Rio de Janeiro tem previsão de ventos fortes e ressaca até domingo


O Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro (COR-Rio) informa que o deslocamento de um sistema de baixa pressão próximo à costa da Região Sudeste e a passagem de uma frente fria vão intensificar os ventos na capital fluminense entre esta sexta-feira (7) e o domingo (9). Nesta sexta, a previsão é de ventos moderados a pontualmente fortes a partir da noite. Já no sábado (8), há previsão de rajadas de vento moderadas a fortes, principalmente durante a tarde. Na madrugada de domingo, ainda poderão ocorrer rajadas de vento moderadas a ocasionalmente fortes.

Nesse período, as rajadas de vento poderão atingir intensidade entre 50 quilômetros por hora (km/h) e 100 km/h. O aviso meteorológico tem validade até as 6h de domingo.

A Marinha do Brasil informou que a chegada de um ciclone extratropical que ser aproxima do litoral do Rio vai impactar as condições do mar e emitiu um aviso de ressaca para a orla da cidade. O fenômeno terá início na tarde deste sábado e tem previsão de término na noite de domingo. As ondas podem atingir 3,5 metros de altura. Os banhistas e as embarcações de pequeno porte devem evitar o mar, devido à altura das ondas.

Sobreaviso

Diante das condições meteorológicas previstas, a Secretaria de Estado de Defesa Civil está de sobreaviso, a partir desta noite, com o Gabinete Integrado de Gestão de Risco mobilizado. A medida foi adotada por meio do Centro Estadual de Gerenciamento de Desastres, com o objetivo de reforçar o monitoramento e a pronta resposta a possíveis ocorrências em diferentes regiões do estado.

O Gabinete de Gestão de Risco atua de forma integrada, reunindo setores estaduais de emergência e permitindo uma atuação coordenada em situações de risco. Durante o período de ativação, as equipes permanecem em estado de atenção e prontidão, garantindo suporte às ações municipais de Defesa Civil e fortalecendo a capacidade de resposta em casos de desastres naturais.

A iniciativa também fortalece o trabalho do Grupo de Emergência de Apoio a Desastres (Gead), responsável por apoiar as operações em campo e pela articulação entre os órgãos envolvidos. O objetivo é ampliar a eficiência do sistema estadual de gestão de risco e assegurar que as medidas preventivas sejam implementadas de forma antecipada.

O monitoramento das condições meteorológicas e hidrológicas é realizado em parceria com o Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ). As equipes seguem em acompanhamento contínuo, a fim de garantir a proteção da população e minimizar os impactos de possíveis eventos adversos.

Recomendações

Em casa:

  • Feche as janelas, basculantes e portas de armários para evitar canalizações de ventos no interior de casa;
  • Persianas, cortinas ou blecautes também devem estar fechados para evitar que estilhaços se espalhem, no caso de alguma janela quebrar;
  • Aparelhos elétricos e registro de gás devem estar fechados. Dessa forma, não há agravamento em caso de queda de árvore;
  • Evite deixar objetos que possam cair em locais altos;
  • Mantenha as árvores do jardim ou do quintal sempre podadas e bem cuidadas;
  • Fique atento: se houver falta de luz, cuidado com o uso de velas para evitar incêndios.

Na rua:

  • Não se abrigue debaixo de árvores ou de coberturas metálicas;
  • Evite a prática de esportes ao ar livre, especialmente, no mar;
  • Evite ficar próximo a precipícios, encostas ou lugares altos sem proteção;
  • Evite passar sob cabos elétricos, outdoors, andaimes, escadas;
  • Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
  • Não queime lixo, não ateie fogo em terrenos para remover vegetação, não acenda fogueiras ou jogue bitucas de cigarros em estradas ou terrenos com mata;
  • Fique atento: caso haja queda de árvore, é possível que a rede de energia tenha sido rompida. Nessa situação, há risco de acidentes causados por raios.



EBC

BNDES, Marinha e Cemaden fecham acordo para resposta a desastres


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Marinha do Brasil e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) firmaram nesta sexta -feira (7), em Belém, um protocolo de intenções para cooperação em prevenção, monitoramento e resposta a desastres naturais.

A assinatura ocorreu no navio Atlântico, ancorado no porto da capital paraense, que funcionará como base operacional das Forças Armadas durante a COP30.

A parceria nasce diante do aumento da frequência e intensidade de eventos extremos no país, agravados pela mudança do clima. O documento prevê a integração de capacidades técnicas, científicas e financeiras das instituições para fortalecer a resposta nacional a riscos e emergências.

Segundo a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, destacou que o acordo visa “salvar vidas diante dessa ameaça que vivemos no mundo e no Brasil, das mudanças climáticas”.

“Temos o propósito comum de prevenir desastres e responder da melhor forma aos eventos extremos. Vemos que as chuvas são mais intensas, assim como as enchentes, as secas, as ondas de calor que impactam principalmente as comunidades mais carentes. Esses eventos tendem a se se intensificar e a gente precisa, portanto, agir de maneira integrada baseada em ciência e tecnologia”, complementou.

BNDES


Belém (PA) 07/11/2025 Marinha, BNDES e Cemaden assinam protocolo de intenções para prevenção de desastres
naturais em Belém (PA). A  cerimônia contou com a presença da ministra  da Ciência, Tecnologia e Inovação(MCTI), Luciana Santos,; o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante e o Comandante da MB, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen. Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil

Belém (PA) 07/11/2025 Marinha, BNDES e Cemaden assinam protocolo de intenções para prevenção de desastres naturais em Belém (PA). Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil

O BNDES apoiará com estrutura técnica e financeira. O protocolo também se alinha aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e reforça o compromisso do Brasil com o Marco de Sendai, de 2015, que orienta a redução de riscos de desastres no mundo.

“Nós estamos nos comprometendo em colocar R$ 30 milhões nesse processo. E estamos comprometidos a fazer um programa de orçamento de R$ 50 milhões, com apoio de outros parceiros colocando mais R$ 20 milhões, para estudar com profundidade, primeiro, as respostas que estão no plano de urgência e de inteligência. E as forças navais poderão ajudar muito, porque são a única tropa 100% profissional, estão presentes nos casos mais graves, com militares há muito tempo engajados”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Segundo Mercadante, a ideia é chamar outros bancos, como Banco do Brasil e Caixa, para integrar o projeto, bem como empresas privadas. 

Marinha

A Marinha aportará sua expertise como braço operacional do Estado, com Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais – Defesa Civil.

“O protocolo constitui marco expressivo na consolidação de um modelo integrado de prevenção, monitoramento e resposta a desastres ambientais. Diante da crescente frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos, o documento reafirma o compromisso do país com o fortalecimento da resiliência nacional”,  disse o comandante da Marinha, almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen.

“A união de capacidades operacionais, científicas e de desenvolvimento traz esforço coordenado de defesa, ciência e fomento, e simboliza a convergência dos propósitos em favor da salvaguarda da vida, do desenvolvimento sustentável e da reafirmação do dever permanente do Estado em servir a população”, acrescentou.

Cemaden

O Cemaden, ligado ao MCTI, contribuirá com monitoramento e modelagem preditiva (técnica que usa estatísticas e algoritmos para fazer previsões).

“Nós fomos capazes de alertar um desastre em São Sebastião com 72 horas de antecedência, as inundações do Rio Grande do Sul com seis dias de antecedência, mas ainda precisamos fazer mais, precisamos avançar. Então, com uma força tão importante como a Marinha poderemos melhorar as respostas aos desastres do nosso país. E, com o apoio do BNDES, poderemos avançar em desenvolvimento tecnológico, em pesquisas, em novas tecnologias”, disse a diretora do Cemaden, Regina Alvalá.

Amazônia e militar Pedro Teixeira

A cerimônia do acordo homenageou o militar português Pedro Teixeira, cuja expedição pelo Rio Amazonas no século 17 foi decisiva para a incorporação da Amazônia ao território que viria a ser o Brasil.

Uma placa do BNDES foi entregue ao Comando da Marinha. O reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, anunciou a criação de uma comissão para aprofundar estudos sobre Teixeira.



EBC

Parapan de jovens: Brasil conquista 12 medalhas em dia de recorde


Com direito a uma quebra de recorde mundial, o Brasil somou, nesta sexta-feira (7), mais 12 medalhas no penúltimo dia de disputados dos Jogos Parapan-Americanos de Jovens disputados em Santiago (Chile). Desta forma a delegação brasileira chegou ao total de 68 conquistas (42 de ouro, 18 de prata e oito de bronze), mantendo a primeira posição na classificação geral.

O destaque desta sexta foi o mineiro Charles Eduardo Santos, que, aos 16 anos de idade, quebrou o recorde mundial júnior (sub-18) da categoria até 49 quilos de halterofilismo. O atleta levantou 116 quilos em sua terceira tentativa e superou a antiga marca de 115 quilos.

Também no halterofilismo, o Brasil somou nesta sexta mais três ouros, com a mineira Natália Gonçalves (categoria até 50 quilos), com a fluminense Meyriellen Brandt (até 55 quilos) e com o potiguar Paulo Roberto Severo (até 49 quilos next gen, para atletas com mais de 18 anos), e uma prata, com o paulista Clayton Costa, na categoria até 59 quilos.

Outra modalidade na qual a equipe brasileira alcançou importantes conquistas foi na bocha. O brasiliense Eduardo Vasconcelos garantiu o ouro na classe BC2 (para atletas que não podem receber assistência) após vencer o mexicano José Ángel Rodríguez por 9 a 1 na final. Além dele, o potiguar José Antônio Santos venceu a final e levou o ouro na classe BC4 (deficiências severas, mas que não recebem assistência) contra o canadense André John Woodrow, com placar de 8 a 2. Já pela classe BC3 (deficiências muito severas), o paulista Gabriel Serafim derrotou o peruano Alejandro Hinostroza por 6 a 2 e também conquistou uma medalha de ouro.

Além disso, o Brasil garantiu uma prata na classe BC1 (opção de auxílio de ajudantes), com a rondoniense Gabrielly Alves e o carioca Samuel da Silva, enquanto a paraense Joice Lira e a cearense Clarice Sobreira garantiram bronzes, respectivamente, nas classes BC4 e BC2.



EBC

Derrite como relator do PL Antifacção contamina debate, diz Gleisi   


A decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos – PB), de indicar o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) para a relatoria do projeto de lei Antifacção foi criticada pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

“A opção pelo Secretário de Segurança do governador Tarcísio de Freitas contamina o debate com os objetivos eleitoreiros de seu campo político”, escreveu a ministra em postagem no X. 

Ela frisou, na mensagem, que a indicação da relatoria é uma prerrogativa do presidente da Câmara. O projeto é de autoria do Executivo e foi encaminhado ao Congresso na sexta-feira passada (31). 

Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a proposta é uma prioridade do governo ao trazer mais força ao Estado para reprimir as organizações criminosas que exercem controle de territórios e atividades econômicas.

>> Confira os principais pontos do projeto

“Seguirá trabalhando”

“O governo do presidente Lula enviou ao Legislativo o Projeto de Lei Antifacção Criminosa na expectativa de um debate consequente sobre o combate ao crime organizado, como exige a sociedade brasileira”, apontou Gleisi. 

Ao fim da mensagem, a ministra ponderou que o governo seguirá trabalhando no Congresso “para que prevaleça o interesse público e seja resguardada a soberania nacional”.

Segundo o projeto, os condenados pelo crime de “organização criminosa qualificada”, que passaria a ser um novo tipo penal, poderão receber a pena de 30 anos de prisão.

“Diálogo entre bancadas”

O deputado Guilherme Derrite ocupava até quarta-feira (5)  o cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo. Ele reassumiu o mandato parlamentar para relatar o texto no plenário.

Segundo Motta, a escolha do parlamentar da oposição para relatar um projeto do governo busca garantir uma tramitação técnica e ampla, com diálogo entre bancadas.



EBC

Combate à fome deve ser meta climática, diz cúpula em Belém


Um grupo de 43 países e a União Europeia aprovaram a Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas. O documento visa colocar populações mais vulneráveis no centro das políticas climáticas globais.

O texto foi aprovado ao final da Cúpula do Clima, que terminou nesta sexta-feira (7), na capital paraense. O evento reuniu líderes de diferentes países e antecedeu a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro, também na cidade de Belém. O objetivo é atualizar e reforçar os compromissos multilaterais para lidar com a urgência da crise climática.

A declaração sobre combate à fome e à pobreza propõe uma mudança na forma como a comunidade internacional enfrenta a crise climática. O documento reconhece que, embora as mudanças climáticas afetem a todos, os impactos recaem de forma desproporcional sobre as populações mais vulneráveis.

“Quase metade da população mundial não tem acesso à proteção social, e muitos dos excluídos estão justamente entre os mais expostos aos impactos das mudanças climáticas. Os sistemas de proteção social são mais frágeis justamente onde deveriam ser mais robustos: nas comunidades afetadas pela pobreza, fome e alta vulnerabilidade climática”, diz um trecho da declaração.

O texto também defende que o financiamento climático apoie meios de subsistência sustentáveis para agricultores familiares, comunidades tradicionais e povos da floresta, garantindo que a ação climática gere empregos dignos e oportunidades econômicas para aqueles que estão na linha de frente da crise.

Entre os países signatários estão Brasil, Chile, China, Cuba, Alemanha, Indonésia, Malásia, México, Noruega, República do Congo, Ruanda, Espanha, Sudão, Reino Unido, Zimbábue, França, Dinamarca, entre outros, além da União Europeia.

Racismo ambiental

Outro documento aprovado nesta sexta-feira, durante a Cúpula do Clima, foi a Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental, que busca fomentar o diálogo internacional sobre a interseção entre igualdade racial, meio ambiente e clima. O texto reconhece que a crise ecológica global é também uma crise de justiça racial e propõe a construção de uma agenda cooperativa em defesa de maior equidade e solidariedade entre as nações e da superação de desigualdades históricas que afetam o acesso a recursos, oportunidades e benefícios ambientais.

O texto, que ficará aberto para adesões durante a COP, já conta com endossos de países da América Latina, da África, da Ásia e da Oceania.

Combustíveis e mercado de carbono

A Cúpula do Clima em Belém ainda divulgou a aprovação de outros dois documentos. Um deles é a Declaração sobre a Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono.

O outro é o Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis, que pretende somar esforços para quadruplicar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis até 2035.



EBC

Final da Copa do Brasil Feminina será disputada no dia 20 de novembro


A decisão da Copa do Brasil Feminina, entre Ferroviária e Palmeiras, será disputada no dia 20 de novembro, a partir das 15h30 (horário de Brasília), na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). A informação foi dada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) nesta sexta-feira (7).

O mando de campo da decisão foi definido por sorteio, em evento realizado pela CBF na última quinta-feira (6).

As Guerreiras Grenás garantiram a vaga na final após derrotarem o Bahia, pelo placar de 2 a 0, na última terça-feira (4) na Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). A Ferroviária busca o bicampeonato da competição, após ficar com o título de 2014.

Já as Palestrinas avançaram para a decisão depois de golearem o São Paulo por 4 a 0. O triunfo do Verdão foi alcançado com gols de Ingryd, Brena, Andressinha e Pati Maldaner. As Palestrinas tentam levantar o troféu da competição pela primeira vez.



EBC

Bolsa volta a bater recorde e alcança marca de 154 mil pontos


Após um dia de oscilações, a bolsa de valores voltou a bater recorde e atingiu a marca inédita de 154 mil pontos. O dólar recuou pela terceira vez seguida e fechou no menor valor em um mês.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta sexta-feira (7) aos 154.063 pontos, com alta de 0,47%. O indicador chegou a cair 0,6% às 11h32, mas reagiu durante à tarde, amparado pelas ações da Petrobras, as mais negociadas.

Essa foi a 13ª alta seguida do Ibovespa e o 10º recorde consecutivo da bolsa brasileira. O Ibovespa acumula ganhos de 3,02% na semana e 28,08% em 2025. A sequência atual de altas só está atrás das 15 valorizações seguidas registradas em maio e junho de 1994, pouco antes do Plano Real.

Em relação à Petrobras, os investidores reagiram bem à divulgação do lucro de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre e ao anúncio da distribuição de R$ 12,16 bilhões em dividendos.

As ações ordinárias da estatal, com direito a voto em assembleia de acionistas, valorizaram 4,83% nesta sexta-feira. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) subiram 3,77%.

Câmbio

O mercado de câmbio também teve um dia de alívio. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,336, com queda de R$ 0,012 (0,22%). A cotação chegou a subir para R$ 5,36 por volta das 10h, mas caiu nas horas seguintes, até fechar próxima da mínima da sessão.

No menor valor desde 6 de outubro, a moeda estadunidense caiu 0,83% na semana. A divisa acumula queda de 0,82% em novembro e de 13,66% em 2025.

Sem grandes notícias externas, o câmbio acompanhou o movimento internacional, com o dólar caindo perante as principais moedas.

* Com informações da Reuters



EBC

Lula diz que Acordo de Paris está longe da meta e faz apelo a líderes


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou preocupação com a situação climática do planeta e fez um apelo para que líderes do mundo inteiro reafirmem o compromisso com o Acordo de Paris, que está completando 10 anos. Na última sessão temática da Cúpula do Clima, em Belém, na tarde desta sexta-feira (7), o presidente fez críticas à ação dos países para mitigar as mudanças do clima.     

“O mundo ainda está distante de atingir o objetivo do Acordo de Paris. O acordo se baseia no entendimento de que cada país fará o melhor que estiver ao seu alcance para evitar o aquecimento de 1,5º C. O que nos cabe perguntar hoje é: estamos realmente fazendo o melhor possível? A resposta é: ainda não”, afirma.

Lula observou que América Latina, Ásia e África são as regiões que correm o maior risco de se tornarem inabitáveis nas próximas décadas, incluindo um possível desaparecimento de ilhas no Caribe e no Pacífico por conta do aumento do nível dos oceanos pelo derretimento das geleiras.

“Omitir-se é sentenciar novamente aqueles que já são os condenados da Terra”, sentenciou.

O presidente insistiu na necessidade de revitalizar as metas do Acordo de Paris, por meio das Constituições Nacionalmente Determinadas, as chamadas NDCs (sigla em inglês).

“Cem países, representando quase 73% das emissões globais, apresentaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas. Em sua maioria, as novas NDCs avançaram ao abranger todos os setores econômicos e todos os gases de efeito estufa. Mas o planeta ainda caminha para um aquecimento de cerca de 2,5º C. No que depender do Brasil, Belém será o lugar onde renovaremos nosso compromisso com o Acordo de Paris”, pontuou.

O presidente apontou a necessidade não apenas de implementar o que já foi acordado, mas também de “adotar medidas adicionais capazes de preencher a lacuna entre a retórica e a realidade”.

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Comunidades tradicionais e financiamento

O presidente Lula apontou também que o Brasil vai propor que a COP na Amazônia reconheça o papel dos territórios indígenas e comunidades tradicionais e as políticas de proteção como instrumento de mitigação climática.

No tema do financiamento, Lula citou o Mapa do Caminho Baku-Belém, que propõe alternativas para chegar à meta de US$ 1,3 trilhão por ano para mitigação e adaptação das consequências catastróficas das mudanças de temperatura planetária.

“Hoje, só uma pequena parcela do financiamento climático chega ao mundo em desenvolvimento. A maioria dos recursos ainda é oferecida sob forma de empréstimo. Não faz sentido ético ou prático demandar a países em desenvolvimento que paguem juros para combater o aquecimento global e fazer frente ao seus efeitos. Isso representa um financiamento reverso, fluindo do Sul para o Norte global”, argumentou. O presidente defendeu instrumentos de troca de dívida de países por ações climáticas e apontou que o enfrentamento da mudança do clima deve ser visto como investimento, não como gasto.

Taxação de grandes fortunas

Ao lembrar que a maior parte da riqueza mundial gerada nas últimas quatro décadas foi apropriada por indivíduos e empresas, ao passo que os orçamentos nacionais encolheram, Lula defendeu a taxação de grandes fortunas.

“Segundo a Oxfam, o indivíduo pertencente ao 0,1% mais rico do planeta emite, num único dia, mais carbono do que os 50% mais pobres da população mundial durante o ano inteiro. É legítimo exigir dessas pessoas uma maior contribuição. O imposto mínimo sobre as corporações multinacionais e a tributação do patrimônio de super-ricos podem gerar recursos valiosos para ação climática”, apontou.

Os mercados de carbono também poderão ser tornar fontes de receitas públicas, apontou Lula, mas ainda dependem de maior escala caso os países adotem parâmetros comuns.

Lula ainda voltou a defender a criação de um Conselho do Clima no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) e finalizou fazendo uma defesa enfática do multilateralismo para a solução do aquecimento global.

“Faço um chamado a todos vocês. Não existe solução para o planeta fora do multilateralismo. A Terra é única, a humanidade é uma só, a resposta tem que vir de todos para todos. Em vez de abandonar a esperança, podemos construir juntos uma nova era de prosperidade e igualdade”.

A Cúpula do Clima, que termina nesta sexta-feira, reúne líderes de diferentes países em uma programação que antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro, também na capital paraense. O objetivo é atualizar e reforçar os compromissos multilaterais para lidar com a urgência da crise climática.

Chefes de Estado, líderes de governos e representantes de alto nível de mais de 70 países passaram por Belém para participar do evento. Considerando embaixadores e pessoal diplomático, a lista ultrapassa uma centena de governos estrangeiros representados na capital paraense.

 



EBC

Brasil goleia Indonésia e avança à fase mata-mata do Mundial Sub-17


A seleção brasileira masculina cravou a segunda goleada seguida no Mundial Sub-17 em Doha (Catar) e avançou para a próxima fase (eliminatória). Nesta sexta-feira (7), a Amarelinha fez 4 a 0 contra a Indonésia no segundo jogo da fase de grupos, no complexo esportivo Aspire Zone. Luís Eduardo abriu o placar logo aos 2 minutos, e ainda no primeiro tempo teve gol contra (Panji) e o terceiro foi de Felipe Morais. Na etapa final, Ruan Pablo selou a vitória com um belo chute da intermediária.

Com o triunfo de hoje, o Brasil totalizou seis pontos e lidera o grupo H ao lado de Zâmbia – adversário no último duelo da fase de grupos. Ambas as equipes já estão asseguradas no mata-mata (fase eliminatória), pois somam duas vitórias. O Brasil tem maior saldo de gols (7 contra Honduras + 4 contra Indonésia). Já a Zâmbia ganhou por 3 a 1 da Indonésia, e por 5 a 2 contra Honduras.

Brasil e Zâmbia se enfrentam na próxima segunda (10), às 11h45 (horário de Brasília). Com maior saldo de gols (11), a seleção pode confirmar a liderança do Grupo H com um empate.

A Amarelinha sonha como pentacampeonato mundial, após os títulos de 1997, 1999, 2003 e 2019.

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O Mundial Sub-17 vai até 27 de novembro. Ao todo 48 seleções – divididas em 12 grupos –  iniciaram a competição. Somente as duas melhores equipe de cada chave seguem para o mata-mata.





EBC

STF forma maioria para manter condenação de Bolsonaro e aliados


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta sexta-feira (7) maioria de votos para manter a condenação ex-presidente Jair Bolsonaro e mais seis réus na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista.

Os votos foram proferidos durante o julgamento virtual dos recursos protocolados pelas defesas dos condenados para evitar a execução das penas em regime fechado. 

Até o momento, o relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pela manutenção das condenações. Falta o voto da ministra Cármen Lúcia. 

Luiz Fux não vai votar. No mês passado, o ministro mudou para a Segunda Turma da Corte após votar pela absolvição de Bolsonaro. 

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A votação permanece aberta até a próxima sexta-feira (14). 

Estão em julgamento os chamados embargos de declaração, recurso que tem objetivo de esclarecer omissões e contradições no texto final do julgamento, que foi realizado no dia 11 de setembro e terminou com a condenação de Bolsonaro e seus aliados na trama. 

Além de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, também tiveram os recursos negados o ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, Walter Braga Netto;  Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). 

Mauro Cid , ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica

Confira a pena de cada condenado 

Prisão 

Atualmente, o ex-presidente Bolsonaro está em prisão domiciliar cautelar em função de outra investigação, a do inquérito sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Se o recurso for rejeitado, a prisão de Bolsonaro e dos demais acusados poderá ser decretada.

O ex-presidente pode cumprir a pena definitiva na ação penal do golpe no presídio da Papuda, em Brasília, ou em uma sala especial na Polícia Federal. A decisão final será de Alexandre de Moraes.

Os demais condenados são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.

Diante do estado de saúde de Bolsonaro, a defesa também poderá solicitar que o ex-presidente seja mantido em prisão domiciliar, como ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor. 

Condenado pelo Supremo em um dos processos da Operação Lava Jato, Collor foi mandado para um presídio em Maceió, mas ganhou o direito de cumprir a pena em casa, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, por motivos de saúde.



EBC