Aniversário da capital SP é comemorado com tradicional bolo do Bixiga


O aniversário da cidade de São Paulo foi celebrado neste domingo (25) com um parabéns em ritmo de samba e que atraiu muita gente ao Bixiga, bairro tradicional do centro da capital paulista. Não faltou a distribuição de bolo, tradição que foi iniciada em 1986 por Armando Puglisi, o Armandinho do Bixiga, ilustre morador do bairro.

Após a morte de Armandinho, em dezembro de 1994, essa tradição acabou sendo organizada por Walter Taverna, dono da cantina da Conchetta, que comandou a festa até sua morte, em 2022. Agora, o evento passou para as mãos da neta, Thais Taverna.

“Essa é uma tradição que passou de amigo para avô e depois para neta, e [continuará] para mãe, para os bisnetos e para toda a comunidade”, disse Thais Taverna, em entrevista à Agência Brasil.

Nas primeiras edições do evento, o bolo chegou a atingir 1,5 km de comprimento e, pela dimensão, entrou para Guinness Book, o livro dos recordes, como o maior bolo de aniversário do mundo. A ideia era que o bolo crescesse um metro a cada ano, acompanhando a idade da capital. Mas hoje em dia, o evento reúne uma variedade de bolos trazidos por moradores e comerciantes locais.


São Paulo (SP), 05/01/2026 - Bolo de aniversário em comemoração aos 472 anos de São Paulo, no bairro do Bixiga.  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

 Bolo de aniversário em comemoração aos 472 anos de São Paulo – Paulo Pinto/Agência Brasil

“Esse evento faz a gente lembrar da importância de cuidar da nossa história”, destacou a organizadora.

“ Esse evento congrega, agrega e abraça toda a comunidade do bairro. Então, são os comerciantes, são os moradores, são as pessoas que trabalham no bairro, as associações culturais e sociais, que participam do evento”, completou.

Antigamente o bolo ficava à disposição da população, que chegava à festa com potes e baldes para levá-lo para casa. Agora, eles são cortados em fatias e entregues à população por voluntários.

“A tradição começou com Armandinho pedindo para as mamas trazerem o bolo aqui para o meio da Rua Rui Barbosa para comemorar o aniversário da cidade. Essa festa teve vários formatos. O meu avô pegou e transformou ela numa dimensão muito gigantesca, feita com cozinha industrial. Agora, a gente está resgatando essa história com a comunidade, pedindo de porta em porta para trazerem um bolo para a gente comemorar o aniversário. E sempre temos a intenção de bater a meta de fazer a quantidade de bolos relacionada à quantidade de anos da cidade”, explicou.


São Paulo (SP), 05/01/2026 - Bolo de aniversário em comemoração aos 472 anos de São Paulo, no bairro do Bixiga.  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Voluntários distribuem o bolo de aniversário aos visitantes – Paulo Pinto/Agência Brasil

O Bixiga, destaca Thais, é um bairro muito antigo e também muito diverso, que ajudou a construir a história da cidade. “A gente define esse bairro assim, de muitas formas, mas o Armandinho tinha uma frase muito bonita em que dizia que ‘o Bixiga é um estado de espírito’. Quando você vem para esse bairro você vê as pessoas se cumprimentando na rua, se olhando no olho, com as atividades culturais acontecendo nas ruas – e isso dentro de uma megalópole como São Paulo”, relata. “São poucos lugares em São Paulo em que você encontra ainda essa relação humana nas ruas”, destaca.

“A gente não pode esquecer que esse bairro também é um berço da cultura: o berço da cultura do samba, dos teatros, da música e das artes. Temos aqui a história da imigração italiana e também a história do quilombo do Saracura. Ele faz parte da formação histórica da cidade de São Paulo”, ressaltou.



EBC

PMs acusados da morte de menino vão a júri popular, no Rio


Os policiais militares Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria acusados de matar o menino Thiago Menezes Flausino, de 13 anos de idade, durante uma abordagem na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, serão julgados pelo júri popular na próxima terça-feira (27). A sessão está marcada para as 13h, no Tribunal de Justiça do Estado.

O jovem foi assassinado em 7 de agosto de 2023, na garupa de uma moto na principal via de acesso à Cidade de Deus. Ele foi atingido por três tiros. Thiago não portava armas e não havia confronto com a polícia no momento em que foi atingido. Há cenas do jovem sendo executado, mesmo depois de imobilizado.

Os dois policiais acusados do crime integravam o Batalhão de Choque da PM do Rio. Eles admitiram os disparos contra o jovem. São acusados de homicídios e de fraude processual. Na tentativa de justificar os disparos, os PMs manipularam a cena do crime e plantaram uma arma para sustentar a versão de confronto.

Antes da sessão de julgamento, familiares, amigos e organizações de direitos humanos promovem um ato para denunciar o caso e a violência policial nas favelas cariocas. A Anistia Internacional apoia a manifestação.

“Eu não vou ter mais meu filho, mas eu quero Justiça por ele e por outras crianças”, disse a mãe, Priscila Menezes, dias após o ocorrido, em um ato na Praia de Copacabana. “[Quero] que eles [a PM] parem de agir assim nas comunidades, parem de achar que, em toda favela, só existe bandido, não é assim, existe morador, existem famílias. Igual a minha, meu filho tinha um sonho de ser jogador de futebol”, desabafou.

Inicialmente, quatro policiais foram acusados do assassinado de Thiago. Dois deles, no entanto, foram soltos pela Justiça. O tribunal entendeu que esses PMs não tinha tido participação direta no homicídio.



EBC

Sessão na praça emociona público da Mostra Tiradentes


A noite de sexta-feira (24) foi marcada por emoção e silêncio atento na praça central de Tiradentes. A exibição ao ar livre do longa Querido Mundo, dirigido por Miguel Falabella, reuniu um público numeroso na 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, transformando o espaço histórico em sala de cinema e encontro afetivo com o audiovisual brasileiro.

O filme, um drama protagonizado por Malu Galli e Eduardo Moscovis, acompanha dois personagens atravessados por frustrações pessoais que se veem presos nos escombros de um prédio abandonado na virada do ano. Dependência emocional, violência doméstica e a possibilidade de recomeço costuram a narrativa, que provocou reações intensas da plateia ao longo da sessão gratuita.


Tiradentes (MG), 25/01/2026 - Ator Miguel Falabella na 9ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. Foto: Leo Fontes/Universo Produções

Ator Miguel Falabella na 9ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes – Leo Fontes/Universo Produções

Antes da projeção, Falabella apresentou o filme e compartilhou com o público a travessia até a direção cinematográfica.

“Dirigir um filme era algo que, durante muito tempo, me parecia impossível. Mas eu queria contar essa história. Criar, entrar e inventar um novo mundo é fascinante”, disse, sob aplausos.

Na manhã deste domingo (25), o diretor voltou a se encontrar com o público em uma conversa aberta, ampliando o diálogo sobre processo criativo, atuação e linguagem. Ao comentar sua trajetória no teatro e no cinema, Falabella relembrou experiências marcantes e a centralidade do corpo do ator na construção da cena. “Hoje em dia pouca gente trabalha isso, o corpo do ator. É uma outra construção, outra postura, outro diafragma, outro enunciado”, afirmou, ao evocar montagens teatrais dos anos 1980.

O encontro ganhou contornos de homenagem quando Falabella falou da emoção de integrar a mesma edição da mostra que o cineasta Júlio Bressane, com quem trabalhou em Cleópatra.

“Isso não tem preço. Ele tem uma dimensão totalmente antinaturalista. Para quem vem da televisão, acostumado ao naturalismo, é um exercício poderoso: você precisa descobrir outra maneira de dizer aquilo, de dar credibilidade a um texto difícil”, refletiu.

Falabella destacou ainda o caráter provocador desse cinema que exige do ator e do espectador um esforço ativo. “É não pegar a pessoa pela mão o tempo todo. É exercitar a cabeça”, resumiu, arrancando risos e concordâncias da plateia.

Com o tema “Soberania Imaginativa”, a 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes ocupa até 31 de janeiro a cidade histórica com uma programação gratuita que reafirma o festival como a primeira grande vitrine do calendário audiovisual brasileiro.

Confira a programação completa no site oficial da mostra.

*A repórter viajou a convite da organização do evento



EBC

Bloco da Lexa atrai foliões para o circuito Preta Gil no centro do Rio


O Bloco da Lexa animou o circuito de megablocos Preta Gil na manhã deste domingo (25) e levou milhares de pessoas para a Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro. Às 8h, na abertura da programação, a cantora empolgou o público, do alto do trio elétrico, com sucessos no seu retorno aos blocos de rua da cidade.

Lexa se afastou do carnaval após a perda da filha Sofia em fevereiro de 2025, três dias depois do nascimento da menina. A cantora apareceu com figurino colorido para homenagear a pluralidade musical brasileira, tema que escolheu para o carnaval de 2026.


Rio de Janeiro (RJ), 25/01/2026 - O Bloco da Lexa animou o circuito de megablocos Preta Gil. Foto: Alex Ferro/Riotur

Bloco da Lexa animou o circuito de megablocos Preta Gil. – Alex Ferro/Riotur

A música Sinais de Fogo, sucesso da cantora Preta Gil, que morreu em 2025 após longo tratamento contra um câncer e dá nome ao circuito de megablocos do Rio, abriu a apresentação. No repertório, teve ainda Sapequinha, Chama Ela e Só Depois do Carnaval, sem deixar de lado músicas como Combatchy, parceria com Anitta e Luísa Sonza, e Amiga com Amiga, que lançou na semana passada com MC GW e MC Carol.

A animação no trio teve ainda a presença de outros artistas como Lorena Simpson, Mc Nito, Lenny e DJ Jhury. O encerramento ficou por conta do cantor Naldo Benny, ao lado de Lexa.

De acordo com o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, o segundo dia de megabloco e segundo fim de semana de blocos nas ruas confirmam que do Rio já está tomado pelo espírito do carnaval. “A cidade vive uma ocupação intensa, alegre e diversa dos espaços públicos, com milhões de pessoas nas ruas celebrando de forma organizada, segura e democrática”.

Zona sul

Fora do centro, os foliões se espalharam ainda neste domingo em outros pontos da cidade. No Largo dos Leões, no Humaitá, zona sul, o tradicional bloco Só Caminha foi diversão para quem quis fugir de megablocos e pôde aproveitar o tema de contos de fadas que, conforme a produção foi escolhido para estimular o uso de fantasias e agradar ao público infanto-juvenil e adulto.

Criado em 2009, atualmente, o Só Caminha tem cerca de 100 integrantes na bateria, comandada pelo mestre Caliquinho, que teve passagem pela bateria da escola de samba São Clemente.

Chá da Alice

As apresentações no circuito de megablocos Preta Gil em 2026 foram abertas, neste sábado (24), com o Chá da Alice, que mesmo com chuva atraiu milhares de foliões ao centro do Rio.

Com a proposta de diversidade, liberdade de expressão e muita alegria, o bloco recebeu o cantor mexicano Christian Chávez, do grupo RBD. Foi a estreia do artista no carnaval de rua do Rio.


Rio de Janeiro (RJ), 25/01/2026 - O bloco Chá da Alice no circuito de megablocos Preta Gil. Foto: Alex Ferro/Riotur

Chá de Alice toma as ruas do Rio – Alex Ferro/Riotur

“No ano passado, eu tive a oportunidade de desfilar na Sapucaí com a Grande Rio e agora estou aqui com vocês num megabloco. Obrigado, Chá da Alice, pelo convite. É um prazer”, disse Chávez animado do alto do trio.

Entre os foliões criativos, alguns preferiram os personagens do universo de Alice no País das Maravilhas. Todos os presentes dançaram e cantaram sambas e pagodes com o grupo Sambay, primeira roda de samba LGBTQIAPN+ do Brasil, que homenageou Preta Gil também cantando Sinais de Fogo.

O axé baiano do grupo Babado Novo foi outro momento de animação com a vocalista Mari Antunes, que cantou sucessos que marcaram a trajetória da banda, como Bola de Sabão e De Janeiro a Janeiro. Ainda no megabloco, os sucessos Eva, da Banda Eva, Macetando, de Ivete Sangalo, e Melô do Tchan, do grupo É o Tchan, empolgaram o público.

“O Chá da Alice sempre foi sobre criar um ambiente divertido e inclusivo. Este ano, o bloco reforça esse compromisso, celebrando a diversidade em todas as suas formas e trazendo uma experiência que mistura música, performance e muita alegria”, afirmou o criador do Chá da Alice, Pablo Falcão.

Em 2026, 452 blocos vão desfilar no carnaval de rua do Rio na temporada que vai até o dia 22 de fevereiro. Quem quiser conferir a programação pode usar o aplicativo Blocos do Rio 2026 ou acessar o site oficial



EBC

“Tragédia anunciada”, diz mãe de vítimas sobre barragem de Brumadinho


Sentadas no chão da Avenida Paulista, em São Paulo, crianças vão amassando a argila e fazendo pequenos vasinhos para acomodar as sementes ou as plantinhas que receberam e que futuramente vão germinar e dar frutos. O manuseio desse barro é um ato simbólico para relembrar os sete anos de uma das maiores tragédias do país, quando 272 pessoas morreram após o rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho.


São Paulo (SP), 25/01/2026 - Ato na Avenida Paulista cobra justiça em dia que marca sete anos do rompimento da barragem em Brumadinho  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Ato simbólico marca os sete anos do rompimento da barragem de Brumadinho- Paulo Pinto/Agência Brasil

O ato foi promovido pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, entidade que foi criada em homenagem aos dois filhos de Helena Taliberti, mortos em consequência do rompimento da barragem. Ambos estavam hospedados na Pousada Nova Estância, engolida pelos rejeitos.

Além dos filhos, Helena perdeu ainda a nora, Fernanda Damian, que estava grávida de cinco meses do primeiro filho. Nessa mesma viagem morreram ainda o ex-marido, pai de Camila e de Luiz, que estava acompanhado de sua então esposa.


São Paulo (SP), 25/01/2026 - Helena Taliberti que perdeu familiares na tragédia de Brumadinho  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Helena Taliberti pede justiça para que tragédias como a de Brumadinho não aconteçam mais – Paulo Pinto/Agência Brasil

“As crianças são o nosso futuro”, disse Helena, com os olhos em lágrimas, em entrevista à Agência Brasil neste domingo (25). “Estou um pouco emocionada porque não vou ter netos mais. Mas eu acho que ainda tenho obrigação de zelar pelo futuro dessas gerações para que elas entendam o que é o meio ambiente. O meio ambiente não é lá na Amazônia, o meio ambiente não é lá no Pantanal”, lamentou.

A ativista ressalta a necessidade de se cuidar de todos os biomas e que a capital São Paulo está incrustada na Mata Atlântica, mas só tem 12% do bioma original.

“A gente precisa sim criar, dentro das nossas cidades, nichos importantes de respiro do planeta. São Paulo precisa ter respiros e um trabalho muito importante com as próximas gerações para que não seja uma cidade inviável do ponto de vista de moradia”, reforçou.

Além da oficina de argila com as crianças, uma sirene foi tocada na Avenida Paulista, às 12h28, para marcar o horário em que a tragédia de Brumadinho teve início e relembrar que, em 25 de janeiro, há sete anos, a sirene de alerta não tocou para avisar as pessoas sobre o rompimento da barragem.

“Pelas investigações que ocorreram, a gente soube que a empresa sabia que a barragem estava com problemas e que precisava de manutenção, mas não fez a manutenção adequadamente. Aquela tragédia poderia ter sido evitada”, ressalta. Helena enfatiza que se a sirene tivesse tocado, teria evitado mortes.

“A importância de chamarmos a atenção para essa tragédia é para que ela não se repita e, mais do que isso, precisamos lembrar que aconteceu em Mariana antes de Brumadinho. Mariana, na verdade, foi a verdadeira sirene de Brumadinho e que ninguém ouviu”, destacou Helena.


São Paulo (SP), 25/01/2026 - Ato na Avenida Paulista cobra justiça em dia que marca sete anos do rompimento da barragem em Brumadinho  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Ato na Avenida Paulista cobra justiça no dia que marca sete anos do rompimento da barragem em Brumadinho – Paulo Pinto/Agência Brasil

Sem justiça

Passados sete anos da tragédia, ainda não houve responsabilização criminal, ou seja, ninguém respondeu pelo crime. Um processo tramita na Justiça mineira e vai julgar 15 pessoas pelo episódio.

“A Justiça não foi feita”, conclui Helena. “É importante que se saiba que a reparação está sendo muito lenta, não tem sido adequada e as pessoas que foram atingidas perderam tudo o que tinham – como suas casas, suas lavouras, seus animais – e isso não foi reposto, não foi reparado”, lamentou.

Helena reforça que reparação é um termo duvidoso, porque não se pode reparar a morte de alguém. “Isso não existe. Mas a reparação para os atingidos precisa acontecer. E também a justiça, para que as pessoas envolvidas sejam responsabilizadas pelo que fizeram”, ressaltou.

Segundo a ativista, a responsabilização é importante, inclusive, para evitar que novas tragédias como semelhantes aconteçam no país. “A impunidade é a porta para acontecer de novo. E a gente não pode permitir que isso aconteça de novo”.



EBC

Raio atinge manifestantes na Praça do Cruzeiro, em Brasília


Um raio atingiu, no início da tarde deste domingo (25), manifestantes que estavam reunidos na Praça do Cruzeiro, em Brasília. De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, dezenas de pessoas ficaram feridas. 

Em nota, a pasta informou que pelo menos 11 manifestantes atingidos foram encaminhados para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). “Não houve registro de óbitos”. 

O local havia sido escolhido para o encerramento de um ato pela anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro, organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Vídeos postados nas redes sociais mostram o momento da descarga elétrica. 

O grupo estava concentrado na praça aguardando a chegada do parlamentar. Chovia muito no momento em que o raio atingiu os manifestantes.



EBC

EUA: tempestade deixa 670 mil sem energia e cancela milhares de voos


Mais de 670 mil pessoas nos Estados Unidos ficaram sem eletricidade e quase 10 mil voos foram cancelados neste domingo (25), antes de uma tempestade de inverno que ameaça paralisar os estados do leste com uma forte nevasca.

Os meteorologistas disseram que neve, granizo, chuva congelante e temperaturas perigosamente baixas varreriam os dois terços do leste do país neste domingo e durante a semana.

Chamando as tempestades de “históricas”, o presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou no sábado as declarações federais de desastre emergencial na Carolina do Sul, Virgínia, Tennessee, Geórgia, Carolina do Norte, Maryland, Arkansas, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Indiana e Virgínia Ocidental.

“Continuaremos a monitorar e a manter contato com todos os Estados no caminho dessa tempestade. Fiquem seguros e aquecidos”, escreveu Trump em uma postagem no Truth Social.

Dezessete Estados e o Distrito de Columbia declararam emergências climáticas, informou o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês).

A secretária do DHS, Kristi Noem, em uma coletiva de imprensa no sábado, alertou os norte-americanos a tomarem precauções.

“Vai estar muito, muito frio”, disse Noem. “Portanto, incentivamos todos a estocar combustível, estocar alimentos, e vamos superar isso juntos.”

“Temos equipes de serviços públicos que estão trabalhando para restaurar a energia o mais rápido possível”, acrescentou Noem.

O número de interrupções de energia continuou a aumentar. Na manhã deste domingo, mais de 670 mil clientes dos EUA estavam sem eletricidade, de acordo com o site PowerOutage.US, com mais de 100 mil em Mississippi, Texas, Tennessee e Louisiana. Outros Estados afetados foram Kentucky, Geórgia, Virgínia e Novo México.

O Serviço Nacional de Meteorologia alertou sobre uma tempestade de inverno excepcionalmente expansiva e de longa duração que traria um acúmulo de gelo pesado e generalizado no sudeste, onde “impactos incapacitantes a catastróficos localmente” podem ser esperados.

Os meteorologistas previram temperaturas frias recordes e ventos gelados perigosos descendo ainda mais para a região das Grandes Planícies até segunda-feira.

Mais de 9.990 voos dos EUA programados para domingo foram cancelados, de acordo com o site de rastreamento de voos FlightAware. Mais de 4 mil voos foram cancelados no sábado.

As principais companhias aéreas dos EUA alertaram os passageiros para ficarem atentos a mudanças bruscas e cancelamentos de voos.

No sábado, os operadores da rede elétrica dos EUA intensificaram as precauções para evitar apagões rotativos.



EBC

Minneapolis pede reforço para conter situação tensa na cidade


O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, solicitou formalmente ao governador do Minnesota, Tim Walz, o auxílio da Guarda Nacional do Minnesota para reforçar os recursos policiais da cidade.

Neste sábado, um enfermeiro estadunidense de 37 anos identificado como Alex Pretti foi morto por um agente de imigração do Departamento de Segurança Interna (DHS), o que gerou protestos pela cidade.

A prefeitura apontou que os recursos policiais locais estão sobrecarregados, com as manifestações causadas pelo que classificou de “perturbação da segurança pública decorrente da ação de milhares de agentes federais de imigração nos bairros de Minneapolis”.

A administração contou que os integrantes da Guarda Nacional do Minnesota vão auxiliar a polícia local e os serviços de emergência na proteção da segurança da comunidade na área próxima da Rua 26 e da Avenida Nicollet, região onde ocorreu o enfermeiro foi morto. Se necessário, os agentes da Guarda podem atuar em outros postos da cidade.

Ainda seguindo a nota da prefeitura, para diferenciar de outros agentes com uniformes semelhantes, que atuam na região, os membros da Guarda Nacional de Minnesota usarão coletes refletores néon e estarão sempre em contacto próximo com os agentes da polícia de Minneapolis que estiverem na operação.

A prefeitura informou que o destacamento da Guarda Nacional do Minnesota foi a pedido das autoridades locais, não tendo, qualquer, envolvimento do governo federal nas atividades.

Em uma medida para a área de segurança pública, o Departamento de Polícia de Minneapolis (MPD) determinará, temporariamente, um perímetro de restrição de circulação de veículos junto ao local onde ocorreu o tiroteio. Somente o tráfego residencial terá acesso ao local.

“Pedimos a todos os que estão reunidos na zona que se retirem para garantir a segurança pública. Caso as autoridades municipais observem materiais a serem recolhidos para barricadas ou incêndios, esses materiais serão removidos e quaisquer incêndios serão extintos”, apontou a prefeitura em nota.

Durante do sábado, autoridades democratas reagiram ao terceiro tiroteio envolvendo agentes federais na cidade, demonstrando indignação pelo medo e pela degradação da segurança pública, além das perdas de vidas provocada pela ação de milhares de agentes federais em Minneapolis. Aconselharam também que a comunidade continue dando prioridade à segurança de todos e que participem pacificamente dos protestos.

“Pedimos que a administração Trump e a invasão de agentes federais abandonem a nossa cidade. Quantas pessoas mais precisam morrer?”, disse o presidente da Câmara, Jacob Frey, conforme a nota, acrescentando que espera que os agentes federais reflitam o que ocorre na cidade. Frey afirmou que eles precisam defender a América e não dividir a nação como estão fazendo.

“Sabemos que há muita raiva, mas também pedimos à nossa comunidade que mantenha a calma enquanto trabalhamos nos detalhes desta tragédia”, disse o chefe da polícia de Minneapolis, Brian O’Hara.

A polícia de Minneapolis informou que foi montado um posto de comando desta força de segurança e que a Patrulha Rodoviária de Minnesota e outras forças policiais da área metropolitana de Minneapolis-Saint Paul estão prontas para auxiliar, caso seja necessário. As forças policiais da área metropolitana ajudam a polícia da cidade no atendimento de chamadas de emergência.

“A nossa exigência hoje é que os agentes federais da nossa cidade ajam com a disciplina e a integridade que esperamos dos nossos próprios agentes todos os dias”, disse O’Hara.

No entendimento da diretora de Gestão de Emergências de Minneapolis, Rachel Sayre, que tem vasta experiência em operações de emergência internacionais em países como a Síria e o Iémen, eventos deste tipo provocam impacto duradouro e intergeracional nas famílias da comunidade.

De acordo com a diretora, nestes momentos, surgem o melhor e o pior da comunidade, sendo o pior o terror e o medo em famílias por toda a cidade até em uma ida ao supermercado ou à escola.

“Mas o melhor, sem dúvida, é a resposta pacífica da comunidade neste momento e o cuidado com os seus vizinhos. Além disso, a nossa equipe da Câmara Municipal trabalha incansavelmente para garantir que os recursos disponíveis sejam disponibilizados”, completou na nota.

A morte de Alex Pretti elevou o nível de tensões entre as autoridades federais e estaduais, na escalada que vem desde o assassinato da norte-americana Renee Good, em 7 de janeiro, também na cidade e ainda e foi reforçada com a detenção de um norte-americano levado de casa de bermuda e com a detenção de crianças em idade escolar, incluindo um menino de 5 anos.



EBC

IA é a principal preocupação de segurança para os negócios no Brasil


Um ranking de riscos empresariais elaborado pela seguradora corporativa do Grupo Allianz, a Allianz Commercial, mostra que a inteligência artificial é a principal preocupação do setor de negócios no Brasil. Essa é a primeira vez que a IA aparece como o principal risco empresarial apontado pelos executivos brasileiros.

Segundo o levantamento, a inteligência artificial segue sendo vista como uma poderosa alavanca estratégica para os negócios, mas também como uma fonte crescente de riscos operacionais, legais e reputacionais, superando a capacidade das empresas de estruturar governança, acompanhar a regulação e preparar adequadamente suas equipes.

“Considerando a crescente importância da IA ​​na sociedade e na indústria, não é surpreendente que ela seja o principal fator de variação no Allianz Risk Barometer. Além de trazer enormes oportunidades, seu potencial transformador, aliado à rápida evolução e adoção, está remodelando o cenário de riscos, tornando-se uma preocupação central para empresas”, destacou o CEO da Allianz Commercial, Thomas Lillelund.

As principais preocupações apontadas pelos empresários no ranking são:

  • Inteligência artificial (32% de citações);
  • Incidentes cibernéticos (31%);
  • Mudanças na legislação e regulamentação (28%);
  • Mudanças climáticas (27%) e
  • Catástrofes naturais (21%).



EBC

Tradicional hotel de luxo é implodido no centro de Brasília


O antigo edifício Torre Palace Hotel, localizado no centro de Brasília, foi implodido às 10h01 deste domingo (25). Os explosivos foram colocados nos andares mais baixos do prédio, que ruiu em poucos segundos. A grande nuvem de poeira branca que subiu logo após a operação se dissipou quase por completo cerca de cinco minutos após a demolição. 

Em razão do risco de projeção de detritos e materiais, além da vibração do próprio terreno devido à onda de choque causada pela implosão e do ruído intenso, a população pode acompanhar a operação a cerca de 300 metros de distância. Três sirenes foram ouvidas poucos minutos antes da queda do edifício, concluída sob os aplauso de populares que estavam no local. 


Brasília (DF) 25/01/2025 Torre Palace, o primeiro hotel de luxo de Brasília, foi implodido na manhã de hoje. Na foto, poeira da demolição cobre expectadores. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Poeira da demolição do Torre Palace cobre expectadores – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A operação foi coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e pela Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil. O plano operacional reuniu forças de segurança, equipes de emergência e órgãos de trânsito da capital federal. Foi feito o isolamento de todo o perímetro definido. Logo após a implosão, técnicos da defesa civil já estavam no local dos escombros. 

Máquinas trabalham para retirar a grande montanha de entulho que agora ocupa o terreno onde ficava o Torre Palace Hotel. A previsão do governo do Distrito Federal é que, ao longo das próximas horas, hotéis localizados próximos aos escombros possam ser liberados. Ao todo, três edifícios foram evacuados: Brasília Tower Hotel, LET’S Idea Brasília Hotel e Nobile Suítes Monumental. 


Brasília (DF) 25/01/2025 Pessoas nos hoteis próximos e na Torre de Tv, aguardam para assistir a implosão do Torre Palace, o primeiro hotel de luxo de Brasília. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Pessoas nos hoteis próximos e na Torre de Tv, aguardam para assistir a implosão do Torre Palace- Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Entenda

Abandonado desde 2013, o edifício chegou a ser ocupado em outubro de 2015 por cerca de 150 pessoas do Movimento de Resistência Popular, que reivindicava políticas de moradias no Distrito Federal. Na época, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que o prédio já vinha sendo invadido por usuários de drogas e era ponto recorrente de crimes e de tráfico de drogas.

Após a desocupação, o prédio, que já havia sido condenado pela Defesa Civil do Distrito Federal, foi isolado. Com 14 andares e 140 apartamentos, o edifício ficava no Setor Hoteleiro Norte, área considerada nobre na capital federal, próximo a pontos turísticos como a Torre de TV e o estádio Mané Garrincha. 


Brasília - Cerca de 200 homens participaram da operação de desocupação do Torre Palace Hotel, ocupado por integrantes do Movimento Resistência Popular desde outubro do ano passado (José Cruz/Agência Brasil)

Descocupação do prédio, em 2025 – José Cruz/Agência Brasil



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