PF apura vazamento de dados da Receita de ministros do STF


A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (17), quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, na investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), parentes e outras autoridades nos últimos três anos.

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de representação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, entre elas:

  •       monitoramento por tornozeleira eletrônica;
  •       o afastamento do exercício de função pública;
  •       o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país.

Investigação

Em nota à imprensa, a Receita Federal esclarece que as operações de busca realizadas pela Polícia Federal se basearam em informações fornecidas pela própria Receita.

Além do inquérito que tramita no Supremo, a Receita informa que há uma investigação prévia em parceria com a Polícia Federal e que os resultados serão divulgados oportunamente.

O fisco também detalhou o andamento das investigações que miram o acesso indevido a dados de ministros da Suprema Corte e seus familiares:

  •          Em 11 de janeiro, a Corregedoria da Receita abriu um procedimento interno motivado por notícias veiculadas pela imprensa.
  •          No dia seguinte, 12 de janeiro, o STF formalizou um pedido de auditoria completa nos sistemas da Receita para identificar os acessos suspeitos aos dados dos magistrados e outros contribuintes realizados nos últimos três anos.

Rastreamento

A Receita Federal diz ter intensificado o controle de perfis que acessam os dados dos contribuintes, desde de 2023.

O órgão enfatizou que seus sistemas permitem o monitoramento total de acessos e qualquer uso indevido é detectável, auditável e passível de punição administrativa e criminal.

“A Receita Federal do Brasil não tolera desvios, especialmente, relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário”, reafirmou a Receita Federal.

A Receita explica que a auditoria interna em seus sistemas está em andamento e que os desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator do inquérito no STF, ministro Alexandre de Moraes.

No âmbito das investigações da Receita, sete processos disciplinares foram concluídos, resultando em três demissões.



EBC

SP: Carnaval tem Galo da Madrugada, Cerca Frango e Carna Black Ritmo


O carnaval paulistano terá 40 blocos nesta terça-feira (17) gorda. O destaque fica com o frevo e as cores do Galo da Madrugada, que volta à capital paulista e abre a manhã de festa no circuito do Ibirapuera, a partir das 9h, com seu Frevo no Planeta Galo, com alegorias com temática na sustentabilidade. Às 14h, o circuito recebe o Bloco da Latinha Mix, com apresentações de Falcão, Maneva, Bateria da Rosas de Ouro e o duo de música eletrônica Dubdogz.

A tarde do último dia da folia de Momo favorece quem gosta dos sons latinos. O bloco da ¡SÚBETE! leva o reggaeton ao Bixiga, a partir das 13h, com uma mescla de DJs da festa e convidados do clube Perro Negro, outra casa do ritmo na cidade. Também pela tarde o Brás terá músicas folclóricas bolivianas apresentadas no Chuta Choleros y sus Lindas Mamacitas.

Os bairros serão destino certo para os foliões mais resistentes, com blocos espalhados de Perus (zona norte) à Cidade Ademar (zona sul) e da Raposo Tavares (zona oeste) ao Itaim Paulista (zona leste). Os circuitos centrais, em regiões como Santa Cecília, República e Bixiga terão desfiles durante todo o dia, lembrando que os blocos em São Paulo terminam cedo, antes das 20h.

No interior paulista, a folia vai até um pouco mais tarde. Em Campinas, o Berravaca avança até as 2h de quarta-feira (18), encerrando o desfile de sete blocos da cidade. O tradicional carnaval de São Luiz do Paraitinga começa o desfile do bloco Bico do Corvo às 22h, 12 horas após o primeiro desfile, do bloco infantil Encuca Cuca.

No ABC as cidades de São Bernardo do Campo e Santo André terão programação durante a tarde e começo da noite. Aqueles que gostam de música negra podem conferir o Carna Black  Ritmo, Identidade e Celebração à Cultura Negra, em São Bernardo, no Parque de Juventude Città Di Maróstica, a partir das 14h. Em Santo André a agitação será com a banda Caxambú, na vila histórica de Paranapiacaba, a partir das 14h, no Coreto do Clube União Lyra Serrano.

O litoral também tem desfiles. Na Baixada Santista a terça-feira terá animação em Santos e São Vicente, com espaços para a criança e shows na região central das duas cidades.

Destaques de SP:

Bloco Galo da Madrugada SP

Às 9h, na Av. Pedro Álvares Cabral, junto ao Obelisco – Ibirapuera

Acadêmicos da Cerca Frango

Às 9h, na Pça. Jesuíno Bandeira, 39 – Lapa

Chuta Choleros y sus Lindas Mamacitas

Às 13h, na Rua Coimbra, 225 – Brás

Súbete!

Às 13h, R. Fortaleza, 288 – Bixiga

Bloco da Latinha Mix

Às 14h, na Av. Pedro Álvares Cabral, junto ao Obelisco – Ibirapuera

Blocos na Região Metropolitana de São Paulo:

Bloco do Marola

Às 14h30, no Rudge Ramos, São Bernardo do Campo

Carna Black

Às 14h, no Parque de Juventude Città Di Maróstica – São Bernardo do Campo

Carnaval na Vila com a Banda Caxambu

Às 14h, Avenida Fox x Av. Antônio Olyntho, em Paranapiacaba – Santo André

Matinê Infantil

Às 14h, Praça 14 de Novembro – Santana do Parnaíba

União Vila do Refúgio

Às 18h, Praça 14 de Novembro – Santana do Parnaíba

Blocos em Campinas

Bloco do Leão

   Às 12h, Avenida Benjamin Constant, 1281 – Centro 

Bloco Vai Pra Cuba

   Às 13h, Avenida Estados Unidos, 800 – Jardim Nova Europa

Berravaca!

    Às 20h, Rua Júlia Leite de Barros, 148 -Vila Santa Isabel

Blocos na Baixada Santista

Carnaval da Melhor Idade

   Às 16h, Arena TH+ – Itararé, São Vicente 

Banda do Sapo

   Às 17h, Avenida C, 400 – Humaitá, São Vicente 

Bebo mas não Travo

   Às 14h, Praça Mauá – Santos 

Banda dos Estivadores

   Às 18h30, Praça Mauá – Santos 

Show Diego Alencikas e a Carnavália Brincante 

   Às 16h30, Novo Boulevar da Rua XV de Novembro (Espaço Kids) – Santos



EBC

Paulistas batem gaúchas no fim da 1ª rodada do Brasileirão Feminino


A rodada de abertura da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol chegou ao fim na noite de segunda-feira (16), com duelos entre paulistas e gaúchas. Melhor para Santos e São Paulo, que venceram os duelos contra, respectivamente, Grêmio e Internacional.

Na Vila Belmiro, em Santos, o time da casa derrotou as Mosqueteiras por 2 a 1. A lateral Katrine inaugurou o placar aos cinco minutos do primeiro tempo. Ela apareceu pela esquerda e chutou da entrada da área, encobrindo a goleira Raíssa, marcando um golaço. Aos 19, a meia Yoreli Rincón cobrou escanteio pela direita e a zagueira Ana Alice completou, aumentando a vantagem das Sereias da Vila.

Na etapa final, aos 25 minutos, a meia Camila Pini levantou a bola na área pela esquerda e Allyne, que tinha acabado de entrar no lugar da também lateral Camila Arrieta, testou por cobertura para surpreender a goleira Taty Amaro. As gremistas tiveram chances de empatar, mas o placar não se alterou mais, com vitória santista no retorno da equipe paulista à primeira divisão.

O São Paulo, por sua vez, visitou as Gurias Coloradas no Sesc Protásio Alves, em Porto Alegre, e também ganhou por 2 a 1, de virada. As Gurias Coloradas saíram na frente aos quatro minutos com Darlene, que recebeu belo passe da também atacante Sole Jaimes na área e tocou por cobertura, na saída da goleira Carlinha.

Antes do intervalo, aos 48, a zagueira Sorriso tentou afastar a cobrança de escanteio pela direita e a bola foi no travessão. A goleira Gabi Barbieri não conseguiu defender e a sobra ficou com Duda Serrana, que mandou para as redes. A virada das Soberanas veio no primeiro minuto da etapa final, com Crivelari, completando o passe da também atacante Gadu, que veio pela direita.

Próxima rodada

A segunda rodada do Brasileirão Feminino começa na sexta-feira (20), com três jogos. Às 19h (horário de Brasília), o Grêmio recebe o Palmeiras no Passo d’Areia, em Porto Alegre.

Mais tarde, às 21h, o Flamengo duela com o Red Bull Bragantino no Luso-Brasileiro. A partida na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro, será transmitida ao vivo pela TV Brasil. Por fim, às 21h30, o Corinthians enfrenta o Fluminense na Neo Química Arena, em São Paulo.

No sábado (21), são mais duas partidas. Às 15h, América-MG e Internacional medem forças na Arena Frimisa, em Santa Luzia (MG). E a partir de 18h, o Botafogo visita a Ferroviária na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). Já no domingo (22), às 15h, o Juventude pega o Atlético-MG no Estádio Homero Soldatelli, em Flores da Cunha (RS).

A rodada termina na próxima segunda-feira (23), com três duelos. Às 15h, no Estádio de Pituaçu, em Salvador, tem Vitória e Mixto. Às 19h, o Cruzeiro encara o Santos na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG).

A última partida começa às 21h, no Estádio Marcelo Portugal Gouveia, que fica no Centro de Formação de Atletas (CFA) de Cotia (SP), e opõe São Paulo e Bahia. A TV Brasil transmite o jogo ao vivo.



EBC

Pé-de-Meia Licenciaturas abre pré-inscrições nesta terça-feira


Começa nesta terça-feira (17) o período de cadastramento de currículo e pré-inscrição de interessados em participar do Pé-de-Meia Licenciaturas 2026.

Estudantes elegíveis devem se cadastrar exclusivamente pela Plataforma Freire, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Nesta edição, serão concedidas até 12 mil bolsas, conforme critérios adicionais de ocupação de vagas estabelecidos em edital.

O Ministério da Educação disponibiliza um tutorial que orienta sobre a etapa necessária para fazer parte do programa.

A iniciativa concede bolsa mensal no valor de R$ 1.050, dos quais R$ 700 podem ser sacados imediatamente.

Os outros R$ 350 serão destinados a uma poupança, cujo saque está condicionado ao ingresso do bolsista como professor em uma rede pública de ensino, em até cinco anos após o término da licenciatura.  

Quem pode participar

São elegíveis candidatos que obtiveram nota igual ou superior a 650 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que foram aprovados em cursos de licenciatura, na modalidade presencial, por meio de um dos seguintes programas:

– Sistema de Seleção Unificada (Sisu);

– Programa Universidade para Todos (Prouni);

– Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).



EBC

Tênis: parceria de Luisa Stefani vai para as oitavas de final em Dubai


A paulista Luisa Stefani volta a jogar pelo torneio de duplas femininas do WTA 1000 de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na manhã desta terça-feira (17). A parceria entre a brasileira, 14º do ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA, na sigla em inglês), e a canadense Gabriela Dabrowski (10ª) terá pela frente a tcheca Marie Bouzkova (89ª) e a indonésia Janice Tjen (57ª).

A partida será a terceira da Quadra 4 do complexo de tênis que recebe o torneio. O primeiro compromisso do dia está marcado para às 4h (horário de Brasília). Ou seja: a dupla de Luisa – que foi medalhista olímpica de bronze nos Jogos de Tóquio, no Japão – não deve jogar antes de 7h.

Nesta segunda-feira (16), a parceria entre a brasileira mais bem colocada do ranking mundial e a canadense estreou com vitória por 2 sets a 0 sobre as australianas Maya Joint (37ª) e Kimberly Birrell (111ª), parciais de 6/3 e 6/4. Foi o oitavo triunfo delas na temporada.

A dupla vem de duas quedas seguidas em semifinais: no WTA 1000 de Doha, no Catar, e no Aberto da Austrália. Ambas para a mesma parceria: a cazaque Anna Danilina (7ª) e a sérvia Aleksandra Krunic (11ª). Um novo encontro entre elas pode ocorrer em Dubai – curiosamente, na mesma fase do campeonato.

Os torneios nível WTA 1000 são os principais do circuito da modalidade. Em importância e pontuação, só ficam atrás das quatro maiores competições do tênis, os Grand Slams: Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open.



EBC

Em SP, bloco mistura clássicos do Black Sabbath com ritmos brasileiros


Um bloco de carnaval que transforma os clássicos do grupo inglês Black Sabbath em ritmos brasileiros. Essa é a ideia do Bloco Sabbath, que se apresentou pela primeira vez em 2026 e reuniu dezenas de fãs de rock em uma quadra no bairro de Perdizes, na capital paulista, na tarde desta segunda-feira (16). 

O grupo idealizou o bloco em 2019, com o objetivo de estrear em 2020, mas a pandemia de covid-19, adiou os planos. 

“Tudo mudou em 2025, após o show final do Black Sabbath em julho e a morte de Ozzy Osbourne semanas depois. Vimos isso como um chamado e reunimos os interessados para fazer acontecer”, diz o bloco em uma postagem nas redes sociais. 

O vocalista da banda do bloco, Daniel Sollero, contou que a ideia foi de criar o bloco foi de sua esposa, que conseguiu convencê-lo a juntar os ritmos brasileiros como maracatu, frevo, afro, samba, reggae, com as músicas do Black Sabbath e de seu fundador Ozzy Orbourne, falecido em 2025. 

“Nos juntamos com a cervejaria Cerne que também queria um bloco e conseguimos fazer essa coisa linda, um montão de gente vindo curtir. O carnaval é uma celebração  celebração da vida e nós estamos celebrando a vida e a obra do Ozzy”, afirmou. 

A cantora Paula Souto foi ao bloco para acompanhar o marido, que é fã da banda, e ver os amigos cantarem. Ela contou que adorou a ideia de misturar rock com carnaval. 

“Eu gosto de rock, já fui a vários shows do Black Sabbath, mas eu confesso que não conheço todas as músicas. Meu marido é mais roqueiro do que eu. Meu marido é mais roqueiro do que eu, mas eu vou me divertir da mesma maneira”.

A atriz  Margo de Cobervile, de 65 anos,  foi ao bloco por achar que a proposta é irreverente e a mistura do heavy metal com os ritmos brasileiros traz um colorido especial para a folia. 

“Sou muito fã de rock, de Black Sabbath e o carnaval é a manifestação mais democrática que temos no Brasil.  Muitas pessoas recriminam o carnaval, falam que é coisa do diabo, no entanto, é uma manifestação que, além de gerar muitos empregos, traz alegria e expressa nossa cultura, nossos valores”, disse. 


São Paulo (SP), 16/02/2026 - Desfile do Bloco Sabbath, na Rua Caetés na Pompéia. 
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

São Paulo (SP), 16/02/2026 – Desfile do Bloco Sabbath, na Rua Caetés na Pompéia. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

 



EBC

Galinho de Brasília honra a tradição do frevo e a paixão pelo futebol


O Galinho de Brasília, bloco tradicional que há 34 anos busca manter viva a tradição do frevo pernambucano no carnaval da capital do país, tem, na edição de 2026, um novo desafio: o de resgatar a paixão antiga do brasileiro pelo futebol.

Tendo como tema “Galinho na Copa: Frevando rumo ao Hexa”, o bloco, que em outros carnavais chegou a movimentar mais de 100 mil pessoas, foi às ruas da capital federal nesta segunda-feira (16) embalado pela Orquestra Marafreboi, conduzida pelo maestro Fabiano Medeiros; e pela Orquestra do Galinho, que tem à frente o maestro Ronald Albuquerque.

“São muitos os tipos de frevo inventados em Pernambuco. É um ritmo tão rico que não é possível ser tocado por qualquer bandinha. São muitos instrumentos e naipes de metal ricos em contratempos. Só bons músicos dão conta de tocar esse ritmo que tanto orgulho causa ao povo de pernambuco”, explica a servidora pública pernambucana Damísia Lima, 52 anos – dos quais 21 em Brasília.


Brasília (DF), 15/02/2026 - Damisia Lima fala com Agência Brasil durante carnaval de rua, bloco Galinho.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Damisia Lima fala com Agência Brasil durante carnaval de rua, bloco Galinho. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Sotaque, refúgio e tradição

Damísia é de Olinda, cidade pernambucana com mais tradição carnavalesca. “Nós pernambucanos temos muito orgulho de nossa cultura e de nossa música. Meu maior medo era perder meu sotaque. Graças a Deus o mantenho até hoje. Não perco nunca o Galinho de Brasília, porque ele é meu refúgio para aguentar passar o ano longe do Recife”, acrescentou em meio a elogios aos frevos de primeira qualidade levados pelos músicos da filial brasiliense.

Os organizadores do bloco estão atentos a essa tradição que tanto encanta velhas e novas gerações de pernambucanos. O diretor administrativo do bloco, Sérgio Brasiel, diz que o carnaval atualmente tem muitas vertentes.

“Hoje vemos diversos outros estilos musicais influenciando o carnaval. Até rock tem. Nossa proposta aqui é a de resgatar a essência do carnaval de Pernambuco. E, como 2026 é ano de Copa do Mundo, aproveitamos para trazer de volta a paixão antiga que o brasileiro tem pelo futebol”, explicou Brasiel, referindo-se ao tema adotado para a atual edição do Galinho de Brasília.

Ele cita os desafios de organizar o evento, especialmente por causa das burocracias impostas para as festas populares.

“O ideal era termos de três a quatro meses para nos dedicar à organização, mas acabamos fazendo isso em apenas 15 dias por conta dessa burocracia. Mas o bom é que deu certo e, depois de toda essa trabalheira, ficamos felizes ao ver a alegria dos nossos foliões”, acrescentou o diretor administrativo do Galinho de Brasília.


Brasília (DF), 15/02/2026 - Organizador do bloco, Sérgio Brasiel fala com Agência Brasil durante carnaval de rua, bloco Galinho.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Organizador do bloco, Sérgio Brasiel. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

 

Experiência carnavalesca

Quem também viveu muito do carnaval de Olinda foi a professora Célia Varejão. Vestindo a camiseta da edição de 1995 do Galinho de Brasília, ela carregava, consigo, uma bandeira de sua terra natal e fazia declarações de amor ao clube do seu coração, o Flamengo.

“Adoro as coisas populares, tanto no carnaval como no futebol. São duas coisas que, se deixam de ser populares, perdem sua essência. Por isso fico indignada com os preços cobrados nos estádios, como fizeram aqui, na final da Supercopa”, acrescentou, referindo-se à partida disputada recentemente em Brasília, entre Flamengo e Corinthians.

Carnaval tranquilo

As duas pernambucanas elogiam a segurança da folia em Brasília. Damísia, inclusive, diz preferir a da capital federal, na comparação com o bloco original pernambucano, o Galo da Madrugada.

“Em Pernambuco é gente demais. Acho que, por ter menos gente, o Galinho de Brasília me possibilita curtir mais a festa. Canso menos e, por isso, consigo ficar mais tempo na festa. A verdade é que minha fase de festas grandes já passou. Prefiro festas como a de Brasília. Até porque o frevo daqui é legítimo”, argumentou a foliã.


Brasília (DF), 15/02/2026 - Benedito Cruz Gomes fala com Agência Brasil durante carnaval de rua, bloco Galinho.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Benedito Cruz Gomes elogia a tranquilidade do carnaval de Brasília. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Essa tranquilidade do carnaval de Brasília agrada também o servidor público Benedito Cruz Gomes, 47. Acompanhado da esposa e de duas filhas, ele diz que “carnaval é coisa de família; um espaço livre para brincadeiras”.

“Há 30 anos eu já frequentava o Galinho de Brasília”, disse o folião que vestia uma fantasia que misturava os heróicos personagens Chapolin Colorado e He Man. “Esse bloco sempre esteve presente na minha vida porque eu moro aqui perto. Agora, está presente também na vida das minhas filhas”, acrescentou.

De volta à brincadeira

Apesar de morar na cidade de Viçosa, em Minas Gerais, o produtor de café Guilherme Fontes, 48, também conheceu as primeiras edições do bloco. “Vim em um dos primeiros Galinho de Brasília, e sempre tenho vontade de voltar, até porque tenho amigos aqui”, disse o cafeicultor.

Ele também elogia o “ambiente tranquilo e familiar” do carnaval brasiliense. “Para mim, carnaval é sinônimo de brincadeira”, disse ele em meio a infindáveis guerras de spray de espuma com a esposa e com crianças filhas de seus amigos.

Outro pernambucano que é frequentador assíduo do Galinho de Brasília é o engenheiro Alex França, 30. Natural de Caruaru, que segundo os pernambucanos é a capital das festas juninas, ele diz que acompanhou muitas das etapas pelas quais o festejo brasiliense passou.


Brasília (DF), 15/02/2026 - Alex França fala com Agência Brasil durante carnaval de rua, bloco Galinho.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Natural de Caruaru, Alex França curte o bloco Galinho. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

“Lembro que, há alguns anos, a estrutura do Galinho de Brasília era mais precária e com menos policiamento. Hoje temos mais segurança por aqui, o que motiva cada vez mais pessoas a frequentarem o bloco”, disse.

34 anos de história

Fundado em 1992 por um grupo de pernambucanos radicados no Distrito Federal, o Galinho surgiu como uma alternativa afetiva para quem não pôde viajar ao Recife para participar do lendário bloco Galo da Madrugada .

Os organizadores do bloco explicam que o primeiro desfile ocorreu “em um contexto econômico adverso, marcado pelo confisco das poupanças, que impediu muitos nordestinos de viajarem para brincar o Carnaval em Pernambuco”.

Segundo eles, a experiência foi tão marcante que, após o Carnaval, os foliões fundaram o Grêmio Recreativo da Expressão Nordestina – GREN Galinho de Brasília, com o objetivo de preservar e difundir as tradições culturais nordestinas na capital federal.


Brasília (DF), 15/02/2026 - Carnaval de rua, bloco Galinho.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Brasília (DF), 15/02/2026 – Carnaval de rua, bloco Galinho. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

 



EBC

Bloco de Brasília faz carnaval acessível para pessoas com deficiência


No carnaval, muitos espaços têm barreiras que limitam a circulação e a permanência de pessoas com deficiência (PCD) em eventos, como a falta de rampas, calçadas e piso tátil, pouca oferta de transporte público e de espaços reservados com vista elevada para que quem usa cadeira de rodas ou o escasso número de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Por entender que acessibilidade não é um favor, mas um direito, há 14 anos, a historiadora Lurdinha Danezy Piantino fundou, em conjunto com pais e representantes de entidades voltadas a pessoas com deficiência, o bloco de carnaval Deficiente é a mãe, como forma de combater o capacitismo, que é a discriminação e opressão de pessoas com deficiência, como forma de subestimar suas capacidades e tratando-as como inferiores.

“A pessoa com deficiência tem que ocupar todos os espaços: sociais e culturais. E o momento cultural mais importante do ano é o carnaval. Então, a pessoa com deficiência tem que estar junto.”


Brasília (DF), 16/02/2026 – Ursula Piantino fala com Agência Brasila durante apresentação do Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Drag Queen Ursula Up no Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Lurdinha é mãe de Lúcio Piantino, de 30 anos — o artista multifacetado que dá vida a Úrsula Up, a primeira Drag Queen com síndrome de Down do Brasil e uma voz ativa na causa LGBTQIA+. Fora dos palcos e sem a montação, Lúcio expande seu talento como ator, artista plástico, dançarino e palhaço.

Gay e apaixonado pelo carnaval desde a infância, ele acredita que os blocos são ferramentas essenciais para incluir e levar todos para a festa. “Sinto-me ótimo. É a vida, que é muito boa.”

Bloco na rua

Nesta luta contra o preconceito, outro fundador do Deficiente é a mãe é o servidor público aposentado, Luiz Maurício Santos, de 60 anos. Cadeirante há 28 anos, devido a um acidente de moto, ele relata que apesar das dificuldades de colocar o bloco na rua, devido aos recursos e burocracia, o resultado vale a pena.

Porém, ele defende que mais pessoas com deficiência entendam que o carnaval é um espaço delas também.

“Temos ainda a dificuldade de mobilizar o segmento. As pessoas ainda ficam um pouco receosas de participar, de sofrer alguma discriminação. Então, sempre tentamos mobilizar essa turma para que apareçam.”

Quem não falta aos encontros anuais do bloco é o jovem Francisco Boing Marinucci, de 22 anos, que tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A professora Raquel Boing Marinucci leva o filho ao bloco por ele gostar de músicas e conhecer as marchinhas de carnaval e diversos sambas.

Em 2026, as fantasias carnavalescas dos dois homenageiam os protagonistas do Sítio do Picapau Amarelo, do escritor Monteiro Lobato. Literatura e série televisiva que marcaram a infância do Francisco. Ele diz que gosta da companhia dela nos quatro dias da folia momesca.”A mãe me adora, me ama de paixão. A mãe é minha companhia.” 

Para Raquel, o bloco para PCDs é inclusivo e mais seguro para os dois.

“Quando as pessoas com deficiência intelectual são pequenas, há mais compreensão, porque, em geral, as crianças não são preconceituosas. Mas para um jovem ou adulto com deficiência intelectual não há inclusão de verdade. Por isso, não é possível deixá-lo sair sozinho em um ambiente sem um cuidador contratado ou alguém da família.”

Sociedade mais consciente

De acordo com o IBGE, o Brasil tem18,6 milhões de pessoas com deficiência com 2 anos ou mais de idade, o que representa 8,9% da população nessa faixa etária. A deficiência visual é a mais comum, atingindo cerca de 3,1% da população.


Brasília (DF), 16/02/2026 – O deficiente visual, Thiago Vieira  fala com Agência Brasila durante apresentação do Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O deficiente visual Thiago Vieira levou a cão-guia Nina. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Pessoas como o auxiliar de biblioteca Thiago Vieira, que tem baixa visão desde o nascimento. Neste carnaval, a companhia dele é a cão-guia Nina. Thiago se classifica como amante do carnaval e considera importante ter eventos inclusivos.

“No ano inteiro, a gente é bastante esquecido. Este bloco é um começo, me sinto seguro aqui. Quem sabe a sociedade se conscientiza para abrir mais lugares acessíveis para a gente?”, deseja.

Alegria e otimismo

Outro frequentador assíduo do bloco feito por e para pessoas com deficiência, é o secretário escolar Carlos Augusto Lopes de Sousa, que trabalha em um centro de ensino da cidade do Recanto das Emas, no Distrito Federal. Ele chegou ao bloco de carnaval, no centro de Brasília, em uma cadeira de rodas com a intenção de aproveitar a segunda-feira de carnaval.

“Isso se chama inclusão e respeito.” A paralisia do Carlos foi causada por uma fratura na coluna após um desabamento, há 37 anos. 

Carlos está ainda otimista com resultados das pesquisas da professora doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Coelho de Sampaio, que desenvolveu um medicamento (composto polilaminina). Os primeiros experimentos apresentaram resultados promissores na regeneração de lesões medulares.

“Ela é incrível! Heroína nacional”, celebra Carlos Augusto entre um hit e outro carnavalesco. A pesquisa aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avançar em estudos clínicos mais amplos.



EBC

Fluminense supera Bangu e pega Vasco na semi do Campeonato Carioca


O Clássico dos Gigantes vai definir um dos finalistas do Campeonato Carioca. Na noite desta segunda-feira (16), o Fluminense derrotou o Bangu por 3 a 1 no Maracanã, no Rio de Janeiro, diante de pouco mais de 20 mil torcedores. O adversário nas semifinais do Estadual será o Vasco.

É a décima vez neste século que os rivais estarão frente a frente em uma semifinal, seja ela nacional ou estadual. O retrospecto é favorável ao Cruzmaltino, que levou a melhor em seis confrontos, sendo o mais recente na Copa do Brasil do ano passado, quando venceu nos pênaltis.

O Tricolor passou à final em três ocasiões: Taças Rio de 2005 e 2008 e Carioca de 2017. Por ter a melhor campanha geral do Estadual, o clube das Laranjeiras será o mandante do jogo de volta.

O Fluminense definiu a classificação no primeiro tempo. Aos 35 minutos, o lateral Guga cruzou pela direita, Jefferson Savarino recebeu pela esquerda, na área, ajeitou e chutou para fazer o primeiro gol dele pelo Tricolor.

Quatro minutos depois, Savarino cobrou escanteio pela esquerda, a zaga afastou e a bola sobrou na entrada da área para o também atacante Agustín Canobbio finalizar. A batida rasteira desviou na defesa e saiu do alcance do goleiro Bruno.

O Tricolor não diminuiu o ritmo na segunda etapa. Aos 28 minutos, o Fluminense acertou o travessão pela segunda vez na partida, agora com o atacante Kevin Serna – no primeiro tempo, foi o volante Facundo Bernal que ficou no quase, pouco depois do 2 a 0.

Aos 32, Santi Moreno foi derrubado na área por Bruno. Pênalti, que o também meia Paulo Henrique Ganso, homenageado antes de a bola rolar com uma placa por ter completado 300 jogos vestindo a camisa tricolor, não desperdiçou.

O Bangu conseguiu descontar dois minutos depois. O zagueiro Juan Freytes bobeou e o lateral Ricardo Sena aproveitou, acertando o canto do goleiro Fábio. Nada, porém, que alterasse o rumo da partida. Tanto que o time comandado por Luís Zubeldia teve várias chances de ampliar a vantagem, mas as defesas de Bruno impediram. No fim, Fluminense 3 a 1.

A outra semifinal reunirá Madureira e Flamengo. O Tricolor Suburbano eliminou o Boavista, enquanto o Rubro-Negro levou a melhor sobre o arquirrival Botafogo. Por ter campanha pior, o atual campeão carioca, brasileiro e da Libertadores será o mandante do jogo de ida. Os clubes aguardam a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) anunciar as datas, horários e locais dos confrontos.



EBC

Rio Open: João Fonseca e Marcelo Melo garantem 1ª vitória brasileira


O jovem carioca João Fonseca, de 19 anos, e o experiente mineiro Marcelo Melo, 42, estrearam com vitória no torneio de duplas do Rio Open. Na tarde desta segunda-feira (16), eles venceram a parceria do argentino Ramón Burruchaga com o italiano Andrea Pellegrino por 2 sets a 0, parciais de 6/4 e 6/4, na Quadra Guga Kuerten, a principal do Jockey Club Brasileiro, que fica na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro.

Principal nome do tênis brasileiro na atualidade, João é o 38º colocado do ranking de simples da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), mas não está habituado a jogar como duplista, assim como Burruchaga e Pellegrino.

Marcelo, ao contrário, é o número 59 do mundo nas duplas e ocupou a liderança em 2015. Além disso, foi campeão do torneio no ano passado, ao lado do gaúcho Rafael Matos.

Inicialmente, João e Marcelo enfrentariam o bósnio Damir Dzumhur e o francês Alexandre Müller. Minutos antes de a partida começar, a organização informou que Müller desistiu do Rio Open devido a uma distensão muscular.

Com isso, Burruchaga – que é filho de Jorge Burruchaga, ex-jogador de futebol e campeão mundial pela Argentina em 1986 – e Pellegrino foram chamados de última hora. O primeiro também está na chave principal de simples. O segundo caiu no qualifying – fase preliminar, que reúne atletas de menor posição no ranking da ATP – pelo lituano Villius Gaubas no último domingo (15).

Nas quartas de final, os brasileiros enfrentam quem passar no confronto dos argentinos Andrés Molteni (24º) e Máximo González (31º) contra a parceria do equatoriano Gonzalo Escobar (76º) com o holandês Jean-Julien Rojer (85º). A partida ainda será marcada.

Além do torneio de duplas, João também está na disputa de simples. A estreia será em um duelo 100% brasileiro, contra o cearense Thiago Monteiro, número 208 do mundo e que ocupou o 61º posto em 2022. A previsão é que a partida ocorra nesta terça-feira (17), em horário e quadra a serem definidos pela organização.

O Rio Open ocorre desde 2014. É uma competição nível 500, o terceiro em importância e valor de pontuação no calendário, atrás somente dos torneios nível 1000 e dos Grand Slams, como são conhecidos os quatro maiores eventos do tênis mundial: Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open.



EBC