Frente fria muda o tempo e favorece chuvas no estado de São Paulo


O avanço de uma frente fria no estado de São Paulo deve mudar o tempo e favorecer a formação de pancadas de chuva em diversas regiões do estado a partir desta segunda-feira (27).

As chuvas devem ocorrer de forma irregular, acompanhadas de raios e ventos de intensidade moderada a forte. Segundo a Defesa Civil, até quarta-feira (29), as temperaturas vão cair gradualmente.

A região metropolitana do estado de São Paulo deve registrar mínimas de 15°C e máximas de 28°C; na Baixada Santista, os termômetros variam entre 18°C e 25°C; e no litoral norte, entre 19°C e 28°C.

A Serra da Mantiqueira volta a registrar frio nas madrugadas, com 13°C de mínima e 22°C de máxima, enquanto o Vale do Ribeira e a Região de Itapeva variam entre 14°C e 25°C.

Nas demais regiões, o padrão de instabilidade se repete com Sorocaba e Campinas registrando máximas de 29°C; Bauru e Araraquara, 29°C; Presidente Prudente e Marília, 29°C; e Araçatuba e São José do Rio Preto, 33°C. Em Barretos, Franca e Ribeirão Preto, as temperaturas também devem chegar aos 33°C, com pancadas de chuva forte e ventos moderados a fortes.

Segundo os meteorologistas da Defesa Civil estadual, a partir da quinta-feira (30), a passagem da frente fria será sucedida pela chegada de uma massa de ar frio, que trará queda de temperatura em todas as regiões. Na capital, as mínimas devem cair para 13°C, com máximas de apenas 16°C, configurando um cenário típico de pós-frontal.

Nebulosidade na capital

Na cidade de São Paulo a semana começou abafada com muita nebulosidade e termômetros oscilando em torno dos 17,6°C durante a madrugada. Segundo os dados do Centro de Gerenciamento de Emergências da prefeitura de São Paulo (CGE), outubro registrou até o momento 64,7mm de chuva, o que corresponde a aproximadamente 57,7% dos 112,2mm esperados.

Temperatura em alta

De acordo com o CGE SP, durante a segunda-feira (27) o sol aparece entre nuvens e favorece a elevação das temperaturas, com máximas que podem chegar aos 27°C e índices de umidade atingindo valores próximos aos 50%. Entretanto, a aproximação da frente fria deve causar chuvas na forma de pancadas isoladas variando de fraca a moderada intensidade, principalmente entre o fim da tarde e o decorrer da noite.

A terça-feira (28) deve começar com muita nebulosidade, garoa e chuviscos na capital paulista. Os termômetros variam entre mínimas de 17°C e máximas que não devem superar os 22°C.

“No decorrer da tarde as instabilidades ganham força, provocando chuvas de fraca a moderada intensidade, que devem ocorrer de forma intermitente até o período da noite”, dizem os meteorologistas.

Na quarta-feira (29), o tempo segue instável com muita nebulosidade e chuvas intermitentes, alternadas com períodos de melhoria ao longo do dia. As temperaturas devem variar entre mínimas de 16°C e máximas que não devem superar os 22°C.



EBC

“Ele tem meu telefone e eu tenho o dele”, diz Lula sobre Trump


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (27) que ele e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trocaram telefones, caso surjam dificuldades nas negociações entre os dois países.

“Estabelecemos uma regra de negociação que toda vez que tiver uma dificuldade eu vou conversar pessoalmente com ele. Ele tem o meu telefone e eu tenho o telefone dele”, afirmou Lula em uma breve conversa com a imprensa, na saída do hotel em Kuala Lumpur, na Malásia. 

A declaração do presidente brasileiro foi em resposta à fala de Donald Trump, após deixar a Malásia. Segundo a agência de notícias Reuters, Trump disse que teve uma “boa reunião” com Lula, a quem descreveu como “um cara bastante enérgico”, mas não assegurou um acordo com o Brasil.

 “Não sei se algo vai acontecer, mas veremos”, disse Trump a repórteres que o acompanharam no avião presidencial. Segundo Lula, essa incerteza é “óbvia”. “Não era possível que em uma única conversa a gente pudesse resolver os problemas”, disse o presidente brasileiro. 

Lula afirmou também que as equipes de ambos os países continuarão negociando o fim da sobretaxação a produtos brasileiros e a suspensão de punições aplicadas pelo governo americano contra alguns ministros do Supremo Tribunal Federal e contra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha e seus familiares. 

“Minha equipe é de alto nível. Tem o Alckmin, o Haddad e o Mauro Vieira. (…) Eu entreguei um documento com o que foi dito na nossa conversa, portanto não foram apenas palavras. Ele tem um documento sabendo o que o Brasil quer”, declarou o presidente brasileiro.

Lula cumpre nesta segunda-feira (27) o seu quinto dia de agendas no Sudeste Asiático. Em Kuala Lumpur, capital da Malásia, ele participou da abertura da 20ª Cúpula da Ásia do Leste e foi recebido em um jantar de gala, oferecido pelo presidente da Malásia Anwar Ibrahim e pela primeira-dama Wan Azizah Wan Ismail.  

Desde quinta-feira passada, o presidente realizou visita oficial à Indonésia, e participou da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Kuala Lumpur. O encontro com Trump foi realizado durante a programação da Cúpula.

 



EBC

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 6


A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (27) a parcela de outubro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 6.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas, com o novo adicional, o valor médio do benefício sobe para R$ 683,42. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,91 milhões de famílias. O gasto é de R$ 12,88 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade para garantir a alimentação da criança.

O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro – de R$ 150 – a cada criança de até seis anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.


Calendário Bolsa Família 2025 - outubro

Calendário Bolsa Família 2025 – outubro – Arte EBC

Os beneficiários de 39 cidades receberam o pagamento na segunda-feira (20), independentemente do NIS. A medida beneficiou  moradores de 22 municípios do Acre afetados pela seca e moradores de algumas cidades em quatro estados: Amazonas (3), Paraná (2), Piauí (2), Roraima (6) e Sergipe (4 cidades).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 1,89 milhão de famílias estão na regra de proteção em outubro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até um ano, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. No mês, 211.466 famílias entraram na regra de proteção.

Em junho, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as novas famílias que entraram na fase de transição. Quem se enquadrou na regra até maio deste ano continuará a receber metade do benefício por dois anos.



EBC

Caminhos da Reportagem homenageia os 90 anos de Mauricio de Sousa


A TV Brasil exibe nesta segunda-feira (27), às 23h, um novo episódio do premiado programa Caminhos da Reportagem, que tem como tema “Mauricio 90: desenhando o Brasil”. A atração homenageia o legado e a contribuição do quadrinista responsável por histórias que fazem parte do imaginário cultural brasileiro, como a Turma da Mônica.

Natural da região metropolitana de São Paulo, Mauricio de Sousa começou a desenhar ainda na infância, mas foi na vida adulta, depois de trabalhar como repórter policial no jornal Folha da Tarde, que desenvolveu a habilidade de transformar histórias em traços.

Em entrevista à TV Brasil em 2013, o autor explicou que ele mesmo foi a inspiração para suas primeiras histórias.

“Eu falava do meu cachorrinho, da vida que tive quando era garoto… E colocava nos jornais, que eram publicações de adulto”, recorda.

Quatro anos depois da primeira tirinha, em 3 de março de 1963, surgiu sua personagem mais famosa: Mônica, inspirada em uma de suas filhas, de mesmo nome.Caminhos da Reportagem traz uma entrevista de 2016 com a empresária Mônica Spada e Souza, que ressaltou como o desenho se tornou tão presente no imaginário dos brasileiros.

“As histórias dos anos 70 contam um pouco como era a sociedade, as crianças. E a mesma coisa foi acontecendo ao longo do tempo. A gente faz parte do Brasil, a gente faz parte da cultura”, afirma.

Em 1970, foi publicada pela Editora Abril a primeira revista em quadrinhos de “Mônica e sua turma”. Desde então, Mauricio de Sousa criou um verdadeiro universo, com mais de 400 personagens. Fã da obra do autor, o personal trainer Vini Gomes começou a ler por influência dos pais. “Faz parte de quem eu sou, da cultura que eu tenho, da experiência que tive, das minhas vivências”, diz.

Para Giulia Ebohon, que atua como coordenadora de conteúdo de publishing na Mauricio de Sousa Produções (MSP Estúdios), a Turma da Mônica conecta diferentes infâncias.

“A minha versão criança estaria muito orgulhosa de me ver trabalhando aqui, num lugar que tem tudo a ver com cultura”, explica.

Exemplo familiar

Mauricio de Sousa viu nos filhos e filhas a inspiração para suas histórias. Com a desenhista Alice Takeda, com quem é casado há 50 anos, teve três filhos: Marina, Mauro e Mauricio. Atualmente, Alice é diretora executiva da MSP Estúdios e exalta os valores do companheiro de jornada.

“É uma pessoa muito generosa, que abraça alguém que precisa. Na convivência com ele, aprendemos muito”, revela.

Com o tempo, os personagens da Turma passaram a fazer parte de diversos universos. Eles cresceram e enfrentam agora os dilemas da adolescência na série de publicações “Turma da Mônica Jovem”, inspirada nos mangás japoneses. Dos quadrinhos, foram parar em um parque — o “Parque da Mônica”, reinaugurado há dez anos. Filmes como Laços, lançado em 2019, e Chico Bento e a Goiabeira Maravilhosa, deste ano, trazem novos ares para a Turma, assim como as histórias feitas para as redes sociais, como os “Cortes do Chico”.

Além disso, pela primeira vez, o quadrinista ganha uma biografia própria nos cinemas. O filho Mauro Sousa, também diretor executivo da MSP Estúdios, é quem interpreta o pai. “Eu diria que foi, com certeza, a experiência mais intensa, emocionante e inesquecível da minha vida. Eu achava o meu pai bastante persistente por ter chegado onde chegou. Percebi que ele é muito mais do que eu imaginava”, diz.

Novos projetos

O programa da TV Brasil também apresenta novo material que celebra os 90 anos de Mauricio de Sousa. A publicação “MSP 90” reúne quadrinistas que, com seus traços, buscam representar os personagens e as histórias do autor.

Uma das artistas convidadas é a ilustradora e quadrinista Helô D’Angelo. Para ela, além de uma honra, participar da publicação é uma forma de demonstrar a diversidade dos quadrinhos brasileiros. “Eu acho que a importância dessa diversidade é imensa, porque você vai trazer artistas de diversas origens geográficas, sociais, de gêneros diferentes, para apresentar suas visões sobre os personagens”, enfatiza.

Em entrevista ao canal público, em 2015, Mauricio afirmou: “Artista não se aposenta. Artista vira estrelinha e continua iluminando, de alguma maneira, algum pedaço por aí”.



EBC

Inscrições para prêmio da Fundação BB estão abertas até 1º de dezembro


As inscrições para a 13ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social estão abertas até o dia 1º de dezembro pelo portal Transforma!.

Nesta edição do prêmio, serão destinados até R$ 6 milhões, incluindo recursos em dinheiro e apoio a projetos para a reaplicação da tecnologia social. Um dos destaques será o Desafio Fundação BB 40 anos, que vai comemorar as quatro décadas da instituição ao apoiar dois projetos com investimento de até R$ 1 milhão cada.

Os projetos devem estar alinhados com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), em áreas como alimentação, educação, energia, geração de renda, habitação, meio ambiente, recursos hídricos e saúde. Podem se inscrever instituições sem fins lucrativos e do direito público e privado.

“Outra novidade está na valorização de iniciativas que promovam a igualdade racial, a equidade de gênero e a inclusão de povos e comunidades tradicionais, reafirmando o compromisso da Fundação BB com a diversidade, a justiça social e o desenvolvimento sustentável, alinhada ao ODS 18 – Igualdade Étnico-Racial”, diz a fundação.

O assessor da Fundação Banco do Brasil, Fabrício Araújo, explica que tecnologia social representa soluções e iniciativas que podem ser produtos, técnicas e metodologias desenvolvidas em interação com a comunidade para resolução de problemas sociais.

Participação popular

Elas podem ser reaplicadas em determinados territórios, sempre desenvolvidas com a participação da comunidade. “A essência da tecnologia social passa pela participação da comunidade e pelo protagonismo das pessoas. Eles são os protagonistas nesse processo”.

Araújo destaca que o projeto mais simbólico já premiado é o caso das cisternas. “É uma tecnologia social finalista em 2001 e se tornou um importante política pública reaplicada em todo o semiárido com mais de 1,3 milhão de cisternas”, afirma.

Segundo o assessor, outro exemplo é a fossa séptica biodigestora da Embrapa que foi difundida na região rural do Brasil em grande escala. “E uma terceira tecnologia social que a gente pode destacar é a produção agroecológica integrada e sustentável que também foi reaplicada em escala que visa à segurança alimentar das famílias e, em um segundo momento, à comercialização de excedentes”, completa.

A agenda da 13ª edição inclui ainda a Semana Nacional de Tecnologia Social, que será realizada em maio de 2026, em Brasília, reunindo especialistas, lideranças, instituições finalistas e parceiros estratégicos em mesas de debate, painéis temáticos e articulações para novos investimentos sociais. O encerramento será marcado pela cerimônia de premiação dos novos projetos certificados.



EBC

Lula: Em poucos dias teremos uma solução definitiva entre EUA e Brasil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (27) que está otimista em relação à suspensão das tarifas impostas ao Brasil pelos Estados Unidos e que, em poucos dias, os países deverão chegar a um acordo.

“Tive ontem na reunião [com o presidente Donald Trump] uma boa impressão de que logo, logo não haverá problema entre Estados Unidos e Brasil”, afirmou Lula, em coletiva de imprensa em Kuala Lumpur, na Malásia, às 11h de segunda-feira (27), no horário local (à meia noite no Brasil).

“Estou convencido de que, em poucos dias, teremos uma solução definitiva entre Estados Unidos e Brasil para que a vida siga boa e alegre do jeito que dizia o Gonzaguinha na sua música”, acrescentou.

No encontro, Lula disse que reforçou o argumento de que os Estados Unidos registram superávit no comércio com o Brasil, não havendo necessidade de taxação dos produtos brasileiros. Lula afirmou ter entregado um documento com os temas que pretende abordar nas negociações.

“Eu não estou reivindicando nada que não seja justo para o Brasil e tenho do meu lado a verdade mais verdadeira e absoluta do mundo, os Estados Unidos não têm déficit com o Brasil, que foi a explicação da famosa taxação ao mundo, que os Estados Unidos só iam taxar os países com quem eles tinham déficit comercial”, disse.

Perguntado por jornalistas se Trump fez alguma promessa ao Brasil, Lula brincou dizendo que não é santo para receber promessas. 

“Para mim, o que ele tem que fazer é compromisso. E o compromisso que ele fez é que ele pretende fazer um acordo de muito boa qualidade com o Brasil.” 

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que também participou da coletiva, nas próximas semanas, ocorrerão reuniões das equipes dos dois países para a construção de um acordo.

“Concordamos em trabalhar para construir um acordo satisfatório para ambas as partes. Nas próximas semanas, acordamos um cronograma de reuniões entre as equipes negociadores para tratar das negociações de ambos os países com foco nos setores mais afetados pelas tarifas”, afirmou.

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, disse que as discussões com os Estados Unidos estão “avançando espetacularmente bem”.

“O Brasil  solicita que haja reversão da decisão política tomada [relativa à taxação]. Os aspectos políticos que poderiam existir já não estão mais, não está mais na mesa aquilo que nunca poderia ter estado mesmo. Graças a essa posição, nós hoje fazemos uma discussão de um acordo comercial e não com outras naturezas que não sejam comerciais”, destacou Rosa. 

Venezuela e COP

Na reunião com Trump, o presidente também se colocou à disposição para ajudar nas negociações com a Venezuela.

“Isso ficou muito claro, se precisar que o Brasil ajude, estamos à disposição, estamos à disposição para negociar”, disse.

“O Brasil não tem interesse que haja uma guerra na América do Sul. A nossa guerra é contra a pobreza e a fome. Se a gente não conseguir resolver o problema da fome e da miséria, como a gente vai fazer guerra? Para matar os famintos? Não dá para achar que tudo é resolvido à base da bala, que não é”, complementou.

Lula disse ainda que reforçou o convite para que Trump participe da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em novembro, em Belém. O presidente norte-americano anunciou a saída do país do Acordo de Paris, no qual os países se comprometem a reduzir as emissões de gases poluentes entre outras medidas para reduzir o aquecimento global.

“Convidei ele para ir a COP outra vez, disse para ele: ‘É importante que você vá para dizer o que você pensa. Se você não acredita nas coisas, vai lá para você poder dizer o que você pensa’. Não pode a gente fingir que não tem uma situação climática”, disse.

Outros mercados

Na coletiva, a equipe brasileira também ressaltou a importância das visitas à Indonésia e à Malásia, países com os quais o Brasil pretende expandir as relações.

“O Sudeste Asiático é o epicentro do crescimento global, zona dinâmica e polo de inovação tecnológica que está no centro das prioridades da política externa brasileira de diversificação de parcerias e atração de investimentos”, afirmou o ministro Mauro Vieira.

O presidente Lula também disse aos jornalistas que a Malásia terá apoio do Brasil para se tornar membro pleno do Brics. Atualmente, o país é um dos parceiros do grupo.

Lula completa 80 anos neste dia 27 de outubro. Ele começou a coletiva dizendo que está no melhor momento da minha vida. “Eu nunca me senti tão vivo e com tanta vontade de viver.”

 

*Matéria ampliada à 1h41

 



EBC

Eduardo Schaus leva bronze na Copa do Mundo de paraescalada na França


A paraescalada brasileira finalizou a participação na etapa de Laval, na França, da Copa do Mundo da modalidade com dois pódios. Neste domingo (26), o paranaense Eduardo Schaus garantiu a medalha de bronze na disputa da classe AU2 (atletas amputados ou com função reduzida de membro superior).

Na final, que reuniu os quatro melhores atletas da eliminatória de sábado (25), Eduardo – que nasceu sem a mão direita – escalou 40 das agarras da parede. O brasileiro ficou atrás do norueguês Isak Ripman (45 agarras) e do alemão Kevin Bartke, que atingiu o topo. Foi a primeira medalha do paranaense, que foi vice-campeão mundial este ano, em etapas da Copa do Mundo.

No sábado, o Brasil celebrou a vitória de Marina Dias na final da classe RP3 (atletas com limitações de alcance, força e potência). Foi o primeiro ouro da paulista na Copa do Mundo deste ano, após terceiros lugares em Salt Lake City, nos Estados Unidos, e Innsbruck, na Áustria.

A paraescalada estreia como modalidade paralímpica nos Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos. Nem todas as classes, porém, estão contempladas. Conforme anúncio feito pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) em junho, a de Marina, por exemplo, não terá disputa em 2028, ao contrário da de Eduardo. Ao todo, serão oito categorias, quatro por gênero, reunindo atletas com deficiências visuais, de membros superiores e inferiores e alcance e potência.



EBC

Queda de helicóptero em São Roque deixa duas pessoas feridas


Duas pessoas ficaram feridas após um helicóptero cair na cidade de São Roque, no interior paulista. Uma das vítimas, informou o Corpo de Bombeiros, foi socorrida com ferimentos na mão. A segunda pessoa não teve ferimentos graves.

Segundo informações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, a aeronave, de matrícula PS-VNT caiu em um lago na região do Jardim Conceição.

As causas do acidente serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Procurada pela Agência Brasil, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV), órgão regional do Cenipa, já foram acionados para investigar o caso.

Rede Voa

Em nota, o Centro de Controle Operacional da Rede VOA informa que registrou a decolagem do helicóptero prefixo PS-VNT, neste domingo (26), do Aeroporto de Jundiaí, às 12h05, com destino a São Roque.

Por volta das 15h30 foi confirmada a queda da aeronave em um lago na região de São Roque. Havia duas pessoas a bordo, que foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros, com o apoio do helicóptero Águia da Polícia Militar de Sorocaba, apenas com ferimentos leves.



EBC

Calçadão em SP homenageia personalidades que lutaram pela democracia


No centro da capital paulista, atrás da Câmara Municipal de São Paulo e próximo ao Terminal Bandeira, está instalada a Praça Memorial Vladimir Herzog, um monumento para lembrar o legado do jornalista que foi assassinado pela ditadura militar e de tantos outros que lutaram – ou continuam lutando – pela democracia no Brasil.

Para destacar essa luta permanente, o local passou a contar agora com o Calçadão da Resistência, uma iniciativa do Coletivo Cultural Associação de Amigos da Praça Memorial Vladimir Herzog. A obra consiste em um conjunto de tijolos intertravados nos quais foram escritos os nomes de jornalistas e de outras personalidades já contempladas com o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que existe desde 1979.

Na manhã de hoje (26), uma cerimônia marcou o início da instalação desses tijolos, com uma homenagem a 51 pessoas que já venceram o prêmio na categoria especial.

Entre os homenageados estão nomes como Tim Lopes, Sueli Carneiro, Mino Carta, Caco Barcellos, Luiz Gama, dom Paulo Evaristo Arns, Perseu Abramo, Dom Phillips, Rubens Paiva, Ziraldo e os trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que, em 2022, receberam o Prêmio Especial Vladimir Herzog de Contribuição ao Jornalismo pela resistência na defesa da comunicação pública no Brasil.


São Paulo (SP), 26/10/2025 - Ivo Herzog participa de inauguração do “Calçadão do Reconhecimento“, A  Praça Memorial Vladimir Herzog recebe a instalação dos primeiros 51 tijolos com os nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A ação marca a primeira etapa do Calçadão do Reconhecimento, obra que conclui o projeto original da Praça Memorial Vladimir Herzog, concebido por Elifas Andreato e anunciado por Clarice Herzog em 2011, durante a renomeação do espaço. Ao todo, 1.625 nomes de ganhadores do Prêmio, de 1979 a 2025, farão parte do Calçadão. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Filho do jornalista Vladimir Herzog, Ivo Herzog participa da inauguração do Calçadão do Reconhecimento, com a instalação dos primeiros 51 tijolos com os nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“Uma das ações mais importantes – e que manteve viva a memória do meu pai – é o prêmio de jornalismo Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que premia aqueles jornalistas que fizeram matérias denunciando violações de direitos humanos ou agressões contra seus cidadãos ou contra a sociedade. São mais de 1500 jornalistas que já foram premiados ao longo desses 47 anos”, destacou Ivo Herzog, filho de Vladimir e presidente do Conselho Consultivo do Instituto Vladimir Herzog.

Ao todo serão instalados tijolos com os nomes de 1.625 pessoas que já receberam o prêmio.

“O Aldir Blanc não falava à respeito do Almirante Negro que tem por monumento as ‘pedras pisadas no cais’? Pois os grandes jornalistas, os que ganham o Prêmio Vladimir Herzog a partir de agora, terão esse monumento, esses tijolos que mostram onde está o melhor do jornalismo”, explicou o jornalista Sérgio Gomes, diretor da Oboré Projetos Especiais em Comunicações e Artes.

“Hoje estamos cumprindo a primeira etapa, que são para aqueles que ganharam o prêmio especial pelo conjunto da obra”.

Primeiro tijolo

O primeiro desses tijolos – e que já havia sido instalado no Calçadão da Resistência – traz o nome do jornalista Mouzar Benedito, vencedor da primeira edição do prêmio na antiga categoria Jornal.


São Paulo (SP), 26/10/2025 - Mouzar Benedito o primeiro ganhador do Prêmio Herzog, participa de inauguração do “Calçadão do Reconhecimento“, A  Praça Memorial Vladimir Herzog recebe a instalação dos primeiros 51 tijolos com os nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A ação marca a primeira etapa do Calçadão do Reconhecimento, obra que conclui o projeto original da Praça Memorial Vladimir Herzog, concebido por Elifas Andreato e anunciado por Clarice Herzog em 2011, durante a renomeação do espaço. Ao todo, 1.625 nomes de ganhadores do Prêmio, de 1979 a 2025, farão parte do Calçadão. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O jornalista Mouzar Benedito foi o vencedor da primeira edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na antiga categoria Jornal. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Presente ao ato deste domingo, Mouzar Benedito relembrou à reportagem da Agência Brasil dos tempos em que utilizava o pseudônimo de Rezende Valadares Netto e de quando foi preso pela ditadura militar.

“Eu fui fazer jornalismo, mas eu já era formado em geografia e tinha passado dois anos fugindo para o interior de São Paulo, antes de voltar para a capital para continuar militando contra a ditadura, não pela luta armada, mas pelos jornais alternativos. Eu entrei na Faculdade de Jornalismo da Cásper Líbero para poder ter uma outra profissão e que pudesse me ajudar a militar contra a ditadura, pacificamente. Na época, havia muita diferença [para os dias de hoje]: a gente tinha um sonho de mudar o mundo. Um sonho meio quixotesco, mas a gente tinha. E conseguimos mudar algumas coisas”, afirmou.

Nos dias de hoje, no entanto, ele segue um pouco mais pessimista com relação ao futuro, embora continue reconhecendo a importância de sua profissão.

“A imprensa é essencial para a democracia, não tenha dúvida. A gente achava que não teríamos mais esse risco [de precisar lutar pela democracia]. Mas no processo de cassação da [ex-presidente da Republica] Dilma Rousseff teve uma grande manifestação no Largo da Batata [na capital paulista] e eu fui lá e encontrei todos os meus colegas da manifestação de 1968, quando a gente apanhava da polícia. E agora teve repressão também, com bombas de gás lacrimogêneo. Quem diria que nós, beirando os 70 anos, teríamos que correr de polícia de novo?”, comentou.

“Naquela época a gente tinha uma militância muito forte, a gente tinha esperança que, acabando com a ditadura, ia ficar tudo muito melhor e que a democracia não ia correr risco nunca mais. Mas hoje em dia não existe tanta esperança assim, eu não vejo tanta esperança das pessoas, tenho medo. Medo do futuro”, completou.

Apesar disso, diz ele, é preciso continuar resistindo.

Trabalhadores da EBC
 


São Paulo (SP), 26/10/2025 - Inauguração do “Calçadão do Reconhecimento“, A  Praça Memorial Vladimir Herzog recebe a instalação dos primeiros 51 tijolos com os nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A ação marca a primeira etapa do Calçadão do Reconhecimento, obra que conclui o projeto original da Praça Memorial Vladimir Herzog, concebido por Elifas Andreato e anunciado por Clarice Herzog em 2011, durante a renomeação do espaço. Ao todo, 1.625 nomes de ganhadores do Prêmio, de 1979 a 2025, farão parte do Calçadão. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Em 2022, os trabalhadores da EBC foram contemplados com o Prêmio Especial Vladimir Herzog de Contribuição ao Jornalismo, um reconhecimento pela resistência na defesa da comunicação pública no Brasil. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Em 2022, os trabalhadores da EBC foram contemplados com o Prêmio Especial Vladimir Herzog de Contribuição ao Jornalismo, um reconhecimento da atuação desses profissionais no enfrentamento e na resistência à censura, ao governismo e à perseguição disseminadas na empresa durante o governo de Jair Bolsonaro.

Para o presidente da EBC, Andre Basbaum, que se define como um amante da democracia, esse reconhecimento aos trabalhadores da empresa com a marcação em um tijolo do Calçadão da Resistência é importantíssimo, principalmente, por ocorrer em um espaço simbólico e de memória.

“Essa praça é um lugar simbólico, que fala da memória do país e de uma memória dolorida, porque quando a gente fala do Vladimir Herzog, a gente tem que lembrar desse assassinato brutal pelo terrorismo do Estado durante a ditadura militar. E o fato de a gente ter aqui a nossa placa, destacando os trabalhadores da EBC, mostra o compromisso das empregadas e dos empregados da empresa com a democracia, com o país, com o serviço público, com a comunicação pública, com o jornalismo profissional e com a qualidade da informação”, destacou.

Após completar 18 anos de existência neste mês de outubro e de ter resistido a tentativas de censura e de fechamento, a EBC trilha agora o caminho da reconstrução, afirmou Basbaum.

“Nos dois anos de governo [Michel] Temer e quatro anos de governo Bolsonaro houve, de fato, uma tentativa de desmonte da empresa. Ela entrou inclusive para lista de privatização e, desde que o presidente Lula assumiu, tudo isso mudou. Ela foi retirada da lista de privatização”.

“Acho que agora a gente está em um novo momento. Acabamos de completar 18 anos, chegamos à maior idade, então acho que esse é um passo grande para a gente pensar o futuro. Vamos fazer um seminário agora em Brasília, na UnB [Universidade de Brasília], com a presença do Eugênio Bucci, da Helena Chagas, da Tereza Cruvinel, do Ricardo Melo e do Hélio Doyle, que são pessoas que fazem parte da história da EBC e da história do jornalismo brasileiro, para a gente debater a comunicação pública e para a gente pensar em um outro Fórum Nacional de Comunicação Pública. Estamos muito animados para fazer esse projeto ficar cada vez maior”, completou. 

Jornalismo e democracia
 


São Paulo (SP), 26/10/2025 - Inauguração do “Calçadão do Reconhecimento“, A  Praça Memorial Vladimir Herzog recebe a instalação dos primeiros 51 tijolos com os nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A ação marca a primeira etapa do Calçadão do Reconhecimento, obra que conclui o projeto original da Praça Memorial Vladimir Herzog, concebido por Elifas Andreato e anunciado por Clarice Herzog em 2011, durante a renomeação do espaço. Ao todo, 1.625 nomes de ganhadores do Prêmio, de 1979 a 2025, farão parte do Calçadão. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Praça Memorial Vladimir Herzog recebe a instalação dos primeiros 51 tijolos com os nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A ação marca a primeira etapa do Calçadão do Reconhecimento, obra que conclui o projeto original concebido por Elifas Andreato e anunciado por Clarice Herzog em 2011, durante a renomeação do espaço. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Inaugurada em 2013, a Praça Memorial é um espaço público, mas também um lugar de memória que relembra o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, no dia 25 de outubro de 1975. Ele foi morto sob tortura, nas dependências do Departamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), durante a ditadura militar.

Passados 50 anos da morte de seu pai, Ivo Herzog destaca que o jornalismo continua sendo um importante instrumento para a democracia.

“O Estado Democrático de Direito prevê o Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, mas também um quarto poder, que é a imprensa, que é o poder que fiscaliza os outros três poderes e que comunica para a sociedade as ações positivas, mas também as negativas do governo eleito democraticamente. É o poder da imprensa que nos possibilita, a cada ciclo eleitoral, ajudar a escolher quem vai nos representar, a conhecer a história daqueles candidatos e, a partir desse conhecimento, nos ajuda a buscar aquele candidato que tem um pensamento mais em linha do que cada indivíduo pensa ser o caminho para uma sociedade melhor”, destacou.

Para Sérgio Gomes, sem o jornalismo, não seria possível existir democracia no país. “É só imaginar uma grande enchente, que alaga um bairro, com milhares de pessoas embaixo d’água. Qual é a primeira coisa que temos que levar para elas? É comida, remédio, roupa? Não, isso é um paradoxo, mas precisamos levar água potável. E é a mesma coisa com a informação: excesso de informação é nenhuma informação. Há necessidade de uma profissão, chamada de jornalista profissional, que é capaz, com critérios técnicos e éticos, de verificar o que é ou não importante, para que as pessoas tenham um quadro de referência. Sem jornalismo profissional, não há democracia”, ressaltou.

Essa democracia, destacou o presidente da EBC, tem que ser um exercício diário. “A gente tem que se perguntar todo dia, toda semana, todo ano: ‘o que eu fiz hoje pela democracia?’ Isso parece vago, mas não é. Fazer pela democracia é ouvir o outro, é respeitar os direitos, lutar por direitos, é entender que se vive numa sociedade e que o bem coletivo é maior do que o interesse individual, que existem regras que precisam ser respeitadas, que existe uma verdade factual, que existe um país, um povo, uma nação, uma história que precisam ser preservadas e respeitadas”, destacou o jornalista. 

“O hábito da democracia tem que estar no nosso dia a dia. O Herzog é um símbolo disso, e a EBC é fruto disso, um lugar estratégico pra gente pensar e lutar pela democracia, pela defesa da democracia”, afirmou Basbaum. 

>> Confira os nomes inscritos nos tijolos do calçadão:

Mouzar Benedito

Abdias Nascimento

Alberto Dines

Alex Silveira

Audálio Dantas

Bernardo Kucinski

Caco Barcellos

Cláudio Abramo

D. Angélico Bernardino

D. Paulo Evaristo Arns

Daniel Herz

David de Moraes

Dom Phillips

Dorrit Harazim

Dráuzio Varella

Eduardo Galeano

Elaíze Farias

Elifas Andreato

Élio Gaspari

Fernando Morais

Flávia Oliveira

Gizele Martins

Glenn Greenwald

Glória Maria

Henfil

Hermínio Sacchetta

José Marques de Melo

Kátia Brasil

Laerte

Lourenço Diaféria

Lúcio Flávio Pinto

Luiz Gama

Marco Antônio Coelho

Mauro Santayana

Mino Carta

Neusa Maria Pereira

Patrícia Campos Mello

Perseu Abramo

Raimundo Pereira

Rede Wayuri

Ricardo Kotscho

Rose Nogueira

Rubens Paiva

Sandra Passarinho

Sônia Bridi

Sueli Carneiro

Tim Lopes

Trabalhadores da EBC

Zé Hamiltom Ribeiro

Ziraldo

Zuenir Ventura



EBC

Botafogo fica duas vezes à frente, mas cede empate ao Santos no Rio


O Botafogo ficou duas vezes à frente, mas não sustentou a vantagem e ficou no empate por 2 a 2 com o Santos, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. A igualdade deste domingo (26) entre os dois alvinegros, no Estádio Nilton Santos, foi transmitido ao vivo pela Rádio Nacional.

O Glorioso foi a 47 pontos, na sexta posição, a última dentro da zona de classificação à Libertadores (o chamado G-6). O Peixe, com 32 pontos, segue no 16º lugar como último time fora de outra zona, a de rebaixamento à Série B, que engloba as quatro piores campanhas da competição (o Z-4). O Alvinegro Praiano tem um ponto a mais que o Vitória, 17º colocado.

Vinte e dois segundos. Foi o que o Botafogo precisou para abrir o placar no Rio de Janeiro. Na sequência de uma bola roubada pelo volante Danilo na defesa, Jeffinho avançou pela esquerda e lançou o também atacante Joaquín Correa. Ele recebeu às costas do zagueiro Adonis Frías e finalizou na saída do goleiro Gabriel Brazão, marcando o gol mais rápido do Brasileirão, superando o anotado pelo Atlético-MG diante do Ceará, no último sábado (25).

O Santos chegou ao empate aos 25 minutos. Após cruzamento de Igor Vinícius pela direita, o também lateral Souza, na pequena área, antecipou-se ao volante Newton e mandou para a rede. O Glorioso, porém, retomou a vantagem aos 38. Em novo ataque pela esquerda, Correa tabelou com Jeffinho e acertou o ângulo de Brazão.

O Botafogo voltou do intervalo pressionando, mas parou em defesas de Brazão e acabou sofrendo o empate. Aos 22 minutos, Souza foi derrubado pelo lateral Vitinho na área. A penalidade foi marcada e o atacante Álvaro Barreal, na cobrança, deixou tudo igual. O duelo ficou equilibrado e movimentado após a nova igualdade, mas o placar não se alterou mais.

Em outro jogo deste domingo à tarde, o Grêmio venceu o Juventude na Arena, em Porto Alegre, por 3 a 1. O atacante Carlos Vinícius fez os três gols do Tricolor e o lateral Igor Formiga descontou para o Alviverde. O Imortal foi a 39 pontos, assumindo o 11º lugar. A equipe da Serra Gaúcha, com 26 pontos, está na 19ª posição, na zona de rebaixamento, a seis pontos do Santos.



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