Onça-pintada nascida no BioParque Vale Amazônia ganha o nome de Xingu


Xingu é o mais novo habitante do BioParque Vale Amazônia, na Serra do Carajás, na cidade de Parauapebas, no Pará. Nascido do casal Marília e Zezé, Xingu veio ao mundo no dia 27 de dezembro do ano passado e é irmão de Rhuana e Rhudá.

Xingu é uma oncinha-macho e recebeu esse nome indígena – escolhido na semana passada por meio de uma votação popular – em homenagem a um dos mais importantes afluentes do rio Amazonas. O rio Xingu nasce no Mato Grosso e segue até a sua foz, no estado do Pará, banhando terras nos biomas Amazônia e Cerrado e garantindo a vida de centenas de povos e comunidades tradicionais.

“Nós sugerimos nomes de rios porque os filhos dela [da onça Marília] anteriores tinham nomes indígenas. Dessa vez queríamos homenagear os rios da Amazônia: Xingu, Tapajós e Solimões, e colocamos para votação do público. A Marília já tinha o Rhudá e a Rhuana, que foram para outros zoológicos em São Paulo”, disse Rejânia Azevedo, analista administrativa do BioParque.

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Os pais da oncinha chegaram ao BioParque vindos de Goiás. Sua mãe Marília foi resgatada de cativeiro ilegal e seu pai Zezé nasceu em instituição em Goiás, filho de pais resgatados de cativeiro ilegal de animais silvestres. Por terem sido retirados do habitat natural e mantidos sob influência humana, eles não podem ser reintroduzidos na natureza, já que perderam habilidades essenciais para sobreviver em vida livre.

“A gente não pega nenhum animal da natureza. Eles vêm através dos órgãos ambientais, de cativeiros ilegais, de apreensões. Alguns chegam bem, mas alguns já chegam machucados, mutilados. Então fazemos todo um procedimento de acompanhamento e de atendimento [desses animais]”, explicou Rejânia.

Xingu é a sétima reprodução de uma onça realizada no BioParque nos últimos 12 anos. A reprodução desses animais em cativeiro é uma estratégia nacional para preservação da onça-pintada, uma espécie símbolo da fauna brasileira e que é ameaçada de extinção.

“O Xingu não poderia ser readaptado para a natureza porque já nasceu em cativeiro. Daí ele permanecerá aqui ou será destinado para algum outro zoológico”, disse a analista do parque.

Apesar de já ser uma atração na internet, Xingu ainda não pode ser visto pelo público que visita o parque.

“Hoje ele tem três meses e fica na área de manejo, sob os cuidados da mãe. Ele não pode ainda vir para a exposição [do público] porque ainda é um bebê. Quando ele chegar aos cinco ou seis meses de idade é que a mãe vai ensinar ele para vir para a exposição”, contou Rejânia.

Ao atingir a fase adulta, a onça-pintada, que é o maior felino das Américas, pode chegar até 1,90 metro de comprimento e 80 centímetros altura, podendo atingir 135 quilos.
 


Parauapebas (PA, 04/04/2026 - Nascida em dezembro no BioParque Vale Amazônia, onça-pintada recebe o nome de Xingu. Foto: Bioparque Vale Amazônia/Divulgação

Parauapebas (PA, 04/04/2026 – Nascida em dezembro no BioParque Vale Amazônia, onça-pintada recebe o nome de Xingu. Foto: Bioparque Vale Amazônia/Divulgação

 

O BioParque

Inserido na Floresta Nacional de Carajás (Flona de Carajás), o BioParque Vale Amazônia já completou 41 anos e é mantido pela Vale. O espaço ocupa 30 hectares de área, dos quais cerca de 70% é de floresta nativa.

O BioParque faz parte da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) e atua com os Planos Nacionais de Conservação de Espécies Ameaçadas (ICMBio), além de seguir metas nacionais e internacionais voltadas à preservação da biodiversidade.

Atualmente o parque abriga 360 animais de 70 espécies diferentes, como a também famosa Chicó, uma macaca-aranha que enfrentou muitas dificuldades até chegar ao local e poder reaprender a ser um animal de sua espécie.

“A Chicó tem uma história triste, que terminou com um final feliz. Ela veio de Mato Grosso e foi resgatada pelos órgãos ambientais. Ela viveu em Mato Grosso acorrentada por 18 anos. Vivia em um bar e o dono do bar dava cachaça para ela para mostrar aos clientes”, contou Rejânia.

Ela foi resgatada após a polícia receber denúncias de abusos e de maus-tratos e então encaminhada pelos órgãos ambientais para ser cuidada pelo BioParque, já que por viver em cativeiro, não teria condições de ser solta novamente ao seu habitat natural. “Ela chegou aqui bem debilitada. Levamos ela para o setor de quarentena, que é o nosso setor técnico. Nossos biólogos e veterinários fizeram todo um processo de reabilitação, já que ela não tinha hábitos nenhum de macaco. Ela não usava o rabo, que dizemos que é o quinto membro e que é por onde eles se seguram. Ela não sabia como fazer isso”.

Depois de um trabalho intensivo, Chicó pôde ser colocada novamente para interagir com outros macacos de sua espécie. “Hoje ela está totalmente inserida no bando já que agora ela tem os hábitos de primata normais. Ela teve que reaprender a ser um primata”, falou a analista.

Também chamada de macaco-aranha, coatá-da-testa-branca, cuamba (Pará) ou guatá (Mato Grosso), essa espécie também está na lista de animais ameaçados de extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio).

 


Parauapebas (PA, 04/04/2026 - Nascida em dezembro no BioParque Vale Amazônia, onça-pintada recebe o nome de Xingu. Foto: Bioparque Vale Amazônia/Divulgação

Parauapebas (PA, 04/04/2026 – Xingu é filhote do casal Marília e Zezé. Foto: Bioparque Vale Amazônia/Divulgação

Visitas

Só no ano passado, o BioParque registrou mais de 200 mil visitantes. Além das onças e dos macacos, quem visita o BioParque também pode conhecer um pouco da flora amazônica, como uma castanheira que foi plantada em 1991 pelo então príncipe Charles [atual Rei Charles] e pela princesa Diana, durante uma viagem ao Brasil em 1991.

A entrada no BioParque Vale Amazônia é gratuita. O parque funciona de terça-feira a domingo.

* A repórter viajou a convite da Vale

 



EBC

ONU adia votação sobre uso da força para manter trânsito em Ormuz


O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar na próxima semana uma resolução do Bahrein para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, o que poderia incluir o uso da força. 

A reunião dos 15 membros do conselho foi inicialmente marcada para esta sexta-feira (3), mas foi adiada sem que uma nova data tenha sido anunciada.

No entanto, diplomatas envolvidos no tema avaliam que a votação seja marcada para a próxima semana. 

O Estreito de Ormuz, na costa norte do Irã, é uma das principais rotas marítimas do planeta, responsável por conectar o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. A via é estratégica para o transporte de petróleo e também produtos agropecuários.

O tráfego marítimo na área foi afetado desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, dando início a um conflito que já dura mais de um mês. O Irã tem controlado a passagem de navios.

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O conflito praticamente interrompeu os embarques de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo pelo estreito, causando interrupções no fornecimento e alta do preço do petróleo.

O Bahrein, que atualmente preside o Conselho de Segurança, finalizou um esboço de uma resolução na quinta-feira (2) que autoriza “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial em Ormuz. 

O texto, entretanto, enfrentou a resistência da China, da Rússia e de outros países e foi atenuada em relação à sua forma original.

A China, que tem poder de veto como membro permanente do conselho, deixou clara sua oposição a qualquer autorização do uso da força. A China e o Irã mantêm uma forte parceria estratégica e econômica, com o país asiático comprando a maior parte do petróleo do país persa.

O Bahrein, apoiado em seus esforços para garantir uma resolução por outros países árabes do Golfo e pelos Estados Unidos, já havia retirado uma referência explícita à aplicação obrigatória da força no Estreito de Ormuz, em uma tentativa de superar as objeções de outras nações, especialmente da Rússia e da China.

O esboço de resolução finalizado autoriza as medidas “por um período de pelo menos seis meses e até que o Conselho decida de outra forma”.

Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã busca a “troca de regime” em Teerã, com objetivo de deter a expansão econômica da China, vista como ameaça por Washington, além de consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio.

* Com informações da agência de notícias Reuters



EBC

Mulher é morta após intervenção policial na zona leste de São Paulo


As Polícias Civil e Militar de São Paulo estão investigando a morte de uma mulher que foi assassinada na madrugada de sexta-feira (3), por um agente do Estado, após uma intervenção policial ocorrida na zona leste da capital paulista. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a vítima chegou a ser socorrida ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos.

A secretaria informou que os policiais envolvidos no caso foram afastados do serviço operacional até a conclusão das investigações. As imagens das câmeras corporais serão analisadas e encaminhadas às autoridades responsáveis.

Na noite de ontem, moradores da Cidade Tiradentes, onde o caso ocorreu, fizeram um protesto contra a morte dessa mulher. Durante o ato, os moradores montaram barricadas e colocaram fogo em pneus, interditando ruas do bairro. Imagens que circulam nas redes sociais mostram a polícia chegando para repelir o protesto, utilizando armas de efeito moral para dispersar o grupo.

Em nota, a Polícia Militar diz ter sido acionada para “atender a uma manifestação na rua Alexandre Davidenko, zona leste da capital” e que equipes da corporação precisaram atuar “para a manutenção da ordem pública”. O Corpo de Bombeiros também foi acionado para conter focos de incêndio no local. A polícia diz que ninguém ficou ferido ou foi detido durante o protesto.

 



EBC

Termina neste sábado prazo para que partidos registrem seus estatutos


Hoje (4) é o último dia para os partidos políticos e as federações que desejam participar do pleito registrem seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o TSE, a legislação eleitoral estabelece que “partidos e federações precisam estar regularmente constituídos com pelo menos seis meses de antecedência do 1º turno das eleições”, marcadas para o dia 4 de outubro.

Também acaba neste sábado o prazo para que candidatas e candidatos tenham domicílio eleitoral na circunscrição onde pretendem concorrer e para que estejam com a filiação partidária devidamente aprovada pelo partido.

O Tribunal informa que a “exigência segue a legislação eleitoral, embora as agremiações possam estabelecer prazos mais longos nos respectivos estatutos”.

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Desincompatibilização

Outro prazo que termina neste sábado deve ser observado por ocupantes de cargos do Poder Executivo. De acordo com a legislação eleitoral, ocupantes de cargos como ministros de Estado, governadores e prefeitos, que pretendem se eleger para outros cargos, têm que se afastar da função no prazo máximo de até seis meses antes da data das eleições.

A exigência da chamada desincompatibilização de cargos, segundo o TSE, serve para impedir que haja abuso de poder econômico ou político nas eleições por meio do uso de recursos da administração pública, assegurando a paridade entre os candidatos em disputa.

 



EBC

Aeronave dos EUA é abatida sobre Irã e piloto está desaparecido


Um avião caça dos Estados Unidos foi abatido sobre o Irã e um dos tripulantes está desaparecido em território iraniano. Neste sábado (4), forças dos dois países continuam à procura do militar. As autoridades iranianas pediram que civis fiquem atentos a sobreviventes.

Um representante estadunidense disse à agência de notícias Reuters que os esforços de busca e resgate recuperaram um dos dois tripulantes que se ejetaram da aeronave.

É o primeiro incidente conhecido desse tipo na guerra que já dura mais de um mês, iniciada com os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã no final de fevereiro.

“A perspectiva de que um piloto do país norte-americano esteja vivo e em fuga dentro do Irã aumenta os riscos para os Estados Unidos em um conflito que, de acordo com pesquisas de opinião, tem lutado para conquistar o apoio da população”, informou a Reuters.

“Isso também representa um desafio para as forças armadas dos EUA, que enfrentam o duplo objetivo de tentar salvar a vida de um norte-americano atrás das linhas inimigas e, ao mesmo tempo, proteger qualquer pessoa envolvida em missões de resgate perigosas”, acrescentou a agência.

A aeronave era um caça F-15E com cockpit duplo: um para o piloto e outro para o oficial de sistemas de armas. Não ficou claro qual dos dois militares foi resgatado. A autoridade estadunidense que confirmou o resgate não forneceu detalhes sobre como a operação ocorreu.

A Isna, a agência de notícias Irã, informou que o governador da província iraniana de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, Yadollah Rahmani, prometeu uma condecoração especial a qualquer pessoa que capturasse ou matasse os pilotos inimigos.

O incidente ocorre após as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de levar o Irã “de volta à Idade da Pedra” com bombardeios, incluindo ataques à infraestrutura de energia e às usinas de dessalinização do país. Enquanto isso, as autoridades norte-americanas pressionam Teerã a encerrar a guerra nos termos dos EUA.

*Com informações da agência de notícias Reuters



EBC

Irã libera transporte de bens humanitários pelo Estreito de Ormuz


O governo do Irã enviou às autoridades portuárias que controlam o Estreito de Ormuz uma solicitação de permissão de passagem de navios que transportem bens humanitários. A informação é da agência de notícias estatal iraniana Tasnin.

Segundo a agência, o chefe da Organização Portuária deve tomar as providências necessárias para permitir a passagem desses navios. Foi feita uma lista de navios considerados “relevantes” nesse contexto e as empresas associadas a esse tipo de transporte deverão receber uma carta do governo iraniano tratando da autorização de passagem por Ormuz.

O Estreito de Ormuz virou foco de atenção após o início da guerra deflagrada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Controlado pelos iranianos, Ormuz é rota de transporte de 20% do petróleo bruto produzido no mundo. Com o início dos bombardeios, o Irã chegou a fechar a passagem e ameaçou bombardear os navios que tentassem atravessar. O preço do petróleo disparou no mercado internacional.

Posteriormente, o Irã abriu a passagem a navios com bandeiras de nações consideradas não hostis. Ou seja, países que não participem nem apoiem os ataques de Israel e dos Estados Unidos teriam a passagem liberada. Desde a última quinta-feira (2), embarcações oriundas da França, Omã e Japão cruzaram o estreito de Ormuz.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a falar em abrir a passagem à força, para permitir o trânsito de navios petroleiros. O plano seria atacar usinas de energia do Irã até que Ormuz fosse aberta. Dias depois, no entanto, o presidente dos EUA chamou a imprensa para falar sobre o conflito e também falou sobre o assunto, mudando o tom.

Trump declarou que os EUA não dependem do óleo comercializado por essa via disse que países que dependem devem se responsabilizar pelo acesso do canal marítimo. “Os Estados Unidos importam quase nenhum petróleo pelo Estreito de Ormuz — e não importarão no futuro. Não precisamos disso”.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do planeta, responsável por conectar o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. A via é estratégica para o transporte de petróleo e produtos agropecuários. O fechamento da passagem tem impacto direto no comércio global.


Mapa Estreito de Ormuz

Mapa Estreito de Ormuz – Arte/EBC



EBC

Bombeiros buscam por mulher desaparecida após chuva em Piracicaba


Os bombeiros retomaram na manhã deste sábado (4) as buscas por uma mulher que desapareceu após seu carro cair no Córrego do Enxofre, em Piracicaba, no interior paulista, durante as fortes chuvas que atingiram a cidade na última quinta-feira (2).

Segundo a Defesa Civil, a cidade chegou a registrar 75 milímetros de chuva naquele dia. Por causa do volume elevado, a condutora perdeu o controle do veículo, caindo na calha do Ribeirão do Enxofre, com o automóvel arrastado pela correnteza.

Chuvas de ontem

Nesta sexta-feira (3) foram registradas chuvas fortes em algumas cidades do estado de São Paulo. Em Franca, o alto volume de precipitação pluviométrica provocou a queda de um muro de arrimo nos fundos de um imóvel localizado no Jardim Aeroporto.

De acordo com os Bombeiros, a estrutura colapsou e atingiu parte dos cômodos de uma residência, sendo necessária a retirada dos moradores. A família ficou desalojada e foi encaminhada para a casa de parentes. Não houve vítimas.

Em Jambeiro, as fortes chuvas provocaram pontos de alagamento e de enxurrada, além de queda de barreiras. Segundo a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, foram registradas quedas de barreiras na Rodovia Coronel João do Amaral Gurgel e também nas estradas do Matão e do Serrote. Não houve registro de vítimas ou de pessoas desabrigadas.

Na cidade de Registro, houve pontos de alagamentos temporários em vias públicas e queda parcial de um muro sobre a calçada no bairro Arapongal, sem vítimas.



EBC

Cultura Artística recebe a Serie Petrobras entre abril e novembro


O teatro Cultura Artística, em São Paulo, receberá 13 apresentações da Série Petrobras de abril a novembro, com nova programação permanente dedicada à música brasileira. A curadoria resulta em uma programação que combina encontros inéditos com trajetórias consolidadas e projetos recentes.

A Série Petrobras reúne projetos concebidos especialmente para o palco ou em circulação recente, com abordagens distintas dentro da música brasileira contemporânea.

Programação

Luedji Luna abre a série com a turnê Um Mar Pra Cada Um, Antes Que A Terra Acabe, construída a partir de dois álbuns lançados em sequência. O show articula elementos do neo soul, jazz, MPB e hip hop, em um repertório que trata de amor e identidade.

No dia 7 de maio, Alice Caymmi traz ao palco o projeto Caymmi, no qual revisita a obra de Dorival Caymmi a partir de novos arranjos e texturas sonoras. O trabalho se afasta da ideia de tributo tradicional e propõe uma leitura contemporânea do repertório.

Agnes Nunes e João Camarero, apresentam-se em 27 de maio. A primeira mostra o repertório de seu álbum mais recente, O amor e suas variáveis, no qual transita entre MPB e R&B, explorando diferentes fases de um relacionamento e consolidando seu nome entre os destaques de sua geração. João Camarero, violonista com trajetória ligada tanto ao repertório instrumental quanto à canção, soma ao encontro uma atuação marcada por colaborações com nomes centrais da música brasileira.

No dia 10 de junho, os músicos Zeca Baleiro e Vicente Barreto se encontram no palco para apresentar algumas de suas parcerias. Entre elas, canções feitas durante a pandemia, quando estreitaram a conexão musical. 

Xênia França, vencedora do Latin Grammy de 2023, apresentará, no dia 30 de julho, um trabalho que articula música e identidade por meio de experimentação sonora. A artista consolida presença entre os nomes mais relevantes da cena contemporânea.

Em 13 de agosto será a vez de Dexter levar ao palco um espetáculo que percorre sua trajetória de mais de três décadas no rap nacional, reunindo repertório que atravessa diferentes momentos da carreira e reafirmando o papel como referência no gênero.

No mês de setembro, Tiganá Santana e Alaíde Costa encontram-se, no dia 3, propondo um repertório dedicado a compositoras brasileiras, em um gesto de valorização de vozes historicamente menos visibilizadas. No da 23 a cantora Assucena apresenta o espetáculo Índia – Tributo à Gal Costa, no qual revisita o álbum lançado em 1973 a partir de novas interpretações. O projeto articula memória e contemporaneidade, retomando o caráter simbólico da obra original.

A programação de outubro começa no dia 8, com a cantora e compositora Majur, projetada nacionalmente após participar do projeto AmarElo, de Emicida, traz no repertório canções do último álbum, Gira Mundo. Lançado em 2025, pela Universal Music, o trabalho reúne 16 canções em um estilo denominado afropop contemporâneo, com releituras de cantigas do candomblé em homenagem aos orixás.

Chico César sobe ao palco no 14 de outubro com sucessos que atravessaram décadas, como Mama África e À primeira vista. Desde 2025, em turnê pelo país, tem apresentado as composições de seu disco de estreia Aos Vivos, que completou 30 anos.

Chegando à reta final da Série, a Orquestra Mundana Refugi, se apresenta dia 11 de novembro, com a participação de Fabiana Cozza, cantora com atuação consolidada na música brasileira e trajetória ligada à pesquisa vocal e às tradições populares. A orquestra reúne músicos de diferentes origens e trajetórias, em um projeto que articula repertórios de diversas culturas.

No dia 19, Anelis Assumpção apresenta um show que evidencia sua trajetória na música brasileira contemporânea, reunindo composições autorais que transitam entre reggae, dub e MPB. O repertório é composto por faixas de trabalhos anteriores e antecipações de seu novo disco, anunciado no início deste ano.

Para fechar a programação, no dia 26 de novembro Tássia Reis interpreta canções que mesclam sonoridades do jazz, samba, rap e black music. Entre os singles de destaque estão No seu Radinho e Perigo. Tássia é conhecida por suas parcerias com Tiago Iorc em Good Trip e Tulipa Ruiz, na música Dia Bom.

Diversificação de públicos

Segundo o diretor executivo do Cultura Artística, Frederico Lohmann, desde a reabertura da sede, em agosto de 2024, o Cultura Artística vem estruturando um novo ciclo de atuação, com foco na ampliação de repertórios e na diversificação de públicos.

“Temos a ambição de diversificar nossa programação e a parceria estratégica com a Petrobras é fundamental para consolidar este momento. A Série amplia nossa atuação na cidade e evidencia a força da música brasileira contemporânea”, afirma.

Os ingressos estão disponíveis desde 2 de abril, pelo site e na bilheteria do teatro, por valores que vão de R$ 50 a R$ 150. Serão colocados à venda ingressos para todas as apresentações da série.

Há meia-entrada para estudantes, pessoas com 60 anos ou mais, pessoas com deficiência e acompanhante, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e servidores da educação.

A bilheteria funciona de terça a sábado, das 12h às 18h e aos domingos, das 10h às 16h. Nos dias de evento o funcionamento é até o início do espetáculo.



EBC

Mega-Sena sorteia neste sábado prêmio acumulado em R$ 10 milhões


As seis dezenas do concurso 2.992 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 10 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

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As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no portal Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

 




EBC

Oxfam estima em US$ 3,55 tri riqueza escondida em paraísos fiscais


A quantidade de riqueza não tributada escondida no exterior, em paraísos fiscais, pelo 0,1% mais rico supera toda a riqueza da metade mais pobre da humanidade, que corresponde a 4,1 bilhões de pessoas. A conclusão é da Oxfam, a partir de análise realizada no contexto dos dez anos do escândalo conhecido como Panama Papers, em 31 de março deste ano.

À época, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, sigla em inglês) fez uma investigação sobre a indústria de empresas offshore. Esse tipo de empresa pode ser usada para esconder dinheiro e dificultar o rastreamento de seus verdadeiros donos. Milhões de documentos vazados foram esmiuçados por mais de 370 jornalistas de 76 países.

A Oxfam estima que US$ 3,55 trilhões em riqueza não tributada foram escondidos em paraísos fiscais e contas não declaradas em 2024. “Esse valor supera o PIB [Produto Interno Bruto] da França e é mais que o dobro do PIB combinado dos 44 países menos desenvolvidos do mundo”, divulgou a organização.

Desse total estimado, o 0,1% mais rico detém aproximadamente 80% de toda a riqueza offshore não tributada, o que equivale a cerca de US$ 2,84 trilhões. Uma década depois do escândalo, os super-ricos continuam a usar estruturas offshore para sonegar impostos e ocultar ativos.

“Os Panama Papers levantaram o véu sobre um mundo sombrio onde os mais ricos movimentam silenciosamente fortunas imensas para além do alcance dos impostos e da fiscalização. Dez anos depois, os super-ricos continuam escondendo verdadeiros oceanos de riqueza em cofres offshore”, diz, em nota, o coordenador de Tributação da Oxfam Internacional, Christian Hallum.

Segundo a organização, há urgente necessidade de uma ação internacional coordenada para tributar a riqueza extrema e acabar com o uso de paraísos fiscais. Hallum ressalta que a situação envolve poder e impunidade. “Quando milionários e bilionários escondem trilhões de dólares em paraísos fiscais offshore, eles se colocam acima das obrigações que regem o resto da sociedade.”

“As consequências são tão previsíveis quanto devastadoras: vemos nossos hospitais públicos e escolas privados de recursos, nosso tecido social dilacerado pela crescente desigualdade e as pessoas comuns forçadas a arcar com os custos de um sistema projetado para enriquecer um pequeno grupo”, acrescenta a organização.

A Oxfam menciona que, embora tenham sido feitos progressos na redução da riqueza offshore não tributada, ela segue persistentemente alta, em aproximadamente 3,2% do PIB global.

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No entanto, esse progresso também continua desigual entre os países. “A maioria dos países do Sul Global está excluída do sistema de Troca Automática de Informações (AEOI, na sigla em inglês), apesar da necessidade urgente de receita tributária”, destaca a Oxfam, acrescentando que pesquisadores atribuem ao AEOI a redução da parcela não tributada da riqueza offshore nos últimos anos.

“O que os Panama Papers revelaram há dez anos continua atual no Brasil: há uma arquitetura global que protege grandes fortunas enquanto a maioria da população paga proporcionalmente mais impostos. Justiça fiscal passa necessariamente por tributar os super-ricos”, defende, em nota, a diretora executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago.



EBC