Rio recebe exposição do artista plástico Gilberto Salvador


Os trabalhos do artista plástico Gilberto Salvador passam por diversas fases do autor, todas representativas de seu momento de vida. A exposição Geometria Visceral, instalada nos três salões do segundo andar do prédio do Paço Imperial, no centro do Rio, fica à disposição do público até 1º de março do ano que vem.

A mostra representa a volta de Gilberto Salvador ao Rio, 17 anos depois de sua última exposição local. Estão expostas cerca de 40 obras, entre pinturas, esculturas e vídeos, desenvolvidas em mais de 60 anos de jornada.


Rio de Janeiro (RJ), 09/10/2025 - Exposição “Geometria Visceral”, com um panorama da mais recente produção do artista paulistano Gilberto Salvador, no Paço Imperial, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

As cores entraram nos trabalhos do artista de forma característica. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O artista tinha 18 anos quando fez sua primeira exposição. Embora seja, em boa parte, referente à produção mais recente, a mostra traz trabalhos que foram destaque nas décadas de 1960 e 1970. A rejeição à ditadura militar está presente no trabalho em Viu…! de 1968, período relevante em sua carreira.

“Meu trabalho acabou ganhando identidade muito política, porque estavamos vivendo uma ditadura militar com coerção de tudo quanto é tipo e limitações grandes de ação”, afirmou., em entrevista à Agência Brasil

Salvador lembrou sua participação na Bienal de São Paulo com obras contestatórias na década de 60, ressaltando que ele e a família sempre foram antifascistas.

Como resistência, ele usou em seu trabalho a forma de cartaz de cinema e de história em quadrinhos para mandar as mensagens.

“Foi o momento que utilizei minha linguagem plástica como afirmação de algumas ideias”, disse. 

Na década de 70, mudou o rumo para um discurso mais ligado à ecologia, ao ficar amigo do paisagista Roberto Burle Marx e do arquiteto Oscar Niemeyer. “Existe um fator importante que é a natureza brasileira, difusa, maravilhosa e múltipla, onde as cores são vibrantes”.


Rio de Janeiro (RJ), 09/10/2025 - Exposição “Geometria Visceral”, com um panorama da mais recente produção do artista paulistano Gilberto Salvador, no Paço Imperial, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 Mostra representa a volta de Gilberto Salvador ao Rio, 17 anos depois da última exposição local. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Assim, as cores entraram nos trabalhos do artista de forma característica.

“A gente é tropicalista não por uma questão conceitual, mas por uma questão existencial.  A opção de uma paleta tropicalista  foi muito mais existencial do que conceitual.”

“Por outro lado, durante 60 anos fui me interessando por vários aspectos do meu trabalho. Teve momentos em que usei até tapeçarias, produzi várias gravuras junto com pintura, cerâmica, escultura em bronze. Fiz muita coisa, porque felizmente ainda estou vivo”, descreveu.

A mostra representa a volta de Gilberto Salvador ao Rio, 17 anos depois da sua última exposição local, que ele gosta de retratar nas suas obras.

Como arquiteto e urbanista, o artista admira a paisagem local e tem satisfação de novamente expor na cidade. “Eu sou apaixonado pelo Rio de Janeiro por causa da topografia. Eu vinha velejando de Ubatuba ao Rio e essa topografia é maravilhosa. Fora que a minha convivência com os cariocas sempre foi positiva”, afirmou, revelando que tem, entre os trabalhos, um com a paisagem do Pão de Açúcar e outro com o Morro Dois Irmãos.

Salvador considera que a formação em arquitetura foi fundamental para seu trabalho, desde quando começou a pintar, fabricando as próprias tintas, o que aprendeu a fazer com o avô.

“A faculdade de arquitetura dá uma leitura de espaço bastante crítica e construtiva e acabei me aproveitando”, disse, acrescentando que trabalhou como arquiteto e deu aulas na universidade até se dedicar especificamente à arte.

Vida


Rio de Janeiro (RJ), 09/10/2025 - Exposição “Geometria Visceral”, com um panorama da mais recente produção do artista paulistano Gilberto Salvador, no Paço Imperial, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Se fosse pela vontade de Gilberto, todas as obras poderiam ser tocadas pelos visitantes. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Gilberto Salvador teve paralisia infantil aos 9 meses de idade, o que, no entanto, nunca o impediu de fazer o que queria. “Depois fui operado, hoje sou cadeirante. Eu nadei muito, mergulhei muito, velejei muito, hoje estou impossibilitado”, disse. Ele acrescentou que não foi impedimento para desenvolver sua arte, aguçada pela vontade de ter proximidade com o fazer artístico na linguagem plástica, na pintura, no desenho e na escultura. “Não foi uma predisposição, mas uma disposição que foi acontecendo e me levou à sequência de exposições, trabalhos e bienais aqui no Brasil e no exterior”, revelou.

“Há muito tempo utilizo da minha atividade artística como maneira de poder me expressar sentimentalmente aos outros”, pontuou.

Acessibilidade

A preocupação com a acessibilidade está presente na mostra. Ao saber pela curadora que precisava incluir, na exposição, trabalhos que pudessem ser tocados pelos visitantes, lembrou imediatamente de duas esculturas com essa característica. “Trouxemos duas pequenas esculturas para que a pessoa possa passar a mão e ter uma certa sensação do que eu penso da tridimensionalidade e do espaço”, afirmou.

Se fosse pela vontade de Gilberto, todas as obras poderiam ser tocadas pelos visitantes. “Eu, no fundo, cá entre nós, acho que as pessoas podiam mexer em tudo”, comentou o artista, embora reconheça que existiria o risco de danos nas obras, caso fosse permitido.

A curadora tem certeza que o público vai gostar da experiência. “Não é uma leitura tátil daquela obra como a gente sempre faz. No caso do Gilberto, é uma obra que ele disponibilizou para ser tocada”, disse.

Representação na arte

“Ele é uma pessoa admirável. Tem tantos problemas com a condição dele, mas é uma pessoa que jamais se vitimiza, que nem leva muito isso em consideração”, descreveu a crítica de arte e uma das mais respeitadas curadoras do país, Denise Mattar, responsável pela curadoria da exposição em entrevista à Agência Brasil.


Rio de Janeiro (RJ), 09/10/2025 - Denise Mattar curadora da exposição “Geometria Visceral”, com um panorama da mais recente produção do artista paulistano Gilberto Salvador, no Paço Imperial, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Denise Mattar é curadora da exposição Geometria Visceral do artista paulistano Gilberto Salvador, no Paço Imperial. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Para Denise, o trabalho de Gilberto Salvador tem papel importante na arte brasileira, oriundo dos anos 70, inserido em uma geração que formou o seleto grupo de artistas do período, incluindo Rubens Gerchman, Carlos Vergara e Cildo Meireles. 

“São artistas que abriram as possibilidades do trabalho artístico. Foram os primeiros que fizeram objetos, que começaram a fazer com que a escultura saísse da parede e alcançasse outros caminhos”, disse. Ela destacou que essa geração é fundamental para a arte brasileira.

“É um grupo de artistas extraordinário. Acho que o Gilberto está bem encaixado nesse grupo”, pontuou.

A curadora destascou que há muito tempo conhece o trabalho do artista e ficou muito contente com o convite para fazer a curadoria. “Me deu inteira liberdade de seleção das obras, que preferi focar na produção contemporânea, mas fiz uma pincelada, porque faz tempo que ele não expõe no Rio.”  A mostra traz ainda obras com acrílico que estão presentes na fase mais atual do artista.

A curadora disse que esta não é uma exposição que tem módulos, mas procurou estabelecer conversas entre conjuntos de trabalho. “Revendo as obras, me veio a compreensão de que o trabalho dele vai sempre na borda entre o geométrico e o orgânico”, disse. Ela acrescentou que foi a partir dessa constatação que escolheu o título da mostra.

“Isso é uma constante em toda obra dele e, de repente, o título me estalou: Geometria Visceral. Quando liguei para ele e disse que ia dar o nome, ele falou ‘isso não é um título, é um resumo do meu trabalho”, comentou.



EBC

Finalistas da Copa do Brasil serão conhecidos neste domingo


A Copa do Brasil conhecerá, neste domingo (14), os seus dois finalistas em partidas que envolvem Corinthians e Cruzeiro, em Itaquera, e Fluminense e Vasco, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Timão em vantagem

O primeiro finalista será definido a partir das 18h (horário de Brasília), quando o Corinthians recebe o Cruzeiro em Itaquera com uma vantagem mínima, após triunfar por 1 a 0 no confronto de ida.

Desta forma, a equipe do Parque São Jorge garante a vaga na decisão da competição mesmo com um empate. Já a Raposa precisa vencer por dois de diferença para se classificar no tempo regulamentar, ou de ao menos um triunfo por diferença simples para forçar as penalidades máximas.

Mesmo jogando em casa com o apoio de sua Fiel torcida, o técnico Dorival Júnior afirmou, em entrevista coletiva, que o confronto está aberto: “O jogo do final de semana será ainda mais pesado, muito mais forte, com as equipes ainda mais concentradas, e o resultado está todo ele em aberto. Temos uma pequena vantagem, muito importante, construída dentro da casa do Cruzeiro”.

Uma dúvida do Timão é o centroavante Yuri Alberto, que sentiu um incômodo na perna esquerda na partida da última quarta-feira (10). Quem tem dois desfalques confirmados é o Cruzeiro, que não poderá contar com o zagueiro Lucas Villalba, que sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo, e com o volante Lucas Romero, suspenso por acúmulo de cartões amarelos.

Em uma partida na qual precisa marcar gols, Léo Jardim pode contar com o retorno do atacante Wanderson, que se recuperou de uma lesão muscular na coxa esquerda. “Com certeza, [o Wanderson] tem a opção de treinar, mas é um jogador que está fora há algum tempo. O condicionamento dele, se for para dez ou 15 minutos, ajudará principalmente em termos defensivos”, declarou o técnico português.

Clássico carioca

O segundo finalista da competição será conhecido quando terminar o clássico entre Fluminense e Vasco, que será disputado a partir das 20h30 no estádio do Maracanã. O Cruzmaltino entra em campo muito animado após triunfar no confronto de ida, na última quinta-feira (11), pelo placar de 2 a 1.

Apesar da vantagem, o técnico Fernando Diniz manteve uma postura humilde após a partida. “Terminou apenas o primeiro tempo. São 180 minutos e temos que ficar focados, procurar corrigir o que erramos hoje e enfrentar o jogo de domingo com a máxima seriedade e respeitar o nosso adversário”, declarou em entrevista.

Quem se manifestou de forma semelhante foi o comandante do Fluminense, o argentino Luis Zubeldía: “Quem acredita que jogos de Copa são apenas 90 minutos está errado. Apenas se vencer por 3 a 0 ou 4 a 0 […]. Temos que corrigir ações pontuais, como transições, um contra um. É ajustar para os próximos 90 minutos para dar a volta no mata-mata”.

Para esta partida decisiva o Fluminense contará com um importante retorno, do atacante uruguaio Agustín Canobbio, que não jogou o primeiro jogo da semifinal por estar suspenso por acúmulo de cartões amarelos.





EBC

Osasco e Praia perdem e decidem 3º lugar no Mundial de vôlei feminino


O favoritismo italiano superou o fator-casa brasileiro nas semifinais do Campeonato Mundial de Clubes de vôlei feminino. Neste sábado (13), Osasco/São Cristóvão Saúde e Dentil Praia Clube não resistiram à força de Conegliano e Scandicci, respectivamente, e terão que se contentar com a disputa do terceiro lugar da competição, que ocorre no ginásio do Pacaembu, em São Paulo.

O duelo entre Osasco e Praia será neste domingo (14), às 13h (horário de Brasília). Mais tarde, às 16h30, Conegliano e Scandicci se encaram pelo título mundial, na reedição da final da última Liga dos Campeões da Europa.

Atual campeão da Superliga Feminina e anfitrião do torneio, o Osasco teve pela frente o principal candidato ao título. Recheado de estrelas internacionais, entre elas a ponteira Gabi Guimarães, capitã da seleção brasileira, o Conegliano saiu atrás, mas mostrou força nos sets seguintes para vencer por 3 sets a 1, parciais de 21/25, 25/23, 25/16 e 25/16.

Gabi, aliás, brilhou no Pacaembu. Com 18 pontos, ela foi o destaque da classificação do clube italiano, que busca seu quarto título mundial, o que o igualaria ao turco VakıfBank como maior campeão do torneio. No Osasco, as maiores pontuadoras foram a ponteira norte-americana Caitie Baird e a oposta argentina Bianca Cugno, com 17 pontos cada.

Mais cedo, o Scandicci venceu o Praia por 3 a 0 e se classificou à final sem perder nenhum set até o momento. As parciais foram de 25/23, 26/24 e 25/19. Na decisão, a equipe terá uma oportunidade de revanche contra o Conegliano, de quem perdeu na última final europeia.

A russa Ekaterina Antropova comandou a vitória italiana, com 20 pontos. A também oposta Morgahn Fingall, norte-americana que chegou ao Praia nesta temporada, foi o destaque do time de Uberlândia (MG), eliminado na semifinal do Mundial pela terceira edição seguida.



EBC

Saúde libera mosquitos estéreis para frear reprodução do Aedes


O Ministério da Saúde iniciou a liberação de mosquitos Aedes aegypti machos e estéreis na aldeia Cimbres, no município de Pesqueira (PE). Em nota, a pasta informou que já foram soltos 50 mil insetos com o objetivo de fortalecer o controle de arboviroses na região.

“A estratégia impede que os mosquitos, ao acasalarem com as fêmeas, produzam descendentes, contribuindo para a redução gradual da população do vetor e da transmissão de vírus”, detalhou o comunicado.

De acordo com o ministério, a ação marca o início da aplicação da Técnica do Inseto Estéril por Irradiação (TIE) em territórios indígenas. Para as próximas fases, está prevista a liberação semanal de mais de 200 mil mosquitos estéreis.

Além da aldeia Cimbres, a tecnologia será implantada também no território Guarita, em Tenente Portela (RS), e em áreas indígenas de Porto Seguro (BA) e de Itamaraju (BA).

O investimento inicial é de R$ 1,5 milhão, contemplando produção, logística e monitoramento da estratégia.

Ainda segundo a pasta, a continuidade e a expansão das ações vão depender dos resultados alcançados e da avaliação técnica das equipes envolvidas. Os dados vão permitir analisar o impacto na redução de casos de dengue, Zika e chikungunya.

Entenda

A Técnica do Inseto Estéril utiliza a própria espécie para reduzir a população de Aedes aegypti. Em laboratório, os mosquitos machos são esterilizados por radiação ionizante, tornando-se incapazes de gerar descendentes, e são posteriormente liberados em grande quantidade nas chamadas áreas-alvo.

Ao acasalarem com as fêmeas, os machos não produzem filhotes, levando à diminuição progressiva da população de vetores de arboviroses.

“Por não empregar inseticidas e não oferecer riscos à saúde ou ao meio ambiente, a técnica é indicada para territórios indígenas situados em áreas de preservação e florestas, onde o uso de produtos químicos é restrito ou proibido”, destacou o ministério.

 



EBC

Em Embu-Guaçu, em SP, apagão deixa 61% dos moradores sem luz


Mais da metade dos moradores da cidade de Embu-Guaçu, na região metropolitana de São Paulo, ainda sofrem com a falta de energia provocada por fortes chuvas e também pelos fortes ventos causados pela passagem de um ciclone extratropical pelo estado paulista. Na tarde deste sábado, a Enel, empresa responsável pelo abastecimento de energia elétrica na Grande São Paulo, informava que 61% dos moradores de Embu-Guaçu ainda estavam sem luz.

Na última quarta-feira (10), todos os cerca de 67 mil moradores da cidade ficaram sem energia, segundo informações da própria concessionária. Mas ontem, parte da energia havia sido restabelecida na cidade e a empresa indicou que apenas 17% dos clientes ainda estavam sem luz. Hoje, no entanto, esse número voltou a crescer, tornando a cidade de Embu-Guaçu a mais afetada pelo problema de abastecimento na região metropolitana de São Paulo.

A Enel foi procurada pela Agência Brasil para explicar por que o número de clientes sem luz voltou a crescer em Embu-Guaçu. Por meio de nota, a companhia esclareceu que o número de pessoas afetadas na cidade aumentou porque foi necessário desligar a rede para reparos.

“A Enel Distribuição São Paulo esclarece que devido aos reparos para garantir segurança das equipes na execução, em alguns casos se faz necessário desligar a rede para reconstrução”, diz a nota da empresa.

Em um comunicado publicado em suas redes sociais na última quinta-feira (11), a prefeitura da cidade reclamou da concessionária e informou ter notificado a empresa e exigido “respostas imediatas”.

“Embu-Guaçu vive neste momento uma situação inaceitável. Após os fortes ventos do dia 10 de dezembro, 78,16% das residências do nosso município continuam sem energia elétrica. Isso afeta famílias, comércios, serviços essenciais e, principalmente, pessoas que dependem de equipamentos para sobreviver”, escreveu a prefeitura, no Instagram. 

“Queremos explicações técnicas claras sobre o que aconteceu, um plano de ação com prazos, equipes e responsabilidades e a atualização completa dos bairros afetados. Não é razoável, não é justificável e não vamos aceitar a demora no restabelecimento de um serviço essencial. Energia elétrica não é favor, é obrigação contratual da concessionária, assegurada por lei”, diz a nota da administração municipal.



EBC

Basquete: Minas segue invicto e Sesi Franca se reabilita na Champions


O primeiro dos três turnos da primeira fase da Champions League das Américas, a “Libertadores” do basquete masculino, terminou para Minas Tênis Clube e Sesi Franca na última sexta-feira (13). O time de Belo Horizonte segue invicto após duas partidas, enquanto a equipe do interior paulista se reabilitou após estrear com derrota.

A janela de abertura do Grupo C, o do Minas, teve sede no Estadio 8 de Junio, em Paysandú, no Uruguai. Depois de derrotarem o Boca Juniors, da Argentina, por 80 a 61 na quinta-feira (11), os minastenistas superaram o Aguada, time da casa, por 77 a 74. O ala-pivô norte-americano Erik McCree, com 19 pontos e sete rebotes, foi o destaque no triunfo de sexta.

O Minas soma quatro pontos (duas vitórias, cada uma valendo dois pontos) e lidera o Grupo C. O Boca, que também superou o Aguada, é o segundo, com três pontos (um triunfo e uma derrota, que dá um ponto). Os uruguaios estão na lanterna, com dois pontos.

O próximo turno da chave será em Buenos Aires, capital argentina, entre 14 e 16 de janeiro. A sede da terceira e última janela será a Arena UniBH, casa do Minas, de 4 a 6 de fevereiro. Os dois primeiros de cada um dos quatro grupos avançam às quartas de final, previstas para ocorrerem em março.

O Sesi Franca, por sua vez, precisava vencer o Universidad de Concepción, do Chile, anfitrião do primeiro turno do Grupo D, para se reabilitar da derrota de quinta para o Instituto, da Argentina, por 93 a 89. Os brasileiros ganharam por 85 a 79 na Casa del Deporte, em Concepción, com 20 pontos e sete rebotes do ala Lucas Dias, protagonista francano na partida.

Os paulistas ocupam a vice-liderança do Grupo D, com três pontos, um a menos que o Instituto e um a mais que o Universidad de Concepción. Os atuais tetracampeões do Novo Basquete Brasil (NBB) voltam à quadra pela Champions nos dias 14 e 16 de janeiro, em casa, no Ginásio Pedrocão, em Franca (SP). Já o terceiro e último turno da chave terá mando do Instituto, em Córdoba, na Argentina, entre 7 e 9 de fevereiro.

Neste sábado (14), será a vez de o Flamengo ir à quadra. O Rubro-Negro, atual campeão e terceiro representante brasileiro na Champions, estreia diante do Nacional, do Uruguai, em Paysandú, às 21h10 (horário de Brasília). No domingo (15), o adversário será o Obras Sanitarias, da Argentina, no mesmo local e horário.



EBC

Estado de São Paulo confirma segundo caso de sarampo em 2025


O estado de São Paulo registrou o segundo caso de sarampo este ano. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o paciente é um homem de 27 anos, morador da capital paulista, não vacinado e que havia viajado recentemente ao exterior. Segundo a pasta, ele já recebeu atendimento médico e teve alta.

O outro caso havia sido identificado em abril deste ano, também em um morador da capital paulista.

Entre janeiro e novembro deste ano, 37 casos de sarampo foram confirmados em todo o Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde. Todos estes casos foram importados, ou seja, adquiridos em viagens, sem transmissão local do vírus.

O número de casos de sarampo vem se intensificando neste ano na região das Américas. Até o dia 7 de novembro de 2025, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foram confirmados 12.596 casos de sarampo em dez países das Américas, com 28 óbitos, a maior parte deles registrados no México.

De acordo com a Opas, essa transmissão tem afetado principalmente comunidades com baixa cobertura vacinal: 89% dos casos ocorreram em pessoas não vacinadas ou com status vacinal desconhecido.

Sarampo e vacinação

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa e que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, seja ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

A doença é tão contagioso que um paciente infectado pode transmiti-la para 90% das pessoas próximas e que não estejam imunes. Por isso, a vacinação contra o sarampo é extremamente importante. A imunização é a principal forma de prevenção contra a doença.

Os principais sintomas do sarampo são manchas vermelhas no corpo e febre alta, acima de 38,5 graus, acompanhada de tosse, conjuntivite, nariz escorrendo ou mal-estar intenso. Os casos podem evoluir para complicações graves podendo causar diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). Algumas dessas complicações podem ser fatais.

Certificado

Em 2016, o Brasil havia recebido a certificação da eliminação do vírus que causa o sarampo. Segundo o Ministério da Saúde, nos anos de 2016 e 2017 não foram confirmados casos da doença, no entanto, em 2018, com o grande fluxo migratório associado às baixas coberturas vacinais, o vírus voltou a circular. Em 2019, o Brasil perdeu a certificação de “país livre do vírus do sarampo”, com o registro de mais de 21,7 mil casos.

Em junho de 2022, o país registrou o último caso endêmico de sarampo, no Amapá. Com isso, em novembro do ano passado, a Opas voltou a certificar o Brasil como livre da circulação do vírus, mesmo com o registro de casos importados da doença. Isso ocorreu porque o país conseguiu demonstrar que não houve transmissão do vírus do sarampo em território nacional por pelo menos um ano.

Em novembro passado, com a alta circulação do vírus, a Opas anunciou que a região das Américas perdeu a verificação de área livre da transmissão endêmica do sarampo. Apesar disso, o Ministério da Saúde informou que o Brasil ainda mantém a sua certificação internacional de país livre da circulação do vírus.



EBC

Flamengo vence Pyramids e vai à decisão da Copa Intercontinental


O povo rubro-negro quer o mundo de novo e terá a chance de reconquistá-lo. Neste sábado (13), o Flamengo derrotou o Pyramids, do Egito, por 2 a 0, no Estádio Ahmed bin Ali, em Al Rayyan, garantindo vaga na final da Copa Intercontinental da Federação Internacional de Futebol (Fifa), disputada no Catar.

A decisão será diante do Paris Saint-Germain, da França, que entrou diretamente na final. A partida entre os ganhadores da Libertadores e da Liga dos Campeões da Europa está marcada para quarta-feira (17), outra vez em Al Rayyan, às 14h (horário de Brasília).

O duelo entre Flamengo e Pyramids recebeu o nome de Copa Challenger. E assim como o jogo de quarta-feira passada (10), contra o Cruz Azul, do México, pelo Derby das Américas, o confronto deste sábado valeu taça para o campeão mundial de 1981.

O técnico Filipe Luís promoveu três mudanças em relação à vitória por 2 a 1 sobre o Cruz Azul. Autor do gol do título da Libertadores, Danilo reassumiu o lugar de Léo Ortiz na zaga. Já no ataque, foram duas trocas, com Everton Cebolinha e Gonzalo Plata escalados nas vagas de Samuel Lino e Bruno Henrique.

Dominante em posse de bola e na ocupação do campo adversário, o Flamengo abriu o placar aos 23 minutos da primeira etapa. Após cobrança de falta do meia Giorgian de Arrascaeta pela esquerda, o zagueiro Léo Pereira apareceu na pequena área e, de cabeça, mandou para as redes.

A combinação entre bola parada e jogo aéreo também fez diferença na volta do intervalo, justamente no momento que o Rubro-Negro estava pior em campo. Aos seis minutos, Arrascaeta bateu falta da intermediária pela esquerda e Danilo cabeceou no canto do goleiro Mohamed El-Shenawy.

Com o jogo sob controle, Filipe Luís promoveu trocas para descansar peças importantes do time, como Arrascaeta, Everton Cebolinha, o lateral Alex Sandro, o volante Jorginho e o atacante Jorge Carrascal. Este último deu lugar ao centroavante Pedro, que não atuava há quase dois meses, devido a lesões no antebraço e na coxa esquerda. Apesar da tentativa de pressão do Pyramids, o Rubro-Negro carimbou o lugar na decisão.

 



EBC

Tradição dos Juliōes na produção de máscaras de Olinda chega ao Rio


O artesão Mateus Vitor Santos Vilela, de 27 anos, é a quarta geração que mantém viva a tradição da arte popular de produzir máscaras em Olinda, Pernambuco. A primeira e mais conhecida é a La Ursa. Tudo começou com seu bisavô Julião Vilela, artesão nascido na cidade no final do século 19, que dá nome ao Bazar Artístico de Julião das Máscaras, onde as peças são criadas. Depois dele, veio o filho João Dias Vilela, o neto João Dias Vilela Filho e o bisneto Mateus.

Na terceira geração, João Dias Vilela Filho aprendeu o ofício vendo o pai trabalhar para sustentar a família. O interesse em fazer o mesmo trabalho se manifestou cedo, quando tinha 12 anos de idade. O único dos cinco irmãos que seguiu a tradição do artesanato foi chamado em uma ocasião para substituir o pai que tinha ficado doente, como professor de artes plásticas em escolas municipais de Olinda. Aquele momento resultou em uma carteira assinada e a sequência na profissão até a aposentadoria, sem, no entanto, deixar de lado as outras atividades.

“Nada no mundo é fácil, tem que insistir. Tem muita gente que no meio do caminho desiste, mas se atreve porque tem que ter dedicação total. Já levei muito puxão de orelha para fazer. Meu pai falava ‘não está certo, mas você faz melhor’ e assim eu comecei a aprender”, lembra João em entrevista à Agência Brasil.

“Se você disser a um menino que aquilo ali está feio, ele vai para casa e não volta mais. Tem que dizer que ele faz melhor”, ensina João, que, aos 65 anos, diz que tem muita paciência para transmitir o seu conhecimento às pessoas interessadas.

 


Rio de Janeiro (RJ), 11/12/2025 – Os artistas Anderson Ezequiel Leite, João Dias Vilela Filho e seu filho Mateus Dias Vilela na exposição Entre máscaras e gigantes: Os Juliões do carnaval de Olinda no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os artistas Anderson Ezequiel Leite, João Dias Vilela Filho e seu filho Mateus Dias Vilela na exposição Entre Máscaras e Gigantes: Os Juliões do Carnaval de Olinda Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Máscaras

As máscaras feitas em papel machê, com uma mistura de papel e goma de mandioca, chamam a atenção de moradores e visitantes de Olinda e fazem parte da cultura do carnaval da cidade, que atrai grande quantidade de turistas e lota as ruas. Durante o período, muitos deles compram as peças para participar dos diversos desfiles de troças, maracatus e blocos, que também têm como atração característica os bonecos gigantes.

O de maior destaque é o Homem da Meia-Noite. Ele passa pelas ruas justamente no sábado neste horário e no domingo e é responsável pela entrega da chave do carnaval de Olinda para que a Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense faça a abertura dos festejos.

Mostra

Agora, a arte das máscaras pode ser admirada no Rio de Janeiro até o dia 25 de fevereiro de 2026, na exposição Entre Máscaras e Gigantes: Os Juliões do Carnaval de Olinda. A nova mostra do programa Sala do Artista Popular (SAP) foi instalada no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan), que fica no Museu de Folclore Edison Carneiro, no Catete, zona sul do Rio.

“É muito importante para a gente porque vemos a nossa cultura ultrapassar as fronteiras. A gente produz e faz [máscaras] há mais de 100 anos, desde o meu bisavô, meu avô, meu pai e hoje em dia comigo”, diz, orgulhoso, Mateus, em entrevista à Agência Brasil.

‘Isso é um orgulho muito grande de as pessoas reconhecerem a gente como artistas. A cultura não pode cair. Agradeço muito às pessoas que compram. Gosto do que eu faço. Quando a gente gosta do que faz, vai abraçar o mundo todo”, afirma o pai de Mateus.

A valorização do trabalho já superou fronteiras. Mateus conta que a família já enviou máscaras para vários lugares do mundo, mas é a primeira vez que faz uma exposição fora de Pernambuco. “A gente vê como oportunidade também de as pessoas conhecerem a cultura de Pernambuco que vem crescendo cada vez mais, principalmente, referente a La Ursa, que hoje é um símbolo do carnaval pernambucano.”

 


Rio de Janeiro (RJ), 11/12/2025 – Exposição Entre máscaras e gigantes: Os Juliões do carnaval de Olinda no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Exposição Entre Máscaras e Gigantes: Os Juliões do Carnaval de Olinda Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O interesse na La Ursa extrapolou o carnaval. Atualmente ela é usada em decoração, é nome de restaurante, é acervo de museus e aparece até no filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça, protagonizado por Wagner Moura, que vem recebendo prêmios mundo afora. “La Ursa hoje virou quase uma entidade própria. Está presente em restaurantes, blocos, roupas e adereços. Em Pernambuco, se vê La Ursa desde uma propaganda até uma camisa de uma pessoa”, completa.

A vivência e o amor ao carnaval impulsionam a continuidade da tradição de produzir máscaras. “A gente gosta de carnaval. Eu brinco, meu pai também, isso impulsiona muito a gente a fazer. É um legado. Tem gente que compra as máscaras desde pequeno e fala para a gente ‘meu pai comprava com seu avô’, gente que de anos vem comprando com a gente.”

Mateus lembra que no começo o bisavô fazia as máscaras características da época que eram de Pierrot e Colombina até que o seu avô começou a fazer os bonecos gigantes de Olinda, que atualmente têm uma produção menor. “Os bonecos de Olinda eram feitos pelo meu avô, fez o Homem da Meia-Noite, a primeira feminina, que foi a Mulher do Dia”, conta, ao concordar que os bonecos são muito característicos de Olinda.

“É uma coisa que entra no sangue da gente que a gente não deixa de atender e cada vez mais aperfeiçoando para sair melhor.”

Segundo o neto da tradição dos Juliōes, a produção segue durante o ano todo, porque recebem muitas encomendas, principalmente a máscara da La Ursa, mas tem também as de animais e personagens tradicionais. “Tem pessoas que vêm para comprar no carnaval, mas tem também para comprar no ano todo. A gente também participa de feiras como a Fenearte [Feira Nacional de Negócios de Artesanato] de Olinda. A gente tem todo tipo de demanda, tem de rosto, de cabeça e para a decoração.”

João Dias Vilela Filho e o filho Mateus vieram para o Rio para a abertura da exposição na quinta-feira (11). Empolgados com o legado recebido de Julião, gostam de dividir o conhecimento. Eles participaram de oficinas para ensinar como as máscaras são produzidas. Ao todo estão expostas mais de 100 peças, parte em exibição e o restante no Espaço de Comercialização. Os valores estão entre R$ 100 e R$ 250.

Entre as várias máscaras expostas, a mostra apresenta um panorama em fotos e vídeo, mostrando o processo de criação, com as etapas de trabalho da casa/ateliê de João Dias Vilela Filho, em Varadouro, que fica próximo do Bazar Artístico de Julião das Máscaras, em Olinda. As imagens que integram a mostra e o catálogo foram registradas pela premiada fotógrafa Mirielle Batista Misael.

 


Rio de Janeiro (RJ), 11/12/2025 – Exposição Entre máscaras e gigantes: Os Juliões do carnaval de Olinda no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Exposição Entre Máscaras e Gigantes: Os Juliões do Carnaval de OlindaFoto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Para a autora da pesquisa e do texto do catálogo da exposição, a antropóloga Raquel Dias Teixeira, conforme indicou no conteúdo de divulgação da mostra, os visitantes terão “acesso a um universo simbólico carnavalesco profundamente enraizado na cultura popular pernambucana”. Ainda de acordo com a antropóloga, essa arte vai além de moldar rostos e memórias do imaginário popular.

“Mais que objetos festivos, essas máscaras, ao habitar diferentes lugares e contextos, também expressam vínculos de parentesco, convivência e território, perpetuando um saber que une trabalho, brincadeira e invenção”, aponta Raquel no conteúdo.

O catálogo traz a história da família de Julião nesta arte, que tem como característica, grandes cabeças para fantasias carnavalescas, mas também mamulengos, brinquedos de madeira entre outros objetos de artesanato. Na sua trajetória a família chegou a produzir mais de 50 bonecos gigantes.

Serviço:

Museu de Folclore Edison Carneiro – Rua do Catete, 179

Período da exposição: 11 de dezembro de 2025 a 25 de fevereiro de 2026

Dias e horários de visitação: Terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h

No recesso de final de ano, nos dias 24, 25, 31 de dezembro e 1º de janeiro de 2026, a exposição estará fechada

Mais informações estão disponíveis aqui.



EBC

Estado de SP deve ter chuva e ventos intensos até a próxima terça


Após uma semana marcada por tempestades e pela passagem de um ciclone extratropical, o estado de São Paulo deve continuar enfrentando tempo instável nos próximos dias por causa da passagem lenta de uma fria. Segundo a Defesa Civil, esse sistema deve provocar chuva persistente, raios, rajadas de vento e até granizo em todo o território paulista entre este sábado (13) e a próxima terça-feira (16).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou em alerta laranja grande parte do território paulista, informando que a região pode enfrentar chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos que podem variar entre 60 e 100 quilômetros por hora (km/h), e queda de granizo entre hoje (13) e amanhã (14). O alerta laranja é o segundo de maior gravidade na escala utilizada pelo Inmet, abaixo somente do alerta vermelho, e significa situação de perigo.

De acordo com a Defesa Civil, as regiões do estado que mais devem sofrer com essas condições são as de Presidente Prudente, Marília, Bauru, Araraquara, Campinas, Sorocaba, Itapeva e Registro.

Neste sábado, informou o órgão, as regiões sul, central e leste devem registrar maior instabilidade, sendo esperado maior acumulado de chuva. Segundo a Defesa Civil, isso aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e outros transtornos, principalmente em áreas mais vulneráveis. A previsão é que, a partir desta tarde, possam ocorrer fortes pancadas de chuva nos municípios das regiões de Marília, Presidente Prudente, Itapeva, Bauru, Registro, Vale do Paraíba, Baixada Santista e região metropolitana de São Paulo.

Para amanhã (14), a previsão é que a frente fria permaneça na costa paulista, mantendo o tempo fechado e chuva frequente ao longo do dia. O risco de alagamentos e deslizamentos fica maior, especialmente em municípios mais suscetíveis.

A partir de segunda-feira (15), o sistema começa a avançar em direção ao Rio de Janeiro, mas manterá chuva persistente em várias regiões do estado de São Paulo.



EBC