Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm alerta para tempestade


O  Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta quarta-feira (24) um alerta de tempestade (perigo e perigo potencial) para grande parte do Rio Grande do Sul e também para todo o estado de Santa Catarina.

O Rio Grande do Sul terá chuva moderada a pontualmente forte, ventos de intensidade variada e granizo nesta tarde e à noite.

O alerta vermelho vale para as regiões central e norte do estado gaúcho, o que inclui a capital Porto Alegre e região metropolitana. A área pode receber chuva entre 30 e 60 milímetros (mm) por hora, podendo chegar a 50mm a 100mm. Pode haver ventos entre 60 quilômetros por hora (km/h) a 100km/h e queda de granizo.

Esta previsão acima vale também para a cidade de Farroupilha, fortemente atingida nesta terça-feira (23) pela passagem de um tornado.

Para a região centro-sul do estado, o alerta é amarelo, o que indica perigo potencial. Pode haver chuva entre 20 e 30mm/h, podendo chegar até 50mm/dia. A velocidade dos ventos fica entre 40 a 60km/h e deve cair granizo.

Santa Catarina

O estado catarinense está todo sob alerta vermelho, segundo o Inmet, o que indica perigo. Pode haver chuva entre 50mm/dia e 100mm/dia e ventos intensos, de 60 km/h a 100km/h, além de queda de granizo. Há risco de corte de energia elétrica e pode haver queda de árvores e alagamentos.

Para a capital Florianópolis, a previsão para esta tarde é de muitas nuvens com chuva isolada e vento fraco a moderado com rajadas. A noite terá muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas. Os ventos serão fracos e moderados com rajadas.



EBC

Toffoli marca acareação com investigados no caso Banco Master


O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (24) a realização de uma audiência de acareação com o sócio do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino.

Eles serão ouvidos no dia 30 de dezembro, às 14h, por videoconferência. A medida faz parte do processo de investigação de fraudes financeiras que podem ter movimentado R$ 17 bilhões por meio da emissão de títulos de créditos falsos.

Os acusados são investigados pela Polícia Federal desde 2024, no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada no dia 18 de novembro de 2025. Na ocasião, Vocaro foi preso, no Aeroporto de Guarulhos (SP), um dia depois de a Fictor Holding Financeira ter anunciado que compraria o Master, após a instituição financeira ter sido liquidada extrajudicialmente.

Também foram detidos os sócios de Vocaro, Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva. Todos foram autorizados pela Justiça Federal a responder em liberdade com monitoramento por tornozeleira eletrônica e estão proibidos de exercer atividades no setor financeiro, de ter contato com outros investigados e de sair do país.

Tofffoli é relator do caso no STF, que tramita em sigilo, após decisão do ministro de acolher o pedido da defesa de Vorcaro para que o caso passasse a ser conduzido pela Corte e não mais na Justiça Federal em Brasília. A mudança foi justificada pela citação de um deputado federal, que tem foro privilegiado.

 



EBC

Mulheres veem no Natal a data para deixar a saudade e unir a família


Atravessar um mar de cadeiras e esperar o tempo passar. Até o momento do embarque, os desafios da diarista Maria dos Navegantes, de 51 anos, moradora de Valparaíso de Goiás (GO), eram segurar a ansiedade e organizar as duas caixas e três malas para a viagem. 

Com o nome de batismo que faz jus aos seus desafios cotidianos de encarar as ondas de solidão e do dinheiro curto, Maria chegou cedo à rodoviária de Brasília (DF), prestes a encarar os mais mais de 700 quilômetros por estrada até Frutal (MG), para passar o Natal com a filha, Gabriela, de 26, e as netas, Eloá, de 5 anos, e Isabela, de 3. 

As passagens de ida e volta custam mais de R$ 1 mil e não tornam viável viajar outras vezes durante o ano. Mas foi possível transformar a saudade em pacotes que cabem no bagageiro do ônibus.  

“Nas minhas caixas, o que mais tem são presentes que eu fui comprando para elas ao longo deste ano em que não nos vimos. Não vejo a hora de abraçá-las. É o meu presente de Natal”, afirmou a diarista enquanto fazia as contas do tempo para beijar as meninas. 

 


Brasília (DF), 22/12/2025 – O que as pessoas acham do natal, Maria dos Navegantes
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Diarista Maria dos Navegantes aguarda para embarcar em Brasília Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Apego à família

O zelo pelo feriado do Natal, que transforma terminais de passageiros em mares de gente, tem mais do que um aspecto religioso. Segundo o levantamento realizado pelo Instituto Locomotiva, essa é a principal data de encontro familiar no Brasil. Cerca de 61% dos brasileiros dizem estar sempre com a família nessa ocasião, e outros 32% afirmam que isso acontece às vezes.

De acordo com o levantamento, as mulheres demonstram mais atenção a esses encontros familiares. Elas também relatam participação mais frequente em encontros familiares mensais, com 65% (enquanto que são 58% dos homens que estão presentes). 

A pesquisa, que ouviu mais de 4 mil brasileiros com mais de 18 anos, revelou que 68% dos brasileiros consideram importantes os rituais familiares e as datas comemorativas. Para 75%, a felicidade só é completa quando compartilhada com quem se ama.

Adiantado

São tão importantes esses rituais que fizeram com que a família da pedagoga brasiliense Laíssa Macedo, de 26 anos, adiantasse a festa de Natal para o dia 21 de dezembro, já que ela escolheu ter uma atividade diferente em 2025.

 


Brasília (DF), 22/12/2025 – O que as pessoas acham do natal, Laissa Macedo
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Laissa Macedo fará trabalho missionário no Natal e adiantou comemoração da família Valter Campanato/Agência Brasil

Resolveu participar de uma ação missionária social na cidade de Conceição da Paraíba, a quase 2 mil quilômetros de distância de casa. Ela vai entregar materiais escolares e de higiene para comunidades em vulnerabilidade.

“Será um Natal diferente para mim. Minha família sentiu, mas entendeu que só vou voltar no final de janeiro”. 

Uma colega da mesma atividade, a cuidadora de idosos Rosiane Martins, de 23, despediu-se de cada um dos seis irmãos. “Estamos pensando que podemos ter uma ceia diferente e relação de família também com quem não conhecemos”.

Amor a distância

A pesquisa do Instituto Locomotiva mostrou também que 65% dos brasileiros afirmam passar menos tempo com a família do que gostariam, e que nove em cada 10 pessoas no País têm familiares que moram longe.

Uma dessas histórias é da agricultora Adelina Maria de Jesus, de 67 anos, chorosa na rodoviária de Brasília em não poder reunir os quatro filhos no Natal. Ela explica que tem uma renda mensal de um salário mínimo e os herdeiros estão dispersos em diferentes regiões do país para trabalhar. Duas delas vivem em Águas Lindas de Goiás (GO). 

Adelina e o marido moram em um assentamento sem-terra na cidade de Rubiataba, a mais de 400 km de distância. “Eu tenho esperança de que um dia teremos dinheiro para nos reunirmos de verdade. Seria meu sonho de Natal”. Há mais de 15 anos, eles não convivem.

A praia e a mesa cheia

Convivência é o que busca manter com sua família “enorme”, em Ituberá (BA), a diarista Joselita da Conceição, de 51 anos de idade. Ela, a filha, Josielle, e os dois netos estavam ansiosos não só para seguir de ônibus, em suas 19 horas de viagem, mas para olhar de novo o mar de perto, molhar os pés. 

Estavam todos felizes para chegar à festa de Natal que os espera. “Quero que meus filhos tenham convivência com os primos. No final do ano, é tempo para isso”. 

Nos dedos, eles lembram de cada um dos 30 familiares com quem farão a ceia. Aquele momento que faz parecer que o tempo não passou. “Já são 15 anos que estou distante, porque trabalhamos duro aqui. Mas o mar nos espera”, sorriu Joselita.  



EBC

Novo salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026


O salário mínimo será de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O valor teve um aumento de 6,8%, um pouco mais de R$ 100, e foi estipulado por meio de publicação, nesta quarta-feira (24), no Diário Oficial da União pelo governo federal. O mínimo anterior era de R$ 1.518.

Pelas regras, o valor do salário mínimo deve ser atualizado anualmente pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro, mais o crescimento da economia brasileira de dois anos antes, ou seja, do ano de 2024, sujeito ao limite máximo de 2,5% ao ano, por conta do teto de gastos.

Os dois componentes, juntos, garantem um aumento real do piso, diferente da política dos governos anteriores para o salário  mínimo, de Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando o reajuste era feito somente pela inflação.

“Esse modelo teve efeitos adversos sobre o poder de compra em contexto de inflação relativamente elevada”, disse o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), em nota técnica sobre o novo mínimo.

“Enquanto os preços avançavam continuamente, a recomposição salarial ocorria apenas uma vez, no reajuste anual, fazendo com que o salário mínimo real se deteriorasse”. O órgão acrescentou que, somente a reposição da inflação, entre 2020 e 2022, não foi suficiente para diluir o impacto dos preços dos alimentos, que subiram acima da média, pesando de forma desproporcional no rendimento das famílias pobres.

O salário mínimo é a menor remuneração que um trabalhador formalizado pode receber no país e deve ser suficiente para atender a necessidades vitais básicas próprias e de sua família, como moradia, alimentação, saúde, lazer, higiene e transporte, de acordo com a Constituição Federal.

Com essa intenção, de acordo com o Dieese, a mínimo mensal de uma família de quatro pessoas no Brasil deveria ser de R$ 7.067,18, em novembro de 2025, o equivalente a 4,3 vezes o novo piso do mínimo nacional em janeiro de 2026.

De acordo com o departamento, cerca de 62 milhões de brasileiros recebem o mínimo. Com o reajuste para R$ 1,621, o incremento na economia será de R$ 81,7 bilhões.



EBC

Lula faz discurso de Natal em cadeia nacional de rádio e televisão


Nesta véspera de Natal (24), o tradicional pronunciamento presidencial pelas festas de fim de ano será veiculado em cadeia nacional de rádio e televisão às 20h30. O conteúdo do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi gravado ao longo da semana, mas não foi antecipado à imprensa.

Na noite de terça-feira (23), Lula encerrou a agenda oficial com deslocamento para a cidade de São Paulo, onde celebrará o Natal ao lado da primeira dama Janja Lula da Silva e dos filhos. Após as festividades de Natal, o presidente pretende passar o Réveillon na base naval da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro.

No discurso do último ano, Lula reafirmou o cuidado com as pessoas, a prioridade aos mais pobres, o diálogo entre os Poderes e a sociedade e a defesa da democracia.  Este ano, a expectativa é que o presidente apresente um balanço de resultados alcançados pelo governo.



EBC

Consumo de álcool nas festas de fim de ano aumenta riscos à saúde


O consumo de bebidas alcoólicas tende a aumentar no período de festas de fim de ano, impulsionado por confraternizações e celebrações familiares. Para a psiquiatra Alessandra Diehl, membro do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abad), esse consumo potencializa os riscos à saúde física e mental e traz prejuízos para as relações sociais.

A especialista destaca que não existe consumo seguro de álcool. Ela lembra que documentos recentes, ratificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), reforçam que qualquer quantidade ingerida pode trazer prejuízos.

“Entre os principais problemas observados nesse período estão quedas, intoxicações e a redução da supervisão de crianças em ambientes com adultos alcoolizados”, diz.

“É muito comum que nessa época os pronto-atendimentos pediátricos recebam casos de crianças que ingerem bebida alcoólica porque os adultos não supervisionam adequadamente”, complementa.

A psiquiatra destaca ainda o aumento de episódios de agressividade e o risco da mistura com medicamentos.

“A pessoa vai perdendo o juízo crítico e acaba se colocando em situações de risco, como dirigir intoxicado, além do aumento da agressividade e de conflitos familiares”, diz Alessandra.

Para quem já enfrenta problemas com álcool, o fim de ano representa um período especialmente delicado, com maior risco de recaídas.

“É um período em que a bebida é ofertada grandemente, e a nossa cultura faz uma glamourização muito forte do álcool, o que aumenta a vulnerabilidade de quem está em recuperação”, alerta.

“A bebida não pode ser a protagonista das festas. Quando a gente glamouriza o álcool, isso pode ser um gatilho para pessoas emocionalmente vulneráveis”, complementa.

A psiquiatra também chama atenção para os impactos na saúde mental. Segundo ela, muitas pessoas recorrem ao álcool como forma de lidar com tristeza, ansiedade e frustrações comuns nessa época do ano.

“O álcool acaba sendo usado como uma anestesia para lidar com esse mal-estar, mas isso pode piorar sintomas de ansiedade e depressão já existentes”, diz Alessandra.

Álcool e juventude

Outro ponto de preocupação é o aumento do consumo entre adolescentes. Em setembro de 2025, foi divulgado o 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), feito em parceria pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Enquanto a proporção de adultos que bebem diminuiu em relação aos dados anteriores, o consumo entre adolescentes cresceu.

Na população adulta, a proporção de pessoas que bebem regularmente caiu de 47,7% em 2012 para 42,5% em 2023. O consumo pesado de álcool (60g ou mais em uma ocasião) aumentou entre os menores de idade, passando de 28,8% em 2012 para 34,4% em 2023.  

“Não existe ‘beber com moderação’ para adolescentes. Eles não podem beber, por lei, e têm um cérebro ainda em desenvolvimento, o que pode ser impactado pelo consumo de álcool”, diz Alessandra Diehl.

A psiquiatra critica a postura de famílias que permitem ou incentivam o consumo dentro de casa.

“Dizer que é melhor o adolescente beber sob supervisão é uma fala extremamente permissiva e equivocada. A prevenção passa por uma presença familiar mais ativa e por mensagens claras de que o álcool não deve ocupar o centro das celebrações”, diz Alessandra. “É possível dizer: aqui em casa a bebida não é o principal, e você, como adolescente, não vai beber”.



EBC

Em praça pública ou em casa, fiéis mantêm tradição de presépios


Personagens esculpidos em diferentes materiais que recordam, segundo a tradição cristã, o cenário do nascimento de Jesus compõem presépios com espaços privilegiados pelo país. Estão em espaços públicos ou mesmo na intimidade das casas.

No Brasil, o Presépio Natural Mãos de Deus, na cidade de Grão Mogol (MG), na Cordilheira do Espinhaço, a 570 quilômetros de Belo Horizonte, é conhecido como o maior do mundo a céu aberto (em caráter permanente), em uma área de 3,6 mil metros quadrados. As figuras são esculpidas em pedra.

O complexo do presépio tem 30 metros de altura. Foi idealizado pelo empresário Lúcio Marcos Bemquerer, que morreu em 2021. Toda a construção foi doada à arquidiocese de Montes Claros (MG).
 


Brasília (DF), 23/12/2025 - Presépio Mão de Deus de Grão Mogol MG, Norte de Minas .
Foto: CONHEÇA MINAS/Facebook

Brasília (DF), 23/12/2025 – Presépio Mãos de Deus em Grão Mogol (MG). Foto: Conheça Minas/Facebook

Movimento

A obra é a principal responsável pelo turismo religioso na região e tem, segundo a secretaria de cultura de Minas Gerais, experimentado um crescimento de 20% de visitantes ao ano. O turismo fez crescer, em 2024, o número de empregos no setor  em pelo menos 50%.

Outra opção de visita é o presépio Som, Luz e Movimento, que tem entrada gratuita e é promovido em Brasília pelo grupo Arautos do Evangelho. Os personagens são esculpidos e são apresentados em movimento. As cenas têm narração e a automação é eletrônica. A tecnologia foi trazida dos Estados Unidos.  

Em casa

Dentro de casa, os brasileiros também não deixaram de cultivar a tradição, mesmo em dias tão cercado de telas. Afora que o valor do presépio é permanentemente ressignificado. Um dos apreciadores de presépios, o deputado federal Chico Alencar escreveu um texto e produziu um vídeo para redes sociais que teve interpretação da atriz Fernanda Montenegro, grande dama da arte dramática brasileira. 

“O presépio denuncia a sociedade desigual. Ali estão Maria, José e o menino. Família sem terra e sem teto. Ali ocorrem os pastores da noite que viviam à margem para proteger suas ovelhinhas dos lobos vorazes”, narra a atriz, a partir de texto do parlamentar e amigo.
 

Em tela

Outra homenagem a presépios em 2025 nasceu da inspiração da artista carioca Cora Azedo. Em cores vibrantes, e com anjos negros, ela produziu a obra em acrílico sobre tela (foto em destaque).

O destino da tela foi uma exposição de presépios em João Pessoa (PB). “Esse é o segundo presépio que eu faço”, disse a artista adepta do estilo naif.

>>Saiba mais sobre a tradição de presépios na TV Brasil.

>>Ouça também sobre os símbolos natalinos na Rádio Nacional.





EBC

Conab compra 2,5 mil toneladas de leite em pó da agricultura familiar


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai comprar 2,5 mil toneladas de leite em pó – volume equivalente a cerca de 20 milhões de litros de leite integral – de associações e cooperativas da agricultura familiar.

O investimento poderá chegar a R$ 106 milhões. O anúncio da medida foi feito nesta terça-feira (23) pelo presidente da estatal, Edegar Pretto. A iniciativa, de acordo com Pretto, tem a intenção de “enxugar” a produção e fazer com que os preços pagos aos produtores retornem a patamares mais elevados.   

“O que buscamos com essa ação é fortalecer a produção leiteira da agricultura familiar, adquirindo o excedente para garantir renda aos trabalhadores, manter uma atividade estratégica para o país e, ao mesmo tempo, assegurar o acesso a um alimento de qualidade às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional”, afirmou o presidente da companhia do governo federal.

O Brasil é o terceiro maior produtor de leite do mundo, com produção concentrada nos estados de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que, juntos, respondem por cerca de 70% da produção nacional. Apenas no ano passado, o país produziu 35,6 bilhões de litros de leite. 

Atualmente, o valor de referência estabelecido pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é de R$ 1,88 por litro, enquanto o preço médio praticado pelo mercado gira em torno de R$ 2,22 por litro. Na compra da Conab, considerando que, em média, são necessários oito litros de leite integral para a produção de um quilo de leite em pó, além dos custos operacionais, a Companhia pagará cerca de R$ 41,89 por quilo do produto.

A aquisição será realizada no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Institucional (CI). A Conab publicará nesta terça-feira o aviso em seu site os produtores poderão se cadastrar até domingo (28) e ofertar os produtos disponíveis.

Agricultores familiares, por meio de associações, cooperativas e demais organizações formalmente constituídas dos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Alagoas, Sergipe e Goiás, poderão inscrever propostas.

“Nossa cadeia produtiva vem sendo fortemente impactada por questões de preço e de mercado. Essa medida traz um desafogo importante, pois enfrentávamos dificuldades para escoar o leite para a indústria nos últimos dias. Saímos satisfeitos com essa iniciativa do Governo Federal, pois entendemos que ela permitirá a retomada do escoamento da produção para a indústria”, avaliou o presidente da Cooperativa Regional dos Assentados da Fronteira Oeste (Cooperforte), de Santana do Livramento, Elio Müller.



EBC

Consumidor pagará menos na conta de luz em janeiro


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (23) que o ano de 2026 começará sem custo extra na conta de energia para a população. Em janeiro, será aplicada a bandeira tarifária verde.

A agência reguladora destacou que apesar de o período chuvoso ter iniciado com chuvas abaixo da média histórica, em novembro e dezembro houve no país, de um modo geral, a manutenção do volume de chuvas e do nível dos reservatórios das usinas.

“Em janeiro de 2026 não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, explicou a Aneel.

Neste mês de dezembro já houve a redução na bandeira tarifária vermelha no patamar 1 para amarela.A medida reduziu em R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (KW/h) consumidos e passou a R$ 1,885.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a adoção da bandeira verde reflete um cenário de segurança energética, no qual não há necessidade de acionamento intensivo de usinas termelétricas. Essas unidades, além de apresentarem custo de geração mais elevado, utilizam combustíveis fósseis e contribuem para a emissão de gases de efeito estufa.

“Apesar da crescente participação de fontes renováveis como solar e eólica na matriz energética brasileira, a geração hidrelétrica segue como base do sistema elétrico nacional. A capacidade de produção das usinas depende diretamente do volume de chuvas que incide sobre as principais bacias hidrográficas, fator que tem se mostrado”, lembra a pasta.

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.



EBC

Compras de última hora agitam comércio popular em São Paulo


 “O movimento nesses últimos dias está espetacular, muita gente na rua desde as primeiras horas da manhã”. É esta a definição de Lauro Pimenta, vice-presidente da Alobrás (Associação de Lojistas do Brás), para as compras natalinas de última hora feitas na região central de São Paulo.

Segundo um estudo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) nas 27 capitais do país, pelo menos 12 milhões de consumidores devem comprar seus presentes de Natal nas últimas horas antes da festa.

Para Pimenta, o aumento de pessoas no comércio central paulistano também se deve às trocas de produtos.  

“Tem o pessoal que comprou antes e que precisa trocar. Isso também ajuda a aumentar as vendas, porque acaba levando mais alguma coisa”.

Para ele, o movimento de 2025 está melhor que o do ano passado, não só no número de pessoas, mas também no valor gasto. 

“O que mais tem chamado a atenção é o ticket médio, que tem aumentado. Em 2024 estávamos trabalhando com uma média de R$ 175 e esse ano passou para R$ 190. Isso faz o faturamento aumentar também”, disse.

As promoções nos dias que antecedem o Natal e a espera pelo pagamento dos salários ou da segunda parcela do 13º salário também fazem os consumidores irem mais tarde às lojas, segundo o estudo do CNDL. O órgão recomenda muita atenção nessas compras de última hora e diz que é importante definir um teto de gastos.

Apesar do aumento de pessoas nestes últimos dias nas lojas, o fenômeno é forte desde o início do mês. Pimenta diz que o movimento está melhor em relação a dezembro do ano passado e também com relação ao período pré-pandemia.

As estimativas da Alobras para o crescimento das vendas entre os seus 1,2 mil associados giram em torno de 10%, considerando que na primeira quinzena de dezembro a elevação foi de 8% ante o mesmo período de 2024.

 Antônio Almeida, diretor de marketing do Mega Plaza Shopping, também na região central de São Paulo, onde há 200 lojas, afirma que o ano foi bom e que o centro de compras teve, no período do Natal, um crescimento de fluxo de 50% e em faturamento acima de 15%, com ticket médio mais alto, em torno de R$ 250.

“Neste ano, tivemos a inauguração de mais lojas e de segmentos diferentes, como cama, mesa e banho, decoração, ferramentas, maquiagem, lingerie. Isso melhorou muito o mix do shopping e é por isso acreditamos que houve esse crescimento significativo”, ressaltou.



EBC