Morre o médico Celso de Barros, ex-presidente da Unimed


Morreu neste sábado (15), no Rio, vítima de infarto, o médico pediatra Celso Barros, 73 anos, ex-presidente da Unimed Rio, e pré-candidato à presidência do Fluminense Futebol Clube, na eleição do próximo dia 29 deste mês. Ficou conhecido no futebol, no período em que a cooperativa de saúde médica foi patrocinadora do Fluminense, entre 1999 e 2014.

Ele foi diretor do Sindicato dos Médicos do Rio, conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) e também diretor da Associação Médica Brasileira (AMB).

Em nota, o Fluminense Football Club manifesta profundo pesar pelo falecimento do grande tricolor Celso Barros. Personagem de grande expressão na história do clube;
 

“Celso teve papel preponderante como presidente da patrocinadora do time que levantou títulos de relevância nacional, como a Copa do Brasil de 2007 e os Campeonatos Brasileiros de 2010 e 2012, além do vice-campeonato da Copa Libertadores de 2008”.

Apaixonado desde sempre, o médico pediatra viveu intensamente a discussão sobre os destinos do clube. Mantinha-se atuante na política do Fluminense e era, neste momento, pré-candidato à presidência para o próximo triênio.

O texto diz ainda que “o Fluminense se solidariza nesse momento de tristeza com sua família, seus amigos e todos os tricolores que o admiraram por todos esses anos. O clube decreta luto oficial por seu falecimento e coloca o Salão Nobre de Laranjeiras à disposição de seus familiares para o velório e devidas homenagens.

Federação

Com profundo pesar, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) lamenta a morte de Celso Barros, ex-dirigente do Fluminense, aos 73 anos.

Em nota, a Ferj informa que “no âmbito esportivo, Celso ganhou destaque como presidente da Unimed durante o período em que a empresa foi parceira do time das Laranjeiras, de 1999 a 2014. O dirigente também “ficou conhecido por viabilizar a contratação de grandes nomes para compor o elenco tricolor, incluindo jogadores como Romário, Edmundo, Fred, Conca, Deco e outros craques que deixaram sua marca no time ao longo dos anos”, conclui a nota.

 



EBC

Enem 2025: pausa nos estudos e foco na logística até a hora do exame


Sábado de feriado nacional de Proclamação da República, neste 15 de novembro. Enquanto muita gente descansa, os milhões de participantes do Exame Nacional do Ensino Médio de 2025 vivem as últimas 24 horas antes do segundo dia de provas, na tarde deste domingo (16), quando vão encarar 90 questões, sendo 45 de matemática e outras 45 de ciências da natureza, que englobam as áreas de química, física e biologia.

Especialistas aconselham que este o momento final é a hora exata de dar um “Pause” nos estudos e apertar o botão “Start” na logística de deslocamento e preparação do que vai levar para a sala de aplicação do Enem. Somente, depois, é chegada a hora de relaxar antes do Enem.

O estudante de Brasília, João Pedro Pinheiro Oliveira, de 17 anos, é um dos mais de 4,8 milhões de inscritos confirmados no exame nacional. João entende que, na reta final, não é hora de estudar mais nada na tentativa de aprender algo. O que ele tinha que aprender foi durante o ano de preparação.

“Vou somente ver um vídeo ou outro que me ajude em um macete final”, exemplifica.

O jovem deseja cursar a graduação de Administração e, apesar de considerar que foi bem na prova do último domingo (9), agora, para o segundo dia, ele se diz ainda mais confiante.


Brasília (DF) 14/11/2025 –  Último dia antes do segundo dia de provas do Enem
Foto: João Pedro Pinheiro Oliveira/Arquivo pessoal

Último dia antes do segundo dia de provas do Enem Foto:João Pedro Pinheiro Oliveira/Arquivo pessoal

“Eu tenho mais dificuldade em humanas do que em exatas. É a questão de ciências da saúde eu acho mais difícil. Mas, em matemática eu sou bom. Quero ter muitos acertos nesta disciplina.”

Como estratégia, quando João estiver frente a frente com o caderno de provas, João quer na Teoria de Resposta ao Item (TRI), adotada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para pontuar o desempenho final de cada candidato.

 “Tentarei focar nas questões mais fáceis por causa da TRI, sempre começar com calma, respirando e tomando cuidado com isso.”

Tranquilidade de quem estudou

Para a colega de escola de ensino médio do João, a estudante Sofia Biacchi Emanuelli Hardt, de 17 anos, o Enem é o principal processo seletivo para ter acesso ao ensino superior, principalmente, porque ela pretende usar a nota final das provas para estudar fora da capital federal.

Desde o início do ano, tenho focado nas matérias que mais caem no Enem e, agora, para esse último mês fiz somente uma revisão pontual e dediquei a sexta-feira para uma última revisão de fórmulas, porque tenho medo de esquecê-las no meio da prova. Amanhã, vou ficar tranquila”, disse a estudante.

Sofia ainda não escolheu o que irá cursar na universidade, somente tem a certeza que será um curso da área de área de humanas. E uma das estratégias que ela adotou para ficar bem psicologicamente para o segundo dia de provas foi não conferir o gabarito oficial das provas realizadas no domingo passado (9) e divulgado nesta quinta-feira (13).


Brasília (DF) 14/11/2025 –  Último dia antes do segundo dia de provas do Enem
Foto: Sofia Biacchi Emanuelli Hardt/Arquivo pessoal

Estudante não escolheu o curso Foto: Sofia Biacchi Emanuelli Hardt/Arquivo pessoal

“Nem corrigi a primeira prova, porque se tiver ido mal ou pior do que eu penso que eu iria para a segunda prova com pesar. Mas, estou confiante porque eu acho que eu fui bem na primeira prova e a segunda não é a que eu preciso ir melhor. Então, estou tranquila.”

Palavra de quem entende

Na escola de onde estudam, João e Sofia foram orientados, entre outros, pelo professor de química, Samuel Ribeiro, que conhece bem a rotina da boa preparação durante todo o ensino médio até a véspera dos dois dias do Enem.

Para o docente, a prioridade deve ser o descanso, como destacado pelos dois concluintes do ensino médio.

“O candidato não deve se esquecer de descansar antes da prova para chegar menos ansioso e com a cabeça mais tranquila para fazer a prova. Nada de chegar muito afobado”, prega o professor Samuel Ribeiro.

“Kit sobrevivência”

Sábado é dia dos candidatos separarem pelo menos duas canetas pretas de material transparente, o documento oficial e original com foto e se planejarem para chegar com tranquilidade ao local de prova, o mesmo do primeiro dia de provas. As dicas estão na rede social do Inep

O objetivo é evitar qualquer tipo de imprevisto ou ter tempo suficiente para solucionar possíveis problemas de última hora.

É recomendável também levar o Cartão de Confirmação de Inscrição impresso. O documento tem o endereço e o número certo da sala de prova.

O candidato também deve ensacar lanches leves e práticos e garrafa de água em material transparente, sem rótulo, para se hidratar. A estudante Sofia escolheu chocolate e sucos de uva e de laranja, como fonte de energia para se dedicar integralmente às respostas da prova.

“No domingo de manhã, estarei completamente relaxada para ir para a prova tranquila. Com caneta, documento, chocolatinho e um suco gostoso”, diz confiante.

Nesta véspera do Enem, os participantes devem confirmar o tempo de deslocamento até o local da prova e calcular uma boa margem de segurança, afinal, os portões serão fechados pontualmente às 13 horas, no horário de Brasília, em todos os locais de prova do país. Portanto, a orientação é chegar cedo!

Diante das 90 questões

O professor de química, Samuel Ribeiro, declara que, dentro da sala de aplicação do Enem, diante do caderno de provas, não é momento de desespero. Reconhecer os assuntos que o candidato tem mais familiaridade ajudará a tranquilizar o candidato  nesta trajetória de cinco horas de provas.

“Lembre-se de passar aquele olho geral na prova e ver quais são as questões que já sabe fazer. Isso já representa um ponto bom para se tranquilizar.”

Mais uma estratégia é priorizar aquelas questões que são mais fáceis de fazer para agilizar a solução das questões.

Mas, atenção: “Nem sempre aquelas questões que o candidato sabe fazer, serão as questões também mais rápidas, Por isso, também tem que ter uma estratégia conta para isso”, chama à atenção o professor.

Por fim, a dica de ouro é sempre ler muito atentamente as questões. “Há muitas questões ali, principalmente de estatística, que é o caso de química, que trazem alguns assuntos que a gente tem como garimpar, no texto referente à questão.”

Enem 2025

Neste domingo, os portões abrem às 12 horas e fecham às 13 horas, no horário de Brasília.

As provas começam a ser aplicadas às 13h30 e se encerram às 18h30 (meia hora mais cedo em relação ao primeiro domingo).

A saída dos participantes será autorizada a partir das 15h30, sem a prova.

Já aqueles que quiserem levar consigo o caderno de questões poderão deixar o local de prova a partir das 18h, 30 minutos antes do final da aplicação regular.

 





EBC

Marcha pelo Clima reúne 70 mil e leva força amazônica às ruas de Belém


Máscaras de Chico Mendes e do cacique Raoni. Alegoria de boitatá. Carros de som alternando entre discursos políticos, ritmos de carimbó e brega. A Marcha Mundial pelo Clima ocupou neste sábado (15) as ruas de Belém com uma amostra expressiva da diversidade cultural e social do povo amazônico.

Segundo os organizadores, pelo menos 70 mil pessoas estiveram presentes na manifestação, que saiu do Mercado de São Brás, no centro histórico, até a Aldeia Cabana. Um trajeto de aproximadamente 4,5 km feito sob um sol forte de 35°C. Nada mais representativo para um ato que denuncia a falta de decisões efetivas de combate à emergência climática na 30° Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

A marcha foi organizada por integrantes da Cúpula dos Povos e da COP das Baixadas, e teve a participação de representantes de organizações de todos os continentes, de povos tradicionais e das comunidades paraenses.

“Estamos aqui com todos os povos do mundo e movimentos sociais para um grito de alerta sobre as ameaças e os ataques aos territórios, e contra defensores e defensoras dos direitos humanos e do meio ambiente. Precisamos que órgãos oficiais e a ONU reconheçam que, para ter transição justa, é preciso proteger quem protege a floresta”, disse Darcy Frigo, do Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH) e da comissão política da Cúpula dos Povos.

“Queremos expressar todas as demandas que têm surgido durante a Cúpula dos Povos. Queremos denunciar as falsas soluções para as mudanças climáticas, como fundos de financiamento para florestas. Pedimos para não explorarem petróleo na Amazônia e para não proliferar os combustíveis fóseis em todo o mundo”, disse Eduardo Giesen, coordenador na América Latina da Global Campaign to Demand Climate Justice.

 


Belém (PA), 14/11/2025 - Marcha Global pelo Clima, evento paralelo à COP30. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Marcha Global pelo Clima. COP30, por Bruno Peres/Agência Brasil

As ministras do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, subiram no carro principal da marcha para manifestar apoio ao ato pelo clima. Marina destacou o caráter mais popular da COP que é realizada no Brasil.

“Depois de outras COPs, em que as manifestações sociais ocorriam apenas dentro de espaços oficiais da ONU, no Brasil, no Sul Global, em uma democracia consolidada, podemos ocupar as ruas. A COP30 permite o encontro das periferias, das águas, das cidades, dos campos, das florestas. Lugares que enfrentam as mudanças do clima. Em que pesem nossos desafios e contradições, temos que fazer um mapa do caminho para transição justa e encerrar a dependência dos combustíveis fosséis”, disse Marina.

Força cultural

Um dos exemplos das tradições locais de cultura e organização social presentes no ato em Belém foi o Arraial do Pavulagem, grupo que divulga a música popular paraense e amazônica, misturando elementos regionais. O coordenador do Pavulagem, Júnior Soares, entende que é impossível falar de tradições culturais urbanas, sem abordar os extremos climáticos.

“Nós temos 38 anos de construção desse grupo e das apresentações de rua na região de Belém. E as condições ambientais do lugar onde a gente vive sempre foram importantes para nós. Estamos na marcha com uma representação dos nossos brincantes, nos somando a essa luta para pedir um olhar especial do mundo pela Amazônia e para os povos que vivem aqui”, disse Soares.

Marciele Albuquerque, indígena Munduruku, ativista e cunhã-poranga do Boi Caprichoso, foi às ruas para defender a demarcação de terras dos povos tradicionais como política climática.

“A marcha é central para as nossas demandas, porque tem povos, vozes e línguas do mundo inteiro. Uma diversidade cultural muito grande para mostrar a nossa força tanto nas ruas como para o mundo. Nós estamos no centro de todas as discussões na COP30 aqui em Belém, defendendo as pessoas que vivenciam a Amazônia e que pagam pelas consequências climáticas das quais não são responsáveis”, disse Marciele.

Na marcha deste sábado, chamou a atenção uma cobra de 30 metros, com a frase: “Financiamento direto para quem cuida da floresta”. A escultura é resultado de um trabalho coletivo de 16 artistas de Santarém, criada em 15 dias de produção, e apoiada pelo movimento Amazônia de Pé. Construída em parceria com a Aliança dos Povos pelo Clima, a obra apoia a campanha “A gente cobra”, que exige o financiamento direto para as populações que vivem na floresta amazônica.

Movimentos sociais

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) trouxe a demanda social por moradia, relacionada aos problemas climáticos. Segundo Rud Rafael, coordenador nacional do MTST, a questão ambiental tem ganhado cada vez mais centralidade nas pautas do movimento.

“Não tem como pensar mais a questão da moradia, sem pensar a questão ambiental. A gente teve no Rio Grande do Sul, por exemplo, um evento climático extremo que impactou mais de 600 mil pessoas. Não tem como pensar mais a questão da moradia só pelo déficit habitacional, quando cada evento climático extremo gera milhares e, às vezes, milhões de impactados. A ideia é colocar a periferia no centro das soluções”, disse Rud.

O ato contou com manifestantes de diferentes organizações internacionais. Kwami Kpondzo, de Togo, na África, veio como representante da Global Forest Coalition, e defendeu a união de todos os movimentos populares como forma de lidar com os problemas ambientais globais.

“Estamos aqui para dar apoio às pessoas impactadas pelas mudanças climáticas, pela degradação florestal, pela mineração, pelo desmatamento. Queremos nos posicionar na marcha contra o capitalismo e o colonialismo. Estamos muito felizes porque as pessoas juntas têm poder e são capazes de mudar esse sistema que destrói o nosso planeta”, disse Kpondzo.

 



EBC

Pará Mais Sustentável terá R$ 81,2 mi do Fundo Amazônia


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Governo do Pará anunciaram nesta sexta-feira (14), na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), a aprovação do projeto Pará Mais Sustentável, no valor de R$ 81,2 milhões, com recursos do Fundo Amazônia. A iniciativa será executada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas).

O projeto beneficiará 27 municípios das Regiões de Integração do Baixo Amazonas e Xingu, que correspondem a aproximadamente 56% do território paraense. Entre eles estão Alenquer, Almeirim, Altamira, Anapu, Aveiro, Belterra, Brasil Novo, Curuá, Faro, Juruti, Marabá, Medicilândia, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Novo Repartimento, Óbidos, Oriximiná, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Prainha, Santarém, São Félix do Xingu, Senador José Porfírio, Terra Santa, Uruará e Vitória do Xingu.

Serão executadas ações voltadas à regularização ambiental e fundiária, ao fortalecimento da sociobioeconomia e ao desenvolvimento socioeconômico de baixo carbono no estado, atingindo prioritariamente pequenos agricultores familiares, comunidades quilombolas, cooperativas e associações produtivas ligadas às cadeias da sociobiodiversidade. O prazo de execução é cinco anos.

Segundo o BNDES, entre as ações estão o apoio à inscrição e à retificação de Cadastros Ambientais Rurais (CARs) e à regularização fundiária de imóveis rurais e territórios quilombolas; o fortalecimento das instituições públicas responsáveis pela assistência técnica e extensão rural, pela regularização ambiental e pelo fomento a atividades produtivas sustentáveis.

Também estão previstos o suporte a bionegócios desenvolvidos por organizações socioprodutivas do território, a realização de capacitações, campanhas de sensibilização e eventos integradores, entre eles duas Feiras de Negócios regionais. O projeto implantará ainda Unidades Demonstrativas de Referência Tecnológica para difusão de soluções voltadas às cadeias da bioeconomia regional.

A expectativa é que o projeto resulte no aumento do número de CARs aptos à validação e o avanço da regularização fundiária de imóveis da agricultura familiar e de territórios quilombolas, além do fortalecimento da atuação de agentes públicos envolvidos na agenda ambiental para ampliar a dinâmica das cadeias da sociobiodiversidade, estimulando novos produtos, agregando valor e contribuindo para elevar e manter a renda das comunidades locais.

“O projeto beneficia agricultores familiares, comunidades quilombolas, cooperativas e associações das cadeias da sociobiodiversidade”, detalhou.

“Ele reúne regularização ambiental e fundiária, fortalecimento de órgãos públicos, assistência técnica e fomento a atividades produtivas sustentáveis. A iniciativa vai dinamizar e alavancar cadeias da sociobiodiversidade, ampliar a agregação de valor, estimular novos produtos e fortalecer a geração e manutenção de renda nas comunidades locais”, afirmou a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

O Fundo Amazônia foi criado em 2008 e se tornou o principal mecanismo de cooperação internacional para o clima no Brasil, combinando proteção florestal, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida na Amazônia Legal. A partir da retomada das doações em 2023, após quatro anos de paralisação, o Fundo passou de três doadores para nove. Entraram no Fundo União Europeia, Suíça, EUA, Reino Unido, Dinamarca e outros parceiros que se somam aos contribuintes históricos, Noruega e Alemanha.

“Estamos imprimindo uma nova velocidade ao Fundo Amazônia. A urgência climática e as demandas da região exigem ações em outra escala com impacto concreto no território. Saímos de uma média histórica de R$ 300 milhões por ano para R$ 1,2 bilhão, quatro vezes mais, com projetos estruturados e transformadores. Hoje celebramos mais uma dessas iniciativas. O projeto com o governo do Pará se tornou uma referência e inspira soluções para os demais estados da Amazônia”, ressaltou Campello.

Segundo o BNDES, o Fundo Amazônia beneficiou, desde sua criação, aproximadamente 260 mil pessoas, apoiou 144 projetos e fortaleceu mais de 600 organizações comunitárias em toda a região. A iniciativa já alcançou 75% dos municípios da Amazônia Legal e contratou R$ 1,6 bilhão adicionais apenas no período pós-retomada, entre 2023 e 2025. O fundo é coordenado pelo MMA e operacionalizado pelo BNDES, contribuindo diretamente para o cumprimento das metas climáticas brasileiras, dos compromissos do Acordo de Paris e dos objetivos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).

Os recursos do fundo impulsionam ações de combate ao desmatamento, de gestão territorial e fortalecimento institucional, de bioeconomia e cadeias produtivas sustentáveis, além de iniciativas de geração de renda. Também apoiam a proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais e ampliam investimentos em monitoramento, pesquisa e inovação ambiental.

 



EBC

Sesi-SP conquista Campeonato Brasileiro de vôlei sentado feminino


O Sesi-SP conquistou o título do Campeonato Brasileiro de vôlei sentado feminino após derrotar o Aspaego-GO pelo placar de 3 sets a 1 (parciais de 25/14, 21/25, 25/18 e 25/15), na última sexta-feira (14) no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. Esta foi a 19ª oportunidade na qual a equipe paulista ficou no lugar mais alto do pódio da competição.

“Jogar contra a equipe da Aspaego-GO é sempre um desafio. Sempre querem jogar bem para ganhar de nós. Mas nós tivemos resiliência tanto no primeiro, como no segundo jogo, para construir essa vitória, para conquistar esse título”, declarou o técnico Saulo José da Silva.

Nesta edição do Brasileiro de vôlei sentado, o Sesi-SP fez uma grande campanha, vencendo todas as partidas e perdendo apenas um set, justamente na decisão contra a Aspaego-GO. “É muito importante ver o desenvolvimento da modalidade desde 2006 até agora. Então estou muito feliz. Foi um jogo muito bacana de ser visto, com várias jogadas, ralis e momentos tensos, mas conseguimos sair vitoriosas”, declarou a paulista Suellen Dellangelica Lima, que participou de todas as 19 conquistas da equipe paulista.





EBC

Por unanimidade, STF torna Eduardo Bolsonaro réu por atuação nos EUA


Por unanimidade, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram tornar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) réu pelo crime de coação no curso do processo, por sua atuação no Estados Unidos, onde reside desde março deste ano. Neste sábado (15), a ministra Cármen Lúcia fez seu voto no plenário virtual para aceitar a denúncia e, agora, deve ser aberta ação penal contra Eduardo.

Em setembro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do parlamentar junto às autoridades estadunidenses para fazer pressão sobre julgamento que condenou seu pai por tentativa de golpe de Estado. Nos últimos meses, o governo de Donald Trump aplicou sanções como o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e ministros do STF e sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes.

A investigação contra Eduardo Bolsonaro foi conduzida pela Polícia Federal que indiciou o parlamentar.

Com a decisão do STF, o próximo passo será a abertura de uma ação penal. Durante a instrução do processo, o deputado poderá indicar testemunhas, apresentar provas de inocência e pedir diligências específicas que sejam interessantes para sua defesa.

Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato por 120 dias e foi morar nos Estados Unidos com a família, sob a alegação de perseguição política. Desde dia 20 de julho, quando a licença terminou, o deputado não comparece às sessões e poderá ser cassado por faltas.

Julgamento

O julgamento no Plenário Virtual do STF começou às 11h desta sexta-feira (14) e, no fim do dia, os ministros já formaram maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu. Para o relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, existem provas de que o deputado participou das articulações para o governo dos Estados Unidos aplicar as sanções.

 “A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entradas de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este ministro relator”, diz no relatório.

Acompanharam o voto do relator os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin e, hoje, a ministra Cármen Lúcia. Apesar de os quatro ministros da Primeira Turma já terem votado pelo recebimento da denúncia, a análise vai até 25 de novembro, quando eles ainda podem mudar de voto, pedir vista ou levar o caso ao plenário.

A turma está com apenas quatro ministros. Com saída de Luiz Fux para a Segunda Turma do STF, uma cadeira está vaga e só será preenchida após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar um ministro para suceder Luís Roberto Barroso, que se aposentou.

Defesa

Ainda nesta sexta-feira, pelas redes sociais, Eduardo Bolsonaro classificou o voto de Moraes como “caça às bruxas”.

“Moraes vota para me tornar réu. Outros candidatos anti-establishment, como o próprio Jair Bolsonaro, e favoritos ao Senado sofrerão a mesma perseguição. É o sistema se reinventando para sobreviver. Tudo que sei é via imprensa, já que jamais fui citado. Por que Moraes não usa os canais oficiais com os EUA?”, escreveu.

A defesa de Eduardo Bolsonaro foi feita pela Defensoria Pública da União (DPU). Durante a investigação, Moraes determinou a notificação do deputado, mas ele não constituiu advogado nem apresentou defesa.

No fim de outubro, a DPU pediu a rejeição da denúncia, argumentando que o deputado não é autor das sanções e que suas manifestações são “exercício legítimo da liberdade de expressão e do mandato parlamentar”.

 



EBC

Polícia Civil do RJ vai devolver 1.600 celulares recuperados aos donos


A Polícia Civil do Rio vai entregar aos proprietários 1.600 celulares recuperados no Rio de Janeiro. As vítimas de aparelhos roubados ou furtados receberão de volta seus bens, na próxima terça-feira (18). Esta é mais uma etapa da Operação Rastreio, a maior iniciativa já realizada no estado para combater a cadeia criminosa envolvida em roubos, furtos e receptação de aparelhos telefônicos.

Desde o início da operação, mais de 10 mil celulares já foram recuperados, com cerca de 2.800 restituídos aos verdadeiros donos. A operação também resultou na prisão de mais de 700 criminosos, entre assaltantes à mão armada, ladrões que furtam às vítimas, principalmente nas ruas e receptadores de aparelhos.

As vítimas já estão sendo contatadas por ligação ou mensagem de WhatsApp, por meio dos telefones funcionais das delegacias policiais, para comparecer aos pontos de entrega previamente informados. A restituição ocorre em todas as regiões do estado.

A iniciativa reforça o compromisso em garantir a restituição dos bens subtraídos e desarticular o comércio ilegal de celulares, que alimenta diferentes práticas criminosas. Além de recuperar aparelhos, a operação tem ampliado a responsabilização de receptadores e intermediários que sustentam o mercado ilícito.

Em julho, a Polícia Civil fez a primeira grande entrega de aparelhos recuperados, quando 1.400 celulares voltaram às mãos dos donos. Com esse novo evento simbólico, a instituição reforça seu compromisso com a população fluminense.

A Polícia Civil orienta os consumidores a adquirirem aparelhos somente em locais de confiança, exigirem nota fiscal e desconfiarem de preços muito abaixo do mercado.



EBC

Museu da Língua Portuguesa abre hoje exposição sobre o funk


A exposição FUNK: Um grito de ousadia e liberdade será aberta neste sábado (15), no Museu da Língua Portuguesa, na capital paulista. Concebida originalmente pelo Museu de Arte do Rio (MAR), onde ficou 1 ano e 6 meses em cartaz, a mostra registra a influência do funk sobre a língua, as artes visuais e a moda, com acervo incorporado sobre o funk paulista.

São 473 obras e itens de acervo, entre pinturas, fotografias e registros audiovisuais. A proposta da curadoria é apresentar a história do funk para além da sonoridade, evidenciando a origem urbana e periférica do movimento cultural, e os seus desdobramentos estéticos, sociais e políticos. A mostra fica em cartaz até agosto de 2026.

“Essa é uma exposição para todas as pessoas, sejam funkeiras ou não. Ela vai trazer uma perspectiva do funk para além do [estilo musical], vai trazer o funk enquanto cultura. É uma oportunidade para mostrar também as várias linguagens que existem de arte dentro do movimento funk”, explica Renata Prado, curadora da exposição em São Paulo. 

Renata é pesquisadora da cultura funk e relações étnico-raciais, idealizadora da Frente Nacional de Mulheres no Funk.


Rio de Janeiro (RJ), 29/09/2023 - Exposição “FUNK: Um grito de ousadia e liberdade”, no Museu de Arte do Rio (MAR), região portuária da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

Exposição FUNK: Um grito de ousadia e liberdade, no Museu de Arte do Rio (MAR) – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A abordagem da mostra se estende à presença do funk em diversas dimensões e práticas culturais, especialmente no campo das artes visuais contemporâneas. A curadoria ressalta que o funk é uma referência de visualidade, alteridade e de forma. 

Entre os artistas brasileiros contemporâneos na mostra estão Panmela Castro, Rafa Bqueer, Marcela Cantuária, Maxwell Alexandre e Rafa Black.

A obra de Tiago Furtado mostra a relação do Rap e do Funk na comunidade paulistana com prédios do centro histórico de São Paulo ao fundo. Já Markus CZA destaca, em um de seus quadros, movimentos negros inseridos no contexto do paulista.    

“É muito importante ações como essa, de espaços institucionais reconhecerem e abraçarem a cultura funk. É um espaço que, por muitos anos, nos foi negado. Hoje temos uma política cultural muito abrangente a ponto de receber uma exposição com a temática do funk no Museu da Língua Portuguesa”, destacou Markus CZA ao ressaltar a importância para que movimentos contemporâneos ocupem os grandes museus.

A curadora Renata Prado lembra que o funk tem origem em uma cultura da juventude da periferia. “É uma juventude que por muito tempo ficou calada. A gente está falando de uma juventude que historicamente tem dificuldade de se manifestar e hoje essa juventude está ocupando museus através da sua arte”, disse.


Rio de Janeiro (RJ), 29/09/2023 - Exposição “FUNK: Um grito de ousadia e liberdade”, no Museu de Arte do Rio (MAR), região portuária da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

Obra da exposição FUNK: Um grito de ousadia e liberdade, no Museu de Arte do Rio (MAR) – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Contexto histórico

As obras em exposição ajudaram a contar a história do funk desde sua gênese nos bailes black, que começaram a acontecer no Rio de Janeiro e em São Paulo no fim dos anos 1960, a partir da ancestralidade negra já presente nas eras Soul e Black Music. 

Nesses espaços de lazer da juventude negra, entraram para a história eventos como o show do cantor norte-americano James Brown, na festa Chic Show, no ginásio do Palmeiras. Realizada em novembro de 1978, a festa atraiu cerca de 22 mil pessoas e é interpretada por artistas contemporâneos em telas produzidas para a exposição.   

Fotografias de acervos pessoais de dançarinos, músicos e outros profissionais envolvidos ou que influenciaram esse movimento musical fazem parte da exposição. Entre as imagens, estão nomes como Jair Rodrigues com os Originais do Samba, Nelson Triunfo, Gerson King Combo e Lady Zu.



EBC

Tribunal dos Povos condena Estados e empresas por ecogenocídio


O Tribunal Autônomo e Permanente dos Povos contra o Ecogenocídio, órgão simbólico montado durante a COP30 por movimentos sociais, divulgou uma sentença que condena Estados e grandes empresas por violações sistemáticas contra povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e a natureza.

A decisão, apresentada como um ato político baseado na autoridade ancestral dos povos, afirma que o mundo vive “uma guerra entre modos de vida”: o modelo colonial que expropria corpos e territórios, e o modo ancestral que reconhece a Terra como “viva, diversa, Mãe e digna de respeito”.

A sentença reúne denúncias apresentadas por promotores populares, vítimas, testemunhas e especialistas de diferentes países na estrutura provisória montada na sede do Ministério Público Federal, em Belém, nesta quinta (13) e sexta-feira (14). Entre os 21 casos julgados estão violações na Amazônia, na Palestina ocupada, em Bangladesh e em territórios camponeses da América Latina e África. As denúncias incluem destruição de manguezais, dragagem de rios, expansão do agronegócio, projetos de mineração e hidrovias, pulverização aérea de agrotóxicos, desmatamento, grilagem, trabalho escravo e remoções forçadas.

Segundo o Tribunal, as violações não são episódios isolados, mas parte de um projeto político “colonial, racista e patriarcal” que transforma a natureza em patrimônio a ser explorado, favorecendo grandes corporações e setores financeiros. Por isso, o documento condena formalmente os Estados do Brasil, Bangladesh, Chile, Colômbia, Bolívia, Guiné-Bissau e Israel.

Também responsabiliza mais de 800 empresas — entre elas Cargill, Bunge, Amaggi, JBS, Enel, Norte Energia, Minerva e Louis Dreyfus — e instituições financeiras como BNDES, Banco Mundial, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e JPMorgan Chase.

A sentença exige uma série de reparações urgentes, incluindo o reconhecimento dos direitos territoriais, a demarcação imediata de terras indígenas, a garantia do direito à consulta prévia, livre, informada e de boa-fé, a realização de uma reforma agrária ampla e popular e a revogação do Decreto Federal 12.600/2025, que permite a desestatização de hidrovias.

Também pede investigação criminal das violações, localização de desaparecidos, fortalecimento da proteção a defensores de direitos humanos e nulidade de qualquer projeto que afete territórios tradicionais sem consulta.

O documento afirma que as reparações são necessárias para enfrentar “violências que atentam contra a própria Mãe Terra” e ressalta que povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais são guardiões de territórios essenciais à preservação dos ecossistemas.

A sentença é apresentada como um ato simbólico e político que busca inspirar ações futuras. “Esta sentença é mais que decisão: é canto, é tambor, é lamparina acesa na vigília dos povos”, registra o texto.

A decisão foi assinada por um conselho composto por lideranças indígenas, quilombolas, pesquisadores, juristas e defensores dos territórios, entre eles Cacique Ramon Tupinambá, Aiala Colares de Oliveira Couto, Iyalasé Yashodhan Abya Yala Muzunguè CoMPaz, Girolamo Treccani, Itahu Ka’apor, Andréia Macedo Barreto, Marcela Vecchione-Gonçalves, Luiz Felipe de Alencastro, Eliete Paraguassu, Helena de Souza Rocha e Nô Recursos.

 



EBC

Rio de Janeiro sedia a primeira Cúpula Quilombola do Clima


A cidade do Rio de Janeiro sedia, neste sábado (15), a primeira Cúpula das Vozes Quilombolas pelo Clima. O evento, que ocorre paralelamente à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém, reunirá pelo menos 15 lideranças quilombolas e será aberto ao público.  

A cúpula é promovida pela Associação Estadual das Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (Acquilerj) e pela organização não governamental Koinonia e será realizada na Fundição Progresso, na região central do Rio. 

“O que a gente sempre vê é que, nessas pautas ocidentais, as comunidades negras tradicionais acabam não tendo tanta visibilidade quanto outros grupos de comunidades tradicionais, como os povos originários”, afirma a diretora executiva de Koinonia, Ana Gualberto.

Para ela, é necessário compreender que todas as comunidades tradicionais têm um papel importante para a manutenção da diversidade no Brasil e no mundo.

Segundo o Censo 2022, o Brasil tem 1,33 milhão de quilombolas divididos em 1,7 mil municípios. No Rio de Janeiro, apenas três territórios têm titulação oficial, porém segundo a Acquilerj esse número é maior, chegando a 54. A estimativa é que cerca de 20 mil pessoas vivem nesses territórios. 

Ana Gualberto destaca que a questão territorial é a principal demanda a ser discutida no sábado e afirma que, sem a titulação de territórios, não há possibilidade de garantia e de vivência de direito pleno.

“Você vai ter questões urgentes de saneamento básico, de acesso à água de qualidade, de acesso a direitos de saúde, de educação, de garantia da sua cultura. Então, as demandas são diversas, mas todas elas perpassam pela garantia do território”. 

Além das 15 lideranças quilombolas, alguns representantes da Defensoria Pública da União já confirmaram presença na cúpula. O evento é gratuito e começa às 9h, basta apenas retirar o ingresso no site.

COP30

De acordo com a presidente da Acquilerj, Bia Nunes, a cúpula surgiu da falta de espaço dos territórios quilombolas em grandes centros de debate sobre preservação ambiental. Ela acredita que a realização da COP30 no Brasil seja um ótimo momento para trazer visibilidade ao tema. 

“Sabendo que a COP30 teria um esvaziamento muito grande, muito forte, da população quilombola, a gente se organizou e se movimentou para fazer esse momento de escuta das nossas vozes”, diz. 

A organização espera que a mensagem da primeira Cúpula Quilombola do Clima possa chegar às autoridades em Belém, e à toda sociedade civil, para unir forças no combate às mudanças climáticas. 

“Para que essa sociedade brasileira saiba que existe uma população, que é a população quilombola, que está nos seus territórios fazendo toda a preservação, mas também sofrendo os impactos ambientais causados pela especulação imobiliária, pela invasão das grandes empresas e da falta de política pública”, finaliza Nogueira. 

*Estagiária sob a supervisão da jornalista Mariana Tokarnia. 



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