São Paulo registra feminicídio no Dia Internacional da Mulher


Uma mulher de 44 anos foi morta após ser esfaqueada pelo companheiro, na noite do domingo (8), na zona leste da capital paulista. O caso ocorreu neste Dia Internacional da Mulher, quando mulheres de todo o Brasil foram às ruas em protestos especialmente contra a violência de gênero.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e encontraram a vítima com ferimentos causados por uma faca. Ela foi socorrida ao Hospital Geral de São Mateus, mas não resistiu aos ferimentos.

A SSP informou que, posteriormente, o autor se apresentou em um batalhão da Polícia Militar (PM) e foi detido. Ele foi encaminhado à delegacia, onde permaneceu à disposição da Justiça. O caso foi registrado na 8ª DDM – São Mateus.

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Litoral paulista

Na cidade de Praia Grande, litoral paulista, policiais militares foram acionados para atender ocorrência de disparo de arma de fogo e briga de casal, na manhã do sábado (7). No local, encontraram a vítima, uma mulher de 40 anos. Ela foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O agressor, um homem de 46 anos, foi preso em flagrante. A arma utilizada no crime e uma moto usada na fuga foram apreendidas. O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande.

Recorde de feminicídios

O estado de São Paulo registra recordes em ocorrências registradas como feminicídio. Em 2025, o estado registrou o maior número de vítimas de feminicídio desde o início da série histórica, em 2018.

Em todo o ano passado, as vítimas chegaram a 270, o que representa um aumento de 6,7% em relação a 2024, quando o número chegou a 253. Os dados estão disponíveis no site da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).

 



EBC

Incêndio de grandes proporções atinge galpão no Rio


Um incêndio de grandes proporções atinge o galpão da empresa Motocriss na Rua da Regeneração, 942, no bairro de Ramos, na zona norte da capital fluminense. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) foi acionado às 6h49 desta segunda-feira (9). Até o momento, não há registro de vítimas.

Neste momento, cerca de 60 militares de 14 unidades da corporação atuam na ocorrência, em três frentes de combate. As equipes contam com apoio de 27 viaturas, incluindo escadas mecânicas para ataque aéreo às chamas.  Drones com câmera térmica também estão sendo empenhados para monitoramento estratégico dos pontos de calor.

A Secretaria Municipal de Educação informou que uma unidade da região de Ramos adiou o horário de entrada por conta do incêndio. A escola não foi atingida.

A Secretaria Estadual de Saúde disse que as unidades da rede de saúde estadual estão funcionando normalmente.

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EBC

Associação alerta para riscos após alteração nas regras de trânsito


Aumentar a velocidade permitida em uma via em apenas 5% pode elevar em até 20% o número de mortes entre usuários que circulam por ela. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e serviram de base para a nova diretriz Tolerância Humana a Impactos: implicações para a segurança viária.

O documento surge em meio à recente vigência da medida provisória que autoriza a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sem a necessidade de fazer exames de aptidão física e mental.

Em nota, a Abramet avalia que a diretriz consolida dados científicos que reforçam que decisões administrativas no trânsito precisam considerar os limites biomecânicos do corpo humano e o impacto direto da velocidade na gravidade dos sinistros.

“A diretriz parte de um princípio central: o corpo humano possui limites biomecânicos inegociáveis e eles devem ser o ponto de partida das políticas públicas de trânsito”, destacou o comunicado.

Em suma, o documento demonstra que a energia liberada em um sinistro cresce exponencialmente com a velocidade e rapidamente ultrapassa a capacidade fisiológica de absorção do impacto, sobretudo entre usuários vulneráveis das vias, como pedestres, ciclistas e motociclistas.

 “A diretriz evidencia que não estamos lidando apenas com comportamento ou engenharia, mas com limites biológicos. Quando esses limites são ignorados, o resultado é o aumento de mortes e sequelas graves, mesmo em velocidades consideradas legais”, avaliou o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior.

Dados

O documento mostra que pequenas reduções de velocidade geram quedas expressivas no risco de morte, enquanto acréscimos aparentemente modestos elevam de forma desproporcional a gravidade dos sinistros.

A diretriz também chama atenção para o impacto crescente da expansão da frota de SUVs e de veículos com frente elevada, associados a maior risco de lesões fatais em pedestres e ciclistas, mesmo em velocidades moderadas.

A norma evidencia ainda que, em colisões com usuários fora do veículo, a velocidade responde por cerca de 90% da energia transferida ao corpo da vítima.

A diretiva cita que dados recentes do DataSUS mostram que pedestres, ciclistas e motociclistas respondem por mais de três quartos das internações hospitalares relacionadas ao trânsito, “cenário agravado pela combinação entre alta velocidade, infraestrutura inadequada e baixa proteção física”.

Renovação da CNH

A diretriz aborda ainda implicações para a atuação de médicos do tráfego, tema avaliado pela Abramet como “especialmente sensível” diante do cenário de renovação automática da CNH.

“O documento reforça que condições clínicas como envelhecimento, doenças neurológicas e cardiovasculares, distúrbios do sono, osteoporose e sequelas de traumatismos reduzem significativamente a tolerância humana a impactos e à desaceleração, exigindo avaliação periódica e individualizada pelo médico do tráfego.”

A diretriz demostra, portanto, que a aptidão para dirigir não é um estado permanente, mas varia conforme a condição de saúde, a idade e o contexto de exposição ao risco.

Recomendações

A norma também apresenta recomendações para gestores públicos, instituições de ensino e sociedade, defendendo a adoção de limites de velocidade compatíveis com a tolerância humana, além de políticas permanentes de gestão da velocidade e campanhas educativas.

“Ao reunir dados epidemiológicos, biomecânicos e clínicos, a Abramet reforça que decisões sobre trânsito não podem se apoiar apenas na fluidez ou na conveniência administrativa”, destacou a Abramet.

Entenda

O programa de renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), regulamentado pela Medida Provisória 1327/2025, beneficiou 323.459 condutores na primeira semana de validade.

A medida inclui motoristas que estão no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) e economizou R$ 226 milhões, que seriam pagos em taxas, exames e custos administrativos.

A maior parte dos beneficiados são motoristas com a CNH de categoria B, exclusiva para carros, com 52% de renovações automáticas.

Condutores com a licença AB, que permite dirigir carros e motocicletas, foram 45% dos beneficiados e aqueles que dirigem somente motocicletas (categoria A) somaram 3% das renovações automáticas.

Os demais são condutores profissionais (categorias C e D).

Para fazer parte do RNPC, o condutor não pode ter tido registro de infrações de trânsito nos últimos 12 meses e deve realizar o cadastro no aplicativo por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT) ou no Portal de Serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Exceções

Alguns grupos de motoristas não terão direito ao processo automático e devem continuar procurando os Detrans estaduais. É o caso de motoristas com 70 anos ou mais, que precisam renovar o documento a cada três anos.

Também é o caso daqueles que tiveram a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que demandem acompanhamento contínuo de saúde, além daqueles com o documento vencido há mais de 30 dias.

Para os motoristas com mais de 50 anos, que precisam renovar a CNH a cada cinco anos, o processo automático será permitido uma única vez.



EBC

Chuva em SP provoca alagamentos e deixa zona leste em estado de alerta


As fortes chuvas que caíram sobre a capital paulista na tarde deste domingo (8) provocaram diversos pontos de alagamento, quedas de árvores e deixou parte da zona leste e da zona sul paulistana em estado de alerta.

O estado de alerta, o de maior gravidade, foi decretado para a região do Ipiranga e para as regiões da Vila Prudente, Santo Amaro e Guaianazes, onde ocorreu transbordamento de córregos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, entre o meio-dia e as 17h deste domingo, foram registradas 15 chamadas de quedas de árvores, duas chamadas para desabamentos e 180 chamadas para enchentes na capital e na região metropolitana de São Paulo. Até este momento, não houve informações sobre vítimas.

Também houve fortes chuvas em diversas outras cidades do estado. Em Botucatu, por exemplo, uma mulher acabou caindo com um veículo em uma ribanceira. Segundo a Defesa Civil, a vítima foi socorrida com vida e encaminhada para um hospital da região.

Ontem (7), duas pessoas morreram em decorrência das chuvas. Desde que a Operação SP Sempre Alerta-Chuvas teve início, em dezembro de 2025, o estado paulista já contabiliza 21 óbitos em decorrência das chuvas.

Para os próximos dias, a expectativa é de chuva e ligeiro declínio da temperatura máxima na capital paulista, informou o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE). Para a tarde desta segunda-feira (9) estão previstas chuvas de forte intensidade, que podem provocar alagamentos.



EBC

Flamengo vence Fluminense nos pênaltis e fatura tricampeonato carioca


O Flamengo levou a melhor sobre o Fluminense por 5 a 4 na cobrança de pênaltis e conquistou pela terceira vez consecutiva o título do Campeonato Carioca, na noite deste domingo (8), no Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã). Após empate em 0 a 0 nos 90 minutos, brilhou a estrela do goleiro argentino Augustín Rossi, que defendeu as cobranças de Guga (a terceira penalidade) e Otávio (a quinta nas cobranças alternadas). A partida foi transmitida ao vivo pela Rádio Nacional.

A conquista do 40º troféu do Cariocão na história do clube é a primeira do recém-contratado técnico português Leonardo Jardim, que estreou hoje no comando do time, após demissão de Filipe Luís na última terça-feira (3). O Rubro-Negro segue como o maior campeão do Cariocão, seguido por Fluminense (33 títulos) e Vasco (24). Além da taça, o Flamengo recebeu premiação de R$ 10 milhões. Já o Tricolor foi contemplado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) com R$ 5 milhões. 

No primeiro tempo sobrou cautela em campo.  Ambos os times marcaram bem, mas pouco criaram ofensivamente. Foram raras as finalizações: Aos 16 minutos, Pedro teve a primeira chance de abrir o placar para o Flamengo, mas chutou fraco e goleiro Fábio defendeu. Dois minutos depois, foi a vez do Tricolor: Lucho Acosta rolou para Senra que arriscou de dentro da área, mas a bola desviou no lateral rubro-negro Varela e saiu. O jogo seguiu morno. Aos 45 minutos, Léo Pereira quase marcou o primeiro gol de cobertura do Fla ao cabecear, mas o goleiro Fábio andou para trás e conseguiu defender em cima da linha. 

Depois do intervalo não faltou emoção. Logo aos três minutos, o Tricolor quase abre o placar com Lucho Acosta: o meio-campista chegou a tabelar com Hércules antes de chutar de canhota. Atento, Rossi espalmou e evitou o gol tricolor. Mas o time das Laranjeiras seguiu pressionando. Aos 11 minutos, dentro da grande área, Serna desferiu um bola venenosa, que passou por fora, rente à trave esquerda. A melhor chance do Flamengo só surgiu aos 32 minutos, com cruzamento de Alex Sandro para Arrascaeta cabecear dentro da área, mas a bola foi para fora por cima do travessão. Três minutos depois, Plata cruzou para dentro da área, a bola bateu em Léo Ortiz e no bate-rebate sobrou nos pés de Léo Pereira. O zagueiro chutou fraco, e a bola passou rente à trave direita do goleiro Fábio.

Penalidades

O volante Jorginho converteu a primeira cobrança do Flamengo e, na sequência, Ganso também marcou para o Flu. Depois Luiz Araújo desperdiçou, cobrando no meio e facilitando a defesa do goleiro Fábio. Na sequência, Savarino chutou certeiro no ângulo esquerdo do gol de Rossi, sem chances para o argentino defender. O Flamengo perdia por 2 a 1, quando Everton Cebolinha marcou o terceiro do Rubro-Negro. Em seguida, Guga chutou à meia altura e o goleiro Rossi agarrou, deixando tudo igual no placar (2 a 2).

Na quarta cobrança, Léo Pereira converteu para o Fla e Guilherme Arana para o Flu. Na sequência, Lucas Paquetá acertou a quarta penalidade para o Rubro-Negro, e John Kennedy chutou bem e manteve o empate. A definição do título carioca saiu na primeira cobrança alternada: o zagueiro Léo Ortiz acertou o fundo da rede e, em seguida, o goleiro Rossi saiu como herói da final ao defender a cobrança do volante tricolor Otávio. 





EBC

Presidente Lula faz check-up em hospital de São Paulo


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, na manhã deste domingo (8), para realizar seu check-up anual.

De acordo com o boletim médico do hospital, divulgado por volta das 13h15, todos os exames realizados pelo presidente “estão dentro da normalidade”.

O hospital não divulgou até quando Lula deverá permanecer no local, mas informou que o presidente seguirá em acompanhamento médico e que não há, neste momento, previsão de que ele tenha que ser submetido a novos exames.

Em suas redes sociais neste domingo, o presidente destacou a celebração do Dia Internacional das Mulheres. Tal qual fez em seu pronunciamento na noite desse sábado (7), ressaltou que a violência contra a mulher é crime e que é preciso sim “meter a colher” para denunciar casos de agressão e de violência.

“A regra é clara: quem agride mulher não pode andar por aí como se nada tivesse acontecido”, escreveu o presidente.

Também em suas redes sociais, Lula informou ter sancionado hoje o projeto de lei que assegura a presunção absoluta de vulnerabilidade das crianças menores de 14 anos e que são vítimas de estupro.

“Com essa mudança em nosso Código Penal, agora não há mais brechas para relativizações, nem chances para que abusadores tentem se livrar das penas, alegando, por exemplo, que as relações foram consentidas ou que não resultaram em gravidez”, disse o presidente.



EBC

“Parem de nos matar”: exigem mulheres no 8 de março em Brasília


Os recorrentes casos de feminicídio no Brasil foram o destaque da manifestação que marcou o Dia Internacional da Mulher em Brasília. Com cartazes escritos Parem de Nos Matar, centenas de pessoas denunciaram a violência de gênero no Distrito Federal (DF) nesse domingo (8).

O ato ocorreu próximo à Torre de TV, no centro de Brasília, e contou com a participação de grupos musicais, partidos políticos, sindicatos e diversos coletivos feministas. A manifestação ainda pediu o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), tida como especialmente difícil para as mulheres.

 


Brasília (DF), 08/03/2026 Ato 8 de Março – Dia Internacional das Mulheres em Brasília. Foto; Valter Campanato/Agência Brasil

Ato 8 de Março – Dia Internacional das Mulheres em Brasília – Valter Campanato/Agência Brasil

O governo do DF de Ibaneis Rocha também virou alvo do protesto, que lembrou a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), o banco estatal do DF.

Outra pauta de destaque foi a denúncia do imperialismo, tendo em vista as ações dos Estados Unidos (EUA) no Irã, em Cuba e na Venezuela. A ação israelense na Palestina também foi alvo de falas e cartazes na marcha das mulheres.

Violência de gênero

A artista plástica Daniela Iguizzi, de 55 anos, levou consigo a obra Medo retratando um revólver apontado contra uma mulher.

 


 Brasília-DF- 08/03/2026 - Ato 08M em Brasília.  Daniela Iguizzi, artista plástica, 55 anos 
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil.

Daniela Iguizzi retrata o medo em obra- Valter Campanato/ Agência Brasil.

“A mulher não tem um minuto de paz. Ela não tem sossego no seu lar. Ela não tem sossego no seu trabalho. Em todos os lugares nós podemos ser assediadas, podemos ser assassinadas. Por isso, o nome dessa obra é medo. Medo é o que toda mulher brasileira sente”, disse à Agência Brasil.

Só em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil, crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior, segundo dados compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A coordenadora do grupo de maracatu Baque Mulher Brasília, Raquel Braga Rodríguez, destacou os feminicídios como grande preocupação das mulheres brasileiras e que o ato é contra esse tipo de crime.

“O governo lançou esse Pacto Nacional contra o Feminicídio e a gente gostaria muito que essa política pública fosse realmente colocada em prática, que a gente visse resultado na redução desses números”, disse Raquel.

 


Brasília-DF- 08/03/2026 - Ato 08M em Brasília.  Raquel Braga Rodriguez, coordenadora do grupo Baque Mulher Brasília. Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil.

 Raquel Braga Rodriguez destaca os feminicídios como grande preocupação. – Valter Campanato/ Agência Brasil.

No início de fevereiro, um pacto entre Executivo, Legislativo e Judiciário foi firmado para adoção de medidas contra a violência de gênero no Brasil.

Com 88 anos completados ontem, a histórica militante do movimento de mulheres negras do Distrito Federal Lydia Garcia foi à manifestação, mesmo com risco de chuva. Professora de música aposentada do Coletivo Mulheres Negras Baobá, Lydia é mãe de cinco filhos, tem 11 netos, três bisnetos, e é pioneira da capital federal.

 


 Brasília-DF- 08/03/2026 - Ato 08M em Brasília.  Lydia Garcia, aposentada, de 88 anos, professora de música, do coletivo de mulheres negras Baobá.  Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil.

 Lydia Garcia diz que a marcha impõe a força da mulher. – Valter Campanato/ Agência Brasil.

“Nós mulheres, principalmente as mulheres negras, estamos impondo a este mundo e a este Brasil a nossa força, as nossas lutas e vitórias por dias melhores contra a violência dos jovens negros, contra o feminicídio”

Distrito Federal

Um dos alvos da manifestação do Dia da Mulher em Brasília foi o Governo do Distrito Federal (GDF), liderado por Ibaneis Rocha, e sua vice, Celina Leão.

A representante da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) Jolúzia Batista reclamou da falta de dinheiro para políticas públicas de proteção às mulheres no DF. 

“Estamos vivendo um escândalo financeiro no Brasil com o banco do GDF [o BRB] sendo rifado e faltando dinheiro para a política pública”, disse à Agência Brasil.

 


Brasília-DF- 08/03/2026 - Ato 08M em Brasília.Joluzia Batista, da Articulação de Mulheres Brasileiras.
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil.

Joluzia destaca a corrupção como uma das causas da falta de dinheiro para políticas públicas- Valter Campanato/ Agência Brasil.

A Polícia Federal (PF) investiga a tentativa de compra do Master pelo BRB. O Banco de Brasília estuda dar 12 imóveis públicos do DF como garantia de empréstimos para reforçar o caixa da instituição após perdas estimadas em R$ 2,6 bilhões com a aquisição de créditos do Master.   

A ativista do AMB defendeu ainda que, além da denúncia contra o feminicídio, a luta das mulheres deve ser por orçamento que financie as políticas públicas que melhore a vidas das meninas e mulheres.

“A gente precisa falar de orçamento. Com as emendas parlamentares, as emendas Pix, elas levaram o dinheiro da política pública. Perdemos qualidade de serviço, perdemos capacitação de profissionais, perdemos em campanhas educativas”, comentou.

Avanços da luta das mulheres 

Uma das organizadoras do ato, Thammy Frisselly destacou os dez anos da Marcha Unificada do 8 de Março em Brasília e os avanços conquistados pelo movimento de mulheres na cidade.

“O 8M [8 de março] é o maior ato político feminista da capital federal. A gente teve muitos avanços, não só nas leis, mas também no aumento no número de delegacias para mulheres”, detalhou Thammy.

 


 Brasília-DF- 08/03/2026 - Ato 08M em Brasília.  Thammy Frisselly, da Assembleia Popular pela Vida de Todas as Mulheres, do DF em torno, uma das organizadoras do 8 de Março Unificado do DF. Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil.

Thammy Frisselly destacou os dez anos da Marcha Unificada do 8 de Março, em Brasília, e os avanços conquistados pelo movimento de mulheres – Valter Campanato/ Agência Brasil.

Para a representante da Assembleia Popular pela Vida de Todas as Mulheres, a violência contra a mulher é hoje debatida na sociedade devido a pressão dos movimentos ao longo dos anos.

“Podemos falar hoje abertamente que é violência o seu ‘psiu’ no meio da rua, que é violência você falar da minha roupa. Essa é uma educação bem na base que é resultado da luta das mulheres”, completou Thammy.

Escala 6×1 e imperialismo

A ativista do DF acrescentou que a pauta do fim da escala 6×1 é central na luta das mulheres, que já são submetidas a jornadas duplas ou triplas, cuidando da casa, dos idosos, das crianças e ainda tendo que trabalhar.

“As mulheres precisam de tempo para tratar da sua saúde mental, para o lazer, para fazer outras coisas, para estudar”, explicou Thammy.



EBC

Filho de Ali Khamenei é o novo Líder Supremo do Irã


A assembleia dos Especialistas (ou dos Peritos) do Irã definiu que o novo líder supremo do país é o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, morto em um ataque dos Estados Unidos, no final de fevereiro.

A informação de que o novo líder havia sido escolhido havia sido adiantada por um dos representantes da assembleia, Mohsen Heidari Alekasir, no início deste domingo (8). “A opção mais adequada, aprovada pela maioria da Assembleia de Especialistas, foi escolhida”. O nome, no entanto, não havia sido revelado.

Seyyed Mojtaba Khamenei é o segundo filho de Ali Khamenei e tem 56 anos. A escolha indica uma decisão da Assembleia de manter a linha já adotada pelo antecessor.

Mojtaba acumulou poder sob o comando de seu pai como uma figura sênior próxima às forças de segurança e ao vasto império de negócios que elas controlam. Ele se opôs aos reformadores que buscam se envolver com o Ocidente, que tenta restringir o programa nuclear do Irã.

Líder supremo

No cargo de líder supremo há 36 anos, Ali Khamenei estava no topo da estrutura de Poder da República Islâmica do Irã que, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, conta com o Conselho dos Guardiões, formado por seis indicados do próprio Aiatolá Khamenei e seis indicados pelo Parlamento.

Outro órgão político típico da República Islâmica é a Assembleia dos Especialistas, ou dos Peritos, formada por 88 religiosos eleitos pelo voto popular. Essa assembleia é responsável por eleger o aiatolá que será o líder supremo do Irã. Apesar de o cargo ser vitalício, a Assembleia dos Especialistas pode destituí-lo.

Israel promete assassinar escolhido

Na última quarta-feira (4), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o próximo líder Supremo do Irã será assassinado.

“Será um alvo inequívoco para eliminação. Não importa qual seja o nome dele ou onde ele se esconda”, disse em uma rede social.

Estima-se que a guerra de Israel e dos EUA contra o Irã já tenha custado a vida de, pelo menos, 1.332 civis, segundo autoridade iraniana. Entre as vítimas dos ataques, esteve uma escola de meninas, onde 168 crianças foram mortas, expondo os horrores que o conflito pode produzir.

* com informações da agência Reuters



EBC

Com mais 2 pódios, Brasil encerra Grand Prix de judô com 6 medalhas


O Brasil assegurou mais duas medalhas e encerrou o Grand Prix de judô na Áustria neste domingo (8) com seis pódios. Giovanna Santos faturou prata após revés contra a atual vice-campeã olímpica, a israelense Raz Hershko, na final da categoria acima dos 78 quilos. Já Giovani Ferreira arrematou o bronze ao derrotar o húngaro Zsombor Veg no último embate dos 100 kg.

Primeiro Grand Prix da temporada, o torneio na Áustria conta pontos no ranking mundial que classifica para a Olimpíada de Los Angeles 2028. Apenas os 17 melhores em cada categoria e gênero, até 17 de julho de 2028, garantirão vaga direta no megaevento olímpico.

A peso-pesado Giovanna Santos, a Gigi Santos, somou três vitórias para chegar a sua primeira final no circuito mundial organizado pela Federação Internacional de Judô (IJFm na sigla em inglês). Antes a brasileira já fora bronze duas vezes em edições de Grand Prix – Áustria (2023) e Guadalajara (2025).

Na estreia hoje, Gigi Santos derrotou com um yuko Rochele Nunes – compatriota naturalizada portuguesa – e, na sequência, despachou Emma-Melis Aktas (Estônia) para a repescagem, também com yuko. Na semifinal, a brasileira voltou a vencer, ao aplicar novo yuko contra a primeira adversária israelense do dia, Alma Mishiner. Depois,a brasileira brasileira travou um duelo equilibrado, mas deixou escapar o ouro no fim, ao levar uma chave de braço da israelense Hershko.

O segundo brasileiro a subir ao pódio hoje foi Giovani Ferreira, conhecido pelo apelido de Pezão. O brasileiro venceu três lutas seguidas na disputa dos 100 kg – o tcheco Frantisek Lhotzky, o eslovaco Peter Zilka e o português Jorge Fonseca, medalhista olímpico e ex-campeão mundial – antes de cair na semifial para o ucraniano Anton Savytskiy, que mais tarde foi campeão na categoria. Na decisão do bronze, Pezão chegou a sofrer três yukos do húngaro Zsombor Veg, mas se recuperou a tempo de desferir um waza-ari (golpe com pontuação superior ao yuko) para garantir o bronze.

Outros dois brasileiros ficaram perto do pódio. Rafael Macedo jterminou em quinto lugar na categoria até 90 kg. Ele somou três lutas vitórias, antes de ser superado na semifinal pelo atual campeão , o georgiano Tato Grigalashvili. Depois, na luta pelo bronze, Macedo foi superado pelo japonês Shunta Nakamura. Beatriz Freitas também encerrou o Grand Prix na quinta posição dos 78 kg. Venceu na estreia, caiu nas quartas, passou pela repescagem, mas sucumbiu na luta pelo bronze contra a eslovena Metka Lobnik.

O Brasil abriu o primeiro dia de Grand Prix, na última sexta-feira (8), com prata de Ronald Lima (-66kg) e o bronze de Gabriela Conceição (-52kg). No sábado, somou outros dois pódios, com ouro da carioca Rafaela Silva (- 63 kg) e bronze do gaúcho Daniel Cargnin (-73 kg).

O próximo compromisso do Brasil no circuito mundial será o Grand Slam de Tbilisi (Geórgia), entre 20 e 22 de março.





EBC

Protestos contra a violência de gênero tomam o Brasil neste 8 de março


Mulheres de todo o Brasil foram às ruas neste domingo (08) em protestos pelo Dia Internacional da Mulher. Manifestantes ocuparam a Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro e também a Avenida Paulista, em São Paulo. Já em Brasília, o ato percorreu da Funarte ao Palácio do Buriti.

Em Belo Horizonte (MG), 160 cruzes foram colocadas na Praça da Liberdade, no Centro, representando as mulheres que foram vítimas de feminicídio no estado de Minas Gerais em 2025 e 2026. A última vítima foi morta a facadas, na cidade de Santa Luzia, em pleno Dia Internacional da Mulher.

“Cada cruz simboliza uma história interrompida, uma família marcada pela violência e uma falha coletiva na proteção dessas vidas. A proposta é que o 8 de março seja também um dia de denúncia e mobilização, lembrando que não há o que celebrar enquanto mulheres continuam sendo assassinadas pelo simples fato de serem mulheres”, declarou o coletivo Casa das Marias, responsável pela instalação.

O Centro da capital mineira também recebeu uma marcha contra a violência de gênero. Diversas participantes levaram cartazes com frases como “criança não é esposa” em protesto contra a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que inocentou um homem de 35 anos acusado de violentar uma menina de 12 anos. Os desembargadores justificaram que ambos viviam um relacionamento amoroso. A decisão foi reformada, após grande mobilização popular.

Uma performance artística também marcou a manifestação em Porto Alegre (RS). Integrantes de um grupo teatral marcharam segurando sapatos femininos manchados com um líquido que simulava sangue. Os calçados simbolizaram as vítimas de feminicídio do estado, e as integrantes do grupo também gritaram seus nomes, enquanto caminhavam.

Em Salvador (BA), o protesto foi convocado com o mote: “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”. As manifestantes se concentraram no Morro do Cristo e caminharam até o Farol da Barra, empunhando cartazes e gritando palavras de ordem.

Uma manifestação também foi realizada em Belém (PA), reunindo centenas de mulheres, principalmente integrantes de coletivos feministas. O protesto saiu da Escadinha da Estação das Docas e percorreu diversas ruas do Centro da capital paraense.

“Historicamente, 8 de março é dia de luta, de reflexão, de ir às ruas protestar e pedir por políticas públicas. Nós queremos igualdade de gênero, combater a violência contra a mulher, o feminicídio, a violência vicária e tantas outras violências que acometem nós mulheres”, declarou Vanessa Albuquerque, presidenta da Rede de Mulheres da Amazônia.



EBC