Cerca de 300 iniciativas lançadas em COPs já foram descontinuadas


Em uma iniciativa inédita, a presidência brasileira da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) mapeou um total de 722 iniciativas aprovadas nas edições anteriores, desde a COP21, em Paris, há 10 anos, e descobriu que 299 delas foram extintas ou descontinuadas. Outros 423 projetos continuam ativos e responderam ao chamado do Brasil de contribuir com a formatação da nova Agenda de Ação e mobilizar ações climáticas voluntárias da sociedade civil, empresas, investidores e entes subnacionais, como estados e cidades.

“A gente sempre soube que muitas dessas iniciativas não estavam mais ativas, mas acho que a gente está agora tentando tangibilizar isso, trazer transparência”, revela Bruna Cerqueira, coordenadora-geral da Agenda de Ação da Presidência da COP30.

O balanço foi apresentado à imprensa nesta terça-feira (14), em Brasília, em meio às reuniões da Pré-COP, evento preparatório para a conferência que ocorrerá daqui a menos de um mês, em Belém. A Pré-COP não prevê acordos formais ou anúncios de novas metas, mas facilita a construção de entendimentos prévios para as duras negociações que seguirão na inédita COP da Amazônia.

Para dar sequência aos três principais objetivos da COP30, que incluem, por exemplo, o de acelerar a implementação das ações climáticas e do Acordo de Paris (limitar o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais), o governo brasileiro formou grupos de trabalho com representantes de projetos anteriores, dessa vez em torno de cada um dos 30 objetivos chave que fazem parte da Agenda de Ação, lançada em junho. 

Normalmente, as agendas de ação nas COPs não têm relação direta com os termos diretamente negociados entre os países, mas a presidência brasileira mudou a estratégia e criou uma estrutura que traduz em eixos e objetivos justamente as metas previstas no Balanço Global.

O Balanço Global é a ferramenta que, em ciclos de cinco anos, avalia o progresso na implementação de seus objetivos e orienta um plano de ação mundial.

O reporte de resultados dessas iniciativas lançadas em COPs são normalmente registrados na plataforma oficial de transparência da Conferência do Clima, que se chama Nazca, e foi criada ainda na COP14, no Peru, como estratégia de ação climática para envolver atores não governamentais nas discussões sobre as mudanças climáticas. Porém, poucos retornos vinham sendo feitos ao longo dos anos, até o impulso dado pela presidência brasileira este ano.

“O ciclo de reporte acabou de terminar e a gente conseguiu um aumento de quatro vezes no número de iniciativas que responderam para a plataforma. E a gente também pediu para elas reportarem não só informações qualitativas, mas esse ano começar a reportar indicadores, que também vai ser uma coisa legal que a gente vai conseguir publicar antes da COP. Nós também pedimos ajuda dessas iniciativas para montar um celeiro de soluções”, explica Bruna Cerqueira.

Segundo ela, ao menos 137 iniciativas apresentaram balanço atualizado das ações em curso. “A gente não está construindo nada novo, mas pediu que as iniciativas nos dessem os cases delas, em diferentes geografias, [sobre] as soluções que estão funcionando”, observa.

Para o empresário Dan Ioschpe, designado Campeão de Alto Nível da COP30, o novo modelo de Agenda de Ação proposto pelo Brasil nesta COP, que conecta diretamente as iniciativas da agenda às metas do Balanço Global Acordo de Paris, vai fazer com que os setores empresariais consigam alinhar de forma mais eficiente seus projetos.

“Nós estamos buscando seguir o caminho de chegar na ponta. Então, por exemplo, combustível sustentável da aviação, como que a gente faz com que isso aconteça com a maior rapidez possível, com a maior escala possível, juntando suprimento, demanda, financiamento”, argumenta. “Usando o ciclo anual da COP, a gente pode influenciar”, acrescenta.

O papel dos Campeões Climáticos de Alto Nível foi estabelecido na COP21, em Paris. Cada Presidência de COP aponta uma pessoa que atua em dupla com o Campeão ou Campeã anterior, mobilizando ações voluntárias dos atores que não negociam acordos, mas que são essenciais para colocá-los em prática. 



EBC

Um terço dos casos de violência política no RJ tem motivação de ódio


Um em cada três casos de violência política na região metropolitana do Rio de Janeiro tem motivação de ódio, ou seja, envolve questões como racismo, misoginia, homofobia e transfobia. A constatação está em um estudo  da organização da sociedade civil Observatório das Favelas, divulgado nesta terça-feira (14).

O levantamento aponta que de janeiro de 2022 a junho de 2025 houve no Grande Rio 267 casos de violência política, sendo 89 com motivação de ódio.

De acordo com o pesquisador Leandro Marinho, um dos autores da pesquisa, ao longo dos últimos anos, a política tem dado vazão para uma série de ódios que vêm sendo perpetrados e transformados em atos de violência política, “muito em função da ascensão da extrema direita no país”.

O estudo mostra ainda que, de 2022 para 2024, dobrou o número de ataques contra pessoas negras, passando de 17 para 30 casos.

“[O dado mostra um] padrão que é estrutural, histórico e recorrente de exclusão e silenciamento de lideranças políticas negras”, ressalta Marinho. Ele faz relação ainda com o aumento da presença de negros na política.

“Há uma relação entre o aumento de candidaturas negras e a maior vulnerabilidade dessas candidaturas”, pontua o pesquisador, que lembra o fato de as duas últimas eleições, 2024 e 2022, terem tido mais candidatos negros que brancos. Em 2024, 52,7% dos candidatos eram negros, segundo a Justiça Eleitoral. 

De 2022 para 2024, a violência política contra brancos passou de 33 para 30 casos.

Agressão verbal 

Os pesquisadores consideraram também como violência política a repressão a manifestações contra operações policiais. Entre os 267 casos de janeiro de 2022 a junho de 2025, os mais frequentes foram:

– agressão verbal: 15% dos registros

– repressão policial a manifestação política: 13%

– atentado contra a vida (não resultou em morte): 12%

– execução: 12%

– ameaça: 10%

– agressão física: 9%

– ameaça de morte: 8%

– ataque a manifestação política: 4%

– outros: 16%

Em 30% dos casos, o meio utilizado foi arma de fogo. Nesse período de três anos e meio aconteceram 33 atentados contra a vida e 31 execuções.

Agressores

Ao se debruçar sobre os dados relativos aos agressores dos casos de violência política, o Observatório das Favelas identificou que, entre os principais responsáveis estão:

– políticos: 59 registros

– policiais: 58

– grupos armados: 29

Dentre os atos cometidos por políticos, os mais comuns foram:

– agressão verbal: 19

– agressão física: 12

– ameaça: 9

Já nos cometidos por policiais, 44 dos 58 registros envolveram manifestação política:

– repressão a manifestação política: 35

– ataque a manifestação: 5

– prisão arbitrária na manifestação: 4

“É um dado que, sem dúvida, indica o quanto as instituições policiais são pouco afeitas à democracia, pouco preparadas para lidar com manifestações democráticas”, avalia o pesquisador Leandro Marinho.

Agência Brasil pediu comentários à Secretaria de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro, mas a pasta respondeu que não comenta sobre os dados, “uma vez que não tem conhecimento sobre a metodologia utilizada para sua coleta”.

Período eleitoral

O estudo do Observatório das Favelas nota que há acirramento dos registros de violência política em período eleitoral, classificado pelos pesquisadores de junho a outubro dos anos em que há eleição.

Especificamente sobre a Baixada Fluminense – região que concentra municípios como Nova Iguaçu, Japeri, Queimados e Duque de Caxias – os pesquisadores têm dados desde 2015. Na região, foi possível identificar 65 execuções no período.

Fora do período eleitoral, há uma morte a cada 75,6 dias. Dentro do período eleitoral, ocorre um assassinato político a cada 22,5 dias. “À medida que as eleições se aproximam, o ritmo dos assassinados mais que triplicam”, frisa o documento.

Pesquisa

Para fazer o levantamento, os pesquisadores lançaram mão de casos noticiados pela imprensa. A pesquisa considerou violência política não só a cometida contra políticos eleitos e candidatos, mas também contra militantes, cabos eleitorais e lideranças comunitárias.

Os dados foram coletados na região metropolitana da capital fluminense ─ o que inclui a Baixada Fluminense, região com histórico de violência política ─ e a Baía de Ilha Grande, no litoral Sul do Rio de Janeiro, região que, de acordo com os pesquisadores, recebe influência da atividade de milícias.

O levantamento foi feito em parceria com o Laboratório de Estudos sobre Política e Violência (LEPOV) da UFF e o Laboratório de Análise da Violência (LAV) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Sinal de alerta

O pesquisador João Trajano, coautor do estudo, pondera que “não dá para comparar, em termos de ofensividade, um homicídio, um atentado contra a vida e uma ofensa”. Mas, para ele, o estudo aponta um “sinal de alerta para a saúde e para o avanço da nossa democracia”, notadamente na política “miúda, do chão”, ou seja, mais longe da macro política, como no Congresso Nacional.

“Quando a gente junta todas essas dinâmicas e todas essas práticas, a gente percebe que existe uma lógica de atuação política totalmente contrária aos padrões liberais competitivos da política democrática”.

Rigor das instituições

O pesquisador do Observatório e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) André Rodrigues diz acreditar que um dos caminhos para diminuição da violência política no estado do Rio passa por mais rigor da Justiça Eleitoral na apuração de envolvimentos criminais de candidatos no âmbito da política municipal.

“Muitos cientistas políticos falam que as nossas instituições são fortes. De fato, do ponto de vista federal e alguns estados, sim. Mas quando a gente olha para a política local, elas são muito frágeis e muito contaminadas por essas lógicas, que ainda tem áreas de coronelismo, de clientelismo, de mandonismo”, avalia.

Rodrigues pede ainda ampliação do rigor para candidaturas de agentes de segurança pública. Ele nota que, atualmente, basta se licenciar que o agente pode disputar eleição e voltar ao cargo, se não for eleito.

“Uma quarentena para que o agente entre na política municipal, porque ele é um agente armado”, recomenda. “E o impedimento de que ele utilize o nome da sua atuação pública, seu cargo ou patente na urna para que esse capital de ser um agente armado do estado não seja convertido em capital político”, completa.



EBC

Operação prende seis pessoas por adulteração de bebidas em São Paulo


A Polícia Civil de São Paulo prendeu na manhã desta terça-feira (14) seis pessoas por participarem de uma rede criminosa que adulterava e falsificava bebidas alcoólicas em várias cidades do estado. Um deles foi preso por porte ilegal de armas, além da falsificação. 

Durante a Operação Poison Source (fonte do veneno) foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão na capital paulista e nas cidades de Santo André, Poá, São José dos Campos, Santos, Guarujá, Presidente Prudente e Araraquara.

Segundo a delegada Leslie Caran Petrus, coordenadora da operação, as investigações iniciaram a partir de um flagrante que ocorreu há cerca de dez dias. Na ocasião, um dos maiores fornecedores de insumos e bebidas falsificados do Brasil foi detido. 

“Ele vendia garrafas com rótulos, tampinhas intactas e lacres, praticamente impossível de identificar a falsificação. Depois, descobrimos quem adquiriu esses produtos e estamos indo atrás deles hoje”, explicou a policial.

A delegada explicou que os presos atuavam de forma associada, sabendo da falsificação. 

“Todos têm plena consciência de que falsificam a bebida e vendem por um valor bem abaixo do custo. Em alguns casos, eles adquirem as garrafas, os selos, os lacres falsificados da bebida e envasam com bebida de menor qualidade”. 

Segundo ela, foram encontrados diversos pagamentos, conversas e envios dos insumos. Além disso, há indícios de que havia distribuição para outros seis estados.

Bebidas adulteradas

O delegado-geral de Polícia de São Paulo, Arthur Dian, disse que desses 20 locais, 13 tinham bebidas supostamente adulteradas. Segundo ele, em alguns desses locais já foram feitos testes preliminares e nos restantes os testes ainda serão feitos.

“Essa é mais uma operação que ocorreu diante das tantas que já fizemos. Foram mais de 12 estabelecimentos interditados e mais de 30 pessoas presas após os casos de intoxicação por metanol”, ressaltou.

A Operação faz parte das ações do gabinete de crise do Governo de São Paulo para combater casos de intoxicação por metanol e é coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da 1ª Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos da Divecar e com apoio da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe).



EBC

Ancelotti pede resiliência mental após derrota do Brasil para o Japão


O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, pediu aos seus jogadores que desenvolvam maior resiliência mental após a derrota por 3 a 2 para o Japão, em Tóquio, nesta terça-feira (14), a primeira derrota do Brasil para a equipe asiática.

O italiano enfatizou a necessidade de aprender com os erros que levaram os anfitriões a uma impressionante recuperação no segundo tempo, enquanto prepara sua equipe para a Copa do Mundo do ano que vem na América do Norte.

Ancelotti, que assumiu o cargo em maio após a campanha inconsistente do Brasil nas eliminatórias para a Copa do Mundo, tem se concentrado na formação de uma equipe adaptável e mentalmente robusta.

Apesar de mostrar sinais de progresso nas últimas partidas, a derrota de terça-feira (14) destacou áreas que precisam ser melhoradas e colocou em questão a decisão do técnico de escalar uma equipe com muitas mudanças em relação à vitória de 5 a 0 sobre a Coreia do Sul na sexta-feira (10).

“Não, não está tudo bem. Quando a equipe perde, ficamos chateados, o que é normal. Todo mundo fica chateado. Eu não gosto de perder, e os jogadores também não. Temos de aprender com essa derrota, como sempre fazemos no futebol”, disse Ancelotti em entrevista coletiva.


Soccer Football - International Friendly - Japan v Brazil - Tokyo Stadium, Tokyo, Japan - October 14, 2025 Japan players celebrate after the match Reuters/Kim Kyung-Hoon/Proibida reprodução

Seleção brasileiíra abre vantagem de 2 a 0 no primeiro tempo, mas leva virada com três gols em 20 minutos da etapa final – Reuters/Kim Kyung-Hoon/Proibida reprodução

“Até o erro de [Fabrício] Bruno no primeiro gol, o jogo estava bem controlado. Depois disso, a equipe desmoronou mentalmente. Esse foi o maior erro da equipe”, afirmou ele. “Não acho que o segundo tempo tenha sido ruim no geral, mas o erro teve um impacto muito grande sobre os jogadores.”

Quando perguntado se tais erros poderiam influenciar na convocação da equipe para a Copa do Mundo, Ancelotti descartou a ideia e, em vez disso, concentrou-se na resposta coletiva da equipe.

“Erros individuais não afetam a presença de um jogador na equipe. O que temos de avaliar é a reação da equipe após o primeiro erro, que não foi bom porque perdemos um pouco do nosso equilíbrio em campo, nosso pensamento positivo. É uma boa lição para o futuro”, disse o técnico.

Os próximos jogos do Brasil são amistosos contra Senegal e Tunísia em novembro, a serem disputados na Inglaterra e na França, respectivamente.

“Esta e a próxima pausa internacional são períodos de testes, e continuaremos testando em novembro”, declarou Ancelotti. “A equipe jogou muito bem contra a Coreia, bem no primeiro tempo hoje, e muito mal no segundo tempo.”

“Na Copa do Mundo, temos de encontrar um equilíbrio. Temos de aprender com nossos erros. Foi uma boa lição esta noite. Acho que precisamos encontrar equilíbrio no que fazemos. É um processo…”

* É proibida a reprodução deste conteúdo. 



EBC

Maioria de inscrições na Prova Nacional Docente é na área de pedagogia


A primeira edição da Prova Nacional Docente (PND) superou a casa de um milhão de inscritos. O exame, que vai ocorrer no próximo dia 26, tem o objetivo de auxiliar estados e municípios a selecionarem professores para as suas redes de ensino.

Segundo o Ministério da Educação ao todo foram confirmadas 1.086.914 inscrições, sendo a maioria (51,58%) na da área de pedagogia, com 560.576 inscritos.

Em segundo lugar entre os inscritos, estão os candidatos para área de letras – português, com 73.187 inscrições, seguida por matemática (72.530) e educação física (65.911).

Apelidado de Enem dos Professores ou CNU dos Professores, o exame vai avaliar 17 áreas da licenciatura: artes visuais; ciências biológicas; ciências sociais; computação; educação física; filosofia; física; geografia; história; letras (inglês); letras (português); letras (português e espanhol); letras (português e inglês); matemática; música; pedagogia e química.

Dois públicos

A PND não é um concurso público. O exame é voltado aos alunos que estão concluindo cursos de licenciatura em 2025, devidamente inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas pelas próprias instituições de ensino superior (IES) onde estudam.

Para este público, a participação no Enade é uma condição para concluir a graduação. O objetivo do MEC é avaliar os cursos que formam professores para a educação básica, em todo o país.

Também se inscreveram na PND pessoas já formadas em cursos de licenciatura com interesse em participar de concursos ou processos seletivos das redes públicas de ensino de todos os entes federativos (União, estados, municípios e Distrito Federal) que aderiram ao exame nacional.

No total, 1.508 municípios de 22 estados adotarão o resultado da prova como etapa de admissão ao magistério público. 

Estados e municípios

Segundo o MEC, o estado com maior número de inscritos confirmados é São Paulo, seguido de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Confira o número de inscritos por estado:

  1. São Paulo: 253.895
  2. Minas Gerais: 97.113
  3. Rio de Janeiro: 72.230
  4. Pará: 66.810
  5. Bahia: 55.320
  6. Ceará: 55.584
  7. Pernambuco: 46.452
  8. Paraná: 39.644
  9. Maranhão: 37.522
  10. Santa Catarina: 33.642
  11. Espírito Santo: 31.280
  12. Rio Grande do Norte: 31.371
  13. Piauí: 28.354
  14. Rio Grande do Sul: 27.042
  15. Mato Grosso do Sul: 25.062
  16. Mato Grosso: 25.366
  17. Goiás: 25.932
  18. Alagoas: 20.250
  19. Paraíba: 19.338
  20. Sergipe: 19.330
  21. Distrito Federal: 18.754
  22. Amazonas: 17.567
  23. Rondônia: 12.565
  24. Tocantins: 7.468
  25. Amapá: 7.436
  26. Acre: 5.988
  27. Roraima: 5.631

Entre os municípios, o número de inscrições confirmadas é liderado pela capital paulista (84.633), seguido pelo município do Rio de Janeiro (28.765). Na terceira posição estão juntas Brasília e as demais cidades do Distrito Federal, com 18.754 inscrições confirmadas.

Prova

A Prova Nacional Docente será composta por duas partes: formação geral e componente específico. A primeira delas incluirá 30 questões objetivas e uma discursiva, elaboradas a partir de temas ligados à formação docente.

Já o componente específico contará com 50 questões de múltipla escolha, voltadas ao conteúdo próprio de cada uma das 17 áreas da licenciatura avaliadas.

No domingo, dia 26 dia, os portões de acesso aos locais de aplicação do exame serão abertos às 12h e fechados às 13h, no horário de Brasília.

A aplicação da prova terá início às 13h30 e término às 19h.

Localidades

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela realização da PND, aplicará a prova em 750 cidades de todos os estados e no Distrito Federal.

Nos próximos dias, o Inep vai disponibilizar o Cartão de Confirmação com o local exato onde cada participante fará a prova. O documento poderá ser acessado pelo Sistema PND, com login do portal Gov.br.

O cartão ainda informará o número de inscrição; a data, a hora da aplicação da prova; a indicação de atendimento especializado ou tratamento pelo nome social, caso tenha sido solicitado e aprovado no momento da inscrição.

Para mais informações sobre a PND, clique aqui e leia o edital. 


arte cnu dos professores

 



EBC

Brasil amarga derrota histórica para o Japão em amistoso em Tóquio


A seleção brasileira masculina de futebol sofreu derrota inédita para o Japão nesta terça-feira (14), em amistoso contra o Japão, em Tóquio, depois da empolgante goleada de 5 x 0 sobre a Coreia do Sul na última sexta (10).

Após começar na frente no lotado Estádio Ajinomoto, com 2 a 0 na etapa inicial – com gols de Paulo Henrique e Gabriel Martinelli – a seleção levou a virada no segundo tempo em apenas 20 minutos, com gols de Minamino, Nakamura e Ueda.A partida faz parte da preparação para a Copa do Mundo de 2026, no Canadá, Estados Unidos e México.

Até então elogiado pelo técnico Carlo Ancelotti, o sistema defensivo brasileiro sofreu dois gols pela primeira vez nos últimos cinco jogos – apenas contra a Bolívia a Amarelinha perdera por 1 a 0 nas Eliminatórias. Os próximos amistosos do Brasil serão contra Senegal e Tunísia, na Europa, na próxima data Fifa em novembro.

Jogo

A Seleção Brasileira precisou de paciência na primeira etapa diante da marcação japonesa bem montada com cinco homens na defesa. A primeira boa chance de gol foi dos adversários, aos 21 minutos: pela direita o camisa 10 se livrou da marcação de Carlos Augusto e tocou para Ueda, que dentro da área, desviou para o gol, mas a bola passou por fora, rente à trave.

Quatro minutos depois do susto, a Amarelinha abriu o placar com o lateral Paulo Henrique que chutou certeiro na saída do goleiro, após passe de primeira de Bruno Guimarães. A partir daí, o Brasil passou a controlar a partida. Aos 31 minutos, Lucas Paquetá de fora da área levantou de cavadinha para Gabriel Martinelli estufar da rede de canhota.

Após o intervalo, o Brasil diminuiu o ritmo e pagou caro: levou três gols nos primeiros 25 minutos. O primeiro deles, aos seis minutos de jogo, após erro individual de Fabrício Bruno na saída de bola, Minamino aproveitou e chutou forte para o fundo da rede.

O empate asiático saiu dez minutos depois: Ito cruzou certeiro na segunda trave e Nakamura chutou forte. Fabrício Bruno ainda tentou cortar, mas a bola acabou entrando sem chance para o goleiro Hugo Souza.

Após o empate, o técnico Carlo Ancelotti fez as primeiras substituições: colocou Rodrygo no ataque no lugar de Vinícius Júnior e o volante Joelinton substituiu Bruno Guimarães. Apesar das mudanças, o Japão seguiu dominando, e virou o placar aos 25 minutos: Ueda cabeceou sozinho, após cobrança de escanteio de Ito.

Atrás no placar, Ancelotti fez mais três substituições: no ataque tirou Luiz Henrique e colocou Estevão, na lateral esquerda entrou Caio Henrique no lugar de Carlos Augusto, e Richarlison assumiu o meio-campo até então com Paquetá.

Mesmo assim, os japoneses seguiram no ataque e por pouco não ampliaram aos 41 minutos, após chute de fora da área de Tanaka, mas Hugo Souza espalmou para fora, cedendo escanteio.

No último suspiro, a seleção quase chegou ao empate aos 45 minutos, com linda bola levantada por Estêvão para Richarlison na pequena área, mas o camisa 9 desviou de cabeça por cima do gol. Final: Japão 3 x 2 Brasil.



EBC

PGR pede condenação de réus do núcleo 4 da trama golpista


O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, pediu nesta terça-feira (14) a condenação dos sete réus do Núcleo 4 da trama golpista que tentou manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder mesmo após a derrota eleitoral. 

Por quase 1 hora, Gonet discorreu sobre a denúncia e afirmou que os acusados desse grupo promoveram uma “guerra informacional” com o objetivo de preparar o terreno para o golpe de Estado. 

“Foram os integrantes deste núcleo, agora em julgamento, que se dedicaram a fabricar e a disseminar narrativas falseadas, no intuito de incutir na população a convicção de que a estrutura democrática estava se voltando, sordidamente, contra o povo”, resumiu Gonet. 

De acordo com Gonet, “tal guerra” teria sido travada a partir de dentro do governo. O PGR disse ainda ter apresentado provas sobre a existência da chamada “Abin paralela”, que teria se valido da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar opositores políticos. 

O objetivo, segundo Gonet, seria também fornecer material a ser trabalhado por disseminadores de notícias falsas, de início com ataques ao sistema eleitoral e, em seguida, com campanhas difamatórias de autoridades. 

Entre os alvos das campanhas difamatórias, segundo Gonet, estiveram os ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica, por terem se recusado a aderir aos planos golpistas. 

O PGR afirmou ainda que em outra frente alguns dos réus produziram um relatório falso, com informações supostamente técnicas, mas inverídicas, a respeito das urnas eletrônicas. 

“Tal relatório foi utilizado para questionar o resultado da corrida presidencial de 2022, em que Bolsonaro saiu derrotado, inflamando a militância bolsonarista”, disse Gonet. 

Réus 

Fazem parte do Núcleo 4: 

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); 
  • Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército); 
  • Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército); 
  • Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército); 
  • Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército); 
  • Marcelo Araújo Bormevet (policial federal) e 
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal). 

Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Em geral, as defesas afirmaram, em alegações finais por escrito, que a PGR não conseguiu individualizar as condutas de cada réu nem apresentou provas cabais dos crimes, sendo o processo composto apenas por indícios e suposições, numa narrativa genérica. 

Sessão

O julgamento do núcleo 4 teve início na manhã desta terça-feira. Após a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes e a manifestação de Gonet, os advogados apresentam as defesas de seus clientes. 

A sessão de julgamento começou pouco depois das 9h e deverá ter um intervalo de almoço, com o retorno à tarde. A previsão é que apenas as manifestações de acusação e defesa ocorram neste primeiro dia.

Foram reservadas mais três sessões para a finalização do julgamento, a serem realizadas nos dias 15, 21 e 22 deste mês, nas quais os ministros da Primeira Turma devem votar sobre a absolvição ou condenação dos réus. 

O colegiado é formado por Alexandre de Moraes, relator do caso, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Núcleos 

O julgamento do golpe de Estado foi dividido pela PGR, com aval do Supremo, em quatro núcleos, agrupados de acordo com seu papel dentro da organização criminosa. 

Como integrante do Núcleo 1, ou “o crucial”, o ex-presidente Jair Bolsonaro já foi condenado pela Primeira Turma do Supremo como líder da organização criminosa. Outras seis pessoas também foram condenadas.

Além do Núcleo 4, serão julgados ainda neste ano os núcleos 2 e 3. O julgamento do Núcleo 3 está marcado para 11 de novembro. O Núcleo 2 será julgado em dezembro. 

“Os réus propagaram sistematicamente notícias falsas sobre o processo eleitoral e realizaram ataques virtuais a instituições e também a autoridades que ameaçavam os interesses da organização criminosa”, denuncia o PGR. 



EBC

Golpe: Moraes inicia julgamento do Núcleo 4 com leitura de relatório


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu início ao julgamento dos réus do Núcleo 4 da trama golpista, com a leitura do relatório da ação penal que apura a tentativa de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder mesmo após ter perdido as eleições, em 2022.

Esse grupo foi apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como o “núcleo de desinformação” e é composto por sete réus, entre militares e civis. 

“Os réus propagaram sistematicamente notícias falsas sobre o processo eleitoral e realizaram ataques virtuais a instituições e também a autoridades que ameaçavam os interesses da organização criminosa”, resumiu Moraes a respeito da denúncia. 

Em seguida, o ministro seguiu apontando os fatos investigados que foram considerados crime pela PGR. 

Segundo a acusação, por exemplo, foi montada uma chamada Abin Paralela, que utilizava a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar adversários do grupo criminoso. 

Outro ponto central da denúncia diz respeito a uma campanha de difamação e ataques virtuais contra os comandantes do Exército e da Aeronáutica em 2022, com o objetivo de pressioná-los a aderir aos planos golpistas. 

Réus

Fazem parte deste núcleo:

  1. Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército);
  2. Ângelo Martins Denicoli (major da reserva do Exército);
  3. Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército);
  4. Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército);
  5. Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército);
  6. Marcelo Araújo Bormevet (policial federal) e
  7. Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal). 

Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Em geral, as defesas afirmaram, em alegações finais por escrito, que a PGR não conseguiu individualizar as condutas de cada réu nem apresentou provas cabais dos crimes, sendo o processo composto apenas por indícios e suposições, numa narrativa genérica. 

Na leitura do relatório, Moraes resumiu os argumentos de cada defesa, mas os advogados dos réus ainda terão a oportunidade de falar durante o julgamento. 

Sessão

Antes das defesas, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, faz sua sustentação oral, reiterando o que considera serem as provas dos crimes imputados. 

A sessão de julgamento começou pouco depois das 9h. A previsão é de que apenas as manifestações de acusação e defesa ocorram neste primeiro dia, embora tudo dependa do ritmo de condução dos trabalhos. 

Foram reservadas mais três sessões para finalizar o julgamento, previstas para os dias 15, 21 e 22 deste mês, nas quais os ministros da Primeira Turma devem votar sobre a absolvição ou condenação dos réus. 

O colegiado é formado pelo relator ministro Alexandre de Moraes, e pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Núcleos 

O julgamento do golpe de Estado foi dividido pela PGR, com aval do Supremo, em diversos núcleos, agrupados de acordo com seu papel dentro da organização criminosa. 

Como integrante do Núcleo 1, ou “crucial”, o próprio Bolsonaro já foi condenado pela Primeira Turma do Supremo como líder da organização criminosa. Outras seis pessoas também foram condenadas.

Além do Núcleo 4, serão julgados ainda neste ano os núcleos 2 e 3. O julgamento do Núcleo 3 está marcado para 11 de novembro. O grupo 2 será julgado em dezembro

 



EBC

Setor de serviços cresce 0,1% em agosto e amplia recorde


O setor de serviços cresceu 0,1% na passagem de julho para agosto, alcançando uma série de sete meses seguidos de alta, na qual acumula expansão de 2,6%. O resultado coloca o segmento – que reúne atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza e tecnologia da informação – no maior patamar já registrado, renovando o recorde que havia sido atingido em julho.

A sequência de sete meses de expansão é a mais longa desde o período compreendido entre fevereiro e setembro de 2022. Na época, o crescimento somou 5,6%.

No acumulado de 12 meses até agosto de 2025, os serviços – setor que mais emprega na economia – apresentam crescimento de 3,1%. Na comparação com agosto do ano passado, houve alta de 2,5%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Os dados de agosto colocam o segmento em um nível 18,7% acima do período pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020).

De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, “a leitura é de um setor de serviços que permanece resiliente, forte, que renova a série histórica”.

Alta em quatro de cinco atividades

Das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE, quatro apresentaram alta na passagem de julho para agosto:

– Serviços prestados às famílias: 1%

– Serviços profissionais e administrativos: 0,4%

– Transportes, armazenagem e correio: 0,2%

– Outros serviços: 0,6

– Serviços de informação e comunicação: 0,5%

A pesquisa do IBGE aponta como principal impacto positivo de agosto os serviços profissionais, administrativos e complementares. A atividade foi puxada por empresas que atuam na área de programas de fidelidade e cartões de desconto, atividades jurídicas e aluguel de máquinas e equipamentos.

No caso dos transportes, segmento responsável pelo segundo maior impacto de alta, a expansão é explicada pelo desempenho do transporte rodoviário coletivo de passageiros, ferroviário de cargas, logística e dutoviário. Parte do protagonismo do transporte é explicado pelo bom momento da agricultura, que demanda transporte da colheita.

O grupo serviços prestados às famílias foi influenciado positivamente por atividades de restaurante, serviços de buffet e hotéis. O segmento outros foi empurrado para cima por serviços financeiros auxiliares.

O gerente da pesquisa aponta que o único grupo que apresentou recuo – informação e comunicação – teve o resultado explicado pela alta base de comparação, que afetou a exibição e distribuição cinematográfica, uma vez que julho foi mês de férias.

No entanto, Lobo destaca que, ao longo do ano, o grupo informação e comunicação é um dos motores que impulsionaram os serviços, comportamento que se repete também no período pós-pandemia.

Índice de atividades turísticas

A Pesquisa Mensal de Serviços traz ainda o índice de atividades turísticas (Iatur), que subiu 0,8% em agosto, na comparação com o mês anterior. Em relação a agosto de 2024, houve alta de 4,6%.

O segmento de turismo está 11,5% acima do patamar pré-pandemia e 2% abaixo do ponto mais alto da série histórica, em dezembro de 2024.

O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são ligadas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens e transporte aéreo de passageiros.

São divulgadas informações de 17 unidades da Federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.



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Rio investiga cinco casos suspeitos de intoxicação por metanol


A Secretaria de Estado de Saúde do Rio (SES-RJ) informou que subiu para cinco o número de casos suspeitos de intoxicação por metanol no estado. Os casos em investigação são dois na cidade de São Pedro da Aldeia, além de Cabo Frio, Niterói e São João de Meriti, cada uma com um caso suspeito. De um total de 18 casos investigados, 13 foram descartados.

De acordo com a secretaria, o Rio de Janeiro registrou, há pouco mais de uma semana, a primeira suspeita de intoxicação por metanol, mas não há casos confirmados da doença no estado.

Com a finalidade de orientar a população, a secretaria vem respondendo as dúvidas mais comuns sobre os cuidados necessários ao ingerir bebida alcoólica.

“O ideal é reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, principalmente as destiladas, até que haja o rastreio das adulterações. Ainda assim, se houver consumo, deve ser com atenção a possíveis sinais de falsificação. E em qualquer sinal de gravidade, a recomendação é buscar atendimento médico o mais rápido possível”.

“Seguimos acompanhando os casos suspeitos e tomando as medidas necessárias para atender os pacientes, diz a secretária estadual de Saúde, Claudia Mello.  “Apesar de termos um sinal de alerta ligado, o cenário ainda é favorável no estado. Nossos médicos estão preparados para atender possíveis intoxicações, mas é importante se informar e aumentar a cautela ao beber”.

Risco

O metanol é um solvente, utilizado em produtos industriais. Ele não é feito para o consumo humano. Quando ingerido, o corpo o transforma em substâncias ainda mais tóxicas, que podem causar danos muito graves , como a cegueira e até a morte.

Adulterações

Qualquer bebida de origem duvidosa ou que não siga as normas de rotulagem e segurança deve ser evitada. A recomendação é consumir apenas produtos devidamente regularizados. Portanto, se consumir, que seja num estabelecimento de confiança, e atenção ao preço. Falsificações tendem a ser mais baratas e além disso podem ter sinais, como impurezas ou corpos estranhos no líquido.

Licores ou misturas caseiras devem ser evitados. São bebidas produzidas sem controle de destilação e podem ter presença residual de metanol.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;

CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);

Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.


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