Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia


Há cerca de quatro anos, a designer Ligia Emanuel da Silva abriu um pequeno negócio em um território potiguara, na cidade de Rio Tinto, litoral norte da Paraíba. Foi durante a pandemia da covid-19 que ela teve a ideia de produzir e vender acessórios e adornos baseados na cultura, estética e ancestralidade africanas.

A partir de uma maleta de miçangas da mãe, nasceram as primeiras peças do Entorno Acessórios.

“Eu já fazia para mim e passei a fazer para adornar outros corpos”, revelou à Agência Brasil.

“Os adornos se fundamentam em saberes tradicionais, especialmente com o trabalho manual, com as miçangas e com os arames”, descreve.

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Com um perfil na rede social para fazer divulgação de seu negócio, a paraibana trabalha sozinha e, além de motivação econômica, enxerga na atividade empreendedora um fator cultural que resulta em um ato político.


Rio de Janeiro (RJ), 05/02/2026 – Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia.
Foto: Ligia Emanuele/Arquivo pessoal

Ligia Emanuel da Silva abriu um pequeno negócio em Rio Tinto, litoral norte da Paraíba – Foto: Ligia Emanuele/Arquivo pessoal

“Quando a gente se adorna com os nossos símbolos, nossos elementos estéticos-culturais, a gente articula um discurso sobre quem somos e de onde viemos”, define.

Marco da pandemia

Ligia ilustra um dado presente em uma pesquisa sobre empreendimentos que funcionam nas favelas brasileiras: 56% dos negócios começaram a funcionar a partir de fevereiro de 2020, quando a pandemia da covid-19 deu sinais pelo Brasil.

O levantamento aponta que 12% dos negócios foram abertos entre fevereiro de 2020 e abril de 2022, período que engloba os momentos mais críticos da crise sanitária. E 44% foram estabelecidos a partir de maio de 2022, quando terminou o estado de emergência em saúde.

A pesquisa foi realizada pelo instituto Data Favela, ligado à Central Única das Favelas (Cufa), uma organização sem fins lucrativos. O levantamento foi encomendado pela VR, empresa de serviços financeiros e benefícios em alimentação.

Para Cleo Santana, uma das responsáveis do Data Favela, o fato de a maioria dos negócios terem sido iniciados após o surgimento da pandemia tem a ver com a crise econômica vivenciada no momento.

“Muitas pessoas perderam seus empregos e precisaram se reinventar e buscar novas formas de manter as necessidades básicas próprias e de sua família”, disse à Agência Brasil.

“Por que não tornar aquela torta que era feita nas festas de família em um produto cuja venda traz renda para dentro de casa?”, exemplifica.

“É a capacidade de se reinventar”, completa.

Perfil dos negócios

O Data Favela entrevistou 1 mil empreendedores de favelas em todo o Brasil, em outubro e novembro de 2025, para traçar um perfil dos donos de negócios das comunidades do país.

O levantamento identificou que 23% tinham faturamento de até um salário mínimo da época (R$ 1.518), enquanto 28% arrecadavam entre um e dois mínimos, no máximo. Ou seja, praticamente metade (51%) faturava até R$ 3.040. Na outra ponta, apenas 5% tinham receita superior a R$ 15,2 mil.

O mundo da contabilidade evidencia que faturamento não é sinônimo de lucro. A pesquisa revela que 57% dos estabelecimentos gastam até R$ 3.040 por mês para manter o negócio.

De acordo com o Data Favela, “leva a supor que os gastos são equivalentes ao que essas pessoas faturam mensalmente”.


Rio de Janeiro (RJ), 13/08/2025 - CUFA Instituto Data Favela. Lucas Costa/Divulgação

Data Favela entrevistou 1 mil empreendedores de favelas em todo o Brasil – Foto: Lucas Costa/Divulgação

Investimento de partida

Os pesquisadores identificaram que 37% dos empreendedores de favelas precisaram de capital inicial de até R$ 1.520 para abrir o negócio. Para 23%, o valor chegou no máximo a R$ 3.040. Apenas 9% dos entrevistados citaram recursos financeiros superiores a R$ 15,2 mil.

Na hora de saber de onde veio o capital inicial, mais da metade (57%) citou economias pessoais ou da família. Outras fontes comuns sinalizadas são indenização trabalhista (14%), dinheiro extra (14%) e empréstimo em banco (13%).

Administração

Praticamente seis em cada dez (59%) empreendedores de favelas administram o negócio apenas com anotações em um caderno, 13% simplesmente não registram nada, 24% utilizam planilhas e 4% algum outro meio.

Na hora de promover o produto ou serviço, 58% o fazem pelo WhatsApp; 75%, pelo Instagram, como a Lígia; e 41%, pelo Facebook, e 3% estão no iFood. Os pesquisadores identificaram que 34% dependem exclusivamente da propaganda boca a boca.

As principais áreas de negócios dos estabelecimentos em favelas são alimentação e bebidas (45%), moda (12%) e beleza (13%) e artesanato (8%).

Motivação

O Data Favela perguntou aos empreendedores o que levou a abrir o próprio negócio. No topo das respostas figuram desejo de independência (45%), seguido por necessidade econômica (29%), falta de emprego (26%), oportunidade (18%) e tradição familiar (7%).

Para a diretora de Marketing da VR, Karina Meyer, a pesquisa mostra que “para muitos, empreender não foi uma escolha planejada, mas uma necessidade imposta pela falta de oportunidades no mercado formal de trabalho ou pela urgência de gerar renda”.


Rio de Janeiro (RJ), 05/02/2026 – Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia.
Foto: entorno_acessorios/Instagram

Na hora de promover o produto ou serviço, 58% o fazem pelo WhatsApp e 75%, pelo Instagram – Foto: entorno_acessorios/Instagram

Os pesquisadores buscaram informações sobre os principais desafios enfrentados pelos empreendedores de favela. A maioria citou falta de capital (51%) e dificuldade de acesso ao crédito (25%).

Karina Meyer, da VR, assinala que “ferramentas como crédito, soluções de gestão de negócio e digitalização de processos são primordiais para construir uma economia mais forte e sustentável nas favelas”.

Mais destaques da pesquisa:

  • 5% dos donos de negócios em favela moram no “asfalto”, ou seja, fora de comunidade
  • 21% recebem o programa assistência Bolsa Família
  • 5% são aposentados
  • 19% conciliam o negócio com algum emprego, sendo 9% com carteira assinada
  • 40% são formalizados, sendo 36% microempreendedor individual (MEI)
  • o meio de recebimento mais comum é o pix (91%), seguido de perto pelo dinheiro em espécie (85%)
  • parcela dos que aceitam cartões não chega a 30%, sendo o cartão de crédito (28%) à frente do de débito (25%)
  • 22% aceitam vender fiado

Economia das favelas

De acordo com o Data Favela, as comunidades brasileiras movimentam R$ 300 bilhões por ano

Cleo Santana, do Data Favela, destaca o papel dos negócios nas comunidades para desenvolver esses territórios.

“Conforme um negócio nasce, surgem oportunidades locais de emprego, mesmo que informais, ajudando a movimentar a economia local”, explica.

“Pequenos empreendedores tendem a comprar no local, fortalecendo outros pequenos empreendedores”, enfatiza.


Rio de Janeiro - A Central Única das Favelas (Cufa) lança o CUFA Card, para facilitar a vida de empreendedores e consumidores das favelas e periferias com benefícios financeiros e, assim, movimentar a economia local. Na foto os embaixadores

Empreendedores das favelas e periferias movimentam R$ 300 bilhões por ano – Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Censo

O Censo 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que 8% dos brasileiros moram em favelas. Eram 16,4 milhões de pessoas de um universo de 203 milhões de habitantes, quatro anos atrás. 

O IBGE apontou 12.348 favelas em 656 municípios Brasil afora.

Os pretos (16,1%) e os pardos (56,8%) representam 72,9% dos moradores de comunidades. As mulheres são 51,7% das habitantes dessas áreas.





EBC

Conab prevê colheita recorde de café com crescimento de 17,1% em 2026


A produção brasileira de sacas beneficiadas de café pode ser recorde e subir 17,1% em 2026, de acordo com projeção divulgada nesta quinta-feira (5) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o 1º Levantamento da Safra de Café em 2026, o volume produzido deve somar 66,2 milhões de sacas beneficiadas, superando o ciclo anterior, de 2025.

“Se confirmado o resultado, este será um novo recorde na série histórica da Companhia, ultrapassando a safra de 2020, quando foram colhidas 63,1 milhões de sacas”, informou a Conab.

Mais terra e produtividade

O crescimento se deve a fatores como o aumento de 4,1% na área usada para a produção, também em relação ao ano passado. A estimativa é que 1,9 milhão de hectares sejam plantados na atual temporada.

A Conab projeta ainda elevação de 12,4% na produtividade em relação à safra passada, com uma colheita de 34,2 sacas por hectare.

De acordo com a companhia, a melhora da produtividade se deve às condições climáticas mais favoráveis e à adoção de tecnologias e boas práticas de manejo nas lavouras.

Arábica e conilon

Com relação à produção de café arábica, a colheita estimada é de 44,1 milhões de sacas – aumento de 23,3% na comparação com o ciclo 2025.

“Essa elevação é atribuída ao crescimento de área em produção, às condições climáticas mais favoráveis e à bienalidade positiva”, detalhou a companhia.

A expectativa é também de aumento na colheita do café tipo conilon. A safra estimada é de 22,1 milhões de sacas, o que representa alta de 6,4% na comparação com a produção obtida em 2025.

De acordo com a Conab, se confirmada essa projeção, será estabelecido novo recorde, motivado pelo crescimento da área em produção e das condições climáticas mais favoráveis até o momento.

 



EBC

Fies 2026: inscrições para o 1º semestre terminam nesta sexta-feira


Os estudantes que desejam concorrer a um financiamento das mensalidades do curso superior em uma faculdade privada podem se inscrever no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2026, até às 23 horas e 59 minutos desta sexta-feira (6), horário de Brasília.

O programa do Ministério da Educação (MEC) oferece financiamento para estudantes cursarem a educação superior em instituições privadas que aderiram ao programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

Inscrição

A inscrição gratuita deve ser feita exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior com login na plataforma Gov.br. É preciso também informar um e-mail pessoal válido.

O candidato poderá se inscrever em até três opções de curso e alterar suas escolhas até o fim do prazo de inscrição. O MEC esclarece que a pré-seleção será para apenas uma das opções de curso, turno, local de oferta e instituição de educação superior.

Ao fazer sua inscrição no processo seletivo do Fies do primeiro semestre de 2026, o candidato deverá obrigatoriamente informar seu perfil (etnia/cor, se é ou não quilombola, se é ou não pessoa com deficiência, se concluiu ou não o ensino superior).

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Vagas

O Ministério da Educação (MEC) ofertará mais de 112.168 vagas para financiamento em 2026, sendo 67.301 vagas para o primeiro semestre, em 1.421 universidades, faculdades e centros universitários, para 19.834 cursos.

As vagas que eventualmente não forem ocupadas nesta edição serão ofertadas no segundo semestre.

Quem pode se inscrever

Os candidatos que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010, poderão se inscrever no Fies, desde que tenham obtido média aritmética das notas nas cinco provas igual ou superior a 450 pontos e não tenham zerado a prova de redação.

Também é necessário possuir renda bruta familiar mensal por pessoa de até três salários mínimos (R$ 4.863, em 2026).

No caso das vagas destinadas às pessoas com deficiência (PCD), os candidatos deverão comprovar a sua situação por meio de laudo médico, com o código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).  

Classificação

A classificação no processo seletivo do Fies será realizada de acordo com a ordem decrescente das notas obtidas pelos candidatos no Enem, por tipo de vaga, grupo de preferência e modalidade de concorrência. Ainda serão priorizados os candidatos que:

  • não concluíram o ensino superior e não foram beneficiados pelo financiamento estudantil;
  • não concluíram o ensino superior, foram beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado;
  • concluíram o ensino superior e não foram beneficiados pelo financiamento estudantil;
  • concluíram o ensino superior, foram beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado.  

Fies Social

O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Os pré-selecionados que cumprirem as regras do Fies Social poderão solicitar a contratação do financiamento integral, com cobertura de até 100% dos encargos educacionais.

Caso a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição privada de ensino superior identifique divergência na renda familiar declarada, poderá ser exigida a apresentação de documentação complementar para comprovação. 

Resultado

Conforme o edital do Fies, o resultado da pré-seleção na chamada única será divulgado em 19 de fevereiro.

Os estudantes pré-selecionados deverão acessar o Fies Seleção para complementar sua inscrição entre os dias 20 e 24 de fevereiro.

Lista de espera

Os estudantes que não forem pré-selecionados na chamada única estarão automaticamente na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.

A pré-seleção na lista de espera ocorrerá de 26 de fevereiro a 10 de abril.



EBC

Segurança, moradia, saúde são maiores demandas de moradores de favelas


As favelas brasileiras reúnem uma população majoritariamente jovem, negra, trabalhadora e com projetos concretos de futuro. Por outro lado, vivem com desafios estruturais persistentes em áreas que vão da educação à segurança. Essa é a realidade apresentada na pesquisa Sonhos da Favela, feita pelo Data Favela nas cinco regiões do Brasil, com ênfase no Rio de Janeiro e em São Paulo.

O estudo se baseia em 4.471 entrevistas realizadas com maiores de 18 anos, todos moradores de favela, entre os dias 11 e 16 de dezembro de 2025. O objetivo principal dos organizadores é convidar população e o poder público a conhecer e a enfrentar as negligências que impactam a vida nas favelas.

Dignidade e bem-estar básico estão entre as principais aspirações. Ao projetarem o futuro da família para 2026, o desejo por uma casa melhor lidera os planos (31%), seguido pela busca por uma saúde de qualidade (22%), entrada dos filhos na universidade (12%) e segurança alimentar (10%).

“O Data Favela acredita que mapear pensamentos, experiências e vivências de moradores de favela é, antes de tudo, um ato de reconhecimento e reparação. Favela não é só ‘problema’ ou ‘estatística’. É também espaço onde existe inteligência coletiva, cultura, empreendedorismo, inovação, verdadeiras estratégias para prosperar”, analisa a copresidente do Data Favela Cléo Santana.

“Ouvir quem vive a favela todos os dias muda o centro da narrativa: não se trata apenas de ‘falar sobre’, mas de construir dados com as pessoas, a partir do que elas consideram urgente, possível e necessário. Isso tem impacto direto na forma como políticas públicas são desenhadas, como empresas se relacionam com esses públicos e como a imprensa retrata as periferias”, complementa.

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Rio de Janeiro (RJ), 02/11/2025 - Rua Santa Celinha, ao lado da praça São Lucas, no Complexo da Penha. zona norte da Cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Complexo da Penha, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Perfil sociodemográfico

A maior parte dos entrevistados é formada por adultos entre 30 e 49 anos (58%). Jovens de 18 a 29 anos somam 25%, enquanto pessoas com mais de 50 anos correspondem a 17%. Cerca de 60% são mulheres e 75% de todos os entrevistados se identificam como heterossexuais.

Oito em cada dez se identificam como negros (49% se declaram pardos, 33% se declaram pretos). Brancos são 15%.

Sobre graus de escolaridade, 8% têm ensino fundamental completo; 35%, ensino médio completo; 11%, ensino superior completo; e 5%, pós-graduação.

Cerca de 60% ganham até um salário mínimo mensalmente. Na sequência, 27% recebem de R$ 1.521 a R$ 3.040, enquanto 15% do total reúne faixas acima de R$ 3.040.

Três em cada dez afirmaram ter um trabalho com a carteira assinada (ocupados), 34% estão informais (entre aqueles que não possuem a carteira assinada e os que fazem bicos), 17% estão desempregados (desocupados) e 8% estão fora da força de trabalho (entre aposentados e estudantes).

No geral, 56% dos entrevistados afirmam não receber nenhum tipo de benefício do governo, como auxílio gás, aposentadoria ou pensão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), tarifa social de energia elétrica, seguro-desemprego. Entre os que recebem algum benefício, o mais citado é Bolsa Família/Auxílio Brasil (29%).

Infraestrutura territorial

Em relação à infraestrutura territorial, os moradores foram questionados sobre as principais mudanças que desejariam nos seus territórios em 2026. As respostas mais frequentes foram: saneamento básico (26%), educação (22%), saúde (20%), transporte (13%) e meio ambiente (7%).

Sobre as opções que possuem nas comunidades ligadas à esporte, lazer e cultura, 35% afirmaram ser ruim ou muito ruim, e 32% afirmaram ser regular.

 


Imagem de riacho com falta de saneamento básico e uma criança passando em favela do Complexo da Maré

Falta de saneamento básico no Complexo da Maré – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Desafios de raça e gênero

Cerca de 50% dos entrevistadores afirmam que a cor da pele impacta nas oportunidades de trabalho, enquanto 43% dizem que a cor da pele não impacta.

Sete em cada dez afirmam que a violência doméstica/feminicídio é o principal desafio que as mulheres enfrentam dentro da favela, seguido da dificuldade com emprego e renda (43%) e apoio no cuidado com os filhos (37%).

Quando perguntados sobre qual política pública consideram mais urgente para as mulheres, as respostas mais frequentes foram: programas de inserção no mercado de trabalho (62%), campanhas de educação contra o machismo (44%), delegacias e serviços com atendimento 24h (43%) e o cuidado com a saúde da mulher (39%).

 


Comunidade de Paraisópolis.

Favela de Paraisópolis, na capital paulista – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Segurança pública

Os moradores das favelas também foram perguntados sobre quais instituições confiam que irão protegê-los contra a violência. As respostas incluem Polícia Militar (27%), Polícia Civil (11%) e facção da minha favela (7%). A opção com mais votos, no entanto, foi “nenhuma delas” (36%).

Quando perguntados sobre a presença da polícia dentro da favela, o silêncio é significativo, segundo os pesquisadores: 24% optaram por não responder, enquanto outros 25% afirmam que a presença não altera a sensação de segurança. Uma parcela de 13% sente medo e insegurança com a presença policial. Por outro lado, 22% se sentem mais seguros com o policiamento no território.

“Um dado simbólico da pesquisa é o que revela que o maior desejo é poder ir e vir com tranquilidade [47%], mostrando dessa forma que o futuro ainda é pensado a partir da sobrevivência e do medo. Pesquisas como essa funcionam como um megafone para ampliar a voz que a favela já tem”, explica a copresidente do Data Favela Cléo Santana.



EBC

Rio ganha mais um espaço de desfile na área central da cidade


O carnaval de rua do Rio ganha mais um local de desfile no centro da cidade com a criação do Circuito Bira Presidente,  na Avenida Chile, entre sábado (14) e terça-feira (17) deste mês. Batizado em homenagem ao fundador do bloco Cacique de Ramos, o Circuito Bira Presidente destaca a diversidade do carnaval de rua, reunindo blocos tradicionais, coletivos culturais, manifestações afro-brasileiras e grupos que representam diferentes territórios da cidade.

“Batizar a Avenida Chile como Circuito Bira Presidente é uma forma de reconhecer a importância dos blocos e da cultura popular na construção do Carnaval carioca. A programação reúne tradições, ancestralidade e diferentes expressões culturais que mantêm viva a identidade do Rio”, disse o presidente da Riotur, Bernardo Fellows.

A homenagem a Bira Presidente, foi oficializada por meio de um decreto da prefeitura do Rio, escolhendo a Avenida Chile por ser o percurso tradicionalmente feito pelo Cacique de Ramos. 

Ao ocupar a Avenida Chile com uma programação intensa e diversa, a iniciativa reforça a vitalidade da cultura carnavalesca e evidencia o papel da cidade como um dos principais polos de festas populares do mundo, onde tradição e inovação caminham lado a lado.

A concentração será na Avenida Almirante Barroso com a Rua México

Sábado (14)

Federação Blocos Grupo 2

20h Quilombo Baixada

20:50 Resistentes Lapa

21:40 Moc. Manguariba

22:30 Raízes da Tijuca

23:20 Amigos do Tinguá

00:10 Mocidade Mineira

1h Do China

1:50h Diamante

2:40h Indep. Nova América

Domingo (15)

Liberj – Blocos de Embalo

16h Engata no Centro

16:30 Pagodão Beco de Pilares

17h Unidos de Benfica

17:30 Pagodão de Madureira

18h Vai Quem Quer Catumbi

18:30 Turma do Gato

19h Bohêmios de Irajá

19:30 Acadêmicos da Botija

21h Cacique de Ramos

Segunda (16)

Liberj – Blocos de Embalo

16h Vinil Social

16:30 Gigante dos Mares

17h Ninho Cobras do Arsenal

17:30 Xodó da Piedade

18h Cervejeiros

18:30 Bohêmios São Cristóvão

19h Banda da Folia

19:30 Confraria da Bebidinha

21h Cacique de Ramos

Terça (17)

Liberj – Blocos de Embalo

15h Alegria de Quintino

15:20 Imperadores do Samba

15:40 Chorou Cuíca

16h Foliões do Rio

Blocos Afro

16h30 Afoxé Filhas de Gandhi

– Afoxé Filhos da Paz

– Afoxé Raízes Africanas

– Afro Zimbawê

– Afro Tafaraogi

– Afro Lemi Aiyó

– Afro Olodumaré

20h Afro Orunmila

21h Cacique de Ramos



EBC

Empresa da Embraer vende duas aeronaves elétricas para o Japão


A empresa Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer que desenvolve aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), anunciou a venda de dois veículos para a japonesa AirX, que atua com transporte aéreo, atualmente utilizando helicópteros. O contrato pode ser ampliado, pois há a opção de compra de até 50 unidades. 

Com a entrega dos veículos prevista para 2029 e previsão de operação em Tóquio e Osaka, como veículo de última milha para rotas turísticas, a venda foi a primeira da empresa para a região da Ásia-Pacífico. Embraer e Eve participam do Singapore Airshow, uma das maiores feiras do setor.

“Estamos entusiasmados em firmar parceria com a Eve Air Mobility para levar o transporte aéreo da próxima geração ao Japão”, afirmou Kiwamu Tezuka, fundador e CEO da AirX, em posicionamento oficial das companhias para anunciar o acordo.

Para ele, essa colaboração reforça o compromisso com sustentabilidade e inovação, além de posicionar a AirX na linha de frente do mercado em evolução da mobilidade aérea.

Com o anúncio, as ações da empresa na B3 interromperam o movimento de queda. Lançadas em julho de 2025, a R$ 39 a ação, terminaram o pregão dessa quarta-feira (4) a R$19,80. Ontem (3) foram vendidas a R$ 19,62, igualando o menor valor, registrado em 17 de setembro. Na bolsa de Nova Iorque (NYSE), as ações da empresa estão em queda desde 22 de janeiro, quando estavam cotadas a US$ 4,59. Ontem foram negociadas a US$ 3,65. 



EBC

Vigitel: 92% das brasileiras entre 50 e 69 anos fizeram mamografia


A pesquisa do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde divulgado em 28 de janeiro mostrou que a frequência de mulheres entre 50 e 69 anos de idade que fizeram exame de mamografia em algum momento de suas vidas aumentou no período entre 2007 e 2024, variando de 82,8% para 91,9%.

Segundo o levantamento, foram observados aumentos em todas as faixas de idade e níveis de instrução. Em relação às faixas de idade, o maior aumento foi visto nas mulheres com idade entre 60 e 69 anos, variando de 81%, em 2007, a 93,1% em 2024. Quanto ao nível de instrução, o maior aumento foi averiguado entre mulheres sem instrução e fundamental incompleto, variando de 79,1%, em 2007, a 88,6% em 2024.

Também foi observado que a frequência de mulheres entre 50 e 69 anos de idade que fizeram mamografia nos últimos dois anos aumentou na faixa de 60 a 69 anos, variando de 67,2%, em 2007, a 74,2% em 2024.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que um quarto dos casos de câncer de mama detectados ocorrem na faixa etária de 40 a 49 anos. Ele  reforça a importância da expansão da mamografia para esse público com um esforço do Sistema Único de Saúde (SUS) para o diagnóstico precoce. 

Nesta quinta-feira (5), é celebrado o Dia da Mamografia.

Em setembro de 2025, o ministério expandiu a mamografia para mulheres de 40 a 49 anos de idade, mesmo que não apresentem sinais ou sintomas de câncer. Segundo a pasta, mulheres nessa faixa de idade tinham dificuldade com o exame na rede pública de saúde em função da avaliação de histórico familiar ou necessidade de já apresentar sintomas. Mesmo assim, as mamografias no SUS em pacientes com menos de 50 anos representam 30% do total, equivalente a mais de 1 milhão em 2024.

“Outra medida é a ampliação da faixa etária para rastreamento ativo, quando a mamografia deve ser solicitada de forma preventiva a cada dois anos. A idade limite, que até então era de 69 anos, passará a ser de até 74 anos. Quase 60% dos casos da doença estão concentrados dos 50 aos 74 anos e o envelhecimento é um fator de risco”, explicou o ministério.

O câncer de mama é o mais comum e o que mais mata mulheres, com 37 mil casos por ano.

A publicação Estimativa 2026-2028: Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), divulgada nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Câncer, mostrou que o número estimado de casos novos de câncer de mama no Brasil por ano entre 2026 e 2028 é de 78.610.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia Regional Rio de Janeiro, Bruno Giordano, milhares de mulheres ainda chegam aos serviços de saúde em fases avançadas da doença, o que compromete o sucesso do tratamento e aumenta o risco de mortalidade.

Para o médico, esse quadro está diretamente ligado à baixa cobertura da mamografia em parte da população, às dificuldades de acesso à rede de atendimento e ao tempo prolongado entre o exame, a confirmação diagnóstica e o início da terapia, fatores que seguem como entraves históricos no sistema de saúde.

“A mamografia é o principal exame para detectar o câncer de mama em fases iniciais, muitas vezes antes mesmo do surgimento de qualquer sintoma. Quando conseguimos diagnosticar precocemente, ampliamos de forma significativa as chances de tratamento eficaz e reduzimos a mortalidade”, explica o mastologista.

Estilo de vida

Giordano lembra ainda que, além do exame periódico da mamografia, o combate à doença passa também pela adoção de hábitos saudáveis e pela educação em saúde. A prática regular de atividade física, a manutenção do peso adequado, a alimentação equilibrada e a redução do consumo de álcool são medidas associadas à diminuição do risco de desenvolvimento da doença.

Para o médico, essas ações precisam caminhar junto com políticas públicas que ampliem o acesso à informação e aos serviços de diagnóstico. Ele destaca que, para as mulheres diagnosticadas, é muito importante que lhes seja dado o acesso ao tratamento imediatamente, respeitando a lei dos 60 dias, que garante a todo paciente com neoplasia maligna (câncer) o direito de iniciar o primeiro tratamento (cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia ou radioterapia) no SUS em até 60 dias após o diagnóstico.

O presidente da SBM-RJ ressalta que cada exame realizado representa uma oportunidade concreta de salvar vidas. “Não podemos esquecer que, se diagnosticado precocemente, as chances de cura podem chegar a 95%. Nosso compromisso é ampliar o acesso, reduzir desigualdades e fazer com que a mamografia seja parte da rotina de cuidado das mulheres. Essa é uma responsabilidade coletiva, que envolve gestores, profissionais de saúde e toda a sociedade”.



EBC

Brasileirão Feminino 2026 tem datas, horários e locais definidos


A Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol 2026 começa daqui a oito dias e já tem datas, locais e horários das partidas das primeiras 10 rodadas. A tabela detalhada do torneio foi divulgada nesta quarta-feira (4) pela CBF. O jogo de abertura será entre Mixto-MT e Flamengo, no dia 12 de fevereiro (uma quinta), às 21 h (horário de Brasília), no Estádio Eurico Gaspar Dutra, em Cuiabá. A partida terá transmissão exclusiva da TV Brasil. O heptacampeão Corinthians estreia um dia depois, fora de casa, contra o Atlético-MG, que retorna este ano à elite do futebol feminino.. 

Este ano a competição terá 18 clubes, dois a mais que na edição passada. Por conta do aumento, serão ao todo 167 jogos até o encerramento, em 4 de outubro.  

As 17 rodadas da primeira fase serão disputadas em jogos únicos. Ao final, as oito primeiras equipes avançam às quartas de final, e as duas piores serão rebaixadas para a Série A2. As fase de quartas e semifinais serão definidas em partidas únicas, já a decisão do título terá jogos de ida e volta.

A cada jogo, os clubes receberão uma cota fixa de R$ 720 mil. O prêmio da CBF para o time campeão será de R$ 2 milhões, e o vice será contemplado com R$ 1 milhão.

Brasileirão Feminino 2026 – 10 primeiras rodadas

RODADA 1

12/02 –  21h: Mixto-MT x Flamengo (transmissão TV Brasil

13/02 – 21h: Palmeiras x América-MG (transmissão TV Brasil

13/02 – 21h: Atlético-MG x Corinthians

14/02 – 15h: Fluminense x Vitória

14/02 – 16h: Botafogo x Juventude

14/02 – 18h: Bahia x Cruzeiro

15/02 – 17h: Red Bull Bragantino x Ferroviária

16/02 – 19h: Santos x Grêmio

16/02 – 20h: Internacional x São Paulo

RODADA 2 

20/02 – 19h: Grêmio x Palmeiras

20/02 –  21h: Flamengo x Red Bull Bragantino (transmissão TV Brasil

20/02 – 21h30: Corinthians x Fluminense

21/02 – 15h: América-MG x Internacional

21/02 – 16h: Ferroviária x Botafogo

22/02 – 15h: Juventude x Atlético-MG

23/02 – 15h: Vitória x Mixto-MT

23/02 – 19h: Cruzeiro x Santos

23/02 – 21h: São Paulo x Bahia

RODADA 3 

13/03 – 19h: Botafogo x Flamengo

13/03 – 21h30: Palmeiras x Corinthians

14/03 –  15h: Internacional x Red Bull Bragantino

14/03 –  15h: América-MG x Juventude

14/03 – 16h: Cruzeiro x Atlético-MG

14/03 – 16h: São Paulo x Ferroviária

14/03 – 18h: Grêmio x Fluminense

16/03 – 19h: Santos x Mixto-MT

16/03 – 21h: Bahia x Vitória (transmissão TV Brasil

RODAD 3

20/03 – 19h: Bahia x Santos

20/03 – 21h: Flamengo x Cruzeiro

21/03 – 16h: Atlético-MG x Internacional (transmissão TV Brasil

21/03 – 17h: Red Bull Bragantino x Juventude

21/03 – 18h: Mixto-MT x Botafogo

22/03 – 16h: Ferroviária x Grêmio

22/03 – 18h: Palmeiras x Vitória

23/03 – 20h: Fluminense x São Paulo

23/03 – 21h: Corinthians x América-MG (transmissão TV Brasil

RODADA 5 

26/03 – 19h: Cruzeiro x Fluminense

27/03 – 15h: Vitória x Atlético-MG

27/03 – 19h: Botafogo x Corinthians

27/03 –  19h: Santos x Ferroviária

27/03 – 21h: Juventude x Flamengo (transmissão TV Brasil

27/03 –  21h30: São Paulo x Palmeiras

28/03 -15h: América-MG x Mixto-MT

28/03 – 16h: Internacional x Grêmio (transmissão TV Brasil

28/03 – 17h: Red Bull Bragantino x Bahia

RODADA 6 

30/03 -19h: Atlético-MG x São Paulo

30/03 – 21h: Ferroviária x Cruzeiro (transmissão TV Brasil

30/03 – 21h30: Palmeiras x Flamengo

31/03 – 21h: Corinthians x Red Bull Bragantino (transmissão TV Brasil

01/04 – 15h: Fluminense x Juventude

01/04 – 19h: Bahia x América-MG

01/04 – 20h: Mixto-MT x Internacional

03/04 -19h: Grêmio x Vitória

03/04 –  21h: Botafogo x Santos

RODADA 7

20/04 – 19h: Santos x Atlético-MG

20/04 – 19h: São Paulo x Grêmio

20/04 –  21h: Juventude x Corinthians (transmissão TV Brasil

20/04 –  21h30: Flamengo x Bahia

21/04 – 19h: Ferroviária x América-MG

21/04 – 21h: Fluminense x Palmeiras (transmissão TV Brasil

22/04 – 15h: Vitória x Botafogo

22/04 – 17h: Red Bull Bragantino x Mixto-MT

22/04 – 21h: Cruzeiro x Internacional

RODADA 8 

24/04 –  21h: Corinthians x Ferroviária

25/04 – 19h: Internacional x Juventude

25/04 – 16h: Flamengo x Vitória (transmissão TV Brasil

25/04 –  17h: Red Bull Bragantino x Cruzeiro

25/04 – 18h: Mixto-MT x Fluminense

27/04 –  18h: América-MG x São Paulo

27/04 – 20h: Palmeiras x Santos

27/04 – 21h: Atlético-MG x Botafogo (transmissão TV Brasil

28/04 – 18h: Bahia x Grêmio

RODADA 9 

01/05 – 16h: Atlético-MG x Fluminense

01/05 – 18h: Juventude x Cruzeiro

01/05 – 21h: Grêmio x Corinthians

02/05 – 15h: América-MG x Vitória

02/05 –  16h: Bahia x Palmeiras (transmissão TV Brasil

02/05 –  16h: Botafogo x Red Bull Bragantino

03/05-  16h: Ferroviária x Mixto-MT

04/05 – 21h: Santos x Internacional (transmissão TV Brasil

04/05 –  21h: São Paulo x Flamengo

RODADA 10

08/05 – 19h: Cruzeiro x América-MG

08/05 – 21h: Corinthians x São Paulo

09/05 – 16h: Fluminense x Santos (transmissão TV Brasil

09/05 – 17h: Red Bull Bragantino x Grêmio

09/05 – 18h: Mixto-MT x Bahia

11/05 –  15h: Vitória x Juventude

11/05, – 18h: Internacional x Botafogo

11/05 –  20h: Flamengo x Ferroviária

11/05 – 21h: Palmeiras x Atlético-MG (transmissão TV Brasil





EBC

Rotas de integração no continente podem reduzir custos comerciais


O governo federal oficializou, nesta semana, a criação do Programa Rotas de Integração Sul-Americana. Um dos objetivos finais da medida é reduzir o tempo e o custo do transporte de mercadorias entre o Brasil e os vizinhos, e também com a Ásia. 

Para atender a esse objetivo, a proposta é viabilizar ações para integrar infraestruturas física, digital, social, ambiental e cultural entre os países da América do Sul. A portaria de criação, assinada pela ministra Simone Tebet, e publicada no Diário Oficial da União de terça-feira (3), oficializa cinco rotas de integração.

Segundo o que prevê o programa, a ideia inclui a elaboração de estudos técnicos e pesquisas aplicadas a diferentes áreas, como a multimodalidade de transportes, a conectividade e a integração energética e digital, a unidade geoeconômica, a bioceanidade  e perspectivas fronteiriças e não fronteiriças no território nacional.

Cinco rotas

As redes de infraestrutura focam em cinco rotas estratégicas desenhadas após consulta aos 11 Estados brasileiros que fazem fronteira com os países da América do Sul. 

As rotas foram divididas da seguinte forma:

  • Ilha das Guianas – áreas do Norte brasileiro com Guiana Francesa, Suriname, a Guiana e Venezuela 
  • Amazônica – norte com Colômbia, Equador e Peru 
  • Quadrante Rondon – Norte e Centro-Oeste no Brasil com Peru, Bolívia e Chile
  • Bioceânica de Capricórnio – Centro-Oeste, Sudeste e Sul com Paraguai, Argentina e Chile e
  • Bioceânica do Sul – Sul do Brasil com Uruguai, Argentina e Chile

Segundo o governo, o projeto das cinco rotas surgiu depois de reunião de líderes da América do Sul, em 2023, que decidiu por uma agenda de integração regional.

Entre os argumentos do governo, está o fato que o Brasil privilegiou, ao longo do tempo, o comércio com países da Europa e os Estados Unidos via Atlântico. A formulação leva em conta que, nas últimas décadas, ocorreu um deslocamento da produção rumo aos estados do Centro-Oeste e do Norte e um incremento maior do comércio com os países asiáticos.



EBC

Olimpíada Brasileira de Matemática está com inscrições abertas


Unidades de ensino de todo o país podem inscrever, a partir desta quarta-feira (4), alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio na 21ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). 

As inscrições são feitas exclusivamente pelas escolas na página da Obmep, até 16 de março. Podem participar instituições públicas municipais, estaduais e federais, bem como privadas.

Bolsas

A iniciativa do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) tem recursos do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A edição deste ano vai distribuir 8.450 medalhas nacionais, sendo 650 de ouro, 1.950 de prata e 5.850 de bronze, além de 51 mil certificados de menção honrosa.

Segundo os organizadores, a competição reúne anualmente mais de 18,5 milhões de estudantes de todas as regiões do Brasil.

Os estudantes premiados nacionalmente são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), que incentiva o desenvolvimento acadêmico e oferece uma bolsa de R$ 300, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), aos alunos de escolas públicas participantes do programa.

Além da premiação nacional, a Obmep também reconhece os estudantes com melhor desempenho em cada estado. Serão distribuídas pelo menos 20,5 mil medalhas estaduais – mas que não dão acesso ao PIC.

Provas

A olimpíada ocorre em duas fases. A primeira é composta por uma prova objetiva com 20 questões, aplicada pela própria escola em 9 de junho. Os estudantes mais bem colocados serão classificados para segunda etapa, que acontece em 17 de outubro.

Nessa fase, é aplicada nos centros definidos pela organização da olimpíada. A prova é composta por seis questões discursivas, elaboradas de acordo com o grau de escolaridade dos alunos.

Os alunos são distribuídos em três níveis: o primeiro compreende alunos do 6º e 7º anos do fundamental, o segundo é para quem estuda no 8º e 9º ano, o nível 3, para o ensino médio. 

A divulgação dos aprovados para a segunda fase será feita em 3 de agosto, e a divulgação dos premiados nacionais, em 15 de dezembro.




EBC