Wellington Lima e Silva é novo ministro da Justiça


O advogado Wellington César Lima e Silva é o novo ministro da Justiça e Segurança Pública. Ele foi convidado para assumir o cargo em encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira (13), segundo nota do Palácio do Planalto. 

A nomeação de Wellington Silva será publicada em edição extra, ainda hoje, no Diário Oficial da União. Ele irá substituir Ricardo Lewandowski.

Wellington Silva estava como advogado-geral da Petrobras. É a segunda vez que ocupa o cargo de ministro da Justiça, pois já chefiou a pasta durante a gestão de Dilma Rousseff.

Ele também foi secretário especial para Assuntos Jurídicos da Presidência da República na atual gestão. Em sua trajetória, já ocupou os cargos de procurador-geral da Justiça da Bahia e procurador-geral de Justiça adjunto para Assuntos Jurídicos. 

No último dia 8, Ricardo Lewandowski entregou uma carta com pedido de demissão ao presidente Lula. Magistrado aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), ele havia assumido a pasta em fevereiro de 2024 e deixou o cargo com quase dois anos de gestão, justificando que questões pessoais e familiares o levaram a tomar a decisão.



EBC

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 35 milhões


Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.959 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (13). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 35 milhões para o próximo sorteio, que será realizado no dia 15.

Os números sorteados foram: 18 – 26 – 35 – 41 – 44 – 45

27 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 58.801,80 cada.

1.883 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.389,80.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.




EBC

Lula cria comitê gestor e lança plataforma da reforma tributária


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (13), com vetos, o segundo e último projeto de lei que regulamenta pontos centrais da reforma tributária, como a gestão e a fiscalização do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Este novo tributo substituirá gradativamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, e o Imposto sobre Serviços (ISS), cobrado pelos municípios.  

Arrecadação, fiscalização e distribuição do novo imposto ficarão a cargo do Comitê Gestor do IBS (CG-IBS), formado por representantes da União, estados e municípios. O evento que marcou a sanção do Projeto de Lei Complementar (PLC) 108/2024 foi realizado na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa pública de tecnologia, em Brasília. Na ocasião, também foi lançada Plataforma Digital da Reforma Tributária.

Desenvolvido pela Receita Federal em parceria com o Serpro, o portal da Reforma Tributária pode ser acessado por meio do Gov.br e concentra funcionalidades como calculadora de tributos, apuração assistida e monitoramento em tempo real de valores a pagar e créditos a receber pelas empresas. Considerada a maior infraestrutura digital já desenvolvida para o sistema tributário brasileiro, a plataforma tem capacidade estimada para processar cerca de 200 milhões de operações por dia e movimentar aproximadamente 5 petabytes de dados por ano. O portal foi testado por mais de 400 empresas nos últimos seis meses, segundo o governo.

“Assim como as pessoas de outros países ficam maravilhadas com a nossa declaração pré-preenchida do Imposto de Renda, que é motivo de orgulho da Receita Federal e para o Brasil, todos ficarão ainda mais impressionados com o esse novo sistema da tributação sobre o consumo”, destacou o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.

A nova plataforma tecnológica, segundo o secretário, eleva o Brasil a um patamar de facilidade, transparência e segurança em informações tributárias que “não existe em nenhuma outra parte do mundo”.

Entre os melhores

Na avaliação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a conclusão de mais essa etapa da reforma tributária, que entra no terceiro ano desde a aprovação de uma emenda constitucional, vai colocar o Brasil entre os países com o melhor sistema de gestão e cobrança de impostos do planeta.

“É uma das primeiras reforma tributárias sobre o consumo que tem pretensão de ter progressividade porque o pobre recebe cashback [devolução do imposto] sobre um conjunto expressivo de bens tributados, mas que ele não vai pagar imposto. Além de uma cesta básica muito mais generosa, com proteína animal, e de uma cesta de medicamentos essenciais que também não serão tributados. Ela muda muito a vida de brasileiros, em geral, e de quem empreende, em particular”, observou o ministro.

Segundo Haddad, as facilidades do novo sistema vão tirar muitos trabalhadores das tarefas burocráticas de lidar com questões tributárias complexas que serão completamente simplificadas.


Brasília (DF), 13/01/2026 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa do lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária, na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Fernando Haddad diz que sistema vai tirar muitos trabalhadores das tarefas burocráticas – Valter Campanato/Agência Brasil

Transição

O ano de 2026 será dedicado a testes de adaptação da reforma tributária. Empresas terão até o quarto mês após o regulamento da lei para testar os novos sistemas, ajustarem seus documentos fiscais, com identificação dos novos impostos (CBS e IBS), embora sem recolhimento efetivo. Não haverá penalidades.

A cobrança efetiva da CBS e do Imposto Seletivo — que incide sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente – começa em janeiro  2027. A CBS é a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e substituirá o PIS, a Cofins e o IPI, que são tributos federais.

Já o IBS entra em fase de transição a partir de 2029, com a extinção total do ICMS e do ISS prevista para 2033.

Outras mudanças

A nova lei sancionada por Lula estabelece também que o imposto estadual sobre heranças deverá ser progressivo, o que é uma vitória na trajetória de construção de um sistema tributário progressivo no qual quem tem menos, paga menos. As alíquotas do Imposto sobre Transmissão Causa mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD) serão definidas por cada estado, respeitado teto de alíquota definido pelo Senado Federal.

Os detalhes sobre quais foram os vetos presidenciais à nova lei não foram informados pelo governo até o fechamento da matéria.



EBC

Campanha busca valorizar cultura negra e combater racismo no carnaval


O Ministério da Igualdade Racial (MIR) lançou nessa segunda-feira (12), no Rio de Janeiro, uma nova campanha que visa destacar a contribuição da cultura negra para o carnaval e combater a discriminação e violências. Com adesivos e leques, a ideia é lembrar que ofender uma pessoa com base na cor de pele é um ato de injúria racial, assim como advertir que fantasias estereotipadas, como a de “nega maluca” e a de indígena”, não combinam com a folia.

“Não cabem mais fantasias depreciativas sobre a cultura negra, religiões afro, personagens negras, muito menos mulheres negras. Isso não dá mais”, disse à Agência Brasil o secretário de Combate ao Racismo do ministério, Tiago Santana. “Não é esse tipo de cultura de carnaval que o brasileiro quer”, completou. A campanha, segundo ele, é para enfrentar as agressões diretas, as injúrias, mas sem deixar de lembrar que temas e a estética negra, como o cabelo, não são “peça de chacota”.

Em 2026, o MIR pretende ampliar a campanha que circulou em mídias digitais em 2025. Com o mesmo nome, “Sem racismo o carnaval brilha mais”, a ação terá como palco o carnaval de rua, bailes, blocos, desfiles de escolas de samba e a própria Sapucaí, no Rio de Janeiro. Ações também estão programadas na Bahia e nos 30 municípios que aderiram ao Programa Juventude Negra Viva.

O material educativo será divulgado entre o próximo sábado (17) e os últimos dias de festa, com a função também de incentivar as vítimas a registrarem as denúncias por meio do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania ou da Ouvidoria do Ministério da igualdade Racial, pelo e-mail: ouvidoria@igualdaderacial.gov.br. Os dois órgãos podem dar suporte e ajudar a formalizar as denúncias em órgãos oficiais, como as delegacias de polícia.

Segundo o secretário, a orientação do governo é combater o racismo. “A prática, o ato de você denunciar, de criar condições para que [a discriminação] não aconteça e, uma vez acontecendo, criar medidas para que haja algum tipo de punição é o pilar fundamental de sustentação da Política Nacional de Igualdade Racial”, explicou.

Como o principal diferencial desta edição, na cidade do Rio, está a parceria com a Liga RJ, entidade que organiza os desfiles das escolas de samba do grupo de acesso, a chamada Série Ouro. A entidade prometeu distribuir o material em ensaios técnicos e apresentações na Sapucaí. No dia 13 de fevereiro, quando começa a competição, o ministério desfilará com uma faixa, distribuindo as peças, ao lado de ativistas, lideranças e pessoas ligadas às escolas de samba. “Sinalizaremos para aqueles eventuais racistas que eles não são invisíveis e que faremos pressão para que, caso cometam algum ato criminoso, prestem contas e sejam punidos”, frisou Santana.

Com a medida, o secretário da pasta pretende também dar visibilidade à construção do carnaval pelas pessoas negras, que fundaram as primeiras escolas. “Acontece hoje um processo de embranquecimento, de apagamento da presença negra no carnaval. Então, quando a gente combate o racismo, também enfrentamos essa desestruturação interna”, destacou. Nos últimos anos, o fato de boa parte do corpo de jurados dos desfile das escolas cariocas ser branca levantou o debate sobre essa questão.

A ministra Anielle Franco disse, em nota, que a festa é um momento de diversão, mas também de respeito. “Lançamos essa campanha para cuidar e respeitar as mãos negras de quem faz acontecer e também se diverte no maior espetáculo da terra”, ressaltou. “O carnaval é cultura, arte, resistência e resiliência”, completou, sobre a campanha deste ano, que ampliou a presença no país.

A pasta espera que outras instituições adiram ao esforço e façam circular o material, tanto nos eventos de carnaval, quanto na mídia e nas redes sociais, ampliando o alcance da mensagem.



EBC

Ministério da Saúde decide não incorporar vacina herpes-zóster ao SUS


O Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina para a prevenção de herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão está em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com relatório divulgado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), disponível online, a vacina foi considerada cara diante do impacto que poderia ter em relação ao combate a doença.

A vacina recombinante adjuvada para prevenção do herpes-zóster é voltada para idosos com idade maior ou igual a 80 anos e indivíduos imunocomprometidos com idade maior ou igual a 18 anos.

“O Comitê de Medicamentos reconheceu a importância da vacina para a prevenção do herpes-zóster, mas destacou que considerações adicionais sobre a oferta de preço precisam ser negociadas, de modo a alcançar um valor com impacto orçamentário sustentável para o SUS”, afirma o relatório.

O relatório apresenta também um cálculo dos custos em relação a população que seria beneficiada pelo imunizante. “Ao vacinar 1,5 milhão de pacientes por ano, o custo seria de R$ 1,2 bilhão por ano e, no quinto ano, a vacinação dos 471 mil pacientes restantes com um custo de R$ 380 milhões. Ao final de cinco anos, o investimento total seria de R$ 5,2 bilhões. Dessa forma, a vacina foi considerada não custoefetiva”, diz o texto publicado.

Segundo a portaria publicada nesta semana, a matéria poderá ser submetida a novo processo de avaliação pela Conitec, caso sejam apresentados fatos novos que possam alterar o resultado da análise efetuada.

Herpes-zóster

O herpes-zóster é uma condição de saúde causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo que causa a catapora. Quando a pessoa tem catapora, o vírus permanece no organismo e pode ser reativado ao longo da vida, ocasionando o herpes-zóster. Essa reativação é mais comum em pessoas idosas ou com a imunidade baixa.

Os primeiros sintomas são queimação, coceira, sensibilidade na pele, febre baixa e cansaço. Depois de um ou dois dias, surgem manchas vermelhas que evoluem para pequenas bolhas cheias de líquido. Essas bolhas podem secar e formar crostas. As lesões aparecem em apenas um lado do corpo e seguem o caminho de um nervo, o que dá ao herpes-zóster seu aspecto característico. As áreas mais afetadas costumam ser o tronco, a face, a lombar e o pescoço. Esse processo dura cerca de duas a três semanas.

Segundo informações do relatório divulgado pela Conitec, o herpes-zóster geralmente melhora sozinho, mas em alguns casos pode causar complicações graves, como alterações na pele, no sistema nervoso, nos olhos e nos ouvidos.

Tratamento no SUS

Nos casos leves e sem risco de agravamento, o SUS oferece tratamento sintomático com remédios para aliviar a dor, febre e coceira, além de orientações de higiene e cuidados com a pele. Quando o risco é maior, como em pessoas idosas, imunocomprometidas ou com doença grave, recomenda-se o uso do antiviral aciclovir.

De acordo com dados dos Sistemas de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) e hospitalares (SIH/SUS), entre 2008 a 2024, foram registrados 85.888 atendimentos ambulatoriais e 30.801 internações de pacientes com herpes-zóster no Brasil.

Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do SUS, entre os anos de 2007 e 2023, 1.567 pessoas morreram por herpes-zóster no país, o que representou uma taxa de mortalidade pela doença de 0,05 óbitos por 100 mil habitantes no período. Do total de óbitos registrados, 90% foram de pessoas com idade maior ou igual a 50 anos, sendo 53,4% em idosos mais de 80 anos de idade.



EBC

A cada R$ 1 investido pela Rouanet, R$ 7,59 retornam, diz estudo


A cada R$ 1 investido em projetos executados com recursos da Lei Rouanet, R$ 7,59 retornaram à economia. É o que mostra estudo apresentado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira (13) sobre os impactos da lei de incentivo à cultura. O estudo foi encomendado pelo Ministério da Cultura.

Entre 2022 e 2024, o número de projetos apoiados pela lei passou de 2.600 para mais de 14 mil por ano.

O estudo ainda avaliou equipamentos locados, quantidade de pessoas contratadas, materiais e fornecedores pagos. Em 2024, cerca de 230 mil vagas foram abertas com apoio do programa, ao custo de R$ 12,3 mil por vaga. 

“Precisávamos de dados completos, consistentes e confiáveis sobre a Lei Rouanet, que nos últimos anos enfrentou críticas injustificáveis e uma tentativa de demonização. De um lado. há quem tente deslegitimar o setor cultural e ainda há uma parcela da sociedade que desconhece seu papel. Faltavam dados robustos e atualizados, e foi exatamente por isso que encomendamos essa pesquisa. O que apresentamos hoje é um estudo de altíssima qualidade, conduzido com rigor metodológico e baseado em dados oficiais. Seus resultados oferecem evidências claras do impacto positivo do investimento cultural”, destacou a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

A Rouanet teve mais de R$ 60 bilhões investidos desde a criação, em 1993, em valores não corrigidos. Em 2024, foram 4.939 projetos com recursos executados, a maioria propostos por empresas (3.154 proponentes ou 86,7%).

Os projetos geraram um total de 567 mil pagamentos a todo tipo de fornecedor e serviço, em um universo de 1.800 tipos diferentes.

A maioria (76,72%) captou até R$ 1 milhão e 21,70% captaram até R$ 10 milhões. O maior montante dos recursos foi para custos logísticos, administrativos e de equipes técnicas, sendo um terço para pagamento de artistas.

Segundo os pesquisadores, 96,9% dos pagamentos via Rouanet são de menos de R$ 25 mil, o que gera efeito distributivo de renda.

Regiões 

Dos R$ 25,7 bilhões movimentos pelo mecanismos de incentivo à cultura em 2024, a maior parte foi para projetos no Sudeste, que captaram R$ 18 bilhões.

Na Região Sul, foram R$ 4,5 bilhões; Nordeste, teve captação de R$ 1,92 bilhão; Centro-Oeste, cerca de R$ 400 milhões; e Norte, cerca de R$ 360 milhões.

O levantamento apontou também que a Rouanet tem um potencial de captação de recursos fora do edital, já que os projetos levantaram mais de R$ 500 milhões em outras fontes e cerca de R$ 300 milhões em apoios não financeiros, no mesmo período.

“Tivemos de entender os diferentes tipos de impactos. Os diretos, os indiretos, que envolvem toda a cadeia econômica relacionada e o impacto dos empregos gerados. O recurso não deve ser pensado somente uma vez, mas em ondas de gastos relacionados”, explicou Luiz Gustavo Barbosa, gerente executivo da FGV.

Os dados mostram ainda queda no tempo de análise de projetos, que passou de mais de 100 dias em 2022 para 35 dias em 2025.

No comparativo entre os projetos de 2018 a 2024, a Região Nordeste teve crescimento acima de 400%, passando de 337 projetos, em 2018, para 1.778, em 2024.

A Região Norte também teve crescimento semelhante, passando de 125 projetos para 635. A região com menor crescimento, a Sudeste, dobrou a quantidade de projetos, passando de 3.414 (2018) para 7.617 (2024), o que, por sua vez, foi o maior crescimento em números absolutos.

Centro-Oeste teve crescimento de 245,4%, indo de 240 para 829 projetos, e a Sul, de 165,1%, passando de 1.268 para 3.362 projetos.

“Nosso esforço está se voltando para empresas médias, que tem sede nestes territórios, em seus próprios territórios”, disse o secretário de Fomento Cultural do Ministério da Cultura, Henilton Menezes, ao cita trabalho no Nordeste, em parceria com o Sesi, para qualificar produtores culturais na proposição de projetos e captação de recursos com as empresas.

A expectativa é que as ações na Região Norte sejam sentidas já em 2026, e os da região Centro-Oeste em 2027.

A pasta deve realizar ainda uma pesquisa voltada à Lei Aldir Blanc, segundo a ministra. Não há data prevista. 



EBC

Secretaria de Saúde confirma segundo caso de mpox do grupo lp em SP


A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou o segundo caso de mpox (chamada antigamente de varíola dos macacos) do grupo lp no estado. Trata-se de um homem, de 39 anos, morador de Portugal, que apresentou os primeiros sintomas no final de dezembro no Brasil, procurou atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, e permaneceu internado por um dia no local. Ele já retornou ao país de origem.

“Até o momento, não há registro de pessoas com sintomas entre os contatos identificados no local de hospedagem do paciente”, disse a secretaria, em nota.

Em 2025, foi registrado o primeiro caso em SP da mpox do grupo lp, em uma mulher de 29 anos, que evoluiu para a cura. A mpox do grupo lp é mais agressiva e pode ser letal. 

A mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente causa menos letalidade. Trata-se de uma doença zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoa infectada pelo mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

 

 




EBC

Atlético-MG dá adeus à Copinha, após derrota para Ibrachina por 3 a 1


A zebra voltou a rondar a segunda fase eliminatória da Copa São Paulo de Futebol Júnior.  No fim da tarde desta terça-feira (13), um dia após a eliminação do Corinthians para o Guarani, foi a vez do Atlético-MG dar adeus à competição. O time mineiro, três vezes campeão da Copinha (1975, 1976 e 1983), foi surpreendido pelo Ibrachina, que avançou à terceira fase mata-mata com vitória por 3 a 1. O adversário na busca por uma vaga nas oitavas será o vencedor do confronto entre Audax-SP x Santo André, a partir das 19h (horário de Brasilia).

Jogando em casa, na Ibrachina Arena, o Dragão a Mooca abriu o placar ao 33 minutos, com gol contra do defensor Vitor Gabriel, ao tentar desviar a bola.  Dois minutos antes, ele já tocara a bola com a mão e o árbitro anotara pênalti. No entanto, o goleiro Pedro Costa brilhou, defendendo a cobrança de Enrico.

Após o intervalo, aos oito minutos, Erick empatou o jogo em bela cobrança de falta. Na sequência, o time paulistano se impôs na partida: marcou o segundo aos 22 minutos com gol de Luiz Fernando, em erro na saída de bola; e Vicente selou a vitória por 3 a 1 já nos acréscimos.

Goleadas

Teve chuva de gols na classificação do Internacional à terceira fase. O Colorado aplicou 4 a 0 no Retrô-PE, com dois gols de Gutavo Ulguim e os demais de Eduardo e João Miranda. O time gaúcho vai brigar por uma vaga nas oitavas da Copinha contra o Nacional-SP, que eliminou hoje o Juventus-SP, pelo placar de 2 a 0.

Quem também avançou com goleada de 4 a 0 foi o Operário-PR sobre o Independente-AP. Deodato abriu o placar na primeira etapa, e depois do intervalo, Anthony, Rafael Nadal e Gabriel Cardozo também balançaram a rede. Na terceira fase o Fantasma vai encarar o vencedor de São Paulo x Portuguesa, que jogam a partir das 20h30 desta terça.

Outro três confrontos fecham a segunda fase até o final desta noite: Fluminense x Referência-SP, Palmeiras x Vitória, e Botafogo x São José-SP.

Demais resultados desta terça (13)

Fortaleza 2 x 1 Independente-AP

Ituano 3 x 1 Água Santa

Bragantino 3 x 0 Comercial de Tietê

Canaã-DF 1 x 0 Figueirnese-SC

Juventude (5) 1 x 1 ( 4) Águia de Marabá

Flamengo-SP 1 x 0 Monter Roraima

IAC 2 x 1 União Mogi





EBC

MEC fará pesquisa sobre impacto da restrição de celular nas escolas


Neste dia 13 de janeiro de 2026, completa-se um ano da vigência da lei federal que restringiu o uso de celulares nas escolas (Lei nº 15.100/2025). A legislação visa reduzir distrações no ambiente escolar, priorizar o engajamento em atividades pedagógicas e coibir o uso inadequado de dispositivos eletrônicos por parte dos alunos.

O Ministério da Educação (MEC) fará uma pesquisa nacional no primeiro semestre de 2026 para analisar os desdobramentos da lei. O objetivo é compreender como a norma vem sendo adotada nos diferentes sistemas de ensino e quais são os seus efeitos no ambiente escolar.

O ministro da Educação, Camilo Santana, avalia que a restrição do uso de celulares tem sido benéfica para os alunos.

“O brasileiro passa, em média, nove horas e 13 minutos em frente a uma tela. Nós somos o segundo país do mundo que fica o maior tempo na frente de uma tela. isso é um prejuízo muito grande para crianças e adolescentes, causa ansiedade, causa déficit de atenção, causa transtornos, distúrbios mentais”, destaca o ministro.

A lei foi instituída em um contexto de crescente preocupação com os efeitos do uso excessivo e desregulado de celulares no ambiente escolar. Dados do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa) 2022 mostram que 80% dos estudantes brasileiros disseram se distrair e ter dificuldades de concentração nas aulas de matemática por causa do celular.

Aluno do ensino médio, Nicolas Lima, de 15 anos, teve um pouco de resistência à mudança, mas viu as vantagens de uma vida com menos telas.

“Percebi que não foi tão ruim assim. Logo no primeiro dia de aula, consegui fazer um amigo, porque eu me aproximei. Também percebi que a minha concentração melhorou muito durante as aulas. Eu não usava o celular durante a aula, mas sempre no final de cada aula em que os professores estavam fazendo a troca eu pegava o celular”, conta o estudante.

“Também, quando foi proibido o celular no intervalo, além de ficar conversando com os meus amigos, nós ficávamos jogando vários jogos, jogos de tabuleiro, conversando, um olhando para o outro, interagindo”, completa.

 


como vídeos e comentários postados na internet podem influenciar os interesses e comportamentos individuais

Lei que restringe uso de celular nas escolas completa um ano de vigência nesta terça-feira (13) – Foto: Arquivo/EBC

Para a empreendedora digital e mãe de Nicolas, Cibele Lima, a adaptação foi desafiadora no início, mas recompensadora.

“Estava acostumada a poder conversar com meus filhos no WhatsApp na escola, mas hoje eu vejo que melhorou muito, foi bom pra ele perceber que ele pode fazer amizades, que essa timidez não é uma condição fixa. Mas é algo que pode ser mudado quando a gente tem outro olhar e quando sai das telas. Isso ficou bem claro para mim neste um ano, essa transformação, de novas amizades por meio dessa proibição.”

Especialistas relatam que, após a restrição do uso dos aparelhos, os professores perceberam alunos mais atentos, participativos e focados nas atividades. O hábito de apenas “fotografar o quadro” ficou inviável, e os estudantes passaram a escrever, registrar e interagir mais. A mestre em saúde pública e psicóloga Karen Scavacini avalia que o celular pode ser um importante aliado na aprendizagem.

“O celular pode ser uma ferramenta muito educativa e potente quando ele é utilizado de forma transdisciplinar. Ele vai permitir que tenha produção de conteúdo, leitura crítica de informações, e é um recurso importante para trabalhar educação midiática, ajudar estudantes a avaliar fontes, a ter um raciocínio crítico, a compreender os algoritmos, identificar desinformação e usar as redes de forma ética”, diz a psicóloga. 

O MEC desenvolveu e disponibilizou ferramentas para apoiar a implementação da norma, incluindo guias práticos, planos de aula e material de apoio a campanhas de conscientização sobre o uso responsável de celulares.



EBC

Governo brasileiro lamenta mortes no Irã e defende soberania do país


O governo brasileiro divulgou nesta terça-feira (13) nota oficial em que afirma acompanhar com preocupação as manifestações no Irã

Os protestos começaram em 28 de dezembro em resposta ao aumento dos preços do custo de vida no país. Depois, os manifestantes se voltaram contra os governantes clericais que governam o Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. A moeda rial do Irã perdeu quase metade de seu valor em relação ao dólar em 2025, com a inflação chegando a 42,5% em dezembro, em um país que enfrenta sanções dos Estados Unidos e ameaças de ataques israelenses.

Em resposta aos protestos, que já se estendem a todo o país, as autoridades iranianas têm respondido com força letal perante a população. Segundo organizações não-governamentais, há registro de pelo menos 600 mortes. 

No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil lamenta as mortes e defende a soberania dos iranianos para decidir os rumos do país. 

“Ao sublinhar que cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país, o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, diz a nota. 

O governo brasileiro informa que, até o momento, não há registro de brasileiros entre mortos e feridos. A embaixada em Teerã está atendendo a comunidade brasileira no Irã. 

Entenda protestos no Irã 

Autoridades iranianas acusam os EUA e Israel de fomentar os protestos e ameaçaram atacar bases norte-americanas. 

O presidente do Irã Masoud Pezeshkian afirmou que protestos pacíficos são tolerados no país, mas que os distúrbios recentes são provocados por “terroristas do estrangeiro”, para justificar uma invasão pelos EUA e por Israel. 

Donald Trump tem ameaçado fazer uma intervenção no Irã, com forças militares. Nesta segunda-feira (12), ele anunciou que irá impor tarifa de 25% sobre “qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã”

Se a medida for levada adiante, o Brasil pode ser afetado. O anúncio de Trump acendeu um alerta sobre possíveis impactos ao comércio brasileiro, sobretudo no agronegócio, principal beneficiário da relação com Teerã. O governo federal aguarda a publicação da ordem executiva americana para se posicionar.

O Brasil manteve um comércio de quase US$ 3 bilhões com o Irã em 2025, apesar de o país persa representar apenas 0,84% das exportações brasileiras.



EBC