Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano


A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. 

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.



EBC

Audiência de jovem esfaqueada 15 vezes será realizada dia 15 de abril


A jovem Alana Anísio, de 20 anos, foi esfaqueada 15 vezes dentro de casa, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, no último dia 6 de fevereiro, porque se recusou a namorar o agressor que está preso. 

A primeira audiência do caso será no dia 15 de abril, às 14h, no Fórum Regional de Alcântara. Pela rede social, ela convoca um ato por justiça contra a tentativa de feminicídio.

‘”Como a maioria das vítimas de violência, a gente precisa abrir mão da nossa privacidade e do nosso momento após sofrer algo tão brutal para cobrar justiça”, escreveu na rede social Instagram.

“Relembro a todas que nós mulheres não estamos seguras na rua, nem no trabalho, na academia e nem na nossa própria casa, lugar onde a gente deveria estar segura”, completou.

Para Alana, o que aconteceu não pode ficar impune e o agressor tem que receber a pena mais dura possível.

“A sociedade não pode tolerar que mulheres sejam caladas e que o nosso “não” não seja aceito”, escreveu ainda a jovem.

Alana ficou quase um mês internada na Clínica São Gonçalo e passou por várias cirurgias. Ela recebeu alta hospitalar no dia 4 de março e continua o tratamento em casa.  



EBC

Empresas deverão informar trabalhadores sobre cânceres e vacina


A partir desta segunda-feira (6/4), empresas de todo o país deverão orientar seus funcionários sobre campanhas oficiais de vacinação contra o HPV e sobre o acesso a serviços de diagnósticos de cânceres de mama, próstata e de colo do útero.

Norma publicada hoje no Diário Oficial da União altera a Consolidação das Leis do Trabalho para incluir tal obrigação ao empregador.

As informações devem estar em conformidade com as recomendações do Ministério da Saúde.

Além disso, os trabalhadores devem ser informados sobre a possibilidade de deixar de comparecer ao serviço em casos de exames preventivos, sem prejuízo do salário.

Parceria

Instituto Butantan e a farmacêutica norte-americana MSD firmaram parceria para que o laboratório público brasileiro passe a produzir medicamento avançado contra o câncer a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O acordo, divulgado no fim de março, é resultado de um edital lançado em 2024 pelo Ministério da Saúde.

O pembrolizumabe é uma terapia que estimula o sistema imunológico para identificar e combater as células cancerígenas.

Além disso, é uma alternativa de tratamento menos tóxica do que a quimioterapia tradicional, e tem demonstrado grande eficácia. 



EBC

Acampamento Terra Livre 2026 deve reunir mais de 7 mil participantes


Indígenas de todo o país começaram a chegar a Brasília nesse domingo (5) para participar da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), no centro da capital federal.

Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o evento vai até sábado (11) e é considerado a maior e mais importante mobilização do movimento no país. Segundo os organizadores, entre 7 mil e 8 mil pessoas, entre indígenas e não indígenas, devem participar este ano.

O ATL costuma reunir representantes de grande parte dos 391 povos originários existentes no Brasil, bem como de outras nações, para debater a defesa dos territórios e denunciar as violações aos direitos indígenas. Nos últimos anos, a pauta se ampliou e o evento passou a acolher também a discussões sobre a participação político-eleitoral indígena, a crise climática e a defesa da democracia. Contudo, o eixo central das discussões segue sendo a necessidade de o Estado brasileiro reconhecer o direito dos povos originários à terra.

“Como todos os anos, estamos aguardando o governo federal anunciar a criação de novas terras indígenas”, disse à Agência Brasil o coordenador executivo da Apib, Dinamam Tuxá.


Brasília, DF 05/04/2026 - A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) começa neste fim de semana, em Brasília. O evento é considerado a maior mobilização indígena do país. O coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Dinamam Tuxá, fala com Agência Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinamam Tuxá fala à Agência BrasilFoto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Segundo ele, após um período de quatro anos (2019-2022) no qual nenhuma nova terra indígena foi criada, o governo federal homologou, entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, 20 novos territórios. Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), isso equivale a cerca de 2,5 milhões de hectares de terras protegidas em 11 unidades federativas.

“Mas seguimos nesta luta, nesse pleito pela garantia territorial”, acrescentou Dinamam, informando haver cerca de 110 áreas reivindicadas como terras da União de usufruto indígena em análise.

“Temos um passivo de demarcação muito alto e um cenário de muita violência e vulnerabilidade nas terras indígenas que governo algum conseguiu superar. Isso tem sido um fator motivador para os povos indígenas virem a Brasília apresentar nossas pautas”, destacou o coordenador da Apib.

Mobilização

O ATL também marca o início do chamado Abril Indígena, mês de mobilização nacional em que o movimento busca chamar a atenção para outras pautas, como a necessidade de mais investimentos em saúde e educação indígena. O tema da atual edição é “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”.

“Estamos promovendo um amplo debate sobre diversos temas, como educação, saúde, relações internacionais com os povos indígenas de outros países, enfim, várias políticas públicas”, destacou Dinamam, confirmando a realização das tradicionais caminhadas pela Esplanada dos Ministérios.

 


Brasília, DF 05/04/2026 - A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) começa neste fim de semana, em Brasília. O evento é considerado a maior mobilização indígena do país. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Acampamento Terra Livre (ATL) chega à 22ª edição – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A primeira marcha está agendada para a próxima terça-feira (7), contra propostas de lei que, segundo a Apib, contrariam os interesses dos povos originários, como a liberação da mineração em terras indígenas ou o estabelecimento do chamado marco temporal – tese jurídica segundo a qual os indígenas só têm direito aos territórios que ocupavam em outubro de 1988, quando a Constituição Federal foi promulgada.

As eleições de 2026 também vão pautar alguns dos principais debates do Acampamento Terra Livre, como o que ocorrerá na quinta-feira (9), na mesa “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós” – título do manifesto que a Apib publicou no ano passado, reafirmando o compromisso de seguir com o projeto de aldeamento da política, lançado há alguns anos.

“Vamos lançar o Campanha Indígena, uma iniciativa para dar um direcionamento às candidaturas lançadas por uma frente de partidos aliados ao movimento indígena. Vamos orientar os indígenas interessados para que se somem a esses partidos que têm defendido nossos direitos. E, durante todo o ano, vamos promover ações para alavancar estas candidaturas indígenas a fim de garantir a maior representação [indígena] no Congresso Nacional”, antecipou Dinamam.


Brasília, DF 05/04/2026 - A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) começa neste fim de semana, em Brasília. O evento é considerado a maior mobilização indígena do país. Cotinha Guajajara fala com Agência Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Cotinha Guajajara está em Brasília para participar da da 22ª edição do Acampamento Terra Livre – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Participação

Cotinha de Sousa Guajajara deixou a Terra Indígena Morro Branco, em Grajaú (MA), junto com outros 67 indígenas da etnia Guajajara. O grupo percorreu cerca de 1,4 mil quilômetros a bordo de dois ônibus para chegar a Brasília ainda no sábado (4). Hoje, Cotinha já estava instalada dentro da área cercada destinada ao evento, ajudando as companheiras de viagem a expor o artesanato que muitos indígenas trazem para vender durante o ATL.

“Viemos mais cedo. Teve boatos de que não ia ter [acampamento], mas, assim que as lideranças resolveram que ia acontecer, nós decidimos vir”, explicou Cotinha.

“Nossa expectativa é que áreas sejam demarcadas, homologadas ou ampliadas, principalmente no Maranhão. Isso é muito necessário. Nossa comunidade mesmo vive em área já homologada, mas a população aumentou e a área já não é suficiente”, comentou a maranhense.

Morando na capital federal desde janeiro, onde faz mestrado em educação na Universidade de Brasília (UnB), Oziel Ticuna compareceu ao acampamento neste domingo para rever amigos e aguardar a chegada dos representantes de sua comunidade, no Rio Alto Solimões, no Amazonas.


Brasília, DF 05/04/2026 - A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) começa neste fim de semana, em Brasília. O evento é considerado a maior mobilização indígena do país. Oziel Ticuna fala com Agência Brasil.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Oziel Ticuna é um dos participantes do Acampamento Terra Livre 2026 – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

“Como ela fica muito distante de Brasília, nós geralmente enviamos entre três e cinco representantes escolhidos entre nossas lideranças”, contou Oziel, que já participou de várias outras edições do evento, na condição de comunicador indígena. Oziel resumiu para a reportagem a importância do ATL.

“O acampamento trouxe uma nova forma de nos organizarmos, de trabalharmos coletivamente, com os povos ouvindo uns aos outros e tentando construir soluções para nossos problemas e proteger nossas culturas”, acrescentou. “Estaremos aqui para lutar pelo nosso povo.”



EBC

Flamengo reage e vence Santos de virada por 3 a 1 no Brasileirão


O Flamengo encostou no G4 (zona de classificação para a Copa Libertadores) do Campeonato Brasileiro, com 17 pontos, ao vencer o Santos de virada (3 a 1), diante de mais de 68 mil torcedores que lotaram o Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, neste domingo (5). O time entrou em campo pressionado, após a derrota por 3 a 0 na última quinta-feira (2) para o Bragantino. Após um primeiro tempo fraco, a equipe chegou a sair de campo vaiada pela torcida.

Na volta do intervalo, Lautaro Díaz abriu o placar para o Santos aos dois minutos, em um contra-ataque fulminante. Na sequência, aos seis, Léo Ortiz chegou a empatar o jogo, mas o gol foi anulado pelo árbitro Anderson Daronco, após revisão do Árbitro de Vídeo (VAR). Os jogadores rubro-negros contestaram a decisão de Daronco, ao assistirem às imagens do lance no telão do Maracanã, mas o juiz de campo manteve o gol invalidado.

O time carioca não esmoreceu e seguiu pressionando até arrancar o empate aos 18 minutos.. Carrascal cruzou na medida para Pedro marcar de cabeça e deixar tudo igual, para delírio da torcida. Foi o 161º gol do centroavante que se igualou a Gabigol (atualmente no Santos) como maior artilheiro do clube neste século. 

Com mais posse de bola e objetividade, o Flamengo chegou à virada após pênalti cometido por Barreal ao puxar Arrascaeta, que aproveitaria uma bola cruzada na pequena área. Jorginho foi para a cobrança e balançou a rede aos 25 minutos, ao acertar o lado direito do gol de Gabriel Brazão.

E não parou por aí. Aos 43 minutos, o equatoriano Gonzalo Plata disparou com a bola, deixou para trás Luan Peres e Arão antes de tocar para Lucas Paquetá marcar um golaço, que selou a vitória do Flamengo por 3 a 1. 

Outros resultados da 10ª rodada

Também na noite deste domingo (5), o Atlético-MG derrotou o Athletico-PR por 2 a 1 na Arena MRV,  em Belo Horizonte. Victor Hugo abriu o placar para os donos da casa na primeira etapa. No segundo tempo, Scarpa ampliou para o Galo e Julimar descontou para o Furacão. 

Na Arena Condá, em Santa Catarina, a Chapecoense saiu na frente contra o Vitória com gol de Neto Pessoa, Os visitantes ficaram com um jogador a menos em campo, depois da expulsão de Edenilson no fim do primeiro tempo. Na volta do intervalo, Matheuzinho deixou tudo igual; 1 a 1. 





EBC

Calderano cai para chinês na semi e leva bronze na Copa do Mundo


O brasileiro Hugo adiou o sonho do bicampeonato consecutivo e encerrou com medalha de bronze a Copa do Mundo de tênis de mesa em Macau (China). Neste domingo (5), o carioca número 3 do mundo foi superado nas semifinais pelo chinês Wang Chuqin, líder do ranking e atual campeão mundial. O anfitrião levou a melhor por 4 sets a 1 (parciais de 11/7, 11/3, 11/7, 6/11 e 12/10), quase um ano após amargar o vice-campeonato na edição passada, quando foi derrotado por Calderano na final.

Horas depois, Chuqin faturou pela primeira vez na carreira um título de simples em Copa do Mundo. O asiático travou uma batalha acirrada contra o japonês Matsushima Sora (8º do ranking), mas ao final garantiu o ouro ao ganhar por 4 sets a 3 (9/11, 18/16, 11/8, 11/13, 8/11, 11/4 e 11/8).

Na disputa feminina de simples, a final foi 100% chinesa. Líder do ranking, Sun Yingsha foi campeã com vitória por 3 sets a 1 sobre Wang Manyu, número 2 do ranking. O Brasil foi representado por Bruna Takahashi em Macau, mas a paulista parou nas oitavas de final.

A Copa de Macau teve início com 48 atletas em cada gênero. Na disputa masculina, além de Calderano, o torneio contou também com outros favoritos ao título que ficaram pelo caminho, como sueco Truls Moregard (vice-líder do ranking), o japonês Tomokazu Harimoto (4º) e o francês Felix Lebrun (6º) – irmão mais velho de Alexis.  





EBC

Trump alega ter resgatado piloto; Irã nega e mostra aeronaves abatidas


O conflito entre Irã e Estados Unidos foi para além dos mísseis e bombas de parte a parte. O Irã intensifica as respostas em uma guerra midiática proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde o começo. O capítulo mais recente, e talvez o de maior tensão até o momento, diz respeito à operação de resgate de um piloto estadunidense em território iraniano, após a queda do caça que ele pilotava, abatido por disparos inimigos.

Donald Trump disse, neste domingo (5), em sua rede social própria, a Truth Social, que as Forças Armadas de seu país resgataram o piloto com vida, embora “gravemente ferido”. “Resgatamos o piloto em plena luz do dia, algo incomum, passando sete horas no Irã. Uma incrível demonstração de bravura e talento de todos!”. Ainda não há, no entanto, fotos ou vídeos desse resgate ou do oficial resgatado.

Como uma resposta às declarações de Trump, a agência de notícias estatal iraniana Tasnin publicou várias fotos de destroços de aeronaves, supostamente norte-americanas. Seriam aeronaves abatidas pelo exército iraniano durante as tentativas estadunidenses de resgate do piloto desaparecido.

“O porta-voz do quartel-general das Forças Armadas do Irã anunciou neste domingo, 5, que forças militares iranianas destruíram várias aeronaves dos Estados Unidos no sul de Isfahan, frustrando uma tentativa de missão de resgate de um piloto de caça americano abatido”, disse a agência iraniana.


Iran, 05/04/2026 - wreckage of a US military aircraft destroyed in southern regions of Isfahan in central Iran.
The spokesperson for the Khatam al-Anbia Central Headquarters of Iran announced on Sunday, April 5, that that Iranian military forces have destroyed several US aircraft in southern Isfahan, thwarting an attempted mission to rescue a downed American fighter pilot.. Foto: Tasnin News/Divulgação

Agência iraniana de notícias mostra aeronaves abatidas e nega que piloto estadunidense tenha sido resgatado. Foto: Tasnin News/Divulgação

As fotos mostram destroços do que parecem ser dois helicópteros. Segundo a Tasnin, foram abatidos dois helicópteros Black Hawk e um avião de transporte C-130. “O porta-voz disse que a operação resultou na destruição de várias aeronaves hostis e descreveu o resultado [da operação] como outra derrota humilhante para os Estados Unidos, traçando paralelos com a fracassada operação Eagle Claw, de abril de 1980”, acrescentou a agência.

Fracasso em 1980

A operação Eagle Claw [garra de águia, em tradução livre] foi uma operação conduzida pelo Exército Estadunidense em 1980 para resgatar 52 reféns na embaixada dos Estados Unidos em Teerã, capital do Irã. Várias aeronaves, entre helicópteros e aviões, foram usados na operação. No entanto, os militares enfrentaram falhas mecânicas e problemas meteorológicos, em uma sequência de revezes que tiraram várias aeronaves de combate. Oito militares morreram na operação, antes mesmo de se aproximarem de Teerã. O resultado cada vez mais desastroso fez o presidente dos EUA na época, Jimmy Carter, concordar em abortar a missão. O fracasso da operação é sempre lembrado e comemorado entre os iranianos.



EBC

Missão espacial da Nasa divulga foto inédita da Lua


A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, divulgou neste domingo (5) uma foto inédita da Lua. O registro foi feito pelos astronautas que embarcaram na missão Artemis 2, que marca o retorno de viagens tripuladas ao entorno da Lua após 50 anos.

A foto é inédita porque conseguiu capturar a curvatura da Lua a olho nu. Antes, os demais registros foram feitos por equipamentos robóticos.

“História sendo feita. Nesta nova imagem da tripulação da missão Artemis 2, você pode ver a bacia oriental na borda direta do disco lunar. Essa missão marca a primeira vez em que toda a bacia é vista a olho nu”, informou a Nasa.


The Artemis II crew – NASA Astronaut Reid Wiseman Wiseman (far left), CSA (Canadian Space Agency) Astronaut Jeremy Hansen (center left) and NASA astronauts Christina Koch (center right) and Victor Glover (right) participated in a live media event in the Orion spacecraft during Flight Day 4. and seen live on the agency’s 24/7 coverage. Foto: NASA/Divulgação

Astronautas Reid Wiseman, Jeremy Hansen, Christina Koch e Victor Glover compõem a tripulação da missão Artemis 2 – Foto: Nasa/Divulgação

Na quarta-feira (1°), a agência espacial lançou a missão espacial de dez dias pelo entorno da Lua.

A tripulação é composta por quatro astronautas. Pela primeira vez, uma equipe da Nasa é formada por uma mulher, Christina Koch, e um astronauta negro, Victor Glover. Os astronautas Reid Wiseman e Jeremy Hansen também estão na viagem.



EBC

Durigan assume Fazenda sob pressão fiscal e herda desafios de Haddad


Há quinze dias no cargo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, assumiu o comando da equipe econômica em meio a um cenário de forte pressão sobre as contas públicas.

Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, ele assume o comando da área econômica combinando desafios fiscais estruturais herdados da gestão de Fernando Haddad com demandas emergenciais típicas de um ano eleitoral.

Logo nos primeiros dias à frente da pasta, Durigan anunciou um bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026, valor considerado modesto por analistas diante da necessidade de cumprir o arcabouço fiscal.

O bloqueio foi necessário para acomodar o avanço de despesas obrigatórias dentro do limite de crescimento real de gastos, fixado em até 2,5% acima da inflação. Oficialmente, a equipe econômica projeta um superávit primário de apenas R$ 3,5 bilhões. No entanto, ao incluir precatórios e gastos fora do arcabouço fiscal, o próprio governo prevê déficit primário de R$ 59,8 bilhões.

Pressão por gastos

Ao mesmo tempo em que anuncia o bloqueio de gastos, o ministro articula medidas de impacto imediato, como a criação de um subsídio ao diesel importado e um pacote ainda em elaboração para reduzir a inadimplência das famílias.

Entre as primeiras iniciativas, Durigan confirmou a edição de uma medida provisória que prevê subsídio de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, com custo estimado de R$ 3 bilhões, dividido entre União e estados.

Originalmente prevista para a semana passada, a medida provisória (MP) de subvenção ao diesel sai nesta semana porque o ministro esperava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornar das recentes viagens pelo Brasil. O governo busca segurar a alta dos combustíveis em meio à elevação dos preços internacionais do petróleo.

Inadimplência

O novo ministro também trabalha na formulação de políticas para enfrentar o avanço da inadimplência, que já compromete mais de 27% da renda mensal das famílias brasileiras, segundo dados recentes do Banco Central.

Em tese, o pacote não gerará custo para as contas públicas se envolver apenas medidas de renegociação de crédito, mas pode criar despesas caso o governo decida ampliar os subsídios ao crédito.

Taxa das blusinhas

Outra medida que pode pressionar os gastos do governo seria uma possível redução, durante a campanha eleitoral, da taxa das blusinhas, como ficou conhecida a alíquota em 20% de compras do exterior de até US$ 50.

No ano passado, o governo arrecadou R$ 5 bilhões com o tributo, ajudando a cumprir a meta fiscal – ao desconsiderar os precatórios.

Imposto de Renda

Paralelamente, o novo ministro da Fazenda propôs mudanças estruturais, como a automatização da declaração do Imposto de Renda, numa tentativa de simplificar o sistema tributário.

Essa medida, no entanto, não diminui as receitas do governo, porque envolve apenas a redução da burocracia e a evolução da atual declaração prepreenchida do Imposto de Renda.

Desafios de credibilidade

Os desafios enfrentados por Durigan refletem, em grande medida, limitações já observadas na gestão anterior. Para a doutora em Economia Virene Matesco, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), o principal problema está na dificuldade que o governo tem de cumprir as próprias metas fiscais.

“O governo atual não consegue cumprir as metas que ele mesmo estabeleceu no arcabouço”, afirmou, ao analisar o desempenho recente das contas públicas.

Segundo Matesco, a fragilidade do arcabouço fiscal e o crescimento da dívida pública, que saltou para 78,7% do PIB, comprometem a confiança na política econômica e limitam a capacidade de ação do ministro.

Ela também aponta que o avanço dos gastos obrigatórios e a rigidez orçamentária reduzem o espaço para investimentos, criando um cenário de baixo crescimento. “Existe uma crise de credibilidade fiscal”, alertou, destacando que o país enfrenta um desequilíbrio entre despesas com juros e investimentos públicos.

Baixo crescimento

Já o economista André Nassif, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), avalia que parte das dificuldades atuais decorre de metas fiscais excessivamente ambiciosas definidas no início da gestão Haddad.

Originalmente, o governo tinha estabelecido meta de déficit zero em 2024 e superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 e de 1% do PIB em 2026, também com a margem de tolerância de 0,25 ponto percentual. O resultado primário representa o déficit ou superávit nas contas do governo sem os juros da dívida pública.

Na LDO de 2025, o governo prolongou a meta de déficit zero para 2025 e reduziu para 0,25% do PIB a meta de superávit para 2026 . Na época, a mudança das metas gerou mal-estar no marcado financeiro.

“O mercado entenderia se o governo estabelecesse meta de pequeno déficit em 2025, zerando o resultado primário em 2026. O importante era que houvesse um compromisso em reduzir o rombo”, afirmou.

Pouco investimento

Para Nassif, o aperto fiscal acabou limitando investimentos públicos, que seguem em patamar baixo, cerca de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), insuficiente para sustentar um crescimento econômico mais robusto.

Ele também ressalta que o país segue preso a um ciclo de crescimento irregular. “O país não está entregando crescimento econômico. Continuamos no ‘stop and go’”, disse.

Segundo o professor, com medidas emergenciais já em andamento e margem fiscal estreita, o novo ministro terá como principal desafio reconstruir a credibilidade das contas públicas sem comprometer o crescimento econômico. A equação permanece em aberto desde a gestão anterior.



EBC

Páscoa é momento de renovação e união, diz Lula em mensagem


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou neste domingo (5) uma mensagem de Páscoa aos brasileiros.

Em uma publicação nas redes sociais, Lula disse que a Páscoa é um momento de renovação e de união. O presidente postou foto ao lado de crianças e da primeira-dama, Janja Lula da Silva.

“A Páscoa é um momento de renovação e de união com a família. Que este domingo seja de muita alegria e paz nos lares brasileiros. Feliz Páscoa a todos”, declarou.

Alckmin

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirmou que a Páscoa representa a celebração de Deus à humanidade. Alckmin também disse que a data é um momento de fortalecimento de laços.

“A Páscoa é, essencialmente, a celebração do amor de Deus à humanidade. É um momento especial para estarmos ao lado de quem amamos e fortalecendo nossos laços. Que a ressurreição de Jesus renove as esperanças das famílias brasileiras. Uma Páscoa abençoada e cheia de amor infinito”, completou. 

 



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