Supercopa Rei será decidida em Brasília em 1º de fevereiro


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou nesta quarta-feira (31), via rede social, que a Supercopa Rei de 2026 ocorrerá no dia 1° de fevereiro, em Brasília.

A entidade confirmou a cidade novamente como palco da primeira grande decisão da temporada de 2026. A disputa ocorre em jogo único na Arena BRB Mané Garrincha, no centro da capital federal.

A partida será entre Flamengo, campeão do Campeonato Brasileiro de 2025, e Corinthians, campeão da Copa do Brasil, neste ano. A partida abre a temporada de bola de 2026. Ainda segundo a CBF, o estádio estará dividido 50% para cada torcida.

Inicialmente, o confronto estava previsto para 24 de janeiro.

Geralmente, a Supercopa Rei é disputada em estádios de campo neutro na tentativa de garantir a imparcialidade.

Últimos campeões

O Rubro-Negro é o atual campeão da competição. No início de 2025, a equipe dirigida por Filipe Luís venceu o Botafogo por 3 a 1.

Os campeões anteriores foram São Paulo, em 2024; Palmeiras, 2023; e Atlético Mineiro (2022). O Flamengo ainda foi campeão em 2020 e 2021.

Supercopa Rei

Não disputada entre 1992 e 2019, a Supercopa do Brasil foi reativada pela CBF em 2020.

Em 2024, a CBF rebatizou a competição para Supercopa Rei em homenagem a Pelé, o Rei do Futebol, falecido em dezembro de 2022.

A ideia é que o troféu represente a coroa do futebol nacional, sendo disputado pelos dois clubes que dominaram o cenário futebolístico no ano anterior.





EBC

MEC regulamenta programa que fortalece formação profissional


O Ministério da Educação (MEC) publicou na terça-feira (30) no Diário Oficial da União a portaria que regulamenta o Programa Juros por Educação.

A iniciativa permite aos estados brasileiros reduzir os juros de suas dívidas com a União em troca de investimentos e metas de expansão de matrícula na educação profissional e tecnológica (EPT) de nível médio e melhorias na infraestrutura da oferta de cursos técnicos.

Objetivo

O novo programa federal pretende criar condições para aumentar a produtividade e novas oportunidades profissionais, por meio do aumento de matrículas na educação técnica estadual, seguindo as diretrizes do Plano Nacional de Educação (PNE).

Serão beneficiados estudantes do ensino médio articulado à EPT (nas formas integrada e concomitante), aqueles que já concluíram o ensino médio e desejam se matricular em um curso técnico (forma subsequente) e estudantes da educação de jovens e adultos (EJA) no ensino médio, na forma integrada à educação profissional.

Metas

Após a renegociação das dívidas e definição de montantes disponíveis para investimento, os Estados e o Distrito Federal pactuarão com o Ministério da Educação (MEC) metas anuais de implantação e expansão de matrículas.

As metas são baseadas no déficit de matrículas de cada estado, ajustadas com base na  população do estado, considerando o Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A portaria estabelece que serão consideradas apenas as matrículas nas redes estaduais ofertantes de Educação Profissional e Tecnológica (EPT).

Para cálculo do cumprimento da meta, serão admitidas somente as matrículas criadas após a adesão do estado ao programa federal. É obrigatório o registro de frequência do aluno para a validação.

Se o estado não cumprir a meta em um ano, o saldo devedor de matrículas é redistribuído para os anos seguintes.

Investimentos

Os estados devem destinar para o ensino técnico, no mínimo, 60% dos recursos economizados com a dívida com a União, a partir da adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O percentual poderá cair para 30% em casos excepcionais de impossibilidade de cumprimento integral do percentual mínimo de investimento definido.

Os recursos podem ser usados para:

  • capital: obras, ampliações de escolas estaduais que ofertam EPT; e compra de equipamentos/tecnologia.
  • custeio: pagamento de pessoal vinculado à expansão das matrículas, material didático, bolsas de permanência para alunos e formação de professores.

Plano de Aplicação

Os estados devem apresentar anualmente um Plano de Aplicação detalhando onde e como investirão o dinheiro (municípios, tipos de cursos, cronograma físico-financeiro).

O Plano de Aplicação deve ser enviado em até 30 dias após a adesão do estado ao Programa Juros por Educação.

Transparência

Os estados devem publicar balanços semestrais (janeiro e julho) e enviar um relatório anual ao MEC.

Todas as matrículas e planos de aplicação devem ser registrados oficialmente e validados no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec).

Parcerias

O estado e o Distrito Federal podem oferecer os cursos diretamente ou por meio de parcerias com outras instituições de ensino da EPT, como o Sistema S, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ou escolas privadas. Porém, a responsabilidade pela qualidade e fiscalização permanece com a unidade da federação.

Juros por Educação

O Juros por Educação faz parte do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), instituído pela Lei Complementar nº 212/2025, que permite que estados e Distrito Federal renegociem suas dívidas com a União e façam investimentos em áreas estratégicas, como a educação profissional e tecnológica (EPT) nível médio.

Atualmente, as metas de desempenho coincidem com as metas estabelecidas para a educação profissional no Plano Nacional de Educação (PNE) vigente (metas 10 e 11).

Com o programa, o governo federal quer promover a formação de jovens para o mundo do trabalho e, com isso, fomentar a inclusão social e econômica por meio da educação. 



EBC

Ministério da Saúde renova contrato com Rede Sarah por R$ 7,5 bilhões


O Ministério da Saúde e a Rede Hospitalar Sarah Kubitschek, que congrega hospitais de reabilitação em sete estados e no Distrito Federal, renovaram o contrato de gestão por mais cindo anos, no valor de R$ 7,5 bilhões.

Os recursos serão empregados na oferta de consultas, exames e tratamentos especializados para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente nas áreas de neurologia, ortopedia, fisioterapia e outras, os principais focos de atuação da rede Sarah.


Brasília (DF)31/12/2025 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhado da Presidente do Hospital Sarah, Lúcia Willadino Braga, visita a Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhado da presidente do Hospital Sarah, Lúcia Willadino Braga, visita a Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A medida integra ações do programa Agora Tem Especialistas, lançado este ano e que pretende expandir atendimento médico em áreas especializadas, reduzindo a fila de espera por cirurgias eletivas, exames e outros procedimentos mais complexos.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a unidade principal da rede, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (31), para assinar o contrato.

“Investimentos vão apoiar a Rede Sarah para fazer cada vez mais cuidados integrados a quem precisa de reabilitação, sobretudo na área de neurologia, de ortopedia. Vão ajudar os hospitais da rede a fazer mais cirurgias, mais consultas especializadas. São 2,1 milhões pessoas atendidas, um grande volume.”

Para 2026, segundo a pasta, estão previstos 1,7 milhão de exames e terapias, além de 515,4 mil consultas para a rede pública. A renovação da parceria com a Rede Sarah deve assegurar atendimento gratuito e de excelência pelas unidades da Rede Sarah, localizadas nos estados do Pará, Minas Gerais, Ceará, Amapá, Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão, além do Distrito Federal.

Reconhecida nacional e internacionalmente como referência em reabilitação de alta complexidade, a Rede Sarah atua de forma integrada ao SUS há 25 anos. Ao longo desse período, o governo federal investiu mais de R$ 11,8 bilhões na parceria.

Em 2025, os hospitais da Rede Sarah realizaram, para o SUS, mais de 512 mil consultas; 3,6 milhões de procedimentos, consultas e ações de reabilitação de profissionais de nível superior; 1,6 milhão de serviços auxiliares de diagnóstico e terapia; 22,9 mil internações; e 20,7 mil procedimentos cirúrgicos.

O contrato, que conta com as participações dos Ministérios da Fazenda e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, começa a valer a partir desta quinta-feira (1). Também estão previstas ações para a qualificação do atendimento e o desenvolvimento de pesquisas.

14 milhões de cirurgias

Durante a visita à Rede Sarah, o ministro da Saúde fez um balanço positivo da implementação do programa Agora Tem Especialistas. Segundo ele, o ano de 2025 vai terminar com recorde de realização de procedimentos médicos.

“Vamos ultrapassar 14,2 milhões cirurgias realizadas em 2025. Esse era um dos grandes esses gargalos, ainda é, é algo que a gente precisa continuar enfrentando e ampliando cada vez mais. É um dos principais motivos das pessoas estarem esperando tanto nas filas dos municípios, dos estados, nas filas do SUS”, disse.

Segundo o ministro, o ano vai terminar com mais de 4 milhões exames feitos pelo SUS e um recorde de quimioterapia realizadas também pelo sistema público.

“O ano vai terminar com a realização dos maiores mutirões nacionais que o SUS já fez em sua história, nos envolvimentos com os hospitais universitários de todo o Brasil, o envolvimento que  fizemos com hospitais filantrópicos e centros de radioterapia expandidos em todo o Brasil. Nossa meta para 2026 é garantir que todo estado brasileiro tenha um centro atualizado de tratamento de radioterapia para o câncer.”

Segundo o ministro, o último estado que falta é o de Roraima, e os equipamentos já estão no estado.



EBC

Moraes mantém preso condenado por bomba no aeroporto de Brasília


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, manteve, nesta terça-feira (30), a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, condenado por tentativa de ataque ao instalar uma bomba no eixo de um caminhão-tanque estacionado nas imediações do Aeroporto Internacional de Brasília, em 24 de dezembro de 2022.

Na decisão, proferida na Petição (Pet) 12445, Moraes explica que existe o risco real de que, se for solto, o réu possa cometer novos crimes. Ele relembrou que Alan Diego fugiu de Brasília logo após o atentado frustrado no aeroporto e somente foi preso em junho deste ano, em Mato Grosso, após ser procurado pela polícia.

“Há, portanto, fortes e graves indícios do risco concreto da reiteração delitiva e à aplicação de lei penal, em razão da fuga após a prática dos crimes, considerando o início da instrução criminal, após o recebimento da denúncia”, escreveu.

O magistrado destacou, na decisão publicada nesta quarta-feira (31), não haver qualquer fato novo que mude a atual situação.

“Destaca-se a necessidade de resguardar a ordem pública e da instrução criminal, inexistindo qualquer fato superveniente que possa afastar a necessidade de manutenção da custódia cautelar.”

Em outubro, o ministro já havia negado o pedido de soltura feito pela defesa do condenado.

Tentativa de golpe

Alan está preso desde junho deste ano por decisão do ministro, após a Procuradoria Geral da República (PGR) apresentar denúncia contra ele e outras duas pessoas pelos crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e associação criminosa armada, além de requerer sua prisão preventiva.

Outros dois envolvidos no mesmo episódio da bomba no caminhão, na véspera do Natal de 2022, são: o blogueiro Wellington Macedo de Souza, condenado a 6 anos de prisão por planejar o atentado e dar carona a Alan no dia do ocorrido; e George Washington de Oliveira Sousa, que admitiu ter comprado um arsenal adotado na tentativa de atentado, como explosivos e munições.

De acordo com os autos, Alan Diego dos Santos Rodrigues instalou a bomba em um caminhão-tanque estacionado nas imediações do aeroporto da capital federal e confessou ter recebido o artefato no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, onde pessoas defendiam um golpe de Estado.

Em maio de 2023, a 10ª Vara Federal do Distrito Federal condenou Alan Diego e outros dois acusados a cinco anos e quatro meses de prisão em regime fechado pelos crimes de explosão e incêndio.

A investigação foi então encaminhada ao STF para análise de eventuais crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Em dezembro de 2025, em sessão virtual, a Primeira Turma da Corte Suprema decidiu, por unanimidade, tornar Alan Diego réu por crimes mais graves relacionados ao Estado Democrático de Direito, como tentativa de golpe de Estado e associação criminosa armada. Portanto, aceitando a denúncia da PGR.



EBC

Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira


Após chegar novamente em terceiro lugar na Corrida Internacional de São Silvestre, repetindo feito do ano passado, a atleta brasileira Nubia de Oliveira afirmou que pretende vir mais forte no próximo ano e que seu objetivo ainda é ser campeã da prova.

“Meu sonho é me tornar campeã da São Silvestre e eu vou lutar por isso até o fim. Tenho 23 anos de idade. Eu acredito que tenho ainda um longo caminho para percorrer. Estou ganhando muita experiência até chegar no lugar mais alto do pódio”, disse Núbia, que já está em sua quarta participação na prova.

Nesta quarta-feira (31), Nubia melhorou o tempo do ano passando, fechando a corrida com 52 minutos e 42 segundos, a melhor atleta brasileira na prova. No ano passado, ela também chegou na terceira posição, mas com o tempo de 53 minutos e 24 segundos.


São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta brasileira Núbia de Oliveira, terceiro lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Atleta brasileira Núbia de Oliveira, terceiro lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“Esse resultado, eu tenho certeza que inspira e impulsiona mais mulheres a participar do esporte. Tenho certeza que sou referência para muitas mulheres. Fico muito feliz em estar no pódio e representar a força da mulher, da mulher nordestina. Estou muito feliz em estar mais uma vez participando e vendo o crescimento das mulheres na corrida de rua”, disse em entrevista coletiva à imprensa.

Há quase 20 anos, o Brasil não sobe ao topo do pódio da São Silvestre. A última brasileira a vencer a corrida foi Lucélia Peres, em 2006.

Na prova desta quarta-feira, a vencedora foi a atleta da Tanzânia Sisilia Ginoka Panga, que fez o tempo de 51 minutos e 08 segundos. Esta foi a primeira participação de Sisilia na São Silvestre e a primeira vitória de uma atleta da Tanzânia na São Silvestre. A vitória de Sisilia rompeu com uma sequência de vitórias de atletas quenianas, que vinha desde 2016.


São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta Sisilia Ginoka, vencedora da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Sisilia Ginoka, vencedora da categoria feminina. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Para conquistar o feito, a tanzaniana precisou ultrapassar a corredora queniana Cynthia Chemweno, que vinha liderando a prova nos minutos iniciais.

“A Cynthia é uma excelente corredora. Não foi fácil manter a calma para ir atrás dela. Mas fico orgulhosa em representar o meu país e espero que no ano que vem seja ainda melhor”, afirmou a atleta que, ao final da corrida, acabou precisando de atendimento médico. Segundo ela, isso foi resultado do calor.

Cynthia Chemweno chegou na segunda colocação, também repetindo a mesma posição do ano passado. Ela completou a prova com o tempo de 52 minutos e 31 segundos.

“A corrida foi muito feliz. Ao longo da prova, estava todo mundo vibrando muito. Apesar do calor e de estar muito úmido, fiquei bem feliz com o segundo lugar”, comemorou a queniana.

O quarto lugar foi da peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga, que chegou aos 53 minutos e 50 segundos. A quinta posição foi conquistada pela queniana Vivian Jeftanui Kiplagati, com 54 minutos e 12 segundos.

Masculino

No masculino, o melhor atleta brasileiro também chegou em terceiro lugar, posição conquistada por Fábio de Jesus Correia.

“A gente sempre tem que estar com esse pensamento de ser campeão, de ser vencedor em tudo que a gente faz. No entanto, tem quase 16 anos que um brasileiro não vence a prova [no masculino]. Mas vou treinar bastante para, quem sabe nos próximos anos, quebrar esse tabu”,  disse o brasileiro.

A última vez que o Brasil conquistou a São Silvestre no masculino foi em 2010, com a vitória de Marilson Gomes dos Santos.

 


São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta Muse Gizachew, vencedor da categoria masculina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Muse Gizachew, vencedor da categoria masculina  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A vitória foi do etíope Muse Gisachew, que ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong nos minutos finais, com uma diferença de apenas quatro segundos.

“É uma prova de muitos altos e baixos e o calor foi difícil. Mas a chegada foi excelente”, comentou Muse Gisachew. “O que fiz foi manter o ritmo, fazendo uma chegada com propriedade e firmeza”, comemorou ele, que finalizou a prova com o tempo de 44 minutos e 28 segundos.

Questionado sobre o momento final da prova, o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong reconheceu que estabeleceu um ritmo forte e que isso lhe custou a vitória. “Fui muito forte nos quilômetros anteriores e, nos quilômetros finais não consegui manter o ritmo”, lamentou. “Os primeiros 10 quilômetros foram muito fortes. E isso teve um custo no final.”

Durante entrevista coletiva, Fábio celebrou sua posição na prova, mas reclamou que faltam locais para os treinos.

“Muitos pensam que [a maior necessidade] é a parte financeira. Mas eu acho que precisa de mais valorização [do atleta] e de espaço de treinamento. Peço aqui que as autoridades possam estar fazendo um bom papel. Precisamos abrir um espaço de segurança para treinar e de uma pista segura”, ressaltou.

O pódio da São Silvestre foi completado com os atletas quenianos William Kibor e Reuben Logonsiwa Poguisho.



EBC

Moraes nega pedido de defesa Bolsonaro para receber visita de sogro


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou na manhã desta quarta-feira (31) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber seu sogro, Vicente Reinaldo, no hospital privado DF Star, em Brasília, onde está internado desde a véspera de Natal para realização de procedimentos cirúrgicos. O pedido de visita do pai de Michelle Bolsonaro foi apresentado ao STF nesta terça-feira (30).

Na última semana, o ex-presidente foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por condenar a trama da tentativa de golpe de Estado.

Na decisão publicada nesta manhã, o ministro justificou por que o apenado não pode receber visitas extras, mesmo estando em um hospital, e não em uma unidade prisional, o que gera um regime excepcional de custódia. O motivo é a “necessidade de garantir a segurança e a disciplina”.

 “No caso concreto, o apenado encontra-se internado em unidade hospitalar, circunstância que impõe regime excepcional de custódia, distinto daquele existente no estabelecimento prisional, submetido às normas próprias do ambiente hospitalar e às orientações médicas. Dessa forma, diante das circunstâncias excepcionais da internação hospitalar, da necessidade de garantir a segurança e a disciplina, indefiro o pedido formulado.”

Internado no Hospital DF Star desde a quarta-feira da semana passada, o ex-presidente passou por cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral e, também, realizou outros três procedimentos para tentar conter crises persistentes de soluços, por meio do bloqueio do nervo frênico – responsável pelo controle do diafragma, músculo que atua na respiração. 

Visitas autorizadas

Em decisão de 24 de dezembro, o ministro Moraes já autorizava a internação e as visitas de todos os cinco filhos do ex-presidente, desde que observadas as regras gerais estabelecidas pelo Hospital DF Star para todos os pacientes e com a proibição expressa de ingresso no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos.

O ministro também autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permaneça no hospital como acompanhante de Jair Bolsonaro durante todo o período de internação, para recuperação cirúrgica do cônjuge.

O último boletim médico, no início da noite de terça, não cita previsão de alta do ex-presidente, que segue em cuidados pós-operatórios.



EBC

Umbanda faz culto à Iemanjá na véspera do réveillon no Rio


Ana Beatriz de Oliveira, 23 anos, foi a primeira a chegar à Praia Vermelha, na zona sul do Rio de Janeiro, para assistir e participar na noite de ontem (30), véspera do réveillon, do ritual em devoção à Iemanjá, orixá feminina que nas religiões afro-brasileiras, como o Candomblé e a Umbanda representa as águas, seja nos mares ou nos rios.

A jovem trazia rosas amarelas para presentear a entidade, geralmente reverenciada com as cores azul e branco. “Eu fui comprar rosa branca, mas não tinha. Só tinha palma branca, só que estava murcha.”

As rosas amarelas eram oferendas de Ana Beatriz em gratidão à Iemanjá.

“Eu vim agradecer pelo ano. Vim agradecer por eu ter conseguido me formar [em arquitetura], porque foi muito difícil”, conta ao também dizer que está empregada no último escritório que estagiou antes de se formar. 

Washington Bueno, 58 anos, cabeleireiro e maquiador, conseguiu comprar palmas brancas ainda viçosas para Iemanjá. Queria pedir a ela por trabalho, saúde e amor. Ele, no entanto, tinha uma demanda especial: menos violência de gênero.

“Nós brasileiros estamos um pouco em conflito. Há questões de [falta de] respeito ao próximo, né? Tivemos este ano de 2025 com tantas agressões às mulheres”, lembra. “Nós falamos tanto que nosso país é um lugar gentil. Cadê essa gentileza? Eu estou aqui para pedir um ano mais de conscientização com o bem-estar e cuidado de um do outro.”

 


Rio de Janeiro(RJ), 30/12/2025 - Pessoas se reunem para celebrar, agradecer e levar oferendas a Iemanjá, misturando tradições iorubás, sincretismo religioso e preservação cultural, na Praia Vermelha, na Urca, zona sul do Rio. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 Pessoas se reúnem para celebrar, agradecer e levar oferendas a Iemanjá, misturando tradições iorubás, sincretismo religioso e preservação cultural, na Praia Vermelha, na Urca, zona sul do Rio. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil 

 

As palmas brancas, rosas amarelas e outras flores levadas à Praia Vermelha podiam ser depositadas, junto com cartas, perfumes e champanhe, em um barco, azul e branco, de cerca de dois metros de comprimento, com a imagem de Iemanjá, e que ornamentava o espaço para a gira na areia da praia organizada pela Associação Umbanda e Cultos Afros (Auca).

O culto, chamado de “Presente de Iemanjá”, foi quinto ocorrido na última semana do ano em devoção à entidade, e que recebeu apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro (Coordenadoria da Diversidade Religiosa).
 

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Rio de Janeiro(RJ), 30/12/2025 - Pessoas se reunem para celebrar, agradecer e levar oferendas a Iemanjá, misturando tradições iorubás, sincretismo religioso e preservação cultural, na Praia Vermelha, na Urca, zona sul do Rio. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Celebração mistura tradições iorubás, sincretismo religioso e preservação cultural, na Praia Vermelha, na Urca, zona sul do Rio. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil 

Palco gospel 

Apesar do suporte logístico e de segurança da prefeitura para os eventos religiosos de matriz africana, há lideranças da Umbanda que enxergam tratamento diferenciado com outras religiões nos eventos de fim de ano.

O babalawô Ivanir dos Santos, pesquisador e doutor em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estranhou o patrocínio da prefeitura a um palco dedicado integralmente à música evangélica em Copacabana na noite do réveillon (hoje, 31). “Por que esse privilégio?”, questiona em entrevista à Agência Brasil.

“Não se trata de ser contra o palco gospel, não é esse debate. O debate é haver palco para apenas uma música religiosa”, pondera ao dizer que católicos, mulçumanos, budistas, assim como o povo do Candomblé e da Umbanda produzem música religiosa para seus ritos e louvores.

Santos assinala que a ausência de um espaço dedicado a músicas dos terreiros representa um “apagamento” de quem na década de 1950 iniciou uma tradição de festejar a passagem do ano vestido de branco na Praia de Copacabana, fazendo cultos e oferendas à Iemanjá.

Ele teme que o apagamento de tradições culturais e religiosas acabe por se impor uma cultura espiritual “hegemônica” e pouco tolerante com outras formas de credo.

Em entrevista coletiva ontem, após saber das críticas ao apoio à música evangélica, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, salientou que “há uma parcela muito significativa da nossa cidade que gosta de música gospel e que quer — e pode — ter seu espaço”

“Esse público não vinha para Copacabana e agora vai vir, vai conviver com pessoas fazendo oferendas a Iemanjá. Isso é o sincretismo religioso do Brasil e da nossa cidade.”



EBC

Com ultrapassagem nos minutos finais, etíope vence a São Silvestre


Com uma arrancada nos minutos finais, o etíope Muse Gisachew ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong e venceu hoje (31) a centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre.

Kamosong vinha liderando a prova com folga, mas foi ultrapassado por Gisachew já próximo da linha de chegada, na Avenida Paulista. Kamosong terminou a corrida com o tempo de 44 minutos e 32 segundos, apenas quatro segundos a mais que o vencedor da prova, que fez o tempo de 44 minutos e 28 segundos.


São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta brasileiro Fábio Jesus Correia comemora terceiro lugar da categoria masculina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Atleta brasileiro Fábio Jesus Correia comemora terceiro lugar da categoria masculina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O brasileiro Fábio de Jesus Correia foi o terceiro colocado, fazendo o tempo de 45 minutos e 06 segundos.

Na quarta posição chegou o queniano William Kibor, com o tempo de 45 minutos e 28 segundos. Já o também queniano Reuben Logonsiwa Poguisho fechou o pódio, na quinta posição, com 45 minutos e 46 segundos.

A última vez que o Brasil conquistou a São Silvestre no masculino foi em 2010, com a vitória de Marilson Gomes dos Santos.



EBC

Réveillon 2026: veja onde dar as boas-vindas ao ano novo


Em diversas cidades brasileiras, haverá programação especial para celebrar a chegada do ano novo. Grandes festas, shows, queima de fogos, cultos religiosos e rituais estão sendo preparados para receber 2026.

Agência Brasil reúne as principais atrações gratuitas para celebrar a virada do ano em algumas das capitais brasileiras.

Rio de Janeiro

A virada do ano na cidade do Rio de Janeiro, considerado o maior réveillon do planeta, terá múltiplos palcos. Serão três palcos na Praia de Copacabana. No palco principal, se apresentarão os cantores Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Belo, Alcione, João Gomes, Iza, o DJ Alok e a bateria da Beija-Flor.

No total, 13 palcos estarão espalhados pela cidade, em localidades como Leme, Flamengo, Madureira e Ilha do Governador, com mais de 70 atrações.

São Paulo

Em São Paulo, a programação na Avenida Paulista terá 14 horas de música com a maior queima de fogos silenciosa, com duração de 15 minutos. Os destaques artísticos vão para Ana Castela, a dupla Maiara & Maraísa, Simone Mendes, João Gomes, e o encerramento com o cantor Latino.

No início, haverá apresentações religiosas, do Padre Marcelo Rossi e de Frei Gilson. A abertura da Avenida Paulista ao público será às 13h desta quinta-feira, com a programação oficial de apresentações musicais a partir das 13h30. Saiba mais aqui.

Belo Horizonte

Em sua quarta edição, a festa da Virada da Liberdade, em Belo Horizonte, terá um palco cenográfico a céu aberto emoldurando o Palácio da Liberdade, um espetáculo especial com drones, a tradicional queima de fogos e uma homenagem ao cantor e compositor Lô Borges, que morreu em novembro, aos 73 anos.

Neste ano, a Virada da Liberdade é concebida a partir do tema “Fé no Amanhã”. A iniciativa do governo estadual pretende valorizar os artistas mineiros e promover uma programação diversa e gratuita, alcançando públicos de todas as idades.

O evento reunirá nomes da música brasileira, como Biquíni, Lagum, Aline Calixto, Juarez Moreira e Pé de Sonho.

Brasília

A chegada de 2026 no Distrito Federal (DF) terá programação diversificada, com grandes eventos gratuitos organizados pelo governo local, além das festas privadas.

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF detalha que os eventos oficiais ocorrem principalmente em dois pontos no centro de Brasília: na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Orixás (Prainha), na orla sul do lago Paranoá.

O público terá transporte público gratuito (ônibus e metrô) a partir das 18h desta quarta-feira (31) até o fim de quinta-feira (1º de janeiro).

Para a festa de réveillon, o palco da Esplanada dos Ministérios recebe, a partir das 18h de hoje, os artistas Samuel Rocha, Israel e Rodolffo, Carlinhos Brown e a cantora sertaneja Lauana Prado. Ela fará a contagem regressiva para o novo ano. A queima de fogos terá duração de 12 minutos.

No dia 1º de janeiro, é a vez de Adriana Samartine, a dupla Pedro Paulo & Matheus e Belluco, Murilo Huff, Ana Castela e Calcinha Preta animarem a festa.

A Praça dos Orixás tem programação para a virada do ano focada em diversidade cultural e rituais religiosos desde a terça-feira (30), quando houve apresentações da cantora Dhi Ribeiro e de grupos de samba de roda, como o Pé de Porteira, Nossa Galera.

Nesta quarta-feira, a programação segue com Sambrasília, Uel, Rituais Afro-Brasileiros, Makumbá com Kika Ribeiro, Asé Dudu e o Grupo Cultural Obará. O espetáculo pirotécnico na Praça dos Orixás tem a previsão de durar oito minutos.

Goiás

O governo de Goiás levará música e diversão gratuita a cidades de diferentes regiões do estado por meio do Festival do Bem – Edição Réveillon. Os artistas vão se apresentar nas cidades de Inhumas, Ipameri, Itauçu, Rio Quente, São Luís de Montes Belos e São Simão.  Veja a programação completa no site do governo do estado.

Salvador

Na capital baiana, o Festival Virada Salvador celebra o réveillon em cinco dias, desde sábado (27) até a quinta-feira (31) em dois palcos, na Arena O Canto da Cidade, no bairro da Boca do Rio. A entrada é gratuita.

Para quem não puder ir presencialmente, o Festival Virada Salvador tem transmissão ao vivo no canal oficial da prefeitura de Salvador no YouTube.

O ápice das comemorações do novo ano terá os shows de Ivete Sangalo, Jorge & Mateus, Manu Bahtidão, Mari Fernandez, Timbalada e Xanddy Harmonia.

Ao todo, Salvador terá queima de fogos em mais de 20 pontos da cidade. Confira os locais:

  1. Farol da Barra;
  2. Rio Vermelho;
  3. Amaralina;
  4. Jardim de Alah;
  5. Boca do Rio (dois pontos);
  6. Patamares;
  7. Itapuã;
  8. Boa Viagem;
  9. Ribeira;
  10. Santo Antônio Além do Carmo;
  11. Cajazeiras X;
  12. Periperi;
  13. São Tomé de Paripe;
  14. Pernambués;
  15. Ilha de Bom Jesus dos Passos;
  16. Itamoabo (Ilha de Maré);
  17. Santana (Ilha de Maré);
  18. Praia Grande (Ilha de Maré);
  19. Bananeiras (Ilha de Maré);
  20. Botelho (Ilha de Maré);
  21. Paramana (Ilha dos Frades).

João Pessoa

Em João Pessoa, o show principal terá a banda mineira Jota Quest e artistas da região, como Pimenta Nativa, Mano Walter, Juzé e o Pagode do Meu Agrado.

O palco já está montado na altura do Busto de Tamandaré e a expectativa dos organizadores é reunir mais de meio milhão de pessoas.

A prefeitura anunciou o evento terá oito minutos de queima de fogos, com uma tonelada de fogos sem estampido. A medida respeita a lei que estabelece o cuidado com pets, crianças, pessoas idosas e aquelas com sensibilidade a ruídos.

Fortaleza

A contagem regressiva para o réveillon de Fortaleza voltará a ocorrer no Aterro da praia de Iracema, que terá três palcos, dois dias de festa, mais de 20 artistas e bandas. A prefeitura também montou palcos descentralizados para atender à população em outros bairros da capital cearense.

A abertura das comemorações dos 300 anos da cidade terá, no dia 31, as apresentações de Seu Jorge (na virada), Claudia Leitte, Matuê, Wesley Safadão, Paralamas do Sucesso e Taty Girl.

Confira aqui os horários dos shows.

Recife

A Virada Recife 2026, organizada pela prefeitura da capital pernambucana, transforma a Praia do Pina em palco com shows de artistas nacionais e locais por três dias.

No último dia do ano, os shows começarão às 19h. Sobem ao palco da orla Matheus & Kauan, Alceu Valença, Lipe Lucena e Matheus Moraes. A contagem regressiva é por conta de Wesley Safadão.

São Luís

Virar o ano na beira-mar é o ponto alto do réveillon de São Luís. O evento com programação musical gratuita é promovido pela Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (Secma) e está previsto para ocorrer a partir das 17h de hoje. Às 21h, o cantor Xand Avião entrega o repertório de forró. A partir das 23h30, o cantor Avine Vinny comanda o palco nos minutos que antecedem a virada do ano.

Após a chegada de 2026 e o espetáculo de fogos, a programação continua à 1h30 com show de Jhonny Boy. O encerramento está previsto para as 3h30, com apresentação de Rey Vaqueiro.

Belém

A capital paraense terá muita música no Vira Pará, evento gratuito para a população. A partir das 20h deste 31 de dezembro, os portões do estacionamento do Estádio Mangueirão estarão abertos para receber o público.

As atrações programadas são as paraenses Joelma e Gaby Amarantos, além de Nattan, Natanzinho Lima, Carol Lyne e a aparelhagem Carabao.

A contagem para a virada do ano será feita por Joelma.

Manaus

O Réveillon Manaus 2026 – O encontro da Nossa Gente teve sua estrutura montada no complexo turístico Ponta Negra, na zona oeste da capital manauara.

A Praia de Ponta Negra está interditada para banho desde as 14h de terça-feira (30), como medida preventiva adotada durante grandes eventos para evitar acidentes na água, como afogamentos.

Para ampliar o acesso da população à celebração de fim de ano da cidade, a prefeitura montou palcos no Parque Amazonino Mendes, na alameda Alphaville, entre as zonas norte e leste; e no bairro Educandos (Amarelinho), na zona sul.

As atrações nacionais são a dupla Bruno & Marrone e a cantora Klessinha. A prefeitura da cidade afirma ter contratado mais de 100 artistas locais, nos últimos dias do ano, com o objetivo de fortalecer a economia criativa e ampliar as oportunidades no setor cultural amazonense.

Florianópolis

A cidade terá a tradicional cascata de luzes na Ponte Hercílio Luz, que leva milhares de turistas e moradores anualmente ao famoso ponto turístico da capital catarinense.

O espetáculo se somará à queima de fogos ampliada ao longo da baía que conecta o continente à ilha. Ao todo, o show de luzes nas nove balsas espalhadas pela orla deve durar até 15 minutos.

Dilsinho é atração musical confirmada do Réveillon 2026 na Beira-Mar Continental.  A programação contará com outros artistas locais. No palco na Beira-Mar Norte, o grupo Raça Negra será a atração principal da noite de celebração.

Porto Alegre

A prefeitura da capital gaúcha organizou a virada do ano com programação gratuita no Parque Harmonia e na Orla do Guaíba (trecho 1), com DJs e bandas locais.

Além do show de fogos de artifício, as atrações para o público prometem agradar aos diversos gostos musicais. Nomes que vão desde Renato Borghetti, Di Ferrero, Seguidor F, à Escola Imperadores do Samba, o Samba 90 Graus e o Pagode do Dorinho.

Saiba mais no site criado para a festividade.

O evento será transmitido ao vivo no canal oficial da prefeitura de Porto Alegre no YouTube.

Transporte e segurança

Para o Réveillon 2026, diversas cidades brasileiras prepararam operações que vão além dos palcos. Com o objetivo de garantir que os milhões de espectadores aproveitem a virada com tranquilidade, estão em curso planos que integram segurança e logística de transporte em massa.

Quase todas as capitais citadas terão esquema especial de metrô/ônibus (algumas com tarifa zero), a partir da tarde desta quarta-feira.

Nas grandes concentrações, como Copacabana (RJ) e Avenida Paulista (SP), o acesso não será livre como em dias comuns.

Em muitas localidades, estão previstos pontos de revista (barreiras de controle) nos principais acessos das avenidas onde haverá aglomerações. As autoridades locais podem fazer uso de detectores de metal e câmeras de reconhecimento facial.

Em várias comemorações Brasil afora, é estritamente proibida a entrada com garrafas de vidro, objetos perfurocortantes e fogos de artifício particulares.

As polícias militares e guardas municipais atuarão com reforço de drones e torres de observação conectadas em tempo real aos centros de Comando e Controle.

Uma dica é evitar levar objetos de valor, joias, relógios ou grandes quantias em dinheiro. Para quem se desloca até locais de grande concentração de pessoas, é recomendável manter o celular sempre em bolsos frontais ou doleiras.

Em caso de perda ou roubo de aparelhos, o principal instrumento para o rápido bloqueio de celulares é o aplicativo Celular Seguro. Conheça mais sobre a iniciativa aqui.



EBC

Queima de fogos pode desencadear crise sensorial em autistas


Tradição na virada do ano, a queima de fogos de artifício traz prejuízos a parte da população mais sensível aos ruídos causados pelo estouro dos artefatos. Entre elas, idosos, crianças e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O neuropediatra e professor da Escola de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Anderson Nitsche, explica que os efeitos dos fogos nos autistas podem ir além da hora da virada.  

“As crianças e pessoas autistas têm uma sensibilidade maior ao som e isso causa uma perturbação momentânea, mas que pode até durar por mais tempo, gerando sofrimento de insônia durante alguns dias”, afirma o professor. 

Diante do barulho intenso, pessoas no espectro autista podem entrar no que é chamado de crise sensorial, em que o estímulo gera alterações de comportamento que vão desde ansiedade e vontade de fugir daquele meio, até agressividade contra si ou demais pessoas que estão ao redor.  

A neurologista e diretora clínica do Hospital INC (Instituto de Neurologia de Curitiba), Vanessa Rizelio, explica que as pessoas que têm TEA não conseguem processar que aquele ruído alto, por um período prolongado, é um momento de celebração – uma vez que, para eles, promove uma sensação desagradável que não é bem processada pelo cérebro.  

“O cérebro deles entende como uma coisa negativa, algo que está gerando um desconforto e a reação vai ser sair daquela situação. Muitas vezes, isso se vai manifestar como ansiedade, irritabilidade, fora o prejuízo depois no sono que pode impactar até o dia seguinte”, destaca Vanessa. 

Fundadora da Associação de Neurologia do Estado do Rio de Janeiro (ANERJ), a neuropediatra Solange Vianna Dultra, aponta outros efeitos que a queima de fogos pode desencadear no organismo dessas pessoas.

“O coração dá uma descarga de adrenalina, acelera, a pressão sobe. Eles não conseguem entender que é uma festa. É como se estivessem no meio de um tiroteio. Algumas pessoas se desregulam até na hora de recreio na escola por causa do barulho”, explicou a especialista. 

Alternativas 

Algumas cidades brasileiras já começaram a rever a prática da queima de fogos na virada do ano em celebrações públicas e há legislações específicas proibindo artefatos com barulho. A adoção de fogos sem estampido, espetáculos de luzes e apresentações com drones são alternativas para preservar o simbolismo das celebrações, sem impor um custo sensorial a parte da população.  

A psicóloga com especializações em neuropsicologia e em saúde mental, Ana Maria Nascimento, acredita que essas alternativas mantêm o caráter coletivo da festa e ampliam o direito à participação. Em um contexto em que já existem soluções ao barulho, ela defende que insistir no uso de fogos ruidosos “parece um gesto de indiferença”.  

“Celebrar pressupõe convivência. Quando a alegria de uns depende do sofrimento de outros, é legítimo questionar se essa tradição ainda faz sentido”.  

A neuropediatra Solange Vianna destaca que o sofrimento causado pelo ruído dos fogos não é só para a criança autista, mas para toda a família. Ela ressalta que, no caso de fogos silenciosos, a luminosidade não é um problema, porque basta a família manter a criança com TEA longe de janelas.  

O professor da PUC-PR também ressalta a necessidade de a sociedade olhar para a questão com mais empatia, adaptando tradições para promover a inclusão dessas pessoas nas festividades. 

“Acolher, entender e perceber que há pessoas que sofrem com determinadas tradições é tão importante quanto as próprias vivências”, aponta Anderson Nitsche.  

De acordo com Nitsche, o autismo tem uma prevalência mundial em torno de 3% da população. Nem todos os autistas têm alterações sensoriais, auditivas. Para o especialista, empatia é a palavra-chave para a questão. “O processo de inclusão passa pela ideia de entender que há pessoas que são diferentes da gente e que, muitas vezes, a minha liberdade fere a liberdade do outro e gera nelas um sofrimento desnecessário”. 

Idosos e crianças 

Os idosos são outro grupo que sofre o impacto dos ruídos intensos, especialmente aqueles com demência, uma vez que têm dificuldade no processamento das informações. De acordo com Vanessa, o idoso com demência pode entrar em surto de delírios e alucinações diante da queima de fogos, prejudicando também o sono, a memória e o raciocínio para o dia seguinte. 

Os bebês também são afetados de maneira negativa, uma vez que têm uma necessidade de dormir por períodos mais longos do que crianças mais velhas e adultos.  

“Se o bebê passa a ser despertado por esse ruído ou não consegue adormecer,  isso traz prejuízos. Porque os fogos começam a ser soltados muitas horas antes e o ruído vai gradualmente aumentando até chegar ao ápice, à meia-noite”, lembra Vanessa.

Nesses casos, o uso no ambiente de outros sons, como ruído branco, ou de abafadores, para crianças maiores, pode minimizar esse impacto.  

Vanessa Rizelio critica que, embora em muitas cidades brasileiras esteja proibida a venda de fogos de artifício, não há uma fiscalização de fato. 

“Em Curitiba, por exemplo, essa lei já está em vigência há mais de cinco anos e nós continuamos ouvindo muitos fogos de artifício com barulhos intensos sendo soltos em comemorações, principalmente no ano novo”. Ela defende mais rigor para  “minimizar o impacto de um comportamento humano que já deveria ter sido mudado há muito tempo”, afirma.  

 



EBC