Sesc inicia em Porto Alegre a 28ª edição do Palco Giratório


O Serviço Social do Comércio (Sesc) lança nesta terça-feira (14), em Porto Alegre (RS), a 28ª edição do Palco Giratório, maior projeto de circulação de artes cênicas no Brasil. Participarão ao todo 16 grupos de teatro, dança, circo de 12 estados que percorrerão, até o final do ano, 113 cidades de 23 unidades da Federação.

Segundo o gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc, Leonardo Minervini, 16 grupos vão circular o país com 381 apresentações e 164 ações formativas, englobando oficinas, pensamentos giratórios, que são encontros, palestras, formações, intercâmbios. 

“O Palco Giratório tem um olhar para todos os públicos e todas as idades, para todas as pessoas interessadas em conhecer, ter contato e se aprofundar sobre a produção das artes no Brasil e, de uma maneira mais ampla, com as manifestações culturais brasileiras”, afirmou Minervini.

Questões contemporâneas

De acordo com o gerente interino, o circuito sempre inclui espetáculos que falam sobre experiências de vida e levam os temas para debate.

“A gente tem vivências sensíveis, e a arte, por meio do teatro pode abordar temas que, muitas vezes, são complexos e questionam determinadas situações sociais. Também temos afirmações de identidade por meio de manifestações que circulam no palco giratório. São temas densos, complexos, mas abordados de maneira muito cuidadosa e inteligente”.


São Paulo (SP), 13/04/2026 - Palco Giratório Sesc 2026. Sobrevento para Mariela. Foto: Sesc/Divulgação

Palco Giratório Sesc 2026: Sobrevento para Mariela. Foto – Sesc/divulgação

Leonardo Minervino afirma que o objetivo principal do Palco Giratório este ano é proporcionar ao público “um olhar inteligente, sensível e participativo” para uma série de questões sociais contemporâneas.

O circuito começa amanhã (15), em Porto Alegre, com o espetáculo Frankinho – uma história em pedacinhos, do Rio Grande do Sul, dirigida à infância. Trata-se de uma história inspirada na obra Frankenstein, da escritora Mary Shelley. O espetáculo do coletivo gaúcho aproxima arte e ciência para estimular a criatividade do público. O circuito segue da capital gaúcha para Pernambuco e, depois, Santa Catarina.

A maioria dos espetáculos tem indicação etária livre ou a partir de 14 anos. “Por isso a gente fala que é um projeto cuja circulação aborda todos os públicos”.

Homenagem

A edição do Palco Giratório 2026 vai homenagear o grupo Sobrevento, referência internacional no teatro de animação, que está completando 40 anos. O grupo foi criado no Rio de Janeiro e está radicado em São Paulo, onde mantém atividades sem interrupção. 

“É uma forma de homenagear quem já está há muitos anos na cena; quem faz a diferença, quem transforma também as artes cênicas no Brasil e que serve de inspiração para tantos grupos, para tantos públicos, tantos fazedores de cultura.”

O Sobrevento apresentará o espetáculo de animação Para Mariela, que aborda de maneira sensível e poética os sonhos de uma vida simples e os desafios da imigração, a partir de histórias reais de crianças bolivianas.

Curadoria nacional

A escolha dos trabalhos artísticos foi feita pela curadoria nacional do Sesc. Em cada departamento regional, o Sesc tem uma profissional que atua com arte cênica, compõe a rede de curadoria e assiste mais de 150 espetáculos para definir os trabalhos artísticos que vão circular.

“Então, é fruto de muito trabalho coletivo e de muita diversidade de olhares para a cena contemporânea brasileira, não só centrado em um determinado estado, uma região do Brasil, mas com representatividade territorial do país.”

Alguns estados, como Rio Grande do Sul e Pernambuco, incluem em festivais espetáculos dos 16 grupos artísticos. Outros fazem mostras, que são recortes dos grupos participantes da nova edição do Palco Giratório. Cada estado tem autonomia para compor a programação. “Junto com esses grupos que vão circular pelo Brasil, a gente tem grupos locais,porque o Palco Giratório é, por essência, um projeto de intercâmbio das artes cênicas”, disse Leonardo Minervini.

Manifestações artísticas realizadas no ano passado pelo Sesc reuniram 33 milhões de espectadores no país. 



EBC

Terceirizados do governo têm redução de jornada e auxílio para creche


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda (13), a ampliação de direitos trabalhistas para pelo menos 40 mil pessoas que trabalham de forma terceirizada na administração federal.

Os atos regulamentam o reembolso-creche e a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. 

No evento, no Palácio do Planalto, em Brasília, Lula recordou que após os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, ele viu os empregados terceirizados fazendo limpeza após o episódio. Ele destacou que é necessário reconhecer o serviço que esses trabalhadores realizam, independentemente da função. 

Creche

A estimativa é que cerca de 14 mil crianças (até seis anos incompletos) com pais ou responsáveis que atuam como terceirizados tenham direito ao benefício do reembolso-creche, que será de até R$ 526,64 por dependente, por mês. 

O valor é exatamente igual ao pago aos servidores públicos federais. “Nem todo mundo tem noção do que isso significa”, disse o presidente na solenidade. Ele avalia que possibilitar o pagamento de uma creche garante dignidade e tempo de vida e lazer para as famílias. 

Segundo o governo, o benefício de reembolso-creche passa a ser exigida em todos os contratos de prestação de serviços com dedicação exclusiva de mão de obra e já pode ser implementada nos contratos atuais de prestação de serviços de terceirização. 

“A gente precisa garantir que as mães possam sair para trabalhar sabendo que vai ter um recurso para poder cuidar da sua criança ou do seu filho. Senão, não haverá igualdade”, pontuou o presidente. 

No evento de anúncio das medidas, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dueck, lamentou que o País ainda não conseguiu universalizar as creches públicas no Brasil. “O cuidado é essencial para que as mulheres e os responsáveis em geral possam exercer seu trabalho com qualidade”. 

Redução de jornada

Outra decisão do governo anunciada foi a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salário, e que tem o potencial de alcançar até 60 mil trabalhadores. A medida vai ao encontro do benefício que já havia chegado a 12 categorias de trabalhadores em outras duas fases. 

A redução, agora, contempla todos os demais postos de serviços terceirizados com dedicação exclusiva de mão de obra na administração federal. A regra não se aplica aos profissionais que atuam em regime de escala de revezamento.

Na solenidade, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ressaltou que as medidas do governo federal vão beneficiar todos os trabalhadores de órgãos federais espalhados pelo país.

“A redução da jornada de trabalho é devolver para o trabalhador aquilo que a gente tem de mais valioso na vida, que é o tempo”, afirmou.



EBC

Rafael Matos e Orlando Luz vão às quartas de duplas do ATP de Munique


O Brasil começou com vitória nesta segunda-feira (13) no ATP 500 de Munique (Alemanha. Primeiros representantes do país no saibro alemão, os gaúchos Rafael Matos e Orlando Luz arrancaram a classificação às quartas de final ao derrotarem a parceria do australiano John Peers (ex-número 2 do mundo) com o norte-americano Robert Galloway. Ao fim de 2h01min de embate, Matos e Luz levaram a melhor por 2 sets a 1, com parciais de 7/6 (10/8),  4/6 e 10/7.

Recém vice-campeões do ATP 250 de Houston (Estados Unidos), Matos e Luz terão como adversários na próxima fase os vencedores do duelo entre os austríacos Alexander Erler e Lucas (cabeças de chave 4) contra a parceria do britânico Luke Johnson com o polonês Jan Zielinski. O jogo está previsto para quarta (15), ainda sem horário definido.

O torneio em Munique é preparatório para Roland Garros (França), segundo Grand Slam do ano, em maio. O primeiro foi o Aberto da Austrália, em janeiro, e, após a competição em Paris, ocorrerão o Torneio de Wimbledon e o US Open, em junho e setembro, respectivamente. Os Grand Slams distribuem a maior pontuação do circuito (1500 pontos).


Brasília 16/02/2026  - Com João Fonseca, brasileiros disputam chaves principais do Rio Open.
Foto: FOTOJUMP

No torneio pela primeira vez na carreira, o carioca João Fonseca terá pela frente na estreia o chileno Alejandro Tabilo nesta terça (14), a partir da 6h (horário de Brasília) – FOTOJUMP

João Fonseca debuta terça (14) em Munique

Após subir cinco posições no ranking nesta segunda (13), o  carioca João Fonseca debuta no saibro alemão como atual número 35 do mundo. O duelo de estreia será contra o chileno Alejandro Tabilo (45º), a partir das 6h (horário de Brasília) desta terça (14).  Será a terceiro embate dos dois no circuito profissional, sendo que o chileno leva vantagem com duas vitórias: a primeira foi no ATP 250 de Bucareste (Hungria) em 2024 e a segunda este ano, no ATP 250 de Buenos Aires.

Fonseca chega em Munique após boa campanha no Masters 1000 de Mônaco, interrompida nas quartas de final após revés para o alemão Alexander Zverev, número 3 do mundo. Antes da eliminação o brasileiro derrotou o canadense Gabriel Diallo (36º), o francês Arthur Rinderknech (27º), e o italiano Matteo Berretini – ex-top 10 e atual 90º no ranking.

Dupla de Marcelo Melo estreia quarta (15)

Ao lado do alemão Alexander Zverev, número 3 do mundo, o mineiro Marcelo Melo estreará contra os segundos favoritos ao título, os franceses Sadio Doumbia e Fabien Rebout. O horário da partida ainda não foi definido.



EBC

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos


O dólar fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos, enquanto a bolsa brasileira renovou recordes e superou os 198 mil pontos nesta segunda-feira (13).

Mesmo com o início do bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos, o clima no mercado financeiro melhorou após declarações do presidente Donald Trump sobre um possível acordo com o Irã.

A moeda estadunidense encerrou o dia em queda, acompanhando o movimento no exterior, enquanto a bolsa brasileira avançou impulsionada por ações de commodities (bens primários com cotação internacional) e pelo fluxo de capital estrangeiro.

Câmbio recua

O dólar comercial à vista fechou a R$ 4,997, em baixa de R$ 0,014 (-0,29%). A cotação está no menor valor desde 27 de março de 2024. Na mínima do dia, por volta das 14h20, chegou a R$ 4,98.

No mês, a divisa acumula queda de 3,51%. Em 2026, o recuo chega a 8,96%.

Após subir no início do dia, refletindo as tensões no Oriente Médio, o dólar perdeu força ao longo da tarde. A mudança de direção ocorreu após Trump afirmar que o Irã estaria interessado em negociar.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda estadunidense diante de uma cesta de divisas fortes, também recuou, reforçando o movimento observado no Brasil.

O euro comercial fechou esta segunda vendido a R$ 5,876, com baixa de apenas 0,02%. A cotação está no menor valor desde o fim de junho de 2024.

Recorde histórico no Ibovespa

Na bolsa brasileira, o Ibovespa avançou 0,34% e fechou aos 198.001 pontos, atingindo o maior nível da história. Durante o pregão, o índice chegou a superar os 198.100 pontos.

O desempenho foi sustentado principalmente por ações de grandes empresas ligadas a commodities, como mineração e petróleo, além da entrada contínua de recursos estrangeiros. No mês, o índice acumula alta de 5,62% e, no ano, ganhos de 22,89%.

O movimento positivo no Brasil acompanhou o desempenho das bolsas em Nova York, que também reagiram às sinalizações de distensão geopolítica.

O índice Dow Jones, das empresas industriais, subiu 0,63%. O S&P 500, das 500 maiores companhias, ganhou 1,02% e anulou as perdas desde o início da guerra no Oriente Médio. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, avançou 1,23%.

A expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir a aversão ao risco nos mercados globais.

Petróleo abaixo de US$ 100

Os preços do petróleo avançaram, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo bloqueio de portos iranianos pelos Estados Unidos.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em alta de 4,36%, a US$ 99,36, enquanto o WTI, do Texas, subiu 2,6%, a US$ 99,08.

Durante a maior parte do dia, ambas as cotações ficaram acima de US$ 100, mas desaceleraram após as declarações de Trump.

A volatilidade continua elevada, com investidores atentos aos desdobramentos no Estreito de Ormuz, região estratégica para o fluxo global de petróleo. 

* Com informações da Reuters



EBC

Julgamento de réus pela morte de mãe Bernadete será retomado amanhã


O julgamento de dois réus pelo assassinato da líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico Moreira, a Mãe Bernadete, será retomado nesta terça-feira (14) pela manhã. A sessão teve início nesta segunda-feira (13), após ter sido adiada

O júri popular de Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos está sendo realizado no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. 

Nesta segunda-feira, antes do início do julgamento, ocorreu o sorteio dos sete jurados para compor o conselho de sentença. Cabe aos jurados decidir o mérito da causa, condenando ou absolvendo os acusados.  

Na sequência, foram ouvidas as testemunhas do caso e um dos réus, Arielson, já que o outro, Marílio, está foragido.

A previsão é que amanhã sejam realizados os debates com Ministério Público e assistente de acusação, depois com a defesa. A sessão é conduzida pela Juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos.  

Os réus Arielson e Marílio são acusados de homicídio qualificado cometido por motivo torpe, meio cruel, com impossibilidade de defesa da vítima e utilização de arma de uso restrito, contra a líder quilombola, em 2023, no município de Simões Filho. Arielson também responderá pelo crime de roubo. 

As outras três pessoas denunciadas pelo MP baiano, Josevan Dionísio dos Santos, Sérgio Ferreira de Jesus e Ydney Carlos dos Santos de Jesus – este último também acusado de ser mandante do crime, ainda não tem data para serem julgados.

Crime 

Mãe Bernadete foi assassinada aos 72 anos, com 25 tiros dentro de casa, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador em 17 de agosto de 2023, após homens armados invadirem a comunidade, mantendo familiares reféns e executando a ialorixá. 

Ela era uma das lideranças da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas e uma voz ativa na defesa do território, na luta contra o racismo e na busca por respostas pela morte de seu filho, Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como Binho do Quilombo, assassinado em 2017, por defender as mesmas bandeiras da matriarca.

O assassinato da líder quilombola e referência do candomblé baiano ocorreu mesmo depois de a vítima denunciar frequentes ameaças. Ela, inclusive, fazia parte do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Em razão da repercussão do caso, o Tribunal de Justiça (2º grau) julgou a favor do desaforamento do processo, trocando o foro onde ocorre o julgamento – para Salvador. Segundo a corte, o objetivo da medida é garantir uma sentença imparcial.   



EBC

Alckmin: só um estado ainda não aderiu ao subsídio do diesel


O vice-presidente Geraldo Alckmin disse nesta segunda-feira (13) que apenas uma das 27 unidades da Federação ainda não aderiu à proposta do governo federal de subsídio ao diesel importado. A medida, que integra o pacote para conter a alta dos combustíveis, terá o custo dividido igualmente entre a União e os estados que aceitaram o acordo. 

Alckmin não disse qual estado ainda não aderiu ao programa. “Vinte e seis estados já aderiram. De repente, a gente chega à unanimidade, aos 27”, declarou.

Há duas semanas, o vice-presidente disse que os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia indicaram que não iriam aderir à proposta de subsídio. 

“O governo tirou o PIS Cofins do diesel, colocou um subsídio federal no diesel e convidou os estados para também participar. Não obrigou ninguém. Os estados reduzem 0,32 centavos o ICMS e o governo federal, para quem reduzir 0,32, coloca uma redução de mais 0,32, dá um subsídio. Então, a população ganha 0,64 centavos por litro durante 2 meses”, explicou.

Alckmin projetou ainda que, com a construção de novas refinarias, o país deverá ficar autossuficiente na produção de diesel em cerca de 5 anos. 

“Há um estudo da Petrobras que, em cinco anos, pode zerar [a importação de diesel]. A gente terminando as refinarias, a gente também ficar autossuficiente em diesel, mas não é a realidade hoje”, disse.



EBC

Petrobras vai retomar obras de unidade de fertilizantes no Mato Grosso


O Conselho de Administração da Petrobras decidiu, nesta segunda-feira (13), pela retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, sediada em Três Lagoas (MS).

A implantação da unidade já havia sido aprovada pelo conselho em outubro de 2024, dentro Plano de Negócios 2026-2030. Para a conclusão do projeto, é estimado investimento de cerca de US$ 1 bilhão.

A ideia é que as obras sejam retomadas ainda no primeiro semestre deste ano e que a unidade entre em operação comercial em 2029. 

Paralisada desde 2015, a implantação da unidade voltou a ser avaliada a partir de 2023, quando a Petrobras decidiu retornar ao segmento de fertilizantes.

Unidade

O projeto prevê a produção de aproximadamente 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, das quais 180 toneladas são excedentes e disponíveis para a comercialização.

A produção será destinada majoritariamente aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, principais produtores agropecuários do país.

A amônia é matéria-prima para os setores de fertilizantes e petroquímico. A ureia é o fertilizante nitrogenado mais demandado no Brasil, com consumo nacional na ordem de 8 milhões de toneladas por ano.

O agronegócio utiliza do produto nas plantações de milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de aplicação como suplemento alimentar para ruminantes.

 

 

 

 



EBC

Cármen Lúcia diz que é aconselhada a deixar STF por ataques machistas


A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira (13) que é aconselhada por familiares a deixar o cargo diante das ofensas machistas que recebe diariamente.

Na manhã de hoje, a ministra participou da palestra “O Brasil na visão das lideranças públicas”, organizada pelo Instituto FHC, em São Paulo. 

A ministra citou as ameaças sofridas pelos integrantes da Corte e avaliou que alguns magistrados podem recusar a assumir uma cadeira no Supremo para não serem alvos de ataques.

“Algumas pessoas não vão querer ir, porque a nossa família não quer que a gente fique. Para nós mulheres, nem se fala, dificuldade é enorme, porque o discurso de ódio contra homem é mau administrador. Contra nós, os senhores já viram o que fazem a meu respeito, ele é sexista, machista e desmoralizante. Todo mundo da família fala: Cármen, sai disso, já fez o que tinha o que fazer”, afirmou.

Transparência 

A ministra também reconheceu que há um “momento de tensão”, no qual o Supremo é questionado pela sociedade, e disse que não faz nada errado.

“Da minha parte, podem dormir tranquilos, porque eu tento fazer o melhor todo dia e não há nenhuma linha minha que não seja com base na lei. Eu já votei contra o meu pai, que estava vivo, e avisei a ele, no caso dos poupadores”, completou.

Não é a primeira vez que Cármen Lúcia, única ministra da Corte, expõe ser alvo de ataques machistas.

No mês passado, ela disse que foi comunicada sobre uma ameaça de bomba com o intuito de matá-la.



EBC

Pré-natal integral é menor entre indígenas e mulheres com pouco estudo


No Brasil, quase todas as grávidas (99,4%) fazem pelo menos uma consulta de pré-natal, mas o acesso a esse atendimento, fundamental para a saúde da mãe e do bebê, diminui, ao longo da gestação, para as mulheres indígenas, com menos escolaridade e do Norte do país. É o que revela um estudo divulgado nesta segunda-feira (13), e elaborado por pesquisadores do Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas (ICEH/UFPel), em parceria com a Umane, organização sem fins lucrativos que tem por objetivo assegurar a qualidade e universalidade do sistema público de saúde.

Em média, considerados todos os perfis de gestantes, a cobertura entre a primeira e a sétima consulta cai de 99,4% para 78,1%. O ideal é que o acompanhamento tenha início assim que elas confirmarem a gestação ou mesmo desconfiarem que estejam grávidas, preferencialmente até a 12ª semana de gestação.

De acordo com a pesquisa, as grávidas com menor escolaridade são as que menos completam o pacote de consultas do pré-natal. De um lado, estão gestantes com maior nível de educação formal (86,5%) e, na outra ponta, com o percentual caindo para quase a metade, as que ficaram mais tempo fora da escola (44,2%). 

Também se destacam, como exemplo dos abismos sociais, as indígenas com baixa escolaridade, que acumulam dois fatores como obstáculos à garantia à saúde: o total de anos de estudo formal e a origem étnico-racial. Ao todo, 19% delas conseguiram seguir a quantidade recomendada de idas ao médico para o pré-natal, proporção bastante inferior aos 88,7% de brancas com 12 anos ou mais de escolaridade, parcela mais privilegiada.

As mães indígenas são mais excluídas do que as pretas e pardas, que compõem a população negra. Apenas 51,5% das mulheres de povos originários chegam a finalizar o acompanhamento, contra 84,3% das mulheres brancas, 75,7% das pretas e 75,3% das pardas. Em quase metade dos casos (46,2 pontos percentuais), o acompanhamento das indígenas é abandonado, índice três vezes maior do que o registrado entre mulheres brancas (15,3 pontos percentuais).

Outro contingente desfavorecido é o de gestantes da Região Norte, onde 63,3% têm seu direito ao pré-natal plenamente respeitado. Em seguida vêm o Nordeste (76,1%) e o Centro-Oeste (77%). As regiões com melhores taxas são o Sudeste (81,5%) e o Sul (85%).

Os pesquisadores aconselham, ainda, políticas específicas para as gestantes adolescentes com menos de 20 anos, já que o serviço de pré-natal é integralmente alcançado por apenas 67,7% delas, patamar bem abaixo dos 82,6% observados entre mulheres acima de 35 anos.

O levantamento se baseia em mais de 2,5 milhões de nascimentos registrados no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), em 2023, pelo Ministério da Saúde.

A especialista Luiza Eunice, pesquisadora responsável pelo estudo no ICEH/UFPel, recorda que é recente o parâmetro de sete consultas no país. O governo federal elevou o número de consultas indicado em 2024, ano em que lançou a Rede Alyne, estratégia para reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027 – entre as gestantes negras, a meta é reduzir os casos pela metade.

Nutricionista e doutora em saúde pública, Eunice defende medidas de combate ao racismo estrutural e à discriminação na oferta do cuidado, bem como programas voltados a adolescentes, que visem debater sem tabu a relevância da educação sexual e acabar com o estigma da gravidez nessa fase da vida, para que possam tomar conta de sua saúde e da do bebê. Para ela, as mulheres com menos escolaridade devem ser outro público-alvo, pois é necessário mostrar a elas por que o pré-natal deve ser uma prioridade.

Eunice pondera, ainda, que o avanço depende de fatores como a disponibilização de transporte público que leve as gestantes às unidades de saúde e o vínculo delas com os profissionais da área.

“É esse apoio, esse vínculo, essa captação ativa dessa gestante que vai melhorar a navegação dela para ela retornar às consultas”, disse a pesquisadora.

O reforço em ações pensadas para quem está sob maior vulnerabilidade, ponto colocado por Eunice, é algo que pode trazer resultados também na perspectiva da gerente de Investimento e Impacto Social da Umane, Evelyn Santos. Ela avalia que, embora tenha havido aprimoramentos na atenção primária, suprir certas demandas exige mais empenho do Poder Público.

“Independentemente de onde moram, de cor de pele, de escolaridade, nós temos que ser capazes de fornecer o mesmo pré-natal, adequado, a todas as mulheres e não esperar que a pessoa tenha escolaridade mais elevada para buscar mais ativamente seu pré-natal e o sistema ser mais proativo com essas populações. É isso que faz toda a diferença: ver toda a população e essas vulnerabilidades como um chamado para a ação”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil.

Como funciona o pré-natal

O pré-natal serve para se detectar, o mais cedo possível, doenças e condições de saúde, permitindo a médicos especialistas o devido tratamento ou reversão dos sintomas e reduzindo riscos durante o parto. É essencial tanto para a gestante como para o bebê, e o ideal é que o pai da criança também compareça às consultas, para que receba orientações e adote uma postura de cuidado. 

Como salienta a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o pré-natal tem ainda outras funções. Entre elas, fornecer instruções sobre amamentação, uma vez que o aleitamento materno deve ser mantido como única fonte de alimento do bebê até os 6 meses de idade. A SBP recomenda que, a partir dos 6 meses, deve-se iniciar a alimentação complementar saudável, e que o leite materno seja mantido como principal fonte de nutrição da criança até os 2 anos ou mais.

O leite da mãe possui todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento da criança, sendo mais saudável do que as chamadas “fórmulas” industrializadas, compradas em mercados e farmácias, pois protege o organismo contra infecções, fortalece seu sistema imunológico e traz outras vantagens, como um vínculo afetivo maior entre mãe e filho. No caso da mãe, o que se observa é a diminuição da probabilidade de desenvolver câncer e ajuda na recuperação pós-parto. 

A frequência das consultas varia conforme o tempo de gravidez. A paciente deve realizá-las uma vez por mês até a 28ª semana (sétimo  mês); a cada 15 dias, da 28ª até a 36ª semana (sétimo ao nono mês); e semanalmente, no final da gestação.

A lista de exames pedidos pelo pediatra, no pré-natal, pode incluir, como informa a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) hemograma, tipagem sanguínea e fator RH, glicemia em jejum, testes rápidos para sífilis e/ou VDRL, teste rápido para HIV – Anti HIV, toxoplasmose IgM e IgG, sorologia para hepatite B (HbsAg), teste de urina I/urocultura.

Também podem ser solicitados uma ecografia obstétrica com função de verificar a idade gestacional (não é obrigatório) ou de acordo com a necessidade clínica, citopatológico de colo do útero, se necessário, exame de secreção vaginal e parasitológico de fezes.



EBC

Parque Nacional da Tijuca, no Rio, é o mais frequentado do país


O Parque Nacional da Tijuca, localizado em área urbana da cidade do Rio de Janeiro, no Alto da Boa Vista, consolidou-se em 2025, pelo 18º ano consecutivo, como o parque nacional mais frequentado do país, com o recorde histórico de 4.907.563 visitantes.

Considerado um dos maiores parques urbanos do mundo, o parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que já investiu R$ 75 milhões em obras de modernização da área. 

Somente no Alto Corcovado, onde está instalada a estátua do Cristo Redentor, o fluxo saltou de 2,3 milhões em 2024 para mais de 2,8 milhões no ano passado.

O parque pode ser acessado pelo Alto da Boa Vista, pelo bairro da Tijuca, ou pela Barra da Tijuca, entrando pela Estrada de Furnas ou então pelo Horto, onde existe um acesso alternativo, pela Rua Pacheco Leão, na zona sul da cidade.

Este ano, serão inaugurados no Alto Corcovado três novos elevadores importados, além de um novo mirante com vista panorâmica para a cidade do  Rio de Janeiro.

Também estão previstas obras de recuperação e manutenção dos contrafortes, as grandes colunas que seguram a rocha onde está apoiado o platô de visitação do Alto Corcovado, e contenção de encostas à beira da histórica linha férrea e das estradas de acesso ao Corcovado.

O restaurante histórico A Floresta está em recuperação e serão reformados os alojamentos que recebem pesquisadores de vários pontos do país e o fortalecimento da brigada de incêndio do parque.

Os pontos mais famosos do Parque Nacional da Tijuca são a Floresta da Tijuca, o Cristo Redentor, o Mirante Dona Marta e a Vista Chinesa. 

A floresta é fundamental para o ecossistema urbano do Rio de Janeiro, sendo uma das maiores florestas urbanas replantadas do mundo. 

Ela regula a temperatura local, reduzindo-a em até 4ºC a 6ºC, protege encostas contra deslizamentos, mantém a qualidade do ar, preserva a biodiversidade da Mata Atlântica e protege recursos hídricos. 

De acordo com a chefe do Parque Nacional da Tijuca, Viviane Lasmar Pacheco, a gestão pelo ICMBio prioriza o interesse público para que patrimônios como o Alto Corcovado e a Floresta da Tijuca, continuem pertencendo a todos os brasileiros. 

“No Corcovado, as obras em andamento asseguram uma modernização tecnicamente rigorosa e mais inclusiva. É importante lembrar que a União protege esta área há mais de 160 anos. Por isso, estamos trabalhando muito para unir a conservação da Mata Atlântica em todas as áreas do parque com uma infraestrutura de visitação que eleve a qualidade da experiência do visitante”, disse.



EBC