Tribunal dos Povos condena Estados e empresas por ecogenocídio


O Tribunal Autônomo e Permanente dos Povos contra o Ecogenocídio, órgão simbólico montado durante a COP30 por movimentos sociais, divulgou uma sentença que condena Estados e grandes empresas por violações sistemáticas contra povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e a natureza.

A decisão, apresentada como um ato político baseado na autoridade ancestral dos povos, afirma que o mundo vive “uma guerra entre modos de vida”: o modelo colonial que expropria corpos e territórios, e o modo ancestral que reconhece a Terra como “viva, diversa, Mãe e digna de respeito”.

A sentença reúne denúncias apresentadas por promotores populares, vítimas, testemunhas e especialistas de diferentes países na estrutura provisória montada na sede do Ministério Público Federal, em Belém, nesta quinta (13) e sexta-feira (14). Entre os 21 casos julgados estão violações na Amazônia, na Palestina ocupada, em Bangladesh e em territórios camponeses da América Latina e África. As denúncias incluem destruição de manguezais, dragagem de rios, expansão do agronegócio, projetos de mineração e hidrovias, pulverização aérea de agrotóxicos, desmatamento, grilagem, trabalho escravo e remoções forçadas.

Segundo o Tribunal, as violações não são episódios isolados, mas parte de um projeto político “colonial, racista e patriarcal” que transforma a natureza em patrimônio a ser explorado, favorecendo grandes corporações e setores financeiros. Por isso, o documento condena formalmente os Estados do Brasil, Bangladesh, Chile, Colômbia, Bolívia, Guiné-Bissau e Israel.

Também responsabiliza mais de 800 empresas — entre elas Cargill, Bunge, Amaggi, JBS, Enel, Norte Energia, Minerva e Louis Dreyfus — e instituições financeiras como BNDES, Banco Mundial, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e JPMorgan Chase.

A sentença exige uma série de reparações urgentes, incluindo o reconhecimento dos direitos territoriais, a demarcação imediata de terras indígenas, a garantia do direito à consulta prévia, livre, informada e de boa-fé, a realização de uma reforma agrária ampla e popular e a revogação do Decreto Federal 12.600/2025, que permite a desestatização de hidrovias.

Também pede investigação criminal das violações, localização de desaparecidos, fortalecimento da proteção a defensores de direitos humanos e nulidade de qualquer projeto que afete territórios tradicionais sem consulta.

O documento afirma que as reparações são necessárias para enfrentar “violências que atentam contra a própria Mãe Terra” e ressalta que povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais são guardiões de territórios essenciais à preservação dos ecossistemas.

A sentença é apresentada como um ato simbólico e político que busca inspirar ações futuras. “Esta sentença é mais que decisão: é canto, é tambor, é lamparina acesa na vigília dos povos”, registra o texto.

A decisão foi assinada por um conselho composto por lideranças indígenas, quilombolas, pesquisadores, juristas e defensores dos territórios, entre eles Cacique Ramon Tupinambá, Aiala Colares de Oliveira Couto, Iyalasé Yashodhan Abya Yala Muzunguè CoMPaz, Girolamo Treccani, Itahu Ka’apor, Andréia Macedo Barreto, Marcela Vecchione-Gonçalves, Luiz Felipe de Alencastro, Eliete Paraguassu, Helena de Souza Rocha e Nô Recursos.

 



EBC

Rio de Janeiro sedia a primeira Cúpula Quilombola do Clima


A cidade do Rio de Janeiro sedia, neste sábado (15), a primeira Cúpula das Vozes Quilombolas pelo Clima. O evento, que ocorre paralelamente à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém, reunirá pelo menos 15 lideranças quilombolas e será aberto ao público.  

A cúpula é promovida pela Associação Estadual das Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (Acquilerj) e pela organização não governamental Koinonia e será realizada na Fundição Progresso, na região central do Rio. 

“O que a gente sempre vê é que, nessas pautas ocidentais, as comunidades negras tradicionais acabam não tendo tanta visibilidade quanto outros grupos de comunidades tradicionais, como os povos originários”, afirma a diretora executiva de Koinonia, Ana Gualberto.

Para ela, é necessário compreender que todas as comunidades tradicionais têm um papel importante para a manutenção da diversidade no Brasil e no mundo.

Segundo o Censo 2022, o Brasil tem 1,33 milhão de quilombolas divididos em 1,7 mil municípios. No Rio de Janeiro, apenas três territórios têm titulação oficial, porém segundo a Acquilerj esse número é maior, chegando a 54. A estimativa é que cerca de 20 mil pessoas vivem nesses territórios. 

Ana Gualberto destaca que a questão territorial é a principal demanda a ser discutida no sábado e afirma que, sem a titulação de territórios, não há possibilidade de garantia e de vivência de direito pleno.

“Você vai ter questões urgentes de saneamento básico, de acesso à água de qualidade, de acesso a direitos de saúde, de educação, de garantia da sua cultura. Então, as demandas são diversas, mas todas elas perpassam pela garantia do território”. 

Além das 15 lideranças quilombolas, alguns representantes da Defensoria Pública da União já confirmaram presença na cúpula. O evento é gratuito e começa às 9h, basta apenas retirar o ingresso no site.

COP30

De acordo com a presidente da Acquilerj, Bia Nunes, a cúpula surgiu da falta de espaço dos territórios quilombolas em grandes centros de debate sobre preservação ambiental. Ela acredita que a realização da COP30 no Brasil seja um ótimo momento para trazer visibilidade ao tema. 

“Sabendo que a COP30 teria um esvaziamento muito grande, muito forte, da população quilombola, a gente se organizou e se movimentou para fazer esse momento de escuta das nossas vozes”, diz. 

A organização espera que a mensagem da primeira Cúpula Quilombola do Clima possa chegar às autoridades em Belém, e à toda sociedade civil, para unir forças no combate às mudanças climáticas. 

“Para que essa sociedade brasileira saiba que existe uma população, que é a população quilombola, que está nos seus territórios fazendo toda a preservação, mas também sofrendo os impactos ambientais causados pela especulação imobiliária, pela invasão das grandes empresas e da falta de política pública”, finaliza Nogueira. 

*Estagiária sob a supervisão da jornalista Mariana Tokarnia. 



EBC

EUA reduzem tarifas para café, laranja, carne bovina e outros produtos


A Casa Branca emitiu nesta sexta-feira (14) um decreto do presidente Donald Trump para isentar determinados produtos agrícolas de tarifas recíprocas, que estão em vigor desde abril.

De acordo com nota publicada pela Casa Branca, entre os produtos que deixarão de estar sujeitos às tarifas recíprocas estão: café e chá; frutas tropicais e sucos de frutas; cacau e especiarias; bananas, laranjas e tomates; carne bovina; e fertilizantes adicionais (alguns fertilizantes nunca foram sujeitos às tarifas recíprocas).

O decreto faz parte de um grande esforço de Trump e de suas principais autoridades para atender às crescentes preocupações dos norte-americanos com os preços persistentemente altos dos alimentos.

De acordo com a agência Reuters, as novas isenções — que entram em vigor retroativamente à meia-noite de quinta-feira — marcam uma forte reviravolta para Trump, que há muito insiste que suas tarifas de importação não estão alimentando a inflação. Elas vêm depois de uma série de vitórias dos democratas em eleições estaduais e municipais na Virgínia, Nova Jersey e Nova York, onde a acessibilidade econômica foi um tópico importante.

Segundo a Casa Branca, a medida modifica “o escopo das tarifas recíprocas que ele [Donald Trump] anunciou inicialmente em 2 de abril de 2025”. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos impôs um tarifaço global a produtos importados de vários países, e confirmou uma taxa de 10% para os produtos brasileiros. No evento, ele comunicou a aplicação de tarifa de 20% sobre a União Europeia, 34% sobre a China e 46% sobre o Vietnã.

Ainda não foi divulgado em quanto a tarifa será reduzida. 

Repercussões

O Brasil pode ser beneficiado com a redução das tarifas. No entanto, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que ainda está analisando a Ordem Executiva assinada por Trump. 

Em nota, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou que está avaliando se a Ordem Executiva se aplica “à tarifa base de 10%, à de 40% [adicional] ou a ambas”. 

“O Cecafé está em contato com seus pares americanos, neste momento, para analisar, cuidadosamente, a situação e termos noção do real cenário que se apresenta”, diz o comunicado.

Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considerou positiva a decisão do governo norte-americano de reduzir as tarifas aplicadas à carne bovina brasileira.

“A medida reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil, marcada pela qualidade, pela regularidade e pela contribuição para a segurança alimentar mundial”, informou. 

.* Com informações da Reuters. 



EBC

Instituto Histórico e Geográfico do DF sofre invasão e vandalismo


O Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF) teve sua sede invadida e vandalizada na madrugada desta sexta-feira (14). Segundo o presidente da instituição, José Teodoro Mendes, criminosos forçaram portas e vitrines, levando parte da coleção de moedas, comendas e objetos históricos ligados à inauguração de Brasília e à trajetória de pioneiros da capital, inclusive do presidente Juscelino Kubitschek.

Outro objeto de destaque furtado foi o aparelho teodolito do engenheiro Joffre Mozart Parada, que calculou as coordenadas da capital em construção.

De acordo com Mendes, o crime representa uma perda significativa para a preservação da memória da cidade.

“Foram levadas peças importantes, moedas raras e comendas recebidas por pioneiros. É uma pena, porque isso é memória de Brasília”, afirmou. 

O presidente do IHGDF relata que o instituto vive “uma situação de penúria”, agravada pela falta de segurança. A entidade privada, criada há 62 anos por iniciativa de JK, depende de doações e enfrenta dificuldades financeiras para manutenção e vigilância do acervo. “Ultrapassamos a penúria e chegamos à insegurança. Estamos muito vulneráveis”, lamentou Mendes.

O IHGDF oferece atividades educativas e de formação, recebendo anualmente cerca de 6 mil estudantes do ensino fundamental e médio, além de promover cursos voltados para professores. Para a instituição, o furto compromete não apenas o patrimônio histórico, mas também o trabalho de difusão cultural.

Um boletim de ocorrência foi registrado pelo instituto. A Agência Brasil perguntou a Polícia Militar se o policiamento na região será reforçado, mas ainda não obteve resposta.



EBC

Bolsa sobe 0,37% e quase volta a bater recorde


Na contramão das incertezas no exterior, o mercado financeiro brasileiro teve um dia de tranquilidade. Após duas quedas, a bolsa de valores voltou a subir e quase bateu recorde. O dólar fechou estável, mas registrou queda na semana.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta sexta-feira (14) aos 157.739 pontos, com alta de 0,37%. Por volta das 14h45, na máxima do dia, o indicador chegou aos 158,3 mil pontos, mas desacelerou nas horas finais de negociação, influenciado pelas incertezas nos Estados Unidos.

A bolsa brasileira está no segundo maior nível da história, só perdendo para  terça-feira (12) pela diferença de apenas 10 pontos. Com alta de 2,39% na semana, o Ibovespa acumula alta de 5,49% em novembro.

O dólar comercial fechou a semana vendido a R$ 5,297, com recuo de apenas 0,02%. Apesar do fechamento estável, a cotação teve um dia de oscilações. Nos primeiros minutos de negociação, chegou a R$ 5,31, caiu para R$ 5,27 por volta das 13h e diminuiu a queda durante a tarde, com a pressão do mercado internacional.

A moeda estadunidense caiu 0,7% na semana. A divisa acumula queda de 1,54% em novembro e de 14,26% em 2025.

O mercado financeiro brasileiro começou o dia influenciado pelas incertezas em torno do shutdown (paralisação do governo) nos Estados Unidos. As ações das empresas de tecnologia pararam de cair, mas a possibilidade de que os dados de inflação e de emprego na maior economia do planeta jamais sejam divulgados tumultuou as bolsas estadunidenses.

O Brasil foi parcialmente beneficiado em meio a informações de que o governo Donald Trump suspenderia parte das tarifas comerciais sobre café, carne, frutas e outros produtos agrícolas. A expectativa de que as exportações de alimentos subam ajudou a segurar as pressões pela alta do dólar e de queda na bolsa.

* Com informações da Reuters



EBC

Belém: movimentos sociais preparam Marcha Mundial pelo Clima na COP30


Movimentos sociais e coletivos populares esperam reunir milhares de pessoas nas ruas de Belém, neste sábado (15), para a Marcha Mundial pelo Clima.

A manifestação vai reunir integrantes da Cúpula dos Povos e da COP das Baixadas, e ocorrerá de forma paralela às atividades e reuniões da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A expectativa da organização da Cúpula dos Povos é que o ato conte com participação de representantes de organizações de todos os continentes, além de uma forte representação das comunidades paraenses.

Uma carta da Cúpula dos Povos deverá ser lançada ao final da marcha, sintetizando uma série de reivindicações, como demarcação de territórios tradicionais, necessidade de financiamento para uma transição justa rumo a uma economia de baixo carbono e ações efetivas para adaptação climática mitigação das emissões dos gases que causam o aquecimento global.

Após ser realizada, nos últimos anos, em países com sistemas políticos não democráticos, a COP30 em Belém retoma uma presença marcante da sociedade civil. Ao longo dessa semana, por exemplo, uma série de manifestações vem ocorrendo na cidade. Numa delas, indígenas e ativistas chegaram a entrar em confronto com seguranças na Zona Azul, área oficial de negociações.

Populações extrativistas também marcharam pelas ruas da cidade pedindo reconhecimento de seu papel na proteção das florestas e indígenas Munduruku, que estão sofrendo pressão do garimpo e do agronegócio no coração da Amazônia, conseguiram se reunir com autoridades brasileiras após uma manifestação na entrada principal da COP30.  


Belém (PA), 14/11/2025 - Indígenas Munduruku do Baixo Tapajós se reúnem com autoridades, entre elas o presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva e a ministra  dos Povos Indígenas, Sonia Guajajaras, no auditório do Tribunal de Justiça de Belém.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Belém (PA), 14/11/2025 – Indígenas Munduruku do Baixo Tapajós se reúnem com autoridades, entre elas o presidente da COP 30, André Corrêa do Lago – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Na marcha deste sábado, segundo a organização, lideranças indígenas, amazônicas, comunitárias, representantes do poder público e da iniciativa privada, organizações nacionais e estrangeira estarão nas ruas. Durante o trajeto, estão programadas atividades culturais como oficinas de estandartes e cartazes, bonecos infláveis gigantes com personagem do Comitê COP30 e o Cortejo Visagento, um desfile simbólico da cultura paraense que destaca figuras folclóricas como o Curupira, espírito guardião da floresta.

Neste ano, o tema escolhido foi Lutar e Resistir contra os Predadores da Vida Disfarçados de Progresso, em referência aos impactos ambientais de catástrofes climáticas. A concentração da passeata será no Mercado São Brás. E o ponto de chegada está previsto para a Aldeia Amazônica.

“Trata-se de um grande momento de vazão de demandas populares e de poder decisório global””, define Carol Santos, da diretoria do Engajamundo, organização que integra a Aliança dos Povos pelo Clima e é formada por jovens de todo o país que atuam em causas de transformação social.

Para Anais Cordeiro, do Comitê Chico Mendes, há uma grande mobilização de povos indígenas e comunidades tradicionais e periféricas para a Marcha Mundial do Clima e para debates e negociações na COP 30. O Comitê Chico Mendes também estará presente no Espaço Chico Mendes e na Fundação Banco do Brasil, no Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi, entre os dias 7 e 21.

“Os desafios são grandes e a cooperação internacional é determinante na nova governança global”, alerta Lygia Nassar, diretora-adjunta do Laboratório da Cidade, organização da sociedade civil de Belém atuante no debate sobre o clima junto às comunidades periféricas.

A pressão das ruas é fundamental para sensibilizar os convidados oficiais, diz Marcos Wesley, do Comitê COP 30. Um documento do grupo, intitulado Nossa Chance para Adiar o Fim do Mundo, apresenta mais de 30 propostas de diversas comunidades sobre a agenda climática. Cerca de cem organizações ligadas ao comitê participaram dessa construção coletiva.

A Cúpula dos Povos ocorre no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), à beira do Rio Guamá. O evento começou oficialmente na última quarta-feira (12), como uma barqueata pelo rio, com a participação de centenas de embarcações e um grito coletivo por justiça ambiental e climática.

A cúpula popular segue até domingo (16), quando será encerrada com um balanço geral. O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, é esperado na Cúpula dos Povos para a reunião de encerramento, onde deverá receber formalmente demandas das entidades, que podem ajudar na pressão pelas negociações da conferência que se seguirão pela próxima semana.



EBC

FUP pede participação dos trabalhadores em transição energética


Os trabalhadores da indústria de petróleo e gás querem uma participação efetiva nas discussões de políticas para uma transição energética justa, soberana e popular. As propostas para viabilizar o processo foram apresentadas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), durante a COP30,  em Belém (PA).

Entre as principais sugestões estão a construção de um plano estratégico de transição, elaborado em conjunto com os trabalhadores, com a garantia de capacitação profissional e geração de empregos de qualidade; a ampliação de investimentos em tecnologias de baixo carbono e a promoção do desenvolvimento regional.

“É importante uma transição energética que fortaleça a negociação coletiva, o respeito aos direitos dos trabalhadores, afastando ameaças de precarização do trabalho, e que garanta o desenvolvimento sustentável”, destacou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar

Ele participou do painel A ação sindical no Sul Global por uma transição energética justa e popular, que contou com a participação do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Para Bacelar, as mudanças climáticas trazem a oportunidade de um novo projeto de desenvolvimento para o país, associando o progresso técnico industrial à promoção de garantias sociais e ambientais sólidas. 

“Para construir uma alternativa ao modelo ineficiente da economia de mercado é preciso garantir que a transição energética seja socialmente justa, economicamente viável e eficaz para atingir as metas climáticas”, avaliou.

Margem Equatorial

A FUP considera a exploração da Margem Equatorial importante para a segurança energética nacional e redução da dependência de importação de derivados de petróleo no longo prazo, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.

“A região precisa ser reconhecida como área estratégica, implementando o modelo de partilha da produção”, ressalta Bacelar.



EBC

Aposta de Porto Alegre acerta Mega-Sena e leva prêmio de R$ 99 milhões


Uma aposta de Porto Alegre (RS) acertou as seis dezenas do concurso 2.940 da Mega-Sena, realizado nesta sexta-feira (14). O vencedor irá receber prêmio de mais de R$ 99 milhões.

Os números sorteados foram: 07 – 08 – 09 – 13 – 22 – 53

  • 170 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 28.007,64
  • 13.794 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 568,96

O próximo sorteio será realizado na terça-feira (18), com prêmio estimado de R$ 3,5 milhões. 

As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) do dia do sorteio nas lotéricas de todo o país. Para o bolão, o sistema fica disponível até às 20h30 no portal Loterias Caixa e no aplicativo Loterias Caixa. 

O valor de uma aposta simples é R$ 6.




EBC

Moradores de Rio Bonito do Iguaçu podem pedir saque do FGTS


Os moradores de Rio Bonito do Iguaçu (PR) já podem solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A cidade foi uma das mais afetadas pela passagem de um tornado na semana passada, que deixou casas destruídas e mais de 750 famílias desalojadas.

O pedido, liberado desde terça-feira (11), pode ser feito por meio do Aplicativo FGTS, sem necessidade de ir à uma agência da Caixa. Os moradores podem fazer o saque até o dia 6 de fevereiro de 2026

Para fazer o pedido, é preciso ter saldo na conta do FGTS e não ter feito saque por calamidade em um período inferior a 12 meses.

O valor máximo de retirada é de até R$ 6.220, limitado ao saldo na conta.

A Caixa Econômica Federal estima que cerca de 5,2 mil trabalhadores de Rio Bonito do Iguaçu poderão ter acesso ao benefício, com valor médio de R$ 1.222 por pessoa.

>> Saiba como solicitar o saque FGTS por calamidade:

– Realizar o download do app FGTS e inserir as informações de cadastro; ir na opção “Solicitar seu saque 100% digital” ou ir no menu inferior “Saques” e selecionar “Solicitar saque”:  Clicar em “Calamidade pública” — Informar o nome do município e selecionar na lista – Selecionar o tipo do comprovante de endereço e digitar o CEP e número da residência;

– Encaminhar os seguintes documentos: foto de documento de identidade, comprovante de residência em nome do trabalhador emitido até 120 dias antes da decretação de calamidade;

– Selecionar a opção para creditar o valor em conta CAIXA, inclusive a Poupança Digital CAIXA Tem, ou outro banco e enviar a solicitação.

>> Documentos necessários:

– Carteira de Identidade – também são aceitos carteira de habilitação e passaporte – sendo necessário o envio frente e verso do documento;

– Selfie (foto de rosto) com o mesmo documento de identificação aparecendo na foto;

– Comprovante de residência em nome do trabalhador: conta de luz, água, telefone, gás, fatura de internet e/ou TV, fatura de cartão de crédito, entre outros emitido até 120 dias antes da decretação de calamidade;

– Caso não tenha comprovante de residência, o cidadão deverá apresentar uma declaração do município atestando que o trabalhador é residente na área afetada;

– O trabalhador que não possuir comprovante de residência também poderá apresentar declaração própria, contendo nome completo, CPF, data de nascimento, endereço residencial completo, incluindo CEP. Essas informações serão verificadas pela CAIXA, nos cadastros oficiais do Governo Federal;

– Certidão de Casamento ou Escritura Pública de União Estável, caso o comprovante de residência esteja em nome de cônjuge ou companheiro(a).

Bolsa Família

O pagamento do Bolsa Família foi unificado em 38 municípios paranaenses que sofrerão impactos do tornado. Em Rio Bonito do Iguaçu são 1.465 famílias no programa. O repasse total é de R$ 968,53 mil. Os recursos já podem ser movimentados a partir desta sexta-feira (14).

Os beneficiários de Rio Bonito do Iguaçu (PR) já recebem o crédito a partir desta sexta-feira (14), independentemente do número final do NIS. A medida foi adotada como resposta imediata à grave devastação provocada pelo tornado e pretende garantir apoio emergencial à população local.

Os municípios com pagamento unificado são: Rio Bonito do Iguaçu, Alto Piquiri, Altônia, Alvorada do Sul, Astorga, Barbosa Ferraz, Bom Sucesso, Califórnia, Cambira, Cantagalo, Cruzeiro do Oeste, Goioxim, Jandaia do Sul, Leópolis, Mandaguaçu, Miraselva, Nova Aurora, Pitangueiras, Planalto, Quarto Centenário, Quinta do Sol, Rolândia, Roncador, Santa Fé, Santa Helena, São João do Ivaí, São Pedro do Ivaí, Sertaneja, Boa Ventura de São Roque, Castro, Dois Vizinhos, Santa Maria do Oeste, Arapua, Ramilandia, Barracão, Terra Rica, Inacio Martins e São João do Triunfo.

* Com informações do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

* Colaborou Douglas Corrêa, do Rio de Janeiro



EBC

Defesa Civil alerta população para tempestade no Sul e Centro-Oeste


A Defesa Civil Nacional alertou que os estados da Região Sul e parte de Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste, podem ser atingidos por uma forte tempestade entre domingo (16) e segunda-feira (17)

Um aviso de grande perigo (alerta vermelho) foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para a área de maior risco. A Região Sudeste também pode ser afetada. 

O aviso vermelho emitido pelo Inmet indica que a tempestade pode provocar chuvas acima de 100 milímetros (mm) em 24 horas e até queda de granizo. Segundo a meteorologista do instituto, Marcia Seabra, existe uma condição para a formação de um ciclone extratropical.

“Na segunda-feira, essa frente fria também deve atingir a Região Sudeste, chegando ao estado de São Paulo”, alertou.

Cuidados

A meteorologista explica que o ciclone vai se formar entre sábado e domingo e se deslocar para o oceano. “Porém, ele vai dar origem a uma frente fria que vai transitar entre os estados do Sul e em parte do Centro-Oeste”.

Diante do cenário, foi feita, nesta sexta (14), uma reunião de preparação com as defesas civis estaduais e municipais.

O diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Armin Braun, afirmou que essa reunião organiza as ações para o fim de semana, segundo divulgou o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.

Ferramenta

Braun acrescentou que o sistema conta com ferramentas como o Defesa Civil Alerta, implementado em todo o território nacional. Ele ressalta que o sistema utiliza a rede de telefonia celular para enviar mensagens de texto e avisos sonoros para celulares em áreas de risco elevado.

Nos casos de alertas, as informações aparecem de forma destacada na tela dos aparelhos e podem soar mesmo se estiver em modo silencioso. Não é necessário cadastro prévio e o serviço é gratuito.

A ferramenta traz, por exemplo, informações sobre as medidas de proteção que devem ser tomadas.  “A população precisa ficar atenta aos alertas e adotar as medidas de autoproteção disponíveis nos canais das defesas civis”, acrescentou o diretor do Cenad.



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