Boulos acredita que fim da escala 6×1 pode ser aprovado neste semestre


O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira (27) ter a expectativa de que o fim da escala 6×1 seja aprovado ainda neste semestre. Segundo ele, o governo federal está empenhado na diminuição da carga de trabalho semanal e no aumento do tempo livre para os trabalhadores.

“Eu espero que isso possa ser pautado [para votação no Congresso Nacional], aprovado e promulgado pelo presidente Lula neste primeiro semestre, para que os trabalhadores brasileiros tenham paz, tenham descanso e possam ter tempo com a sua família para lazer, para cuidado, que é o básico para qualquer um”, disse o ministro.

Boulos concedeu entrevista coletiva após participar de ato na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, para a criação de Grupo de Trabalho Técnico da Maré que deverá formular políticas para o Complexo da Maré, na zona norte do Rio.

“Nós vamos acabar com a escala 6×1 no Brasil. Essa é uma necessidade do trabalhador brasileiro”, afirmou.

Boulos disse atuar, com o Ministério do Trabalho, em prol da mudança e que já se reuniu e manterá conversas “nas próximas semanas” com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) para tratar do tema.

226 assinaturas

O fim da escala 6×1 está previsto na Proposta de Emenda Constitucional nº 8/2025 apresentada à Câmara dos Deputados em fevereiro do ano passado e assinada por 226 deputados – sendo a deputada Erika Hilton (PSOL/SP), correligionária de Boulos, a autora da proposta e primeira signatária.

Indagado por jornalistas sobre a eventual resistência entre grandes empresários à mudança na carga de trabalho, Boulos avaliou que “o grande empresário ser contra não é nenhuma surpresa”.

“Quando foi que grande empresário foi a favor de direito do trabalhador? Nunca vi na história. Se dependesse deles, seria escala 7×0. Se dependesse de muitos deles, não teria sido nem promulgada a Lei Áurea neste país.”

No fim do ano passado, o Palácio do Planalto “erradicou escala a 6×1” para os trabalhadores terceirizados na Presidência da República, como o pessoal que presta serviço na copa e na limpeza.

“São centenas de trabalhadores no Palácio do Planalto e, em dezembro, a gente assinou o fim da escala 6×1. Todos esses trabalhadores estão no máximo na escala 5×2”, garantiu Boulos.

 


Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2025 – Ato do Dia do Trabalhador pede o fim da escala 6x1 e melhores condições de trabalho e renda, na Cinelândia, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Ato do Dia do Trabalhador pede o fim da escala 6×1 e melhores condições de trabalho e renda, na Cinelândia, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil



EBC

Comitê Paralímpico faz 1ª convocação para Jogos de Inverno, na Itália


O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) anunciou nesta terça-feira (27) a primeira lista de convocação de atletas que competirão na Paralimpíada de Inverno Milão-Cortina (Itália), com início em 6 de março. O rondoniense Cristian Ribera e a paranaense Aline Rocha – atuais campeão e vice-campeã mundiais, respectivamente – encabeçam a relação de atletas do esqui cross-country, que conta ainda com os paulistas Wellington da Silva e Elena Sena, ambos estreantes nos Jogos. No snowboard, o representante será o gaúcho André Barbieri.

Os cinco atletas elencados atenderam os critérios pré-estabelecidos pela Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), em parceria com o CPB. A segunda e última chamada de atletas será em 3 de fevereiro, com mais dois nomes, totalizando sete competidores. É o maior número de representantes do Brasil desde a última edição (Beijing 2022) – na ocasião foram seis.

Aline Rocha e Cristian Ribera disputarão na Itália a terceira paralimpíada da carreira. A esquiadora foi a primeira brasileira a competir nos Jogos de Inverno, na edição de PyeongChang (Coreia do Sul), em 2018. Quatro anos depois, em Beijing (China), Aline obteve a sétima colocação, melhor resultado até então, na prova longa (15 quilômetros), no esqui cross-country,

Já Cristian Ribera estreou com apenas 15 anos em PyeongChang 2018, conquistando de cara o sexto lugar, melhor marca do Brasil no esqui cross-country tanto nos Jogos Olímpicos quanto Paralímpicos de Inverno. Em Beijing 2022, Ribera terminou na nona posição.

No snowboard, o gaúcho André Barbieri representará o país pela segunda vez. Ele debutou em Beijing 2022, onde competiu nas provas de cross e banked slalom (slalon inclinado), terminando em 13º lugar em ambas.

Prestes a estrear na Paralimpíada de Milão-Cortina, os esquiadores Wellington da Silva, de 19 anos, e Elena Sena, de 22, somaram bons resultados continentais no último ciclo de preparação. Em 2023, Elena foi campeã na prova de sprint da Copa Continental da Noruega) e, na mesma prova, Wellington levou a prata. Ambos também brilharam na Copa Continental da Argentina, em Ushuaia. Ele foi ouro e ela prata em quatro provas (sprint, 5km, 10km e 20km).





EBC

Mais uma empresa obtém liminar contra nova regra do vale-alimentação


Pela terceira vez nos últimos seis dias, uma grande empresa no setor de vale-alimentação e refeição obteve liminar contra o decreto que regulamenta o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A Justiça Federal de São Paulo concedeu nesta terça-feira (27) uma liminar à Pluxee que suspende qualquer fiscalização ou aplicação de punições pelo governo federal à empresa.

A companhia soma-se à Ticket e à VR, outras grandes empresas do setor, que haviam obtido liminares semelhantes. As novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) foram estabelecidas por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro do ano passado.

A decisão favorável à Pluxee foi do juiz Guilherme Markossian de Castro Nunes, da 10ª Vara Cível Federal. Segundo o magistrado, o uso de mecanismos estatais de controle de preços e a interferência direta na estrutura de custos e em contratos firmados entre empresas privadas podem violar os princípios da legalidade e da liberdade econômica.

O juiz também apontou que a aplicação imediata das novas regras a contratos já em vigor gera insegurança jurídica e restringe indevidamente a autonomia das partes. Todas as decisões têm caráter provisório e ainda podem ser contestadas pela União.

Teto de taxas

O decreto do governo federal fixou um teto de 3,6% para as taxas cobradas pelas empresas de vale-refeição e vale-alimentação de supermercados e restaurantes, além de reduzir de 30 para 15 dias o prazo máximo para o repasse dos valores aos estabelecimentos. Até então, nem taxas nem prazos eram regulamentados no PAT.

A norma também limita a tarifa de intercâmbio a 2%, proíbe cobranças adicionais, estabelece um prazo de 90 dias para adaptação das empresas e determina a interoperabilidade total entre bandeiras. Em até um ano, qualquer cartão de benefício deverá ser aceito em todas as maquininhas de pagamento.

Versão da empresa

Em nota, a Pluxee afirmou ver a decisão de forma positiva, por garantir a continuidade das operações e evitar impactos imediatos no ecossistema de benefícios de alimentação e refeição. Segundo a empresa, a liminar “reafirma princípios fundamentais como a legalidade, a livre iniciativa, a segurança jurídica e a proteção dos contratos vigentes”.

O Ministério do Trabalho e Emprego informou que ainda não foi oficialmente notificado da decisão, mas afirmou que irá recorrer assim que houver a comunicação formal.

Embate

As decisões judiciais vêm em meio à disputa entre o governo e as principais operadoras do setor sobre a regulamentação do PAT. A lei que embasou o decreto, aprovada pelo Congresso em 2022, tinha como objetivo ampliar a concorrência e reduzir custos no mercado de benefícios. Segundo as empresas, porém, o decreto teria extrapolado os limites legais ao impor regras não previstas no texto aprovado pelo Legislativo.

Enquanto empresas mais novas no setor, como iFood, Caju, Flash e Swile, apoiaram as mudanças, as operadoras tradicionais, que concentram cerca de 80% do mercado, posicionaram-se contra pontos centrais da norma. A discussão segue para as próximas etapas do processo judicial.



EBC

1º Festival de Teatro Trans e Travesti do Brasil começa hoje em SP


Na semana da visibilidade trans, a SP Escola de Teatro, na Praça Roosevelt, lança o primeiro festival de teatro trans e travesti do Brasil. Desta terça-feira (27) a sábado (31), o FestivaTrans apresenta diversos espetáculos e palestras que dialogam com a vivência de mulheres transexuais e travestis.

Sempre às 19h, o público poderá assistir gratuitamente espetáculos, performances e rodas de conversa. O evento é marcado pela presença de atrizes trans consagradas na cena atual como Renata Carvalho, Clodd Dias, Renata Perón e Luh Maza.

A direção artística da atriz e autora Luh Maza busca mostrar para o grande público a potência do trabalho que artistas trans e travestis têm desempenhado.

“Eu vejo o FestivaTrans como um projeto voltado para o reconhecimento, a valorização, o fomento e o aplauso de artistas trans e travestis, que têm feito uma pesquisa continuada no teatro, de forma séria. O nosso desejo é que o grande público, seja heterossexual ou não, possa assistir a essas obras”, disse a diretora.

A cantora, apresentadora, roteirista e produtora cultural executiva Paola Valentina Xavier ressalta a importância política de um evento que contempla a arte produzida por corpos dissidentes.

“Um festival como o FestivaTrans não é apenas um evento de teatro, é um gesto de resistência e renascimento. Cada cena, cada corpo em palco, carrega séculos de silenciamento e transforma dor em arte, exclusão em presença, ausência em memória viva. As mulheres trans e travestis que fazem arte escrevem com o próprio corpo uma nova dramaturgia do mundo: aquela em que existir é, por si só, um ato poético e político”, argumenta Paola.

O evento integra a programação do 14º SP Transvisão, que busca promover ações educativas que contribuem para a prevenção, intervenção e enfrentamento da LGBTFobia.

Programação

A programação do evento explora uma amplitude de formatos artísticos. Uma das produções que chama a atenção pela abordagem diferenciada no palco é a Transpreto, uma performance de Luh Maza que une auto-ficção, música e debate para alcançar um sentimento de transe.

Na apresentação, Luh Maza conversa diretamente com a plateia em uma espécie de palestra performática sobre as suas experiências em um corpo marcado socialmente pela transgeneridade e pretitude. A atriz espera que o diálogo com o público traga inquietações, provocações ou vislumbre em relação às questões apresentadas na discussão.

A experiência é realçada com a performance musical do DJ King de Shango, um homem transmasculino que realiza uma pesquisa musical acerca de sons afro-diaspóricos.

“Em meio a esse processo de dopamina rápida com as redes sociais, com tanta falta de atenção, eu acho que esse momento de parar uma hora para conversar, para pensar, para refletir, para construir algo juntos, é um transe. Conseguir essa concentração, é entrar em um estado de transe,” explica a atriz.

Confira a programação da 1ª edição do FestivaTrans:

  • 27/1: Espetáculo: Encarnación, com Flow Kountouriotis – Mediadora convidada: Ave Terrena Alves
  • 28/1: Ensaio aberto “Todas elas em mim”, de Clodd Dias, um tributo à força e à resistência da mulher negra e trans. Mediadora convidada: Renata Carvalho
  • 29/1: Transpetro, com Luh Maza, performance que mistura auto-ficção, música e debate sobre as narrativas afro-trans. Mediador convidado: Daniel Veiga
  • 30/1: Manifesto Transpofágico, com Renata Carvalho, espetáculo que questiona estereótipos sobre corpos travestis. Mediadora convidada: Fabia Mirassos
  • 31/1: Bendita Sois Entre as Mulheres, de Renata Peron, história de superação e resistência de uma mulher trans. Mediadora convidada: Luh Maza

O evento será na unidade Roosevelt da SP Escola de Teatro, na Praça Roosevelt, 210. Os ingressos para as atividades estão disponíveis no site Sympla.

* Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior



EBC

Ato no Rio pede justiça pela morte de Thiago Menezes Flausino


Um ato em frente ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro na manhã desta terça-feira (27) pediu justiça pelo assassinato do estudante Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, em 7 de agosto de 2023. Os policiais militares (PMs) Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria são acusados de homicídio e fraude processual e começam a ser julgados hoje por um júri popular. 

Priscila Menezes Gomes de Souza, mãe de Thiago, disse que o sonho do filho era ser jogador de futebol profissional. Thiago deixou pai, mãe e três irmãs. “É um momento muito difícil para a família porque nada vai trazer ele de volta, mas é o mínimo que a justiça seja feita. Eles tentaram incriminar o Thiago, mas eles é que cometeram um crime e vão sentar no banco dos réus,” disse a mãe.

Thiago foi assassinado enquanto andava na garupa de uma motocicleta na principal via de acesso à Cidade de Deus. Ele foi atingido por três disparos de arma de fogo. O adolescente não portava arma e não havia confronto no momento em que foi baleado.

Os PMs admitiram em depoimento terem disparado contra Thiago. Eles também respondem por fraude processual pela tentativa de implantar uma arma na cena do crime para sustentar a versão de que teria tido confronto.

Quatro policiais militares foram inicialmente identificados e presos como envolvidos na morte de Thiago. Em junho de 2025, o Tribunal de Justiça determinou a soltura de dois deles, por entender que não teriam participado diretamente do homicídio.

A diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck, conta que a organização acompanha a família de Thiago desde o seu assassinato. “Foi uma grave violação de direitos humanos em que tudo foi feito errado. Foi feito errado a polícia suspeitar, julgar e matar de forma instantânea um menino de 13 anos. Nossa expectativa é que o Tribunal do Júri faça justiça. Já está demorando demais. Enquanto demora, é injustiça”, disse Jurema.

Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil




EBC

Dino dá prazo para estados e municípios explicarem emendas para Perse


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta terça-feira (27) que estados e municípios prestem contas em até 30 dias sobre os beneficiários finais de emendas parlamentares aplicadas no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). 

O não envio das informações no prazo estipulado “ensejará a adoção de medidas coercitivas cabíveis, sem prejuízo da apuração da responsabilidade dos agentes públicos omissos”, alerta o ministro. 

Dino é relator de uma série de ações sobre emendas parlamentares, incluindo as chamadas emendas Pix, transferências diretas aos cofres de estados e municípios por indicação de algum parlamentar. Em 2022, o Supremo decidiu que tais emendas são inconstitucionais e impôs uma série de critérios de transparência e rastreabilidade como condição para a liberação dos recursos. 

Como responsável da ação, Dino agora supervisiona a regularização de emendas parlamentares que ainda não permitiam identificar os beneficiários finais do dinheiro. Nesse contexto, desde março do ano passado o ministro busca mais informações a respeito das emendas aplicadas no Perse, mas sempre esbarrando na falta de informações por parte dos municípios e estados.

A não apresentação de relatórios já cobrados anteriormente “compromete deveres básicos de transparência e rastreabilidade dos recursos oriundos de emendas parlamentares”, escreveu o ministro na decisão desta terça-feira. 

O ministro destacou ainda que, das informações já recebidas, algumas dão conta de renúncias fiscais que chegam a R$ 34 milhões para uma única empresa. Diante disso, a omissão dos municípios e estados envolvidos em apresentar esclarecimentos é “circunstância que se revela ainda mais grave diante dos vultosos valores envolvidos a título de renúncia fiscal, os quais impactam diretamente o equilíbrio das contas públicas e a própria capacidade de planejamento estatal”. 

Em março, Dino havia determinado ao Ministério do Turismo e à Advocacia-Geral da União (AGU) que colhessem todas as informações necessárias para garantir a rastreabilidade e a transparência das emendas direcionadas ao Perse. Os órgãos responderam, contudo, que não poderiam cumprir a decisão, pois não haviam recebido os relatórios necessários dos entes subnacionais. 

O Perse foi criado no contexto da pandemia da covid-19, que paralisou o setor de eventos. Por meio do programa, foram concedidas isenções fiscais para as empresas do ramo. Após o fim da emergência sanitária, entretanto, o governo precisou entrar em disputa com o Congresso para descontinuar o programa.



EBC

Atores mirins compartilham experiência na Mostra de Tiradentes


A sessão na praça da Mostra de Cinema de Tiradentes, no domingo (25), reuniu público de todas as idades para a exibição de Pequenas Criaturas, longa da diretora Anne Pinheiro Guimarães. Ambientado em Brasília nos anos 1980, o filme acompanha uma mãe e dois filhos que chegam à capital sem saber se o pai irá retornar, em um drama familiar marcado pelo olhar infantil e pela atmosfera de um tempo anterior às redes sociais.

No elenco, Carolina Dieckmann interpreta Helena, a mãe de André e Dudu, vividos pelos jovens atores Theo Medon e Lorenzo Mello. O filme conta ainda com a participação de Letícia Sabatella, que esteve em Tiradentes para divulgar o longa. 

Após elogios da crítica e prêmio de melhor filme no Festival do Rio, Pequenas Criaturas terá estreia internacional na próxima semana no Festival de Cinema de Gotemburgo, na Suécia, onde concorre ao Prêmio Ingmar Bergman.


Tiradentes (MG), 25/01/2026 - Theo Medon, Lorenzo Melo e Letícia Sabatela na 9ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. Foto: Leo Fontes/Universo Produções

Theo Medon (E), Lorenzo Melo (C) e Letícia Sabatela na 9ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes – Foto: Leo Fontes/Universo Produções

Conhecido do grande público pela novela As Aventuras de Poliana, Theo Medon, hoje com 16 anos, soma mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais. Em entrevista à Agência Brasil, ele afirmou que o cinema ampliou seu olhar sobre a profissão.

“Eu não me considero um influencer, eu me considero um ator. As redes sociais são consequência do trabalho. Tento usá-las para divulgar o que faço e para espalhar cultura para a minha geração, porque muita gente não tem acesso a festivais, filmes e a esse universo”, disse.

Atuando desde os 6 anos, Theo descreve a relação com o trabalho como algo natural. “Eu não lembro direito como era a minha vida antes de ser ator. Isso está enraizado em mim. Tento não diferenciar o Theo artista do Theo de casa. Essa leveza só existe porque tenho uma base familiar muito forte, que me protege das pressões do mercado”, disse.

Sobre a experiência em Pequenas Criaturas, ele destacou o mergulho nos anos 1980. “Foi uma imersão total. A direção de arte é um dos pontos altos do filme. Tudo era de verdade, das fitas do quarto do André ao figurino. Isso te transporta para aquele tempo”, contou. 

Para ele, a ausência de celulares muda completamente a vivência juvenil. “Hoje o André teria mais ferramentas para se isolar. Naquela época, ele precisava sair, conhecer pessoas. Isso transforma”, avalia.

Theo também relaciona o momento do filme com a visibilidade recente do cinema brasileiro no exterior. “O Brasil está vivendo um momento bonito, com o cinema sendo visto lá fora, com o Oscar, com nossos artistas ganhando projeção. Ir para Gotemburgo agora é levar a nossa Brasília, o nosso idioma, a nossa ginga. E mostrar que o cinema também é lugar para os jovens.”

Para Lorenzo Mello, de 9 anos, a sessão na praça marcou sua primeira experiência no cinema. “Foi muito emocionante me ver naquela tela gigante. Eu nunca imaginei que estaria ali”, disse o ator mirim, que vive Dudu. 

Depois do filme, ele conta que passou a assistir a outras produções pensando “em como tudo é feito por trás das câmeras”.


Tiradentes (MG), 25/01/2026 - Exibição do filme Pequenas Criaturas na 9ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. Foto: Leo Lara/Universo Produções

Exibição do filme Pequenas Criaturas na 9ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes – Foto: Leo Lara/Universo Produções

A experiência em Tiradentes também foi acompanhada de perto pelas mães dos atores, que falaram à Agência Brasil sobre os desafios e aprendizados de ver os filhos tão jovens no audiovisual.

Rachel Wanderley, mãe de Lorenzo, diz que Pequenas Criaturas foi a estreia do filho no cinema. “Nunca imaginei chegar onde estamos chegando. Não temos ninguém na família ligado à área e tudo isso é muito novo”, afirmou. 

Segundo ela, o filme abriu espaço para conversas importantes em casa. “Não é um filme infantil. Algumas situações geraram perguntas, e tudo foi conversado antes, durante e depois. Isso também faz parte da experiência.”

Já Simone Fernandes, mãe e empresária de Theo Medon, avalia que o mercado brasileiro ainda precisa avançar no cuidado com o infantojuvenil. “Quando o Theo começou, tudo era novo para a gente. Percebi que não havia um olhar estruturado para os jovens talentos. Trabalhar com criança exige responsabilidade, e isso assusta, mas o retorno artístico é enorme”, disse.

Para Simone, a presença em festivais e sessões gratuitas é fundamental para a formação de público. “Ver o filme numa praça, com a família inteira, é muito simbólico. O cinema fica mais próximo, menos distante. As pessoas passam a se enxergar ali, seja na frente ou atrás das câmeras.”

Com sessões abertas e uma programação diversa, a Mostra de Tiradentes reafirma seu papel na democratização do acesso ao cinema. Pequenas Criaturas deixa a cidade histórica mineira levando consigo não apenas a memória afetiva de uma infância nos anos 1980, mas também o debate sobre a presença, o cuidado e o futuro dos jovens no cinema brasileiro, agora projetado para o mundo.

Confira a programação completa no site oficial da mostra.

* A repórter viajou a convite da organização do evento



EBC

PF e CGU investigam fraudes em prefeituras do Rio Grande do Norte


A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta terça-feira (27), a Operação Mederi, com o objetivo de investigar desvios de recursos públicos e fraudes na área de saúde em administrações municipais no Rio Grande do Norte.

As investigações apontam indícios de irregularidades “em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados”.

Foram identificadas “falhas na execução contratual, incluindo indícios de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço”, informou a PF.

A operação conta com a participação de 163 policiais federais e cinco auditores da CGU, deslocados para o cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão. Além disso, foram adotadas medidas cautelares e patrimoniais.

Prefeito 

Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão, está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).

Contatada pela Agência Brasil, a defesa de Alysson Bezerra confirmou o cumprimento dos mandados e disse que “desde o primeiro momento, o prefeito colaborou integralmente com a diligência, franqueando acesso às informações solicitadas”.

Segundo o advogado Fabrízio Feliciano, da equipe que defende Alysson Bezerra, “não há qualquer fato que vincule pessoalmente o prefeito no caso”. Ele argumenta que a medida teria sido deferida com base em diálogos envolvendo terceiras pessoas, e que os contratos em questão foram firmados entre municípios do Rio Grande do Norte e empresas de medicamentos, “envolvendo fatos ocorridos em diferentes entes municipais”.

Ainda segundo a defesa, a medida cautelar decorre de decisão judicial proferida em fase investigativa, “sem qualquer juízo de culpa”.

Feliciano acrescenta que, desde 2023, a prefeitura tornou obrigatória o uso do Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica – Hórus como plataforma oficial de controle de estoque e dispensação de medicamentos no âmbito da prefeitura.

Desde então, segundo o advogado, as responsabilidades pela fiscalização desses estoques foi repassada à Controladoria-Geral do município.



EBC

Tarde Nacional SP, da Rádio Nacional, vence Prêmio APCA


O programa Tarde Nacional SP, da Rádio Nacional, foi escolhido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como melhor programa cultural de rádio de 2025. O anúncio foi feito na noite dessa segunda-feira (26), em assembleia realizada no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo. A 70ª cerimônia de premiação, com a entrega dos troféus, está prevista para maio, no Teatro Sérgio Cardoso, na capital paulista.

“No ano em que celebra 90 anos, a Rádio Nacional recebe o primeiro presente que é esse prêmio importantíssimo da APCA. Parabéns a todos os funcionários envolvidos na produção do programa, que já é um exemplo de sucesso na comunicação pública. O prêmio também é um reconhecimento do vínculo que o Tarde Nacional SP, que estreou em 2024, já criou com o público paulista – uma praça importantíssima que é prioridade desta gestão”, afirma o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), André Basbaum.

O gerente executivo de Rádios da EBC, Thiago Regotto, reforça que a conquista tem significado especial por ser justamente nas celebrações em torno das nove décadas de existência da Rádio Nacional.

“É o primeiro ano em que a emissora é indicada e já sai vencedora, com um programa que nasceu da força de vontade e da dedicação de dois profissionais da EBC, que produzem, apresentam e operam a atração. Esse trabalho foi fundamental para que a Rádio Nacional de São Paulo deixasse de ser apenas uma retransmissora e passasse a geradora de conteúdo local, em diálogo direto com a maior cidade da América Latina”, diz.

No ar de segunda a sexta, das 15h às 17h, o Tarde Nacional SP é transmitido pelo dial da Rádio Nacional de São Paulo, em 87,1 FM. Os ouvintes de outras localidades também podem conferir a atração ao vivo no site e no app Rádios EBC. A produção radiofônica apresenta entrevistas, prestação de serviço, reportagens e agenda cultural com enfoque na Grande São Paulo. O programa também tem colunas com novidades musicais, achados da literatura e formação da identidade cultural da cidade.

“O forte da Nacional FM é a cobertura cultural e temos nos esforçado para levar aos ouvintes a diversidade de vozes que marcam a música brasileira, desde artistas independentes até os grandes nomes da MPB. Também abrimos espaço na programação local para falar sobre cinema, literatura e teatro, dando um panorama da riqueza cultural da maior cidade da América Latina. Isso tudo temperado com a melhor música do mundo: a brasileira”, afirma Victor Ribeiro, coordenador de Programação da Rádio Nacional São Paulo e apresentador do Tarde Nacional SP.

Segundo Guilherme Strozi, jornalista da EBC e que está à frente da atração radiofônica vespertina juntamente com Victor Ribeiro, o Tarde Nacional SP busca dialogar com a população da maior cidade do país com música brasileira tradicional e contemporânea, além de oferecer jornalismo crítico, serviço, entrevistas com personalidades importantes da capital e colunas de literatura, música alternativa, cinema e tecnologia.

“Estou feliz por ajudar a construir mais um pedacinho da história de uma das rádios mais importantes deste país. Uma rádio pública e da EBC! 

Sem Censura venceu APCA em 2025

Este é o segundo ano consecutivo em que uma atração de emissora da EBC vence o Prêmio APCA. Em 2025, o Sem Censura, da TV Brasil, foi escolhido como Melhor Programa de Televisão. Apresentado por Cissa Guimarães, vai ao ar de segunda a quinta-feira, ao vivo, das 16h às 18h, e tem edições especiais toda sexta-feira, no mesmo horário. Neste ano, a produção também esteve entre os finalistas do Prêmio APCA em sua categoria.

Rádio Nacional

A marca faz parte da história do país e conta, atualmente, com oito emissoras próprias, em diferentes regiões do Brasil: Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Nacional de São Paulo, Rádio Nacional de Brasília AM e FM, Rádio Nacional do Recife, Rádio Nacional de São Luís, Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.



EBC

Anvisa suspende venda de sal grosso e pó para decoração


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e o uso do pó para decoração da marca Sugar Art, produzido pela Madi Comércio e Indústria de Artigos para Festas e Artesanatos Ltda.

A Anvisa determinou ainda o recolhimento do produto. Em nota, a agência informou que o pó para decoração contém materiais plásticos, tornando o produto impróprio para consumo.

Outro item alvo de ação fiscal e que deve ser recolhido é o Sal Grosso Iodado (Ervas Finas) da marca Globo, fabricado pela Brasisal Alimentos Ltda. O produto também teve a sua comercialização, distribuição e consumo suspensos.

A agência informou que a medida afeta apenas o lote 004/24 do sal grosso fabricado pela empresa, com vencimento em 30 de outubro de 2026. De acordo com o Laboratório Central de Saúde Pública do Rio de Janeiro, o lote citado foi reprovado no teste de determinação de iodo. 

“O iodo deve ser adicionado ao sal de cozinha, para evitar a deficiência desse elemento no organismo, que pode levar ao bócio (aumento da tireoide). A falta de iodo também pode ocasionar vários problemas ao desenvolvimento do feto, durante a gestação, entre outros problemas”, destacou o comunicado.

A Anvisa orienta que consumidores que já tenham adquirido o produto entrem em contato com a empresa por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) 0800 585 0303. 




EBC