Paquetá desencanta, Flamengo vence Botafogo e vai à semi do Carioca


Ameaçado, em determinado momento da primeira fase, de ter que disputar um quadrangular para não ser rebaixado no Campeonato Carioca, o Flamengo está nas semifinais do Estadual. Neste domingo (15), o Rubro-Negro venceu o Botafogo por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pelas quartas de final. A partida foi transmitida ao vivo pela Rádio Nacional .

Em busca da oitava final de Estadual consecutiva, o Flamengo terá pela frente o Madureira, em jogos de ida e volta que serão agendados pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj). O Tricolor Suburbano será o mandante da segunda partida, já que fez melhor campanha.

O Glorioso, por sua vez, fica fora das semifinais pela terceira edição em sequência. O Alvinegro não decide um Carioca desde 2018, quando foi campeão pela última vez, e acumula uma série de cinco derrotas na temporada.

O clássico deste domingo teve o desencantar de Lucas Paquetá. Foi do meia, que retornou ao Rubro-Negro depois de oito temporadas, o gol que abriu o marcador do Nilton Santos, aos 18 minutos. O camisa 20 recebeu do atacante Bruno Henrique na entrada da área e bateu no canto do goleiro Neto.

O Botafogo empatou aos oito do segundo tempo. O lateral Alex Telles cobrou escanteio e o zagueiro Alexander Barboza, de cabeça, encobriu o goleiro Andrew. No fim da partida, aos 38 minutos, o volante Erick Pulgar testou fraco em cima de Neto, dentro da área, mas o goleiro deu rebote e o próprio chileno aproveitou, decretando o triunfo rubro-negro.

O último semifinalista do Carioca será conhecido na segunda-feira (16). Às 18h (horário de Brasília), o Fluminense recebe o Bangu no Maracanã. Quem avançar, encara o Vasco, que despachou o Volta Redonda no último sábado (14), nos pênaltis.




EBC

Rayssa Leal vence primeira etapa do circuito mundial de skate


A maranhense Rayssa Leal iniciou bem a jornada em busca do pentacampeonato da Street League Skateboarding (SLS), principal circuito da modalidade. Na madrugada deste domingo (15), a brasileira venceu a primeira etapa da temporada, realizada em Sydney, na Austrália.

No SLS, cada skatista tem duas voltas, de 45 segundos, para ser avaliado conforme os movimentos realizados – a menor nota é descartada. Depois, os atletas fazem cinco manobras individuais. As três tentativas mais bem avaliadas pelos juízes são consideradas para a pontuação final.

Rayssa não teve um desempenho tão bom nas voltas, tendo um 5.8 como melhor nota. Naquele momento, ela estava fora do pódio. A história foi diferente nas manobras individuais. A brasileira conseguiu um 8.2 e um 8.4 em sequência que a levaram à liderança, obrigando as rivais a se arriscarem mais e, por consequência, cometerem mais erros.

Na quarta tentativa, a maranhense ainda alcançou um 7.7, totalizando 30.1 pontos, garantindo boa vantagem para a japonesa Liz Akama, que ficou em segundo, com 29.2. O pódio foi completado pela australiana Chloe Covell, que acumulou 24.7 pontos. Ela liderou a disputa nas voltas, mas acertou apenas duas de cinco manobras individuais.

No masculino, o paulista Giovanni Vianna também foi ao pódio. Ele ficou na terceira posição, com 34.7 pontos. A vitória foi do japonês Ginwoo Onodera, com 37.3 pontos. O desempenho dele foi quase perfeito, com ele alcançando notas acima de 9.0 tanto nas voltas como nas manobras. O estadunidense Julian Agliardi, com 35.5, levou a prata.

A próxima etapa da SLS será em Los Angeles, nos Estados Unidos, no dia 4 de abril. Antes, entre 1º e 8 de março, os atletas terão pela frente o Campeonato Mundial de skate street, em São Paulo. O evento é organizado pela World Skate, federação internacional da modalidade, e conta pontos para o ranking olímpico.



EBC

Centro de São Paulo tem axé e outras surpresas no domingo de carnaval


Na capital paulista, o circuito de blocos da República teve uma tarde de desfiles tranquilos, embalada por ritmos nordestinos como o Axé e o Forró.

Os blocos Domingo Ela Não Vai e Explode Coração foram os grandes puxadores do circuito que, embora cheio, tinha boa mobilidade e facilidade de acesso para os foliões.


São Paulo (SP), 15/02/2026 - Luma Gregório  conversa com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Luma Gregório no Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz – Paulo Pinto/Agência Brasil

“Tá gostoso, para brincar com família e amigos. Alegre, tranquilo e com mais espaço do que em outros circuitos”, disse Luma Gregória, estudante de jornalismo. No Carnaval desde a infância, quando era da ala mirim da Tom Maior, Luma estava com parentes e amigos.

Saindo do Domingo Ela Não Vai, o grupo ainda tinha planos de seguir com o Explode Coração e brincar a folia com Axé – ritmo que, para Luma, é a cara do Carnaval.

A estudante contou que, na segunda, pretende ir com amigos para as marchinhas da Charanga do França e, na terça, embora ainda não saiba aonde, tem certeza de que vai procurar outros bloquinhos de rua.

Outra certeza de Luma é de evitar os megablocos, pois no pré-carnaval não teve uma experiência boa na Consolação: “tinha muita gente e uma parte ficou prensada lá. Saímos para o lado do cemitério, onde dava para acompanhar melhor, mas quem ficou do outro lado teve dificuldades”, lembrou.

O circuito acompanhou as bandas dos trios elétricos, como a do Bloco Afro Tô na Rua, com duas baterias, um percussionista no atabaque, guitarra, baixo e teclado, todos acompanhando o axé nas vozes de Lia, Paula e Marcos, enfrentando com muita energia o sol das 14h, na rua São Luiz com a Consolação. Neste local, o ritmo diminuía e as pessoas dançavam, circulando entre os blocos e começando a dispersão, aproveitando bares e restaurantes, normalmente fechados aos domingos.


São Paulo (SP), 15/02/2026 – As amigas Josi Madeyra (e) e
Estela Madeyra (d) conversa com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

As irmãs Josy e Estela Madeira recuperavam o fôlego próximo à Biblioteca Mario de Andrade – Paulo Pinto/Agência Brasil

Próximo à Biblioteca Mário de Andrade, a reportagem da Agência Brasil conversou com as irmãs Estela e Josy Madeira. A bibliotecária Estela, que já trabalhou na Mário de Andrade, contou que estava no terceiro bloco do final de semana, e que naõ seria o último.

“Está um pouco mais vazio, sabe. Deve ser por conta dos megablocos, que estão esvaziando um pouco os mais tradicionais, aqui do Centro. Claro que ainda estão bem maiores, hoje, do que quando o carnaval era na Tiradentes”, conta Estela.

As irmãs acompanham a festa desde antes dos desfiles de blocos se tornarem mais populares na cidade, há cerca de uma década. Certamente bem antes dos desfiles para dezenas de milhares, como alguns dos blocos da Consolação e do circuito do Ibirapuera.

“Tem uns muito legais. Ontem fomos no Bollywood, com indianos, e no Perdi Tudo na Augusta. Amanhã ainda não decidimos, mas acho que vamos para o Bixiga. Pena que perdemos o Esfarrapado”, disse Josy.

Se forem ao Bixiga na segunda, terão uma boa surpresa pois o bloco, que desfila desde 1947, festeja a partir das 10h, com os sambas da Vai-Vai. 

Quem voltou para a República no meio da tarde, por volta das 15h, além do mar de vendedores, em alguns pontos até desanimados pela aglomeração de guarda-sóis amarelos e movimento fraco, ainda encontrou o pequeno e animado público do Bloco SP Forró, que começava seu desfile.


São Paulo (SP), 15/02/2026 - Desfile do Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Desfile do Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz – Paulo Pinto/Agência Brasil

Vestidos de Lampião e Maria Bonita, Juarez e Ana puxavam o bloco, organizado pelo amigo e produtor cultural Zé da Lua, com quem se apresentam durante o ano com a indumentária no Trio da Lua.

“A gente brinca sempre que pode, se apresenta o ano todo. Adoro”, conta Ana Freire, que é paraibana radicada em São Paulo, onde além das apresentações ensina música, principalmente violão.

O parceiro e Lampião é o arte educador e escultor Juarez Martins dos Anjos, baiano que está desde 1973 em São Paulo, morador de São Miguel, na zona leste. O bloco já tem seis anos de apresentações no carnaval, e seguia animado pelo meio da tarde. 

 



EBC

Bloco celebra diversidade e carnaval sem assédio no Rio de Janeiro


Milhares de pessoas acordaram cedo neste domingo de carnaval (15) para participar da folia do bloco Divinas Tretas, que se concentrou, mas não saiu, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

O Divina Tretas é um dos 55 blocos corresponsáveis pela alegria neste dia ensolarado e quente dos cariocas. O coletivo deriva do antigo bloco Toco-Xona, o primeiro bloco LGBTQIA+ da cidade do Rio de Janeiro, criado em 2007 e renomeado em 2022, após a pandemia de covid-19. 

A programação musical, tocada ao vivo e nos intervalos, tenta dar conta da pluralidade de ritmos brasileiros com samba, axé, piseiro e pitadas de rock em meio à cena pop. 

“São músicas que levantam a galera”, explica a cantora e multi-instrumentista Karol Gomes, que se apresenta com tamborim e microfone na banda do bloco.

“Tocamos músicas que o público gosta, de divas internacionais e divas brasileiras, em que vestimos a roupinha da gente”, acrescenta Thaissa Zin, produtora executiva do Divinas Tretas.


Rio de Janeiro (RJ), 15/02/2026 – Folionas se beijam durante apresentação do bloco Divinas Tretas, que toca com sua banda e atrai público LGBTQIAPN+ no Aterro do Flamengo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Folionas se beijam durante apresentação do bloco Divinas Tretas, que atrai público LGBTQIAPN+ no Aterro do Flamengo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Acolhidas e abraçadas 

“Tocar na rua é saber tocar gêneros populares, em que as pessoas vão se sentir acolhidas, abraçadas”, explica a DJ Laís Conti, uma das responsáveis por animar o público enquanto a banda se prepara ou descansa para seguir a festa.

A receita de Laís é fazer do momento em que apresenta a sua seleção de músicas “um set democrático e quente”.

As trilhas sonoras da DJ e da banda contribuem para tornar o ambiente do Divinas Tretas receptivo, agradável e diverso como deve ser um carnaval para todas as pessoas.

“Este é um bloco em que eu consigo me sentir bem como mulher hétero ou como uma pessoa gay ou uma pessoa fora dos padrões. Um lugar em que eu consigo me sentir completamente à vontade para exercer minha liberdade carnavalesca. De botar a roupa que eu estou com vontade, seja mais ou menos coberta. Onde posso dançar o que eu tenho vontade e ouvir músicas que eu gosto”, dá o testemunho a enfermeira Letícia de Almeida Lopes, 26 anos.

Para a foliã, as pessoas vão ao bloco “para serem felizes” e “não para fazer julgamentos”. Ela acredita que o clima geral do Divinas Tretas “traz sensação de segurança”. 

A vendedora Thaísa Galvão, 28 anos, confirma as impressões de Letícia. “Me sinto muito bem. Dá para a gente se descontrair com os nossos amigos. Não tem nenhum tipo de briga. Todo mundo se dá bem. Por isso, eu sempre venho aqui”.

“É o bloco que a gente se sente acolhida. Não tem homem assediando a gente, o que é libertador”, complementa Jennifer de Oliveira, analista de operações, também com 28 anos.

Marielle 

O bloco do Divinas Tretas aproveitou a concentração de pessoas na folia para lembrar do julgamento que vai ocorrer depois do carnaval, dias 24 e 25, no Supremo Tribunal Federal (STF) de supostos executores, mandantes, comparsas e cúmplices pela morte da vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Torres. Além das chamadas no microfone do palco, leques foram distribuídos com a agenda do julgamento.


Rio de Janeiro (RJ), 15/02/2026 – Foliões recebem leques alusivos ao julgamento dos mandantes do assassitato de Marielle Franco e Anderson Gomes no bloco Divinas Tretas, que atrai público LGBTQIAPN+ no Aterro do Flamengo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Bloco Divinas Tretas aproveitou a concentração para lembrar do julgamento dos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Corte julga os processos do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão; o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos; o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. 

Todos estão presos preventivamente por suposta participação nos assassinatos ocorridos em março de 2018.



EBC

Morre Renato Rabelo ex-presidente do PCdoB aos 83 anos


Morreu neste domingo (15), aos 83 anos, o ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Renato Rabello. Ele presidiu a sigla de 2001 a 2015. A morte foi confirmada pelo partido, em nota.

“[O PCdoB] expressa o sentimento de consternação de toda a militância comunista que, em homenagem a Renato, inclina a bandeira verde e amarela da pátria, entrelaçada com os estandartes vermelhos da revolução e do socialismo. E acolhe no peito os sentimentos, os pêsames que chegam do país e do exterior e pulsam nas redes sociais”.

Renato foi vice-presidente nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE) durante a ditadura militar de 1964, militante da Ação Popular (AP) e membro do núcleo dirigente que conduziu a integração da organização ao PCdoB, em 1973.

Foi exilado na França, em 1976, quando dirigentes do PCdoB foram assassinados, presos e torturados no Brasil, e retornou com a anistia de 1979. Dedicou-se, em especial, ao fortalecimento das relações do PCdoB com os países socialistas, notadamente, China, Vietnã e Cuba.

“Sua maior obra é o aporte de ideias e formulações ao acervo teórico, político e ideológico do Partido, importantes contribuições teóricas e políticas que enriqueceram o seu pensamento tático, estratégico e programático, como também a práxis de sua edificação e atuação na arena da luta de classes”, diz a nota do PCdoB. 

Renato foi um dos articuladores, pelo PCdoB, junto com João Amazonas, da Frente Brasil Popular (PT, PSB, PCdoB) que lançou, em 1989, a primeira candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República.

“Recebi com muita tristeza a perda do companheiro Renato Rabelo, grande liderança do PCdoB. Desde muito jovem, Renato entregou sua militância, inteligência e energia à defesa dos trabalhadores, do socialismo e do Brasil. Enfrentou a ditadura, a perseguição e o exílio”, disse, nas redes sociais, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Governo Lula, Gleisi Hoffmann. 

A deputada pelo PCdoB, Jandira Feghali, também prestou homenagem ao líder do partido.

Hoje me despeço com profunda tristeza de um grande amigo, referência ideológica, política e de afeto, que presidiu nosso PCdoB por décadas, e um dos maiores construtores da história do Brasil. Renato dedicou a vida inteira à luta pela democracia, pela soberania nacional, por direitos e pelo socialismo. O Brasil ficou mais pobre de ideias e de luta”, disse.



EBC

Estudo mostra impacto de vídeos curtos no desenvolvimento infantil


Duas pesquisadoras da Universidade de Macau concluíram que vídeos de formato curto usados nas redes sociais e vistos em “scrolling” (rolagem da tela) em aparelhos celulares impactam negativamente bo desenvolvimento cognitivo das crianças, podendo causar ansiedade social e insegurança.

“O consumo compulsivo de vídeos curtos tem um impacto negativo no desenvolvimento cognitivo, podendo causar falta de concentração, ansiedade social e insegurança”, explicou em declarações à Lusa Wang Wei, acadêmica da área da Psicologia Educacional da Universidade de Macau (UM), autora do estudo Dependência de vídeos curtos, envolvimento escolar e inclusão social entre estudantes rurais chineses.

“Esta concepção de vídeos curtos pode ser particularmente perigosa para as crianças”, alertou a investigadora.

“A nossa pesquisa indica uma correlação direta: quanto mais os estudantes consomem vídeos curtos, menos se envolvem com a escola.”

Wang argumenta que, embora as necessidades psicológicas fundamentais das crianças devam ser satisfeitas offline – ou seja, fora das redes sociais –, as plataformas de vídeos curtos, com algoritmos personalizados e funcionalidades de interação social, satisfaz de forma direta e maneira sutil essas mesmas necessidades.

Esta satisfação paralela, sugere a investigação de Wang, “leva potencialmente a um uso excessivo e ao vício”.

“A natureza estimulante e de ritmo acelerado dos vídeos curtos torna-os altamente divertidos para os alunos”, acrescentou ainda a investigadora.

Anise Wu Man Sze, professora de Psicologia na Faculdade de Ciências Sociais da UM e autora do estudo A relação das componentes afetivas e cognitivas no uso problemático de vídeos curtos, acrescenta às conclusões de Wang as questões relacionadas com a superestimulação das crianças, que prejudicam ainda mais o desenvolvimento cognitivo saudável.

Os vídeos curtos capturam a atenção de todos justamente porque “estão logo ali à mão e são gratuitos”, sublinha Wu, em declarações à Lusa.

As pessoas podem ter acesso a grandes quantidades de vídeos curtos “a qualquer hora, em qualquer lugar”.

Esses comportamentos de dependência têm frequentemente origem em um “propósito funcional”, explicou.

“Temos de aumentar a consciencialização, sobretudo se o uso começar a afetar a vida quotidiana, levando a sacrificar tempo em família, negligenciar o sono, ou navegar em momentos inadequados – como durante as aulas”, afirmou à Lusa.

Para além do design das plataformas, da utilização de algoritmos e da natureza dos vídeos rápidos, Wu identificou outros fatores que desencadeiam a relação de dependência.

Segundo a pesquisadora, o stress diário, o ambiente e mesmo predisposição genética contribuem para comportamentos de dependência, detalhou no estudo.

“Na verdade, uma das razões primárias para a dependência, que resulta nestes comportamentos compulsivos, é a fuga de realidades desagradáveis, pressões ou situações em que as pessoas desejam evitar confrontos”, explicou Anise Wu, apelando à consciencialização dos efeitos da visualização de vídeos curtos.

Quanto a intervenções junto das crianças, segundo Wang Wei, “é muito importante” satisfazer suas necessidades emocionais, cultivando ao mesmo tempo o uso digital e competências de autorregulação, “em vez de nos limitarmos retirar o aparelho celular”.

Até dezembro de 2024, o número de pessoas com acesso a este tipo de vídeos na China atingiu perto de 1,1 bilhão de indivíduos, sendo que 98,4% eram utilizadores ativos deste formato, de acordo com o Relatório Anual sobre o Desenvolvimento dos Serviços Audiovisuais na Internet, publicado pelas autoridades chinesas.

“A dimensão da indústria superou os 1,22 trilhões de yuan [149 bilhões de euros], impulsionada pelo consumo de vídeos curtos e live streaming [transmissão em tempo real]. As microsséries testemunharam um crescimento explosivo de utilizadores, enquanto a IA [Inteligência Artificial] generativa remodelou o ecossistema de conteúdos”, revelou o relatório. 

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Lula inaugura pronto-socorro do Hospital Federal Cardoso Fontes no Rio


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, neste domingo (15), o Centro de Emergência 24h do Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A entrega faz parte do processo de reestruturação da unidade, que teve R$ 100 milhões em investimentos do governo federal para modernização.

O hospital do Sistema Único de Saúde (SUS) terá ainda R$ 610 milhões anuais para custeio de serviços de média e alta complexidade.

Com a parceria firmada em dezembro de 2024 com a Prefeitura do Rio de Janeiro, a administração do hospital foi municipalizada e, de lá para cá, segundo o Ministério da Saúde, a unidade aumentou a capacidade de atendimentos e procedimentos.

De acordo com Lula, o hospital sempre foi utilizado politicamente, realidade que a descentralização de gestão também tem o objetivo de mudar. 

“Os hospitais federais do Rio de Janeiro sempre foram utilizados como peça de troca em campanha eleitoral. E aí se colocava um deputado para tomar conta de uma coisa, um outro deputado para tomar conta da outra, até para tomar conta do estacionamento você tinha gente que cobrava dos funcionários”, disse.

Os outros cinco hospitais federais no Rio de Janeiro também estão passando por reestruturação. Assim como o Cardoso Fontes, o Hospital Federal do Andaraí já está sob gestão municipal.

“O Ministério da Saúde, em parceria com entidades como a Ebserh, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), a Fiocruz e universidades federais, investe na recuperação da rede federal do Rio de Janeiro para superar problemas históricos, como emergências fechadas, leitos bloqueados e déficit de profissionais”, destacou o governo.

De 2024 a 2025, foram aplicados mais de R$ 1,4 bilhão com o objetivo de ampliar o acesso a serviços de média e alta complexidade, reduzir filas, reabrir leitos e modernizar a infraestrutura, a logística e os modelos de gestão das unidades.



EBC

Empresas vão poder abater dívidas se conectarem faculdades à internet


Pelo menos 118 unidades de universidades públicas e institutos federais, com dificuldades de conectividade à internet, poderão ser beneficiadas por uma decisão do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

>> Confira a lista das 118 unidades no site da Anatel

De forma inédita, os conselheiros da agência aprovaram que empresas prestadoras de serviços de telecomunicações, e que têm valor de multas somadas no valor de R$ 29 milhões, possam trocar os valores que devem por garantir conectividade para unidades de aprendizagem que estão em 39 instituições de ensino superior situadas em 72 municípios. As empresas multadas pela Anatel foram a Telefônica, a Claro, a Tim e a Sky.

O conselheiro Octavio Pieranti explicou à Agência Brasil que a decisão da Anatel determina que as prestadoras façam algo em substituição ao pagamento de multa.

“Nesse caso específico, o que foi decidido é que elas devem conectar unidades à internet via rede da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, organização social que oferece estrutura de rede de internet às faculdades)”.

Ele explica que, se as empresas não quiserem cumprir essa obrigação, elas podem pedir para converter essa obrigação em multa e aí abrem mão de um desconto previsto (5%). O conselheiro da Anatel acrescenta que existem áreas isoladas que estão em campus universitário, mas sem acesso à rede. 

“Com essa medida, a Anatel busca proporcionar a conexão também dessas unidades mais afastadas ou desses espaços que, por algum motivo, ainda não estejam participando dessa rede da RNP com internet de alta velocidade e serviços de integração acadêmica”, afirmou Peiranti, que foi autor da proposta aprovada por todos os conselheiros.

Número pode ser maior

Octavio Pieranti acrescenta que, além das 118 unidades mapeadas, há menções a outras 226 que podem também precisar de conectividade. O conselheiro diz que não há uma lógica de prioridade regional de implantação dos serviços.

“O critério é de diversidade. A prestadora que aderir poderá selecionar as unidades a partir da lista. A segunda unidade beneficiada terá que ser de uma macro região diferente da primeira. A terceira unidade tem que ser de uma outra macro região”, finalizou.



EBC

TV Brasil transmite desfile das escolas de samba da Série Prata do Rio


A TV Brasil mostra as emoções do desfile das escolas de samba da Série Prata do Rio de Janeiro, com exclusividade na telinha, direto da Intendente Magalhães, no domingo e na segunda, dias 15 e 16 de fevereiro, ao vivo, em rede, para todo o país, às 20h30 e às 21h, respectivamente. A transmissão começa mais cedo, às 18h, no YouTube da emissora pública.

A programação é apresentada pelos jornalistas Tiago Alves, Bia Aparecida e Flávia Grossi. Os anfitriões recebem convidados especiais no estúdio para discutir a performance das agremiações e avaliar a evolução das escolas que buscam assegurar vaga na Série Ouro para desfilar na Sapucaí em 2027.

A repórter Anna Karina acompanha os preparativos das agremiações e mostra o esquenta no início dos desfiles, direto da concentração. Já as informações sobre o término das performances, na dispersão, ficam por conta dos repórteres Fernanda Cruz no domingo (15) e Vladimir Platonow na segunda (16).

Tiago Alves e Bia Aparecida assumem o comando da folia no domingo (15), enquanto Flávia Grossi faz dupla com o jornalista na faixa temática do canal público na segunda (16). Em dois dias, a Estrada Intendente Magalhães recebe 29 agremiações que representam a cultura popular com a força das comunidades.

O desfile reúne escolas de samba conhecidas que já passaram pelo Grupo Especial do Rio de Janeiro como Renascer de Jacarepaguá, Vizinha Faladeira, Tradição, Lins Imperial, Império da Tijuca, São Clemente, Acadêmicos da Rocinha e Leão de Nova Iguaçu, entre outros pavilhões.

Para comentar a transmissão da TV Brasil, os convidados deste domingo (15) são a pesquisadora Bia Chaves, a produtora cultural Helyane Silsan, a cantora de samba-enredo Millena Wainer, o jornalista Rodrigo Santos e o coreógrafo Marcos Bandeira.

Já na segunda (16), a emissora recebe no estúdio outros especialistas. A produção especial conta com a jornalista Suelen Martins, a diretora de bateria Thayane Cantanhêde, o mestre de bateria Dinho Santos e o sambista Pedro Araújo.

Detalhes do regulamento

A escola de samba com a maior pontuação da Série Prata garante uma vaga na Série Ouro para desfilar na Marquês de Sapucaí em 2027. As quatro agremiações com as piores classificações em cada um dos dias serão rebaixadas para a Série Bronze no próximo ano.

O regulamento exige no mínimo 700 componentes para a apresentação de 35 a 40 minutos. As escolas de samba da Série Prata precisam percorrer a Intendente Magalhães com no mínimo duas e no máximo quatro alegorias. A comissão de frente tem que reunir entre dez e 12 integrantes. As escolas de samba ainda devem desfilar com no mínimo 120 ritmistas, 30 componentes por alas de enredo e um casal de mestre-sala e porta-bandeira.

O desfile de domingo (15) reúne 14 escolas que se apresentam na seguinte ordem: Mocidade Unida do Santa Marta, Arrastão de Cascadura, Tubarão de Mesquita, Renascer de Jacarepaguá, União do Parque Curicica, Independente da Praça da Bandeira, Chatuba de Mesquita, Vizinha Faladeira, Unidos de Lucas, Independentes de Olaria, Tradição, Lins Imperial, União de Jacarepaguá e Acadêmicos do Cubango.

Já na segunda (16), a Série Prata tem 15 agremiações que entram na pista na sequência: Império da Tijuca, Flamanguaça, Feitiço Carioca, Siri de Ramos, Acadêmicos da Abolição, Império de Nova Iguaçu, São Clemente, Acadêmicos do Dendê, Acadêmicos do Engenho da Rainha, Unidos de Santa Tereza, Acadêmicos da Rocinha, Acadêmicos de Santa Cruz, Alegria do Vilar, Leão de Nova Iguaçu e Império da Uva.



EBC

Exposição a multidões no carnaval traz riscos à saúde dos animais


Estresse, desconforto e até problemas graves de saúde podem acometer animais levados a participar de blocos de rua e outros ambientes com grande concentração de pessoas e música alta.

O alerta foi dado pelo presidente da Comissão de Clínica Médica e Cirúrgica de Animais de Companhia do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Alexandre Guerra, em entrevista à Agência Brasil .

Para Guerra, o mais sensato é o tutor não expor o animal a aglomerações e lembrar que folia é para o ser humano. O médico veterinário lembrou que os cães possuem uma audição muito mais apurada que a dos humanos, captando sons intensos.

“Para nós, já não é saudável, imagine para eles”.

Barulho excessivo

Por isso, barulhos como fogos de artifício, apitos, caixas de som e gritos de multidões podem gerar medo, estresse e crises de ansiedade nos animais.

Como consequência, ele podem apresentar comportamentos agressivos ou tentar fugir, expondo-se ao risco de atropelamento, especialmente no caso de cães pequenos.

“Nos blocos, aumenta também a chance de contato com outro animal, e a agressividade e o estresse podem estar presentes em qualquer raça”, alertou Alexandre Guerra.

Temperaturas elevadas

A temperatura elevada também é um fator de risco. Diferentemente dos humanos, os cães regulam a temperatura principalmente pela respiração, e a exposição ao calor e ao sol pode causar hipertermia, levando a desmaios e, inclusive, a óbito.

Outro ponto destacado pelo médico veterinário é a alimentação. “É preciso ter cuidado na rua. Muitas pessoas comem alimentos comprados em barracas e dão para seus cães. É arriscado”.

O olfato canino também é extremamente apurado, e o contato com perfumes fortes, fumaça e cheiros intensos pode ser desconfortável para os cães, que não conseguem simplesmente se afastar quando se sentem incomodados.

“Cuidado também com produtos químicos, como espumas e gliter, presentes em fantasias, porque os animais são muito curiosos e podem ingerir ou tentar ingerir pequenos adereços e fios”, advertiu o médico veterinário.

 


Rio de Janeiro (RJ), 01/03/2025 - Foliões se divertem no 106º desfile do Cordão da Bola Preta, no centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Foliões se divertem no desfile do Cordão da Bola Preta, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Espumas de carnaval, por exemplo, podem provocar irritações na pele e mucosas dos animais, aumentando os riscos.

Alexandre Guerra ainda considera as fantasias para pets prejudiciais, porque dificultam a regulação térmica e podem causar alergias ou intoxicação, se ingeridas.

“Ele pode se sentir incomodado com aquilo, tentar se desfazer da fantasia e acabar ingerindo pequenos pedaços”. Destacou também que

Na avaliação de Guerra, o bem-estar dos animais deve ser priorizado.

“Os donos devem considerar que o Carnaval é repleto de estímulos que podem ser prejudiciais à saúde física e psicológica dos animais. A melhor opção é mantê-los em um ambiente seguro e tranquilo em casa”, recomendou.



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