Enredos das escolas de samba contam a história não oficial


Descreve a etimologia disponível na internet que no DNA linguístico do substantivo “enredo” está no verbo “enredar”. As duas palavras têm ascendência latina, derivam de ‘rete’ (rede). Como os linguistas, pescadores e peixes sabem, o enredo resulta de uma trama de fios que envolvem e capturam.

Na arte, a trama tem que prender seus espectadores, como explicam o professor de história Luiz Antonio Simas e o jornalista Fábio Fabato na segunda edição ─ revista e ampliada ─ do livro Pra tudo começar na quinta-feira: o enredo dos enredos (Mórula Editorial).

Nesta nova versão, o texto acrescenta a revolução dos enredos das escolas de samba do Rio de Janeiro a partir da segunda década deste século.

A publicação trata da genuína forma que os sambistas cariocas criaram há quase 100 anos para contar e refazer a história. Novos enredos que, depois de envolver 120 mil pessoas no Sambódromo e milhões pela televisão e nas novas mídias, vão passar nas salas de aula e nos livros didáticos.

Confira os principais trechos da entrevista os dois autores

 


Rio de Janeiro (RJ), 14/01/2026 - Escritores Luiz Antônio Simas e Fábio Fabato. Foto: Rafael Barbanjo/Divulgação

Escritores Luiz Antonio Simas (esq) e Fábio Fabato (dir). Foto: Rafael Barbanjo/Divulgação

Agência Brasil: Em breve, em 2028, vamos fazer 100 anos de escola de samba. De onde partiu a exigência de haver enredo nos desfiles?

Luiz Antonio Simas: Desfiles de escolas de samba, na verdade, vamos ter a partir de 1932. Curiosamente, nós tivemos concursos [das escolas de samba] antes disso. O [jornalista, escritor e pai de santo] José Espinguela [1890-1944] foi quem organizou, mas não eram concursos com desfiles em cortejo. Eram disputas entre escolas de samba que, entretanto, se limitavam às apresentações e a escolha do melhor samba.

A partir de 1932, há a ideia do cortejo. Consideramos um marco dos primeiros desfiles. Isso é curioso pelo seguinte: as escolas de samba não inventaram a ideia do enredo. Os enredos faziam parte dos cortejos de grandes sociedades e ranchos carnavalescos – sobretudo, dos ranchos de carnaval. O Ameno Resedá [fundado em 1907], que era considerado um rancho, desfilava com enredos de relevância cultural etc.

O que as escolas de samba fizeram foi redimensionar essa perspectiva dos enredos. E, mais do que isso, o que as escolas de samba fizeram de muito diferente em relação aos ranchos, foi, aos poucos, consolidar uma trilha sonora completamente distinta. Os ranchos desfilavam com as chamadas marchas rancho. E as escolas de samba foram construindo, aos poucos, o que a gente vai denominar como samba-enredo.

Fábio Fabato: A gente pode dizer que é o primeiro samba em enredo que nós temos é quando a Portela resolve fazer um carnaval com um tema especificamente. Até então, essa coisa de um tema fortíssimo, único, não existia. Em 1939, a Portela faz isso. O Paulo da Portela [1901-1947] cria um desfile que é um simulacro da própria escola de samba, mostrando que é uma escola. Temos um samba e temos um enredo [Teste ao Samba], com uma premissa de enredo.

Luiz Antonio Simas: Antes de 1939, os enredos não precisavam ter relação direta com o samba. Então, você podia apresentar um enredo visualmente sobre um tema e cantar samba sobre temas completamente distintos. Em 1939, a Portela propõe essa coesão entre enredo e samba.

Agência Brasil: Posso dizer que o enredo é o esqueleto e o samba-enredo é o músculo do desfile?

Fábio Fabato: Pode. Obviamente, a espinha dorsal de uma escola de samba vai ser sempre o ritmo, a bateria, o samba e tal.

Agora, tudo começa no enredo, né? Primeiro lança-se o enredo e aí vem o samba-enredo, depois o desenho rítmico da bateria em cima desse samba-enredo. A origem, o começo de um grande carnaval, está em num grande enredo.

Luiz Antonio Simas: O samba-enredo é um gênero completamente inusitado na história da música popular brasileira, porque primeiro ele é um gênero feito sob encomenda. Então, você elabora um samba vinculado a um enredo que foi proposto. Nesse sentido, também, o samba enredo acaba sendo o único gênero de música urbana que nós temos, que, em vez de ser lírico, é épico. Ele se coloca a serviço de contar alguma história exemplar que um enredo propõe.

Agência Brasil: Como é que se dá a escolha do enredo? Quem decide isso? É uma escolha do presidente da escola de samba?

Fábio Fabato: Muitas vezes, é. Sobretudo, se o presidente tem uma promessa de patrocínio… Mas isso varia muito, sabe? Quando você tem um carnavalesco que tem uma força muito grande na engrenagem das escolas, tipo, o Leandro Vieira, o carnavalesco da Mangueira que revolucionou o desfile em 2019, e que agora está na Imperatriz Leopoldinense. Ele tem a marra de conseguir colocar o tema dele. A marra boa, no caso. E, além de tudo, ele é o enredista dele mesmo. Ou seja, ele escreve o tema, bola as fantasias, e convence o presidente que a ideia dele é boa.

Há outros carnavalescos que não têm essa força toda. O que acontece normalmente na escola de samba é ter alguma dificuldade financeira depois do carnaval. Como ela não tem aquele capital circulante, ela não tem capital de giro, ela precisa se capitalizar. Então, elas se comprometem. ‘Olha, eu vou te dar aqui um patrocínio de R$ 2 milhões em maio para você falar do iogurte’. E as escolas de samba acabam fazendo um enredo sobre o iogurte…

Normalmente, o enredo é decidido na altura de abril e maio por um, digamos, conselhão formado pelo carnavalesco, o presidente, e agora com uma figura nova que é o enredista, um pesquisador que acompanha alguns carnavalescos.


Rio de Janeiro (RJ), 14/01/2026 - Capa do livro Pra tudo começar na quinta-feira - o enredo dos enredos, dos escritores Luiz Antônio Simas e Fábio Fabato. Foto: Mórula Editorial/Divulgação

Capa do livro Pra tudo começar na quinta-feira – o enredo dos enredos, dos escritores Luiz Antônio Simas e Fábio Fabato. Foto: Mórula Editorial/Divulgação

Luiz Antonio Simas: No passado, o carnavalesco propunha o enredo. O que a gente entende como sinopse era algo muito mais simples, diga-se de passagem. E muitas vezes o samba que a escola escolhia acabava repercutindo em transformações que a sinopse ganhava e o próprio espetáculo visual passava a ter.

Como esse processo foi se transformando, essa dinâmica ficou mais complexa e passou a contar com outros personagens. Por exemplo, a figura do pesquisador, a figura do sujeito que escreve a sinopse. Mas há carnavalescos que continuam sem abrir mão da iniciativa de escrever a sinopse. E tem outra coisa: já aconteceu muito de escolas de samba mudarem de enredo aos 43 minutos do segundo tempo. Não existe um modelão.

Agência Brasil: Quão decisivos são os enredos? Enredo ganha carnaval? Enredo perde carnaval?

Fábio Fabato: Sim, mas o jogo é jogado na avenida. O enredo pode jogar fora um desfile, como também um grande enredo deixa a comunidade feliz. Você percebe de cara que a comunidade se encanta com aquilo, que vai abraçar o enredo. Uma escolha certeira ajuda muito no processo.

Luiz Antonio Simas: O enredo é um quesito que tem transversalidade. Ele contamina todos os outros.

Um bom enredo abre possibilidades para ter um trabalho plástico, por exemplo, de melhor qualidade. Pode condicionar a criação de um samba mais consistente. É muito mais fácil compor o samba quando há um enredo bom.

Se você faz um samba mais consistente isso favorece a sua harmonia… Ter um bom enredo é meio caminho andado.

Agência Brasil: Aprendemos história com os enredos? Que história se aprende nos enredos?

Luiz Antonio Simas: Aprendemos, é evidente que aprendemos.

Aprendemos histórias que uma certa grande história oficial não contava, não contou e hoje começa a contar, né? As escolas de samba têm um papel pedagógico, de pedagogia das massas. Então, a escola de samba acabou cumprindo um papel que muitas vezes a escola institucional não cumpria.

Quando você pensa que o Salgueiro trouxe Quilombo dos Palmares, em 1960, e Zumbi dos Palmares não era um personagem falado em sala de aula. O próprio Salgueiro trouxe Xica da Silva [em 1963]. Ela não era uma personagem falada em sala de aula. A Viradouro trouxe ‘Teresa de Benguela, uma Rainha Negra no Pantanal’, ela não era uma personagem falada em sala de aula. O enredo que o Leandro Vieira propôs para Mangueira no Carnaval de 2019, [História para ninar gente grande] responde essa questão. As escolas de samba muitas vezes operaram na dimensão da contranarrativa oficial.

Fábio Fabato: O grande lustre da história tem alguns dos seus penduricalhos apagados. A escola de samba consegue iluminar esses penduricalhos. E a escola de samba ensina a partir de uma lógica de afeto, com o congraçar das artes.

Em um desfile de escola de samba, tem percussão, canto, dança, pintura, escultura. Tem a criação e o trabalho do vidraceiro, do costureiro, do carpinteiro. Há formas infinitas de arte para contar aquela história. O enredo é uma linguagem muito brasileira e muito bem feita. Uma forma que o Brasil inventou para celebrar os seus e celebrar suas histórias.



EBC

Trump quer tarifar países europeus contrários à compra da Groenlândia


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu neste sábado (17) implementar uma onda de tarifas crescentes sobre os aliados europeus até que os Estados Unidos tenham permissão para comprar a Groenlândia, aumentando a disputa sobre o futuro da vasta ilha ártica da Dinamarca.

Em um post em sua própria rede social, a Truth Social, Trump disse que tarifas adicionais de importação de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido. Todos já sujeitos a tarifas impostas por Trump.

Essas tarifas aumentariam para 25% em 1º de junho e continuariam até que se chegasse a um acordo para que os EUA comprassem a Groenlândia, escreveu Trump.

Europa

O anúncio ocorre no mesmo dia em que Mercosul e União Europeia assinam um acordo de livre comércio costurado há 25 anos. Em discursos durante a assinatura do acordo, no Paraguai, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, exaltou a parceria com os sul-americanos e criticou a política tarifária de Trump, mesmo sem citá-lo.

“Este acordo manda uma mensagem muito forte para o mundo. Nós escolhemos comércio justo em vez de tarifas. Escolhemos parcerias de longo prazo em vez de isolamento”, disse Von der Leyen.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, adotou um tom parecido.

“Este acordo é uma aposta na abertura, no intercâmbio e na cooperação, frente a [ameaças de] isolamento e do uso do comércio como arma geopolítica”, disse. “Com ele, não aspiramos a criar esferas de influência, mas sim a esferas de prosperidade compartilhada, baseadas na confiança, na cooperação e no respeito à soberania de nossas democracias”, acrescentou.

Diante das ameaças de Trump, países proeminentes da União Europeia apoiaram a Dinamarca, alertando que a tomada militar pelos EUA de um território da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) poderia colapsar a aliança militar liderada por Washington. O Reino Unido também deu seu apoio.

Grupos na Dinamarca e na Groenlândia protestaram neste sábado contra as exigências de Trump e pediram que o país fosse deixado para determinar seu próprio futuro.

Groenlândia e EUA

O presidente tem dito repetidamente que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e aos grandes depósitos minerais, e não descartou o uso da força para tomá-la. As nações europeias enviaram esta semana pessoal militar para a ilha a pedido da Dinamarca.

“Esses países, que estão jogando esse jogo muito perigoso, colocaram em jogo um nível de risco que não é sustentável”, escreveu Trump.

“Os Estados Unidos da América estão imediatamente abertos a negociações com a Dinamarca e/ou qualquer um desses países que colocaram tanto em risco, apesar de tudo o que fizemos por eles, incluindo proteção máxima, ao longo de tantas décadas”, disse ele.

* Com informações da Agência Reuters



EBC

Brasilienses ganham o mundo no ritmo da paixão pela música


Era como um dueto musical aquela caminhada apressada ao lado da avó, na área rural de Santo Antônio do Descoberto (GO), para vender pano de prato na feira. Aos 10 anos de idade, Ravi Shankar Domingues sabia que era preciso andar e correr de um lado ao outro para dar conta das aulas na escola pública, do canto no coral da cidade e também em uma banda de forró. Uma vida muito humilde, mas intensa.

Hoje, o músico de carreira internacional, aos 42 anos de idade, entende que a vida dele não pode ser entendida como uma composição solo, mas uma composição a muitas mãos. A inspiração para a reviravolta de seu destino foi como um sopro, literalmente, de oboé, um instrumento de madeira que o encantou desde que aqueles sons penetraram pelos seus ouvidos na Escola de Música de Brasília, a mais de 40 quilômetros de sua casa.

Oboé


Brasília (DF), 17/01/2026 – Músico de Oboé, Ravi Domingues  Curso de verão na escola de música de Brasília.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Brasília (DF), 17/01/2026 – Músico de Oboé, Ravi Domingues descobriu o instrumento na adolescência. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

Ele descobriu o instrumento na adolescência depois que um amigo da família, impressionado com a disposição do garoto pobre, o levou até a escola na capital federal, a maior unidade de ensino pública do gênero no Brasil. Ravi enfrentou o fato da distância, e contava com ajuda de uma tia e com apresentações em sua cidade para conseguir o dinheiro do transporte. Saía de casa todos os dias, às 4h30, para dar conta de tudo.

Ao ouvir os sons que saíam do oboé, aquele instrumento de madeira, quis saber mais. No entanto, pessoas que tentaram o ajudar lembravam que o instrumento era caro e poderia oferecer menos oportunidades no mercado de trabalho. A previsão estava errada. Ravi, atualmente, tem carreira consolidada e é professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

No corredor da escola

Na semana que passou e até o dia 24, os alunos de oboé da escola de música têm a chance de ter aula, no curso internacional de verão, com o agora ídolo Ravi, que passou pela mesma escola na adolescência.

“Eu passo por esse corredor da escola e está tudo ainda vivo na minha cabeça. Eu vejo nos atuais alunos histórias como a minha”, diz Ravi.

O diretor da escola de música, Davson de Souza, explicou que, nesta edição do curso, o destaque da programação foi trazer músicos como Ravi, “pratas da casa” e que brilham pelo Brasil e pelo mundo para proporcionar aulas de música, mas também de vida.


Brasília (DF), 17/01/2026 – Diretor da escola de música de Brasília, Davson de Souza. Curso de verão na escola de música de Brasília.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Brasília (DF), 17/01/2026 – Diretor da escola de música de Brasília, Davson de Souza. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

“A função principal do curso é formativa. Trazer ex-alunos, hoje internacionalmente reconhecidos, é a melhor forma de mostrar aos participantes o valor do conhecimento”, disse o diretor.

 No caso de Ravi, ele perdeu o pai e a mãe ainda na infância e foi morar com a avó e com o avô (pedreiro). Ele lembra bem que, depois que foi apresentado à escola, concorreu por sorteio e conseguiu ingressar.

Ainda está vivo na memória dele também se alimentar, às vezes, de um sanduíche e só conseguir chegar em casa depois das 23h por causa das aulas no ensino médio.

“A escola de música ensinou mais do que o instrumento. Me deu toda a acolhida e pude ter aula de prática de orquestra, inclusive”.

Além de fazer aula na escola, foi aprovado para o curso de licenciatura em música na Universidade de Brasília (UnB).  Ao terminar a faculdade, foi para São Paulo e ingressou em três orquestras por seleção.

“Eu tocava em três orquestras para poder pagar as contas e ficava nessa correria”. Mas, mesmo virando pai precocemente aos 16 anos, ele teve um sonho de estudar fora do país. Um professor o indicou para estudar em Rostock, na Alemanha.

Depois de dois anos, conseguiu ser selecionado para a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, onde ficou por seis anos. Até ser aprovado como professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Lá, criou a Associação Brasileira de Oboé e Fagote e a Rede Brasileira de Saúde do Artista. “O objetivo dessa rede é discutir condições de trabalho para as pessoas entenderem que a nossa profissão é um trabalho”.

Carnaval e trombone

Outro professor desta semana no curso de verão da escola de música é o “prata da casa” Lucas Borges, de 44 anos, que é trombonista, e docente na Universidade de Ohio, nos Estados Unidos. Ele tocava na banda marcial da escola em outra cidade do Distrito Federal, o Guará, a 20 quilômetros da escola de música.

“Na escola, eu comecei a entender quão bonito o instrumento era”. Um momento que o emocionou foi ouvir as Bachianas número 5, de Heitor Villa Lobos. Mas conseguiu comprar o primeiro instrumento tocando em bloco de carnaval.

“Com os primeiros R$ 500 que ganhei no bloco. O trombone é um instrumento que se aproxima muito da voz humana, e aquilo me endoidou”, contou Lucas.

A música o ajudou a ter disciplina com tudo na vida. Nem era o mesmo rapaz que acabou reprovado na sexta série. “Eu entendi cedo que era preciso levar mais a sério e eu comecei a tocar profissionalmente também em Brasília muito cedo”. Inclusive, chegou a organizar a própria banda de pop rock brasileiro, a Zero Meia Um.

 


Brasília (DF), 17/01/2026 – Musico Lucas Borges com seu trombone.
Curso de verão na escola de música de Brasília.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Brasília (DF), 17/01/2026 – Musico Lucas Borges com seu trombone. Curso de verão na escola de música de Brasília. Ele chegou a organizar a própria banda de pop rock brasileiro, a Zero Meia Um. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

Lucas queria pesquisar e seguir no meio acadêmico. Fez mestrado e doutorado na Universidade de Indiana. É docente em Ohio há 11 anos.

Outro trombonista que mata saudades do ambiente da escola brasiliense é o premiado José Milton Vieira, que também saiu da banda do Guará. O maior sonho dele na adolescência era integrar a banda dos Bombeiros. Hoje atua bem mais longe de casa, na Orquestra Filarmônica de Melbourne, na Austrália. “É muito bom voltar onde tudo começou”.

Sons brasileiros pelo mundo

Tiveram também essa sensação dois jovens músicos que saíram da escola brasiliense e fazem carreira fora do país. O violonista Ian Coury, de 24 anos, fez curso na escola de música de Berklee, em Boston (EUA). “Agora, eu sou músico mesmo. Eu viajo, faço workshops e shows no mundo todo.

 


Brasília (DF), 17/01/2026 – Matheus Donato segurando seu cavaquinho de 6 cordas (e) e Ian Coury segurando bandolim de 10 cordas (d). Curso de verão na escola de música de Brasília. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Brasília (DF), 17/01/2026 – Matheus Donato segurando seu cavaquinho de 6 cordas (e) e Ian Coury com o bandolim de 10 cordas (d). Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

O colega de turma, nos tempos de Brasil, Matheus Donato, de 26, e que toca cavaquinho, lembra que chegou na escola aos 10 anos. Hoje é músico profissional em Paris.

“Na Europa, há, às vezes, olhares sem nenhum conhecimento sobre o cavaquinho o que deixa o terreno ainda mais aberto e mais fértil para a experimentação musical, que é a minha maior bandeira hoje com esse instrumento”, afirmou.



EBC

FGC inicia pagamento de clientes do Banco Master com até R$ 250 mil


O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou neste sábado (17) o início do pagamento aos clientes do Banco Master que possuem aplicações financeiras na instituição, liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado, após a constatação de fraudes e dificuldade de honrar os compromissos. O FGC é uma entidade privada formada por contribuições de instituições financeiras para cobrir eventuais quebras.

A cobertura segue o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por conglomerado financeiro. O valor inclui o montante investido e os rendimentos acumulados até a data da liquidação. O ressarcimento abrange contas-correntes, poupanças e outros investimentos como CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, LCDs e demais produtos financeiros.

Uma funcionalidade no aplicativo para celulares foi disponibilizada para que pessoas físicas credoras do Banco Master, Master de Investimento e Letsbank completem a solicitação da garantia. As pessoas jurídicas credoras deverão completar a solicitação no site do FGC, informou a entidade. Cumprida essa etapa de solicitação e assinado o termo de sub-rogação, o FGC processará o pagamento em até dois dias úteis.

A consolidação e a conferência da lista com as informações dos credores que têm direito à solicitação do pagamento de garantia foram feitas pelo Banco Central. Cerca de 800 mil clientes devem ser ressarcidos, em montantes que alcançam R$ 40,6 bilhões. Trata-se de um número inferior ao previsto inicialmente, quando estimava-se 1,6 milhão de investidores lesados pela quebra do Master.

Em comunicado, o FGC alerta que não autoriza ou credencia nenhum tipo de instituição ou empresa para intermediar negociação para o recebimento do valor garantido, muito menos solicitando o pagamento de qualquer taxa ou o depósito prévio de valores. Além disso, nenhum contato é feito por meio do WhatsApp ou SMS.



EBC

Riotur divulga programação dos dez megablocos no Circuito Preta Gil


A programação dos dez megablocos que desfilarão no Circuito Preta Gil no carnaval 2026, já foi definida pela Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur). A folia nas ruas do centro da capital fluminense começa com o Bloco Chá da Alice, no dia 24 de janeiro. A estimativa dos organizadores é mais de 50 mil foliões presentes.

No dia 25, a programação prevê a participação do Bloco da Lexa. O Bloco do Gold, de Léo Santana, desfila no dia 31, com a estimativa de reunir 150 mil pessoas.

O SeráQAbre? passa pelo circuito no dia 1º de fevereiro. Então a animação no centro do Rio dá uma paradinha e só volta no dia 7, com a presença do Bloco da Favorita.

O Cordão do Boitatá, criado por estudantes e músicos, em 1996, na região da Praça XV, pela primeira vez participa da folia no Circuito Preta Gil. O bloco sai no dia 8.

>>Único bloco criado por quilombolas homenageará Preta Gil 

Bola Preta

 


Rio de Janeiro (RJ), 01/03/2025 - Foliões se divertem no 106º desfile do Cordão da Bola Preta, no centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 01/03/2025 – Foliões se divertem no 106º desfile do Cordão da Bola Preta, no centro da cidade. Foto-arquivo: Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com a estimativa de reunir mais de 700 mil foliões, o tradicional Cordão da Bola Preta desfila no dia 14, sábado de carnaval. O bloco foi fundado, em 1918, por Álvaro Gomes de Oliveira, o Kaveirinha; Francisco Brício Filho, o Chico Brício; Eugênio Ferreira; João Torres; e os irmãos Oliveira Roxo, Jair, Joel e Arquimedes Guimarães.

O nome foi dado por Kaveirinha. Contam que, ao ver passar uma bela mulher vestida de branco com bolas pretas; a imagem o inspirou a chamar o bloco de Cordão da Bola Preta.

No dia 17, passa pelo circuito o Fervo da Lud, da cantora Ludmilla, com estimativa de reunir pelas ruas do centro mais de 600 mil pessoas. No dia 21, será a vez do Bloco da Anitta. O Monobloco, fundado no ano 2000, a partir de uma oficina para ensinar batucada, encerra oficialmente o carnaval carioca, desfilando no dia 22.

Concentração

A concentração dos megablocos será às 7h, na Rua Primeiro de Março, seguindo pela Avenida Antonio Carlos, com dispersão na altura da Rua Araújo Porto Alegre. A informação foi divulgada na quarta-feira (14) pela Riotur. De acordo com a companhia, o carnaval de rua 2026 tem bloco para todos os gostos: dos tradicionais Cordão da Bola Preta e o Boitatá até os trios com grandes artistas como Anitta, Ludmilla, Lexa e Léo Santana.

Boitatá: 30 anos

 


Foliões curtem o Baile Multicultural do Cordão do Boitatá, na Praça XV

Foliões curtem o Baile Multicultural do Cordão do Boitatá, na Praça XV – Foto-arquivo: Fernando Frazão/Agência Brasil

Este ano, o Cordão do Boitatá completa 30 anos e o cortejo volta para a região da Rua Primeiro de Março, centro da cidade. Com mais de 250 músicos tocando sem carro de som e quase 400 integrantes com alas de estandartes, pernas de pau e baianas, o Boitatá é o único grupo dos megablocos que não faz uso de trio elétrico.

Para o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, os megablocos têm um papel importante no carnaval de rua.

“Eles reúnem um número muito expressivo de foliões e ampliam o acesso do público à festa na cidade. Justamente por isso, exigem uma operação robusta e integrada, que a Prefeitura coordena, com a articulação da Riotur e outros órgãos, para garantir organização, segurança e serviços ao público”, afirmou.

Circuito Preta Gil

 


Rio de Janeiro (RJ), 12/01/2020 - A cantora Preta Gil, se apresenta na festa de abertura dos 50 dias do Carnaval Rio 2020, na praia de Copacabana. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 12/01/2020 – A cantora Preta Gil, se apresenta na festa de abertura dos 50 dias do Carnaval Rio 2020, na Praia de Copacabana. Foto-arquivo: Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Circuito Preta Gil foi batizado em 2025 em homenagem à cantora, que liderou por anos um megabloco na região central da cidade e se tornou símbolo da diversidade, alegria e da força do carnaval de rua do Rio.

A programação completa pode ser conferida no aplicativo Blocos do Rio 2026 e no site oficial, para que todos os foliões saibam onde e quando a folia vai rolar, salientou Fellows.



EBC

CNI: Brasil acessará 36% do comércio global com acordo UE-Mercosul


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou um levantamento que aponta que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), quando entrar em vigor, vai aumentar de 8% para 36% o acesso brasileiro ao mercado de importações mundiais de bens. Isso porque a União Europeia, sozinha, respondeu por 28% do comércio global em 2024.

A análise foi divulgada neste sábado (17), após a assinatura do tratado pelos representantes do bloco europeu e dos países integrantes do Mercosul, em cerimônia em Assunção, no Paraguai. A entidade industrial brasileira avalia a formalização do acordo é uma virada estratégica para a indústria brasileira.

O levantamento indica também que 54,3% dos produtos negociados, que correspondem a mais de cinco mil itens, terão imposto zerado na União Europeia assim que o acordo Mercosul-UE entrar em vigor. Já do lado do Mercosul, o Brasil terá prazos mais longos, entre 10 e 15 anos, para reduzir tarifas de 44,1% dos produtos (4,4 mil itens), assegurando uma transição gradual e previsível.

“Com base nos dados de 2024, 82,7% das exportações do Brasil para a UE passarão a ingressar no bloco sem tarifa de importação desde o início da vigência. Por outro lado, o Brasil se comprometeu a zerar imediatamente tarifas de apenas 15,1% das importações com origem na União Europeia, reforçando a diferença favorável ao país”, avalia a CNI.

Após a assinatura, o texto ainda será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos.

Ainda de acordo com a análise da entidade, o Brasil terá, em média, oito anos adicionais para se adaptar à redução tarifária, se comparado ao prazo do bloco europeu e considerando o comércio bilateral e o cronograma previsto no Acordo Mercosul-UE.

“A assinatura do acordo é um marco histórico para o fortalecimento da indústria brasileira, a diversificação da pauta exportadora e a integração internacional do país ao comércio global”, diz a CNI.

“Em negociação há mais de 25 anos, trata-se do tratado mais moderno e abrangente já negociado pelo Mercosul e vai além da redução de tarifas ao incorporar disciplinas que aumentam a previsibilidade regulatória, reduzem custos e criam um ambiente mais favorável aos investimentos, à inovação e à criação de empregos”, avalia a entidade.

>>Entenda em 13 pontos o acordo Mercosul–UE

Geração de empregos

 


Fábrica da Yamaha. Linha de montagem de motocicletas Yamaha. Chão de fábrica.
Manaus (AM) 26.10.2010 - Foto: José Paulo Lacerda

Em 2024, segundo a CNI, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil à UE foram criados 21,8 mil empregos – Foto: José Paulo Lacerda – CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados

Em 2024, segundo a CNI, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil à UE foram criados 21,8 mil empregos e movimentados R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.

Em relação ao setor agroindustrial, o acordo também traz resultados positivos, uma vez que cotas negociadas favorecem setores-chave e, no caso da carne bovina, são mais do que o dobro das concedidas pela União Europeia a parceiros como o Canadá e mais de quatro vezes superiores às destinadas ao México. As cotas de arroz superam o volume atualmente exportado pelo Brasil ao bloco, ampliando o potencial de acesso ao mercado europeu.

Cooperação tecnológica

A assinatura do tratado cria ainda um ambiente favorável para ampliar projetos pesquisa e desenvolvimento voltados à sustentabilidade e à inovação tecnológica, aponta a CNI.

“As novas exigências regulatórias e de mercado impulsionam oportunidades em tecnologias de descarbonização industrial – como captura, uso e armazenamento de carbono, uso e mineralização de CO₂, eletrificação com hidrogênio de baixa emissão, motores híbrido-flex e reciclagem de baterias e minerais críticos –, e no desenvolvimento de bioinsumos para uma agricultura mais resiliente. A articulação dessas frentes fortalece a cooperação tecnológica, acelera a transição para uma economia de baixo carbono e amplia a competitividade do Brasil no mercado europeu”, aponta a entidade.

Em 2024, a União Europeia foi destino de US$ 48,2 bilhões das exportações brasileiras, o equivalente a 14,3% do total exportado pelo país, e permanece como o segundo principal mercado externo do Brasil, atrás da China. No mesmo período, o bloco respondeu por US$ 47,2 bilhões das importações brasileiras, 17,9% do total.

A quase totalidade (98,4%) das importações brasileiras provenientes da Europa corresponderam a produtos da indústria de transformação, enquanto 46,3% das exportações brasileiras à UE foram de bens industriais. Considerando os insumos industriais, a participação no comércio em 2024 foi de 56,6% das importações originárias do bloco e de 34,2% das exportações do Brasil para a União Europeia, segundo a CNI.

“Essa complementaridade contribui para a modernização do parque industrial brasileiro aumentando a competitividade da indústria. A UE também é destaque como o principal investidor no Brasil. Em 2023, o bloco respondeu por 31,6% do estoque de investimento produtivo estrangeiro no país, somando US$ 321,4 bilhões. O Brasil foi o maior investidor latino-americano na União Europeia: o bloco foi destino de 63,9% dos investimentos brasileiros no exterior”.



EBC

Calderano disputa semifinal do Star Contender de Doha neste domingo


O  mesatenista Hugo Calderano disputará uma das semifinais do WTT Star Contender de Doha (Catar) neste domingo (18), às 7h, horário de Brasília, contra o chinês Wen Ruibo.

O brasileiro se garantiu entre os quatro melhores do torneio depois de vencer nas quartas, por 3 sets a 1, neste sábado (17, o francês Simon Gauzy, ex-companheiro de clube. Os dois jogavam pela equipe alemã Liebherr Ochsenhausen.

Mais cedo, nas oitavas, o brasileiro venceu o croata Tomislav Pucar por 3 a 0. A vitória ocorreu em apenas 18 minutos.

Ambos defenderam o clube alemão Liebherr Ochsenhausen por alguns anos



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Cidades do CE e MG iniciam vacinação contra dengue com dose única


As cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) iniciaram a vacinação-piloto com o imunizante de dose única contra a dengue desenvolvido pelo Instituto Butantan. Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre Maranguape (60,1 mil), Nova Lima (64 mil) e também Botucatu, em São Paulo (80 mil). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades, composta por cidadãos com idade entre 15 e 59 anos. Em Botucatu, a vacinação começa no domingo (18).

Os resultados da imunização serão acompanhados durante um ano. As análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além de monitorar eventuais efeitos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu na avaliação da efetividade da vacina contra a covid-19.

Se os resultados forem positivos, será iniciada a produção em massa para atender todo o país. Até o momento, o Butantan fabricou 1,3 milhão de doses. Antes dos resultados, porém, será realizada a imunização de públicos prioritários com a chegada de mais doses da Butantan DV. A imunização de profissionais da atenção primária à saúde está prevista para o início de fevereiro. Esse grupo, composto por  médicos, enfermeiros e agentes comunitários, deve receber as cerca de 1,1 milhão de doses que não foram usadas nesta fase prioritária.

Segundo o Ministério da Saúde, com a transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.

No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Cidades [que foram] escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou. Massuda destacou, ainda, que a vacina é a primeira contra a dengue aplicado em dose única, o que permite imunização mais rápida e eficaz.

Os estudos clínicos indicaram eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves. Entre os vacinados, nenhum precisou de hospitalização por conta da dengue. A vacina foi desenvolvida em um processo de 20 anos, juntando tecnologias de diversos centros de pesquisa nacionais e apoio de pesquisadores estrangeiros. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiou com um financiamento de R$ 32 milhões, ainda em 2008. Um segundo aporte, para financiar a fábrica de vacinas, colocou R$ 97 milhões do banco à disposição, em 2017. Até o momento, o imunizante recebeu investimentos de R$ 305,5 milhões.

A rede de saúde das cidades que atuam nesta fase atenderá moradores com documento oficial, com foto, e a orientação é que se leve também o Cartão SUS. Mesmo com a imunização, o cuidado com essa e outras arboviroses permanece. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Lima, “mesmo com a ampliação da cobertura vacinal, as ações de prevenção seguem fundamentais, especialmente o combate ao mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de água parada”.



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Mercosul está aberto a acordos com outros blocos e países, diz Peña


Após assinarem, neste sábado (17), um acordo de livre comércio com os 27 países-membros da União Europeia (UE), as nações que integram o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, que está concluindo seu processo de adesão) já miram outros mercados.

“Nosso trabalho no processo de integração [comercial do bloco sul-americano] está apenas começando”, afirmou a jornalistas o presidente do Paraguai, Santiago Peña, logo após a cerimônia de assinatura do acordo Mercosul-UE, realizada esta tarde, na capital paraguaia, Assunção.

Anfitrião do evento por presidir, temporariamente, o Mercosul, Peña explicou que as negociações em curso com os Emirados Árabes estão “avançando” e que os mercados asiáticos são considerados estratégicos para a expansão da rede de parceiros comerciais do Mercosul.

“Estamos avançando no tratado de livre comércio com os Emirados Árabes e mirando com enorme atenção o Japão, a Coreia do Sul e outros países asiáticos além da China, um sócio estratégico de todas as nações latino-americanas e do Mercosul”, comentou Peña, citando ainda a Indonésia e o Vietnã.

“Também estamos avançando em um acordo de complementação econômica com o Canadá, de maneira que não resta dúvida de que os países do Mercosul estão convencidos de que a integração econômica, a colaboração e o multilateralismo é o caminho [a trilhar]”, acrescentou o presidente paraguaio.



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TV Brasil exibe produção independente Essencial – Equipes de Saúde


O documentário Essencial – Equipes de Saúde entra no ar na telinha da TV Brasil neste domingo (18), às 11h. O especial acompanha a dedicação e o impacto desses profissionais em comunidades carentes do país. O conteúdo destaca a atuação das equipes de saúde da família.

Com 52 minutos, o média-metragem destaca o papel vital dos agentes de saúde em prol da população. Disponível no app TV Brasil Play, a obra independente mostra o cotidiano de quatro agentes comunitários de saúde que trabalham em diferentes cidades do território nacional.


Rio de janeiro (RJ), 15/01/2026 - O documentário

Especial acompanha a dedicação e o impacto dos profissionais de saúde em comunidades carentes do país – Frame: TV Brasil

A narrativa esclarece as atribuições dos profissionais aos quais se juntam quatro integrantes de equipes médicas: uma pediatra, um enfermeiro, uma fisioterapeuta e um anestesista. Em comum, todos os personagens se destacam pela seriedade e paixão com que desempenham suas atividades.

O foco é o dia a dia de quem está envolvido na atenção primária à saúde. Conhecida também como atenção básica, abrange não só a promoção e a proteção da saúde, como também a prevenção, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a redução de danos. Formada por equipes multidisciplinares, ela tem o objetivo de cuidar do indivíduo e sua família e da comunidade de forma integral.

Com depoimentos reveladores, o filme mostra como essa estrutura se torna fundamental na organização do sistema de saúde e no atendimento de milhões de brasileiros. Essas equipes enfrentam desafios diários e criam vínculos profundos com as comunidades em que atuam.


Rio de janeiro (RJ), 15/01/2026 - O documentário

Documentário destaca a atuação das equipes de saúde da família – Frame: TV Brasil

Ao revelar aspectos da rotina desse trabalho, o doc combina histórias pessoais com diversos aspectos do sistema de saúde brasileiro. O média-metragem ressalta a importância da estratégia de saúde da família que transforma a relação entre profissionais de saúde e a população mais vulnerável.

Ficha técnica de Essencial – Equipes de Saúde
País: Brasil
Ano: 2022
Gênero: documentário
Duração: 52 min
Classificação indicativa: Livre
Realização: Produtora Brasileira de Arte e Cultura
Direção Geral: Pedro Saad
Direção e roteiro: Luciano Oreggia

Valorização do conteúdo independente

O média-metragem Essencial – Equipes de Saúde ganha espaço na programação da TV Brasil neste domingo (18). O conteúdo de natureza documental exibido na telinha também pode ser acompanhado sob demanda no app TV Brasil Play.

A emissora pública é um dos canais que mais exibe conteúdo independente nacional. Além de ser uma grande apoiadora da produção de obras desse tipo no mercado audiovisual do país, a TV Brasil fomenta novos realizadores.

Ao vivo e on demand  

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Serviço
Essencial – Equipes de Saúde – domingo, dia 18/1, às 11h, na TV Brasil 

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