Incêndio no Velódromo do Rio é controlado; pista não teve impacto



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Depois de 14 horas de trabalho, o Corpo de Bombeiros controlou na noite desta quarta-feira (8) o incêndio que atingiu o Velódromo do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, durante a madrugada. O trabalho de limpeza do local foi encerrado. 

O fogo foi rapidamente controlado, ficando restrito à lona que cobre o complexo, evitando propagação para o interior do edifício. Ninguém ficou ferido.

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A avaliação preliminar da equipe técnica e da direção da Confederação Brasileira de Ciclismo indica que não houve impacto à pista. O Rio Museu Olímpico, que homenageia os Jogos de 2016, foi preservado e as peças históricas estão intactas.

O Museu Olímpico ocupa área de aproximadamente 1.700 metros quadrados, onde abriga acervo de cerca de 1 mil peças.

O Velódromo é usado para treinamento de atletas de esgrima, levantamento de peso e ginástica. 



EBC

Hall da Fama do COB celebra ídolos do esporte olímpico brasileiro



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Em cerimônia realizada na noite desta quarta-feira (8) no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) eternizou cinco grandes ídolos olímpicos em seu Hall da Fama. Os homenageados foram Alex Welter e Lars Björkström, da vela, Ricardo Santos e Emanuel Rego, do vôlei de praia, e Oscar Schmidt, do basquete.

Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro, foi primeiro homenageado da noite. O Mão Santa, que é o recordista brasileiro em participações olímpicas, disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição.

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O Hall da Fama do COB teve uma novidade nesta edição, a inauguração das categorias de duplas e equipes, que reconhecem o fato de que muitos dos maiores feitos olímpicos são construídos por trabalho conjunto.

E os primeiros homenageados foram Alex Welter e Lars Björkström, que, nos Jogos de Moscou (1980), conquistaram a medalha de ouro na classe tornado, feito que encerrou um jejum de 24 anos sem títulos olímpicos do Brasil desde o bicampeonato de Adhemar Ferreira da Silva, em 1956.

Os últimos homenagens da noite foram Ricardo Santos e Emanuel Rego, uma das parcerias mais marcantes da história do vôlei de praia. Campeões mundiais em Copacabana, em 2003, medalhistas de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas (2004) e de bronze em Pequim (2008), a dupla também construiu uma carreira vitoriosa no Circuito Mundial e no Circuito Brasileiro. 

“Nossos heróis olímpicos receberam hoje, no icônico Copacabana Palace, o justo reconhecimento por nos ajudarem a construir a história do esporte brasileiro, passarão a integrar o nosso Hall da Fama. Nossa Nação Esportiva não se constrói apenas com resultados presentes. Ela se molda também com memória, com respeito ao passado e com a valorização daqueles que abriram caminhos e que sempre vão inspirar gerações. Preservar essas histórias é preservar a essência do movimento olímpico brasileiro e fortalecer o caminho que queremos seguir. O Hall da Fama cumpre exatamente essa missão”, declarou o presidente do COB, Marco La Porta.





EBC

Reportagem da TV Brasil conquista 2º lugar no Prêmio MOL de Jornalismo



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A jornalista Flávia Grossi e equipe, da TV Brasil, conquistaram o segundo lugar no Prêmio MOL de Jornalismo para a Solidariedade, na categoria “Jornalismo Tradicional – Vídeo”. A cerimônia de anúncio dos vencedores foi realizada na terça-feira (7), no Auditório da Fecap, em São Paulo.

Mais de 200 trabalhos foram inscritos na 4ª edição da premiação, enviados por profissionais e estudantes de 24 estados, 71 cidades e 28 universidades.

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A reportagem Egressos do cárcere, uma nova chance, produzida por Flávia Grossi e equipe, foi exibida no programa Caminhos da Reportagem e concorreu com produções da TV Globo, GloboNews, CNN Brasil e TV Cultura.

“Este foi um trabalho feito em conjunto com profissionais altamente competentes. Concorremos com profissionais reconhecidos da grande mídia e estar entre eles é um privilégio e um reconhecimento importante do nosso trabalho. Mostra a força da TV pública e a importância do programa Caminhos da Reportagem. Só tenho a agradecer a todos os profissionais que acreditaram e viabilizaram esse projeto”, afirmou Flávia.

O programa premiado destaca histórias de pessoas que deixaram o sistema prisional e buscam reconstruir suas vidas, abordando iniciativas de reinserção social e novas oportunidades após o cárcere.

A apuração mostra que duas em dez pessoas que deixam a prisão no Brasil acabam reincidindo no crime e retornando para o sistema penitenciário, no prazo de um ano. Quando analisado um período mais longo, de cinco anos, a taxa chega a 40%.

Assista aqui. 

Confira a equipe completa responsável pela reportagem:

  • Produção: Flávia Grossi, Vitor Gagliardo 
  • Reportagem cinematográfica: Eusébio Gomes
  • Auxílio técnico: Cláudio Tavares, Caio Araujo  
  • Edição de texto: Ana Passos 
  • Edição de imagem e finalização: Ubirajara Abreu 
  • Arte: Aleixo Leite, Caroline Ramos, Wagner Maia 
  • Sonorização: Maurício Azevedo

Sobre o Prêmio MOL de Jornalismo para a Solidariedade

A premiação é uma iniciativa do Instituto MOL para reconhecer o trabalho de profissionais, estudantes da comunicação e comunicadores populares que contribuem para fortalecer a cultura de doação, a solidariedade e a atuação das organizações da sociedade civil, destacando a importância dos temas para o exercício da cidadania em nosso país.



EBC

Alckmin: biodiesel reduz exposição do Brasil à geopolítica mundial


O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin participou no início da noite em Brasília do lançamento da Aliança Biodiesel, formada pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Juntas, as duas entidades reúnem 16 fabricantes de biodiesel com 33 usinas em atividade, segundo os associados, isso equivalente a 63,7% do parque industrial brasileiro na produção de biodiesel.

Para Alckmin, o biodiesel é estratégico especialmente em momentos em que conflitos internacionais atingem o mercado de combustíveis.

“Ao invés de importar diesel, muito sujeito à geopolítica mundial, a gente produz o nosso produto aqui, para o nosso país”, destacou.

Segundo o vice-presidente, o Brasil é o único país do mundo que tem na gasolina 30% de etanol anidro, além de 85% da frota de veículos flex, ou seja, que podem ser abastecidos com etanol ou com gasolina.

Geraldo Alckmin avalia que ”não há agenda mais positiva do que essa. Ela fala com todos os setores”. De acordo com o vice-presidente, o uso de biodiesel melhora a qualidade do ar, reduz a poluição e casos de problemas respiratórios.

O vice presidente também lembra que a produção de biodiesel tem efeitos sociais, porque envolve pequenos agricultores e gera emprego em toda a cadeia produtiva industrial e de serviços.

“Se nós somos campeões do mundo na agricultura, temos a agricultura tropical mais competitiva e eficiente do mundo, vamos agregar valor: produzir biocombustível, ajudar o meio ambiente, a saúde da população, gerar emprego, renda, evitar a importação de produtos e fortalecer a economia do nosso país”, resumiu.

Alckimin ainda destacou as iniciativas do governo federal para garantir o abastecimento de combustíveis e reduzir impacto de preço do diesel e da gasolina em meio a elevação do custo do petróleo em meio ao conflito no oriente médio.

“O governo federal zerou o PIS/Cofins, colocou um subsídio por conta dele, e convidou os estados a participarem. Não obrigou ninguém, mas convidou os estados para participarem a ir meio a meio. O governo entra com 60 centavos, o município e o estado com outro tanto. A maioria dos estados, quase chegando à unanimidade, a maioria concordou”, lembrou.

Ontem (7), o governo publicou uma série de medidas para zerar o PIS/Cofins do biodiesel e diminuir o impacto de preços do gás de cozinha e do querosene de aviação.



EBC

JUBs Futebol contam com campo exclusivo para o futebol feminino


No gramado da Arena Delas, apenas chuteiras calçadas por mulheres podem jogar. O local fica dentro do Parque da Sementeira, em uma área pública gerida pela Prefeitura de Aracaju, mas naquele palco apenas o futebol feminino pode ser praticado. Tal estrutura foi um dos atrativos para a Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU) levar os Jogos Universitários de Futebol (JUBs Futebol) para Sergipe.

“Foi um diferencial na escolha de Aracaju como sede. A estrutura dedicada ao futebol feminino, juntamente com a disponibilidade de mais campos, permitiu a otimização dos horários e a ampliação da visibilidade do esporte. Tudo isso foi um fator decisivo na candidatura da cidade, que volta a sediar este evento após 16 anos”, declarou o diretor de Marketing e Comunicação da CBDU, Paulo Souza.

As mulheres são 643 dos 1,5 mil atletas universitários inscritos nos jogos deste ano. Paulo detalha a política de equidade de gênero da CBDU para igualar esses números nos próximos eventos da entidade: “O incentivo é direcionado às universidades que inscrevem equipes femininas. Arcar com os custos de hospedagem da equipe masculina é uma contrapartida da presença do futebol feminino. Com isso, temos visto um crescimento exponencial da participação feminina em todas as modalidades do JUBs. Hoje, a participação feminina está em 43%, mas a meta é alcançar a paridade”.

A atleta da UniFTC (Bahia) Rafaela Maciel diz que a iniciativa poderia inspirar outras cidades pelo país: “Tudo muito bonito. Não só a arena, mas a infraestrutura toda do parque. Essa criatividade poderia ser levada para outros lugares”.

Natural de Aracaju, a árbitra Diana Santos, que não participou de um JUBs quando estudante, destaca a competição como incentivo ao desenvolvimento do futebol feminino: “Queria ter participado de uma competição dessas. É uma oportunidade para elas mostrarem o seu valor. Apitando os jogos, dá para notar vários talentos e potenciais jogadoras profissionais”.

Tanto Rafaela quanto Diana relatam diversos preconceitos e insultos machistas por se envolverem com o futebol, mas nenhuma delas foi intimidada, mas seguem acreditando que é possível ser feliz e ganhar a vida dentro de campo.

*Jornalista viajou a convite da CBDU.



EBC

Dólar cai a R$ 5,10 e Bolsa bate recorde com trégua entre EUA e Irã


O dólar caiu ao menor nível em quase dois anos e o Ibovespa renovou recordes nesta quarta-feira (8), em um dia marcado pela melhora do apetite ao risco global após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã.

A trégua, anunciada na noite de terça-feira (7) pelo presidente norte-americano, Donald Trump, reduziu tensões no Oriente Médio e provocou forte reação nos mercados financeiros.

Dólar recua

O dólar comercial fechou em queda de cerca de R$ 0,052 (-1,01%)%, cotado a R$ 5,103, no menor nível desde 17 de maio de 2024. Durante a manhã, a moeda chegou a cair ainda mais, encostando em R$ 5,06, com a euforia inicial dos investidores.

Ao longo da tarde, porém, a divisa reduziu o ritmo de queda diante de sinais de fragilidade no cessar-fogo. Declarações de autoridades iranianas e novos episódios de tensão na região trouxeram volatilidade ao câmbio.

Apesar das novas tensões, investidores interpretaram os movimentos como pressa do governo estadunidense em encerrar o conflito, o que manteve a euforia no mercado financeiro.

No ano, o dólar acumula desvalorização superior a 7,02% frente ao real.

Bolsa em alta

Na renda variável, o Ibovespa acompanhou o movimento global e renovou máximas históricas. O índice subiu 2,09%, aos 192.201 pontos, após atingir mais de 193 mil pontos no melhor momento do pregão.

Foi o sétimo avanço consecutivo da Bolsa brasileira, impulsionado pela retirada de prêmios de risco e pela valorização de ações de bancos e empresas ligadas ao ciclo doméstico.

No exterior, índices de Nova York também registraram fortes ganhos, refletindo o ambiente de maior apetite por ativos de risco.

Por outro lado, ações de petroleiras tiveram desempenho negativo, pressionadas pela queda do petróleo no mercado internacional.

Petróleo despenca

Os preços do petróleo caíram com força, voltando a ser negociados abaixo de US$ 100 por barril, diante da expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de energia.

O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais recuou mais de 13%, para cerca de US$ 94. O barril WTI, do Texas, caiu mais de 16%, também para a faixa de US$ 94.

A queda reflete a perspectiva de normalização da oferta global, embora o mercado ainda veja o cessar-fogo como frágil diante das incertezas geopolíticas na região.

*Com informações da Reuters



EBC

Indústria fatura 4,9% mais em fevereiro, mas continua em queda anual


O faturamento real da indústria de transformação cresceu 4,9% em fevereiro, segundo os Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (8). Em janeiro, o avanço havia sido de 1,3%, o que leva a um aumento acumulado de 6,2% em relação a dezembro de 2025.

Apesar da sequência positiva no início do ano, o desempenho não indica uma retomada consistente do setor, que continua pressionado pelos juros altos e pela desaceleração da economia.

Queda em 12 meses

Na comparação com o mesmo período de 2025, o cenário é negativo. O faturamento da indústria recuou 8,5% no primeiro bimestre de 2026, considerando os meses de janeiro e fevereiro.

De acordo com a CNI, o resultado reflete mais uma base de comparação enfraquecida do que uma melhora estrutural na atividade industrial.

“Ainda é cedo para apontar uma reversão do quadro negativo visto desde o segundo semestre do ano passado”, afirma Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da entidade.

Produção reage

As horas trabalhadas na produção cresceram 0,7% em fevereiro, registrando o segundo avanço consecutivo. Ainda assim, o indicador acumula queda de 2,7% na comparação com o primeiro bimestre de 2025.

Segundo a CNI, o aumento recente compensa apenas parte das perdas registradas ao longo da segunda metade do ano passado.

Capacidade estável

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) apresentou leve recuo, passando de 77,5% em janeiro para 77,3% em fevereiro. No acumulado do bimestre, o nível está 1,6 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

Emprego parado

Os indicadores do mercado de trabalho industrial permaneceram praticamente estáveis. O emprego caiu 0,1% em fevereiro, na comparação com janeiro, e acumula retração de 0,4% no primeiro bimestre frente ao ano anterior.

A massa salarial e o rendimento médio não tiveram variações relevantes no mês. No acumulado do ano, a massa salarial registra alta de 0,9%, enquanto o rendimento médio cresceu 1,4% em relação ao mesmo período de 2025.



EBC

Fundo Amazônia premiará iniciativas de povos tradicionais


O Prêmio Fundo Amazônia-Conhecer e Reconhecer vai selecionar iniciativas lideradas por povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais que protejam os territórios e a floresta na Amazônia Legal. O prêmio é uma parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Cada iniciativa premiada receberá R$ 50 mil. A previsão é selecionar 50, sendo 15 conduzidas por organizações indígenas, 15 por organizações quilombolas e 20 por organizações de outros segmentos tradicionais. No total, o investimento é de R$ 2,5 milhões.
A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, vê o prêmio como uma nova etapa na atuação do Fundo Amazônia.

“Desde 2023, o fundo ampliou sua presença nos territórios e passa agora a apoiar diretamente iniciativas de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, que já desempenham papel central na proteção da floresta”, disse a diretora.

“O prêmio reconhece e fortalece esses que são os principais guardiões da Amazônia.”

A diretora da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT), Claudia Regina Sala de Pinho, diz que o prêmio valoriza a diversidade dos povos da Amazônia.

“Ao reconhecer esses sujeitos, evidencia modos de vida fundamentados no bem-estar coletivo, na relação equilibrada com a natureza e no desenvolvimento de tecnologias ancestrais, historicamente construídas e essenciais para a proteção do bioma amazônico”, disse Claudia.

“Mais do que um reconhecimento simbólico, a iniciativa fortalece a visibilidade e reafirma o papel estratégico desses povos como verdadeiros guardiões da sociobiodiversidade e detentores de direitos”, completou.

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O coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Toya Manchineri, destacou o papel dos povos tradicionais na proteção da biodiversidade.

“Temos inúmeras iniciativas de monitoramento, preservação, restauração, manejo e planos de vida em nossas terras indígenas, que garantem não só a vida dos povos originários, mas de toda a humanidade que precisa da Amazônia em pé como regulador climático e garantia do futuro”, disse Toya.

Inscrições

As inscrições estão abertas até o dia 6 de julho de 2026 e deverão ser realizadas por meio de edital público, com orientações disponíveis nos canais oficiais do Fundo Amazônia.

Para concorrer ao prêmio, são aceitos diferentes formatos de atuação, desde que sejam experiências já realizadas, com resultados concretos no território. As iniciativas devem apresentar uma base territorial identificável, que permita compreender a contribuição para a proteção dos territórios e da floresta.

Nesse sentido, serão consideradas iniciativas de vigilância e monitoramento territorial e ambiental, restauração ecológica e preservação da biodiversidade, organização social, formação e práticas culturais voltadas à gestão territorial, adaptação climática e segurança alimentar, manejo integrado do fogo e prevenção de incêndios florestais, elaboração e implementação de instrumentos de gestão territorial e ambiental, além de ações relacionadas à regularização fundiária.

O processo de seleção terá duas etapas. A primeira será feita pelo BNDES, que verificará as informações, a anuência coletiva e a regularidade das propostas. Na sequência, as iniciativas passarão por uma etapa de análise qualitativa, liderada por três comissões de seleção  – uma para cada categoria (indígena, quilombola e demais povos e comunidades tradicionais).

Participam dessas comissões a Coiab, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), a Rede de Povos e Comunidades Tradicionais (Rede PCTs), além de representantes do governo federal (Ministério dos Povos Indígenas, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Ministério da Igualdade Racial) e dos estados da Amazônia Legal.



EBC

Correios: Plano de Demissão Voluntária tem adesão de 30% da meta


Um total de 3.075 empregados dos Correios aderiram ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) de 2026 da estatal. O número representa 30,7% do público alvo – a projeção inicial da empresa era de que 10 mil profissionais pedissem o desligamento neste ano. 

O prazo de adesão terminou nesta terça-feira (8) e não será prorrogado pela empresa. Com esse balanço, a estatal projeta uma economia de cerca de R$ 1,4 bilhão já em 2027.

Plano de Reestruturação

O PDV é uma das ações do Plano de Reestruturação dos Correios 2025–2027, voltado à recuperação da sustentabilidade financeira, otimização da rede operacional, eficiência logística da empresa e ao reposicionamento competitivo da estatal. 

A expectativa dos Correios é a de que o PDV,  somado a outras medidas implementadas no primeiro trimestre, gerará uma economia adicional de R$ 508 milhões anuais.

Em dezembro do ano passado, a empresa pública conseguiu um empréstimo de R$ 12 bilhões para financiar a reestruturação. À época, a instituição projetou redução de R$ 5 bilhões em despesas até 2028.

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Leilões de imóveis

No plano de reestruturação, a previsão é fechar 16% das agências da companhia, o que representa cerca de 1 mil das 6 mil unidades próprias, em todo o país.

A estimativa da direção da estatal é de que os leilões reduzam os custos de manutenção dos imóveis ociosos e arrecadem até R$ 1,5 bilhão para investimento.

Em fevereiro, os Correios realizaram o primeiro leilão de imóveis próprios. A oferta inicial abrangeu 21 imóveis para venda imediata, localizados em 11 estados.

Crise postal

Os Correios enfrentam uma crise financeira. O diagnóstico nas contas da empresa identificou déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025. Ainda não há um número fechado em relação ao saldo do ano.

Segundo a direção da companhia, a crise vem desde 2016, motivada pelas mudanças no mercado postal em razão da digitalização das comunicações, que substituiu as cartas, reduzindo a principal fonte de receita da empresa.

A estatal também atribui as dificuldades financeiras à entrada de novos competidores no comércio eletrônico como um dos motivos da atual crise do setor.

Estrutura

Os Correios estão presentes em 100% dos municípios brasileiros. Atualmente, a estrutura da empresa conta com 10,3 mil unidades de atendimento, considerando agências próprias e pontos de parceria.

Há ainda 1,1 mil unidades de distribuição e tratamento, que são os centros logísticos onde as encomendas e cartas são processadas, após a postagem e antes da entrega final. São 80 mil empregados diretos. 

Os serviços realizados pelos Correios são variados e vão desde a entrega de cartas e encomendas até a distribuição das provas do Enem simultaneamente em todo o território. Também é de responsabilidade dos Correios a entrega de urnas eletrônicas em locais de difícil acesso nas eleições, além da distribuição de mantimentos e outros artigos em situações de calamidade, como enchentes. 



EBC

Festival É Tudo Verdade começa nesta quinta no Rio e em São Paulo


Começa amanhã (9), em São Paulo e no Rio de Janeiro, a 31ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, com sessões gratuitas em sete salas de cinema. Este ano, o evento inaugura sua curadoria infantil e homenageia os cineastas Vivian Ostrovsky, Jean-Claude Bernardet, Luiz Ferraz, Rubens Crispim Jr, Silvio Da-Rin e Silvio Tendler.

Foram selecionados 75 filmes para compor a programação oficial, que poderão ser assistidos pelo público até o dia 19 de abril. Os títulos que concorrem a premiações estão divididos em quatro mostras: a de longas e médias-metragens brasileiros; longas e médias-metragens internacionais; curtas-metragens brasileiros e curta-metragens internacionais. 

Na abertura da capital paulista, um ícone imortal terá a vida projetada no telão. Em uma hora e meia de duração, o diretor Jonathan Stiasny relembra, com Bowie: O Ato Final, por que David Bowie era incomparável e assim permanece, dez anos depois de sua morte. 

No Rio, o festival começa com VIVO 76, do pernambucano Lírio Ferreira, que esteve à frente do longa Árido Movie, estrelado por um elenco de finas atuações, como Selton Mello, Matheus Nachtergaele e Mariana Lima. A produção recupera arquivos raros para percorrer o universo de Alceu Valença, a partir do álbum de 1976, emblema da vertente psicodélica da música nacional. Ambos os filmes terão sessões nas duas capitais.

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Os documentários vencedores serão anunciados em cerimônia especial, no dia 18, às 19 horas, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Todos os títulos contemplados com prêmios serão reexibidos em São Paulo e no Rio de Janeiro, no dia 19. 

Além do eixo de competições, a curadoria criou outras mostras:

  • Programas Especiais,
  • Foco Latino-Americano,
  • O Estado das Coisas,
  • Clássicos É Tudo Verdade,
  • Retrospectiva,
  • Homenagens
  • É Tudinho Verdade, novidade voltada ao público infantil.

Esta última terá filmes de David Reeks e Renata Meirelles, com a temática brincadeiras de diferentes regiões do país.

Sem ficar restrito às salas de cinema, o festival disponibilizará dez curtas em streaming, com exclusividade do Itaú Cultural Play . O período de acesso será de 20 de abril e 4 de maio.

A programação completa, que inclui encontros, masterclass com o cineasta Jorge Bodanzky, de Iracema, Uma Transa Amazônica, e lançamento de livro, pode ser conferida no site oficial do festival, viabilizado com recursos captados pela Lei Rouanet, pelo Ministério da Cultura, conjuntamente com a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, do governo estadual de São Paulo.



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