Em comunicado, Brasil e mais cinco países condenam ataque à Venezuela


Em comunicado conjunto divulgado neste domingo (4), Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai condenaram o ataque militar orquestrado pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Eles manifestaram, ainda, grande preocupação com as ações militares conduzidas pelo presidente norte-americano Donald Trump. 

Na nota, os governos dos seis países citam a gravidade das ações registradas na Venezuela e reafirmam sua adesão aos princípios previstos na Carta das Nações Unidas, documento que representa as aspirações e conquistas da humanidade em direção à paz. 

“Expressamos nossa profunda preocupação e repúdio às ações militares realizadas unilateralmente em território venezuelano, que contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça de força, e o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas.” 

Ainda de acordo com o comunicado, os seis países avaliam que as ações constituem precedente “extremamente perigoso” para a paz e a segurança regional e colocam em risco a população civil.

“A situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, através do diálogo, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano em todas as suas expressões, sem interferência externa e em conformidade com o direito internacional”. 

“Reafirmamos que somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática e sustentável que respeite a dignidade humana”, completou o comunicado conjunto, que reafirma a América Latina e o Caribe como uma zona de paz, “construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica de controvérsias e a não intervenção“.

Ao final da carta, os países signatários fazem um apelo à unidade regional que vá além das diferenças políticas diante de qualquer ação que ponha a estabilidade regional em risco.

Os países pedem ainda ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e aos Estados-membros de mecanismos multilaterais relevantes que ajudem a reduzir as tensões e a preservar a paz na região. 

“Manifestamos nossa preocupação a qualquer tentativa de controle governamental, administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, que seja incompatível com o direito internacional e que ameace a estabilidade política, econômica e social da região”, concluiu o documento. 

Entenda

No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York

O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

 



EBC

Mauro Vieira participa de reunião da Celac sobre crise na Venezuela


O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, participa neste domingo (4) de reunião extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) convocada para discutir a situação na Venezuela, após ataque militar orquestrado pelos Estados Unidos. O encontro, agendado para o início da tarde, ocorre por meio de videoconferência. 

A Celac é um mecanismo intergovernamental de diálogo e acordo político que inclui permanentemente 32 países da América Latina e do Caribe. Funciona ainda como um fórum regional com todos os países da América Latina e do Caribe e aspira ser uma voz singular e estruturada na tomada de decisões políticas e na cooperação em apoio aos programas de integração regional.

Entenda

No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York

O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando militares sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.



EBC

João Fonseca desiste de ATP 250 de Brisbante devido à lesão na lombar


Número 1 do tênis brasileiro, o carioca João Fonseca desistiu de disputar o ATP 250 de Brisbane (Austrália), que marcaria sua estreia na temporada 2025. O atleta precisou abandonar o torneio devido a uma lesão na região lombar, segundo nota oficial da Associação de Tenistas Profissionais (ATP). Atual número 24 do mundo, João enfrentaria o norte-americano Reilly Opeka (54º no ranking) na primeira rodada de Brisbane, na madrugada de segunda (5). O torneio é preparatório para o Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam do ano.

Há pouco mais de dois meses, o carioca antecipou o encerramento da temporada de 2025, por conta de uma lombalgia (dores na região lombar). Na ocasião, João desistiu de competir no ATP 250 de Atenas (Grécia), que seria seu último torneio oficial. Aparentemente recuperado, no último dia 8 de dezembro, o brasileiro participou de uma partida de exibição contra o espanhol Carlos Alcaraz. Número 1 do mundo, Alcaraz superou João por 2 sets a 1.

Com a desistência de Brisbane, João Fonseca deve deixar o top 30 do ranking mundial. Ele defendia 125 pontos no torneio australiano, mesmo total que obteve com o título do Challenger de Camberra, seu primeiro torneio na temporada passada.

Depois de Brisbane, João Fonseca já tem programados outros sete compromissos oficiais neste início de ano.

Próximos torneios

12 de janeiro – ATP 250 de Adelaide (Austrália)

18 de janeiro: –  Aberto da Austrália 

06 de fevereiro – Copa Davis com seleção brasileira (Canadá)

09 de fevereiro –  ATP 250 de Buenos Aires 

16 de fevereiro – ATP 500 do Rio de Janeiro 

04 de março – Masters 1000 de Indian Wells (Estados Unidos)

18 de março – Masters 1000 de Miami  (Estados Unidos)



EBC

Bombeiros do RJ abrem 5 mil vagas para o Projeto Botinho 2026


O projeto Botinho 2026, colônia de férias gratuita que é resultado de uma parceria entre o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (CBMERJ) e o Sesc-RJ, recebe inscrições a partir deste domingo (4) para as 5 mil vagas oferecidas.

Podem se inscrever crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, e as atividades acontecem entre os dias 21 e 30 de janeiro, das 8h às 11h, em 29 praias fluminenses.

As inscrições devem ser feitas individualmente, no site do projeto. No ato da inscrição, os responsáveis legais devem preencher a ficha com os dados da criança ou do adolescente e selecionar praia de interesse.

Após o cadastro, os inscritos receberão, em até 24 horas, um e-mail de confirmação com orientações para a entrega presencial de documentos, como atestado médico, em período a ser informado. Essa etapa é obrigatória para a efetivação da vaga.

Durante o período, os participantes realizam exercícios físicos na areia, recebem orientações sobre as condições do mar, noções de primeiros socorros e educação ambiental. Segundo o projeto, as ações são direcionadas à interação social e à prevenção de afogamentos, reforçando a cultura de autoproteção desde a infância.

Os alunos são organizados em três turmas: Golfinho (7 a 10 anos), Moby Dick (11 a 14 anos) e Tubarão (15 a 17 anos). Ao final do projeto, todos os participantes recebem certificado de conclusão.



EBC

Equipe de segurança de Maduro foi morta a sangue frio, diz ministro


O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, disse neste domingo (4) que boa parte da equipe de segurança de Nicolas Maduro foi morta “a sangue frio” durante o ataque perpetrado pelos Estados Unidos, no sábado (3), que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro. 

“Soldados, soldadas e cidadãos inocentes”, disse Padrino, sem citar nomes ou números específicos. A declaração foi feita em vídeo, em que o ministro aparece acompanhado de membros das Forças Armadas do país. 

Ao ler um comunicado oficial, Padrino rechaçou a intervenção norte-americana no país e exigiu a liberação de Maduro, que está detido em Nova York, sob acusação de narcoterrorismo. 

Entenda

No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York

O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

 



EBC

Forças Armadas da Venezuela reconhecem vice como presidente interina


As Forças Armadas venezuelanas reconheceram neste domingo (4) a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, como presidente interina da Venezuela.

Em vídeo, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, também rechaçou a intervenção norte-americana no país e exigiu a libertação do presidente Nicolas Maduro, capturado pelo governo dos Estados Unidos. López avaliou que o ataque representa “uma ameaça global”.

“Se hoje foi contra a Venezuela, amanhã pode ser contra qualquer Estado, contra qualquer país”. 

“Rechaçamos essa pretensão colonialista que se deseja implementar, sob o espírito da doutrina Monroe, sobre a América Latina e o Caribe”, disse o ministro, ao pedir ao povo da Venezuela que retome suas atividades ao longo dos próximos dias. 

O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ, na sigla em espanhol) já havia decidido que Delcy Rodríguez deveria assumir a presidência interina do país, após a captura do líder Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Entenda 

No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana, Caracas. Em meio ao ataque militar, realizado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York. 

O ataque marcou um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

 



EBC

Defesa Civil do RJ alerta para chuvas intensas no estado até segunda


A Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro emitiu neste domingo (4) alerta para a ocorrência de chuvas intensas com raios em todos os municípios fluminenses, em razão da atuação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). O aviso é válido das 8h deste domingo (4) até as 6h de segunda-feira (5).

De acordo com a Defesa Civil e o Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ), estão previstas pancadas isoladas de chuva de intensidade moderada a forte.

A orientação é que a população acompanhe as atualizações dos órgãos oficiais e que siga as recomendações da Defesa Civil local e do plano de contingência municipal. Em caso de emergência, os telefones 199 ou 193 devem ser acionados.

O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) informou neste domingo (4) que o município do Rio de Janeiro entrou no Estágio 2 às 8h07, devido a registros de chuva e vento forte na região do maciço da Tijuca, que compreende a Floresta da Tijuca.

De acordo com o Sistema Alerta Rio, núcleos que atuavam na região do Centro, zona norte e Baía de Guanabara perderam intensidade no início da tarde. Outros núcleos isolados permanecem atuando sobre a zona sudoeste e sobre o Maciço da Tijuca. Há previsão de pancadas de chuva moderada a forte a qualquer momento.

A Defesa Civil do município do Rio acionou, às 8h deste domingo, três sirenes na comunidade da Formiga, na zona norte do Rio, por conta do grande volume de chuva. Às 9h15, as sirenes foram silenciadas, após ausência de registro de chuva forte. O Sistema de Alerta e Alarme conta com 164 equipamentos em 103 comunidades da cidade.

Na Região Serrana do Rio de Janeiro, a Defesa Civil de Petrópolis emitiu, às 11h35 deste domingo (4), um alerta via SMS para a previsão de chuva moderada a forte, podendo vir acompanhada de raios e rajadas de vento na cidade.



EBC

Prefeito de Nova York critica ato de guerra de Trump contra Venezuela


O prefeito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani, criticou o que considera ser “um ato de guerra” da administração de Donald Trump contra a Venezuela, cujo chefe de Estado foi capturado e levado para os Estados Unidos.

Em coletiva de imprensa no sábado, Zohran Mamdani disse ter tido uma conversa telefônica “franca e direta” com Donald Trump, a quem transmitiu o seu desacordo diante da “insistência em uma mudança de regime” na Venezuela.

Em comunicado publicado na sua página na rede social X, o prefeito disse que foi informado sobre a captura de Nicolás Maduro por tropas dos Estados Unidos, bem como sobre a “planejada detenção sob custódia federal em Nova York”.

Mamdani, que foi eleito em novembro e tomou posse na última quinta-feira (1°), lembrou que “atacar unilateralmente uma nação soberana é um ato de guerra e uma violação da lei federal e internacional”.

A “busca por uma mudança de regime” na Venezuela “não afeta apenas quem está no estrangeiro, mas também impacta diretamente os nova-iorquinos”, assinalou, recordando que dezenas de milhares de venezuelanos consideram Nova York a sua casa.

“O meu foco é a segurança deles e a segurança de cada nova-iorquino”, realçou Mamdani, prometendo que vai “continuar a monitorar a situação e emitir orientações relevantes”.

Acusação

A acusação dos Estados Unidos contra Nicolás Maduro vai ser julgada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos no Distrito Sul de Nova York, onde promotores do Ministério Público já haviam apresentado um processo em 2020, acusando o líder venezuelano de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e crimes com armas automáticas.

A acusação baseia-se em uma investigação da Administração de Repressão de Drogas (DEA, da sigla em inglês), que identifica Maduro como líder do Cartel de Los Soles, rede ligada a altas chefias militares venezuelanas que procurava enriquecer utilizando “a cocaína como arma contra os Estados Unidos”.

Nicolás Maduro e a sua mulher, Cília Fortes, estão desde ontem sob custódia em uma prisão federal em Brooklyn, Nova York, após terem sido capturados em Caracas, capital venezuelana.

Depois de aterrisar na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, aeroporto militar localizado no norte do estado de Nova York, o chefe de Estado venezuelano desceu do avião militar Boeing 757 acompanhado por uma ampla operação de segurança.


A still image from video posted by the White House's Rapid Response 47 account on X.com, which originated from the @PaulDMauro account, shows Venezuela's President Nicolas Maduro being walked in custody down a hallway at the offices of the U.S. Drug Enforcement Administration (DEA) in New York City, U.S., January 3, 2026. @RapidResponse47/Handout via REUTERS THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. MANDATORY CREDIT.NO RESALES. NO ARCHIVES. THIS PICTURE WAS PROCESSED BY REUTERS TO ENHANCE QUALITY. AN UNPROCESSED VERSION HAS BEEN PROVIDED SEPARATELY.      TPX IMAGES OF THE DAY     

Verification

- Reuters was able to confirm footage of Nicolas Maduro walking through the halls of DEA headquarters in New York as seen on corroborating footage showing same personnels ushering Maduro and DEA NYD crest on the wall.
- Logo on wall matched DEA NYD from file images.
- Reuters witness footage showing convoy arriving at DEA headquarters in Manhattan.

Imagem de vídeo de Nicolás Maduro, divulgada na página da Casa Branca na internet – @RapidResponse47/DEA headquarters in Manhattan

Dezenas de agentes do FBI (polícia federal de investigação) e da DEA esperavam Maduro, sob uma temperatura de dois graus Celsius negativos.

Maduro foi então escoltado para uma instalação federal ligada à DEA, onde foi identificado, e transferido para o Centro de Detenção Metropolitano.

A presidência dos Estados Unidos divulgou imagens da detenção e da transferência, mostrando Maduro caminhando por um corredor com uma passadeira azul e com a inscrição DEA NYD – Administração de Repressão de Drogas do Distrito de Nova York.

O líder venezuelano deverá se apresentar a um juiz federal em Manhattan nos próximos dias.

Entenda

Os Estados Unidos lançaram no sábado (3) “um ataque de grande escala contra a Venezuela”, que capturou Maduro e sua mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Entretanto, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela entregou a presidência interina à vice-presidente executiva, Delcy Rodriguez, “de forma a garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação”.

Não se sabe ainda quando ela tomará posse, mas Delcy Rodriguez, que será a primeira mulher na história do país a liderar o Executivo, já exigiu “a libertação imediata” de Nicolás Maduro, “o único presidente da Venezuela”, e condenou a operação militar dos Estados Unidos.

A comunidade internacional tem se dividido entre a condenação da ação dos Estados Unidos e o júbilo pela queda de Maduro.

*É proibida a reprodução deste conteúdo



EBC

Chuvas no litoral paulista provocam interdição da Serra Mogi-Bertioga


O alto volume de chuvas que tem atingido diversas cidades do litoral paulista nos últimos dias provocou alagamentos e levou à interdição temporária da Serra Mogi-Bertioga na manhã deste domingo (4).

Segundo a Concessionária Novo Litoral, que administra a SP-098, a estrada precisou ser fechada, entre os quilômetros 77 e 98, por questão de segurança, já que nas últimas 72 horas o volume de chuva chegou a 200 milímetros na região de serra, índice acima do que é considerado seguro para a operação.

Em Ubatuba, no litoral norte paulista, foi registrado um acumulado de 158 milímetros de chuva nas últimas seis horas, volume que corresponde a cerca de 65% do esperado para todo o mês de janeiro, que tem média de 242 mm. Em apenas quatro dias deste mês de janeiro, o acumulado de chuva em Ubatuba já alcançou 184,3 mm.

Apesar desse grande volume, a Defesa Civil do município informou que não houve registro de vítimas, desabrigados ou desalojados até este momento, embora diversas ruas da cidade tenham sido alagadas durante as chuvas desta madrugada.

Em Mongaguá, no litoral sul, moradores receberam alertas no celular sobre chuvas persistentes neste domingo. Diversas ruas dos bairros Nossa Senhora de Fátima e Agenor de Campos ficaram alagadas na manhã deste domingo. Também houve a queda de uma estrutura metálica pela Praça Dudu Samba, informou a Defesa Civil da cidade.

Em Peruíbe, a chuva provocou alagamentos e atingiu o quintal de uma residência na Rua Presidente Prudente. As autoridades precisaram utilizar um bote para remover a família de turistas que estava na casa.

Vale do Ribeira

Também foram registradas chuvas fortes e intensas em cidades da região do Vale do Ribeira. Na cidade de Pariquera-Açu, foram registradas quedas de árvores na Rodovia Ivo Zanella, o que provocou sua interdição parcial.

Já em Juquiá foram registradas fortes rajadas de vento, que atingiram cerca de 52 km/h e provocaram o desabamento de uma residência. Uma pessoa ficou ferida nesse desabamento e foi socorrida com escoriações. Também houve o destelhamento da vila olímpica municipal, mas sem o registro de vítimas.

Em Rio Grande da Serra, município da região metropolitana de São Paulo, uma residência foi danificada por uma enxurrada no Jardim Guiomar. A Defesa Civil vistoriou a casa e constatou rachaduras na residência, orientando a moradora a deixar o local.



EBC

Cerca de 300 mil idosos brasileiros têm algum grau de TEA, diz estudo


A prevalência autodeclarada de Transtorno do Espectro Autista (TEA) entre indivíduos com 60 anos ou mais é 0,86%, o que corresponde a aproximadamente 306.836 pessoas. A taxa é ligeiramente maior entre os homens (0,94%) em comparação com as mulheres (0,81%).

A análise feita pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), com base no Censo Demográfico de 2022.

De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas no mundo inteiro vivem com algum grau de TEA, condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades persistentes na comunicação e na interação social.

Embora o TEA seja tipicamente diagnosticado e manifeste seus sinais durante a infância, trata-se de uma condição que permanece ao longo da vida. Em adultos mais velhos o reconhecimento ainda é limitado, tanto no diagnóstico quanto ao acesso a terapias adequadas.

“Do ponto de vista das políticas públicas de saúde, esses dados reforçam a importância de desenvolver estratégias para a identificação e o apoio a adultos mais velhos com TEA. A prevalência tem crescido nos últimos anos, porém a literatura científica nacional e internacional ainda é escassa em relação ao que se sabe sobre o TEA no contexto do envelhecimento”, afirmou a pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde na PUCPR, Uiara Raiana Vargas de Castro Oliveira Ribeiro.

Segundo a pesquisadora, pessoas que envelhecem no espectro tendem a apresentar redução na expectativa de vida e alta prevalência de comorbidades psiquiátricas, como ansiedade e depressão, além de maior risco de declínio cognitivo e de condições clínicas, incluindo taxas mais elevadas de doenças cardiovasculares e disfunções metabólicas.

“Dificuldades na comunicação, sobrecarga sensorial e rigidez de comportamento podem dificultar ainda mais o acesso à saúde dessa população. Portanto, o conhecimento em torno da prevalência do TEA em pessoas idosas no Brasil é o primeiro passo para compreender suas necessidades e assim subsidiar políticas públicas direcionadas a este público”, disse.

Diagnóstico tardio

De acordo com a pesquisadora, a identificação do TEA em pessoas idosas é difícil porque algumas manifestações do transtorno como isolamento social, inflexibilidade, comportamento rígido e interesses restritos podem ser confundidos com características de outros transtornos ou sintomas de ansiedade, depressão ou demência.

Além disso, a falta de profissionais capacitados para a identificação e até as modificações nos critérios podem dificultar o diagnóstico.

“O diagnóstico é frequentemente recebido com alívio, porque o idoso sente que oferece uma explicação para dificuldades interpessoais e sensoriais vivenciadas ao longo da vida, promovendo maior autocompreensão e aceitação”, explicou a especialista.




EBC