Diogo Moreira conquista Campeonato Mundial de Moto2


O brasileiro Diogo Moreira conquistou, neste domingo (16), o título do Campeonato Mundial de Moto2, segunda categoria em escala de importância da MotoGP. Desta forma, o atleta da equipe Italtrans Racing Team se tornou o primeiro piloto do Brasil a garantir, na história, um mundial em uma categoria da MotoGP.

Diogo Moreira garantiu o título porque na última etapa da temporada, disputada em Valência (Espanha), terminou na 10ª colocação. Já o único corredor com possibilidades de tirar a conquista do brasileiro, o espanhol Manuel Gonzalez, da Liqui Moly Dynavolt Intact GP, teve problemas com sua moto e terminou apenas na 22ª colocação, o que foi insuficiente para ameaçar o título do brasileiro.

Desta forma, Diogo Moreira fechou a temporada com o título graças aos 286 pontos somados no total, enquanto Manuel González garantiu o vice-campeonato com o total de 257 pontos.





EBC

Inmet alerta para tempestades em três estados até amanhã; veja onde


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para tempestades no sul e sudeste de São Paulo, todo o estado de Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Sul até a manhã desta segunda-feira (17).

Estão previstas chuvas intensas entre 30 e 60 milímetros, podendo chegar a 100 milímetros, e ventos de intensidade forte, entre 60 e 100 km/h. Condições que elevam o risco para pessoas e animais desabrigados e atenção para aqueles que precisarem transitar nessas regiões.

Para uma faixa menor, entre as regiões central e oeste do Paraná e o Rio Grande do Sul, foi emitido alerta severo, com ventos acima de 100km/h e chuvas superiores a 100 milímetros por dia, com possibilidade de precipitações de até 60 mm/hora.

Em nota técnica, o Inmet informa que há “grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário” para a região.

Na semana passada, a cidade de Rio Bonito do Iguaçu (PR) foi atingida por um tornado, deixando diversas pessoas desabrigadas.

Ainda no Rio Grande do Sul, há previsão de queda brusca de temperatura durante a madrugada, de até 5 graus Celsius, afetando cidades como Alegrete, São Gabriel e Uruguaiana. 

No litoral, na faixa entre Paranaguá (PR) até o extremo sul, a previsão é de ventos fortes até o final da tarde de segunda-feira. 

Áreas como São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais, centro e sul do Espírito Santo, Mato Grosso, Rondônia, Acre e a região leste do Amazonas estão sob alerta moderado para tempestade, com possibilidade de pancadas de chuva isoladas hoje e amanhã. 



EBC

Lula diz que COP30 não seria viável sem Cúpula dos Povos


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo (16) que a Cúpula dos Povos, encerrada hoje, foi fundamental para tornar viável a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). O evento é organizado por movimentos sociais e ocorre em paralelo à COP.

O presidente disse ainda que volta para Belém no dia 19, para um encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterrez, “em uma ação conjunta para fortalecer a governança do clima e o multilateralismo”.

“Também vou participar de reuniões com vários países, representantes da sociedade civil, povos indígenas e populações tradicionais e governadores e prefeitos”, disse Lula, em carta encaminhada aos participantes da Cúpula dos Povos.

O documento foi lido pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, no ato de encerramento da Cúpula. No texto, Lula sauda a participação popular em Belém.

“A COP30 não seria viável sem a participação de vocês. Essa extraordinária concentração de pessoas que acreditam que outro mundo é possível e necessário. Como tenho dito em todos os fóruns internacionais de que participo, debaixo de cada árvore da Amazônia há uma mulher, um homem, uma criança”, escreveu o presidente. 

 


Belém (PA), 16/11/2025 - Ministra Marina Silva discursa durante encerramento da cúpula dos povos.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ministra Marina Silva discursa durante encerramento da cúpula dos povos. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Lula afirmou ainda que o combate à mudança do clima precisa da mobilização e contribuição de toda a sociedade, e não só dos governos.

“O entusiasmo e o engajamento de vocês são fundamentais para que possamos seguir nessa luta. Vocês são portadores da força e da legitimidade dos que almejam o mundo melhor. Mudar a nossa relação com o planeta é uma tarefa urgente. No mundo que desejamos, a devastação dá lugar ao desenvolvimento sustentável”, continuou.

O presidente fez uma chamado para a construção de um “mundo em paz, mais solidário, menos desigual, livre da pobreza, da fome e da crise climática”.

Lula criticou o negacionismo climático e disse ainda que a participação e as críticas feitas pela sociedade civil estão alinhadas com o conhecimento científico. 

“Temos urgência, não podemos adiar as decisões que estão sendo debatidas há tantos anos nas negociações sobre transição justa e adaptação”, disse.

O presidente fez mais um apelo para a implementação do financiamento climático e de soluções para superar a dependência dos combustíveis fósseis e conter e reverter o desmatamento. 

“Não podemos sair de Belém sem decisões sobre esses temas! Os líderes mundiais que estiveram em Belém conheceram a realidade da Amazônia e entenderam que a divisão entre a humanidade não faz sentido”, apontou 

 


Belém (PA), 16/11/2025 - Encerramento da cúpula dos povos 
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Encerramento da cúpula dos povos Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Cúpula dos Povos

Após os cinco dias de debates, mobilizações e manifestações que marcaram Belém, a Cúpula termina com um “banquetaço”, na Praça da República, no centro da capital paraenses, com a distribuição de comida das cozinhas comunitárias e celebração cultural aberta ao público. 

No ato encerramento da Cúpula dos Povos, foi lida uma carta final criticando o que os participantes classificaram como “falsas soluções” para o enfrentamento da emergência climática. 

O documento foi entregue ao presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, que prometeu apresentá-lo nas reuniões de alto nível da COP que serão realizadas a partir de segunda-feira (17).

A carta aponta o modo de produção capitalista como causa principal da crise climática crescente e ressalta que as comunidades periféricas são as mais afetadas pelos eventos climáticos extremos e o racismo ambiental.

 


Belém (PA), 16/11/2025 - Encerramento da cúpula dos povos 
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Encerramento da cúpula dos povos Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O documento critica ainda o avanço da extrema direita, do fascismo e das guerras ao redor do mundo e faz uma defesa da Palestina e de seu povo. Além disso, faz críticas à ação militar dos Estados Unidos no mar do Caribe, com o pretexto de guerra ao narcotráfico.

A Cúpula dos Povos reuniu cerca 70 mil pessoas de movimentos sociais locais, nacionais e internacionais, povos originários e tradicionais, camponeses/as, indígenas, quilombolas, pescadores/as, extrativistas, marisqueiras, trabalhadores/as da cidade, sindicalistas, população em situação de rua, quebradeiras de coco babaçu, povos de terreiro, mulheres, comunidade LGBTQIAPN+, jovens, afrodescendentes, pessoas idosas, dos povos da floresta, do campo, das periferias, dos mares, rios, lagos e mangues.

O evento, considerado o maior espaço de participação social da conferência climática, começou na última quarta-feira (12), em paralelo à COP30, com críticas à ausência de maior participação popular na COP30.

Para as cerca de 1,3 mil organizações e movimentos que participaram da cúpula, países e tomadores de decisão, especialmente dos países ricos, têm se omitido ou apresentado soluções absolutamente ineficientes colocando em risco a meta de 1,5°C do Acordo de Paris. 



EBC

Zagueiro Gabriel Magalhães é cortado da seleção brasileira


O zagueiro Gabriel Magalhães, do Arsenal (Inglaterra), foi cortado da seleção brasileira por causa de uma lesão muscular na coxa direita, anunciou neste domingo (16) a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O jogador sentiu a lesão durante a vitória de 2 a 0 da seleção brasileira sobre Senegal, no último sábado (15) no Emirates Stadium, em Londres.

Desta forma, o defensor está fora do segundo compromisso do Brasil na Data Fifa de novembro, contra a Tunísia. A partida será disputada a partir das 16h30 (horário de Brasília) da próxima terça-feira (18), no Decathlon Stadium, em Lille (França).



EBC

Pix completa cinco anos perto de movimentar R$ 30 trilhões por ano


O Pix completa cinco anos neste domingo (16) como o principal método de pagamento do país. Lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, o meio de pagamentos digital movimentou R$ 26,4 trilhões no ano passado. Isso equivale a quase duas vezes o produto interno bruto (PIB) do Brasil em 2024.

Neste ano, de acordo com o Banco Central, foram R$ 28 trilhões em transações via Pix até outubro.

O diretor de organização do sistema financeiro e resolução do Banco Central, Renato Gomes, avaliou em uma transmissão online que a plataforma incluiu mais pessoas no sistema bancário.

“Por um lado, teve essa redução de custo de distribuição de dinheiro. Por outro lado teve, vamos dizer assim, esse aumento da fatia de clientes e do consumo dos clientes e, obviamente, como o Pix trouxe muita concorrência com o sistema de pagamentos, acabou havendo uma redução de tarifas assim”, disse.

O Pix foi criado primeiramente para facilitar transações entre pessoas com transferências instantâneas. Com o tempo novas funcionalidades foram adicionadas. Como o Pix, cobrança, que faz o papel do boleto, e o Pix automático, que equivale ao débito automático.

Dados recentes mostram que 170 milhões de adultos e mais de 20 milhões de empresas usam o Pix.

Tecnologia nacional

As discussões para a criação do meio de pagamento que conquistou o país começaram oficialmente em 2016, com os requisitos fundamentais da ferramenta sendo lançados em 2018 pelo Banco Central. Em agosto de 2019, o BC comunicou que desenvolveu a base de dados e assumiu a administração do sistema de pagamentos instantâneos, que ganhou o nome Pix em fevereiro de 2020.

O Pix foi lançado, em caráter de teste, em 3 de novembro de 2020, para uma fatia entre 1% e 5% dos clientes de bancos e em horários especiais. O lançamento oficial, com funcionamento 24 horas e para todos os clientes que criarem chaves Pix, só ocorreu duas semanas mais tarde, em 16 de novembro de 2020.

Alvo de Trump

No contexto das medidas tomadas pelo governo dos Estados Unidos como pressão contra o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, o meio de pagamento desenvolvido por servidores públicos brasileiros se tornou alvo de uma investigação comercial.

O governo Trump iniciou a investigação apontando que o Pix poderia prejudicar empresas financeiras americanas. Em uma resposta oficial enviada ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o Brasil afirmou que o Pix visa à segurança do sistema financeiro, sem discriminar empresas estrangeiras.

*Com informações da Agência Brasil.



EBC

STF rejeita recurso e mantém condenação de Bolsonaro na trama golpista


Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou os recursos do ex-presidente Jair Bolsonaro, e de outros seis réus na trama golpista. Com isso, fica mantida a condenação do ex-presidente e dos demais integrantes do núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado.

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Por quatro votos a zero, os ministros negaram os recursos, que são os chamados embargos de declaração, na sessão de julgamento virtual encerrada às 23h59 de sexta-feira (14). As defesas tentavam, por exemplo, diminuir as penas e evitar que a execução fosse em regime fechado. 

Agora, pelas regras do STF, outros recursos — os chamados embargos infringentes — só seriam aceitos para análise pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, se Bolsonaro tivesse recebido dois votos pela absolvição, o que não ocorreu.

Caso as defesas apresentem esse recurso, Moraes pode considerar que serviria apenas para adiar a publicação do acórdão com o trânsito em julgado da decisão, encerrando o processo e a possibilidade de recorrer.

Após a publicação do acórdão, que não tem data definida, deve ser decretada a prisão dos réus e o local do cumprimento da pena.

Prisão 

Atualmente, o ex-presidente está em prisão cautelar em função das investigações do inquérito sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Se a prisão for decretada por Moraes, o ex-presidente iniciará o cumprimento da pena definitiva pela ação penal do golpe no presídio da Papuda, em Brasília, ou em uma sala especial na Polícia Federal. 

Os demais condenados são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.

Diante do estado de saúde de Bolsonaro, a defesa também poderá solicitar que o ex-presidente seja mantido em prisão domiciliar, como ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor. 

Condenado pelo Supremo em um dos processos da Operação Lava Jato, Collor foi mandado para um presídio em Maceió, mas ganhou o direito de cumprir a pena em casa, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, por motivos de saúde. 

Condenados 

Além de Bolsonaro, já tiveram os recursos negados o ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, Walter Braga Netto; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). 

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica. 

>> Ouça na Radioagência Nacional:

*Com informações da TV Brasil e da Agência Brasil



EBC

EBC lança programação especial para a Semana da Consciência Negra


Para celebrar o Mês da Consciência Negra, marcado pelo feriado nacional de 20 de novembro, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lança a campanha “Vozes Negras: Em Alto e Bom Tom” e apresenta uma programação especial em seus veículos, reforçando o compromisso com diversidade e representatividade.

A iniciativa propõe dar visibilidade às narrativas negras que constroem a cultura e a identidade brasileira, com conteúdos que vão além da celebração: filmes protagonizados por artistas negros na TV Brasil, músicas e entrevistas na Rádio Nacional e na Rádio MEC e cobertura da Marcha das Mulheres Negras, incluindo boletins, links ao vivo e participação in loco da jornalista Luciana Barreto.

TV Brasil

Ocorre em Brasília (DF), no dia 25 de novembro, a Marcha das Mulheres Negras, que comemora 10 anos desde a sua primeira edição. O jornalismo da TV Brasil organiza uma cobertura da programação do evento, com a participação in loco da apresentadora Luciana Barreto para o Repórter Brasil Tarde, em Brasília.

A última vez que a manifestação ocorreu em âmbito nacional foi em 2015, quando 100 mil mulheres negras marcharam contra o racismo, contra a violência e pelo bem viver.

 


Rio de Janeiro (RJ), 27/07/2025 – XI Marcha das Mulheres Negras, em Copacabana, mobilização contra o racismo, por justiça e bem viver. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

XI Marcha das Mulheres Negras, em Copacabana, mobilização contra o racismo, por justiça e bem viver. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Além disso, o canal público de televisão produz materiais também para o Reporter Brasil que abordam a história do racismo no Brasil por meio de um acervo digital gratuito. A iniciativa reúne conteúdos pedagógicos e apresenta uma linha do tempo interativa com leis e decretos que instituíram a desigualdade racial, a partir de uma pesquisa realizada com mais de 90 profissionais negros.

A partir da segunda-feira (17), a grade de filmes da TV Brasil reserva uma seleção representativa para o Dia da Consciência Negra: A estreia é com O Beijo no Asfalto, de 1981, dirigido por Bruno Barreto, às 21h30.

A semana continua, na terça-feira (18), com A Pessoa é Para o Que Nasce, de 2004, dirigido por Roberto Berliner e Leonardo Domingues, às 21h30; na quarta-feira (19), é a vez do documentário Isto é Pelé, de 1974, com direção Eduardo Escorel e Luiz Carlos Barreto, às 21h30, em seguida, às 22h30 e às 4h30, é exibido Tia Ciata, de 2016, com direção de Mariana Campos, Raquel Beatriz.

Na quinta-feira (20), a sessão começa às 21h30 com o filme Capitães de Areia, de 2011, dirigido por Cecília Amado e Guy Gonçalves; enquanto na sexta-feira (21), às 21h30, o filme Michelle e Obama, de 2016, com direção de Richard Tanne.

No sábado (22), o destaque fica para o documentário Gilberto Gil – Tempo Rei, às 21h, de 1996, sob a direção de Andrucha Waddington, Breno Silveira e Lula Buarque de Hollanda. O domingo é reservado para a produção Abdias do Nascimento, de 2011, dirigido por Aída Marques, às 21h. 

>> Confira mais informações e todas as sinopses clicando aqui.

TV Brasil ainda exibe, em 22 de novembro, às 23h, o especial A Pérola Negra do Samba, uma homenagem à força, à poesia e ao balanço de Jovelina Pérola Negra. O espetáculo recria momento marcantes da carreira e da vida pessoal da artista, que se consagrou como uma das grandes representantes do samba.

Trilha das Letras reexibe, na quarta-feira (19), às 23h, o programa com o ator e dramaturgo Clayton Nascimento. Na entrevista, o artista compartilha sua trajetória artística e o processo de construção do monólogo Macacos, que o consagrou no teatro brasileiro, abordando o racismo como tema central.

Rádio MEC

Nesta Semana da Consciência Negra, a Rádio MEC apresenta uma programação especial que celebra a arte, a música e a representatividade negra.

Conversa com o Autor (Domingo, 16 e 23, às 12h). A rádio abre a Semana com uma entrevista inédita com Nei Lopes, escritor, compositor e referência da cultura brasileira. No bate-papo com a jornalista Katy Navarro, Nei apresenta seu novo livro, Dicionário dos direitos humanos e afins, que traduz quase 500 verbetes para linguagem popular, oferecendo ferramentas para ampliar a compreensão sobre cidadania e direitos.

Jazz Livre (Quinta-feira, 20, às 21h) faz uma homenagem ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra no Brasil, trazendo a obra de artistas que lutaram contra o racismo e a desigualdade social através da música.

No Antena MEC (Segunda a Sexta, às 18hs), a programação musical destaca compositores e instrumentistas brasileiros como Moacir Santos e Dom Um Romão.

Antena MEC Brasília (às 18h) programou entrevistas com os seguintes artistas: Aída Kellen, cantora lírica, na segunda-feira (17); Jhoninha Medeiro, guitarrista e contrabaixista, na terça (18); Thamiris Nascimento, violinista da OFG, na quarta-feira (19); Iago Pereira, Spalla da Camerata Centro-Oeste e membro da OSFAB, na sexta-feira (21).  

 


Rio de Janeiro (RJ), 12/11/2025 – Escritor e compositor Nei Lopes é entrevistado no Conversa com o Autor.
Foto: Rádio Mec

 Escritor e compositor Nei Lopes é entrevistado no Conversa com o Autor. Foto: Rádio Mec

Rádio Nacional

Com o propósito de compartilhar e referenciar o talento de artistas negros, a Rádio Nacional desenvolveu um cronograma específico.

Tarde Nacional São Paulo (Quinta-feira, 20, às 15h). A jornalista Anna Karina de Carvalho prepara uma reportagem especial a respeito da posse da escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra a assumir uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Além disso, o programa terá somente cantoras e cantores negros na programação musical. E, na agenda cultural, Leonardo Martins destaca as atividades relativas à celebração do 20 de novembro.

Tarde Nacional Rio de Janeiro (Quarta-feira, 19, às 15h). A edição carioca do programa abordará o grande evento chamado Viva Zumbi, em Niterói.

Especiais de Domingo (às 22h). A clássica atração do fim de semana da Rádio Nacional destinada a celebrar artistas brasileiros terá programas dedicados aos intérpretes negros ao longo de todo o mês, como Alcione (16/11), Carlinhos Brown (23/11) e Luiz Melodia (30/11).

Espaço Arte (Segunda a Sexta-feira, 17 a 21, às 12h30). O programa da Rádio Nacional preparou a Semana da Consciência Negra, com artistas de destaque da cena brasileira: na segunda-feira (17), o foco será a música instrumental, com o guitarrista, compositor e arranjador Jimi Oliver; na terça-feira (18), o tema será literatura, com a presença da escritora brasiliense Cristiane Sobral; na quarta-feira (19), a edição celebra a exposição fotográfica na Casa Niemeyer com artistas que valorizam a identidade afrobrasileira no Mês da Consciência Negra; na quinta-feira (20), Dia da Consciência Negra, o programa abre espaço compartilhar a programação do Museu Nacional da República, entre os dias 20 e 22 de novembro, na área externa; na sexta-feira (21), tem a participação dos idealizadores do Festival Onda Negra, que ocorre na Ceilândia, focado na diversidade de ritmos, valorização de artistas independentes e muita energia para movimentar o território.

Expresso Nacional (Quinta-feira, 20, às 10h). A atração irá abrir com um texto sobre o Dia da Consciência Negra e apresentar uma música que remete ao tema.  

Na Trilha da História (Sábado, 22, às 13h). O programa entrevista o jornalista Laurentino Gomes, autor da trilogia de livros “A Escravidão”.

Música do Mundo (Domingo, 23, às 19h). Em homenagem ao Dia da Consciência Negra, o programa destaca astros de Cabo Verde e Angola. Atração também será exibida na Rádio MEC na quinta-feira, 20, às 22h.

Alma Blues (Sábado, 22, às 19h). D.K.Harrelll – “Talkin Heavy”, álbum de estreia do jovem guitarrista que desponta como uma das grandes promessas do blues contemporâneo. Atração será exibida na Rádio MEC também no sábado, 22, às 22h.



EBC

Agricultor uruguaio denuncia empresas por destruir solo com agrotóxico


No interior do Uruguai, no povoado de Tala, a 100 km da capital Montevidéu, décadas de cultivo da beterraba açucareira deixaram um rastro de contaminação no solo, nos lençóis freáticos e na saúde de agricultores. Para crescer e se manter na região, a planta precisou de uma série de agrotóxicos, aplicados por empresas uruguaias e estrangeiras.

Hoje em dia, já não se cultiva mais a beterraba nessa região, mas todas as consequências danosas daquele modelo de produção ainda estão presentes na vida da população local. Toda a agricultura local depende de irrigação artificial, porque os fertilizantes químicos fizeram com que o solo perdesse a capacidade de reter a água da chuva.

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador da Red Nacional de Semillas Nativas y Criollas, o uruguaio Marcelo Fossati, denuncia corporações multinacionais por lucrarem à custa da saúde do povo e da contaminação do meio ambiente.

A conversa aconteceu no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), durante a Cúpula dos Povos. O evento, organizado por movimentos sociais em contraponto à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), ocorre em Belém.

A rede coordenada por Fossati abrange mais de 250 propriedades familiares e 350 produtores distribuídos pelos departamentos de Montevidéu, Maldonado, Colonia, Paysandú, Cerro Largo, Durazno, Canelones, Rocha, Tacuarembó, Treinta y Tres, Lavalleja, San José, Salto e Artigas. Desde a sua criação, a Rede também inclui a Rede Amigos da Terra – Uruguai – e a Faculdade de Agronomia da Universidade da República.

O principal objetivo da instituição é regatar e valorizar as variedades nativas ou tradicionais de sementes para a produção familiar. Seja para autoconsumo ou para abastecer os mercados locais.

Leia a entrevista completa:

Agência Brasil: Você veio para a Cúpula dos Povos denunciar o uso de agrotóxicos na agricultura uruguaia. Poderia explicar de que forma esses produtos têm impactado a vida da região onde você vive?

Marcelo Fossati: Eu moro em uma região que antigamente era uma área de produção de beterraba açucareira. Nas zonas frias, a cana-de-açúcar não cresce, então, o cultivo energético era a beterraba açucareira. É um cultivo que exige muita aplicação de fertilizantes químicos para produzir e, além disso, não é uma planta desta região — é europeia, da área da Bélgica, da Bulgária, dessas zonas frias. Por isso, aqui, ela sofre com muitos problemas de pragas e doenças.

O cultivo precisava ser muito sustentado por agrotóxicos para se manter. Hoje em dia, já não se planta mais beterraba açucareira nessa região, mas todas as consequências daquele modelo ainda estão presentes: erosão do solo, perda do horizonte fértil, e a consequência mais clara que vemos nós, camponeses e agricultores, é a falta de capacidade de retenção de água no solo.

Agora, quando chove, o solo se lava rapidamente — a água desaparece — porque o agrotóxico destruiu a estrutura do solo. O solo, em si, é uma espécie de esponja cheia de poros, e é nesses poros que a água fica. Mas o produto químico destruiu esses poros, então, o solo perdeu a capacidade de reter água.

Quando chove forte, a água carrega todo o solo fértil para os rios, em vez de permanecer retida ali mesmo. E é essa água no solo que alimenta as plantas. Então, quando falta água no solo, as plantas ficam sem esse alimento, e se torna muito difícil produzir na minha região se você não tiver irrigação. Só com água da chuva é impossível, porque o solo não guarda água e tudo se perde rapidamente.

Agência Brasil: E o uso desses agrotóxicos trouxe algum impacto para a saúde da população?

Marcelo Fossati: Isso está muito claro para nós. Hoje, temos pessoas de 50, 60 anos — filhos da Revolução Verde — que não conheceram outra forma de produzir. A Revolução Verde no Uruguai começou nos anos 1960 e se consolidou nos anos 1970, impondo o modelo do agrotóxico, das sementes híbridas e melhoradas.

Os pais dessas pessoas usavam adubos orgânicos e sementes crioulas [nota da reportagem: as sementes crioulas são todas as possibilidades de multiplicação de vegetais por meio de grãos, ramas, folhas, flores, frutos, raízes e caule].

Mas eles, não. Eles cresceram desde a infância com os agroquímicos, e hoje estão aparecendo muitos casos de câncer no intestino, câncer de pele, câncer de esôfago, problemas respiratórios, problemas na pele pelo contato direto.

Os agrotóxicos chegavam com propaganda dizendo que não faziam mal, que alguém podia até pegar o veneno e misturar com a mão. Esse veneno entrava pela pele lentamente. Na hora, dava só uma pequena coceira ou uma bolha. Mas esse veneno ia penetrando, acumulando-se lentamente, e hoje, aos 50 ou 55 anos, aparecem os problemas.

Havia até propaganda dizendo que você podia beber o agrotóxico sem nenhum problema e que isso ajudaria a limpar o estômago e o aparelho digestivo, como uma forma de “purificar por dentro”. Imagine o que significou esse uso.

E hoje essas pessoas não percebem o risco. Como foram educadas com muita propaganda de que aquilo não era perigoso, perderam a noção de risco. Então, usam o veneno sem nenhum tipo de proteção: sem máscara, sem avental, sem luvas, sem botas.

Muitas vezes, terminam de aplicar o produto em tomate, berinjela ou pimentão, e deixam a roupa usada dentro de casa, com as crianças circulando. Isso gera contaminação ambiental, afetando até quem não está em contato direto com o veneno, mas respira o ambiente contaminado.

Outro problema é a contaminação da água subterrânea. Sete anos atrás, o ensino público fez um estudo nas escolas rurais, analisando a qualidade da água que as crianças tomavam — água subterrânea. Não houve uma única escola, entre 76 amostras, que não apresentasse contaminação por agrotóxicos.

Agência Brasil: E quem são as empresas responsáveis pelo uso de agrotóxicos que você veio denunciar aqui na Cúpula dos Povos?

Marcelo Fossati: São empresas uruguaias, ou melhor, empresas que mantêm nomes uruguaios, mas que já foram compradas por multinacionais. Uma delas se chama Isusa. Outra se chama Proquimur. Elas mantêm os nomes antigos para não associar diretamente os problemas às multinacionais.

Então, quando ocorre uma intoxicação — por exemplo, um avião passa, o vento muda, e as pessoas ficam com bolhas na pele — o problema não é atribuído à multinacional, mas à Proquimur. Mas é a mesma empresa. Ela era uma empresa antiga que vendia guano de morcego [um tipo de adubo natural feito com as fezes do animal].

Agência Brasil: E, já que estamos na COP30, como relacionar os impactos dos agrotóxicos com a emergência climática?

Marcelo Fossati: Há duas relações principais. Primeiro: o agrotóxico não existe na natureza. É um produto de síntese química, que combina diferentes substâncias em uma única molécula. Isso exige enorme gasto de energia. Há estudos dizendo que se gasta mais energia produzindo ureia [fertilizante nitrogenado] do que o trator gasta para aplicá-la.

Esse impacto climático fica invisibilizado. Olha-se para a ureia no rio, para os peixes, mas não se olha para trás — para como essa ureia foi produzida usando petróleo, gasolina e muita energia para condensar várias substâncias em uma única molécula.

Então, existe muito gasto de energia para produzir o agrotóxico, muito gasto de energia para aplicá-lo e muito gasto de energia para transportar a produção. A soja, por exemplo, vai para a China em navios movidos a combustível pesado — litros e litros de combustível, emitindo gases de efeito estufa.

Temos, então: consumo energético para produzir a molécula, consumo energético para aplicar a molécula e consumo energético para distribuir o produto final. O balanço é altamente negativo.



EBC

Conversa com o Autor entrevista escritor e compositor Nei Lopes


O Conversa com o Autor que a Rádio MEC transmite neste domingo (16), às 12h30, abre a Semana da Consciência Negra com uma entrevista inédita com o escritor, compositor, cantor e estudioso da cultura brasileira Nei Lopes. Considerado um dos principais intelectuais do país em atividade, Nei é reconhecido como um grande nome da literatura e das artes brasileiras.

Ao longo do bate-papo com a jornalista Katy Navarro, o convidado fala sobre o lançamento do Dicionário dos direitos humanos e afins, pela Editora Civilização Brasileira. Na obra, ele traduz quase 500 verbetes para a fala popular, esclarecendo conceitos e práticas ligadas aos direitos humanos. 

Figura essencial para o pensamento brasileiro, Nei Lopes conta no programa que a publicação oferece ferramentas para ampliar a leitura de mundo de pesquisadores, ativistas, educadores e estudantes. Mais do que palavras impressas no papel, os significados listados têm implicações na vida prática. O livro é, antes de tudo, uma obra de respeito à cultura e à cidadania.

Carioca de 1942, Nei Lopes é bacharel em Direito e Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor honoris causa por quatro prestigiosas universidades: UFRJ, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Autor de mais de quarenta livros, incluindo ficção e poesia, Nei assina também diversas obras de referência, como Enciclopédia brasileira da diáspora africana (Selo Negro) e Novo dicionário banto do Brasil (Pallas). 

Na música popular, sobretudo no samba, Lopes é compositor premiado, com parcerias renomadas e canções interpretadas por grandes artistas, como Alcione, Candeia, Clara Nunes, Dona Ivone Lara e Zeca Pagodinho. Recebeu a medalha da Ordem do Rio Branco pela importância de sua obra sobre cultura africana e afro-diaspórica. 

Pela Editora Civilização Brasileira, publicou Dicionário da história social do samba, vencedor do Prêmio Jabuti de Livro do Ano de Não Ficção, e lançou também Filosofias africanas: uma introdução (ambos em parceria com o escritor Luiz Antonio Simas), além de Dicionário da antiguidade africana.

Sobre o Conversa com o Autor

Apresentado por Katy Navarro e com produção de Rafael Tavares, o programa Conversa com o Autor tem o objetivo de divulgar a literatura brasileira e incentivar a leitura. A atração semanal da Rádio MEC recebe escritores para entrevistas sobre suas publicações e assuntos variados do mundo dos livros.

São quase 30 minutos de papo descontraído e repleto de conteúdo em que autores nacionais ficam à vontade para falar sobre seus trabalhos. As conversas abordam lançamentos, títulos, curiosidades, processo criativo, sugestões de obras, leituras e as diversas narrativas literárias dos autores brasileiros.

Lançada há pouco mais de uma década, em 2013, a produção tem todos episódios da nova temporada disponíveis em formato de videocast no canal da Rádio MEC no YouTube.

Sobre a Rádio MEC 

Conhecida de norte a sul do país como A Rádio de Música Clássica do Brasil, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos. 

A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa. 

A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC

Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537. 



EBC

Enem 2025: candidatos fazem prova de matemática e ciências da natureza


As provas da segunda etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 serão realizadas, a partir de 13h30 (horário de Brasília) deste domingo (16), em 1.805 municípios nas 27 unidades da Federação. De acordo com o edital do Enem 2025, Os portões dos locais de provas serão abertos às 12h e o fechados, às 13h, no horário de Brasília. 

No último domingo (9), mais de 4,81 milhões inscritos confirmados no Exame, 3,5 milhões (73%) participaram do primeiro dia de provas. Os candidatos faltantes do primeiro domingo podem comparecer no segundo dia de provas.

Por causa da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), excepcionalmente, os inscritos para fazer o exame em três municípios do Pará (Belém, Ananindeua e Marituba) prestarão as provas nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro..

Provas de hoje

Neste segundo dia de provas, os inscritos confirmados vão testar os conhecimentos em 45 questões de múltipla escolha de matemática e mais 45 questões de ciências da natureza (química, física e biologia).

Reaplicação

Os participantes afetados por problemas logísticos, como desastres naturais, a exemplo do município de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, atingido por um tornado na tarde de sexta-feira (7), ou acometidos por doenças infecciosas listas no edital do Enem 2025, terão reaplicação do exame garantida. As provas serão reaplicadas em 16 e 17 de dezembro. O pedido de reaplicação deve ser a partir desta segunda-feira (17) até sexta-feira (21), na Página do Participante.

>>Enem 2025: entenda quem pode solicitar a reaplicação das provas

Provas de hoje

Neste segundo dia de provas, os inscritos confirmados vão testar os conhecimentos em 45 questões de múltipla escolha de matemática e mais 45 questões de ciências da natureza (química, física e biologia).

Horários e fusos


Brasília (DF) 09/11/2025 - Candidatos chegam para fazer a prova nesse primeiro dia de Enem Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Duração do exame neste domingo, segundo dia do Enem 2025, será de cinco horas e o término regular está agendado para as 18h30 –  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Todos os horários do Enem seguem o horário oficial de Brasília. Candidatos que moram em estados com fuso horário diferente da capital federal devem converter os horários locais e se ajustar ao fuso oficial.

A duração do exame neste domingo, segundo dia do Enem 2025, será de cinco horas e o término regular está agendado para as 18h30.

O tempo mínimo de permanência na sala de provas é de duas horas. Somente depois de transcorrido esse tempo, ou seja, a partir de 15h30, será permitida a assinatura da lista de presença para a saída do participante sem a prova.

Para quem teve a solicitação de tempo adicional aprovada, o exame será encerrado 60 minutos após o tempo regular, às 19h30.

Por fim, o candidato que usar o recurso de videoprova em Língua Brasileira de Sinais (Libras) poderá concluir a prova até 20h30.

O Inep esclarece que não haverá prorrogação do tempo previsto para a realização das provas ou para o preenchimento do cartão-resposta ou da folha de redação.

Itens permitidos e proibidos

Os participantes precisam ficar atentos aos objetos permitidos dentro da sala de provas.

Embora não seja item obrigatório, o Inep recomenda levar impresso o Cartão de Confirmação de Inscrição, disponível também na Página do Participante, com login único da plataforma Gov.br.

A única caneta aceita para preencher o cartão-resposta é a esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Nenhum outro tipo poderá permanecer sobre a mesa.

A apresentação do documento de identificação oficial com foto é obrigatória. Este precisa ser original, válido em todo território nacional e pode ser nos formatos físico ou digital.

Saiba o que é permitido levar para a sala de aplicação de provas.

Declaração de Comparecimento

O participante que precisar comprovar sua presença no Enem 2025 deve acessar a Declaração de Comparecimento na mesma Página do Participante, no site do Inep, com login único e senha no portal Gov.Br.

O documento é personalizado. Se o candidato necessitar do ateste, deverá levar a declaração de comparecimento impressa nos dias da prova e deverá entregá-la ao aplicador na porta da sala do exame.

Novidades e destaques

Pela primeira vez, nesta edição, os alunos concluintes de escola pública tiveram a inscrição pré-preenchida no sistema, uma forma de simplificar o processo e estimular a participação.

A estratégia deu resultado. De 1,9 milhão de concluintes do ensino médio da rede pública, 1,34 milhão confirmaram a inscrição no exame (72,6%), conforme dados do Painel Enem 2025, divulgado pelo Ministério da Educação.

Outra novidade da edição 2025: os resultados do Enem voltaram a certificar a conclusão do ensino médio, depois desta opção ter sido descontinuada em 2017. A certificação é destinada aos participantes maiores de 18 anos que indicaram essa modalidade no momento da inscrição no exame e que atingiram a pontuação mínima exigida (450 pontos em cada área e 500 pontos na redação).

Mais um ineditismo do Enem de 2025: o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2026 aceitará notas das edições deste ano, de 2024 e 2023, para ingresso no ensino superior público.

Enem

As notas finais do Enem podem ser usadas para acesso a universidades públicas, em diversas modalidades; para concorrer a bolsas de estudo integrais e parciais em universidades privadas; para pleitear o crédito estudantil para o pagamento das mensalidades de faculdades privadas; para ingresso sem vestibular em faculdades; para estudar em Portugal; para autoavaliação pelo treineiros; e para certificação de conclusão do ensino médio ou declaração parcial de proficiência nessa etapa do ensino básico.



EBC