Câmara derruba mudanças do Senado na MP do Seguro-Defeso


A Câmara dos Deputados rejeitou nesta quinta-feira (9) as mudanças feitas pelos senadores na Medida Provisória 1323/25, que trata das regras para o pagamento do seguro-defeso. Com isso, fica mantida a versão aprovada pelos deputados na terça-feira (7). O texto vai agora para sanção presidencial

O seguro-defeso é um benefício pago aos pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida para a reprodução dos peixes. A novas regras visam evitar fraudes. 

A medida provisória prevê as seguintes regras: 

  • Autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 desde que o beneficiário atenda aos requisitos;
  • Pescador artesanal terá direito ao benefício de anos anteriores se tiver feito a solicitação dentro dos prazos legais;
  • Pagamento do benefício ocorrerá dentro de 60 dias após a regularização do pescador no programa; 
  • Novas exigências para cadastro e identificação.

Para 2026, o volume previsto do seguro-defeso, exceto os atrasados, é R$ 7,9 bilhões.

Senado

Na sessão da quarta-feira (7), os senadores aprovaram uma série de mudanças, entre elas a obrigação de o pescador comprovar contribuição ao INSS por pelo menos 6 meses, no período de um ano. 

Outras alterações foram sobre limite de renda para acesso ao seguro e retirada do pagamento de benefícios retroativos ao ano de 2025. 

Todas as mudanças foram rejeitadas pelos deputados federais nesta quinta-feira.

* Com informações das agências Câmara e Senado



EBC

Após pane, Aeroporto de Congonhas vai operar até meia-noite


A Aena, concessionária que opera o Aeroporto de Congonhas, informou que irá operar até meia-noite desta quinta-feira (9).

A medida foi adotada após uma pane técnica na manhã de hoje ter provocado o cancelamento de pousos e decolagens no aeroporto, localizado na zona sul de São Paulo. O problema ocorreu entre as 8h58 e 10h09 no Centro de Controle do Espaço Aéreo. 

A ampliação do horário de operações foi autorizado pelo Departamento de Controle do Tráfego Aéreo (DECEA), atendendo pedido das companhias aéreas e como forma de reduzir o impacto nos atrasos e cancelamentos de voos.

Durante todo o dia, ao menos 30 voos foram impactados.

A falha deixou inoperantes, além de Congonhas, os aeroportos de Guarulhos, Viracopos e o Campo de Marte.

 



EBC

Museu da Imagem e do Som no Rio faz primeira exposição


O Museu da Imagem e do Som (MIS), no Rio de Janeiro, inaugurou nesta quinta-feira (9), o início gradual das atividades culturais, com a exposição temporária Arquitetura em Cena: o MIS Copa antes da Imagem e do Som.

A mostra faz parte da abertura parcial do espaço, exibindo os bastidores da obra, fotos históricas do Rio de Augusto Malta e Guilherme Santos e o conceito da “Avenida Vertical” que inspira o edifício, localizado na praia de Copacabana.

No terreno funcionou a antiga boate Help, casa noturna conhecida como um dos ícones da noite carioca, nas décadas de 1980 e 1990. 


Rio de Janeiro (RJ), 09/04/2025 - Inauguração da exposição Arquitetura em Cena: O MIS Copa antes da imagem e do som, no Museu da Imagem e do Som - MIS, na Avenida Atlântica. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Inauguração da exposição Arquitetura em Cena: O MIS Copa antes da imagem e do som – Foto:- Rovena Rosa/Agência Brasil

Adiamento

A nova sede na zona sul carioca seria inaugurada oficialmente em 28 de março, porém, quatro dias antes o governo do estado anunciou o adiamento.

Depois de mais de 15 anos de paralisações e incertezas sobre o projeto, ainda não foi remarcada uma nova data para a inauguração integral.

Na época do início das obras, o presidente da Fundação MIS, Cesar Miranda Ribeiro, disse que a nova sede do MIS Copacabana consolidaria um projeto de Estado que valoriza a cultura como elemento estratégico de desenvolvimento, identidade e cidadania, reafirmando o compromisso com as futuras gerações. 



EBC

Países do Atlântico Sul defendem região livre de guerra e arma nuclear


Os países do Atlântico Sul, região situada entre a África e a América do Sul, publicaram, nesta quinta-feira (9), declaração com uma série de compromissos relacionados a paz, segurança e desenvolvimento sustentável.

O documento marcou a conclusão da IX Reunião Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), no Rio de Janeiro, sob a presidência do Brasil.

Em um contexto de guerra no Oriente Médio, o grupo disse que vai preservar o Atlântico Sul como zona livre do “flagelo da guerra”, “rivalidades entre grandes potências”, “disputas geopolíticas extrarregionais”, “armas nucleares” e “outras armas de destruição em massa”.

Ainda nesse sentido, foi pedida a retomada das negociações sobre as Ilhas Malvinas entre Argentina e o Reino Unido, para que se chegue a uma solução “pacífica, justa e duradoura”. O arquipélago é controlado pelo Reino Unido, mas a Argentina entende que há uma ocupação ilegal e reivindica a posse do território.

O país sul-americano também é destaque no item da declaração que trata do “peso histórico da rota transatlântica no tráfico de pessoas escravizadas”. O grupo defende a ampliação dos esforços de combate ao racismo e de promoção da igualdade racial. Além disso, cita a resolução 80/250 das Nações Unidas, de 25 de março deste ano, que reconheceu o tráfico de africanos escravizados como o crime mais grave contra a humanidade.

A Argentina, que já havia rejeitado a resolução da ONU ao lado de Estados Unidos e Israel, incluiu um adendo no documento da Zopacas. Disse lutar contra o racismo, mas que “dissocia-se das referências a certas iniciativas e documentos”, em referência clara à decisão da ONU.

Meio Ambiente

A declaração da Zopacas traz várias menções sobre meio ambiente e clima. O grupo elogia a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém no ano passado. Destaca o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) e incentiva potenciais investidores e aderirem ao esforço de capitalização.

Cita também os resultados da agenda oceânica, como o lançamento do Plano para Acelerar Soluções Climáticas Baseadas nos Oceanos (o Pacote Azul), as adesões ao Desafio “Blue NDC” e a criação da Força-Tarefa “Blue NDC”.

Ainda nesse contexto, celebra a entrada em vigor, no início deste ano, do chamado Tratado do Alto Mar, que aborda a conservação e o uso sustentável da diversidade biológica marinha das áreas situadas além das jurisdições nacionais (BBNJ, na sigla em inglês). O entendimento é de que o acordo trará maior proteção do meio ambiente marinho do Atlântico Sul.

A presidência brasileira do Zopacas, ao reconhecer a importância do tema, lançou nesta quinta a Convenção para a Proteção do Meio Ambiente Marinho no Atlântico Sul. Além do Brasil, quatro países aderiram ao documento: Cabo Verde, Guiné Equatorial, República do Congo e São Tomé e Príncipe.

A convenção tem 39 artigos que abordam temas como:

  • Direito dos Estados de explorar recursos naturais nas áreas sob sua soberania
  • Medidas para prevenir e controlar danos ao ambiente marinho
  • Compromissos de proteção de ecossistemas raros ou frágeis
  • Planos de emergência em casos críticos no ambiente marinho
  • Proibição do despejo de substâncias tóxicas e resíduos perigosos
  • Prevenção da poluição proveniente de fontes terrestres
  • Educação ambiental, sensibilização pública e cultura oceânica
  • Proibições ou controles sobre atividades de pesca.

Estratégias de cooperação

Um terceiro documento publicado pela Zopacas adota uma estrutura com estratégias de cooperação, que sirvam como instrumento político de organização de eixos prioritários dos países. Não há caráter vinculante, o que significa que os países não são juridicamente obrigados a seguir as estratégias. A adoção se dá de forma voluntária.

O texto lista áreas de cooperação a partir de categorias temáticas, em que os países participantes reportarão resultados, desafios e lições aprendidas relativos a cada ação concluída.

São três áreas principais de cooperação: governança oceânica; defesa e segurança marítimas; e meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

Membros do grupo são estimulados a buscar mecanismos de financiamento para apoiar a implementação das ações acordadas, o que incluem oportunidades oferecidas por organizações internacionais e regionais, parceiros de desenvolvimento e outras fontes voluntárias.



EBC

Receita recebe mais de 10 milhões de declarações do IR


Mais de 10 milhões de contribuintes acertaram as contas com o Leão em 17 dias de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025). Até as 18h29 desta quinta-feira (9), 10.028.171 documentos foram enviados.

O número equivale a 22,8% do total de declarações previstas para este ano. Em 2026, o Fisco espera receber 44 milhões de declarações.

Tradicionalmente, o ritmo de entrega é maior na primeira semana por causa dos contribuintes que preencheram o documento com antecedência.

Segundo a Receita Federal, 76,7% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, enquanto 13,4% terão que pagar Imposto de Renda e 9,9% não têm imposto a pagar nem a receber.

>>Entenda as novidades da declaração do Imposto de Renda 2026 

A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (70,4%), mas 18,8% dos contribuintes recorrem ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 10,8% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

Um total de 60,8% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 55,3% dos envios.

O prazo para entregar a declaração começou em 23 de março e termina às 23h59min59s de 29 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março.

Quem não enviar a declaração no prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.



EBC

Tênis: João Fonseca avança para quartas de final em Monte Carlo


O brasileiro João Fonseca continua fazendo história no Masters 1000 de Monte Carlo. Nesta quinta-feira (9) o carioca de 19 anos de idade derrotou o italiano Matteo Berrettini por 2 sets a 0 (parciais de 6/3 e 6/2) e se garantiu nas quartas de final da competição. Esta é a primeira vez que o jovem tenista alcança esta fase de um torneio Masters 1000.

Agora João Fonseca terá uma pedreira pela frente o alemão Alexander Zverev. Esta será a primeira vez que o carioca de 19 anos mede forças com o atual número três do mundo.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O brasileiro estreou na competição na última segunda-feira (6), quando bateu o canadense Gabriel Diallo por 2 sets a 0 (parciais de 6/2 e 6/3). Depois João Fonseca superou francês Arthur Rinderknech, na última quarta-feira (8), por 2 sest a 1 (parciais de 7/5, 4/6 e 6/3).





EBC

Saiba quais são as novas leis que ampliam a proteção às mulheres


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei que fortalecem o combate à violência contra a mulher. Conheça mais detalhes das novas legislações. 

Monitoramento eletrônico de agressores 

O PL 2.942/2024 altera a Lei Maria da Penha para estabelecer a monitoração eletrônica de agressores como medida protetiva autônoma em casos de violência doméstica. 

Atualmente, a Lei Maria da Penha autoriza o monitoramento apenas como opção. Além disso, a vítima poderá usar um dispositivo de segurança alertando sobre a aproximação do agressor.

Segundo o Palácio do Planalto, os objetivos da nova lei são: 

  • Aumento da capacidade de controle do cumprimento das medidas protetivas, 
  • Redução do tempo de resposta em situações de risco 
  • Possibilidade de atuação preventiva com base em geolocalização.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Tipificação do crime de vicaricídio

O PL 3.880/2024 inclui a violência vicária entre as formas de violência doméstica previstas na Lei Maria da Penha. Essa modalidade de violência é caracterizada pela prática de atos contra terceiros, especialmente filhos, dependentes ou pessoas próximas, com o objetivo de atingir psicologicamente a mulher.

A proposta também tipifica o homicídio vicário no Código Penal, estabelecendo pena de 20 a 40 anos de reclusão quando o crime for cometido contra

  • Descendente, 
  • Ascendente, 
  • Dependente, 
  • Enteado ou 
  • Pessoa sob guarda ou responsabilidade da mulher, 

A pena pode ser ampliada caso o crime seja praticado na presença da mulher, contra criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência, ou ainda em descumprimento de medida protetiva de urgência.

Combate à Violência contra Mulheres Indígenas

O PL 1.020/2023 institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres Indígenas. A data será celebrada anualmente no dia 5 de setembro. 

“Embora tenha caráter simbólico, a iniciativa cumpre papel estratégico ao dar visibilidade a uma realidade ainda pouco considerada nas políticas públicas e ao evidenciar a necessidade de abordagens específicas”, informou o Palácio do Planalto. 



EBC

Edital seleciona projetos de inovação no Amazonas, Pará e Rondônia


Estão abertas até o dia 19 de abril de 2026 as inscrições para o edital do Projeto Rural Sustentável (PRS) – Amazônia, voltado para a inovação aplicada às cadeias produtivas ligadas à iniciativa nos estados do Pará, Rondônia e Amazonas. No total, será destinado um montante de R$ 1,8 milhão para nove propostas de soluções inovadoras na região. As inscrições podem ser feitas aqui.

Cada proposta receberá até R$ 200 mil para o desenvolvimento de soluções práticas com potencial de impacto nas cadeias produtivas apoiadas pelo projeto. No Pará, o foco é nas cadeias do cacau e açaí; em Rondônia, em peixes redondos e café robusta; e, no Amazonas, na castanha-do-Brasil e no pirarucu de manejo.

O edital contempla três categorias ligadas à sociobioeconomia, economia circular e agregação de valor, com propostas que contribuam para melhorias na produção, no beneficiamento, no aproveitamento de subprodutos, nas condições de trabalho e no acesso a mercados.

Cada instituição poderá enviar uma proposta. As iniciativas inscritas devem ter capacidade de implementação e geração de resultados em até quatro meses.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Lançado em 2022, durante a 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), no Egito, o PRS-Amazônia atua por meio de capacitações, ações em campo e da parceria com 30 organizações socioprodutivas (OSPs) do Amazonas, Pará e Rondônia.

O projeto tem o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) como beneficiário institucional, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como gestor dos recursos e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) como executor. O financiamento é feito pelo governo do Reino Unido.



EBC

STF suspende julgamento sobre mandato-tampão para governo do Rio


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do processo que vai decidir se as eleições para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro serão diretas ou indiretas.
 
O julgamento do caso foi retomado na sessão desta tarde, mas Dino disse que votará depois da publicação do acórdão do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que condenou o ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
 
Com a suspensão do julgamento, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, continuará exercendo interinamente o cargo de governador do estado.

O julgamento começou nesta quarta-feira (8) e estava empatado em 1 a 1. 

Acompanhe aqui a sessão:

O ministro Cristiano Zanin, relator do caso, votou a favor de eleições diretas, ou seja, com o eleitor votando na urna eletrônica.

No entendimento do ministro, a renúncia do ex-governador Cláudio Castro para disputar uma vaga do Senado, ocorrida no dia anterior ao julgamento que o condenou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi “tentativa de burla” para evitar a convocação de eleições populares. 

Em seguida, Luiz Fux votou pela votação indireta; por meio da deliberação dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O Supremo julga uma ação na qual o diretório estadual do PSD defende eleições diretas para o comando interino do estado.

Matéria em atualização.



EBC

Brasil condena agressão de Israel contra Líbano em meio a cessar-fogo


O Ministério das Relações Exteriores (MRE) condenou os ataques de Israel contra o Líbano realizados um dia após o cessar-fogo anunciado por Irã e Estados Unidos (EUA) no Oriente Médio.  

“A intensificação dessa ofensiva ocorre na sequência do anúncio, na última noite, de cessar-fogo no conflito armado no Oriente Médio e ameaça envolver a região em nova escalada de violência e instabilidade”, disse o ministério, em nota

O Itamaraty destacou que os ataques visaram extensas áreas e deixaram um saldo inicial de 254 mortos e 1.165 feridos. O governo brasileiro acrescentou que defende a soberania e integridade territorial libanesa.

“Brasil insta Israel a suspender imediatamente suas ações militares e a retirar todas as suas forças do território libanês. Exorta, ainda, as partes envolvidas a cumprirem integralmente os termos da Resolução 1.701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, diz o comunicado do MRE.

A Resolução 1.701 de 2006, adotada por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU, apela para um cessar-fogo entre Israel e Hezbollah no Líbano com a criação de uma “zona tampão” entre os dois países a ser controlada pela missão de paz da ONU no Líbano (Unifil).  

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Cessar-fogo violado

Apesar do cessar-fogo anunciado por EUA e Irã, Israel iniciou a maior ofensiva no Líbano desde o início da atual fase do conflito. 

O Irã já ameaçou romper com o cessar-fogo devido as agressões israelenses, enfatizando que o acordo previa a trégua em todas frentes de batalha no Oriente Médio.  

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem afirmado que o Líbano não estava no acordo, mas o mediador do cessar-fogo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou que o fim dos combates no Líbano fazia parte das negociações.

Países como França, Reino Unido, Espanha e representantes da União Europeia têm pressionado para que o Líbano faça parte do acordo para um cessar-fogo.

Nesta quinta-feira, o presidente do Líbano, Masoud Pezershkian, disse que a manutenção das agressões contra o Líbano faz as negociações para o fim da guerra ficarem “sem sentido”.

Entenda

Os bombardeios de Israel contra o Líbano foram intensificados com o início da guerra no Irã, depois que o Hezbollah voltou a promover ataques contra Israel, no dia 2 de março.  

O Hezbollah alegou agir em retaliação aos ataques de Israel contra o Líbano nos últimos meses e em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.

Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se tornou um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos.

O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011.

Atual fase

A atual fase do conflito entre Israel e o Hezbollah tem relação com a destruição da Faixa de Gaza a partir de 2023. O Hezbollah passou a lançar foguetes contra o norte de Israel em solidariedade aos palestinos e para desgastar a defesa israelense.  

Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar-fogo entre o grupo xiita e o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, depois que Israel conseguiu matar lideranças do Hezbollah.

Porém, Israel seguiu com ataques e bombardeios periódicos contra o Líbano, alegando atingir a infraestrutura do Hezbollah, que evitava reagir até o início da guerra no Irã.



EBC