados emergentes. O volume de negociações voltou a ser expressivo, somando R$ 44,1 bilhões, bem acima da média diária de cerca de R$ 30 bilhões em 2026.

Dados da B3 reforçam o papel do investidor estrangeiro na alta recente. Em janeiro, até o dia 20, o saldo de capital externo na bolsa brasileira foi positivo em quase R$ 8,8 bilhões. Com o resultado desta quinta, o Ibovespa acumula alta de 6,55% na semana e cerca de 9% no ano, caminhando para o melhor desempenho semanal desde outubro de 2022.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dia também foi marcado pela euforia. O dólar comercial fechou a quinta vendido a R$ 5,284, com recuo de R$ 0,036 (-0,67%). A cotação operou em estabilidade durante a manhã, mas despencou à tarde, até fechar próxima das mínimas do dia.

A moeda estadunidense está no menor valor desde 11 de novembro, quando estava a R$ 5,27. Em 2026, a divisa acumula queda de 3,73%.

O cenário internacional sustentou o mercado financeiro nesta quinta. As bolsas globais reagiram positivamente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar de ameaças de tarifas comerciais contra países europeus, em meio às negociações envolvendo a Groenlândia. Em Wall Street, o índice S&P 500 subiu 0,55%.

*com informações da Reuters




EBC

Brasil condena demolição de agência da ONU por Israel em Jerusalém


O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), condenou nesta quinta-feira (22) a demolição, por determinação de autoridades israelenses, da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), em Jerusalém Oriental. O local é considerado território palestino.

“Medidas que violam instalações da UNRWA no território palestino ocupado constituem flagrante violação do direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas. Também contrariam os pareceres consultivos da Corte Internacional de Justiça de 19/7/2024, sobre práticas de Israel no território palestino ocupado, inclusive Jerusalém Oriental, e de 22/10/2025, sobre as obrigações de Israel em relação à ONU e a outros atores no território palestino ocupado”, disse o Itamaraty, em nota.

A demolição foi iniciada na terça-feira (20) e ocorre após a aprovação, pelo parlamento israelense, no fim do ano passado, de uma legislação que autorizou corte do fornecimento de água e eletricidade no prédio, bem como permite expropriação de imóveis da agência da ONU.

Em declaração nas redes sociais, o comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, descreveu a demolição como um “ataque sem precedentes” contra as Nações Unidas, cujas instalações são protegidas pelo direito internacional.

O Itamaraty informou ainda que, no exercício da presidência da Comissão Consultiva da UNRWA, segue apoiando a continuidade das atividades da agência na prestação de serviços essenciais a 6 milhões de refugiados palestinos na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, na Jordânia, no Líbano e na Síria.

Segundo o chefe da agência, as instalações da UNRWA já foram alvo de incêndios criminosos em meio a uma “campanha de desinformação em larga escala” promovida por Israel. 

Os ataques ocorreram apesar de uma decisão tomada pela Corte Internacional de Justiça, em outubro do ano passado, que reafirmou que Israel era obrigado a “facilitar as operações” no local, e que o Estado judaico não tem jurisdição sobre Jerusalém Oriental.



EBC