Mirassol derrota Fluminense e se firma no G4 do Campeonato Brasileiro


O Mirassol derrotou o Fluminense por 2 a 1, na noite desta quarta-feira (8) no Maião, em partida atrasada da 13ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Com este resultado o Leão Caipira chegou aos 46 pontos, na 4ª colocação da classificação.

Em um confronto no qual a transpiração suplantou a inspiração, a equipe da casa aproveitou a desatenção da defesa adversária para abrir o placar aos 35 minutos do primeiro tempo. Aproveitando falha de passe de Samuel Xavier, Alesson puxou contra-ataque rápido pela esquerda e cruzou na área, onde Guilherme bateu de voleio para superar o goleiro Fábio.

O Tricolor das Laranjeiras só conseguiu igualar após o intervalo. Aos 10 minutos, em cobrança de escanteio ensaiada, Renê tocou para Lucho Acosta, que cruzou para o argentino Freytes, que escorou para Martinelli, que, no meio da área, bateu colocado para empatar.

Com a igualdade no marcador, as oportunidades apareceram de lado a lado. Mas o Mirassol mostrou mais poder de decisão para aproveitar duas falhas seguidas de Freytes para marcar o gol da vitória. Carlos Eduardo ficou com a bola e cruzou rasteiro para o meio da área, onde Negueba teve apenas o trabalho de escorar para sacramentar o revés do Fluminense, que fica na 7ª posição com 38 pontos.

Vitória do Galo

Quem também triunfou em casa nesta quarta foi o Atlético-MG, mas em partida adiada da 14ª rodada. Jogando em sua arena, em Belo Horizonte, o Galo bateu o Sport pelo placar de 3 a 1 para chegar aos 32 pontos na 14ª posição. Já o Leão permanece na lanterna da classificação com 16 pontos.

O triunfo da equipe mineira foi construída com gols de Vitor Hugo, Guilherme Arana e Rony, enquanto Derik Lacerda descontou para o time pernambucano.





EBC

Operação apreende bebidas alcoólicas clandestinas na zona norte do Rio


Policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) realizaram nesta quarta-feira (8) a Operação Fraude Zero, para coibir a comercialização de bebidas alcoólicas em depósitos clandestinos. A fiscalização ocorreu no bairro da Água Santa, na zona norte da capital, após denúncia.

O proprietário foi preso em flagrante. A ação contou com apoio de agentes do Instituto de Criminalística Carlos Éboli.

Os agentes constataram que o local não tinha autorização da prefeitura do Rio, nem licença da Vigilância Sanitária para funcionar. As investigações apontaram que os rótulos das bebidas eram “maquiados” para se aproximarem dos originais. O proprietário foi autuado em flagrante por falsificação de selo ou sinal público, falsificação, corrupção ou adulteração de substâncias, ou produtos alimentícios.

Durante a ação, centenas de litros de bebidas destiladas foram apreendidas e encaminhadas para a perícia técnica.

Segundo o secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, no último ano, mais de 300 litros de produtos com indícios de falsificação ou contrabando foram apreendidos em operações realizadas em municípios como Rio das Ostras, Niterói e na zona sul da capital. Entre os itens recolhidos estavam whiskies e cachaças adulteradas, que representam sérios riscos à saúde pública.



EBC

Libertadores Feminina: Corinthians vence Santa Fe e se classifica


O Corinthians derrotou o Santa Fe (Colômbia) pelo placar de 1 a 0, na noite desta quarta-feira (8) no estádio Florencio Sola, em Buenos Aires (Argentina), para garantir a classificação para as quartas de final da Copa Libertadores Feminina como líder do Grupo A da competição continental.

Desta forma, as Brabas do Timão evitaram um encontro com a Ferroviária na próxima fase da Libertadores. O próximo adversário do Corinthians é o Boca Juniors (Argentina), em confronto que será realizado no próximo sábado (11).

Apesar de garantir a vitória com um gol de cabeça de Gabi Zanotti logo aos 11 minutos do primeiro tempo, as Brabas do Timão não tiveram facilidades diante das colombianas, e tiveram que esforçar muito para segurar a vantagem até o apito final.

Quem também segue em frente na Libertadores como líder de sua chave é a Ferroviária. As Guerreiras Grenás conseguiram ficar na primeira posição do Grupo B após ficarem no 0 a 0 com o Boca Juniors nesta quarta no estádio Florencio Sola. Nas quartas de final o time de Araraquara mede forças com o Independiente Dragonas (Equador).





EBC

Venda de veículos automotores sobe 2,9% em setembro


A quantidade de veículos automotores novos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) vendida em setembro de 2025 no país foi de 243,2 mil unidades, 2,9% acima do registrado no mesmo mês do ano passado.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (8), são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A produção de veículos automotores também cresceu, atingiu 243,4 mil unidades em setembro, 5,8% superior ao registrado em setembro de 2024. As exportações totalizaram 52,5 mil unidades, um salto de 26,2% sobre o mesmo mês do ano passado.

Já as importações, chegaram a 42,4 mil unidades, 0,4% abaixo do registrado em setembro de 2024. A participação das vendas dos importados caiu no nono mês do ano: 18,1% em junho; 18,6%, em julho; 17,6% em agosto; e 17,4%, em setembro.

Acumulado do ano

No acumulado do ano, de janeiro a setembro, as vendas de veículos automotores foi de 1,91 milhão de unidades, 2,8% superior ao mesmo período de 2024. A produção teve alta de 6% (1,98 milhão no acumulado de 2025 ante 1,87 milhão no de 2024).

As exportações registraram um salto de 51,6% (430,8 mil em 2025 ante 284,2 mil em 2024) e as importações subiram 10,4% (355,6 mil em 2025 ante 322,1 em 2024). 



EBC

Derrubada de MP é derrota imposta ao povo brasileiro, diz Lula


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou na noite desta quarta-feira (8) a decisão do plenário da Câmara dos Deputados de retirar de pauta a votação da Medida Provisória (MP) 1303/2025, que taxaria rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas e compensaria a revogação de decreto que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A MP precisava ser aprovada até esta quarta-feira (8) para não perder a eficácia. Com a retirada da pauta, o texto caducou.

“A decisão da Câmara de derrubar a medida provisória que corrigia injustiças no sistema tributário não é uma derrota imposta ao governo, mas ao povo brasileiro. Essa medida reduzia distorções ao cobrar a parte justa de quem ganha e lucra mais. Dos mais ricos. Impedir essa correção é votar contra o equilíbrio das contas públicas e contra a justiça tributária”, escreveu o presidente em uma postagem nas redes sociais.

Lula ainda atribuiu o revés sofrido a interesses da oposição e de partidos de centro em inviabilizar a manutenção de programas sociais do governo.

“O que está por trás dessa decisão é a aposta de que o país vai arrecadar menos para limitar as políticas públicas e os programas sociais que beneficiam milhões de brasileiros. É jogar contra o Brasil”.

Considerada essencial para o equilíbrio fiscal de 2026, a MP previa a tributação de fundos de investimento e regras específicas para a tributação de ativos virtuais, operações em bolsa, empréstimos de ativos e investidores estrangeiros. Originalmente, a expectativa era que o texto elevasse a arrecadação do governo em R$ 20,8 bilhões e reduzisse outras despesas em mais de R$ 10 bilhões.

No entanto, para avançar na comissão especial e poder seguir a plenário, o relator da medida, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), chegou a costurar acordos com diferentes bancadas para excluir a tributação de bets e aplicações em Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito de Desenvolvimento (LCD). A versão original da MP previa a taxação da receita bruta das bets regularizadas com alíquota entre 12% e 18%. Já as aplicações de LCI, LCA e LCD teriam alíquota de 5%. Nem assim, a MP prosperou.

Na votação que retirou a MP de pauta, foram 251 votos favoráveis e 193 contrários ao pedido, apresentado pela oposição.

Mais cedo, antes da votação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrou que o Congresso Nacional cumprisse o acordo firmado com o governo federal para aprovação da MP. Haddad disse que o governo manteve diálogo com os parlamentares e que fez concessões. No entanto, os partidos do centrão já vinham se posicionando ostensivamente contra a medida e celebraram a derrubada da MP em plenário.

“Hoje ficou claro que a pequena parcela muito rica do país não admite que seus privilégios sejam tocados. Não querem pagar impostos como a maioria dos cidadãos. E não querem que o governo tenha recursos para investir em políticas para a população. Quem votou na Câmara para derrubar a MP que taxava os super ricos votou contra o país e o povo”, criticou a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência, responsável pela articulação política do governo.



EBC

Certidões de óbito de vítimas da ditadura responsabilizam estado


Familiares de vítimas da ditadura militar no Brasil receberam, nesta quarta-feira (8), certidões de óbito retificadas, responsabilizando o Estado brasileiro pelas mortes. Nos documentos atualizados, constam agora o reconhecimento de “morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática à população, identificada como dissidente política por regime ditatorial instaurado em 1964”.

A entrega das certidões ocorreu durante a 2ª Solenidade de Entrega de Certidões de Óbito Retificadas de pessoas mortas e desaparecidas durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985), promovida pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

Entre os nomes que tiveram os registros corrigidos estão os dos ex-deputados federais Rubens Paiva e Carlos Marighella. Foram entregues certidões a cerca de 60 famílias. Ao todo, o ministério informou que estavam aptas para serem entregues 109 certidões de óbito retificadas, mas nem todas as famílias puderam estar presentes.

A cerimônia, realizada no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), teve a presença de familiares de mortos e desaparecidos, como Vera Paiva, Marcelo Rubens Paiva, Maria Marighella, além de autoridades convidadas, como Adriano Diogo, Eduardo Suplicy e José Dirceu.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, destacou que é preciso compreender o ato de hoje como um marco na institucionalidade democrática brasileira e que todos os brasileiros serão beneficiados. Macaé afirmou que vem fazendo uma luta para que o Estado brasileiro possa regulamentar o crime de desaparecimento forçado.

“O que a gente entende é que tem crimes que não prescreveram, que são crimes continuados. Pessoas desaparecidas políticas no momento da ditadura, esse crime não prescreveu, porque o corpo não foi encontrado. Muitas vezes se sabe que essa pessoa foi retirada da sua casa, mas até hoje a família não tem acesso à verdade sobre o que aconteceu, a gente chama esse crime de crime continuado. É o debate que eu fazia sobre a gente regulamentar o crime de desaparecimento forçado, porque ele não cessa”, disse a ministra.

Segundo ela, apesar da retificação das certidões de óbito, para muitos desses familiares, o crime não cessou, porque os corpos não foram encontrados. 

“Com certeza todo esse processo serve não só para incidir sobre casos que ainda estão ocultos e não foram efetivamente trazida à tona a verdade, mas principalmente eu acho que esse momento da retificação é um processo importante de encontro do Estado brasileiro com elementos que são fundantes para a gente garantir a democracia”, disse.

A entrega das certidões retificadas de mortos e desaparecidos é uma das recomendações da Comissão Nacional da Verdade. A iniciativa também faz parte das ações previstas na Resolução nº 601/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinando a correção dos registros das vítimas mortas e desaparecidas da ditadura militar.

“Quando a gente entrega a retificação das certidões, é um trabalho fruto de muita luta, especialmente dos familiares, serve não só para os casos de violência do Estado no período da ditadura, mas ainda dos resquícios desse período ditatorial que vivem neste momento em que a gente está numa democracia, como, por exemplo, os casos de desaparecidos políticos da chacina de Acari”, lembrou a ministra.

Familiares

Integrante da mesa oficial da solenidade, Vera Paiva recebeu, ao lado do irmão Marcelo, a certidão de óbito retificada de seu pai, o deputado Rubens Paiva. 

“A gente se pergunta: como estariam participando de nossa vida em família? Como estariam aproveitando a maturidade dos seus filhos? Que fotos estaríamos tirando da sua convivência com os netos? Quando as pessoas perdem familiares e amigos, ao mobilizar a memória de entes queridos, frequentemente é assim que afetivamente lembram delas”, disse Vera, que que representa a sociedade civil na Comissão Especial dos Mortos e Desaparecidos, da qual sua mãe, Eunice Paiva, fez parte.

“No caso das pessoas assassinadas por ditaduras, em especial daqueles cujos corpos nunca foram entregues às famílias e amigos, seguimos há décadas também sempre buscando a verdade sobre a morte, mobilizados pela necessidade de justiça e reparação. Reparação que cerimônias como essa acumulam”, disse.

Vera ressaltou que memória e verdade permitem a busca pela justiça, identificando perpetradores desses assassinatos. 

“Perpetradores anistiados de seus crimes na anistia negociada como ampla e geral. Para que nunca mais aconteça: memória, verdade, justiça e reparação. Nesse nosso movimento social que envolve dezenas, milhares de pessoas no Brasil, neste momento, é fundamental resistir a tentativas sem fim de destruição das democracias”, disse.

Segundo Vera, é preciso estabelecer marcos de memória que fortaleçam o exemplo de resistentes para as novas gerações. 

“Exemplo das milhares de Eunices que esses movimentos sociais contemplam e transformando seu luto, que resulta da violência de estado, em verbo, como luta. Assim fazem, não apenas as famílias de desaparecidos políticos, mas as mães de Paraisópolis e Osasco, em São Paulo, e as mães de Acari e Manguinhos, no Rio de Janeiro. Lembrar é resistir.”

Irmã caçula de Alexandre Vannucchi Leme, vítima da ditadura brasileira, Beatriz Vannucchi Leme estava na cerimônia para receber a certidão retificada. 

“É uma coisa que me emociona muito. Meus pais lutaram demais para que a verdade sobre a morte do Alexandre viesse à tona. E receber agora uma certidão constando que ele foi morto, que não foi de morte natural, que foi por responsabilidade do Estado brasileiro na época da ditadura militar – ele foi morto sob tortura – isso é muito importante. É um passo não só para restabelecer a memória do Alexandre, como de todos os outros, 434 famílias precisam disso” disse Beatriz.

Estudante de geologia da USP, Alexandre tinha 22 anos quando foi morto nas dependências do Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), em 17 de março de 1973. Em 2014, a família havia recebido a primeira certidão de óbito retificada, em que constava como causa da morte lesões provocadas por tortura. 

A nova certidão, entregue hoje na solenidade, traz a responsabilização do Estado brasileiro pela morte. Beatriz lembra que a família demorou 10 anos para receber os restos mortais de Alexandre, e que ainda hoje há famílias que não sabem onde estão enterrados seus entes queridos.

“A gente espera agora que o próximo passo seja que os responsáveis pela morte do Alexandre, de tantas vítimas da ditadura, sejam julgados e punidos pelos seus atos, mesmo que muitos já não estejam vivos, mas que a memória deles, na memória desses torturadores, fique registrado os horrores pelos quais eles foram responsáveis”, disse Beatriz.

Primeira entrega

A iniciativa, parceria entre o MDHC, a CEMDP, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Operador Nacional do Registro Civil de Pessoas Naturais, tem o objetivo de garantir registros corretos e resgatar a memória e a verdade sobre as vítimas de graves violações de direitos humanos ocorridas durante o período da ditadura militar no Brasil, em conformidade com a Resolução nº 601/2024 do CNJ.

Em 28 de agosto, o MDHC e a CEMDP realizaram a primeira entrega de certidões de óbito retificadas de vítimas da ditadura militar em um evento na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte (MG). 

Ao todo, 63 certidões estavam aptas e, durante a solenidade, 21 delas foram entregues aos familiares presentes.



EBC

Ancelotti esboça formação da seleção para enfrentar Coreia do Sul


O técnico italiano Carlo Ancelotti começou a esboçar a equipe que enfrenta a Coreia do Sul na próxima sexta-feira (10) em partida amistosa. Em treino realizado nesta quarta-feira (8) no campo anexo do Goyang Stadium, em Seul, o comandante do time canarinho voltou a optar por uma formação muito ofensiva, com quatro jogadores de ataque.

Na atividade desta quarta-feira, o técnico italiano formou a equipe no início do treinamento com: Bento; Vitinho, Éder Militão, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Lucas Paquetá; Estêvão, Matheus Cunha, Vini Júnior e Rodrygo.

Duas coisas chamaram muito a atenção nesta formação. Primeiro a presença da dupla Vinicius Júnior e Rodrygo no setor ofensivo. Os dois foram comandados por Ancelotti na época do treinador no Real Madrid (Espanha). Além disso, merece destaque a função que Vinicius Júnior na atividade desta quarta-feira, atuando de forma mais centralizada como jogador de referência do ataque.

Quem deixou claro que está disponível para atuar em qualquer posição do ataque foi Estêvão, do Chelsea (Inglaterra).

“No Chelsea está sendo bem frequente [atuar pela direita]. Nos treinos, tenho feito diversas posições de ataque, para buscar mais repertório, ter mais condição de jogo. Já entrei na ponta, no último jogo entrei pelo meio e continuei no meio. Estou aberto a vários tipos de jogos, o que estiver disponível, por dentro ou por fora. Aqui, faço o que for melhor para a seleção brasileira”, declarou o jovem de 18 anos de idade.

O Brasil entra em ação a partir das 8h (horário de Brasília) da próxima sexta-feira no Estádio da Copa do Mundo de Seul, em Seul, para enfrentar a Coreia do Sul, o seu primeiro compromisso na Data Fifa de outubro. Depois será a hora de encarar os japoneses, na próxima terça-feira (14) a partir das 7h30 no Estádio Ajinomoto, em Tóquio.





EBC

Lula faz apelo para Congresso aprovar MP que compensa perdas com IOF


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta quarta-feira (8) a resistência da oposição à votação da Medida Provisória 1303/25, que estabelece as novas regras de tributação de investimentos para compensar a revogação de decreto que previa aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). 

O texto, que avançou por uma diferença de apenas um voto na comissão mista que analisou a matéria, está agora na pauta do plenário da Câmara dos Deputados e precisa ser votado e aprovado também pelo Senado, ainda nesta noite, para não perder validade, que expira exatamente nesta quarta.  

“Essa medida é muito importante, porque ela dá um passo adiante para fazer com que os ricos paguem [imposto]. Então, se um trabalhador recebe o seu salário no final do mês e ele paga 27% do imposto de renda, vocês, jornalistas, pagam 27% do imposto de renda, não é normal que os banqueiros não queiram pagar nem 18%, querem pagar menos que os outros. É uma coisa absurda você saber que aqueles que ganham mais dinheiro são mais sovinas na hora de pagar as contas para o povo do que o povo pobre. Mas eu espero que o Congresso dê uma demonstração de maturidade”, afirmou Lula em entrevista a jornalistas após um evento no Palácio do Planalto.

Acordo em xeque

Considerada essencial para o equilíbrio fiscal de 2026, a MP prevê a tributação de fundos de investimento e regras específicas para a tributação de ativos virtuais, operações em bolsa, empréstimos de ativos e investidores estrangeiros. Originalmente, a expectativa era que o texto elevasse a arrecadação do governo em R$ 20,8 bilhões e reduzisse outras despesas em mais de R$ 10 bilhões. 

No entanto, para avançar na comissão especial, o relator da medida, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) costurou um acordo com diferentes bancadas para excluir a tributação de bets e aplicações em Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito de Desenvolvimento (LCD). A versão original da MP previa a taxação da receita bruta das bets regularizadas com alíquota entre 12% e 18%. Já as aplicações de LCI, LCA e LCD teria alíquota de 5%.

No caso dos fundos de investimento imobiliário (FII) e dos fundos de investimento nas cadeias produtivas agroindustriais (Fiagro), o relator também reviu trechos da proposta para aproximar as regras do modelo atual. Foi mantida, por exemplo, a isenção sobre ganhos de capital e rendimentos relacionados a imóveis, enquanto as aplicações financeiras continuam sujeitas à tributação.

A proposta do governo de elevar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para as chamadas Fintechs foi mantida.  O aumento do tributo iguala as startups financeiras a bancos. Com isso, empresas do setor que hoje pagam alíquota de 9% passarão para a faixa de 15%.

Durante a votação, o relator também acolheu sugestão do senador Eduardo Braga (MDB-AM) para fixar em 18% a alíquota do Imposto de Renda tanto sobre aplicações financeiras quanto sobre os Juros sobre Capital Próprio (JCP). Inicialmente, o governo propunha unificar a alíquota das aplicações financeiras em 17,5%, em substituição ao modelo progressivo atual, que varia de 15% a 22,5%. Para o JCP, a proposta original previa uma alíquota de 20%.

‘Pobreza de espírito’

Para Lula, a decisão de deixar a votação da MP para o último dia foi uma escolha do Congresso. Para ele, não faz sentido associar a resistência à votação do texto à disputa eleitoral de 2026.  

“Quem define o prazo de votação não é o presidente da República, é o Congresso Nacional. Então, veja, está votando no prazo que eles decidiram votar. Se alguém quer misturar isso com eleição, eu sinceramente só posso dizer que é uma pobreza de espírito extraordinária. Qualquer um pode dizer que a proposta é dele. Qualquer deputado pode se vangloriar que ele foi o que votou favorável”, comentou.

Responsável pela articulação política do governo, a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), disse que a Câmara tem responsabilidade com o Brasil e que o governo está conversando com os deputados. Para a ministra, porém, se a MP perder a validade o ônus poderá recair sobre os parlamentares que impedirem a votação.

“Então, vamos esperar o que vai acontecer hoje para que a gente aprove e realmente possa endereçar esse recurso para o orçamento de 2026 e sustentar os programas sociais que a gente está desenvolvendo com o presidente Lula. Agora, se não aprovar, isso vai ficar um ônus a quem tá fazendo o movimento contra o Brasil. Fica claro quem está defendendo o povo e quem está defendendo o andar de cima. Porque ali nós temos a tributação do setor financeiro do Brasil, de quem ganha muito dinheiro, ainda assim as alíquotas são baixas”, argumentou a ministra.

“A média das alíquotas de tarifação desses setores tem sido de 18% na proposta que o governo fez, inclusive na tentativa de acordo. Quando você tem trabalhadores, o povo brasileiro que paga 27,5% de imposto de renda, não é justo isso. Não é justo o país ter uma tributação desse tipo na maioria do povo e setores que lucram muito, ganham muito dinheiro, quererem pagar pouco”, insistiu Gleisi.

Impacto em emendas

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que até R$ 10 bilhões em emendas parlamentares poderão ser contingenciados se a MP que substitui a alta do IOF não for aprovada. Isso porque o governo deixará de contar com a arrecadação prevista e terá que suspender recursos de outras fontes.

“Imagino que o contingenciamento, caso não tenha MP, venha de R$ 7 bilhões a R$ 10 bilhões, só de emendas”, disse ele a jornalistas no Planalto.

Randolfe afirmou que a mobilização contra a MP na Câmara é temor de que Lula possa ser reeleito em 2026. Por isso, esses setores decidiram “sabotar” as contas públicas.



EBC

Relator vota para arquivar processo de cassação de Eduardo Bolsonaro


Um pedido de vista adiou a apreciação do parecer preliminar sobre o pedido de cassação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Na reunião desta quarta-feira (8), o relator, deputado Delegado Marcelo Freitas (União-MG) votou para arquivar um dos processos contra o parlamentar. A representação pede a cassação por quebra de decoro.

Como houve pedido de vista coletivo, o parecer deverá ser votado na próxima reunião do colegiado. Caso seja aprovado, será dado prosseguimento ao processo contra Eduardo Bolsonaro no colegiado.  

O pedido contra Eduardo Bolsonaro foi feito pelo PT. O partido argumentou que a conduta do deputado nos Estados Unidos, onde mora desde fevereiro, é incompatível com o desempenho das funções parlamentares.

Por não ter apresentado defesa, nem designado defensor, Eduardo Bolsonaro contou com a defesa de um defensor público da União, a pedido do presidente do Conselho, Fabio Schiochet (União-SC), que argumentou pela inépcia formal da representação. O relator acompanhou a defesa e votou pelo arquivamento.

Antes, Schiochet indeferiu um pedido de suspeição do relator, feito pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, com o argumento de que Freitas já havia manifestado ligação política com Eduardo Bolsonaro. O presidente do colegiado afirmou não haver nenhum impedimento formal para declarar a suspeição.

Ataques

Segundo a representação, a partir do território estrangeiro, por diversos canais e plataformas, o deputado lançou de forma reiterada ataques para difamar instituições do Estado brasileiro, com especial virulência contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e seus ministros, a quem tem publicamente chamado de “milicianos togados” e “ditadores”. Além disso, a representação cita uma entrevista na qual Eduardo Bolsonaro declarou que: “sem anistia para Jair Bolsonaro, não haverá eleições em 2026”.

O documento também cita a movimentação de Eduardo Bolsonaro para pressionar autoridades norte-americanas e setores políticos dos Estados Unidos com o intuito de pressionar autoridades brasileiras por meio de sanções internacionais.

Na avaliação do partido, a conduta constituiu “grave ameaça à ordem constitucional e à realização do processo eleitoral”, ferindo a soberania popular.

“Tais manifestações não se encerram na esfera opinativa: o representado buscou – e segundo ele próprio, obteve êxito parcial – influenciar autoridades do governo estadunidense a imporem sanções contra integrantes do Supremo Tribunal Federal, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal, em represália às investigações que envolvem seu pai e correligionários”, diz a representação.

Eduardo Bolsonaro ainda é alvo de mais três representações no Conselho de Ética, que aguardam uma decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) sobre o apensamento, para tramitarem em conjunto.



EBC

Ambientalista promove educação em viagem de bicicleta do Rio a Belém


Por muitas gerações, a bicicleta é usada como um meio de locomoção e para a prática de esportes. Crianças e adolescentes veem nas duas rodas a liberdade de explorar novos limites e adultos têm os pedais como aliados para chegar mais rápido e gastando menos.

Embora o desejo pela bicicleta tenha dado lugar aos jogos eletrônicos e a conteúdos digitais, o meio de transporte ainda é uma alternativa barata e que não prejudica o meio ambiente, além de promover saúde. Pensando nisso, o geógrafo e ambientalista Leandro Costa decidiu dar mais um uso ao veículo, transformando em um instrumento de educação ambiental.

“A gente precisa que o problema da mudança climática seja levado para o dia a dia da vida das pessoas. A gente fala muito em ações pensadas na esfera federal ou estadual, mas as pessoas não sabem como agir e como isso vai impactar na vida delas. E a bicicleta é um impacto positivo gigante”, avalia.

Com a confirmação de que a 30º Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) ocorreria este ano na cidade de Belém, no Pará, Leandro decidiu percorrer o caminho do Rio de Janeiro, onde mora, até a capital paraense de bicicleta. Pelo caminho, planejou encontros com crianças e jovens para conversar sobre a aventura de 3,5 mil quilômetros e o impacto da escolha da bicicleta como meio de transporte para o planeta e para o futuro de quem vive nele.

“É preciso discutir emergencialmente isso dentro das escolas, dentro das comunidades, enfim, em todo o ambiente da sociedade civil organizada, para que a gente traga essas questões para a vida das pessoas”, acredita.

Segundo o geógrafo, o caminho entre as cidades inspirou uma reflexão sobre o que já foi percorrido entre a Eco 92, ocorrida no Rio de Janeiro, e que foi a primeira conferência para tratar sobre o tema climático, e a COP30, que é como se fosse um retorno ao começo três décadas depois. 

“A partir daí eu também quis ter uma visão de como as pessoas veem essa COP aqui no Brasil e entender como elas podem fazer parte disso”, explicou.

Com o apoio das embaixadas da Bélgica e da Holanda e do Instituto Piabanha, Leandro viabilizou o projeto e já percorreu quase metade do caminho. 

“É um trabalho não só de sensibilizar as pessoas sobre as mudanças climáticas, mas também de nos fazer refletir sobre o que cada um pode fazer, e até mesmo de encorajar negociadores de seguirem até terem um bom resultado, sem parar, até o final”, reforça o embaixador da Bélgica no Brasil, Chris Hoornaert, ao receber o ciclista em Brasília.  

Impacto positivo

Ao longo do trajeto, Leandro disse que conversa com crianças e adolescentes sobre a COP30 e a necessidade de cada um contribuir para enfrentar o problema global. 

Ainda segundo Leandro, na bagagem, reúne as perspectivas sobre as mudanças climáticas dos territórios por onde passa, e que serão apresentadas em um painel digital a ser exibido em Belém, pelo The Climate Reality Project Brasil.

“Eu estou passando pelo interior real do Brasil, e quando você passa de bicicleta, você vê o que não é possível ver de carro ou ônibus. Já saindo do Rio de Janeiro, tive o impacto de ver uma grande quantidade de bicicletas sendo utilizadas nas comunidades mais vulnerabilizadas, até na Avenida Brasil, como meio de locomoção no dia a dia”, disse.

Diariamente, o ambientalista percorre de 70 km a 110 km nos períodos onde o sol é menos intenso, evitando sofrer na pele os efeitos da seca extrema, que ele também atribui aos impactos causados pela ação do homem sobre o clima. Até Brasília, foram 1,5 mil quilômetros percorridos desde o dia 21 de setembro.

Ao final da jornada, Leandro deixará de emitir quase uma tonelada de gás carbônico equivalente (CO²e), em média, e deixará pelo percurso, em mais de dez escolas e centenas de comunidades, a semente da capacidade de cada um de promover a mudança em seu território.



EBC