Alckmin destaca avanços com os EUA após conversa entre Lula e Trump


O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que é também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmou neste sábado (4), em Brasília, que houve novos avanços na redução de tarifas do governo dos Estados Unidos (EUA) sobre produtos brasileiros. Isso ocorreu, observou, após o rápido encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente norte-americano, Donald Trump, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, no fim de setembro.

“Depois da conversa do presidente Lula com o presidente Trump, esta semana, segunda-feira (29), alguns produtos, como madeira macia e serrada, [que] estavam em 50%, passaram para 10%. Armário, móveis, sofá, tem ali o detalhamento dos produtos, estava em 50%, passaram para 25%. E o que é a Seção 232 [da Lei de Comércio dos EUA]? Nós e o mundo estamos iguais. Então, quando você fala armário, móvel, é 25% para o Brasil e para o mundo todo, você não perde competitividade”, afirmou Alckmin durante visita a uma concessionária de automóveis na capital federal. Segundo ele, a retirada desses produtos do tarifaço de 50% significa exclusão de US$ 370 milhões em produtos brasileiros exportados.

A Seção 232 da Lei de Expansão Comercial norte-americana, mencionada por Alckmin, é usada pelo país para taxar todos os países de forma simultânea.

“Eu acho que o encontro do presidente Lula com o presidente Trump em Nova York foi importante, foi um primeiro passo e temos muita convicção de que teremos próximos passos aí. Não há razão para manter essa tarifa, já que os Estados Unidos são superavitários na relação comercial conosco. Eles vendem mais pra gente do que nós para eles”, acrescentou Alckmin.

O vice-presidente tem sido o principal interlocutor brasileiro junto ao governo dos EUA e vem mantendo diálogo direto com o secretário de Comércio do país norte-americano, Howard Lutcnick, com quem conversou esta semana.

Carro sustentável

Ao visitar uma loja de automóveis em Brasília, Alckmin citou números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) para comemorar o aumento expressivo na venda de carros novos desde o lançamento do programa Carro Sustentável, que zera impostos e concede estímulos para a comercialização de veículos de entrada fabricados no Brasil e que obedecem a critérios de sustentabilidade.

“Do dia 11 de julho, quando foi lançado o Carro Sustentável, até 30 de setembro, as vendas aumentaram 28,2%. O carro sustentável tem importância ambiental, ele polui menos, não pode passar de 83 gramas de CO2 por quilômetro rodado, é flex, fabricado no Brasil e com 80% de reciclabilidade. Tem importância social porque é o carro de entrada, o carro mais barato, reduzindo ainda mais o preço”, destacou Alckmin.

Lula e Trump ainda devem ter um encontro virtual ou presencial, em data a ser anunciada. Foi o que ambos combinaram após o encontro em Nova York, há duas semanas. 



EBC

Transferência de Amanda Gutierres é a 5ª mais cara do futebol feminino


Artilheira do Campeonato Brasileiro e da Copa América, Amanda Gutierres se tornou a quinta jogadora mais cara da história do futebol de mulheres. O Palmeiras negociou 80% dos direitos econômicos da atacante de 24 anos com o Boston Legacy, dos Estados Unidos, por US$ 1,1 milhão (R$ 5,8 milhões, aproximadamente, na cotação atual).

O valor é o mesmo que o Chelsea, da Inglaterra, investiu para contratar a zagueira norte-americana Naomi Girma, do San Diego Wave, dos EUA, em janeiro. Até o anúncio da transação envolvendo Amanda Gutierres, esta era a quinta transação mais cara da história, de forma isolada. A negociação da centroavante brasileira, porém, ainda prevê bonificações a serem pagas ao clube brasileiro, que não foram detalhadas, mas podem deixar o montante final mais robusto.

Além disso, Amanda Gutierres passou a ser a jogadora mais cara do futebol feminino brasileiro, superando os R$ 2,8 milhões recebidos pelo Internacional em 2024, pela ida da atacante Priscila ao América, do México. Outra transferência histórica de uma atleta do Brasil para o exterior foi a da zagueira Tarciane, do Corinthians para o Houston Dash, dos EUA, por R$ 2,59 milhões, também no ano passado.

A ida da volante francesa Grace Geyoro, do Paris Saint-Germain, para o London City Lionesses, da Inglaterra, em setembro deste ano, é tida como negociação mais cara da modalidade, avaliada em US$ 1,93 milhão (R$ 10,51 milhões, na cotação da época). O chefe-executivo do London City, Martin Semmens, porém, negou que a transferência fosse um recorde e, à ocasião, disse que os valores giravam “em torno de” um milhão de libras esterlinas (quase R$ 7,2 milhões). A contratação teria superado o investimento do Orlando Pride, dos EUA, para trazer a atacante mexicana Lizbeth Ovalle, do Tigres, um mês antes, por US$ 1,5 milhão (R$ 8,2 milhões).

A contratação de Amanda Gutierres pelo Boston foi anunciada pelos clubes na última sexta-feira (3). Apesar disso, ela fica no Palmeiras até dezembro e defenderá as Palestrinas nas retas finais da Copa do Brasil (o Verdão está nas semifinais) e do Campeonato Paulista (a equipe é vice-líder e restam quatro jogos para o fim da primeira fase). O diretor de Futebol Feminino alviverde, Alberto Simão, revelou que os valores da transação serão investidos em tecnologia e um centro de excelência para a modalidade.

“Montamos um projeto maravilhoso para a Guti. Ela chegou, foi artilheira várias vezes de todos os campeonatos, [chegou à] seleção brasileira e conquistou títulos. A gente sabe que isso é um ciclo, um ciclo vitorioso, com títulos e de conquistas pessoais. Ninguém fica feliz em perder um atleta desse nível, mas faz parte do ciclo do futebol”, disse Simão, em depoimento à TV Palmeiras.

Independentemente do que ocorrer nas competições que Amanda Gutierres tem pela frente pelo Palmeiras, a temporada 2025 é a mais importante da carreira. Ela terminou o Brasileirão Feminino, transmitido ao vivo pela TV Brasil, como artilheira pela terceira vez seguida, agora com 17 gols, oito a mais que a segunda colocada, Letícia Ferreira, atacante do Cruzeiro.

Além disso, firmou-se de vez na seleção brasileira, sendo campeã e artilheira da Copa América – que teve os jogos da equipe verde e amarela exibidos ao vivo pela emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) – com os mesmos seis gols da também atacante Claudia Martínez, do Paraguai. Não à toa, a camisa 9 foi a única atleta a jogar fora da Europa ou dos EUA indicada à Bola de Ouro, prêmio da revista France Football dado às melhores da temporada. Ela ficou em 21º lugar.

“Ela é uma goleadora já provada nacional e internacionalmente e apresentando uma consistência impressionante nos últimos anos, sendo a principal artilheira do Brasil. Estamos empolgados por trazer essa mentalidade vencedora e implacável taxa de trabalho para cá”, declarou Domè Guasch, gerente-geral do Boston Legacy, ao site da equipe, que estreará na Liga Nacional Feminina de Futebol (NWSL, na sigla em inglês) em 2026.

Amanda Gutierres é a maior artilheira do time feminino do Palmeiras, com 68 gols em 92 partidas. Ela assumiu o posto esse ano, superando a também atacante Bia Zaneratto, que defendeu o clube em duas ocasiões, entre 2020 e 2024, com 55 gols em 83 jogos.

 



EBC

Brasil mira liderança inédita no Mundial de Atletismo Paralímpico


A edição de 2025 do Campeonato Mundial de Atletismo Paralímpico termina neste domingo (5) em Nova Déli, na Índia. O Brasil encabeça o quadro de medalhas e pode acabar o evento na liderança pela primeira vez. A delegação verde e amarela possui 12 ouros, contra nove da China, segunda colocada.

Caso os países terminem com o mesmo número de ouros, o desempate será pelas demais cores. Até o momento, o Brasil tem 19 pratas, contra 18 da China, mas fica atrás nos bronzes (14 a 7). O único pódio brasileiro no sábado (4), porém, está sob análise. E é justamente uma prata.

Após o segundo lugar no arremesso de peso da classe F57 (atletas com deficiência de membro inferior, que competem sentados), Thiago Paulino teve uma tentativa contestada pelo finlandês Teijo Koopikka, que entrou com protesto. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) também entrou com recurso. 

A primeira final com presença brasileira neste domingo começa às 0h53 (horário de Brasília), com Zileide Cassiano e Jardênia Félix no salto em distância da classe T20 (deficiência intelectual). Na Paralimpíada de Paris, na França, em 2024, Zileide foi prata na prova. Às 8h45, se passarem pela semifinal, Lorraine Aguiar e Clara Daniele disputam pódio nos 200 metros da classe T12 (baixa visão).

Em seguida, às 8h53, Thalita Simplício e Jerusa Geber correm os 100 metros da classe T11 (cego total). A prova pode isolar Jerusa – campeã dela nos Jogos de Paris e que já tem um ouro em Nova Déli nos 100 metros – como maior medalhista do país em Mundiais de atletismo. No momento, ela tem as mesmas 12 de Terezinha Guilhermina, outro ícone do paradesporto nacional.

Às 9h07, Aser Ramos disputa a final do salto em distância da classe T36 (paralisados cerebrais). Na Paralimpíada da capital francesa, ele foi prata. Já às 9h25, tem início a decisão do arremesso do peso da classe F63 (amputados de uma perna no nível do joelho ou acima, que competem com próteses), com presença de Edenilson Floriani.

Antes das 10h, o Brasil pode ter chances de medalha em provas de 200 metros. Às 9h37, se avançarem nas semifinais, Fernanda Yara e Maria Clara Augusto disputam pódio pela classe T47 (amputação em um dos braços, abaixo ou ao nível do cotovelo ou do punho). Depois, às 9h44, Romildo Pereira dos Santos é esperado para a final da classe T44 (deficiência de membro inferior sem necessidade de prótese).

A última final garantida para o Brasil é a de Alan Fonteles nos 400 metros da classe T62 (amputação nas duas pernas abaixo do joelho, com próteses), às 10h22. Há 12 anos, Alan foi campeão mundial na distância. Há possibilidade de Wallison Fortes brigar por medalha nos 200 metros da classe T64 (amputação de uma perna, do joelho para baixo, também com uso de próteses), caso ele passe pelas semifinais.

A melhor campanha brasileira em Mundiais de Atletismo Paralímpico, até o momento, é a da edição anterior, em Kobe, no Japão, no ano passado. O Brasil ficou em segundo no quadro de medalhas, com 19 ouros, 12 pratas e 11 bronzes. Em número total de pódios, o desempenho mais significativo foi o de Paris, em 2023: 47 ao todo, sendo 14 no topo.

 




EBC

Metanol: Entenda como é feita a análise de bebidas adulteradas


O processo de análise de bebidas com suspeita de adulteração é um trabalho feito há anos pela Polícia Científica de São Paulo. As garrafas apreendidas passam por uma sequência de análises que inclui a verificação de rótulos e lacres, além dos exames químicos para identificar os níveis de substâncias como o metanol.

“Esse processo garante materialidade jurídica às investigações e contribuirá para a responsabilização dos envolvidos na falsificação”, ressaltou o governo paulista, em nota divulgada neste sábado (4). A criação de um gabinete de crise, na última terça-feira (30), intensificou as medidas de combate à falsificação de bebidas diante dos recentes casos de intoxicação por metanol.

A força-tarefa no estado tem a participação da Polícia Civil, Secretaria da Fazenda, Procon-SP e vigilâncias sanitárias estadual e municipal. Ao todo, foram 10 estabelecimentos com interdições – parciais ou totais – de forma cautelar, no estado, na última semana.

A partir dessas ações, é possível colher amostras de bebidas e verificar as suspeitas de contaminação por metanol. As etapas de análise das bebidas começam com a chegada das amostras ao Instituto de Criminalística, após fiscalização ou apreensão policial.

Os produtos são registrados e enviados ao Núcleo de Documentoscopia, que vai verificar sinais de adulteração em rótulos, selos e embalagens. Entre os equipamentos utilizados, está o Comparador Espectral de Vídeo, uma máquina que permite verificar alterações em lacres e marcas de impressão.

Após essa etapa, as garrafas são encaminhadas ao Núcleo de Química, onde ocorre a análise laboratorial do líquido. A comparação das amostras é feita com padrões originais fornecidos pelos fabricantes. O exame é capaz de detectar a presença de metanol e, se confirmado, quantifica a concentração.

“O processo é realizado sete dias por semana para acelerar os resultados diante da gravidade dos casos que vieram à tona nos últimos dias”, informou o estado. O laudo técnico da polícia científica é o documento que confirma a falsificação de uma bebida e se o nível de metanol encontrado é nocivo.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;

CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui); 

Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.

 


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EBC

Itália anuncia saída de Israel do 1º grupo de 26 ativistas da flotilha


Um primeiro grupo de italianos detidos em Israel que integravam a Flotilha Global Sumud, abordada pelos israelenses quando tentavam chegar a Gaza, vai regressar hoje (4) à Itália, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

O grupo é composto por 26 ativistas italianos que assinaram o documento de expulsão voluntária e “estão prestes” a abandonar o território israelense a bordo de um voo fretado para Istambul, declarou Antonio Tajani nas redes sociais.

Os 26 italianos já foram transferidos para a base aérea israelense de Ramon (sul) e vão deixar Israel pelo aeroporto de Eilat. Mais 15 italianos vão permanecer em Israel, já que optaram por não assinar o documento de expulsão voluntária oferecido pelas autoridades locais.

“Terão de aguardar pela expulsão por via judicial, que ocorrerá na próxima semana”, afirmou Tajani, solicitando à embaixada italiana em Tel Aviv que “garanta que os seus cidadãos sejam tratados com respeito, de acordo com os seus direitos”.

Nessa sexta-feira (3) à tarde, quatro políticos de esquerda, opositores do governo da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que embarcaram na flotilha, chegaram a Roma.

As autoridades israelenses detiveram cerca de 450 ativistas que viajavam a bordo da Flotilha Global Sumud – abordada na noite de quarta-feira quando tentava chegar a Gaza com ajuda humanitária e quebrar o bloqueio israelense ao enclave palestiniano -, na prisão de Saharonim, no deserto.

As autoridades do Chipre informaram hoje que duas embarcações que participaram da flotilha atracaram nos portos cipriotas nas últimas horas, depois de terem solicitado autorização para abastecimento e assistência humanitária.

A primeira embarcação, cujo nome não foi divulgado, com 21 ativistas de várias nacionalidades a bordo, chegou ao porto de Larnaca na noite de quinta-feira (2), após mais de quatro horas de navegação em condições difíceis.

O barco permaneceu sob vigilância da polícia e das patrulhas marítimas até, pelo menos, na noite de sexta-feira. À chegada, uma equipe médica tratou duas pessoas com problemas de saúde, sem necessidade de hospitalização.

Na tarde de sexta-feira, uma segunda embarcação da Flotilha foi autorizada a atracar no porto de Pafos. Segundo o diretor-geral da Autoridade Portuária do Chipre, Anthimos Christodoulides, a embarcação chama-se Seiren e tem 10 pessoas a bordo. A agência de notícias cipriota CNA informou que o navio de bandeira italiana vai sair hoje do porto cipriota.

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EBC

Rapper Hungria mantém boa evolução e hemodiálise é suspensa


O rapper Hungria, de 34 anos de idade, segue internado em um hospital em Brasília com suspeita de intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica adulterada, mas o quadro de saúde do artista vem evoluindo positivamente.

De acordo com boletim médico divulgado neste sábado (4) pelo Hospital DF Star, Hungria tem “boa evolução clínica, tendo sido suspensa a hemodiálise”. A nota diz que o paciente seguirá em cuidados clínicos intensivos e sem previsão de alta.

Hungria deu entrada no hospital na última quinta-feira (2), com quadro de cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica.

Ainda não há informação se o consumo da bebida teria ocorrido no Distrito Federal, que oficialmente ainda não conta com nenhum caso confirmado de intoxicação por metanol. O boletim médico diz ainda que o tratamento foi iniciado e que a investigação sobre o caso segue.

Um dos médicos que supervisionam o tratamento do rapper declarou que o artista consumiu bebidas destiladas em uma casa de shows em São Paulo no último domingo (28). O local foi um dos que registrou casos de intoxicação e foi interditado por autoridades paulistas.

Pela primeira vez desde a internação, o cantor manifestou-se nas redes sociais nesta sexta (3). Em uma foto deitado no leito de UTI e abraçado com a filha de 8 anos, Hungria disse estar se recuperando e fez um alerta sobre o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.

Gustavo Hungria das Neves é da periferia de Brasília, da Ceilândia, e ganhou projeção nacional com suas músicas. Nas redes sociais, a equipe do músico disse que ele está sendo acompanhado pelos médicos e “fora de risco iminente”. Informou ainda que a agenda de shows para o fim de semana está cancelada e agradeceu o apoio dos fãs.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;

CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui); LINK: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/animais-peconhentos/ciatox 

Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.


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arte-metanol – Arte/Agência Brasil



EBC

COP30: ciência reconhece saber de povos tradicionais, afirma Finep


A ciência reconhece o saber de povos tradicionais na relação com o meio ambiente e pode trabalhar junto com esses conhecimentos na busca por soluções contra o aquecimento global e as mudanças climáticas.

A afirmação é do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Luiz Antonio Elias. Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Finep tem o papel financiar pesquisa e inovação no país.

Às vésperas da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), marcada para o período de 10 a 21 de novembro, em Belém, Luiz Antonio Elias conversou com a Agência Brasil sobre temas como agenda climática, identidade da ciência brasileira e orçamento para fomento à inovação.

Aos 72 anos, Luiz Antonio Elias é economista e pesquisador do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Por oito anos, foi secretário executivo do MCTI, nos governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Elias será um dos participantes do encontro internacional em Belém, que reunirá delegações governamentais e organizações da sociedade civil de todas as partes do planeta para buscar soluções para o aquecimento global e a mudança climática.

A entrevista foi na sexta-feira (3), no intervalo de uma série de painéis temáticos com representantes do setor científico – tanto de organizações da sociedade civil quanto de órgãos governamentais – na sede da Finep, no Rio de Janeiro.

>> Especialistas buscam mais poder de decisão da ciência na COP30

Confira a entrevista:

Agência Brasil: Qual o papel da ciência no enfrentamento das mudanças climáticas?
Luiz Antonio Elias: Primeiro eu acho que é fundamental, cada vez mais, agregarmos conhecimento a essa temática. É inegável que teremos uma elevação do grau [Celsius], isso vai impulsionar ou trazer consequências fundamentais para qualidade de vida, para o próprio negócio e para a economia.

Então o que estamos fazendo aqui é uma discussão efetiva com a comunidade científica para que possamos implementar políticas públicas cada vez mais fortes, decisivas e nos desafios que a sociedade brasileira assim exige.

Olhando que, no primeiro momento a COP30, e nesse aspecto a sua pergunta, a ciência é fundamental, nos dá os parâmetros, nos traz os elementos de construção das diversas questões que vão afetar clima, qualidade de vida, a saúde, a sociedade como um todo do planeta e, consequentemente, no Brasil. Inclusive, áreas que são extremamente importantes, como a questão do agronegócio, a questão urbana das sociedades. A ciência pode nos dar os elementos de construção dos parâmetros para enfrentar esses desafios.

Agência Brasil: A gente pensa muito em ciência associada a um ambiente acadêmico, institutos de pesquisa, laboratórios, mas se fala também sobre o conhecimento ancestral, povos tradicionais, como indígenas e quilombolas. Eles têm um conhecimento que pode contribuir com a ciência?
Luiz Antonio Elias: Não tenho dúvida disso. Efetivamente. Isso já foi mais do que demonstrado, esta capacidade de aprendermos com ancestralidade, aprendermos com os conhecimentos tradicionais. Inclusive, na área dermatológica, na área da biodiversidade, eles têm nos permitido encontrar elementos na natureza para a área de saúde.

Então acho que a sua pergunta é importante e temos que respeitar em todos os códigos, inclusive no código de propriedade intelectual, isso está respeitado, ou seja, como nós podemos repartir benefícios com as comunidades tradicionais a partir desse conhecimento da ancestralidade.

Agência Brasil: No encontro desta sexta-feira, falou-se em soberania e dar uma identidade à ciência brasileira. Que identidade é essa?
Luiz Antonio Elias: Nós temos, enquanto país, uma oportunidade única de demonstrar para o mundo como temos capacidade de fazer todas essas transições, a questão ecológica, a questão socioambiental, a questão energética, em vista de não só ser um país continental, mas encontrar na questão do bioma Amazônia um elemento decisivo para essa transformação.

Ali tem uma parte sensível do planeta a nível global, e a perspectiva de construção de políticas públicas cada vez mais densas e fortes demonstra para o mundo a nossa capacidade, inclusive integrando os países da região, por exemplo, a organização chamada OTCA [Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, formada por Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela].

O presidente Lula, inclusive em seu último discurso na ONU, afirma que, sem ciência, não tem inovação, sem inovação, o Brasil não se desenvolve.

Agência Brasil: Falando diretamente da Finep, agenda climática é o foco principal da fundação neste momento?
Luiz Antonio Elias: Eu não diria que é o foco principal. A Finep tem um leque amplo de discussões, que vão desde o fortalecimento, portanto, nos seus instrumentos reembolsáveis e não reembolsáveis à pesquisa e aos laboratórios nacionais, assim como as questões econômicas, ou seja, a dimensão do Complexo Industrial da Saúde [Ceis], a dimensão da biodiversidade brasileira, a dimensão de minerais estratégicos, que hoje são tão discutidos, tendo em vista a geopolítica internacional, enfim, vários temas que afetam inclusive a própria indústria. Ou seja, como fazer a taxa de investimento ser mais efetiva, a partir da melhoria da produtividade, diminuição do custo unitário de produção e maior valor agregado à manufatura brasileira.

Tudo isso tem sido os elementos de construção da Finep. Mas esse ponto específico, tratar a descarbonização, hidrogênio verde, energias renováveis, a transição ecológica, é um ponto central das políticas da Finep.

Agência Brasil: O orçamento da Finep está adequado?
Luiz Antonio Elias: A Finep tem tido por parte do presidente da República – e dada a centralidade que esta agenda ganha na coordenação da ministra Luciana Santos [MCTI] – um movimento de inflexão radical em relação ao governo anterior. Nunca esteve com tantos recursos, quer no reembolsado, quer no não reembolsado.

Ainda mais agora por um projeto de lei de iniciativa do governo federal, que teve à frente o senador Jaques Wagner e o senador Rogério Carvalho como relator, que nos permitiu acessar o superávit financeiro, ou seja, recursos que estavam represados anteriormente e que foram incorporados ao orçamento financeiro. Isso representa mais R$ 22 milhões em crédito. [Após a sanção, o projeto de lei foi convertido na Lei 15.184/2025].

É preciso que as políticas públicas também tenham um impacto não só de inclusão, mas no mundo do trabalho. Então, eu diria que a Finep nunca esteve tão bem quanto agora, e essa é uma determinação de, cada vez mais, transformar a Finep em uma política de Estado.



EBC

Padilha: antídoto contra metanol está garantido em toda rede de saúde


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou neste sábado (4) que a pasta está ampliando o estoque de antídotos para o tratamento imediato de casos de intoxicação por metanol após a ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas.

Até o momento, em 12 estados do país, são 116 intoxicações suspeitas e 11 confirmadas, totalizando 127 casos. Ao menos cinco pessoas morreram em decorrência de complicações.

Os tratamentos são realizados principalmente por meio da administração do etanol farmacêutico, com maior disponibilidade no país, e pelo fomepizol, que está sendo importado do exterior pelo governo federal.  

“Nós já tínhamos adquirido 4,3 mil ampolas do etanol farmacêutico para ter um estoque estratégico para os hospitais universitários federais espalhados pelo Brasil, que podem fornecer na medida que qualquer serviço do SUS solicite. Nós adquirimos mais 12 mil ampolas no laboratório nacional, chega na próxima semana reforçando esse estoque estratégico”, anunciou Padilha em entrevista em Teresina, onde cumpre agenda relacionada à expansão do serviços de atendimento digital no Sistema Único de Saúde (SUS).

O ministro também informou que a pasta fechou a compra de 2,5 mil ampolas de fomepizol de um fornecedor do Japão, em uma articulação com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Os kits devem chegar na próxima semana e serão distribuídos aos Centros de Informação e Assistência Toxicológica dos estados.

“Teremos aqui no Brasil, além do etanol farmacêutico já garantindo tratamento, teremos também o fomepizol”, assegurou o ministro.

Evitar o consumo

Alexandre Padilha voltou a recomendar que as pessoas evitem consumo de bebidas alcóolicas, especialmente as destiladas.

“Quero dar uma recomendação para a população como um todo, e dou como ministro da Saúde e como médico. Nesse momento, evite ingerir bebidas destiladas, sobretudo aquelas em que a garrafa é feita com a rosca. Até agora, o que foi identificado é a presença desse crime em garrafas de bebidas destiladas feita com a rosca. Estamos falando de um produto que é de lazer, não é um produto da cesta básica alimentar”, ponderou.

 

O ministro também alertou os comerciantes para que redobrem a atenção com a compra de bebidas de fornecedores, garantindo certificação de origem, mas ressalvou que não há motivo para pânico.

Sobre o aumento das notificações, o ministro da Saúde explicou que isso decorre da recomendação da pasta para que o profissionais da saúde registrem as possíveis ocorrências na primeira suspeita clínica que tiverem.

“Quando o profissional de saúde, da rede pública ou privada, faz a notificação imediata, o Centro de Referência em Toxicologia de cada estado fica sabendo desse caso e já dá apoio a esse médico, a esse profissional de saúde, na condução correta desse caso, começar a tomar medidas, seguir o protocolo do Ministério a Saúde, checar a acidose metabólica, garantir hidratação, monitorar a parte cardíaca”, explicou.

A notificação, ainda segundo Padilha, contribui para o avanço das investigações policiais.

“Essa notificação faz com que a gente identifique onde a pessoa tomou essa bebida, isso inicia todo o processo das forças de segurança, Polícia Civil e Polícia Federal de ir atrás onde foi comprado, onde foi adquirido”, observou.

 



EBC

Pesquisas de universidades públicas promovem detecção de metanol


Não há cheiro ou gosto diferente. A adulteração por metanol nas bebidas alcoólicas só pode ser constatada por testes laboratoriais. Entre esses exames, pesquisas nascidas em universidades públicas brasileiras ampliam os caminhos para detecção da substância. 

O ministério da Saúde confirmou, nesta sexta, que há pelo menos 102 notificações de suspeita de contaminações por metanol. Onze casos foram confirmados. 

Uma das iniciativas de detecção é do Laboratório Multiusuário de Ressonância Magnética Nuclear, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que abriu as portas ao público em geral para examinar bebidas alcoólicas de forma gratuita, realizando agendamento de interessados.  

Análise em 5 minutos

Segundo o vice coordenador do laboratório, o professor de química Kahlil Salome, o equipamento de ressonância funciona como nos exames de saúde.

“Colocamos o líquido em um tubo. A análise é muito rápida. A gente consegue analisar uma amostra a cada cinco minutos”, afirmou em entrevista à Agência Brasil. 

Para fazer a detecção, bastam algumas gotas da bebida (0,5 mililitro).“Quando a gente coloca a amostra no equipamento, ele devolve um gráfico. Tem várias linhas e uma dessas linhas é referente ao metanol”.

O pesquisador recomenda que as pessoas que tiverem desconfiança da origem de bebidas podem procurar o laboratório. “A gente consegue analisar bem rapidinho”. O pesquisador explica que a detecção é possível mesmo com bebidas com corantes ou frutas.

O pesquisador em química diz que o exame aponta, por exemplo, a presença da quantidade inadequada ao consumo humano: 10 microlitros de metanol em 100 ml de bebidas como cachaça, vodka e tequila. 

O professor defende que a pesquisa na universidade pública traz respostas à sociedade também em momentos de crise como esse.

“A gente tenta também trazer a população de volta para a universidade. Houve um período de muitos ataques à universidade pública”. 

Ele explica que outras universidades federais têm laboratórios do mesmo gênero que poderiam ser acionados para exames sobre a presença de metanol.

Método patenteado

Outra instituição de ensino público com pesquisa sobre detecção de metanol é a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em 2022, pesquisadores do Instituto de Química, em Araraquara, desenvolveram um método capaz de identificar adulterações em bebidas alcoólicas destiladas. 

Inclusive, o método foi patenteado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Os pesquisadores da Unesp adicionaram um tipo de sal no líquido. Se houver metanol, a amostra se transforma em formol. Na sequência, um ácido gera mudanças na coloração da solução. Essas etapas de reação levam cerca de 15 minutos no caso do etanol e das bebidas alcoólicas.

Pesquisa virou empresa

Outra pesquisa nasceu na Universidade de Brasília (UnB) em 2013, em um projeto incubado na instituição quando o químico Arilson Onésio Ferreira fazia o curso de mestrado. Foi colocado em prática um exame a partir de reagentes. A empresa (Macofren) deu certo e hoje disponibiliza kits para empresas privadas e instituições governamentais. 

“O projeto surgiu na UnB com um foco específico em trabalhar em combate às fraudes por metanol em combustíveis”, contextualizou para a Agência Brasil. Foi então que criou uma startup a partir das ideias do Laboratório de Materiais e Combustíveis, que tinha à frente o professor Paulo Soares e o aluno Guilherme Bandeira liderando as pesquisas.

“Isso que está acontecendo agora no Brasil já aconteceu na Europa e que foi registrado no documentário Metanol, o líquido da morte’”. O químico chama atenção para o fato que a partir de 30 ml do metanol pode levar uma pessoa à morte. 

Segundo o pesquisador, a detecção do metanol na bebida tem uma dificuldade em função da diversidade de formulações, incluindo corantes e açúcares, que podem gerar um teste com falso positivo. “Nunca pode ocorrer um falso negativo”, garante. 

O químico diz que o kit com os instrumentos e materiais para fazer um teste custa R$ 50. Depois de adquirir os materiais, o reagente fica em torno de R$ 25 por teste. Para fazer o exame, basta 1 ml da amostra da bebida. Desde o início da crise, os pedidos não param, segundo ele e há 200 empresas na fila de espera. Entre os clientes, produtores de eventos como casamentos e outros eventos.

 


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EBC

Professora de Gaza destaca esforço para manter ensino em meio à guerra


Em meio à crise humanitária e ao cenário de destruição em Gaza, professores universitários ainda persistem, gravando aulas para que os alunos assistam de maneira remota e deixando conteúdos anotados para eles em pequenas bibliotecas locais. É o que revelou a professora titular dos departamentos de Engenharia Elétrica e Sistemas Inteligentes da Universidade Islâmica de Gaza, Hala El-Khoondar, em uma palestra durante a 17ª Conferência Geral da Academia Mundial de Ciências, que terminou na quinta-feira (2), no Rio de Janeiro.

“Estudar on-line pode garantir que os alunos não percam sua formação e é um modo de escapar da terrível realidade. Por outro lado, não é justo, porque não é possível para todos”, desabafou a cientista.

De acordo com ela, ao esforço dos professores se soma a resistência dos estudantes, que continuam com suas vidas ameaçadas e precisam dividir seu tempo entre os estudos e as filas para comida e água e para carregar celulares e computadores, nos poucos locais abastecidos com energia solar.

Hala El-Khozondar comoveu a plateia de mais de 300 cientistas de todo o mundo, ao contar a trajetória de resistência dos pesquisadores e estudantes de Gaza, que têm convivido com bombardeios e restrições há muitos anos. A ofensiva mais recente do Estado de Israel contra a região destruiu inúmeros centros de estudos, incluindo a Universidade Islâmica de Gaza, que tinha em torno de 18 mil estudantes.

O conglomerado de ensino e pesquisa abrigava cerca de 200 laboratórios científicos e 20 institutos, além de um hospital. Dez cursos superiores eram ministrados na Universidade de Gaza, incluindo medicina, engenharia e artes. O presidente da instituição, Sufyan Tayeh, foi uma das vítimas dos bombardeios. Ele foi morto com a família em dezembro de 2023, em um ataque aéreo israelense contra o campo de refugiados de Jabalia.

“É preciso sair de Gaza para fazer pesquisa, pois lá não há mais infraestrutura. E é preciso encontrar uma universidade que o receba”, lamentou a pesquisadora.

Ela ressaltou as dificuldades de sair da região, já que as fronteiras são controladas por Israel, e o aeroporto de Gaza também foi destruído.

Especialista em soluções inovadoras para sistemas de energia solar e em fibras e sensores ópticos, Hala El-Khozondar vive atualmente na Inglaterra e trabalha no Imperial College. “Para mim, é muito sofrido. Não posso aguentar perder meus alunos a cada semestre”, disse, emocionada.

 


Rio de Janeiro (RJ), 03/10/2025 – SProfessora de Gaza fala sobre o esforço para manter ensino e pesquisas.
Foto: Hala El-Khoondar/Arquivo pessoal

Laboratório da Universidade Islâmica de Gaza antes de bombardeios – Foto: Hala El-Khoondar/Arquivo pessoal

Conferência

A 17ª Conferência da Academia Mundial de Ciências (TWAS na sigla em inglês) reuniu centenas de pesquisadores do chamado Sul Global, para discutir o fortalecimento da ciência nos países da região e temas emergentes como a regulação das ferramentas de inteligência artificial, mudanças climáticas e segurança alimentar.

Além de realizar sua conferência anual no Brasil, a TWAS, pela primeira vez, é dirigida por um brasileiro, o físico e ex-reitor da Universidade Estadual de Campinas, Marcelo Knobel.

“Nós temos uma agenda muito positiva de intercâmbio entre as academias dos países do Sul Global e realmente é uma necessidade, porque a geografia da ciência está mudando. Hoje, 60% da ciência produzida no mundo é feita nos países de renda baixa e média. Mudou muitíssimo nos últimos anos e é uma configuração que realmente está em evolução”, destacou o diretor da Academia Mundial de Ciências.

A conferência também marcou a entrega dos prêmios concedidos pela TWAS a dois cientistas brasileiros, considerados referência mundial em suas áreas. A socióloga Maria Cecília Minayo foi agraciada na área de ciências sociais, e o físico Luiz Davidovich recebeu o grande TWAS-Apex, dedicado este ano à ciência e tecnologia quânticas.

O evento foi organizado pela Academia Brasileira de Ciências, que é membro da TWAS, com patrocínio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e apoio da Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).



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