TV Brasil transmite desfile das escolas de samba da Série Prata do Rio


A TV Brasil mostra as emoções do desfile das escolas de samba da Série Prata do Rio de Janeiro, com exclusividade na telinha, direto da Intendente Magalhães, no domingo e na segunda, dias 15 e 16 de fevereiro, ao vivo, em rede, para todo o país, às 20h30 e às 21h, respectivamente. A transmissão começa mais cedo, às 18h, no YouTube da emissora pública.

A programação é apresentada pelos jornalistas Tiago Alves, Bia Aparecida e Flávia Grossi. Os anfitriões recebem convidados especiais no estúdio para discutir a performance das agremiações e avaliar a evolução das escolas que buscam assegurar vaga na Série Ouro para desfilar na Sapucaí em 2027.

A repórter Anna Karina acompanha os preparativos das agremiações e mostra o esquenta no início dos desfiles, direto da concentração. Já as informações sobre o término das performances, na dispersão, ficam por conta dos repórteres Fernanda Cruz no domingo (15) e Vladimir Platonow na segunda (16).

Tiago Alves e Bia Aparecida assumem o comando da folia no domingo (15), enquanto Flávia Grossi faz dupla com o jornalista na faixa temática do canal público na segunda (16). Em dois dias, a Estrada Intendente Magalhães recebe 29 agremiações que representam a cultura popular com a força das comunidades.

O desfile reúne escolas de samba conhecidas que já passaram pelo Grupo Especial do Rio de Janeiro como Renascer de Jacarepaguá, Vizinha Faladeira, Tradição, Lins Imperial, Império da Tijuca, São Clemente, Acadêmicos da Rocinha e Leão de Nova Iguaçu, entre outros pavilhões.

Para comentar a transmissão da TV Brasil, os convidados deste domingo (15) são a pesquisadora Bia Chaves, a produtora cultural Helyane Silsan, a cantora de samba-enredo Millena Wainer, o jornalista Rodrigo Santos e o coreógrafo Marcos Bandeira.

Já na segunda (16), a emissora recebe no estúdio outros especialistas. A produção especial conta com a jornalista Suelen Martins, a diretora de bateria Thayane Cantanhêde, o mestre de bateria Dinho Santos e o sambista Pedro Araújo.

Detalhes do regulamento

A escola de samba com a maior pontuação da Série Prata garante uma vaga na Série Ouro para desfilar na Marquês de Sapucaí em 2027. As quatro agremiações com as piores classificações em cada um dos dias serão rebaixadas para a Série Bronze no próximo ano.

O regulamento exige no mínimo 700 componentes para a apresentação de 35 a 40 minutos. As escolas de samba da Série Prata precisam percorrer a Intendente Magalhães com no mínimo duas e no máximo quatro alegorias. A comissão de frente tem que reunir entre dez e 12 integrantes. As escolas de samba ainda devem desfilar com no mínimo 120 ritmistas, 30 componentes por alas de enredo e um casal de mestre-sala e porta-bandeira.

O desfile de domingo (15) reúne 14 escolas que se apresentam na seguinte ordem: Mocidade Unida do Santa Marta, Arrastão de Cascadura, Tubarão de Mesquita, Renascer de Jacarepaguá, União do Parque Curicica, Independente da Praça da Bandeira, Chatuba de Mesquita, Vizinha Faladeira, Unidos de Lucas, Independentes de Olaria, Tradição, Lins Imperial, União de Jacarepaguá e Acadêmicos do Cubango.

Já na segunda (16), a Série Prata tem 15 agremiações que entram na pista na sequência: Império da Tijuca, Flamanguaça, Feitiço Carioca, Siri de Ramos, Acadêmicos da Abolição, Império de Nova Iguaçu, São Clemente, Acadêmicos do Dendê, Acadêmicos do Engenho da Rainha, Unidos de Santa Tereza, Acadêmicos da Rocinha, Acadêmicos de Santa Cruz, Alegria do Vilar, Leão de Nova Iguaçu e Império da Uva.



EBC

Exposição a multidões no carnaval traz riscos à saúde dos animais


Estresse, desconforto e até problemas graves de saúde podem acometer animais levados a participar de blocos de rua e outros ambientes com grande concentração de pessoas e música alta.

O alerta foi dado pelo presidente da Comissão de Clínica Médica e Cirúrgica de Animais de Companhia do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Alexandre Guerra, em entrevista à Agência Brasil .

Para Guerra, o mais sensato é o tutor não expor o animal a aglomerações e lembrar que folia é para o ser humano. O médico veterinário lembrou que os cães possuem uma audição muito mais apurada que a dos humanos, captando sons intensos.

“Para nós, já não é saudável, imagine para eles”.

Barulho excessivo

Por isso, barulhos como fogos de artifício, apitos, caixas de som e gritos de multidões podem gerar medo, estresse e crises de ansiedade nos animais.

Como consequência, ele podem apresentar comportamentos agressivos ou tentar fugir, expondo-se ao risco de atropelamento, especialmente no caso de cães pequenos.

“Nos blocos, aumenta também a chance de contato com outro animal, e a agressividade e o estresse podem estar presentes em qualquer raça”, alertou Alexandre Guerra.

Temperaturas elevadas

A temperatura elevada também é um fator de risco. Diferentemente dos humanos, os cães regulam a temperatura principalmente pela respiração, e a exposição ao calor e ao sol pode causar hipertermia, levando a desmaios e, inclusive, a óbito.

Outro ponto destacado pelo médico veterinário é a alimentação. “É preciso ter cuidado na rua. Muitas pessoas comem alimentos comprados em barracas e dão para seus cães. É arriscado”.

O olfato canino também é extremamente apurado, e o contato com perfumes fortes, fumaça e cheiros intensos pode ser desconfortável para os cães, que não conseguem simplesmente se afastar quando se sentem incomodados.

“Cuidado também com produtos químicos, como espumas e gliter, presentes em fantasias, porque os animais são muito curiosos e podem ingerir ou tentar ingerir pequenos adereços e fios”, advertiu o médico veterinário.

 


Rio de Janeiro (RJ), 01/03/2025 - Foliões se divertem no 106º desfile do Cordão da Bola Preta, no centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Foliões se divertem no desfile do Cordão da Bola Preta, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Espumas de carnaval, por exemplo, podem provocar irritações na pele e mucosas dos animais, aumentando os riscos.

Alexandre Guerra ainda considera as fantasias para pets prejudiciais, porque dificultam a regulação térmica e podem causar alergias ou intoxicação, se ingeridas.

“Ele pode se sentir incomodado com aquilo, tentar se desfazer da fantasia e acabar ingerindo pequenos pedaços”. Destacou também que

Na avaliação de Guerra, o bem-estar dos animais deve ser priorizado.

“Os donos devem considerar que o Carnaval é repleto de estímulos que podem ser prejudiciais à saúde física e psicológica dos animais. A melhor opção é mantê-los em um ambiente seguro e tranquilo em casa”, recomendou.



EBC

Carnaval traz vários caminhos para fortalecer vínculos, diz teóloga


“Não existe só um carnaval. O nome deveria ser carnavais”. Assim define a professora da Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) Ana Beatriz Dias, especialista em comportamento humano.

Em entrevista à Agência Brasil para contar curiosidades sobre o feriado prolongado, a psicóloga e teóloga defende que são muitas as formas de fazer carnaval e de sentir os significados que a festa pode ter. 

“Essa é a beleza da cultura brasileira. Poder ir para o Sambódromo, quem gosta, ou para um show de rock. No Nordeste, tem os bonecos de Olinda; no Pará, outro tipo de carnaval; no Rio Grande do Sul, tem a carreada, que é o momento final da engorda do gado para dar início ao período de exportações, antes que comece o inverno”.

O que siginifica desfilar?

Ana Beatriz reforça que o rito de desfilar vêm desde a antiguidade. O fato de a pessoa desfilar pela cidade com estandartes e faixas representava sempre algo vitorioso, uma alegria para o povo, a morte de um inimigo, a conquista de um território.

“Quando, principalmente no catolicismo, as pessoas saem para fazer procissão, em geral, levam imagens, crucifixos, velas. Em muitas cidades antigas, essa tradição persiste, inclusive com música”.

Os blocos, maracatus, cordões e vários grupos carnavalescos construíram suas coreografias, apresentações e formas de desfiles a partir do modelo das procissões, diz ela.

“É o mesmo estilo: os instrumentistas, as pessoas com os andores ou alegorias e cada agremiação vai defender o estandarte da paróquia tal ou do bairro tal, do time tal, da confraria, do santo”.

Gradativamente, ocorre uma miscigenação, em que sai o sagrado e o religioso, e o corpo que dança passa a ocupar esse lugar simbólico, e ganha essa forma de expressão para a liberdade.

Carnaval e espiritualidade

Para cada pessoa, o carnaval pode representar, hoje, uma forma de enxergar o ano que começa ou de entender a sua espiritualidade, comenta Ana Beatriz. Além de ser um Estado laico, o Brasil tem pessoas que pertencem a inúmeras denominações religiosas. 

Para os jovens, em especial, o carnaval representa poder extravasar e curtir a liberdade sexual, acrescenta a pesquisadora. Já para os católicos, sobressai a questão da espiritualidade, porque o carnaval vai ser o momento em que, pela última vez, vai se comer carne.

“Para esses, é um período de purificação, de jejum, de fazer boas práticas, de conversão, de olhar para a realidade dos outros. O carnaval seria um período de extravasar e extrapolar tudo que for, para que, no dia seguinte, se inicie a questão de vivenciar o sofrimento de Jesus ao longo da chegada dele até o Calvário. Esse é o sentido da Quaresma”.

Celebração à vida

Ana Beatriz destaca que o carnaval ganha força com a possibilidade de se reunir em grupo para seguir alguma determinada tradição ou renunciar a uma determinada coisa, como a carne. 

“Essa intensificação emocional visa fortalecer o vínculo social, que pode renovar o pertencimento ao grupo, ao bairro, e pode reduzir o sentimento de isolamento”, apontou.

A linguagem do carnaval e da cultura propriamente dita, analisou ela, é uma forma de demonstrar como a pessoa se relaciona com o próprio corpo, seja fugindo de normas rígidas, seja evitando o excesso e se cuidando mais.

“Ela demonstra o quanto a sociedade vai tendo esses rituais de descarga de alegria e reorganização simbólica em que, por determinado tempo, ela pode fugir um pouco da realidade para pegar as questões sociais, organizá-las, canalizar as tensões e viver o seu ano”.

“É um jogo identitário, uma expressão cultural. E a cultura vai falar muito da saúde dessa sociedade, seja a saúde do corpo, a saúde mental, tudo que envolve o desejo humano, as fantasias. A cultura popular, seja qual for a festa, vai ter muitas formas de leitura”.



EBC

Blocos com Michel Teló e Pocah esquentam o Ibirapuera neste domingo


Carnaval é época de muito samba, mas também tem outros gêneros musicais. Neste domingo (15), os foliões vão se divertir com sertanejo e até funk nos megablocos que estarão na região do Ibirapuera.

Veja os destaques:

Michel Teló (11h)

Os fãs do sertanejo, ritmo musical mais tocado no Brasil, vão pular muito no Ibirapuera com o Bloco Sertanejinho, de Michel Teló. O cantor vai tocar músicas de seu álbum Sertanejinho do Teló, com canções bem conhecidas como Metamorfose Ambulante, Caso Marcado, Toda Forma de Amor, entre outras. No repertório também não deve faltar seus próprios hits como Fugidinha e Ai Se Eu Te Pego, que fez muito sucesso em vários países em 2011 e 2012.

Pocah (13h)

Na parte da tarde, é a vez da funkeira Pocah arrastar a multidão. Ela vai cantar lançamentos mais recentes como Molhadin, lançada no fim de 2025, e Boombox, que saiu agora este ano. Também está no setlist Não Sou Obrigada, música que a tornou conhecida.

Outros blocos deste domingo:

  • Bloco da Periferia, às 13h, na Praça Barra de Ouro, 10 – Cangaiba.
  • Bloco Carnavalesco Zé da Eskina, às 14h, na Rua Adalberto Melo Lucena, 15 – Jardim Santos Elias.
  • Bloco 89, às 13h, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 4100 – Itaim Bibi.
  • Bloco Não Vai Acabar, às 14h, Rua Gurupá, 5 – Perdizes.
  • Bloco do Rock SP, às 10h, na Rua Harmonia, 503 – Sumarezinho.
  • Bloco Jegue Elétrico SP, às 13h, na Rua Lisboa, 589 – Cerqueira César.
  • Bloco Vai Que Cola, às 10h, na Rua XV de Novembro – Sé.



EBC

Com gol no fim, Fluminense bate Vitória pelo Brasileirão Feminino


O retorno esperado à Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol não foi o esperado pelo Vitória. Melhor para o Fluminense, que venceu as Leoas por 1 a 0 no Estádio Luso-Brasileiro.

A equipe carioca dominou as ações durante toda a partida, com 22 finalizações (11 em direção à meta), contra apenas uma (para fora) das baianas. No entanto, o gol do triunfo saiu nos acréscimos da segunda etapa. Aos 46 minutos, a atacante Kaline foi derrubada pela goleira Lorrana pouco antes de entrar na área. A camisa 1 do Vitória recebeu o cartão vermelho.

Como as Leoas não poderiam fazer mais alterações, a zagueira Yasmin Índia vestiu as luvas de Lorrana, a camisa 12 da reserva Ingrid Sabino, e foi para o gol. A meia Patrícia Sochor, porém, cobrou falta com categoria, no canto direito, sem chances de defesa, garantindo os três pontos ao Fluminense no Rio de Janeiro.

A primeira divisão do Brasileirão Feminino teve início na última quinta-feira (12), com a vitória do Flamengo sobre o Mixto, por 1 a 0, no Dutrinha, em Cuiabá. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil. A zagueira Núbia anotou o gol do triunfo das rubro-negras.

Na sexta-feira (13), o Palmeiras goleou o América-MG por 4 a 0 na Arena Crefisa, em Barueri (SP), também com transmissão ao vivo da emissora da Empresa Brasil de Comunicação. O destaque das Palestrinas foi Brena, autora de dois gols. A também volante Duda Santos e a atacante Bia Zaneratto completaram o marcador.

Em outro jogo de sexta, o atual hexacampeão Corinthians venceu o Atlético-MG por 1 a 0, na Arena MRV, em Belo Horizonte. A meia Letícia Monteiro balançou as redes para as Brabas.



EBC

Pegadas de dinossauros são achadas próximas dos Jogos de Inverno


Paleontólogos italianos descobriram milhares de pegadas de dinossauros em uma parede rochosa quase vertical a mais de 2 mil metros acima do nível do mar no Parque Nacional Stelvio, uma descoberta que, segundo eles, está entre os sítios mais ricos do mundo para o período Triássico.

As pegadas, algumas com até 40 centímetros de largura e apresentando marcas de garras, estendem-se por cerca de cinco quilômetros no vale glacial de alta altitude de Fraele, perto de Bormio, uma das sedes dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, na região norte da Lombardia.

“Este é um dos maiores e mais antigos sítios de pegadas da Itália, e um dos mais espetaculares que vi em 35 anos”, disse Cristiano Dal Sasso, paleontólogo do Museu de História Natural de Milão, em uma coletiva de imprensa na terça-feira na sede da Região da Lombardia.

Especialistas acreditam que as pegadas foram deixadas por manadas de herbívoros de pescoço comprido, provavelmente plateossauros, há mais de 200 milhões de anos, quando a área era uma lagoa quente, ideal para os dinossauros vagarem pelas praias, deixando rastros na lama perto da água.

“As pegadas foram impressas quando os sedimentos ainda estavam moles, nas amplas planícies de maré que circundavam o Oceano Tétis”, disse Fabio Massimo Petti, icnólogo do museu MUSE de Trento, que participava da mesma coletiva de imprensa.

“A lama, agora transformada em rocha, permitiu a preservação de detalhes anatômicos notáveis ​​dos pés, como impressões dos dedos e até mesmo das garras”, acrescentou Petti.

À medida que a placa africana se movia gradualmente para o norte, fechando e secando o Oceano Tétis, as rochas sedimentares que formavam o fundo do mar foram dobradas, criando os Alpes.

As pegadas fossilizadas de dinossauros mudaram de uma posição horizontal para uma vertical na encosta de uma montanha, avistadas por um fotógrafo de vida selvagem em setembro enquanto perseguia veados e abutres-barbudos, disseram especialistas.

“As ciências naturais oferecem aos Jogos de Milão-Cortina 2026 um presente inesperado e precioso de eras remotas”, disse Giovanni Malagò, presidente do Comitê Organizador de Milão-Cortina 2026, a jornalistas.

A área não pode ser acessada por trilhas, portanto, drones e tecnologias de sensoriamento remoto terão que ser usados ​​para estudá-la.




EBC

Moraes vota por rejeitar recurso de réus do Núcleo 3 da trama golpista


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela rejeição de recursos apresentados por sete condenados na Ação Penal (AP) 2696 por tentativa de golpe de Estado. O ministro é o relator da ação.

Os recursos estão sendo apreciados pela Primeira Turma do STF em Plenário Virtual. Os outros três ministros do colegiado – Carmem Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino – tem até as 23h59 do dia 24 de fevereiro, para manifestarem seus votos.

Os condenados integram o chamado Núcleo 3 da trama golpista, responsabilizado pela Primeira Turma do STF de planejar ações táticas para efetivar o plano golpista e tentar sequestrar e matar o ministro Alexandre de Moraes, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No núcleo, há militares que faziam parte do grupamento de forças especiais do Exército, identificados como “kids pretos”. O grupo também disseminou notícias falsas sobre as eleições, fez pressão junto ao alto comando das Forças Armadas para aderirem ao golpe.

Foram réus do Núcleo 3 nove militares e um policial federal:

  • Bernardo Romão Correa Netto (coronel);
  • Estevam Theophilo (general);
  • Fabrício Moreira de Bastos (coronel);
  • Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel);
  • Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel);
  • Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel);
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel);
  • Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel);
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel);
  • Wladimir Matos Soares (policial federal).

Desse grupo, apenas o general Estevam Theophilo foi absolvido dos crimes que era acusado.

Réus confessos

O coronel Márcio Nunes de Resende Júnior e o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior foram condenados por crimes considerados mais leves como incitação à animosidade das Forças Armadas e associação criminosa.

Os dois militares confessaram os crimes e fizeram acordo com o Ministério Público para substituir as penas por Acordos de Não Persecução Penal (ANPPs) e ficarão em regime aberto.

Os demais, que agora apresentam recursos, deverão cumprir pena em regime fechado e foram condenados por organização criminosa armada, golpe de Estado, ataque violento ao Estado Democrático de Direito, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração do patrimônio tombado. As penas variam de 16 a 24 anos.



EBC

Campeonato Baiano: Bahia abre vantagem, mas Jacuipense busca empate


Apesar de já classificado às semifinais do Campeonato Baiano e com a liderança da primeira fase garantida, o Bahia frustou o torcedor presente à Casa de Apostas Arena Fonte Nova neste sábado (14). O Esquadrão de Aço apenas empatou por 2 a 2 com a Jacuipense, em jogo transmitido ao vivo pela TV Brasil, em parceria com a TVE Bahia.

Com seis triunfos e dois empates, a equipe dirigida por Rogério Ceni foi a 20 pontos. São dez a mais que o arquirrival Vitória, que aparece em terceiro lugar, mas que ainda vai a campo pela oitava e penúltima rodada – o Rubro-Negro encara o Bahia de Feira na quarta-feira (18), às 21h30 (horário de Brasília), no Barradão, também em Salvador.

A igualdade alcançada no fim da partida manteve a Jacuipense viva na briga por um lugar às semifinais (os quatro primeiros avançam). O Leão do Sisal tem os mesmos dez pontos de Vitória e Porto (quarto colocado), mas ocupa o quinto lugar pelo saldo de gols.

O clube de Riachão do Jacuípe (BA), porém, ainda não se livrou totalmente do risco de rebaixamento (os dois últimos caem). São dois pontos de vantagem para o Barcelona de Ilhéus (nono) e um para a Juazeirense (oitava). Os dois se enfrentam na quinta-feira (19), às 19h15, na Arena Cajueiro, em Feira de Santana (BA).

O Bahia, que atuou com uma equipe mista de jogadores da base e reservas, marcou o primeiro logo aos cinco minutos, com o meia Caio Alexandre aproveitando, na área, o cruzamento de Mateo Sanabria, pela direita. O argentino ainda participou do segundo gol. Foi dele, aos 23, o chute que desviou no também atacante Everaldo e sobrou para o volante Erick concluir para as redes.

A Jacuipense descontou aos 36 minutos do primeiro tempo com o meia Thiago. E quando parecia que o triunfo do Bahia estava encaminhado, veio o empate do Leão do Sisal. Aos 46 da etapa final, o volante Gustavo Pereira recebeu a bola na entrada da área e chutou no canto esquerdo do goleiro João Paulo, dando números finais ao jogo na Fonte Nova.

Fantasma busca empate

Se o Baianão ainda não concluiu a primeira fase, o Campeonato Paranaense já está nas semifinais. O jogo de ida do confronto ente Operário e Coritiba terminou empatado em 2 a 2, no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa (PR). O duelo de volta será no próximo sábado (21), às 16h, no Couto Pereira.

O Coxa abriu 2 a 0 no primeiro tempo, com gols do atacante Pedro Rocha, aos 13 e aos 46 minutos. O Fantasma reagiu na etapa final. Aos 19 minutos, com apoio do árbitro de vídeo (VAR), os donos da casa tiveram um pênalti, que o meia Boschilia converteu. Aos 32, após cobrança de escanteio pela direita, a bola sobrou na esquerda com Gabriel Feliciano. O lateral bateu de fora da área e venceu o goleiro Pedro Morisco, deixando tudo igual para o jogo em Curitiba.



EBC

Tarde de blocos no Bixiga valoriza músicas brasileiras em São Paulo


O desfile de blocos no circuito do Bixiga, na capital paulista, juntou alguns milhares de foliões animados em meia dúzia de blocos na tarde deste sábado (12).

Mais modesto dentre os circuitos do centro paulistano e um dos mais tradicionais, guarda em suas vielas e escadões entre a Praça Dom Orione e a Rua Santo Antônio boa parte da memória do samba paulista.

“Escolhi por essa mistura, porque é um bloco bom, tranquilo e super agitado”, contou Cristiane Curaça, estudante e criadora de conteúdo digital de São Carlos (SP), que passa o primeiro carnaval acompanhando o circuito e terceiro curtindo a festa na capital. 


São Paulo (SP), 14/02/2026 - A foliona Cris fala com Agência Brasil durante desfile do Bloco. G Treme Mon Amour, no bairro da Bela Vista.  
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Cristiane Curaça acha o bloco ao mesmo tempo tranquilo e agitado- Paulo Pinto/Agência Brasil

A região é lar de parte da comunidade negra da cidade, berço do Vai-Vai, uma das escolas com maior tradição na elite da liga paulistana, e espaço de resistência à gentrificação do centro antigo, com casarões e predinhos que resistem aos grandes empreendimentos.

Não à toa, teve uma tarde de festa acolhedora e animada. Ainda na Rua Santo Antônio as amigas Ana Clara Bastos, atriz, e Alana Melo, estudante universitária, da cidade de Americana (SP), dançavam fantasiadas de diabas.

“Tá um inferninho bom, bem acolhedor aqui. Pouco hétero, os que tem estão respeitando, sem assédio e aceitando o não”, contou Ana Clara, frequentadora habitual da folia na cidade.

Em geral considerou a organização boa, mas teve uma experiência ruim no bloco  de Calvin Harris, na semana passada. “Aquele estava um inferno ruim, a polícia dava mais medo que segurança pra gente, bem diferente de hoje”, completou Alana. As amigas ainda irão a blocos na segunda, por decidir qual, e ao Agora Vai, também neste circuito, na terça-feira.


São Paulo (SP), 14/02/2026 - Desfile do Bloco. G Treme Mon Amour, no bairro da Bela Vista.  
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“Um inferninho bom”, disse uma foliã- Paulo Pinto/Agência Brasil


São Paulo (SP), 14/02/2026 - Policiamento durante passagem do Desfile do Bloco. G Treme Mon Amour, no bairro da Bela Vista.  
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Policiamento durante passagem do Desfile do Bloco. G Treme Mon Amour, no bairro da Bela Vista. – Paulo Pinto/Agência Brasil

A presença da polícia e da Guarda Municipal foi uma constante, inclusive com agentes portando escopetas. 

Além dos carros de som, com destaque para a banda ao vivo no JeTreme Mon Amour, a multidão aproveitou o tempo firme e ameno, muitos parando nas cantinas, bares e adegas da Treze de Maio, endereço tradicional da boemia do centro da capital paulista. 

Pela primeira vez no carnaval da cidade, o turista Kim Maruyama se surpreendeu com a facilidade para encontrar os blocos e aproveitar os momentos da festa. O técnico de geração veio de São José do Rio Preto e achou o carnaval maravilhoso. 

“É muito diferente do que esperávamos, pelo que vinha falando a mídia. Tranquilo, animado e gostoso, vou aproveitar mais dias”.

Só pesou contra ele e os amigos a indecisão.  “Eram muitas opções, demoramos para decidir, tomara que sejamos mais rápidos nos próximos dias”, disse em meio a sorrisos.


São Paulo (SP), 14/02/2026 - Kim Maruiama fala com Agência Brasil durante desfile do Bloco. G Treme Mon Amour, no bairro da Bela Vista.  
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Kim Maruiama se surpreendeu positivamente com o carnaval paulista – Paulo Pinto/Agência Brasil

Cheia ao longo da tarde, acima e abaixo da Igreja de Nossa Senhora Achiropita, a 13 de Maio recebeu bem os foliões, não apenas nos comércios, abertos e animados, mas também nas sacadas e janelas, onde os moradores, principalmente as crianças, saudavam a alegria dos brincantes. 

Sem surpresas, a festa acolheu jovens e não tão jovens assim e trouxe ritmos brasileiros como funk, MPB, músicas de Tim Maia e Lulu Santos com uma pegada mais eletrônica e até mesmo o rap dos Racionais MCs. Os blocos em geral deixaram pouco lixo em seu caminho, graças também à presença constante de trabalhadores de reciclagem.

Um destaque positivo ficou também para a boa distância entre os blocos, com boa divisão do tempo de chegada na Praça Dom Orione, onde dispersaram.  A disponibilidade de banheiros públicos foi razoável no circuito, com presença de cabines tanto na parte de baixo quanto na dispersão, embora não suficiente para dar conta da demanda dos pontos críticos, com algumas pessoas fazendo de ruas como a Delegado Everton um banheiro a céu aberto. 



EBC

Bloco do Amor faz carnaval respeitoso e livre de preconceitos no DF


Aceitar as diferenças é algo revolucionário. Por ser um espaço em que as diferenças podem conviver, o carnaval carrega consigo esse potencial revolucionário que, em passos de formiga ou na velocidade da luz, pode trazer a paz que todos merecem. É com esse pensamento que, ao longo de 11 anos de história, o Bloco do Amor vem ganhando cada vez mais espaço na capital do país.

O bloco, que ano passado chegou a ter um público de quase 70 mil pessoas segundo os organizadores, juntou novamente o público neste sábado de carnaval nos arredores da Biblioteca e do Museu Nacional.

Fundado em 2015, o Bloco do Amor nasceu com o propósito de ocupar o centro de Brasília com manifestos político-poéticos de respeito, diversidade e afeto coletivo. Tudo com muita cor e glitter.

Trata-se, segundo os organizadores, de uma das celebrações mais emblemáticas e afetuosas do carnaval de Brasília, em uma mistura de nostalgia e celebração que espalhou um mar de brilho no centro de Brasília.

Sonhar como ato de existência

Na edição de 2026, o bloco veio com o lema Sonhar como Ato de Existência, proposta que enxerga o sonho e a alegria como ferramentas de resistência e de transformação social.

Com o público extremamente plural da comunidade LGBTQIAPN+, o bloco se apresenta como um território livre de preconceitos, onde a folia está presente de forma respeitosa.

“A diversidade está presente, inclusive, na variedade de ritmos que empurram os foliões, indo do axé retrô ao eletrônico, passando pela música pop, MPB e pelo forró”, explicou à Agência Brasil a coordenadora geral do Bloco do Amor, Letícia Helena.


Brasília (DF), 14/02/2026 –   A coordenadora do Bloco do Amor, Letícia Helena fala com Agência Brasil.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Letícia Helena conta que a diversidade está presente inclusive na variedade de ritmos do bloco- Valter Campanato/Agência Brasil

A edição 2026 integra a Plataforma Monumental, uma estrutura montada para comportar diversos eventos ao longo de quatro dias.

Amor na cidade

Produtora cultural, cantora, figurinista e formada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), Letícia Helena explica que o Bloco do Amor surgiu da “necessidade de discutirmos o amor nesta cidade; o que queremos e o que somos, de forma a trazer mais representatividade para os espaços”.

“Nascemos de um trabalho voluntário na Via S2 do Plano Piloto, onde havia muitos profissionais que vendiam amor. Foi ali a primeira edição do bloco. Como cresceu muito, o espaço não comportava mais o público, mudando para a área externa do Museu Nacional de Brasília”, acrescentou.

Segundo ela, são 11 anos de folia curtida com respeito, usando da comunicação para passar, ao público, mensagens sobre aceitação e bom convívio na diversidade.

“Percebemos, ao longo desses anos, muitas coisas melhorando. Isso está nas estatísticas. Para você ter uma ideia, o número de casos de assédio eram muito grandes no começo. Mas em 2024 conseguimos fazer uma festa que, segundo a Secretaria de Segurança Pública, zerou a quantidadde de registros de violência e assédio contra mulheres”, comemora a coordenadora do bloco

Segundo ela, muito disso se deve ao trabalho de preparação que é feito com a equipe de produção. “Temos até protocolos indicando como agir nas mais diversas situações”.

Bloco do coração

A poucos metros do palco, onde diversos dançarinos expressavam, em seus movimentos, toda as sensações provocadas por um ritmo eletrônico bem diferente daquelas músicas tradicionais do carnaval, Fernando Franq, 34, e Ana Flávia Garcia, 53, diziam que o Bloco do Amor era o bloco dos corações do casal.


Brasília (DF), 14/02/2026 – O casal Fernando Franque e Ana Flávia Garcia fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Fernando Franq e Ana Flávia Garcia dizem que o Bloco do Amor é o bloco do coração deles – Valter Campanato/Agência Brasil

“É um ambiente com o qual nos identificamos, de muita arte e com muitos artistas. Um lugar seguro para a comunidade LGBT, organizado por amigos que também estão em nossos corações”, disse Fernando.

Ana Flávia acrescenta que, além de muito musical, o Bloco do Amor é seguro e sem preconceitos. “É um ambiente reverberado por pessoas apropriadas do próprio corpo. Aqui, todos são aceitos”.

Por esse motivo, ela reitera que, em sua essência, o carnaval é revolucionário, quando agrega respeito e aceitação ao pensamento coletivo.

“Note que temos uma juventude que já percebe a importância de um ambiente tranquilo por ser respeitoso, onde a nudez pode e deve ser respeitada, livre de assédios e preconceitos”, argumentou.


Brasília (DF), 14/02/2026 – A biologa Clarice Pontes fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Clarice só quer amor e curtição no primeiro carnaval que aproveita em Brasília – Valter Campanato/Agência Brasil

Primeiro carnaval

Uma dessas jovens mencionadas pela foliã é Clarisse Pontes, 22, recém formada em Biologia. “É a primeira vez que vou a um bloco de carnaval”, confessa a bióloga que trabalha, também, como babá.

Ela diz que sempre ouviu muitas histórias relacionando carnaval a bebidas e dança, mas que o que espera ter é “muita paz e curtição”, neste bloco tão associado a aceitação e respeito à diversidade.

 

 

“Penso que, como disseram aqui, os espaços de Brasília são de todos, com todos, para todos. Que a gente tenha um carnaval de muita diversidade e respeito.

Com um currículo de quatro edições de Bloco do Amor, o estudante Alasca Ricarte, 23, explica que a fantasia dele mistura o mito grego de Dionisus com a bandeira da bisexualidade.

Para Alasca, o carnaval é uma oportunidade para as pessoas se mostrarem de uma forma mais verdadeira. “O que mais agrada aqui é isso: ser livre como quero, ser aceito e aceitar a todos como todos são”, disse.


Brasília (DF), 14/02/2026 – O estudante Alasca Ricart fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Alasca vê o carnaval como um momento de liberdade e aceitação- Valter Campanato/Agência Brasil

Na avaliação do estudante de design da UnB, o mundo tem conseguido avançar no sentido da aceitação das diferenças, “ainda que haja forças atuando sempre no sentido inverso”.

O estudante lamenta que Brasília ainda seja um lugar onde pessoas conservadoras e preconceituosas tentam desmanchar o carnaval e a liberdade que ele representa.

“A cidade é um verdadeiro palco de disputas por espaço, entre habitantes com ideais diferentes sobre o uso do espaço. Percebo que, quanto mais tenso o embate, mais difícil é o debate sobre aceitação. O que garante os avanços é exatamente a nossa resistência. As pessoas têm de entender que, mesmo sendo um quadrado pequeno, Brasília é para todos”, argumentou.

Respeito à liberdade

Foi também em busca de um carnaval onde homens e mulheres se respeitam que a estudante Ana Luíza, 25, optou pela folia no Bloco do Amor. “Ví muito, em outros blocos, mulheres sendo desrespeitadas por homens. A meu ver, carnaval, para ser bom, tem de ser curtido com respeito à liberdade”, disse

“Vim aqui porque gosto desse ambiente de aceitação, e aceitação significa, também, segurança. Este é um bloco mais tranquilo, que tem como lema o amor e o convívio entre pessoas que buscam a alegria do carnaval”, disse à Agência Brasil a estudante.


Brasília (DF), 14/02/2026 – A família Ricardo Mauricio com sua esposa e filha fala com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco do Amor no museu da republica.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Ricardo Maurício quer que a filha compreenda a riqueza das diferenças- Valter Campanato/Agência Brasil

Acompanhado da esposa e da filha de 7 anos, Ricardo Maurício, 41, diz que conversa muito com a filha sobre a questão da diversidade. “Sempre trabalhei esse tema da diversidade com a minha família, até porque temos uma família diversa”, disse.

“Respeitamos diferenças e vivemos na diversidade de um mundo que é grande e diverso. Quero que minha filha saiba disso, e que compreenda a riqueza das diferenças. Ela está acostumada com isso, até porque convive com casais gays e trans. Para ela, a diversidade já é algo trivial”, complementou.



EBC