Especial de Domingo, da Rádio Nacional, homenageia Gonzaguinha


O Especial de Domingo, da Rádio Nacional, homenageia neste domingo (21), às 22h, o cantor e compositor Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha, que completaria 80 anos neste 22 de setembro.

Carioca, filho do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, e de Odaléia Guedes dos Santos, Gonzaguinha transformou sua trajetória de vida em música. Criado pelos padrinhos no Morro de São Carlos, o artista foi um dos mais inquietos e contundentes letristas da canção brasileira. Com ironia afiada, lirismo intenso e crítica social, se consolidou como uma das vozes mais marcantes da Música Popular Brasileira, apelidado de “cantor-rancor” por seu jeito seco.

Ao longo de pouco mais de duas décadas de carreira, Gonzaguinha construiu uma obra diversa, transitando entre sambas, forrós e canções românticas. Gravado por nomes como Gal Costa, Maria Bethânia, Zizi Possi, Simone, Alcione, Elis Regina, Fagner e Joanna.

O repertório do especial traz faixas que marcaram a trajetória de Gonzaguinha e a história da MPB: Perna no Mundo; From US of Piauí; Comportamento Geral; Galope; Espere por Mim, Morena; Começaria Tudo Outra Vez (Simone); A Felicidade Bate à Sua Porta (As Frenéticas); Explode, Coração (Maria Bethânia); Sangrando (Cauby Peixoto); Redescobrir (Elis Regina); O Que É, O Que É; Um Homem Também Chora (Fagner); Vida de Viajante (Luiz Gonzaga); Grito de Alerta (Maria Rita); Lindo Lago do Amor (Criolo e Sombrinha).

Sobre a Rádio Nacional

A marca faz parte da história do país e completou 89 anos este ano. Atualmente, a Rádio Nacional conta com oito emissoras próprias, em diferentes regiões do Brasil: Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Nacional de São Paulo, Rádio Nacional de Brasília AM e FM, Rádio Nacional de Recife, Rádio Nacional de São Luís, Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.

Serviço

Especial – Gonzaguinha – domingo, dia 21/9, às 22h, na Rádio Nacional

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EBC

Sequelas permanentes afetam 1/3 dos motociclistas vítimas do trânsito


Um terço das vítimas de sinistros de trânsito com motocicletas atendidas nos principais serviços de ortopedia e traumatologia do país passa a sofrer com sequelas permanentes desses incidentes. A conclusão é de uma pesquisa divulgada nesta semana pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), que ouviu 95 chefes e preceptores de serviços de residência em ortopedia credenciados junto à entidade.

Segundo as respostas reunidas na pesquisa, os serviços receberam, em média, 360 vítimas do trânsito por mês nos últimos 6 meses. Isso equivale a dizer que mais de dez pacientes feridos nesses incidentes foram hospitalizados por dia.

Dois terços desses pacientes eram motociclistas, segundo a pesquisa. Ao receber alta, 56,7% deles passaram a conviver com poucas sequelas, e 33,9% sofreram sequelas permanentes.

Em 82% dos casos, essas vítimas passaram a relatar quadros de dor crônica. Sequelas mais graves, entretanto, também são frequentes:

  • 69,5% ficam com deformidades;
  • 67,4% permanecem com déficit motor;
  • 35,8% passam por amputações.

O estudo foi apresentado em um fórum sobre o tema promovido pela SBOT na Câmara dos Deputados na quinta-feira (17), como parte da campanha Na moto, na moral, que busca reduzir a mortalidade de motociclistas no trânsito.

O presidente da SBOT, Paulo Lobo, reconhece que a moto é um meio de transporte e de renda para muitos brasileiros. Ele esclarece, no entanto, que o objetivo da campanha e da pesquisa é contribuir para um cenário de maior segurança viária. 

“Estamos vivendo uma epidemia de sinistros com motos”, alertou.

Em novembro do ano passado, Jéssica Santos, de 29 anos de idade, voltava para casa de uma festa na garupa da moto de um amigo. Quando faltavam apenas 5 minutos para chegar em seu endereço, no Rio de Janeiro, eles colidiram de frente com outra moto. Jéssica foi lançada no asfalto, teve ferimentos graves na pelve, fraturou a bacia e quebrou a mão esquerda.

Ao ser socorrida, ela passou por uma primeira cirurgia de urgência no Hospital Municipal Salgado Filho, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, onde passou mais 3 dias internada antes de ser transferida para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).  

Quase 1 ano após o ocorrido, Jéssica ainda não recuperou a mobilidade da mão fraturada e enfrenta sequelas principalmente na região da bacia.

“Hoje em dia, faço fisioterapia para poder recuperar os movimentos. Recuperei cerca de 70%, mas ainda não tenho força na mão. Ainda sinto bastante dor na bacia, sinto dores na pelve, na virilha e no cóccix, onde tenho um parafuso de titânio. E tenho uma colostomia que ainda não posso reverter”, disse.

Perfil das vítimas

O estudo traça um perfil das vítimas de sinistros com motocicletas atendidas nos serviços de ortopedia:

  • 72,8% eram homens;
  • 40,7% tinham entre 20 e 29 anos;
  • 64% eram motociclistas;
  • 23,2% estavam na garupa;
  • 10,9% eram pedestres;
  • 29,2% tinham ingerido álcool;
  • 16% usaram outras drogas;
  • 47,1% dos sinistros foram colisões com automóveis;
  • 44,5% foram quedas.

Cirurgias 

Assim como Jéssica, em muitos casos, essas vítimas precisam de cirurgias para o tratamento dos ferimentos. Os profissionais entrevistados informaram que os serviços de ortopedia em que trabalham realizam, por mês, uma média de 45 cirurgias de baixa complexidade, 58 de média complexidade e 43 de alta complexidade em vítimas dos sinistros com motocicletas.

Essa demanda impactou de forma relevante a programação desses serviços de saúde nos últimos 6 meses. Segundo a pesquisa, os sinistros de trânsito foram a principal causa da média de 18 cirurgias eletivas adiadas por mês para atender a casos inesperados nesses hospitais.  

Os dados mostram que até mesmo cirurgias de emergência precisaram ser canceladas para que casos mais urgentes envolvendo vítimas de sinistros de trânsito pudessem ser tratados. Nesse caso, foram oito cancelamentos por mês, em média. 

A maior parte dessas vítimas é operada em menos de uma semana (60%) e passa menos de uma semana após a cirurgia internada (71,6%).

Ainda assim, é alto o percentual dos que passam mais tempo no hospital: 31% esperam entre 7 e 15 dias pela cirurgia, e 8% esperam mais de 15 dias. Já no pós operatório, 16,8% ficam até 15 dias internadas e 11,6% ficam entre 15 e 30 dias em um leito hospitalar.

Perfil das lesões

A maior parte desses pacientes requer cuidados de média (43,2%) ou alta complexidade (32,6%), segundo a pesquisa. 

“As lesões traumáticas estão mais complexas. Não são mais simples fraturas, são realmente explosões de articulações e poli fraturados”, explica o ortopedista Marcos Musafir, que apresentou o estudo durante o fórum.

Mais da metade das lesões (51,4%) acomete os membros inferiores desses pacientes, mas um em cada cinco também tem lesões nos membros superiores (22,8%) e na coluna vertebral (22,8%).

Com ferimentos abertos e expostos ao asfalto e ao ambiente, esses pacientes apresentam infecções pós-operatórias em 6,5% dos casos e precisam ser reinternados em 12,9%.

Propostas

O coordenador de Engenharia da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), Marco Antônio Motta, informou que está em desenvolvimento um programa nacional de segurança de motociclistas, para o qual estão abertas sugestões até 29 de setembro, por meio da Plataforma Brasil

Motta revelou que está em fase experimental o projeto de faixas azuis, exclusivas para motociclistas, em 50 trechos de cinco cidades brasileiras: São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, Salvador e Recife. Essa etapa deve se estender até 31 de março do ano que vem.

“A partir desse momento, vamos fazer a avaliação do projeto. Se a Senatran considerar viável, vai propor uma minuta de resolução ao Contran [Conselho Nacional de Trânsito], e os municípios interessados em implantar poderão fazê-lo dentro dos parâmetros técnicos”, explicou.

Representante do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde (Conass) no fórum, Leonardo Vilela ressaltou a urgência de reduzir o impacto causado pelo problema dos sinistros de trânsito com motocicletas e defendeu que é preciso reduzir os incentivos fiscais à cadeia de produção desses veículos e tornar mais barato e acessível o processo de habilitação de condutores. 

“Além do prejuízo humano, das mortes, ferimentos e sequelas, o prejuízo econômico que existe é muito grande, com o dano material dos veículos envolvidos, as pessoas paradas sem produzir e receber salário, o custo que gera para o sistema de saúde, o custo que gera para a previdência social, com aposentadorias e auxílios-doença”, descreveu. 

“Causa espanto que a motocicleta, que é o grande responsável por esses sinistros, seja subsidiada”, disse.

Para o diretor-executivo do Sindicato dos Empregados Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro (Sindmoto-RJ), Marcelo Matos, é necessário ampliar as campanhas de conscientização sobre segurança viária na condução de motocicletas e cobrar mais garantias aos motociclistas de aplicativos, que hoje trabalham sem vínculos empregatícios.

“Tem que fazer uma campanha massiva para mostrar os riscos das motocicletas. Hoje, infelizmente, você vê uma molecada de chinelo, andando sem habilitação e trabalhando com conta fake. E o resultado disso são hospitais ortopédicos lotados. E as empresas não têm preocupação quanto a isso. Se um se acidentar, tem 1 mil para colocar no lugar dele”, defendeu.

Matos aponta que, desde a chegada dos aplicativos de entrega, em 2014, e de mototáxi, a partir de 2020, houve uma explosão da frota de motocicletas e do contingente de trabalhadores plataformizados. 

Motociclista há 34 anos, ele conta que, hoje, aos 55 anos de idade, sofre com dores na lombar e na cervical, e se preocupa que a geração que trabalha muito mais horas diariamente em plataformas, sem direito a férias ou seguridade social, terá ainda mais lesões causadas pelo trabalho e os acidentes.

“Muitos que eram de outras atividades migraram para a nossa, sem qualificação nem habilitação. Eles não têm seguridade nenhuma e muitos não pagam nem o MEI [microempreendedor individual]”, alerta. 

“Os jovens estão ficando sequelados e sem direito a nada. E quem segura? É a família, é o amigo mais próximo. O cenário é muito triste, e o problema é crescente. O poder público precisa tomar uma posição enérgica quanto a isso”, reivindica.



EBC

Teresa Cristina recebe Marquinho China no programa Samba na Gamboa


No Samba na Gamboa deste domingo (21), às 13h, na TV Brasil, a apresentadora Teresa Cristina bate um papo com o cantor e compositor Marquinho China. A edição inédita do programa traz o artista que foi formado no Cacique de Ramos e vem à produção do canal público para falar de um importante subgênero do samba, o samba de terreiro.

Durante a atração, o convidado e a anfitriã interpretam clássicos de grandes ícones da música popular. Com repertório de pérolas do cancioneiro nacional, o repertório inclui músicas como Amor Aventureiro, de Mano Décio da Viola e Silas de Oliveira; Chega de Demanda, de Cartola; Linda Borboleta, de Monarco e Paulo da Portela; e Recado, de Paulinho da Viola e Casquinha.

Atração original da TV Brasil, o Samba na Gamboa pode ser acompanhado em tempo real no YouTube da emissora pública e no app TV Brasil Play. Com janela alternativa na tevê aos sábados, às 23h, o conteúdo ainda é transmitido na Rádio Nacional, aos sábados, mais cedo, ao meio-dia, para toda a rede.

Teresa Cristina e Marquinho China conversam sobre o conceito do samba de terreiro.

“A definição é tão difícil quanto a do próprio samba. O improviso é marca do samba de terreiro. É um espaço que vai agregar e sociabilizar as pessoas. Vai mantê-las unidas sob o ponto de vista cultural”, resume o bamba.

Durante a conversa, Marquinhos China aprofunda essa reflexão. “Geralmente, o enredo do samba de terreiro fala sobre a escola (de samba). Hoje eu sei porque sou um dos antigos, mas já fui novo e perguntava para quem veio antes. O tema era esse com a exaltação à própria escola, mas também abordava desilusão e o dia a dia”, comenta o músico.

Professor de história, Oficial de Justiça e psicanalista, o cantor e compositor Marquinho China é multifacetado. Cria da geração do Cacique de Ramos que transformou o samba, o artista teve uma jornada musical em que conviveu com personalidades como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Almir Guineto na gênese desse novo formato do gênero. Algumas de suas obras foram gravadas por Beth Carvalho.

O apelido China tem origem há mais de 40 anos, ainda na década de 1980, dado por Arlindo Cruz, porque Marquinho fechava os olhos quando ria. A alcunha pegou e ele incorporou o apelido a seu nome artístico.



EBC

Giovana Madalosso fala de obra literária na Flip no Conversa com Autor


Voz relevante da literatura contemporânea brasileira, a escritora, jornalista e roteirista Giovana Madalosso é a convidada do Madalosso é a convidada do Conversa com o Autor que a Rádio MEC leva ao ar neste domingo (21), às 12h30. Gravada durante a  23ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty )Flip), em agosto, a entrevista inédita destaca a trajetória da autora curitibana e os desafios da sua escrita.

Ao longo do bate-papo conduzido pela jornalista Katy Navarro, Giovana Madalosso fala de sua obra, que aborda maternidade, identidade feminina, desigualdade, injustiça social, preconceito e cultura. O estilo da escritora também traz humor e um olhar refinado para situações do cotidiano que podem passar sem que a maioria das pessoas percebam.

Com uma trajetória que mistura prosa poética, ficção urbana e engajamento social, Giovana é co-criadora do movimento Um grande dia para as escritoras. A iniciativa dá visibilidade à produção literária feminina no país e já mobilizou mais de mil autoras de cidades no Brasil e no exterior.

Giovana Madalosso é autora de A Teta Racional, Tudo pode ser roubado, Suíte Tókio – finalista do Prêmio Jabuti em 2019 -, Altos e baixos, que foi sua estreia na literatura infantil em 2024, e de Batida só, seu mais recente romance.

Sobre o Conversa com o Autor

Apresentado por Katy Navarro e com produção de Rafael Tavares, o programa Conversa com o Autor tem o objetivo de divulgar a literatura brasileira e incentivar a leitura. A atração semanal da Rádio MEC recebe escritores para entrevistas sobre suas publicações e assuntos variados do mundo dos livros.

São quase 30 minutos de papo descontraído e repleto de conteúdo em que autores nacionais ficam à vontade para falar sobre seus trabalhos. As conversas abordam lançamentos, títulos, curiosidades, processo criativo, sugestões de obras, leituras e as diversas narrativas literárias dos autores brasileiros.

Lançada há pouco mais de uma década, em 2013, a produção tem todos episódios da nova temporada disponíveis em formato de videocast no canal da Rádio MEC no YouTube.

Sobre a Rádio MEC

Conhecida de norte a sul do país como “A Rádio de Música Clássica do Brasil”, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo é veiculado no app Rádios EBC.

Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.



EBC

Atos contra anistia e a PEC da Blindagem ocorrem hoje em todo país


Estão marcados para este domingo (21), em, ao menos, 30 cidades e 22 capitais, protestos contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, como ficou conhecido o projeto aprovado pela Câmara na última terça-feira (16). A proposta, na prática, dificulta a abertura de processos criminais contra parlamentares.

Os atos também vão criticar a proposta de anistia para condenados por tentativa de golpe de Estado. Dentre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão.

A mobilização deste domingo também é feita por integrantes da base do governo no Congresso, bem como centrais sindicais, movimentos populares e outras organizações da sociedade civil. Eles desaprovam o que chamam de “PEC da Bandidagem”, devido ao potencial de suspender a apuração de crimes.

Atos musicais

Em Brasília, o ato está marcado para começar às 10h na frente do Museu Nacional. O cantor Chico César está confirmado para a parte musical do ato. Em Belo Horizonte, na Praça Raul Soares, o ato está marcado para começar às 9h, com a presença da cantora Fernanda Takai.

Em São Paulo, a concentração será no Masp, na Avenida Paulista, às 14h. No Rio de Janeiro, o movimento foi chamado para Copacabana e deve contar com um show gratuito de artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque, que prometem cantar juntos sobre um trio elétrico que partirá do Posto 5, às 14h.

Em vídeo nas redes sociais, Caetano disse que o movimento do Congresso, de aprovar regra que suspende investigações, não pode ficar sem resposta. “A gente tem que ir pra rua, pra frente do Congresso, como já fomos outras vezes. Voltar a dizer que não admitimos isso, como povo, como nação”, conclamou o cantor.

Outros artistas, como Djavan, Maria Gadú, o grupo Os Garotin e Marina Sena também confirmaram presença.

A manifestação na orla do Rio é uma das que foram convocadas por coletivos como Frente Povo Sem Medo, Frente Brasil Popular e Central de Movimentos Populares, com grande movimentação nas redes sociais.

Proposta

A PEC da Blindagem, como aprovada pela Câmara em regime de urgência, prevê que que qualquer abertura de ação penal contra parlamentar depende de autorização prévia, da maioria absoluta do Senado ou da Câmara. 

Pelo texto, os parlamentares têm 90 dias para decidir se autorizam ou não a investigação criminal contra um colega, a contar de quando o Supremo enviar o pedido ao Congresso.

Defensores da medida dizem que a proposta é uma reação ao que chamam de abuso de poder do Supremo Tribunal Federal (STF) e que as medidas restabelecem prerrogativas originais previstas na Constituição de 1988, mas que foram mudadas posteriormente.

Retorno ao passado

Os críticos, por sua vez, acusam que a PEC é um retorno ao que vigorava antes de 2001, quando o Congresso aprovou uma emenda para derrubar a exigência de autorização parlamentar para se processar parlamentares.

Na época, a decisão foi tomada diante de centenas de casos de impunidade de senadores e deputados investigados em crimes que incluíam corrupção, assassinatos e tráfico de drogas que chocaram a opinião pública durante toda a década de 1990.

Movimentos de combate à corrupção também acusam os deputados que votaram a favor da medida de tentarem escapar de investigações em curso no STF sobre desvios na aplicação de emendas parlamentares.

Tramitação

Após ser aprovada em dois turnos na Câmara, a PEC foi enviada ao Senado, onde deve enfrentar resistência. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), demonstrou indignação com a iniciativa.

“A repulsa à PEC da Blindagem está estampada nos olhos surpresos do povo, mas a Câmara dos Deputados se esforça a não enxergar. Tenho posição contrária”, declarou o senador nas redes sociais.

Locais dos atos

AL

Maceió – 9h – Sete Coqueiros – Praia do Pajuçara

AM
Manaus – 8h – Av. Getúlio Vargas

AP
Macapá – 16h – Teatro das Bacabeiras

BA
Salvador – 9h – Morro do Cristo

CE
Fortaleza – 15h30 – Estátua de Iracema Guardiã, Av. Beira Mar, 1140

DF
Brasília – 9h – Concentração no Museu Nacional

ES

Vitória – 15h – ALES

GO
Goiânia – 16h – Praça Universitária

MA
São Luis – 9h – Praça da Igreja do Carmo

MG

Belo Horizonte – 9h – Praça Raul Soares
Juiz de Fora – 10h – Praça da Estação
Serra do Cipó – 10h – Praça
Uberaba – 10h30 – Feira da Abadia
Uberlândia – 9h – Feira Livre do Bairro Luizote
Pirapora – 8h30 – Rotatória Av. Pio XII
Ituiutaba – 9h – Feira da Junqueira
Alfenas – 10h – Praça do Coliseu
Montes Claros – 9h – Parque Municipal Milton Prates

MT

Cuiabá – 8h – Praça Cultural do CPA II

Cuiabá – 14h – Praça Alencastro

MS

Campo Grande – 8h – 14 de Julho com Afonso Pena

Corumbá – 15h – 13 de Junho com Frei Mariano

Dourados  – 9h – Feira Central (Cafelândia, 490)

PA
Belém – 9h – Praça da República

PB

João Pessoa – 09h – Busto do Tamandaré

PE
Recife – 14h – Ginásio Pernambucano – Rua da Aurora

PR
Curitiba – 14h – Boca Maldita

RJ
Rio de Janeiro – 14h – Posto 5 de Copacabana

RN
Natal – 15h – Midway

RO

Porto Velho – 16h – Pça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

RS
Porto Alegre – 14h – Redenção

SC
Florianópolis – 13h – Ponte Hercílio Luz ( em frente ao Parque da Luz)
Itajaí – 14h – Praça do Centro de Eventos
Jaraguá do Sul – 14h – Praça da Meia Luz
Joinville – 14h -Praça da Bandeira

SE
Aracaju – 16h – Praia da Cinelândia

SP

Bauru – 16h – Vitória Régia
Ribeirão Preto – 15h30 – Praça Spadoni
Santos – 16h – Praça da Cidadania Av Ana Costa, 340
São Paulo – 14h – MASP
São Paulo – PEDALULA – Concentração 13h13, saída às 14h – Praça do Ciclista (Av. Paulista 2440)



EBC

ANS inclui medicamentos para lúpus no rol de coberturas obrigatórias


A diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta semana a inclusão de dois medicamentos para o tratamento de lúpus no Rol de Procedimentos em Eventos em Saúde, tornando obrigatória a cobertura desses tratamentos para os beneficiários de planos de saúde.

A medida vale apenas para pacientes de lúpus que são beneficiários de planos de saúde e passa a valer a partir do próximo dia 3 de novembro. A estimativa é que cerca de 2 mil pessoas sejam beneficiadas com essa medida.

Os medicamentos que vão ser cobertos pelos planos de saúde são o anifrolumabe e o belimumabe, que são indicados para o tratamento do lúpus eritematoso sistêmico em pacientes adultos que apresentam episódios frequentes da doença e com alta incidência de sintomas, apesar do uso da terapia padrão.

É a primeira vez que medicamentos para tratamento exclusivo de lúpus são incluídos no rol de coberturas obrigatórias. No entanto, em 2024, a ANS já havia incorporado o belimumabe às coberturas obrigatórias, mas para tratar pacientes com nefrite lúpica, uma complicação renal decorrente do lúpus.

“Essas inclusões são muito significativas, pois o lúpus é uma doença complexa, que não tem cura. Se temos no país opções de medicamentos que possibilitam o controle da doença e que garantem uma boa qualidade de vida para o paciente, isso precisa estar disponível para o consumidor”, disse, em nota, Wadih Damous, diretor-presidente da ANS.

A medida foi celebrada pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), que participou das consultas públicas e reuniões que envolveram a submissão desses medicamentos para serem integrados ao rol da ANS.

Em conversa com a Agência Brasil durante o Congresso Brasileiro de Reumatologia, que acontece em Salvador até este sábado (20), o reumatologista Odirlei Andre Monticielo, coordenador da comissão científica de LES (Lupus Eritematoso Sistêmico) da SBR e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, comemorou as inclusões.

“Foram demandas legítimas. Estas são medicações que têm indicação de bula para uso para lúpus eritematoso sistêmico. Tem evidências científicas que demonstraram o benefício no controle da atividade de doença, permitindo reduzir glicocorticoide ao longo do tempo. Isso traz vários benefícios para os pacientes que têm essa doença crônica e inflamatória, que envolve múltiplos órgãos e sistemas. Nosso pleito era tentar oferecer para os pacientes drogas que possam ajudar na sua jornada de tratamento da doença de uma maneira geral”, explicou o médico.

O objetivo agora, ressaltou ele, é que esses medicamentos também possam chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa é uma oportunidade para, daqui a pouco, abrirmos um diálogo com o Ministério da Saúde e com o Conselho Nacional de Incorporação no Sistema Único de Saúde (Conitec)”, falou o reumatologista.

“Conseguimos garantir oportunidade de acesso a pacientes que tem convênio, mas a gente ainda não tem o mesmo acesso para pacientes que tem somente o Sistema Único de Saúde e isso cria uma certa desigualdade neste acesso”, pontuou.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, José Eduardo Martinez, a medida anunciada pela ANS foi uma grande conquista. “Essa é uma doença que, por muito tempo, teve carência de novos remédios, a gente sempre trabalhou com remédios médios e muito antigos”.

O lúpus

O lúpus é uma doença autoimune, crônica, sem cura, que provoca quadros de inflamação que podem danificar tecidos e órgãos. O problema afeta, principalmente, mulheres jovens entre os 20 e os 45 anos. A incidência da doença também é maior em negros do que em brancos e em regiões de maior incidência de sol.

Os sintomas mais comuns são dores, inchaço e rigidez nas articulações, manchas avermelhadas nas bochechas e no nariz e reações na pele que aparecem após exposição solar.

O lúpus é uma doença inflamatória multissistêmica, então envolve vários órgãos e vários sistemas. Ela é caracterizada por uma perda de tolerância do nosso sistema imune, que começa a desenvolver todo um quadro inflamatório com produção de autoanticorpos. Dependendo do órgão que ela afeta, isso pode ter uma gama muito grande de manifestações clínicas, segundo Monticielo.

“O paciente com lúpus pode ter lesões de pele, que geralmente pioram com sol, pode ter dores articulares porque inflama as articulações e pode ter dor muscular porque inflama os músculos. E pode ter também envolvimento de rim, chamada de nefrite lúpica, que aí é um quadro mais grave e precisa uma atenção especial.”

A artesã Regiane Araújo Pacheco, 40 anos, que vive em Salvador, tem lúpus e conhece bem esses sintomas. “Desde criança eu sentia dores, meu pé sempre foi plano e eu sentia dores no joelho direito, no joelho esquerdo e no quadril esquerdo”, destacou à Agência Brasil, durante o 10º Encontro Nacional de Pacientes, também realizado em Salvador. Até então, ela ainda não tinha diagnóstico para essas dores que sentia.

“Antes dos meus 15 anos veio uma crise muito forte, tive o joelho inchado e eu dormi e acordei com o quadril doendo tanto que me impossibilitava de andar. Nisso eu fui para São Paulo. Passei por um ortopedista e vários médicos e nada de um diagnóstico firmado”, disse. Pouco tempo depois, ela foi finalmente indicada para um reumatologista e então obteve um diagnóstico de artrite reumatoide infantil.

Apesar desse diagnóstico, ela continuou sofrendo com muitas dores, que a levaram a abandonar os estudos e a desenvolver um quadro de depressão. Foi somente em 2009, anos após conviver com muitas dores, que ela teve finalmente um diagnóstico de lúpus. E, em 2016, começou a usar o belimumabe como parte de um protocolo de pesquisa.

“O belimumade não tem pelo SUS e, na época, a médica que me atendia no Hospital das Clínicas me indicou esse tratamento iniciando por uma pesquisa clínica. Para mim, isso foi muito importante. Foi um divisor de águas para minha melhora e para a minha qualidade de vida, que era de muita dor”, afirmou.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima que entre 150 mil e 300 mil pessoas tenham lúpus eritematoso sistêmico no Brasil.

* A repórter viajou a convite da Sociedade Brasileira de Reumatologia



EBC

Museus no Rio criam espaços e atividades para pessoas com deficiência


O Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, prepararam uma série de atividades em comemoração ao Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, lembrado no domingo (21). As ações buscam reforçar a acessibilidade e o acolhimento em espaços culturais.

O Museu do Amanhã inaugurou a sala de autorregulação, um espaço com luz ajustável, variação de cores e kits que incluem óculos escuros e abafadores de ruídos. A sala é aberta ao público, sem necessidade de agendamento.

 


Rio de Janeiro (RJ), 19/09/2025 - Setembro é marcado pela força das mobilizações em torno do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21) e do Dia Nacional da
Pessoa Surda (26). Nesse contexto, museus como o Museu do Amanhã têm buscado construir práticas que dialoguem com essas lutas, ampliando as possibilidades de acesso e de produção de experiências plurais. Foto: Museu do Amanhã/Divulgação

Sala de autorregulação sensorial do Museu do Amanhã – Foto: Museu do Amanhã/Divulgação

O lançamento vem junto com outros projetos, como a robô Ma.IA, que usa assistência sonora para guiar visitantes a áreas como elevadores e banheiros, o recurso narrativo visual e o mapa sensorial. As iniciativas buscam melhorar e ampliar a experiência de pessoas neurodivergentes, com deficiência motora e deficiência visual.

Em entrevista à Agência Brasil, a gerente de Conteúdo do Museu do Amanhã, Camila Oliveira, destacou que essas iniciativas transformam “a visita em uma experiência de coparticipação, em que a pessoa não precisa adaptar-se ao espaço, mas encontra um espaço que se reorganiza com ela”. “Isso promove bem-estar, prolonga a permanência e fortalece vínculos de pertencimento”, completou.

Setembro Verde

Além das adições permanentes ao espaço, o Museu do Amanhã preparou uma programação completa para o Setembro Verde, mês da conscientização pela inclusão da pessoa com deficiência.

Já o Museu do Jardim Botânico vai realizar uma edição especial do Domingo Acessível, dedicado a ações educativas, sensoriais e inclusivas, voltadas ao público com deficiência e seus acompanhantes. A iniciativa, lançada em julho, ocorre sempre no último domingo do mês, de forma gratuita e aberta ao público.

A programação inclui interpretação em Libras, materiais táteis, mediação sensorial e estratégias que estimulem a autonomia e o protagonismo dos participantes.

O vice-presidente da Associação Nacional para Inclusão das Pessoas Autistas (Autistas Brasil), Arthur Garcia, avalia as iniciativas de forma positiva. “Muitas vezes quando a gente fala de autismo, a compreensão hegemônica se limita unidimensionalmente a aquilo que é perpetuado pelas famílias, e as pessoas autistas acabam sendo ignoradas. Quando você constrói qualquer tipo de ação dentro de uma instituição a partir daquilo que é levado pelas próprias pessoas autistas, você afirma que a existência delas é valiosa, e que nada pode ser construído sobre elas sem elas.”

*Estagiária sob supervisão de Gilberto Costa.



EBC

Em encontro, campo progressista debate comunicação com a sociedade


A cidade de São Paulo sediou, nesta semana, um encontro de políticos, acadêmicos, comunicadores, entre outras personalidades do campo progressista, para discutir os rumos do país. O evento ocorre logo após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados pela tentativa de golpe de estado, nos eventos que culminaram na invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.

O evento, chamado Despertar 2025, começou nessa sexta-feira (19) e encerra neste sábado (20). Entre os palestrantes do primeiro dia estavam nomes como os do sociólogo, pesquisador e professor Jessé Souza, da médica cubana Aleida Guevara e do jornalista Serginho Groisman. Neste sábado (20) é a vez da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do cientista Miguel Nicolelis, da ministra da Cultura, Margareth Meneses, dentre outros.

Umas das linhas adotadas pelos palestrantes é a de que o campo progressista deve se dedicar a discutir e a trazer a população para a discussão das pautas que dizem respeito ao trabalhador, ao pobre, em suma, à imensa maioria da população. O debate também aborda a influência que a direita e a extrema direita têm exercido na sociedade, inclusive nas pessoas historicamente esquecidas por políticos desse campo ideológico.

Jessé de Souza, por exemplo, defendeu o debate da função da comunicação e do espaço público. “Essas pessoas não são de direita, elas estão na direita. E elas estão na direita por um motivo muito simples, elas estão desorientadas. A gente tem um país que tem uma das piores imprensas do nosso planeta, é uma imprensa venal, vendida ao dinheiro”, disse à Agência Brasil.

“A esquerda sequer percebe que o principal trabalho político é de esclarecimento das pessoas, porque elas estão assim, elas têm raiva. Por quê? Porque, poxa vida, os empregos são cada vez piores, não existe essa coisa de futuro. As pessoas estão com raiva, óbvio! E é uma raiva justa”, completou.

O evento está sendo promovido pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL). Eduardo Moreira, fundador do Instituto, também defende uma reflexão na forma como as organizações do campo progressista se comunicam com a sociedade.

“A esquerda passou a chamar muito de comunicação querer falar pra essas pessoas todas, para toda a população, mas até agora não parou para ouvir essas pessoas. Então, eu acho que se a gente quer de verdade desenvolver uma comunicação de massa, a gente tem que criar espaços pra que a massa possa falar e a gente ouvir. O melhor momento para isso seria ontem, mas esse já passou, então o melhor momento que a gente tem é agora”, disse à Agência Brasil.

Trabalho

Um dos palestrantes foi o juiz Luiz Philippe Mello Filho, eleito para a presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em entrevista à Agência Brasil, ele destacou a urgência de um equilíbrio maior entre capital e trabalho, e citou o caso dos trabalhadores de aplicativos. “Temos um retrocesso social e nós precisamos manter uma regulação de proteção a todos os trabalhadores de plataforma”, afirmou o magistrado.

Para ele, o cenário atual, com mais gente tendo aplicativos de celular como patrões, é uma “precarização sem precedentes do trabalho humano no Brasil”.

Inteligência Artificial

Nicodelis, em sua palestra neste sábado, negou que a máquina um dia replicará o funcionamento do cérebro humano. Para ele, o perigo está em deixar de exercitar o cérebro por deixar tarefas cognitivas a cargo da inteligência artificial.

“Quanto mais a gente delega funções para a máquina, [mais] vamos perdendo atributos cognitivos e o cérebro vai percebendo que não precisa mais gastar energia com isso”, explica o pesquisador. “Quem hoje sabe de cor dois ou três telefones?”, questionou.

Mundo

O cenário internacional não foi ignorado. As intervenções dos Estados Unidos e de outras potências contra as nações pequenas, bem como o massacre promovido em Gaza, também foram lembrados. A pediatra Aleida Guevara vê a urgência de proteger crianças, como as palestinas. Ainda assim, se considera otimista em relação ao futuro.

“Eu sempre penso positivo, porque, para mim, o ser humano é algo incalculável, a capacidade do ser humano para amar é tremenda. E o amor é a maior força que há neste mundo. Portanto, se eu não pensasse assim, já não existiria como pessoa. Eu sou pediatra de profissão e sempre vejo nas crianças um futuro muito melhor. Já dizia José Martí, as crianças são a esperança do mundo, são aqueles que sabem amar. Então, o que sempre peço é que cuidem dessa infância. Trabalhar com essa infância para que cheguem a ser jovens, fortes, sãos e, depois, adultos livres”.




EBC

Festival de Brasília premia hoje melhores longa e curta metragens


Reconhecida como uma das mostras competitivas mais tradicionais do país, com 60 anos de história completados neste ano, a 58ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro chega a seu último dia neste sábado (20), em que serão entregues os troféus Candango desta 58ª edição.

A premiação está marcada para as 17h, tendo como mestres de cerimônia as atrizes Bárbara Colen e Maeve Jinkings. São 14 categorias para longa-metragem e 12 para curta. Ambas as mostras premiam o melhor filme pelo júri oficial e popular. Após cada sessão, o público pode votar por meio de cédulas.  

Há também prêmios especiais, como o troféu Candango pelo Conjunto da Obra, que neste ano será entregue à atriz Fernanda Montenegro, de 95 anos, num dos momentos mais aguardados do festival.  

A Medalha Paulo Emílio Sales Gomes vai para a professora e pesquisadora Ivana Bentes, por sua trajetória de destaque e contribuição à cultura cinematográfica do país. Já o prêmio Leila Diniz homenageia a diretora Lucia Murat por sua obra comprometida com a reflexão política e social.  

Uma das peculiaridades do Festival de Brasília é o fato de ter uma sede própria, o Cine Brasília, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado como parte integrante do conjunto arquitetônico da cidade, em 1960.

O Cine Brasília sedia o festival desde sua criação em 1965 como Semana do Cinema Brasileiro. Ao longo dessas seis décadas, a curadoria segue focada na produção inédita nacional, observa a diretora da edição deste ano, Sara Rocha.

“Os filmes são escolhidos a partir de ampla chamada pública que é feita para o Brasil inteiro, com filmes preferencialmente inéditos em Brasília”, disse a diretora em entrevista à Radioagência Nacional

A curadoria deste ano é do diretor artístico Eduardo Valente, que coordenou duas comissões de seleção separadas para as mostras de curta e longa-metragem.

“Cada uma delas composta por profissionais de notório saber e grande especialização em audiovisual, em curadoria, em realização e conformação de programas, especializados no cinema brasileiro”, garante Sara Rocha.

Neste sábado (20), a premiação oficial será seguida de uma sessão de encerramento do festival, com o filme A Natureza das Coisas Invisíveis (2025), longa da diretora brasiliense Rafaela Camelo sobre a amizade formada entre duas crianças internadas em um hospital.

Premiações paralelas

Além das premiações oficiais, o festival concentra uma série de mostras e prêmios paralelos.

Um deles, em sua 27ª edição, é o troféu entregue pela Câmara Legislativa do Distrito Federal para produção de realizadores locais, que participam da Mostra Brasília de longas e curtas.

Outras premiações incluem o Zózimo Bubul, entregue pelo Centro Afrocarioca de Cinema e a Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (APAN), e o Caleidoscópio, concedido pela Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci) ao melhor filme entre cinco obras experimentais.

A Associação Brasileira dos Críticos de Cinema também deve anunciar aquele que considera o melhor filme em longa e curta metragens, segundo júri próprio.



EBC

Encontro de culturas tradicionais celebra diversidade e debate justiça


O 25º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros chega, neste sábado (20), ao seu último dia. Realizado anualmente desde 2001 pela Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge e pela Aldeia Multiétnica, o festival ocupa a Vila de São Jorge, distrito de Alto Paraíso de Goiás, na entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, com atividades gratuitas e abertas ao público.

A programação incluiu shows, cortejos, apresentações teatrais, exposições artísticas, oficinas e uma feira de artesanato e produtos da sociobiodiversidade, além de debates sobre políticas culturais, ambientais e econômicas para povos tradicionais – incluindo o seminário Culturas Tradicionais e Populares e Justiça Climática: Diálogos Globais, Conhecimentos Locais, realizado em parceria com o Ministério da Cultura.

“Chegamos ao final do encontro, após oito dias recebendo culturas tradicionais do Brasil todo, mestres e mestras do seminário internacional de culturas tradicionais e populares e justiça climática. O balanço que a gente faz, com muita alegria, é poder ter reunido 213 mestres para discutir políticas públicas que fortalecem a cultura tradicional do Brasil”, disse o produtor cultural, criador e organizador do encontro, Juliano Basso.

Este sábado, segundo ele, transformou a Vila de São Jorge em cenário para o Encontro de Congos. O dia incluiu ainda o Encontro de Mestres e Mestras da Cultura Popular, a poesia musical de Adiel Luna e o espetáculo Dona da Casa, de Mariene de Castro e as Sambadeiras do Recôncavo Baiano. “Uma alegria muito grande poder ter participado desse encontro de culturas tradicionais durantes os últimos dias”, concluiu Basso.



EBC