Correios estudam abrir capital e fazem empréstimo de R$ 12 bi com bancos 


Com o objetivo de enfrentar os déficits registrados desde 2022, os Correios divulgaram nesta segunda-feira (29) um plano de reestruturação com previsão de mudar o regime societário da estatal com a possibilidade de abrir o capital da companhia.

Com isso, os Correios, que hoje é 100% público, poderiam se tornar uma empresa de economia mista, como é a Petrobras e o Banco do Brasil, que contam com acionistas privados. 

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, informou em coletiva de imprensa em Brasília que aguarda a consultoria contratada apresentar propostas de mudanças na estatal.

“Hoje não tem um olhar sobre privatização, mas tem um olhar sobre parcerias, inclusive societárias. Tem exemplos de sociedade de economia mista que funcionam. Tem exemplos em que, não há sociedade de economia mista, mas há parcerias específicas para temas relevantes, como negócios financeiros e seguridade”, explicou.

Rondon acrescentou que que “não tem nenhuma definição de que tipo de parceria vai ser feita ainda” e ressaltou que é necessário aguardar o resultado da consultoria. Segundo a companhia, a mudança seria para adequar “os Correios ao ambiente concorrencial do setor de logística, que exige flexibilidade e tecnologia”.

O plano de reestruturação dos Correios prevê ainda o fechamento de mil agências próprias da estatal, com cortes de despesas da ordem de R$ 5 bilhões até 2028, incluindo venda de imóveis e dois planos de demissão voluntária (PDVs) para reduzir o número de funcionários em 15 mil até 2027. 

Empréstimo bilionário

Os Correios anunciaram ainda que tomaram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco grandes bancos para equilibrar as contas, com R$ 10 bilhões desembolsados ainda em 2025 e outros R$ 2 bilhões em janeiro de 2026. O empréstimo tem três anos de carência.

“[Esse empréstimo] vai permitir a adimplência nos contratos com fornecedores, nos benefícios de empregados e nos tributos. Contas em dia, com a qualidade da operação recuperada, a gente volta a ter confiança no mercado”, justificou o presidente da companhia.

O contrato do empréstimo foi assinado na última sexta-feira (26), com os Bancos do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco entrando com R$ 3 bilhões cada um, enquanto Itaú e Santander aportaram outros R$ 1,5 bilhão cada.

Mesmo com esse empréstimo, o presidente da estatal afirma que a companhia segue buscando mais R$ 8 bilhões em receitas para equilibrar as contas, com os recursos podendo vir de novos empréstimos ou por meio de aportes do Tesouro Nacional.  

“Essa necessidade de captação vai ser vista ao longo do ano de 2026, para ver se a melhor opção é aporte [do Tesouro] ou outra operação de crédito. Ainda não está definido como a gente faz a composição”, disse Rondon.

Plano de reestruturação

O plano de reestruturação dos Correios era esperado devido aos sucessivos resultados negativos que a estatal acumula desde 2022, com um déficit estrutural de R$ 4 bilhões anuais “por causa do cumprimento da regra de universalização”, segundo explicou o presidente Rondon.

Neste 2025, a estatal registra um saldo negativo de R$ 6 bilhões nos nove primeiros meses do ano e está com um patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões. 

Crise no setor postal

Os Correios enfrentam uma crise financeira que, segundo a direção da companhia, vem desde 2016, motivada pelas mudanças no mercado postal em razão da digitalização das comunicações, que substituiu as cartas, reduzindo a principal fonte de receita dos Correios.

A estatal também atribui dificuldades financeiras a entrada de novos competidores no comércio eletrônico como um dos motivos da atual crise do setor.

“É uma dinâmica de mercado que aconteceu no mundo inteiro e algumas empresas de correios conseguiram se adaptar. Várias dessas empresas ainda registram prejuízos. Um exemplo é a empresa americana de correios que está reportando prejuízo da ordem de US$ 9 bilhões”, comparou Emmanoel.

O presidente da estatal brasileira se referiu a empresa pública dos Estados Unidos (EUA) Unit States Posta Service (USPS), que também anunciou recentemente medidas para enfrentar os déficits financeiros. 



EBC

Saúde destina R$ 1 bilhão para santas casas e hospitais filantrópicos


O Ministério da Saúde publicou uma portaria que destina R$ 1 bilhão para 3.498 hospitais filantrópicos e santas casas de todas as regiões do país. Em nota, a pasta informou que o recurso integra o novo modelo de financiamento do setor, que garante reajuste anual dos valores pagos por procedimentos realizados via Sistema Único de Saúde (SUS), calculado com base na produção hospitalar registrada no ano anterior.

De acordo com o comunicado, o novo modelo de financiamento garante reajustes anuais com valores que variam de duas a três vezes mais quando comparados à antiga tabela SUS para combos de consultas, exames e cirurgias. O repasse será realizado em parcela única, diretamente aos fundos estaduais e municipais de saúde, com expectativa de execução a partir de janeiro.

A pasta informou ainda que, do valor total do repasse, R$ 800 milhões serão destinados ao custeio de procedimentos e R$ 200 milhões, ao incremento do Teto de Média e Alta Complexidade dos estados. “O cálculo do valor a ser repassado considera a produção hospitalar do ano anterior e adota percentual estimado de cerca de 4,4%, superior ao aplicado em 2024, que foi de aproximadamente 3,5%”.

“O investimento reforça a estratégia do Agora Tem Especialistas, programa que reorganiza o financiamento da atenção especializada no SUS e cria incentivos nacionais. Ao fortalecer financeiramente os hospitais filantrópicos, o governo amplia a capacidade do programa de gerar resultados concretos, com mais atendimento, maior previsibilidade para os prestadores e redução das desigualdades regionais no acesso à saúde especializada”, concluiu a pasta.



EBC

Lula veta PL sobre realocação de trabalhadores da Eletrobras


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vetou integralmente o Projeto de Lei (PL) nº 1.791/2019, que previa o aproveitamento de empregados de empresas públicas do setor elétrico privatizadas pelo Programa Nacional de Desestatização (PND). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União hoje, segunda-feira (29), nos despachos presidenciais divulgados pelo governo federal.

O veto consta no Despacho nº 1.910, de 26 de dezembro de 2025, encaminhado ao Congresso Nacional. No texto, o presidente informa ao Senado Federal que decidiu barrar a proposta “por inconstitucionalidade e por contrariedade ao interesse público”, nos termos do artigo 66 da Constituição.

De acordo com a justificativa publicada no DOU, a decisão foi tomada após consultas aos ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e à Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o governo, embora reconheça a intenção do legislador, o projeto criaria aumento de despesa com pessoal sem a devida estimativa de impacto orçamentário e financeiro.

“Em que pese a boa intenção do legislador, a proposição legislativa incorre em vício de inconstitucionalidade e contraria o interesse público ao estabelecer aumento de despesa com pessoal sem apresentação da estimativa de impacto orçamentário e financeiro”, diz o despacho presidencial.

O texto também aponta que o projeto não apresentava adequação à Lei Orçamentária Anual de 2025 nem compatibilidade com o Plano Plurianual 2024–2027, em descumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal e à Lei de Diretrizes Orçamentárias. Além disso, o governo argumenta que a medida poderia afetar os limites de despesa primária do Poder Executivo federal e a meta de resultado primário.

Outro ponto destacado pelo presidente é a incompatibilidade constitucional relacionada às carreiras. Segundo a justificativa, ao permitir o aproveitamento de empregados públicos em outras empresas públicas ou sociedades de economia mista, em cargos que não integram a carreira de origem, o projeto violaria dispositivos da Constituição e o entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal.

O PL nº 1.791/2019 havia sido aprovado pelo Congresso no início de dezembro e tratava do aproveitamento de empregados de empresas do setor elétrico responsáveis pela produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia. A proposta ganhou força no contexto do processo de privatização da Eletrobras, concluído em 2022.

Pelo texto aprovado, trabalhadores dessas empresas poderiam ser realocados em outras estatais ou sociedades de economia mista, com atribuições e salários compatíveis, caso não optassem por permanecer nos quadros das companhias privatizadas.

Com o veto integral, o projeto retorna agora ao Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar a decisão presidencial em sessão conjunta de deputados e senadores.



EBC

Receita nega taxação de transações financeiras a partir de R$ 5 mil


O Ministério da Fazenda, por meio da Receita Federal, desmentiu nesta segunda-feira (29), em Brasília, informações que circulam nas redes sociais e que afirmam que transações financeiras a partir de R$ 5 mil seriam taxadas.

“As fake news que estão circulando inventaram, desta vez, uma multa de 150% para quem não pagar o falso tributo”, destacou a Receita Federal em comunicado.

A nota lembra que a Constituição Federal proíbe a tributação de movimentações financeiras. “Isso não existe e nunca irá existir nos termos da Constituição atual”, reforçou a Receita.

Falso

Ela destacou, ainda, que não existe nenhuma tributação de 27,5% sobre transações. “É completamente falso”, frisou.

“Também é mentira que exista qualquer multa de 150% por falta de declaração”, completou a Receita.

Por fim, o comunicado destaca que não existe tributação por movimentação financeira. “A Receita Federal esclarece que disseminar mentiras, fake news e pânico financeiro interessa apenas a criminosos”, finaliza a nota.



EBC

Receita paga lote da malha fina de dezembro


Cerca de 249 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco vão acertar as contas com o Leão. A Receita Federal paga nesta segunda-feira (29), o lote da malha fina de dezembro. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 263.255 contribuintes receberão R$ 605,99 milhões. Desse total, R$ 309,6 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  •      178.030 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
  •      34.796 contribuintes de 60 a 79 anos;
  •      29.688 contribuintes sem prioridade;
  •      11.344 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  •      5.310 contribuintes acima de 80 anos;
  •      4.087 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.

Aberta desde o dia 22, a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Pagamento

O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até 1 ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de 1 ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.



EBC

Mercado reduz previsão de inflação para 4,32% em 2025


O mercado financeiro prevê que o ano de 2025 fechará com uma inflação de 4,32%, resultado abaixo do teto da meta. Com relação ao crescimento do país, manteve a expectativa da semana com o Produto Interno Bruto (PIB) em 2,26%.

Por se tratar do último mês do ano, quando os números se apresentam praticamente consolidados, o Boletim Focus, produzido pelo Banco Central, após consultar o mercado financeiro, não apresentou, nesta segunda-feira (29), em Brasília, projeções para a taxa básica de juros – a Selic. Ela está em 15% ao ano.

A taxa básica de juros situa-se no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho, sendo mantida nesse nível desde então.

Inflação

As variações foram mínimas tanto para a inflação como para o câmbio. No caso do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país), o mercado financeiro reduziu as expectativas pela sétima semana consecutiva. Há uma semana, a previsão estava em 4,33%; e há quatro semanas, em 4,43%.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2025 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5% (acima, portanto, do resultado estimado, de 4,32%)

Em novembro, a alta no preço das passagens aéreas fez a inflação chegar a 0,18%. Em outubro, o IPCA havia sido de 0,09%. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses é 4,46%, também dentro da meta do Conselho Monetário Nacional – CMN.

Para 2026, a expectativa do mercado financeiro é de que o IPCA fique em 4,05%; e para 2027 é de que o índice seja de 3,8%.

Câmbio e PIB

No caso do câmbio, o mercado projeta que o dólar feche o ano cotado a R$ 5,44, projeção ligeiramente maior que a da semana passada que estava em R$ 5,43; e inferior à projeção apresentada há quatro semanas, que estimava o dólar cotado em R$ 5,40.

Com relação ao PIB, estável segundo as expectativas do mercado em 2,26%, o Boletim Focus manteve também as estimativas anteriores para 2026, com um crescimento projetado de 1,80% – mesma projeção para 2027.

Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria no segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.



EBC

Com recorde de atletas, corrida de São Silvestre terá centésima edição


Em uma viagem a Paris, o jornalista Cásper Líbero ficou maravilhado com uma corrida realizada à noite. Decidido a promover algo semelhante no Brasil, ele idealizou uma prova que deveria ocorrer sempre no último dia do ano. E foi assim que, em uma noite do dia 31 de dezembro de 1925, foi realizada a primeira Corrida de São Silvestre da história. Ela recebeu esse nome em homenagem ao santo do dia.

“A São Silvestre foi uma ideia do jornalista, empresário e advogado Cásper Líbero. Ele estava passeando por Paris em 1924 e assistiu uma prova em que os corredores empunhavam tochas, fazendo um efeito super lindo à noite, com aquela vibração toda. Ele gostou, se entusiasmou e trouxe a ideia para o Brasil, para São Paulo. E já em 1925 ele criou a primeira edição da corrida de São Silvestre. Na época, inclusive, São Silvestre era escrito com Y. Foi aí que nasceu a nossa prova, que hoje está completando a sua centésima edição”, diz Eric Castelheiro, diretor-executivo da Corrida Internacional de São Silvestre, em entrevista à reportagem do programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, emissora da Empresa Brasil de Comunicação – EBC.

Disputada inicialmente na virada do ano, a primeira edição contou com 60 inscritos, mas apenas 48 deles participaram da largada, que ocorreu no Parque Trianon, na Avenida Paulista, às 23h40. Eles percorreram 8,8 mil metros pelas ruas de São Paulo e a corrida acabou sendo vencida por Alfredo Gomes, que completou o percurso em 23m19s.

“O Alfredo Gomes era um atleta negro. Em 1924, um ano antes da primeira edição da São Silvestre, ele já fazia sucesso porque estava representando o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Ele foi o primeiro negro a representar o país”, explica Castelheiro.

Desde então, a São Silvestre se tornou a corrida mais tradicional e conhecida do país e só deixou de ser realizada em 2020, devido à pandemia da covid-19. No ano passado, a prova completou 100 anos de sua história, mas é somente neste ano de 2025 que ela chega à sua centésima edição, alcançando um recorde de participantes com mais de 50 mil corredores inscritos.

Heróis

Em suas primeiras edições, apenas atletas brasileiros participavam da prova. Mas, a partir de 1927 foi permitida a inscrição de estrangeiros que moravam no Brasil, o que vez com que o italiano Heitor Blasi, radicado em São Paulo, vencesse as edições de 1927 e 1929. Blasi foi o único estrangeiro a ganhar a prova na chamada fase nacional da corrida, que durou até 1944.

A partir de 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, a corrida passou a contar com a participação de atletas estrangeiros, mas inicialmente só para atletas da América do Sul. Foi só dois anos depois que ela passou a ser de fato mundial, dando início a um período de 34 anos sem vitórias de atletas brasileiros, o que só foi superado em 1980, com a vitória do pernambucano José João da Silva. As mulheres só começaram a competir em 1975, prova que foi vencida pela alemã Christa Valensieck.

Lágrimas e gritos

Em entrevista ao programa Caminhos da Reportagem, da EBC, o empresário e ex-atleta José João da Silva recordou daquele dia em que quebrou o tabu. “O povo começava a chorar, a gritar. O Osmar (de Oliveira, meu médico) começou a gritar e a chorar. Era [a quebra] de um tabu. O primeiro brasileiro a vencer”, conta. “Eu fui o abençoado, vamos dizer assim. Cheguei e consegui esse marco. Essa vitória foi um grande marco”, recorda.

Ele, que começou a trabalhar muito cedo, ainda criança, nas roças de Pernambuco, não fazia ideia do que aquela vitória na São Silvestre significaria para a sua vida. “Parou o país. Foi como uma Copa do Mundo. O povo queria invadir e foi contido pela polícia. Eu não sabia o tamanho [dessa vitória]. Depois a gente fica meio [assim], dá até vontade de chorar. É muito impactante. A tua vida muda totalmente”, recorda.

Um brasileiro como José João da Silva e que vence essa prova acaba se tornando uma espécie de herói para a população, destaca o diretor da corrida. “Esses atletas [brasileiros], que estão em um evento tão representativo e que tem tanto alcance e história, acabam virando ídolos”, assegura.

“Um atleta de uma corrida de rua está correndo o tempo todo em todo lugar. Então, ele acaba sendo aquele super-herói humano. Ele parece um super-herói, mas ele também é humano igual a você. Então acho que isso acaba trazendo muita identificação”, garante.

Recorde

Isso foi o que aconteceu com Marilson Gomes dos Santos, o brasileiro que mais venceu a São Silvestre desde que ela se tornou internacional. Foram três vitórias, conquistadas em 2003, 2005 e 2010.

“Os brasileiros torcem muito para [os atletas] brasileiros, independente de qual modalidade for. Na São Silvestre a gente pode sentir isso. Quando você ganha, vemos mais pessoas querendo correr também, querendo participar de prova de rua. Eu vi muitos depoimentos e até hoje escuto pessoas falando que começaram a correr porque me viram correr a São Silvestre, porque me viram ganhar a São Silvestre em 2003”, assegura.

Maria Zeferina Baldaia também sentiu uma grande mudança em sua vida após participar e ganhar a corrida em 2001. Ela, que trabalhou por 20 anos como boia-fria [termo popular usado para ser referir a um trabalhador rural], recorda como começou a correr até se tornar referência no esporte. “Eu trabalhava como boia-fria e, na hora do almoço, desde criança, eu corria. Já saia correndo pelo carreador que são as estradas largas que dividem a cana dos dois lados”, conta.

“Corri durante 15 anos descalça, porque eu não tinha tênis. Meus pais não tinham condições de comprar um e, mesmo assim, eu continuei correndo, apesar dos cacos de vidro e do sol quente. Eu tinha o objetivo de ajudar a minha família, então corri durante 15 anos descalça”, recorda.

Inspiração

Um dia ela estava assistindo a uma corrida da São Silvestre na casa de uma vizinha e surgiu a inspiração para participar do evento. “Eu vi a Rosa Mota ganhar, uma portuguesa, que ganhou a São Silvestre seis vezes. Eu corri para casa e falei para a minha mãe: ‘mãe, uma mulher pequeninha ganhou a corrida lá em São Paulo, a Corrida de São Silvestre. Será que um dia eu também posso ir lá correr?”.

Quinze anos depois de assistir a última vitória de Rosa Mota pela TV, Maria Zeferina conseguiu realizar o seu sonho e se tornou inspiração para muitas outras mulheres.

“Eu me espelhei na Rosa Mota. Depois da minha vitória na São Silvestre eu escuto de muitas pessoas que me procuram – muitas mães, mulheres e meninas – que querem ser igual a Maria Zeferina. Eu costumo dizer que, assim como a Rosa Mota foi meu ídolo e minha inspiração, eu hoje sirvo de inspiração, motivação e espelho para outras pessoas. Isso não tem preço”, assegura.

Esse reconhecimento também ocorreu em sua cidade. O centro olímpico de Sertãozinho, no interior paulista, acabou sendo batizado com o nome da corredora, uma forma de eternizar sua trajetória e inspirar as futuras gerações. “Poder estar fazendo hoje o que eu ainda faço, que é correr, e poder treinar lá no centro olímpico e ver as crianças, jovens e adultos fazendo o que eu ainda faço, isso não tem preço”, explica a atleta.

“Zeferina é uma marca muito forte porque é uma mulher brasileira e uma pessoa extremamente acessível. Isso muda muito a figura do atleta. No caso dela, sendo vencedora, mas, ao mesmo tempo, a pessoa que acolhe e que é muito gentil na conversa, a torna uma pessoa muito acessível. E ela tem também a história de que não nasceu atleta: ela cortou cana, teve uma vida muito dura e virou atleta. Então, ela também é a imagem do possível”, salienta Martha Maria Dallari, atleta e personal trainer. “O atleta de corrida de rua é muito próximo. Ele divide o chão pelo qual eu passei. Eu fiz a prova que a Zeferina fez. Eu fiz a prova que o Marilson fez. Estas são coisas muito fortes, da gente estar muito perto, compartilhando disso [com eles]” enfatiza.

Maiores vencedores

A maior vencedora da São Silvestre é a portuguesa Rosa Mota, com seis vitórias consecutivas alcançadas no início dos anos 1980. Em seguida, está o queniano Paul Tergat: cinco vitórias. Entre os brasileiros, o título fica com Marílson Gomes dos Santos: três vitórias.

Desde 1945, quando a competição se tornou internacional, os brasileiros conquistaram 16 vezes essa prova, sendo 11 conquistas entre os homens e cinco entre as mulheres. No masculino, a última vitória brasileira foi conquistada em 2010, com Marilson Gomes dos Santos. No feminino, a última vitória foi com Lucélia Peres, em 2006.

“Tive a oportunidade de correr muitas provas, em outros países. Mas correr dentro de casa, no último dia do ano, com as pessoas comemorando e muita gente acompanhando pela TV e torcendo, pessoalmente é uma energia contagiante”, opina Marilson, em entrevista à reportagem do programa da TV Brasil. “É uma prova que, sem dúvida nenhuma, qualquer atleta que se preze quer ganhar. E qualquer atleta tem que se preparar muito para chegar bem, tem realmente que visar como se fosse a prova da vida, porque foi a prova da minha vida”, acrescenta. 

Prova democrática

Atualmente, a São Silvestre é aberta para todos os públicos, com largadas especiais para mulheres e homens corredores de elite e também para cadeirantes, demais atletas PCDs e atletas amadores. Além disso, ela conta com uma edição especial, realizada em um outro dia e no Centro Olímpico do Ibirapuera, chamada de São Silvestrinha, onde competem crianças e adolescentes. 

“A gente tem uma organização de largada em ondas. Por exemplo, a prova começa às 7h25 com PCDs e os cadeirantes muito rápidos e que inclusive estão acostumados a disputar campeonatos mundiais e paralímpicos. Às 7h40 larga a elite feminina, [composta] por atletas de ponta de vários países. Às 8h05 larga a elite masculina em dois pelotões, A e B, por nível técnico, com os mais rápidos à frente. Depois, vêm os outros pelotões [e o público, em geral]”, detalha o diretor da corrida.

Isso, diz ele, faz com que a prova seja bastante democrática, contando com a participação de pessoas de diversas partes do país e do mundo.


Corrida de São Silvestre

Corrida de São Silvestre terá este ano 50 mil participantes movimentando avenidas de São Paulo – Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Quebrando marcas

“A gente sempre fala que a São Silvestre é uma das mais democráticas competições esportivas e até do entretenimento porque nem todo mundo vem para competir. Tem gente que vem para fazer realizações pessoais, quebrar sua própria marca e por seu próprio objetivo. Cada um vem com seu plano e todo mundo é bem recebido”, enfatiza Castelheiro. Isso é, inclusive, o que torna a São Silvestre mais especial, destaca Martha Maria Dallari. “O forte da São Silvestre são essas histórias, são essas pessoas que resolvem correr, desafiar, encontrar amigos e celebrar o ano novo”.

Acrescenta que outro aspecto importante é que a corrida de rua faz com que as pessoas voltem a se conectar e se apropriar do espaço público.

 “Quando você corre a São Silvestre, você corre por alguns dos lugares mais bonitos da cidade ou por lugares que são marcos na cidade. Essa é uma forma de se conectar com a história e com os pontos históricos da cidade”, salienta.

O programa Caminhos da Reportagem – 100 Vezes São Silvestre, e que celebra a centésima edição da corrida, vai ao ar nesta segunda-feira (29), excepcionalmente a partir das 22h30, na TV Brasil, emissora da EBC.



EBC

Retrospectiva: Corinthians segue imponente no futebol feminino em 2025


O futebol feminino brasileiro encerrou a temporada 2025 com a seleção do técnico Arthur Elias em alta performance e com clubes se consolidando competitivamente. Foi o ano em que o Corinthians, ainda principal força do futebol de mulheres do Brasil, conheceu adversários que balançaram o caminho vitorioso das Brabas corintianas.

Heptacampeão do Brasileiro Feminino série A1 em cima do Cruzeiro em setembro, o Timão se isolou na galeria dos campeões do torneio feminino. As Brabas levantaram a taça pela sexta vez consecutiva. Desde que o Brasileirão Feminino foi retomado pela CBF em 2013, mais da metade dos títulos pertence às jogadoras do Parque São Jorge. Os outros campeões são Centro Olímpico (2018), Ferroviária (em 2014 e 2019) Rio Preto (2015), Flamengo (2016) e Santos (2017). Na Copa Libertadores, as Brabas também mantiveram a soberania, ao faturarem o terceiro título seguido, o sexto no torneio continental (2017, 2019, 202, 2023 e 2024 e 2025). A equipe alvinegra é a que detém maior número de títulos na Libertadores Feminina, criada em 2009.

O estado de São Paulo continua a ser o principal polo do futebol de mulheres no país. Prova disso é que além de Corinthians, São Paulo e Palmeiras ficaram entre os semifinalistas. Mas o que marcou em 2025 foi a constelação vinda de Minas Gerais, comandada pelo técnico Jonas Urias, que brigou diretamente pelo título. As Cabulosas – apelido do time feminino do Cruzeiro – balançaram a hegemonia corintiana ao terminar a primeira fase do Brasileirão na liderança. 


São Paulo- 31/08/2025 - Cruzeiro perde do Palmeiras, mas vai a final do Brasileirão Feminino. Foto:  Cris Mattos/Staff Images Woman/CBF

As Cabulosas balançaram a hegemonia corintiana ao terminar a primeira fase do Brasileirão na liderança. No primeiro jogo da final, elas empataram com as Brabas (2 a 2), mas na partida da volta deixaram escapar o título após derrota por 1 a 0 em São Paulo – Cris Mattos/Staff Images Woman/CBF

A equipe mineira seguiu surpreendendo ao empatar com as Brabas (2 a 2) no jogo de ida da final. No entanto, na partida de volta, as Cabulosas deixaram escapar o título com revés de 1 a 0 na Neo Química Arena, na capital paulista. Pela campanha ao longo da temporada, o Cruzeiro passou ser temido pelos demais clubes. Há que adicionar à campanha do time mineiro a presença festiva e marcante da torcida nos jogos, principalmente como mandante

Mais uma pitada na rivalidade Cabulosas x Brabas foi a eliminação do Cruzeiro pelo Corinthians na Copa do Brasil feminina, ainda na terceira fase da competição, que retornou ao calendário nesta temporada, após hiato de oito anos. Nas quartas de final, o Corinthians foi eliminado pelo São Paulo, que seguiu até às semifinais ao lado de Bahia, Palmeiras e Ferroviária. As Palestrinas e as Guerreiras Grenás fizeram a final do torneio em Araraquara (SP), e o Verdão levou a melhor por 4 a 2, conquistando o título inédito na competição. Destaque da decisão do título e da temporada palmeirense foi a atacante Amanda Gutierres, que brilhou na artilharia do clube com 24 gols no ano.


Amanda Gutierrez - Palmeiras - atacante - 2025

Artilheira das Palestrinas com 24 gols na temporada 2025, Amanda Gutierres está de mudança para os Estados Unidos, onde atuará pelo Boston Legacy – Fabio Menotti/Palmeiras/Direitos Reservados

A mesma Amanda Gutierres foi decisiva na conquista do tetracampeonato do Palmeiras no Paulistão. Ela balançou a rede na goleada (5 a 1) do Verdão sobre o Corinthians, que não conseguiu inverter o placar agregado no jogo de volta. Amanda se despediu da equipe paulista para jogar no Boston Legacy, dos Estados Unidos. Ainda no cenário alviverde é importante destacar que 2025 foi o ano de saída da técnica Camilla Orlando para a seleção brasileira Sub-20 e chegada de Rosana Augusto, ex-jogadora do Palmeiras. Rosana estava no Flamengo, que a dispensou em outubro. No mesmo mês ela assumiu o comando técnico das Palestrinas e afinada com a equipe encerrou 2025 com mais dois títulos no currículo.

Séries A2 e A3

A TV Brasil transmitiu a série A1 e também as fases finais das séries A2 e A3. Na segunda divisão, o Santos foi campeão ao derrotar o Botafogo por 2 a 1 no placar agregado. Além das Sereias da Vila (apelido do time feminino do Santos), Botafogo, Fortaleza e Atlético-MG também subiram para a elite do futebol feminino em 2026. A próxima edição do Brasileirão contará com 18 times, dois a mais que em 2025.

Na série A3, o Atlético conquistou o primeiro título nacional da história do futebol do Piauí. O time sagrou-se campeão ao vencer o Vila Nova (ES) na partida de volta por 4 a 0. No jogo de ida, o Tricolor piauiense perdeu por 2 a 1, mas se recuperou com direito a goleada no embate da volta em casa,  no Estádio Albertão, em Teresina.

Seleção brasileira

Depois de um 2024 marcado pela medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris, a seleção feminina continuou subindo degraus importantes que consolidam o trabalho do técnico Arthur Elias à frente da equipe e o lugar de respeito perante o mundo. Em 2025, a seleção foi campeã pela nona vez da Copa América feminina após derrotar a Colômbia nos pênaltis.

Emocionante, o jogo final foi embalado pela rainha Marta e por uma inspirada goleira Lorena. Após empate na prorrogação (4 a 4), o Brasil garantiu a vitória nas penalidades. O torneio aconteceu em Quito, no Equador.

Ao longo do ano, a seleção também realizou partidas amistosas com seleções de peso. No segunda partida do ano contra os Estados Unidos, o Brasil cravou vitória inédita sobre as líderes do ranking mundial, na casa das adversárias, pelo placar de 2 a 1. No primeiro embate, a seleção perdeu por 2 a 0.

Depois da Copa América, outros amistosos provaram a boa fase da Amarelinha que cravou vitórias sobre a Inglaterra (2 a 1), Itália (1 a 0) e Portugal (5 a 0). Nem mesmo a derrota para Noruega (3 a 1) no penúltimo amistoso do ano apagou a temporada exitosa da seleção.  Ao todo, foram nove amistosos, seis vitórias e três derrotas.

Bases da seleção

No Mundial Sub-17 feminino, realizado no Marrocos, a seleção comandada pela técnica Rilany Silva terminou em quarto lugar, depois de perder para o  México a disputa pela 3ª posição. O resultado é considerado histórico, pois foi a primeira vez que o Brasil alcançou as semifinais da competição.


seleção feminina sub-17 termina em inédito quarto lugar no Mundial da categoria em 2025

Seleção feminina sub-17 encerrou o Mundial em Marrocos com um inédito quarto lugar. Na disputa pelo bronze, após empate em 1 a 1 com o México no tempo regulamentar, a Amarelinha foi superada por 3 a 1 na cobrança de pênaltis – Reprodução Instagram/seleção de base

Já a equipe Sub-20 trocou de comando em junho, quando a técnica Camilla Orlando foi anunciada – ela continuou treinando o Palmeiras, paralelamente, até outubro. A estreia foi em novembro, com empate sem gols contra a Argentina e com goleada (7 a 0) sobre o Paraguai, ambos jogos amistosos. A seleção sub 20 tem como principal objetivo em 2026 o Sul Americano da categoria.





EBC

Prazo para sacar abono salarial acaba nesta segunda-feira


Quem trabalhou com carteira assinada em 2023 ganhando até dois salários mínimos deve ficar atento. Acaba nesta segunda-feira (29) o prazo para sacar o abono salarial de 2025.

Quem perder o prazo terá de aguardar uma convocação especial do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para ter acesso ao benefício, pago com recursos do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

Segundo o balanço mais recente do MTE, divulgado na semana passada, 141.628 trabalhadores ainda não tinham sacado o abono salarial PIS/Pasep. Segundo a pasta, restam R$ 145,7 milhões a serem retirados.

No calendário de 2025, 26.537.809 trabalhadores têm direito ao benefício. Desses, 26.396.181 (99,47%) já receberam, totalizando mais de R$ 30,7 bilhões pagos.

O benefício é referente ao ano-base de 2023 e também inclui revisões de pagamentos dos cinco anos anteriores. Quem perder o prazo terá de aguardar a convocação especial do MTE para ter acesso ao benefício.

Quem tem direito

   Podem receber o abono os trabalhadores que atendem aos seguintes critérios:

  •    Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
  •    Ter recebido até dois salários mínimos de remuneração média mensal no período trabalhado;
  •    Ter exercido atividade remunerada por no mínimo 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base;
  •    Ter os dados corretamente informados pelo empregador no eSocial;
  •    Empregados domésticos e jovens aprendizes não recebem abono salarial, porque o benefício exige vínculo empregatício com uma empresa, não com outra pessoa física.

A consulta ao abono salarial pode ser feita a partir do dia 5 de cada mês pelos seguintes canais:

  •    Carteira de Trabalho Digital (aplicativo ou site);
  •    Portal Gov.br.

Trabalhadores que entraram com recurso administrativo recebem o pagamento no dia 15 de cada mês, ou no primeiro dia útil seguinte.

O PIS é pago aos trabalhadores da iniciativa privada. O Pasep é pago a servidores públicos, militares e empregados de estatais.

Onde sacar o benefício

O pagamento do abono salarial é feito pela Caixa Econômica Federal ou pelo Banco do Brasil, conforme o tipo de vínculo do trabalhador.

Na Caixa, que paga o PIS, o valor pode ser sacado por:

  •    Crédito em conta corrente ou poupança;
  •    Conta digital pelo aplicativo Caixa Tem.

Quem não tem conta pode sacar em agências, lotéricas, terminais de autoatendimento, correspondente bancário Caixa Aqui e outros canais.

No Banco do Brasil, que deposita o Pasep, o pagamento ocorre por:

  •    Crédito em conta bancária;
  •    Transferência via Pix ou TED;
  •    Saque presencial em agências, no caso de não correntistas.

Calendário escalonado

O calendário de pagamento do Abono Salarial 2025 começou em 17 de fevereiro e segue até esta segunda, com datas definidas conforme o mês de nascimento do trabalhador.

Para 2026, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) já aprovou a liberação de R$ 33,5 bilhões para o pagamento do benefício a 26,9 milhões de trabalhadores, com início previsto para 15 de fevereiro.

Canais de atendimento

Em caso de dúvidas, o trabalhador pode buscar informações:

  •    Pelo telefone 158 (Alô Trabalho);
  •    Nas Superintendências Regionais do Trabalho;
  •    Pelo serviço Facilita Brasil.



EBC

Temperatura em São Paulo chega a 37,2ºC e bate recorde para dezembro


A temperatura na cidade de São Paulo, neste domingo (28), chegou a 37,2ºC, estabelecendo um novo recorde de calor para o mês de dezembro desde o início das medições, em 1943.

Este número foi registrado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no Mirante de Santana, às 16h. A marca anterior era a da última sexta-feira (26), que foi de 36,1ºC.

O restante do estado de São Paulo também sofreu com muito calor neste domingo. A cidade de Pedro de Toleto teve temperatura de 42,1ºC. Miracatu teve 41,6ºC, Registro ficou com 39.8ºC.

São Paulo e boa parte da região sudeste enfrentam uma onda de calor nos últimos dias. Uma massa de ar quente estacionou em toda esta área, que abrange também partes de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e impede a chegada de frentes frias.




EBC