Alertas de desmatamento caem 35% na Amazônia e 6% no Cerrado


As áreas sob alerta de desmatamento registraram queda expressiva na Amazônia Legal e no Cerrado entre agosto de 2025 e janeiro deste ano, segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os alertas na Amazônia somaram 1.324 km², redução de 35% em relação ao período anterior, quando foram identificados 2.050 km². No Cerrado, os alertas totalizaram 1.905 km², frente a 2.025 km². Queda de 6%.

Os números foram divulgados nesta quinta-feira (12), após a 6ª reunião ordinária da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Combate ao Desmatamento, realizada no Palácio do Planalto. Reativado em 2023, o colegiado reúne 19 ministérios, sob a presidência da Casa Civil.

Os indicadores de degradação florestal na Amazônia apontam recuo de 44.555 km² para 2.923 km², uma diminuição de 93%.

O Deter opera como sistema de alertas diários voltado ao apoio das ações de fiscalização ambiental. Ele se diferencia do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), também do Inpe, que mede a taxa anual consolidada de desmatamento.

De acordo com o Prodes, na comparação entre 2022 e 2025, o desmatamento acumulou queda de 50% na Amazônia e de 32,3% no Cerrado.

“Há uma expectativa de chegarmos em 2026 à menor taxa de desmatamento da série histórica na Amazônia se continuarmos com esses esforços”, disse a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

A ministra destacou ainda que os resultados refletem políticas públicas baseadas em dados científicos e reforçou que o desempenho ambiental não comprometeu o crescimento econômico.

“O desmatamento caiu e o agronegócio continua crescendo, abrimos 500 novos mercados para a agricultura brasileira, fechamos o acordo com da União Europeia com o Mercosul numa demonstração de que políticas públicas consistentes, bem desenhadas e implementadas dão bons resultados”, ressaltou Marina.

A situação é diferente no Pantanal, bioma em que os alertas de desmatamento apresentaram crescimento de 45,5% entre agosto de 2025 e janeiro deste ano, de 202 km² para 294 km². Apesar da alta recente, na comparação entre 2023 e 2024 houve queda de 65,2%.

Fiscalização

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o fortalecimento das ações de controle aparece como um dos principais fatores para a redução dos alertas. Nesse sentido, a pasta indica que, na comparação com 2022, as ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) cresceram 59%.

As operações do ICMBio aumentaram 24%, áreas embargadas subiram 51% (Ibama) e 44% (ICMBio), o número de operações de fiscalização ambiental na Amazônia avançou quase 148%, enquanto as ocorrências registradas passaram de 932 para 1.754. Também houve aumento relevante nas apreensões de minérios (170%) e de madeira (65%).

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou o papel do monitoramento científico. “Toda a nossa cadeia de infraestrutura tecnológica nos dá a precisão necessária para subsidiar as políticas públicas de forma assertiva, provando que não há preservação sem investimento em conhecimento. Estamos mostrando ao mundo que o Brasil não apenas monitora seus biomas, mas utiliza a ciência como ferramenta de cuidado e soberania”.



EBC

PRF intensifica fiscalização contra embriaguez ao volante no carnaval


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) inicia nesta sexta-feira (13) a Operação Carnaval 2026, que vai direcionar os esforços na fiscalização das infrações responsáveis pelos acidentes mais letais em estradas federais, especialmente a mistura de álcool e direção, mais comum nesta época, além de excesso de velocidade e ultrapassagens proibidas.

Segundo a PRF, serão priorizados os corredores rodoviários que levam aos destinos mais procurados na folia – Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Ceará.

Em 2025, a PRF fez em todo o país mais de 3,5 milhões de testes de alcoolemia e autuou mais de 7,9 mil motoristas por conduzir veículos nas rodovias federais sob efeito de álcool. Outros 43 mil foram notificados por recusar o teste do etilômetro, média de 51 flagrantes por dia, apenas em estradas federais.

Álcool Zero no Trânsito

O reforço nesse tipo de fiscalização começou no dia 30 de janeiro, com o lançamento do Dia Nacional de Conscientização Álcool Zero no Trânsito. Naquela época, a PRF realizou, em todo o Brasil, 22.845 testes de alcoolemia, autuou 47 condutores por embriaguez ao volante e outros 368 por recusa ao teste que detecta a presença de álcool no organismo. Além das infrações de trânsito, 157 pessoas foram detidas por apresentar teor de álcool no organismo ou sinais de embriaguez que caracterizam crime de trânsito.

Além do esforço operacional, para o carnaval 2026 a PRF retomou uma parceria com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), na campanha Carnaval sem Trauma, cujo objetivo é salvar vidas por meio da conscientização, tendo como foco central o uso de álcool na direção.  

Segundo especialistas, mesmo em pequenas quantidades, o álcool compromete funções essenciais para a condução segura de veículos, pois atua diretamente no sistema nervoso central, reduzindo a capacidade de atenção, alterando o tempo de reação e prejudicando a coordenação motora. O álcool também afeta o julgamento, favorecendo decisões impulsivas e a falsa sensação de controle.

Em apoio à campanha no trânsito de rodovias federais, o Ministério das Mulheres vai promover campanhas informativas contra a agressão, assédio ou importunação sexual de mulheres no carnaval por meio da instalação de faixas da campanha em postos da PRF nas 27 capitais. Utilizando o serviço Ligue 180, a iniciativa visa lembrar a população sobre a importância de denunciar qualquer forma de agressão contra mulheres através da Central de Atendimento à Mulher.

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Orientações para viagem

A PRF recomenda que quem deseja viajar no carnaval deve planejar o percurso fazendo a revisão mecânica do veículo. É fundamental verificar a presença e o funcionamento de todos os equipamentos obrigatórios, bem como a documentação do veículo e do condutor. Também recomenda-se respeitar os limites de velocidade e seguir a sinalização das estradas. Onde não existir sinalização ou se ela estiver prejudicada, deve-se manter a velocidade compatível com as condições da rodovia.

O condutor e todos os passageiros do veículo devem utilizar o cinto de segurança. Crianças menores de sete anos e meio devem usar o bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação. Em caso de descumprimento, o condutor do veículo poderá ter a viagem interrompida até a regularização da infração.

A ultrapassagem deve ser feita apenas pela esquerda, somente em locais permitidos e onde haja condições necessárias para execução da manobra com segurança. A PRF também pede cuidado com os pedestres, principalmente em perímetros urbanos cortados por rodovias. Sob chuva, deve-se acionar os limpadores de para-brisa, diminuir a velocidade e aumentar a distância em relação ao veículo que segue à frente.

Motociclistas e passageiros devem usar o capacete, mantendo distância das laterais traseiras dos veículos, que provocam o chamado ponto cego. Não é recomendável trafegar próximo a caminhões, pois o deslocamento de ar produzido por esses veículos pode desestabilizar a motocicleta.



EBC

Confiança da indústria recua pelo 14º mês consecutivo


O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 0,3 ponto em fevereiro, passando de 48,5 para 48,2 pontos, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (12) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com o resultado, o setor completa 14 meses consecutivos abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança da falta de confiança.

Em janeiro, o indicador havia subido 0,5 ponto, aproximando-se do nível de neutralidade. O novo recuo ocorre após o Banco Central fixar a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, nível que mantém o Brasil entre os países com maiores juros reais do mundo.

Para a CNI, o ambiente de juros elevados impacta tanto o crédito quanto as expectativas dos empresários. “O patamar elevado das taxas de juros afeta a atividade industrial de algumas formas. Uma delas é por meio do encarecimento do crédito, tanto para empresários quanto para os consumidores. Isso desacelera a atividade econômica”, afirma, em nota, Larissa Nocko, especialista em políticas e indústria da entidade.

Segundo ela, a política monetária restritiva também influencia as projeções para os próximos meses. “Diante de uma política monetária mais apertada, os empresários tendem a projetar o enfraquecimento da economia lá na frente, impactando a projeção de demanda deles”, acrescenta.

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Condições atuais e expectativas

Os dois componentes do ICEI registraram queda em fevereiro. O Índice de Condições Atuais recuou 0,2 ponto, para 43,8 pontos, indicando que os industriais avaliam que tanto a economia brasileira quanto os próprios negócios estão piores do que há seis meses.

A piora foi puxada principalmente por uma percepção mais negativa sobre a situação das próprias empresas, apesar de leve melhora na avaliação do cenário econômico geral.

Já o Índice de Expectativas caiu de 50,7 para 50,4 pontos. Embora permaneça acima da linha divisória de 50 pontos, o que indica perspectivas positivas para os próximos seis meses, houve deterioração nas projeções do desempenho das empresas. A piora, ressalta a CNI, ocorre mesmo com melhora nas expectativas em relação à economia para o mesmo período.

A pesquisa ouviu 1.103 empresas entre os dias 2 e 6 de fevereiro de 2026. Desse total, 454 são pequenas, 400 médias e 249 grandes indústrias.



EBC

Operação em SP e SC contra grupo ligado ao PCC prende duas pessoas


Duas pessoas foram presas nesta quinta-feira (12) em uma operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo, do Ministério Público de São Paulo(MPSP) e da Secretaria de Estado da Fazenda e Planejamento contra uma organização chinesa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigação apontou suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens por meio da atuação do grupo no comércio de produtos eletrônicos.

A Justiça autorizou, ao todo, o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão nos estados de São Paulo e Santa Catarina.

Um homem com histórico criminal ligado ao PCC e uma mulher considerada articuladora do esquema foram presos. O terceiro mandado de prisão tinha como alvo um empresário chinês, que está na China e, portanto, não pode ser detido. 

Na operação, foram apreendidos também quatro carros de luxo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a força-tarefa mobilizou 100 policiais civis, 20 auditores fiscais da Receita Estadual e dois promotores de Justiça, em quatro endereços ligados ao grupo investigado.

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Plataforma para aumentar lucros

Durante entrevista coletiva à imprensa realizada hoje, o delegado titular da 3ª Divisão de Investigações Gerais (DIG), Fernando David, disse que chama atenção a participação direta do PCC no esquema

“Existe uma torpeza, para algumas empresas, alguns empresários, de se conectar com o PCC, que virou uma verdadeira plataforma de serviços para quem quer aumentar os lucros”, disse.

As vendas de produtos eletrônicos eram realizadas pela plataforma principal do Knup no Brasil, mas os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada, que funcionavam como contas de passagem. Já as notas fiscais eram emitidas por outras empresas.

Segundo informações da SSP, houve a movimentação de ao menos R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses, criando uma discrepância massiva entre o fluxo de caixa real e o patrimônio auditável das empresas operacionais.

Asfixia financeira

O promotor do MPSP Ivan Agostinho explicou que a investigação levantou o escamoteamento de objetos e de patrimônio.

“O objetivo aqui é, efetivamente, a asfixia financeira. É o único caminho em que a gente consegue atingir as organizações criminosas”.

A investigação comprovou, afirma a SSP, uma sistemática confusão patrimonial, com o objetivo de fraudar o fisco, credores e o sistema judiciário.

“Enquanto a investigação atual foca na lavagem de capitais através da mescla de recursos ilícitos com negócios lícitos, os crimes fiscais identificados serão comunicados formalmente aos órgãos competentes para as devidas providências”, diz a pasta. 

O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), do MPSP, obteve o sequestro de valores de até R$ 1,1 bilhão.

Entre os bens já identificados e bloqueados estão ao menos R$ 25 milhões em imóveis de luxo, veículos, dezenas de contas bancárias em nome de laranjas e diversas aplicações financeiras.



EBC

ONG diz que julgamento que absolveu PMs transformou vítima em réu


A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) divulgou nota na madrugada desta quinta-feira (12) manifestando indignação com a absolvição de dois policiais militares acusados de matar o adolescente Thiago Menezes Flausino, aos 13 anos, com tiros de fuzil. O crime ocorreu em agosto de 2023, na Cidade de Deus, zona sudoeste do Rio de Janeiro.

A organização também condenou o desvio do foco, durante o julgamento, ao tratar Thiago como criminoso em vez de vítima da violência policial: 

“Em vez de se concentrar nas circunstâncias da morte e na conduta dos acusados, houve reiteradas tentativas de questionar a vida e a memória de Thiago, associando sua imagem à criminalidade como forma de justificar sua execução.”

“Questionar a trajetória de Thiago não contribui para a Justiça; ao contrário, perpetua a violência e atinge seu direito à memória e à dignidade”, completa a nota.

Na noite desta quarta-feira (11), os jurados decidiram, por maioria, absolver Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Diego Pereira Leal que à época do crime serviam no Batalhão de Choque.

“A absolvição dos policiais militares representa uma derrota na luta por justiça, memória e reparação”, diz a ONG, ao manifestar solidariedade com a família de Thiago. 

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Para a Anistia Internacional, a história de Thiago é o retrato de uma realidade que atinge de forma desproporcional crianças e jovens negros no país, em um contexto de política de segurança pública marcado por “práticas violentas e racistas”. 

“É urgente interromper a lógica de militarização e a narrativa de ‘guerra às drogas’, além de garantir a responsabilização criminal, administrativa e cível de todos os agentes do Estado envolvidos em operações letais.” 

Crime

Thiago Menezes estava na garupa de uma moto que era pilotada por Marcos Vinicius de Sousa Queiroz, quando foi atingido por disparos de fuzil, em uma via de acesso à comunidade Cidade de Deus.

Marcos Vinicius de Sousa Queiroz, auxiliar de pedreiro, sobreviveu com um tiro na mão. Em depoimento no julgamento, ele disse que ambos não estavam armados e que não tinham nenhuma relação com o tráfico de drogas na comunidade. 

No momento do ataque, os policias estavam em um carro particular, descaracterizado, e saíram do veículo atirando.

O menino, que sonhava em ser jogador de futebol, foi atingido pelas costas, primeiro, nas pernas, depois, no tronco. Ele não tinha passagem pela polícia e os boletins escolares atestavam mais de 90% de frequência. À época do crime, várias manifestações de amigos e familiares foram feitas em homenagem ao menino no Rio de Janeiro.

Na nota, a organização de direitos humanos amplia o debate sobre a violência policial ao reforçar o compromisso que tem com movimentos de mães de vítimas da violência do Estado em todo país. 

“A dor de ver a trajetória de seus filhos atacada é uma constante para mulheres negras moradoras de territórios vulnerabilizados pela violência policial e mães de vítimas da violência do Estado.” 

Julgamento

O julgamento tenso durou dois dias e foi marcado por debates acalorados entre acusação e defesa. Os policiais também respondem outro processo, por fraude processual.

Eles admitiram ter disparado contra os dois jovens que tinham acabado de cair de uma moto, mas alegaram que os jovens teriam atirado primeiro e que eles apenas revidaram. 

 



EBC

Bilhete de loteria terá alerta de combate à violência contra a mulher


Os bilhetes das loterias emitidos nas casas lotéricas de todo o país passam a trazer, durante o Carnaval 2026, mensagens de enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Ministério das Mulheres e a Caixa e leva aos apostadores o alerta: “Carnaval é festa. Assédio é crime. Denuncie. Ligue 180. Urgência, ligue 190.”.

A frase estará impressa nos bilhetes até o fim de fevereiro e integra a campanha nacional para garantir que a folia seja um espaço de alegria, respeito e segurança para todas as mulheres. A estratégia utiliza a capilaridade da rede lotérica, presente em todos os municípios brasileiros, para ampliar o alcance das informações e fortalecer a prevenção.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que a circulação da mensagem em milhões de bilhetes é uma ação fundamental para salvar vidas.

“Estamos falando de uma rede que chega a todos os municípios brasileiros. Quando uma mensagem como essa circula nos bilhetes das lotéricas, ela ajuda a salvar vidas, porque informa, orienta e deixa claro que a violência contra as mulheres não será tolerada”, afirmou.

Já o presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira, ressaltou o papel social do banco na promoção de direitos. “A Caixa, como banco público essencial ao desenvolvimento social do país, apoia as ações do Ministério das Mulheres e reafirma seu compromisso inegociável com o enfrentamento ao assédio sexual e ao feminicídio”, declarou.

No mês de março, quando se celebra o Dia Internacional das Mulheres (8 de março), o intuito é lançar uma nova campanha e dar continuidade às ações de conscientização e mobilização, reforçando os canais de denúncia e a importância da prevenção às violências de gênero ao longo de todo o ano.

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Outras ações

Além da mensagem nos bilhetes das loterias, o Ministério das Mulheres promove, durante o Carnaval, a campanha “Se liga ou eu ligo 180”, reforçando que importunação sexual é crime e que o enfrentamento à violência contra as mulheres é responsabilidade de toda a sociedade.

A mobilização ocorre em parceria com secretarias estaduais e municipais de políticas para as mulheres, com ações em blocos de rua, pontos de grande circulação e eventos oficiais. A articulação envolve ainda a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e concessionárias de rodovias, em parceria com o Ministério dos Transportes, ampliando a divulgação das mensagens de prevenção nas estradas e reforçando a orientação sobre os canais de denúncia.

O Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher – funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, com atendimento gratuito e confidencial. Em caso de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.



EBC

TSE rejeita recurso e mantém mandato de senador Jorge Seif (PL-SC)


O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta quinta-feira (12), por unanimidade, o recurso de uma coligação adversária e manteve o mandato do senador Jorge Seif (PL-SC). Ele era acusado de abuso do poder econômico durante a campanha de 2022. 

Prevaleceu o entendimento do relator do caso, ministro Floriano de Azevedo, que apontou não haver prova cabal de conduta irregular, o que impede a cassação.

“A despeito da existência de indícios”, disse o relator, “entendo que a prova para a cassação há de ser mais forte e indene de dúvidas”. 

Entre as principais acusações feitas pela coligação Bora Trabalhar (PSD, Patriota e União Brasil), adversária de Seif na disputa pelo Senado em 2022, estava a de que o então candidato utilizou aeronaves das empresas Havan, de Luciano Hang, para se deslocar por Santa Catarina. Seif foi Secretário Nacional de Pesca e Aquicultura entre 2019 e 2022, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O TSE chegou a determinar novas diligências para tentar comprovar a presença de Seif em aeronaves de Hang, mas não conseguiu colher uma prova cabal, ou seja, acima de qualquer dúvida, conforme requisito da legislação. 

Caso ficasse provado que Seif utilizou as aeronaves, isso poderia configurar doação à campanha por pessoa jurídica, o que foi vedado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e resultaria na cassação do mandato. O senador sempre negou qualquer irregularidade. 

“Não se tem a prova cabal de que ele realmente estivesse nessa aeronave nesse voo, embora o percurso feito leve a ser uma ilação plausível de que realmente tenha ocorrido”, disse a ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, em seu voto. 

Também seguiram o voto do relator os ministros Estela Aranha, Nunes Marques, André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira e Ricardo Villas Bôas Cueva.

Nota

Em nota divulgada após o julgamento, Seif disse que o processo que pedia sua cassação o fez passar provações como homem público e como ser humano, levando-o a aprender que “a verdade pode até ser atacada, mas ela nunca deixa de existir”.

“Hoje, o Tribunal Superior Eleitoral confirma aquilo que Santa Catarina já havia reconhecido por unanimidade no Tribunal Regional Eleitoral: não houve irregularidade. Não houve crime. Houve uma eleição legítima, fruto do voto livre e soberano do povo catarinense”, acrescenta o texto. 

O parlamentar afirmou ter “respeito à democracia e compromisso absoluto com o povo”.

Matéria ampliada às 13h para incluir os três últimos parágrafos

 



EBC

Justiça do Rio absolve PMs acusados de matar jovem na Cidade de Deus


O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro absolveu, no final da noite desta quarta-feira (11), os policiais militares Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Diego Pereira Leal acusados de homicídio qualificado contra o adolescente Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, que aconteceu em agosto de 2023, na Cidade de Deus, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Os agentes, que eram do Batalhão de Choque, também foram absolvidos da tentativa de homicídio de Marcos Vinicius de Sousa Queiroz.

Thiago e Marcos estavam juntos em uma moto quando foram atacados com tiros de fuzil. Marcos Vinicius foi atingido na mão, mas sobreviveu ao ataque. Ele prestou depoimento e confirmou que Thiago não estava armado no dia em que foi morto.

O julgamento tenso durou dois dias e foi marcado por debates acalorados entre acusação e defesa. A maioria dos sete jurados decidiu absolver os policiais, que também respondem outro processo, por fraude processual.

Na leitura da sentença, o juiz Renan Ongaratto, que presidiu a sessão, disse que, embora o Judiciário não seja indiferente à “dor que transcende a família das vítimas”, a decisão do tribunal corresponde à “voz da sociedade”

Em nota, a Anistia Internacional manifestou indignação com o resultado do julgamento e disse que o foco foi desviado ao tratar Thiago como criminoso em vez de vítima da letalidade policial.

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Crime

Thiago Menezes foi atingido por disparos de fuzil depois de cair de moto, junto com Marcos Vinicius, em uma via de acesso à comunidade Cidade de Deus. No momento do ataque, os policias estavam em um carro particular, descaracterizado, e saíram do veículo atirando.

O menino, que sonhava em ser jogador de futebol, foi atingido pelas costas, primeiro, nas pernas, depois, no tronco. Ele não tinha passagem pela polícia e os boletins escolares atestavam mais de 90% de frequência. À época do crime, várias manifestações de amigos e familiares foram feitas em homenagem ao menino no Rio de Janeiro.

Segundo a denúncia do Ministério Público estadual, os policiais agiram com torpeza no crime, em uma operação de tocaia ilegal, com arma de alta energia.

Já a defesa dos policiais alegou que os jovens seriam integrantes do tráfico de drogas e que teriam atirado contra os agentes, que apenas revidaram.

Embora o tempo da ação – entre a queda da moto e os disparos dos policiais – sugira que não houve confronto, a defesa sustentou a tese e apresentou uma pistola que teria sido usada por Thiago e teria sido recolhida pelos policiais, na cena do crime.

A alegação dos policiais foi contestada pelas testemunhas e pela perícia. A acusação também sustentou que o depoimento dos policiais foi marcado por várias trocas de versão, com a intenção de omitir as circunstâncias do crime.

Primeiro, os PMs alegaram que não estavam no local. Depois, disseram que o carro de onde saíram era uma viatura da polícia com sirene, e não um veículo particular.

“Temos aqui dois réus que afirmaram ter atirado na vítima”, disse disse o defensor público Pedro Cariello, que atuou junto com o Ministério Público.

“Temos alteração da narrativa pelos réus por duas vezes, ou seja, [os policias] mentiram”, frisou Cariello, que também questionou a existência de qualquer norma da PM que autorize policiais a usarem o próprio carro em operações: “isso é impossível, não é normal.”

Testemunhas

Durante o julgamento, foram ouvidos Marcos Vinicius, o sobrevivente; a mãe de Thiago, Priscila Menezes; vizinhos que presenciaram e filmaram a ocorrência, além do comandante da operação, que sustentou a versão dos PMs, dentre outros.

A mãe insistiu que o menino era “educado, carinhoso, sorridente e feliz”. Ele frequentava duas escolas de futebol e era um aluno assíduo no colégio.

“Thiago nunca me deu trabalho, nunca me trouxe preocupação”, disse a mãe, em depoimento na terça-feira (10), primeiro dia do julgamento.

“Ele era um menino que gostava de ir pra escola, né? Tinha responsabilidade de acordar e ir pra escola, não precisava cobrar isso dele”.

 



EBC

Produção de grãos pode chegar a 353,4 milhões de toneladas


A produção de grãos no Brasil tem previsão de alcançar 353,4 milhões de toneladas na safra 2025/26, resultado que, se confirmado, será novamente recorde, com “ligeiro crescimento” de 0,3% na comparação com o ciclo 2024/25.

A projeção consta do 5º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e leva em consideração o início da colheita das culturas de primeira safra.

De acordo com a companhia, a área plantada deve chegar a 83,3 milhões de hectares, resultado 1,9% maior do que o registrado no ciclo anterior. Esse percentual corresponde a um aumento de 1,5 milhão de hectares.

“Já a produtividade média nacional das lavouras tende a apresentar um recuo de 1,5%, saindo de 4.310 quilos por hectares em 2024/25 para 4.244 quilos por hectares em 2025/26”, detalha a Conab.

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Soja

O levantamento projeta uma safra recorde de 178 milhões de toneladas de soja – aumento de 6,5 milhões de toneladas em comparação ao ciclo passado.

Segundo a companhia, o bom resultado se deve às condições climáticas nas principais regiões produtoras.

“A colheita da oleaginosa já foi iniciada na maioria dos estados e atinge 17,4% da área, percentual superior em relação ao mesmo período do ano passado e pouco abaixo da média dos últimos cinco anos, conforme indica o Progresso de Safra divulgado nesta semana pela estatal”, acrescentou a Conab.

Em Mato Grosso, 46,8% da produção de soja já foi colhida. De acordo com a Conab, a produtividade obtida – nesse que é o maior produtor da oleaginosa no país – está próxima das estimadas que haviam sido apresentadas inicialmente.

Milho

As projeções para a produção de milho apresentam recuo de 1,9%, na comparação com o ciclo anterior. A Conab estima uma safra total, abrangendo todos os ciclos, de 138,4 milhões de toneladas, do grão.

“Mesmo com estimativa de redução da produção ao final do atual ciclo, o cultivo da primeira safra do cereal apresenta crescimento de 7,2% na área, estimada em 4 milhões de hectares, e a produção em 26,7 milhões de toneladas, aumento de 7,1% sobre a safra anterior”, informou a companhia.

Com relação à segunda safra de milho, a área total utilizada para cultivo, que já teve seu plantio iniciado, é de 17,9 milhões de hectares. A produção projetada é de 109,3 milhões de toneladas.

Arroz e feijão

No caso do arroz, produto cuja semeadura está praticamente concluída, as expectativas são de redução de 11,6% da área de cultivo, ficando em 1,6 milhão de hectares.

Esse grão tem como maior produtor o estado do Rio Grande do Sul, que já está com suas lavouras em pleno desenvolvimento.

Os mananciais que abastecem os produtores do estado apresentaram recuperação, após período com níveis reduzidos. A produção estimada pela Conab é de 10,9 milhões de toneladas de arroz.

A produção de feijão deve ficar na faixa de 3 milhões de toneladas, somadas as três safras. A primeira, com previsão de redução de 11,4% na área plantada, totalizando 804,7 mil hectares; e produção estimada em 967,2 mil toneladas (9% menor do que o obtido na safra anterior).

Algodão

O levantamento indica uma produção de 3,8 milhões de toneladas de algodão para a atual safra, em um total de área que abrange 2 milhões de hectares (3,2% menor do que a utilizada na safra 2024/25). A Conab lembra que 88,1% das áreas destinadas à pluma já foram semeadas.

Para a temporada 2025/26 de milho, a expectativa é de que haja novo incremento tanto nas exportações quanto no consumo interno, com estimativas de 46,5 milhões de toneladas e 94,5 milhões de toneladas respectivamente. Mesmo com a elevação, os estoques de passagem do grão, em janeiro de 2027, devem se manter em torno de 12 milhões de toneladas.



EBC

Polícia indicia donos de academia onde mulher foi intoxicada


A Polícia Civil de São Paulo pediu o indiciamento dos proprietários da academia C4 Gym, onde a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu vítima de aparente intoxicação após usar a piscina. Mais sete pessoas, incluindo o marido de Juliana, foram intoxicadas. As autoridades ainda investigam o que aconteceu.

Os empresários prestaram depoimento na noite desta quarta-feira (11) e foram liberados.

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Funcionário

A professora morreu no sábado (7), após usar a piscina da academia que fica na zona leste de São Paulo. Segundo a investigação policial, um funcionário do estabelecimento preparou cloro para colocar na água. Embora não tenha usado o produto na piscina, o empregado deixou o preparo próximo das pessoas, que inalaram os vapores químicos. Juliana começou a passar mal rapidamente, com problemas respiratórios. Ela foi levada ao hospital, mas sofreu uma parada cardíaca e morreu. O marido dela também foi intoxicado e está internado em estado grave.

Há mais seis pessoas com suspeita de intoxicação.

Segundo a polícia, o funcionário não é um piscineiro e a academia não tem alvará de funcionamento.

As investigações continuam. 

O Ministério Público de São Paulo busca saber se as outras unidades de C4 Gym estão regularizadas.




EBC