Agente Secreto ganha Globo de Ouro de Filme de Língua Não Inglesa


O filme brasileiro Agente Secreto ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme de Língua Não Inglesa. Wagner Moura também conquistou o prêmio de Melhor Ator de Drama.

O diretor Kleber Mendonça Filho subiu ao palco para pegar o troféu acompanhado pela equipe do longa, incluindo de Wagner.

Mendonça agradeceu a todos que viram o longa, a equipe e também Wagner. Veja o discurso do diretor brasileiro:

“Eu adoraria dizer muito obrigado à Vitrine Filmes no Brasil que fez com que ‘O Agente Secreto’ virasse um sucesso, agradecer a Emilie , minha produtora e companheira de vida.. Agradecer à nossa equipe e ao elenco maravilhoso. Obrigado, Wagner Moura. As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo. Eu tenho a grande honra de estar nesse grupo de língua não inglesa. Eu dedico esse filme aos jovens cineastas. Esse é um grande momento”, disse Kleber.

Agente Secreto concorre ainda esta noite na categoria Melhor Filme de Drama.

O presidente Lula se manifestou nas redes sociais sobre a vitória. Ele escreveu:

“Estamos muito felizes, eu e @janjalula , com a vitória de O Agente Secreto na categoria de Melhor Filme em Língua não Inglesa no Globo de Ouro.

Viva o cinema brasileiro, que segue sendo sinônimo de orgulho nos principais palcos do mundo. 

O troféu coroa o trabalho potente do querido diretor @kleber_mendonca_filho e o seu extraordinário elenco. 

Viva Wagner Moura, a incrível Tânia Maria, @carvalhoalice , @mariafernandacandidooficial , Hermila Guedes, Gabriel Leone, Carlos Francisco e toda a equipe que escreve mais um lindo capítulo da história do cinema brasileiro com essa premiação. 

O Agente Secreto é um filme essencial para não deixar cair no esquecimento a violência da ditadura e a capacidade de resistência do povo brasileiro.”




EBC

Sensação de 2025, Mirassol bate São Paulo em estreia no Paulistão


A sensação do futebol brasileiro em 2025 iniciou a temporada mostrando que deseja continuar surpreendendo. No jogo que encerrou a rodada de abertura do Campeonato Paulista, na noite de domingo (11), o Mirassol recebeu o São Paulo no Maião e ganhou por 3 a 0.

Um dos dez reforços anunciados pelo Leão Caipira para 2026, Lucas Mugni abriu o marcador aos seis minutos, na sobra da finalização do também meia Shaylon, que parou na trave. Aos 19, o atacante Alesson chutou, a bola desviou no zagueiro Alan Franco e foi para as redes, aumentando a vantagem dos anfitriões.

Na etapa final, o São Paulo apostou nas entradas do atacante Lucas Moura, recuperado de uma lesão no joelho, e do meia Danielzinho, reforço contratado para a temporada e que veio justamente do Mirassol, onde era capitão. O Tricolor até conseguiu chegar ao ataque mais vezes, mas sem êxito.

No fim, a equipe da capital perdeu o lateral Maik, expulso, e viu o Mirassol marcar o terceiro. Aos 43 minutos, o lateral Daniel Borges cruzou, o goleiro Rafael deu rebote para o meio da área e o meia José Aldo concluiu para as redes, dando números finais ao jogo.

A noite de domingo foi movimentada por outros dois jogos do Paulistão. No Estádio Alfredo de Castilho, em Bauru (SP), o Red Bull Bragantino derrotou o Noroeste por 1 a 0. O atacante Jhon Jhon marcou o gol da vitória do Massa Bruta, no fim do segundo tempo. Já no Benitão, em Rio Claro (SP), o Velo Clube empatou sem gols com o Botafogo-SP.

Meninos do Flamengo arrancam empate

O Campeonato Carioca teve início neste domingo, com o empate por 1 a 1 entre Flamengo e Portuguesa-RJ, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ). A partida foi válida pela quinta rodada do Estadual e antecipada devido à Supercopa Rei, entre o Rubro-Negro e o Corinthians, marcada para 1º de fevereiro, às 16h (horário de Brasília), na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília.

Como o elenco profissional ainda nem iniciou a pré-temporada, o que está marcado para segunda-feira (12), o Flamengo foi a campo com a equipe sub-20. A Portuguesa, que nada tinha a ver com isso, saiu na frente com o atacante Rhuan, aos 12 minutos do segundo tempo. Já nos acréscimos, o zagueiro Iago deixou tudo igual.

Sem Hulk, Atlético-MG empata em casa

Com um time misto, o Atlético-MG decepcionou o torcedor na Arena MRV, em Belo Horizonte, neste domingo, ao ficar no 1 a 1 com o Betim, pela rodada de abertura do Campeonato Mineiro. O meia Reinier, aos 21 minutos, colocou o Galo à frente. No minuto inicial da etapa final, porém, o atacante Diego Jardel empatou.

O atacante Hulk, que interessa ao Fluminense e vive um impasse na negociação para renovar seu vínculo com o Atlético, foi uma das ausências na formação escalada pelo técnico Jorge Sampaoli. Ele assistiu à partida em um dos camarotes da Arena.

Em outro compromisso de domingo pelo Mineiro, o América-MG bateu o Athletic por 3 a 0. Os atacante Thauan e Éverton Brito e o meia Eduardo Person balançaram as redes na Arena Independência, em Belo Horizonte.

Inter sofre golaço, mas vence de virada

O Internacional estreou com vitória no Campeonato Gaúcho. Com uma equipe mesclando jogadores da base e pouco aproveitados no time principal, o Colorado saiu atrás do Novo Hamburgo, mas buscou a virada e ganhou por 2 a 1 no Beira-Rio, em Porto Alegre, neste domingo.

O meia Allison, de bicicleta, colocou a equipe do Vale dos Sinos à frente, aos sete minutos do primeiro tempo. Aos 15 minutos da etapa final, o zagueiro João Marcus fez contra e igualou para o Inter. No fim, aos 40, o atacante Diego Coser garantiu o triunfo colorado.

A rodada de abertura do Gauchão teve outros dois jogos neste domingo. Em Ijuí (RS), no Estádio 19 de Outubro, São Luiz e Caxias empataram por 1 a 1. Já no Passo D’Areia, em Porto Alegre, São José e Inter de Santa Maria não saíram do zero.

Furação “alternativo” empata no interior

Outro clube da Série A do Campeonato Brasileiro que inicia 2026 com jovens da base e atletas de pouca minutagem da equipe profissional é o Athletico-PR. Neste domingo, o Furacão visitou o Cianorte no Estádio Albino Turbay e empatou por 1 a 1, pela segunda rodada do Campeonato Paranaense.

O Furacão, que tinha estreado com uma vitória por 2 a 1 sobre o Andraus na Ligga Arena, em Curitiba, foi a quatro pontos. Já o Leão do Vale, que vinha de um 3 a 3 com o Maringá, em casa, somou o segundo ponto.

Aos 15 minutos, Bruno Dentinho abriu o marcador para o Cianorte. O também meia João Cruz, aos sete do segundo tempo, igualou para o Athletico, que teve dois gols anulados, um em cada tempo. A primeira fase do Paranaense não tem árbitro de vídeo (VAR).

Ainda neste domingo, o Andraus venceu o São Joseense por 2 a 0 na Ligga Arena, chegando aos mesmos três pontos do rival. Em casa, no Estádio do ABC, o Foz do Iguaçu ficou no 1 a 1 com o Azuriz. O time anfitrião foi a quatro pontos. O visitante chegou a dois pontos.

O Galo Maringá, por sua vez, recebeu o Cascavel no Estádio Willie Davies, perdeu por 1 a 0 e segue zerado. Já a Serpente, que empatou sem gols com o Azuriz em casa, no Estádio Olímpico Regional, na rodada de abertura, chegou a quatro pontos.

Fortaleza não sai do zero pelo Cearense

Na estreia do técnico Thiago Carpini, o Fortaleza empatou sem gols com o Ferroviário neste domingo, no Estádio Presidente Vargas, pela segunda rodada do Campeonato Cearense. O Leão do Pici, que ainda não tinha ido a campo pelo Estadual, somou o primeiro ponto. O Ferrão, que vinha de uma vitória por 1 a 0 sobre o Maracanã no Prefeitão, em Maracanaú (CE), foi a quatro pontos na competição.

Ainda neste domingo, o Maranguape conquistou os primeiros três pontos no Cearense ao receber o Tirol no Moraisão e ganhar por 1 a 0. A equipe visitante sofreu o segundo revés e continua zerada na tabela.

Nesta quarta-feira (14), às 21h30 (horário de Brasília), o Ceará, atual bicampeão, enfrenta o Maranguape no Presidente Vargas, pela terceira rodada do Cearense. A partida em Fortaleza será transmitida ao vivo pela TV Brasil , em parceria com a TV Ceará.




EBC

Bobsled: Edson Bindilatti garante vaga para 6ª Olimpíada de Inverno



 Bindilatti, segurando a bandeira do Brasil, vai disputar a Olimpíada de Inverno

Bindilatti, segurando a bandeira do Brasil, vai disputar a Olimpíada de Inverno – Divulgação/CBDG

O baiano Edson Bindilatti, de 46 anos, está garantido na sexta Olimpíada de Inverno da carreira. Neste domingo (11), ele comandou o trenó brasileiro com quatro tripulantes, o chamado “4-man”, na conquista do quarto lugar na Copa América de bobsled, realizada em Lake Placid, nos Estados Unidos. A equipe verde e amarela ficou atrás da Coreia do Sul (ouro), dos anfitriões (prata) e do Canadá (bronze).

O desempenho rendeu, também, a medalha de bronze ao quarteto brasileiro no Campeonato Pan-Americano da modalidade, que considera somente os resultados de equipes do continente. Assim, o trenó pilotado por Bindilatti, que também reuniu os paulistas André Luiz da Silva e Edson Martins e o catarinense Tauler Zatti, subiu uma posição em relação à Copa América.

No último sábado (10), Bindilatti e Tauler Zatti já haviam conquistado a prata na prova do trenó para dois tripulantes, o “2-man”, da Copa América, superada apenas pela parceria da Jamaica. O resultado também valeu o segundo lugar no Pan de bobsled.

Com o desempenho do fim de semana em Lake Placid, o Brasil assegurou, pelo ranking da modalidade, que considera resultados do 4-men e do 2-men, a classificação de pelo menos um trenó, pilotado por Bindilatti, à Olimpíada de Inverno deste ano, nas cidades italianas de Milão e Cortina, entre 6 e 22 de fevereiro. Os demais integrantes da equipe serão anunciados no próximo dia 19 de janeiro.

Oriundo do atletismo e com passagem pelo decatlo, Edson Bindilatti chegou ao bobsled em 2000. De lá para cá, participou de seis Olimpíadas de Inverno, estreando na edição de 2002, em Salt Lake City, nos Estados Unidos. Em 2025, o baiano levou o trenó verde e amarelo ao 13º lugar no Campeonato Mundial da modalidade, em Lake Placid, o melhor desempenho do país na história. Os Jogos de Milão e Cortina serão os últimos do baiano como piloto da equipe brasileira.

O Brasil ainda tenta classificar um segundo trenó à Olimpíada, conduzido pelo paulista Gustavo Ferreira, de 24 anos. Neste domingo, o quarteto liderado por ele ficou em sexto na Copa América de bobsled e em quarto no Pan, no 4-man. Além do piloto, a equipe reuniu os também paulistas Davidson de Souza e Luiz Henrique Bacca e pelo carioca Rafael de Souza. No sábado, Gustavo e Rafael terminaram o 2-man em quarto.

O trenó pilotado por Gustavo ainda terá pela frente a etapa de Innsbruck, na Áustria, da Copa Europa, entre 14 e 18 deste mês. A equipe liderada por Bindilatti também estará presente no evento.




EBC

Com jovens, Bahia supera Jequié pela estreia no Campeonato Baiano


Maior vencedor do Campeonato Baiano e atual campeão, o Bahia iniciou bem a caminhada em busca do 52º título estadual. Liderado pelo jovem atacante Ruan Pablo, de 17 anos, que tem multa contratual de 200 milhões de euros (R$ 1,25 bilhão) para o futebol do exterior, o Esquadrão de Aço derrotou o Jequié por 4 a 2 na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador, pela primeira rodada. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil, em parceria com a TVE Bahia.

Assim como o Vitória, que estreou empatando sem gols com o Atlético-BA no último sábado (10), no Barradão, também na capital, o Bahia utilizará o Estadual para dar espaço a jogadores que voltaram de empréstimo ou são pouco aproveitados pelo técnico Rogério Ceni, pois os principais atletas do elenco profissional iniciaram a pré-temporada há menos de uma semana. Oportunidade, por exemplo, para o goleiro João Paulo, que chegou do Santos em agosto e ainda não tinha estreado.

Revelações das categorias de base também devem ganhar chances. O trio ofensivo escalado para enfrentar o Jequié tem média de idade de 17 anos, reunindo Kauê Furquim (veio do Corinthians em agosto), Ruan Pablo e Dell – apelidado de “Haaland do Sertão”, por conta do faro de gol e da semelhança física com o centroavante norueguês Erling Haaland, do Manchester City, da Inglaterra. Os dois últimos defenderam a seleção brasileira sub-17 no Campeonato Mundial da categoria do ano passado.

Com seis minutos, o Esquadrão pulou na frente do marcador. Após jogada individual, Dell finalizou e a bola explodiu na marcação. A sobra caiu nos pés de Jota, que retornou ao clube após empréstimo ao Criciúma. O volante de 21 anos, revelado na base tricolor, bateu da entrada da área, no canto direito do goleiro André Lucas.

Aos poucos, o Jequié tentou se soltar e conseguiu o empate aos 23 minutos. O lateral Erick Daltro lançou a partir do campo defensivo, às costas do lateral Zé Guilherme. O meia João Grilo ganhou na velocidade e bateu cruzado, acertando a trave. Na sobra, o atacante Tiago Recife, sem goleiro, completou para as redes.

Começou, então, o show da joia tricolor. Aos 35, Dell foi desarmado e a bola sobrou na esquerda com Zé Guilherme, que achou Pedrinho na entrada da área. O meia chutou, André Lucas deu rebote e Ruan Pablo apareceu para fazer o segundo do Bahia. Seis minutos depois, Jota recebeu na direita e cruzou rasteiro para Dell, que concluiu de primeira. O goleiro do Jequié fez a defesa, mas, novamente, viu Ruan Pablo aproveitar para marcar mais um.

Na etapa final, o ritmo das equipes caiu. O Jequié, melhor fisicamente, até diminuiu o prejuízo. Aos 18 minutos, o atacante Nael recebeu pela esquerda, saiu da marcação de Ruan Pablo e bateu cruzado, com precisão, no ângulo de João Paulo, marcando um golaço.

O time do interior, porém, não aproveitou o momento de superioridade e o Bahia conseguiu retomar o controle das ações. Nos acréscimos, ainda chegou ao quarto gol, com o zagueiro Fredi, de cabeça, após escanteio cobrado pelo meia Rodrigo Nestor, na esquerda.

 

Timão larga com vitória

O atual campeão paulista e da Copa do Brasil estreou em 2026 fazendo a festa da Fiel Torcida na Neo Química Arena, em São Paulo. Neste domingo, o Corinthians venceu a Ponte Preta, que conquistou a Série C do Campeonato Brasileiro, por 3 a 0.

O Timão foi a campo com um time misto, já que está sem parte dos titulares para o início da temporada. A Macaca, impossibilitada de registrar atletas por conta de uma punição e com salários atrasados, teve um banco de reservados formado apenas por jogadores da base.

Os gols saíram no segundo tempo. Aos oito minutos, o atacante Vitinho cobrou escanteio e o zagueiro Gustavo Henrique, de cabeça, abriu o placar. Aos 17, o lateral Matheuzinho ficou com a sobra de um chute travado do atacante Gui Negão e finalizu. A bola desviou no volante André e foi para as redes. Nos acréscimos, o zagueiro André Ramalho ainda marcou um golaço de fora da área, dando números finais à partida.

 

Chape tropeça outra vez

O ano do retorno da Chapecoense à Série A do Brasileirão ainda não empolgou. O Verdão do Oeste segue sem triunfar no Campeonato Catarinense após duas rodadas. Neste domingo, a equipe perdeu do Camboriú por 2 a 0 no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis – o Estádio Emília Rodrigues, em Imbituba (SC), onde o Tricolor manda seus jogos, não atendeu às exigências da Federação Catarinense de Futebol (FCF).

O Camboriú saiu na frente aos três minutos, em saída errada do goleiro Rafael Santos, que Nilton aproveitou. Seis minutos depois, Wermeson tomou a bola pela esquerda, na intermediária, invadiu a área e rolou para o também meia Mansur concluir para as redes.

O Tricolor, que tinha estreado com um 2 a 2 fora de casa diante do Santa Catarina, por 2 a 2, no Estádio Alfredo Krieck, em Rio do Sul (SC), soma quatro pontos. A Chape, que estreou empatando por 1 a 1 com o Brusque na Arena Condá, em Chapecó (SC), permanece com um ponto.

Em outro jogo deste domingo, Concórdia e Santa Catarina não saíram do zero no Estádio Domingos Lima, em Concórdia (SC). O time da casa chegou a quatro pontos e o visitante foi a dois. No sábado (10), a segunda rodada foi aberta com novo triunfo do Figueirense, que venceu o Marcílio Dias por 1 a 0 no Orlando Scarpelli e chegou a seis pontos – o Marinheiro permanece com três.

O Barra, campeão da Série D do Brasileirão em 2025, também ganhou por 1 a 0. A vítima foi o Joinville, na Arena Barra FC, em Itajaí (SC). O Pescador, como é conhecido o clube vencedor, somou os primeiros três pontos no Catarinense. O JEC, que acumulou a segunda derrota no Estadual, anunciou a demissão do técnico Leandro Sena.




EBC

Carnaval de rua no Rio tem número recorde de blocos inscritos


No próximo dia 15, a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) divulgará os nomes dos blocos autorizados pela prefeitura a desfilar no carnaval de rua deste ano. Um número recorde de blocos se inscreveu na Riotur a partir de 15 de agosto de 2025, totalizando 803 agremiações, mas a previsão inicial da Riotur é que somente 465 desfilarão. O processo foi totalmente online.

Para o carnaval de 2025, 685 blocos pediram credenciamento e 482 foram autorizados pela prefeitura. Desses, entretanto, apenas 444 cumpriram a  agenda após 38 cancelamentos, representando 32 blocos a menos do que nos festejos de momo de 2024. O calendário oficial de carnaval de rua de 2026 se estenderá de 17 de janeiro a 22 de fevereiro. Trinta e cinco blocos desfilarão pela primeira vez.

Estão previstos 135 desfiles no centro da cidade, 56 na zona norte, 63 na Grande Tijuca, 46 na zona oeste, 37 nas ilhas do Governador e Paquetá, 12 em Jacarepaguá, 100 na zona sul, 16 na Barra da Tijuca, Recreio e Vargens.

No Circuito Preta Gil, onde desfilam os megablocos e que abrange trechos da Avenida Presidente Antônio Carlos e da Rua Primeiro de Março, no centro do Rio,  desfilarão este ano o Cordão da Bola Preta, Fervo da Lud, Bloco da Anitta, Bloco da Favorita, Monobloco, Chá da Alice, Bloco da Lexa, SeráQAbre?, Bloco da Gold e, a novidade deste ano, o Cordão do Boitatá, que desfilará pela primeira vez no circuito.

O nome foi dado pelo prefeito Eduardo Paes em homenagem à cantora Preta Gil, filha do compositor, cantor e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, que faleceu no dia 20 de julho do ano passado, após dois anos e meio de luta contra um câncer de intestino. As datas dos desfiles não foram ainda divulgadas.

Este ano, o carnaval será nos dias 14 (sábado), 15 (domingo), 16 e 17 de fevereiro.

A presidente da Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade do Rio de Janeiro (Sebastiana), Rita Fernandes, informou à AGENCIA Brasil que o Cordão do Boitatá é um bloco de chão. Apesar disso, foi incluído pela prefeitura no local de desfile dos megablocos. “Como o circuito dele estava alterado há muito tempo, a prefeitura fez um acordo e o bloco está agora no circuito dos megablocos”.

Regras mais simples

Rita Fernandes comemorou o aumento de blocos inscritos para participar do carnaval 2026, diante do número registrado no ano passado. Ela confirmou que “aumentou o número de pedidos, o que não significa que a prefeitura tenha dado autorização. Mas tem mais gente pedindo para poder se oficializar. Inclusive blocos que eram chamados de não oficiais e não dialogavam com a prefeitura agora querem se oficializar. Até porque a prefeitura lançou um edital de fomento para bloco de rua e aí, como tem dinheiro, o bloco precisa ser oficializado. Mas não reduziu nada, pelo contrário, aumentou”, reforçou.


Rio de Janeiro -  Blocos carnavalescos participam da abertura do carnaval não oficial neste domingo (7), no centro da cidade (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Blocos carnavalescos levam alegria e irreverência às ruas do Rio – foto –  Fernando Frazão/Agência Brasil

De acordo com a Riotur, havia blocos que desfilavam mais de duas ou três vezes e, neste ano, vão desfilar uma ou duas vezes, por exemplo. Por isso, a previsão de blocos autorizados ser menor que em 2025.

Portaria 324 da Riotur, de 8 de janeiro deste ano, publicada nesta sexta-feira (9), no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro, estabeleceu a concessão de incentivo cultural aos desfiles dos blocos de rua no carnaval 2026.

Os valores dos recursos são de R$ 5 mil para blocos de rua com até três mil foliões; R$ 25 mil para blocos de rua com 3.001 até dez mil foliões; e R$ 50 mil para os Blocos de Rua com 10.001 foliões ou mais.

Menos exigências

Indagada se o número de exigências por parte da prefeitura carioca havia aumentado este ano, Rita Fernandes garantiu que isso não ocorreu.

“Isso já mudou. As exigências não aumentaram. Inclusive, ao contrário, elas diminuíram principalmente em relação a blocos que não têm trios elétricos, estruturas de palco”, disse.

Esses blocos não precisam mais dar entrada no Corpo de Bombeiros para obter a licença de participação no carnaval. Se o bloco não utiliza arquibancadas, trios elétricos ou carros de som, não precisa de regularização. Mas, se houver estruturas físicas, é fundamental seguir as normas de segurança. Uma cartilha online no site do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro tem todas as orientações.

“Os blocos que não têm essas estruturas não precisam mais entrar nos bombeiros. Então, ao contrário, a portaria nova que a Riotur emitiu melhorou, facilitou, está mais simples. Eu acho que para os blocos que são mais simples e que estavam sofrendo muito com isso, melhorou. Já os blocos que têm carros de som muito grandes, palcos e tal, não tem jeito. Por questões de segurança, os bombeiros continuam fazendo exigências que já faziam em outros carnavais”, esclareceu a presidente da Sebastiana.

Último desfile

Rita Fernandes confirmou que, neste carnaval, o bloco Suvaco do Cristo, que desfila no Jardim Botânico, zona sul do Rio, fará seu último desfile. “É mesmo. O Suvaco vai parar. Ele tinha anunciado no ano passado que seria o penúltimo desfile e vai parar agora. Completa 40 anos e está encerrando a carreira, que nem o Imprensa que eu Gamo fez no ano passado. Está todo mundo cansado mesmo de verdade”.



EBC

Supercopa Rei: CBF define horário de final entre Fla e Corinthians


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, neste domingo (11), o horário da edição 2026 da Supercopa Rei, que opõe os vencedores do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil da temporada anterior. O jogo entre Flamengo e Corinthians está marcado para às 16h (horário de Brasília) do próximo dia 1º de fevereiro, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília. O dia e o local da competição já tinham sido anunciados pela entidade no último dia 31 de dezembro.

Ambos os clubes tiveram o gostinho de levantar a Supercopa em anos anteriores. Campeão da Copa do Brasil em 2025, o Corinthians conquistou a segunda edição do torneio, em 1991, derrotando o próprio Flamengo por 1 a 0, no Morumbi, em São Paulo. Aquela foi a última vez que o confronto ocorreu até 2020, quando o duelo foi retomado pela CBF.

O Rubro-Negro, por sua vez, tornou-se soberano na Supercopa desde a retomada do torneio, vencendo as edições de 2020 (contra o Athletico-PR), 2021 (Palmeiras) e 2025 (Botafogo). A equipe do Rio de Janeiro também esteve presente nas decisões de 2022 e 2023, quando foi superado por Atlético-MG e Verdão, respectivamente.

 



EBC

Cidade do Paraná é atingida por ventos fortes de até 180 km/h


A cidade de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR), foi atingida pela passagem de um tornado no início da noite deste sábado (10) e houve destelhamento de casas, queda de árvores e de energia. A velocidade dos ventos foi de 180km/h, segundo avaliação do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o que significa dizer que o fenômeno está na categoria F2 na escala Fujita, que vai até 5.

A região mais afetada foi o bairro de Guatupê, onde os ventos causaram a destruição dos telhados de cerca de 350 residências, segundo informações da Defesa Civil. 1,2 mil pessoas foram impactadas pelo evento, sendo que duas famílias ficaram desalojadas e precisaram ser abrigadas por parentes. Duas pessoas ficaram levemente feridas.

Os ventos causaram ainda outros tipos de estragos, como derrubada de portões, provocou o desligamento de semáforos, a destruição de um galpão e ainda danificou vários postes.

A Prefeita de São José dos Pinhais, Nina Singer, anunciou na noite de sábado que foi montado um ponto de apoio na subprefeitura de Guatupê com a disponibilização de lonas para proteger provisoriamente as casas que sofreram danos.

A Defesa Civil mandou para São José dos Pinhais 2,6 mil telhas para ajudar as famílias atingidas e reconstruir suas residências.



EBC

Trump faz ameaças a Cuba e presidente Miguel Diaz-Canel reage


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ameaças a Cuba neste domingo (11) em sua rede social, o Truth Social. O mandatário norte-americano afirmou que a ilha não terá mais o petróleo que recebia da Venezuela.

“Cuba viveu muitos anos com uma grande quantidade de petróleo e dinheiro vindos da Venezuela. Em contrapartida, Cuba fornecia “serviços de segurança” para os dos últimos ditadores venezuelanos. Agora isso acabou!”.

A Venezuela era o maior fornecedor de Petróleo para Cuba, mas houve um corte abrupto neste serviço após o sequestro de Maduro.

Em seu texto, Trump disse ainda que a maioria dos cubanos que eram seguranças pessoais de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, foram mortos na operação que sequestrou o líder venezuelano no dia 3 de janeiro. “A Venezuela agora tem os EUA, a força militar mais poderosa do mundo (de longe!) pra protegê-los”.

Trump também mandou um aviso ao governo cubano: “Sugiro fortemente que eles façam um acordo antes que seja tarde demais”.

O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel foi às redes sociais e reagiu aos posts do mandatário norte-americano. Ele escreveu:

“Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos e ela não ameaça, ela se prepara para defender a Pátria até a última gota de sangue”.

Diaz-Canel seguiu em seu texto e disse que quem culpa a revolução cubana pelas carências econômicas “deveriam se calar por vergonha, porque sabem e reconhecem que elas são fruto das medidas de asfixia extrema que os EUA nos aplicam há seis décadas e que agora ameaçam superar”.

Segundo o presidente cubano, os EUA “não têm moral nenhuma para apontar o dedo para Cuba, pois transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas. “Aqueles que agora se revoltam histericamente contra nossa nação estão consumidos pela raiva da decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político”.



EBC

Primeira fase chega ao fim e 16 jogos abrem mata-mata da Copinha


Quatro jogos encerraram a fase de grupos da Copa São Paulo de Futebol Júnior neste domingo (11). Já classificados ao mata-mata, Fluminense e Palmeiras mantiveram os 100% de aproveitamento, enquanto Água Santa e Monte Roraima garantiram as últimas duas vagas à etapa seguinte da maior competição sub-20 do país.

A próxima fase da Copinha começa nesta segunda-feira (12), com 16 jogos. O encontro entre Cruzeiro e Meia Noite, no Estádio Galileu de Andrade Lopes, em Patrocínio Paulista (SP), abre o mata-mata às 11h (horário de Brasília). Maior vencedor do torneio, com 11 títulos, e atual vice-campeão, o Corinthians enfrenta o Guarani no Estádio Zezinho Magalhães, em Jaú (SP), a partir das 21h20.

Confira, abaixo, os horários e locais dos demais jogos desta segunda:

14h45 – Botafogo-SP x Vasco – Mário Lima Santos, em Brodowski (SP)

15h – Bahia x Atlético-PI – Teixeirão, em São José do Rio Preto (SP)

15h15 – Grêmio x Atlético-BA – Evandro de Paula, em Santa Fé do Sul (SP)

17h30 – Santos x Cuiabá – Luisão, em São Carlos (SP)

18h – América-MG x Inter de Limeira – Palma Travassos, em Ribeirão Preto (SP)

18h30 – Goiás x Mirassol – Manoel Francisco Ferreira, em Bálsamo (SP)

18h45 – Athletico-PR x Ceará – Adhemarzão, em Araçatuba (SP)

19h – Ferroviária x Real Brasília – Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP)

19h – Guanabara City x Tuna Luso – José Vessi, em Cravinhos (SP)

19h – Chapecoense x Votuporanguense – Arena Plínio Marin, em Votuporanga (SP)

19h – Grêmio Prudente x Osasco Sporting – Prudentão, em Presidente Prudente (SP)

20h – Athletic-MG x XV de Jaú – Tonicão, em Assis (SP)

20h30 – Ponte Preta x Francana – Lanchão, em Franca (SP)

21h – Sport x América-RN – Manoel Francisco Ferreira, em Bálsamo (SP)

Flu e Verdão com campanha perfeita

Três jogos, três vitórias. Foi assim que Fluminense e Palmeiras se despediram da primeira fase da Copinha. Pelo Grupo 25, o Tricolor enfrentou o Sfera no Estádio Gabriel Marques da Silva, em Santana do Parnaíba (SP), e ganhou por 2 a 1. Os Moleques de Xerém terão pela frente o Referência na próxima etapa da competição.

O resultado foi celebrado pelo Água Santa, que venceu o Brasiliense mais cedo, no mesmo local, por 2 a 1. O Netuno, como é conhecido o clube do ABC Paulista, classificou-se ao lado do Fluminense e enfrentará o Ituano na segunda fase.

O Flu abriu o marcador contra o Sfera antes do primeiro minuto de bola rolando, com William Lopes batendo rasteiro, da entrada da área. O time da casa buscou o empate aos 31, com Borba, em chute no ângulo esquerdo. Aos 43 minutos, o também atacante Isack Gabriel, de pênalti, garantiu a vitória dos cariocas e eliminou a equipe de Santana do Parnaíba, que precisava ganhar para se classificar e eliminar o Água Santa.

Na Arena Barueri, pelo Grupo 27, o Palmeiras desencantou no segundo tempo para derrotar o Remo, por 3 a 0. Aos oito minutos, Juliano finalizou no meio da área e abriu o placar. Aos 16, Juan Gabriel concluiu na saída do goleiro e aumentou a vantagem. Por fim, aos 35 minutos, o também atacante Sorriso deu números finais ao confronto. O adversário do Verdão no mata-mata será o Vitória.

O triunfo do Palmeiras, que é bicampeão da Copinha, garantiu a classificação do Monte Roraima, que venceu o Batalhão por 3 a 2 no primeiro jogo do dia na Arena. A equipe de Boa Vista, segunda colocada do Grupo 27, terá como rival o Flamengo de Guarulhos.

Sexteto 100% e Colorado no sufoco

No último sábado (10), 28 partidas definiram a situação de 14 grupos. Destaque para Santos, São Paulo, Red Bull Bragantino, Ituano, Botafogo e Fortaleza, que finalizaram as respectivas participações na primeira fase com 100% de aproveitamento.

Atual campeão, o Tricolor foi responsável pela maior goleada: 6 a 1 no Real Soccer no Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba (SP), pelo Grupo 19. O Glorioso também atropelou: 5 a 0 sobre o Taubaté no Joaquinzão, casa do adversário do interior paulista, pelo Grupo 22.

O Atlético-MG poderia ser outro a terminar a primeira fase com a campanha perfeita, mas perdeu do Audax por 3 a 0 no Estádio José Liberatti, em Osasco (SP). A equipe da casa finalizou o Grupo 29 na liderança, à frente do Galo, que já estava classificado e avançou na segunda posição.

Outro clube tradicional a tropeçar, mas conseguir um lugar no mata-mata foi o Internacional. Segundo maior campeão da Copinha, com cinco títulos, ao lado de São Paulo e Fluminense, o Colorado sofreu 3 a 0 do Nacional no Estádio Nicolau Alayon, em São Paulo, mas se beneficiou do tropeço da Portuguesa Santista, que foi superada pelo CSE por 1 a 0, mais cedo, no mesmo local.

Confira, abaixo, os demais confrontos pela segunda fase, que ainda terão datas, locais e horários definidos pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Red Bull Bragantino x Comercial de Tietê

Canaã-DF x Figueirense

São Paulo x Portuguesa

Operário-PR x Independente-AP

Juventude x Águia de Marabá

Botafogo x São José

Fortaleza x Novorizontino

Itaquá x União Mogi

Audax x Santo André

Ibrachina x Atlético-MG

Retrô x Internacional

Nacional x Juventus



EBC

Editoras independentes transformam mercado e aproximam público


Editoras independentes e livrarias de rua tomaram rumos diferentes de grandes conglomerados e desenvolveram estratégias para garantir a qualidade das publicações e driblar os desafios econômicos do mercado editorial e livreiro no país. Incluindo as empresas de maior porte, o setor gera ao menos 70 mil empregos diretos no país, segundo levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Profissionais ouvidos pela Agência Brasil apontam a promoção da cultura no país e a geração de empregos e renda como impactos positivos desses negócios. No entanto, mencionam a necessidade de políticas públicas voltadas à disseminação da leitura, assim como incentivos fiscais para a manutenção desses empreendedores.

Apesar da menor capacidade de investimentos, esses negócios obtiveram resultados como a ampliação do catálogo de autores disponível no país, inclusive com traduções de obras contemporâneas mundialmente reconhecidas que não tinham espaço nas grandes editoras.

Houve ainda aproximação com o público leitor por meio de estratégias como financiamentos coletivos, clubes de livros e uso das redes sociais.

“A editora independente é marginalizada no mercado. Então, ela está sempre tentando transformar esse mercado”, diz o editor e publisher da editora Autonomia Literária e da revista Jacobina, Cauê Seignemartin Ameni.

O florescimento de editoras independentes teve início há cerca de 10 anos, relata Cauê, que também é um dos organizadores da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei). “O independente sempre foi muito marginal e, aí, veio com força após 2015”.

Após a ocorrência de crises no setor de livros, como a recuperação judicial das livrarias Cultura e Saraiva, em 2018, grandes e pequenas editoras foram impactadas e tomaram calotes.

Nos últimos anos, entretanto, levantamento da CBL apontou expansão do mercado editorial e livreiro no país, especialmente no pós-pandemia, com aumento no número de empresas do setor.

Entre 2023 e 2025, houve um crescimento de 13% no número total de empresas, com destaque para o avanço das editoras e do comércio varejista de livros. E, de 2024 para 2025, o aumento foi consistente em todos os segmentos mapeados, ressaltou a CBL.

Debates independentes

As editoras independentes têm levantado, no Brasil, debates atuais em outras partes do mundo, fazendo com que as ideias circulem, acredita o publisher. Cauê aponta que, antes do fenômeno das independentes, publicações de grandes clássicos estavam estagnadas por causa de “um viés ideológico de grandes editoras e conglomerados”.

“O meu papel é de importador de ideias, de certa forma”, resume.

Ele cita debates em torno da China, inteligência artificial, crise climática, ascensão do fascismo na Europa, Estado Islâmico, Palestina.


Brasília (DF), 09/01/2026 - Setor editorial. Cauê Seignemartin Ameni. Foto: Cauê Seignemartin Ameni/Arquivo Pessoal

Editor e publisher da editora Autonomia Literária e da revista Jacobina, Cauê Seignemartin Ameni Foto: Cauê Seignemartin Ameni/Arquivo Pessoal

 

“São crises que afligem o Brasil, que é um país que, por exemplo, recebe muitos refugiados. É preciso entender a origem. Então, [nosso papel é] ajudar o brasileiro a compreender o mundo”, afirma. “Se as pessoas não entendem, o país acaba entrando numa grande confusão, numa grande enrascada, que foi o bolsonarismo. Se criou um caldo cultural para isso, e teve um trabalho forte [de autores e editoras]”.

Na época da ascensão da extrema-direita e do antipetismo, Cauê tinha uma livraria dentro da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).

Ele conta que, no mercado editorial, começaram a surgir publicações relacionadas ao fenômeno do olavismo cultural, que se deu pela circulação de ideias ultraconservadoras do filósofo Olavo de Carvalho, que influenciaram a direita brasileira. Havia uma disputa para explicar crises como junho de 2013 e a Primavera Árabe através de uma ótica de direita, lembra.

“A leitura de esquerda existe, mas ela estava estancada no mercado. Eu, como era livreiro, via que tinha uma demanda forte, só que a galera comprava xerox na faculdade porque os livros não eram reimpressos”, conta.

Diante desses eventos, Cauê percebeu que muitos títulos relevantes internacionalmente, que abordavam as crises mundiais, não eram publicados no Brasil.

“A gente começou a crescer nesse vácuo, fazendo um debate contra tudo aquilo que o olavismo e a extrema-direita pregavam.”

Com a radicalização da extrema-direita no país, a editora se voltou para publicações antifascistas. O primeiro livro publicado pela Autonomia Literária tratava da ascensão do Estado Islâmico, no Oriente Médio, do jornalista Patrick Cockburn.

“Não tinha essa história bem contada aqui, mas lá fora tinha. A gente pegou esse livro, traduziu e publicou no Brasil, só que foi um best-seller logo de cara. O Elio Gaspari me ligou: ‘ainda bem que vocês traduziram esse livro’”.

Desafio nas vendas

Um grande desafio do mercado de livros é o ciclo de vendas. Como estratégia para se manter financeiramente saudável, sem abrir mão de sua proposta editorial, a editora Ubu criou o próprio clube do livro ─ que tem atualmente 2 mil assinantes. Diretora editorial e sócia da editora, Florencia Ferrari explica que uma obra que se mostra relevante para uma reflexão importante na sociedade não é necessariamente um livro que vai vender muito.

“[Os assinantes] nos dão um cheque em branco para nossa curadoria. E, ao fazer isso, eles nos permitem manter uma editora com um catálogo de alta qualidade, que não abre mão de nenhuma maneira dessa qualidade, e que não precisa ir atrás de títulos que tem como objetivo vender bastante”, diz.

 


Brasília (DF), 09/01/2026 - Setor editorial. Florência Ferrari. Foto: Victor Caiano/Divulgação

Diretora editorial e sócia da editora da Ubu, Florencia Ferrari Foto: Victor Caiano/Divulgação

A editora, inclusive, já realizou publicações em que esses dois aspectos se juntaram: alta qualidade e boas vendas. Foi o caso de autores como Nego Bispo, Vladimir Safatle, Hanna Limulja, Malcom Ferdinand e Françoise Vergès.

“Ter o clube é uma maneira de garantir um catálogo consistente, de alta qualidade e uma equação [financeira] saudável.”

Para publicar um livro, uma editora tem que investir inicialmente em direito autoral, tradução, revisão, projeto gráfico, capa e impressão.

Depois, os exemplares são distribuídos nas livrarias no modelo de consignação. Isso significa que, à medida em que os livros são vendidos, as livrarias vão realizando os pagamentos para as editoras, o que pode ocorrer em até 90 dias, em alguns casos.

“O dinheiro volta para as editoras de um jeito muito pingado e lento em relação ao tempo inicial. Às vezes, demora oito, dez, 12 meses ou dois anos para uma edição ter o retorno do seu investimento”, relata.

Esse é um cenário comum para todas as editoras, mas atinge principalmente as independentes, já que elas têm um catálogo mais de “fundo” ─ como classificou Florencia ─ e não de best-sellers, que vendem milhares de cópias já nos primeiros meses após o lançamento.

Um catálogo de fundo corresponde a livros que continuam vendendo por muitos anos, ainda que alguns tenham tiragens menores. São autores e obras relevantes, ainda que não sejam best-sellers. Exemplos disso são catálogos universitários e os clássicos da literatura.

Diretor presidente da Associação Quatro Cinco Um, entidade responsável pela revista homônima, editora Tinta-da-China Brasil e Feira do Livro, Paulo Werneck ressalta que, em contexto de adversidades, tais negócios precisam criar “estratégias de guerrilha”.

“As editoras independentes realmente são notáveis, são um patrimônio cultural que está florescendo no Brasil, mas que está muito ameaçado por esse jogo de concentração”, celebra.

“Os editores independentes têm que ser super ágeis, têm que inventar um novo canal de vendas, ter contato direto com o público, tem que criar feiras de livro. São empresários resilientes e criativos, tem que ficar reinventando seu próprio negócio todo ano”, acrescenta. 

As editoras independentes passaram a vender os exemplares no próprio site e utilizar o modelo Print on Demand (POD), ou impressão sob demanda. Com isso, os livros são impressos conforme as vendas, o que elimina a necessidade de estoques e grandes tiragens iniciais.

Promoção de cultura e incentivos

A presença crescente das livrarias de rua permitiu a formação de pequenos núcleos culturais nos bairros, defende Werneck, que mencionou que cidades como Paris e Barcelona, por exemplo, têm incentivo fiscal para livrarias de rua, por serem empreendimentos qualificam as regiões.


Brasília (DF), 09/01/2026 - Setor editorial. Paulo Werneck. Foto: Gabriel Guarany/Divulgação

Diretor presidente da Associação Quatro Cinco Um, editora Tinta-da-China Brasil e Feira do Livro, Paulo Werneck Foto: Gabriel Guarany/Divulgação

“Elas transformam o bairro, tudo o que está ao redor. É dos poucos comércios que têm esse efeito”, destaca.

A Câmara Brasileira do Livro traz em seu levantamento um dado que relaciona a presença de livrarias e os indicadores de desenvolvimento das cidades. Entre os 1.830 municípios que têm livrarias, o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC) é 3% superior à média nacional.

“Basta ver o que está acontecendo aqui no centro de São Paulo. Vira um programa cultural ir em uma livraria. E quem sustenta esse programa? O livreiro independente.”

Werneck cita incentivos como editais voltados ao setor, isenção de IPTU, acesso a crédito e apoio de entes públicos aos eventos oferecidos pelos empreendimentos.

“Livrarias oferecem uma programação cultural gratuita, como lançamentos e debates. Você pode entrar, assistir e ir embora sem comprar um livro, e elas não têm nenhum incentivo para a realização desta programação.”

Os resultados alcançados pelo setor editorial, reforçou Florencia Ferrari, têm um impacto para a cultura, educação e qualidade de vida das pessoas.

“O estado deveria se atentar, porque é um tipo de financiamento relativamente baixo, por exemplo, para compra de livros para biblioteca e para alunos, que são políticas públicas de aquisição de exemplares. Às vezes, é só isso que uma cidade precisa: uma biblioteca com livros acessíveis”.

Ferrari lembra que as editoras reúnem uma diversidade de profissionais, além de prestadores de serviço externos. Um investimento no setor também teria reflexos, portanto, na geração de empregos e mobilização da economia. São ilustradores, designers, fotógrafos, revisores de texto, tradutores, revisores técnicos, entre outros.

Sócio da Autonomia Literária, Cauê defende as isenções e benefícios fiscais para livrarias, que são espaços fundamentais para a circulação das obras. Apesar das dificuldades em relação ao modelo de vendas, as livrarias têm um papel relevante na expansão do público-alvo. O editor ressalta que é preciso fazer com que as obras circulem e saiam dos nichos.

Cauê avalia que a presença das obras nesses espaços é uma forma de favorecer sua circulação, ainda que haja riscos no modelo de consignação.

“Se só trabalhar na bolha, não se faz a disputa. Tem que jogar nas livrarias, vai ter que correr o risco do calote, mas vai fazer o seu livro circular em grande escala”.

Além disso, ele menciona soluções como incentivo à leitura por meio de crédito para estudantes e incentivos para modernização do parque industrial do setor.

“Quando a gente vai em gráficas pelo mundo, depois vê no Brasil, a gente fala: nossa, a gente tem umas gráficas dos anos 80”.



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