Hugo Motta diz que diálogo volta a ocupar relação entre Brasil e EUA


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse neste domingo (26) que o diálogo e a diplomacia voltaram a ocupar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos.

A manifestação foi divulgada nas redes sociais após a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia.

“Cumprimento os presidentes Lula e Trump pelo importante encontro de hoje. Fico feliz em ver que o diálogo e a diplomacia voltam a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos. Quando líderes escolhem conversar, a História agradece. Foi assim nas grandes viradas do mundo, sempre pela palavra, nunca pelo silêncio. A Câmara continua à disposição de nossa diplomacia, votando assuntos importantes sobre o tema e comprometida em servir ao país”, disse Motta. 

Mais repercussões

Após o encontro, parlamentares do governo também foram às redes sociais celebrar o início do diálogo entre os governos brasileiro e norte-americano. 

O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que a reunião demonstrou a defesa da soberania do país. 

“Diálogo sempre! As negociações sobre o tarifaço têm avançado, e o tom da conversa foi de respeito e cooperação. O presidente Lula mostrou, mais uma vez, por que é um dos maiores estadistas do nosso tempo, sempre aberto ao diálogo, mas extremamente firme na defesa da nossa soberania e do povo brasileiro”, disse o senador. 

O senador Humberto Costa (PT-PE) considerou que a reunião entre os presidentes é “uma vitória do povo brasileiro”.  

“Contra todas as expectativas, a soberania e o interesse nacional prevalecem. Presidente Lula se reúne com Donald Trump em um encontro cordial e produtivo. Foco em um acordo comercial equilibrado. Uma vitória do povo brasileiro e da nossa diplomacia”, comentou.  



EBC

Em travessia inédita, indígenas recontam história da Baía de Guanabara


Às 13h30 a embarcação Águamãe se prepara para sair do porto da Praça XV, no centro do Rio de Janeiro. A viagem, pela Baía de Guanabara é no presente, mas é também sobre passado e futuro. 

Conduzida pelo pensador e ambientalista Ailton Krenak e pelo cantor, compositor e pesquisador Mateus Aleluia, a tripulação vive uma viagem inédita sobre a história e importância das águas que já foram habitadas por mais de 80 aldeias indígenas e por onde chegaram europeus e o maior número de pessoas escravizadas da África de toda a América. Um local que abriga plataformas de petróleo e que sofre com vazamentos de óleo e com poluição, mas onde ainda hoje se pesca e se toma banho de mar.

A travessia, que ocorreu neste sábado (25), foi promovida pela Associação Selvagem Ciclo de Estudos, organização não governamental fundada por Krenak, Anna Dantes e Madeleine Deschamps. Aberta ao público, mediante inscrição prévia, a navegação realizada em parceria com o Museu do Amanhã e Barcas Rio, fez parte da programação da Temporada França-Brasil 2025

Durante a viagem, cantos, conversas e apresentações guiaram a exploração das águas, contando histórias muitas vezes esquecidas. Antes da travessia, a Agência Brasil conversou com os participantes. 

“A Guanabara é mãe de muitos povos, existem muitos seres, muitos mundos que ainda estão ali conectados a povos que sempre estiveram ali de vários outros lugares. O local que acolhe e acolheu. É esse abraço entre essas águas, esse rio, esse local que parece um útero”, diz a jornalista, roteirista, curadora e multiartista Renata Tupinambá.


Rio de Janeiro (RJ), 23/10/2025 – Renata Tupinambá participa do projeto Águamãe, que traz perspectivas indígenas sobre a Baía de Guanabara Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 Renata Tupinambá participa do projeto Águamãe – Fernando Frazão/Agência Brasil

Renata apresentaria poesia e canto na língua tupi, tão familiar a quem ali viveu há séculos atrás. Ela lembra que a própria etnia, Tupinambá, habitou a região, chegou a ser dada como extinta, até ser novamente reconhecida nos anos 2000. O manto Tupinambá que, no ano passado, retornou ao Rio de Janeiro após ser levado à Dinamarca, é prova, segundo Renata, de que o povo resistiu e resiste. 

“O manto Tupinambá é mais velho que o Brasil. A chegada desse ancião, fortalece as narrativas de um Rio que ainda não era Rio, mas que está cercado de memórias naquelas águas que são a Guanabara”, diz.


Rio de Janeiro (RJ), 23/10/2025 – Carlos Papá Mirim Poty participa do projeto Águamãe, que traz perspectivas indígenas sobre a Baía de Guanabara Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Carlos Papá Mirim Poty participa do projeto Águamãe – Fernando Frazão/Agência Brasil

O artista, cineasta e líder espiritual Carlos Papá foi o responsável por mostrar ao público que muitas das palavras que fazem parte do cotidiano carioca são de origem indígena: os nomes dos bairros Ipanema e Jacarepaguá e até mesmo carioca são heranças dos povos que aqui viveram e vivem.

“Os cariocas não sabem ainda o significado do que eles falam. Muitas vezes falam Ipanema, Jacarepaguá, certos nomes que sociedade que está no Rio de Janeiro não sabe. Para mim, é uma grande honra revelar os nomes, os significados e os porquês”, diz.

Seres vivos

Papá também chama atenção para os seres não humanos que vivem na Guanabara. Recentemente, a despoluição de parte da Baía de Guanabara que resultou na reabertura para banho de praias como a do Flamengo, fez com que a cidade ocupasse também esses locais e valorizasse a vida ali. 

“Na medida em que o ser humano vai tendo essa consciência maior, uma responsabilidade e percebendo que não é só humano que mora, que depende daquele lugar, que existe um crustáceo, que existem animais, existem pequenos moluscos que precisam desse ambiente. A partir do momento que o ser humano percebe isso, com certeza haverá mais cuidado na hora de usufruir o ambiente”, defende.

A pensadora, aprendiz de parteira e educadora Cristine Takuá acrescenta que os demais seres vivos têm muito a ensinar aos seres humanos.

“Se a gente pensa o coletivo de cotias ou o coletivo de formigas, de abelhas, eles conseguem eticamente se interagir muito melhor do que nós humanos. Então essa guerra de hoje da humanidade contra a própria humanidade é uma coisa que precisa ser repensada. Foram muitos séculos de uma humanidade que não soube caminhar, que pisou muito pesado na Terra e hoje a Terra está machucada”, enfatiza.


Rio de Janeiro (RJ), 23/10/2025 – Cristine Takuá, do povo Maxakali, participa do projeto Águamãe, que traz perspectivas indígenas sobre a Baía de Guanabara Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Cristine Takuá, do povo Maxakali – Fernando Frazão/Agência Brasil

Baía de Guanabara

A Baía de Guanabara tem 337 quilômetros quadrados de espelho d`água, com 40 ilhas. Ao todo, 143 rios e córregos desaguam na baía, onde vivem 8,4 milhões de pessoas.

Ela está entre dois blocos de falha geológica: a Serra dos Órgãos e diversos maciços costeiros, menores. É repositório de vida, já foi berçário de baleias, converteu-se em núcleo de negócios baleeiros, tornou-se o principal porto de metais preciosos, até hoje é porto por onde circulam dezenas de milhões de toneladas de produtos.

De acordo com os povos indígenas Tukano, Dessano e outros povos do Rio Negro, na Amazônia, a Baía de Guanabara é o Lago do Leite onde chegou a canoa-cobra de sua travessia cósmica pela Via Láctea.

Pensando o futuro

Para a diretora e co-fundadora do Selvagem e da Dantes Editora, Anna Dantes, a Baía da Guanabara dá também lições para o futuro, principalmente quando se discute a exploração do petróleo na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, região localizada na Margem Equatorial, no Norte do país, apontada como novo pré-sal devido ao seu potencial petrolífero. 

 


Rio de Janeiro (RJ), 23/10/2025 – Anna Dantes, diretora e co-fundadora do Selvagem, fala sobre o projeto Águamãe, que traz perspectivas indígenas sobre a Baía de Guanabara Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 Anna Dantes, diretora e co-fundadora do Selvagem – Fernando Frazão/Agência Brasil

Na Baía já houve vazamentos de óleo, como o ocorrido no 18 de janeiro de 2000, um duto da Petrobras que ligava a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) ao terminal Ilha d’Água, na Ilha do Governador, rompeu-se antes do raiar do dia, provocando um vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo combustível nas águas da baía. A mancha se espalhou por 40km². O episódio entrou para a a história como um dos maiores acidentes ambientais ocorridos no Brasil.

“Esse território foi tão atacado, tão transformado e vive questões muito centrais, inclusive no que está acontecendo agora na Foz do Rio Amazonas. Se a gente vive uma complexidade na Baía de Guanabara, ela é fruto de um sistema, de um sistema extrativista, de um sistema colonial”, diz, acrescentando que é possível observar no local os danos causados.

Às vésperas da 30º Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorre em novembro, em Belém, a antropóloga, escritora e cineasta Nastassja Martin ressalta que para pensar o futuro e o meio ambiente é preciso ouvir os povos tradicionais.

“A questão é não apenas integrar, mas também ouvir o que as pessoas que continuam a viver em conexão com esses lugares, com essa água, com esses animais têm a dizer, e que sabem o que está acontecendo porque vivenciam isso todos os dias. A questão das mudanças climáticas não é uma questão teórica, mas sim muito sensível e é também uma questão de sobrevivência”, enfatiza.

Viver é maravilhoso

Ailton Krenak mostra que se a sociedade muda a forma de pensar, pode mudar também os rumos da de toda a humanidade, cuidando melhor uns dos outros, de todos os demais seres vivos e do meio ambiente.

“A filosofia ocidental prega que ‘existimos para realizar algo’, e então mandam produzir suas esculturas, deixar seu registro de realizações. Provavelmente, para os ocidentais, é honroso fazer barulho escandaloso na morte. É só ver a quantidade de monumentos construídos homenageando seus heróis. Entretanto, penso que podemos existir sem ter que deixar nada. Isso porque receber a vida e viver, por si só, é maravilhoso demais”, diz em trecho do livro Um rio um pássaro.

E acrescenta: “Quando chegamos à Terra, descemos como pássaros que pousam silenciosamente, e um dia partimos de viagem ao céu sem deixar marcas.

 



EBC

Roda de Samba inicia nova temporada com programa sobre Ary Barroso


“O Brasil, como a gente o entende hoje, não existia há 100 anos. Um país continental, com culturas diversas, com seis biomas, uma imensidão diferenciada de sotaques, de costumes e de músicas também. Uma geração foi responsável por criar essa identidade, que é a geração de 1920”

A avaliação é do cineasta e músico André Weller. Segundo ele, nomes como o do compositor Ary Barroso (1903-1964) ajudaram a construir a ideia de país que habita o senso comum nacional. “Ele criou esse ‘Brasil brasileiro’, que a gente se orgulha tanto. Podemos não saber o que é o ‘mulato inzoneiro’ [intrigante], mas ele é nosso. A gente sabe disso.”


Rio de Janeiro (RJ), 24/10/2025 - Documentário Ary. Foto: Gibraltar Filmes/Divulgação

Poster do documentário Ary. Foto: Gibraltar Filmes/Divulgação

André Weller assina roteiro e direção do documentário Ary, sobre o compositor de Aquarela do Brasil, samba composto em dez minutos, em uma noite de chuva que prendeu Ary Barroso em casa. 

Histórias como essa estão no longa-metragem de André Weller e são recontadas no programa Roda de Samba, produzido pela Agência Brasil e pela Rádio Nacional. A terceira temporada do programa começa a ir ao ar neste domingo (26), ao meio-dia, e o primeiro episódio é sobre Ary Barroso.

O filme de André Weller conta com recursos de dramatização, imagens de Ary e textos do compositor, narrados em primeira pessoa pelo ator Lima Duarte. O longa-metragem estreou neste mês, no Festival de Cinema do Rio, e deverá chegar ao circuito nacional em 2026.

Imaginário do samba

Como nas temporadas anteriores, o programa Roda de Samba traz o universo e o imaginário do samba e entrevista cantores, compositores, músicos e também escritores, cineastas, atores, diretores de teatro e pesquisadores para falar de samba e escutar boa música.

As entrevistas para a nova temporada já estão gravadas e serão editadas semanalmente. A série vai até o último domingo do ano (27/12). Haverá episódios sobre compositores de matizes diferentes, como Moacyr Luz, Noel Rosa, Vinicius de Moraes, Bezerra da Silva e Ismael Silva.

Além disso, o programa traz a cena musical do Rio de Janeiro e de Brasília, em conversas saborosas como os papos com Breno Alves, Kiko Horta, Tatá Weber e Tiago do Bandolim.

Acervo

Iniciado em 2019, o Roda de Samba já conversou com compositores como Nei Lopes, Leci Brandão e Herminio Belo de Carvalho, com as cantoras Teresa Cristina, Roberta Sá e Áurea Martins, escritores como Ruy Castro, Alberto Mussa e Paulo Lins. Também foram ao ar pelo programa as últimas entrevistas de Monarco, João Donato e do crítico musical Zuza Homem de Melo.

O Roda de Samba vai ao ar todo domingo, ao meio-dia, nas 11 emissoras da Rádio Nacional, e é posteriormente distribuído na Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). O acervo do programa pode ser ouvido aqui

Serviço

O que: Programa Roda de Samba – estreia de nova temporada com Ary Barroso;

Quando: Domingo, dia 26/10, às 12h;

Onde: Na Rádio Nacional da Amazônia (OC 11.780 kHz e 6.180 kHz), de Brasília (AM 980 KHz e FM 96,1 MHz), de Foz do Iguaçu (FM 90,1 MHz), Recife (FM 87,1 MHz), Rio de Janeiro (AM 1.130 KHz e FM 87,1 MHz), São Luís (FM 93,7 MHz), São Paulo (FM 87,1 MHz) e do Alto Solimões (FM 96,1 MHz).

Rádio Nacional na internet e nas redes sociais

Site: https://radios.ebc.com.br

Instagram: https://www.instagram.com/radionacionalbr

Spotify: https://open.spotify.com/user/vpj3k8ogjwf1nkv4nap3tlruv

YouTube: http://youtube.com/radionacionalbr

Facebook: https://www.facebook.com/radionacionalbr

Threads: https://www.threads.com/@radionacionalbr

Streaming: https://aovivo.ebc.com.br/embed-audio.html?emissora=radio-nacional-do-rio-de-janeiro

WhatsApp da emissoras da Rádio Nacional

Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201

Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536

Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568

Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966

 





EBC

Rádio Nacional acompanha Botafogo x Santos ao vivo neste domingo


O confronto entre Botafogo e Santos, pela 30ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, será transmitido ao vivo, neste domingo (26), às 16h, na Rádio Nacional. A jornada esportiva na faixa Show de Bola Nacional começa meia hora antes do início da partida, com notícias sobre as equipes, detalhes da escalação dos times e a tabela atualizada dos clubes na competição. 

A transmissão da partida entra no ar para parte da rede em AM e OC, além do FM no Rio de Janeiro e no Alto Solimões. A Nacional FM nas demais praças segue com o conteúdo musical. O ouvinte pode ficar ligado nas produções preferidas pelo dial, no app Rádios EBC e no site da emissora. Os áudios ainda estão disponíveis em tempo real por streaming nas duas plataformas.

O duelo entre Botafogo e Santos acontece no estádio Nilton Santos, o Engenhão, no Rio de Janeiro. Para esta cobertura, a Nacional escalou Luciana Zogaib na locução e Rodrigo Ricardo nos comentários. Brenda Balbi atua na reportagem e no plantão da informação. 

Até agora, o Botafogo ocupa a sexta posição na tabela do torneio, com 46 pontos. Já o Santos soma 31 pontos e está em 16o lugar na competição.

Informações sobre o Campeonato Brasileiro

O Campeonato Brasileiro é a liga brasileira de futebol profissional entre clubes do Brasil, sendo a principal competição futebolística no país. Por meio da disputa, são indicados os representantes brasileiros para a Copa Libertadores da América (juntamente com o campeão da Copa do Brasil).

Vinte clubes participam do torneio. No decorrer da temporada, cada time joga duas vezes contra os outros (em um sistema de pontos corridos), uma vez em seu estádio e a outra no de seu adversário, em um total de 38 jogos

As equipes recebem três pontos por vitória e um por empate. Os clubes são classificados pelo total de pontos, depois pelo saldo de gols e, em seguida, pelos gols marcados. Em caso de empate entre dois ou mais times, os critérios de desempate são: maior número de vitórias; maior saldo de gols; maior número de gols pró; confronto direto; menor número de cartões vermelhos recebidos; e menor número de cartões amarelos recebidos.

Cobertura esportiva da Nacional

Esporte que é paixão do povo brasileiro, o futebol é um dos destaques da programação da Rádio Nacional, emissora pública referência em transmissões de partidas no país há décadas. Os jogos das principais competições e as notícias mais importantes têm espaço nas jornadas esportivas diárias.

A Nacional apresenta, ao vivo, vários duelos de diversos campeonatos. Os torcedores podem ficar ligados pelo rádio, site ou streaming para acompanhar as emoções das disputas entre os maiores clubes brasileiros. O destaque de janeiro é o estadual do Rio de Janeiro em dias e horários diversos, de acordo com a tabela da competição.

Antes e depois dos confrontos, o ouvinte se informa sobre a preparação das equipes e a repercussão do placar nas ondas da Nacional. A análise sobre os resultados da rodada ainda ganha janela diária para um rico debate em produções consagradas no radiojornalismo esportivo. O tradicional programa No Mundo da Bola tem edições de segunda a sexta, ao vivo, às 18h, com 30 minutos.

Durante a programação da emissora pública, as atrações também trazem a participação do time de esportes com informações atualizadas. A ideia é oferecer ao público noticiário preciso, conteúdo relevante, comentários embasados e opinião fundamentada sobre o que acontece de mais recente no futebol do país e no exterior.

Saiba como sintonizar a Rádio Nacional

Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz

Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz

São Paulo: FM 87,1 MHz

Recife: FM 87,1 MHz

São Luís: FM 93,7 MHz

Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC

Alto Solimões: FM 96,1 MHz



EBC

Nas redes sociais, Lula comenta “ótima reunião” com Trump na Malásia


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo (26) que teve uma “ótima reunião” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mais cedo, os presidentes se encontraram em Kuala Lumpur, na Malásia, durante 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Pelas redes sociais, Lula disse que discutiu de “forma franca e construtiva” a agenda comercial entre os dois países e acertou que as diplomacias do Brasil e dos Estados Unidos vão avançar nas negociações para suspender o tarifaço contra as exportações e as sanções contra autoridades brasileiras.

“Tive uma ótima reunião com o presidente Trump na tarde deste domingo, na Malásia. Discutimos de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral. Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”, disse Lula.

Na parte aberta da reunião, que contou com cobertura de imprensa, Lula disse a Trump que não há razão para desavenças com os Estados Unidos

Em julho deste ano, Trump anunciou uma tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana. 





EBC

EBC promove debate na UnB para marcar 18 anos de existência


A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) realiza na próxima terça-feira (28) um debate em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) para marcar os 18 anos de criação da empresa. O evento ocorrerá às 10h no Auditório Pompeu de Sousa da Faculdade de Comunicação (FAC) da UnB.

São presenças confirmadas no encontro a primeira presidenta da EBC, Tereza Cruvinel; os ex-presidentes Ricardo Melo, Kariane Costa e Hélio Doyle; a ex-ministra da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom/PR) Helena Chagas; além do ex-presidente da Radiobrás e professor da Universidade de São Paulo (USP), Eugênio Bucci, e do presidente do Comitê Editorial e de Programação (Comep), Pedro Rafael Vilela.

Também participam do evento a diretora da Faculdade de Comunicação da UnB Dione Moura e o professor Fernando Oliveira Paulino, coordenador do Laboratório de Políticas de Comunicação (LaPCom) e presidente da Associação Latino-Americana de Investigadores da Comunicação (ALAIC).

“A EBC volta para a universidade, onde cresceu o debate sobre comunicação pública no país, para debater não só nossas origens, mas o futuro que precisamos construir, de uma empresa pública relevante para a sociedade e essencial para a democracia em nosso país”, afirma o atual presidente da empresa, André Basbaum.

Histórico

Em 24 de outubro de 2007, um decreto presidencial cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A empresa surge fruto do debate ocorrido no ano anterior no Fórum da TV Pública, realizado em 2006, com participação do Ministério da Cultura e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Criada a partir da fusão das estruturas da TVE e da Radiobrás, a EBC também herda o patrimônio da comunicação pública brasileira iniciada há mais de 100 anos, com a fundação da Rádio Sociedade no Rio, que se tornaria depois a Rádio MEC. Em 2025, a Rádio MEC completou 102 anos de existência.

Serviço

O evento é aberto ao público e à comunidade acadêmica mediante inscrição pelo e-mail cerimonial@ebc.com.br informando nome, órgão ou faculdade, CPF e telefone.



EBC

Catedral da Sé lotada rememora os 50 anos do assassinato de Herzog


Para marcar este 25 de outubro, data em que o jornalista Vladimir Herzog foi assassinado pela ditadura militar há 50 anos, a Comissão Arns e o Instituto Vladimir Herzog realizaram um ato ecumênico que lotou a Catedral da Sé, no centro da capital paulista. O local também foi palco, dias depois da morte do jornalista, da histórica cerimônia inter-religiosa de 1975, que desafiou o regime militar e reuniu cerca de 8 mil pessoas.

Presente no ato, Ivo Herzog, filho de Vladimir, afirmou que todos os familiares de vítimas da ditadura militar no país esperam que um processo legal seja levado a cabo. “[O que falta] é a investigação das circunstâncias dos crimes que foram cometidos, é um indiciamento dos autores dos crimes, estando vivos ou estando mortos, é o julgamento e a decisão do nosso poder judiciário se eles cometeram ou não cometeram crimes”, disse à imprensa.

Ivo ressaltou que a revisão do parecer do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à Lei da Anistia de 1979 é uma luta da sociedade. Ele lembrou que a ADPF 320, que trata sobre a anistia, está nas mãos do relator, ministro Dias Toffoli, há mais de oito anos.

“O Brasil tem uma tradição, desde que se tornou uma república, onde aconteceram vários golpes e ou tentativas de golpes. Todos esses eventos têm duas coisas em comum: a presença dos militares e a impunidade.”

A ADPF 320 versa sobre a interpretação que o sistema judiciário e o Poder Público dão à Lei de Anistia. Protocolada em 2014 e ainda pendente de julgamento, a ação foi ajuizada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

“Eu entendo que esse atraso, essa abstenção do ministro Toffoli, infelizmente, é uma cumplicidade com essa cultura de impunidade. E a noite de hoje, essa nossa manifestação, essa nossa indignação pelos agentes de Estado que cometeram atrocidades contra todos os entes queridos, os familiares a quem a gente dedica essa noite, sensibilize os ministros do STF, sensibilize o ministro de Dias Toffoli”, acrescentou Ivo.

O Instituto Vladimir Herzog – que entrou como amicus curiae da ADPF em dezembro de 2021 – compreende que a atual interpretação da Lei de Anistia assegura a impunidade dos crimes de lesa-humanidade cometidos por agentes da ditadura militar e está em desacordo com os tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário.
 


São Paulo (SP), 25/10/2025 - Ato Interreligioso na Igreja da Sé,  lembrando a morte do jornalista Vladimir Herzog, morto pelo regime militar no dia 25 de outubro de  1975. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Ato inter-religioso na Igreja da Sé lembra a morte do jornalista Vladimir Herzog, em dia 25 de outubro de 1975. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Ivo afirmou ainda que o tema da anistia tem sido sequestrado pela extrema-direita. “Anistia é um perdão. A anistia de 1979, por si só, é uma aberração, porque o regime autoritário da época nunca reconheceu que cometeu nenhum crime. Como anistiar quem não cometeu crime? A mesma coisa está acontecendo novamente com esses que estão sendo julgados pelo 8 de janeiro. Eles não admitem que cometeram crime”, disse.

O presidente em exercício Geraldo Alckmin esteve na cerimônia deste sábado. “A morte do Vladimir Herzog foi o resultado do extremismo do Estado que, ao invés de proteger os cidadãos, os perseguia e matava. Por isso, fortalecer a democracia, a justiça e a liberdade”, disse Alckmin.

Questionado se era a favor da revisão da Lei da Anistia de 1979, ele afirmou: “acho que já demos bons passos nessa questão”.

Ivo Herzog destacou que a presença de Alckmin reafirma o compromisso do Estado com a democracia. “Há 50 anos, quando mais de 8 mil pessoas vieram a essa catedral demonstrar sua indignação contra a barbárie que foi cometida contra o meu pai, havia muito medo, medo do Estado. Havia dezenas de atiradores de plantão aguardando que qualquer manifestação, qualquer desordem justificasse um massacre”, lembrou. 

“Hoje, na pessoa do presidente, Geraldo Alckmin, nós temos o Estado de mãos dadas com a gente, para reafirmar o compromisso com a democracia, reafirmar o compromisso com a justiça, reafirmar o compromisso com os direitos humanos, reafirmar o compromisso com a verdade.”

O assassinato de Vlado
 


São Paulo (SP), 25/10/2025 - Ato Interreligioso na Igreja da Sé,  lembrando o jornalista Vladimir Herzog, morto pelo regime militar no dia 25 de outubro de  1975. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O jornalista Vladimir Herzog foi assassinado pela ditadura militar há 50 anos, no dia 25 de outubro de 1975. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Vladimir Herzog foi torturado e morto nas dependências do Doi-Codi – órgão de repressão da ditadura militar subordinado ao Exército -, onde havia sido preso sem ordem judicial. Diretor de Jornalismo da TV Cultura na época, Vlado, como era conhecido entre colegas e amigos, havia se apresentado voluntariamente, na manhã de 25 de outubro de 1975, ao órgão de repressão.

“Eu estava fechado em uma cela forte, eu ouvia uma pessoa sendo torturada e a pergunta era basicamente ‘quem são os jornalistas?’. [Eu me questionava:] ‘Quem pode ser a essa altura? Quem tinha pra ser preso já foi preso ou fugiu’”, lembra o jornalista Sérgio Gomes.

Ele estava preso no Doi-Codi na data em que Vlado foi assassinado. “Afinal, tem uma hora que para tudo, silêncio, remanejam as pessoas de um lugar para o outro, e é a hora que tiram o cadáver e fazem a simulação do suicídio”, relatou.

Desde a morte de Herzog, sua esposa, Clarice Herzog, esteve à frente das denúncias sobre o assassinato político do marido.

No dia 31 de outubro de 1975, foi realizado um ato na Catedral da Sé, um marco na resistência democrática conduzido por líderes religiosos como o cardeal dom Paulo Evaristo Arns, o rabino Henry Sobel e o reverendo Jaime Wright, com o apoio do jornalista Audálio Dantas, então presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Cinco décadas depois, o novo ato inter-religioso na Sé é dedicado à memória de todas as vítimas da ditadura.

Na tarde de hoje, jornalistas fizeram uma passeata desde o auditório Vladimir Herzog, na sede do sindicato da categoria em São Paulo (SJPSP), até a Sé para participar do evento na catedral.

“Hoje é um dia muito especial, muito emocionante. Logo após o assassinato de Herzog, no dia 25, houve uma assembleia no sindicato, em que centenas de jornalistas decidiram organizar o ato do dia 31 de outubro na Catedral da Sé, que foi aquele primeiro grande ato contra a ditadura militar, pós AI-5. Rememorar essa caminhada, fazer essa atividade, foi muito bonito, com pessoas de diferentes gerações, colegas jornalistas”, disse Thiago Tanji, presidente do SJPSP.

“É importante lembrar que as pessoas que torturaram, assassinaram o Vladimir Herzog, não foram condenadas, não foram investigadas, então a nossa luta contra impunidade é sobre o passado, mas também no presente, contra os golpistas do passado e do presente. Realizar essa atividade com uma catedral cheia, um lugar significativo na luta pela democracia, é muito especial”, finalizou.

Diversas pessoas que estiveram no primeiro ato e voltaram para a catedral 50 anos depois foram aplaudidas de pé. Também compareceram ao local nomes como Luiza Erundina, Eugênia Gonzaga, Amelinha Teles, Jurema Werneck, Fernando Morais, José Dirceu, Ivan Valente, Sérgio Gomes, Eduardo Suplicy, José Genoíno, Paulo Teixeira, Paulo Vannuchi, Rui Falcão, Ariel de Castro Alves, José Trajano, Juca Kfouri, Andre Basbaum, José Carlos Dias e Frei Chico.

No começo da cerimônia deste sábado, por volta das 19h, os presentes acompanharam apresentação do Coro Luther King, que foi seguida de manifestações inter-religiosas, com a presença de dom Odilo Pedro Scherer, da reverenda Anita Wright – filha de Jaime Wright, e do rabino Rav Uri Lam. O ato foi intercalado por músicas executadas pelo coral e discursos.

Ainda na catedral, houve a exibição de vídeos especialmente produzidos para a ocasião, com imagens de manifestações e de vítimas do Estado desde a ditadura militar até os dias atuais. Entre os vídeos, estava a leitura de uma carta de Zora Herzog, mãe de Vlado, feita pela atriz Fernanda Montenegro, para o juiz Márcio José de Moraes, que reconheceu o direito à indenização para a família de Vladimir Herzog pela União.



EBC

João Fonseca e Luísa Stefani se classificam para finais neste domingo


A manhã e o começo da tarde deste sábado (25) foram históricos para o tênis brasileiro, com dois atletas chegando em finais importantes do circuito mundial. O carioca João Fonseca se garantiu na disputa do título do ATP 500 da Basileia, na Suíça, enquanto a paulista Luísa Stefani se classificou para a decisão do WTA 500 de Tóquio, no Japão.

Os torneios de nível 500, que dão 500 pontos aos campeões, são os de terceiro maior nível do circuito, tanto masculino como feminino, atrás apenas das competições nível 1000 e dos Grand Slams (que distribuem dois mil pontos ao vencedor). É a primeira vez que João vai a final de um ATP 500. Luísa, por sua vez, terá pela frente a terceira decisão de um WTA 500 somente este ano, após títulos em Linz, na Áustria, e Estrasburgo, na França, sempre com a húngara Timea Babos, com quem também venceu o SP Open (WTA 250 de São Paulo).

Número 46 do ranking de simples da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), João encarou o espanhol Jaume Munar (42º) na semifinal do torneio na Basileia e venceu por 2 sets a 0, parciais de 7/6 (7-4) e 7/5. Na final deste domingo (26), a partir de 11h (horário de Brasília), ele enfrenta outro tenista da Espanha, Alejandro Fokina (18º). O carioca, de apenas 19 anos, passa a figurar entre os 30 melhores do mundo na próxima atualização da lista se ganhar.

Já Luísa, que ocupa o 17º lugar do ranking de duplas da Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês), e Babos (16ª) se garantiram na decisão de Tóquio ao derrotarem a norte-americana Taylor Townsend, número dois do mundo, e a australiana Ellen Perez (23ª) por 2 sets a 1, parciais de 6/7 (4-7), 6/3 e 10-5 no match tie-break (desempate em que vence a parceria que atingir dez pontos primeiro). As rivais eram as principais favoritas ao título.

A paulista e a húngara retornam à quadra da capital japonesa na madrugada deste domingo, por volta de 1h30 (horário de Brasília), para decidirem o título contra a sérvia Aleksandra Krunic (20ª) e a cazaque Anna Danilina (13ª). A competição é a última antes de Luísa e Babos disputarem, em novembro, o WTA Finals, torneio que reunirá as oito melhores duplas da temporada em Riad, na Arábia Saudita.



EBC

PND 2025: saiba o que pode levar para a prova deste domingo


Mais de 1,08 milhão de candidatos farão a primeira edição da Prova Nacional Docente (PND) , neste domingo (26), em 750 cidades das cinco regiões do país.

Os municípios estão listados no Portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A PND tem o objetivo de estimular a realização de concursos públicos e aumentar o número de professores efetivos nas redes de ensino públicas do Brasil.

Quem ainda não consultou o local de prova, pode acessar o Cartão de Confirmação de Inscrição disponível no site do Sistema PND, com login da plataforma Gov.br.

O documento traz o número de inscrição, data e horários do exame. Nele consta ainda se o participante terá tratamento pelo nome social, se for o caso, ou atendimento especializado, como para pessoas com deficiência, pessoas idosas, gestantes e lactantes.

O que levar

Apesar de não ser obrigatório, o Inep recomenda levá-lo no domingo, dia do exame. Porém, o candidato não poderá fazer anotações no cartão ou mantê-lo sobre a mesa durante a prova.

Documentos com foto: É obrigatória a identificação com o documento de identidade original com foto, sejam físicos ou digitais. Estes últimos (CNH digital, RG Digital e E-Título) precisarão estar nos respectivos aplicativos de documentos digitais download dos aplicativos. Por isso, é importante que já tenha o aplicativo baixado e com o funcionamento devidamente testado, para acessá-lo mesmo sem internet no momento da identificação na entrada da sala onde fará a prova do certame.

Entre documentos físicos aceitos, estão carteiras de identidade emitidas pelas Secretarias de Segurança Pública dos estados, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com foto, carteira de trabalho, passaporte brasileiro e outros previstos nos editais do certame.

As cópias de documentos, mesmo autenticadas por cartórios, não serão permitidas, nem fotos do documento, mesmo que estejam na galeria de fotos do celular. Não serão aceitos também: registro civil de nascimento, título de eleitor (impresso ou sem foto), Cadastro de Pessoa Física (CPF), carteira de estudante, Registro Administrativo de Nascimento Indígena (Rani), protocolo do documento de identidade, além de documentos ilegíveis, não identificáveis e/ou danificados.

Caneta preta: O candidato deve levar caneta esferográfica de tinta preta de material transparente para usar no dia das provas. Não serão fornecidas canetas, e não será permitido se comunicar para pedir material durante as provas.

Por isso, é recomendado levar mais de uma caneta reserva. Caneta azul, lápis, borracha e outros materiais não podem permanecer na mesa do candidato durante a prova.

Eletrônicos: conforme o edital, equipamentos eletrônicos, como celular, tablet, pulseiras e relógios inteligentes, com todos os aplicativos, funções e sistemas desativados e desligados, incluindo alarmes, no envelope porta-objetos lacrado e identificado, desde o ingresso na sala de prova até a saída definitiva do local de prova.

O envelope deverá ser guardado embaixo da cadeira do próprio inscrito. Os candidatos só poderão abrir os envelopes com seus pertences e ligar o aparelho celular quando tiverem saído dos locais de prova.

Comunicação: os candidatos também serão eliminados do concurso se forem surpreendidos, durante as provas, em qualquer tipo de comunicação com outro candidato ou usando calculadoras ou similares, livros, códigos, manuais, apostilas, impressos ou anotações ou quaisquer dispositivos eletrônicos.

Roupas e acessórios: os candidatos não poderão usar óculos escuros e artigos de chapelaria, como boné, chapéu, viseira, gorro ou similares, sob pena de eliminação.

Horários

O cronograma da prova é o mesmo em todo o país e segue o horário de Brasília. Por isso, os candidatos devem ficar atentos aos diferentes fusos horários do país.

 A aplicação da prova da PND seguirá horários a seguir:

  • abertura dos portões: 12h
  • fechamento dos portões: 13h
  • início da prova: 13h30
  • término da prova: 19h

Não será permitida a entrada de candidatos antes do horário de abertura, nem após o horário de fechamento dos portões.

A prova terá duração de cinco horas e 30 minutos. Os candidatos devem ficar obrigatoriamente na sala de aplicação da PND, pelo menos duas horas contadas a partir do início da prova.

A prova

A prova tem a mesma matriz da avaliação teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, desde a sua edição, em 2024, foca nos cursos de formação de docentes.

De acordo com o edital da PND 2025, a prova será composta por duas partes. A primeira trará questões sobre formação geral de todos os docentes e a outra será de componente específico.

A formação geral inclui 30 questões objetivas e uma discursiva, elaboradas a partir de temas ligados à formação docente.

A parte específica conta com 50 questões de múltipla escolha, voltadas ao conteúdo e às habilidades próprias de cada uma das 17 áreas da licenciatura.

São elas: artes visuais; ciências biológicas; ciências sociais; computação; educação física; filosofia; física; geografia; história; letras (inglês); letras (português); letras (português e espanhol); letras (português e inglês); matemática; música; pedagogia e química.

A PND

A Prova Nacional Docente (PND) não é uma certificação pública para o ofício de professor, também não é um concurso.

O exame, criado pelo Ministério da Educação (MEC) para avaliar o nível de conhecimento e a formação dos futuros professores das licenciaturas, também tem o objetivo de auxiliar estados e municípios a selecionarem professores para as suas redes de ensino.

A prova será realizada anualmente pelo Inep. A iniciativa faz parte do programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações de reconhecimento e qualificação do magistério da educação básica e de incentivo à docência no país.



EBC

Marina Dias é ouro na etapa de Laval da Copa do Mundo de paraescalada


A paulista Marina Dias se despediu da temporada 2025 com mais um topo de pódio na paraescalada. Neste sábado (25), a bicampeã mundial venceu a etapa de Laval, na França, da Copa do Mundo da modalidade na classe RP3 (atletas com limitações de alcance, força e potência).

Na final, realizada poucas horas após a eliminatória, a brasileira alcançou 51 agarras da parede, ficando à frente da alemã Laura Nesciobelli (45 agarras) e da britânica Charlotte Andrew (42) – prata e bronze, respectivamente. Foi o primeiro ouro dela em etapas da Copa do Mundo em 2025, após dois terceiros lugares, em Salt Lake City, nos Estados Unidos, e Innsbruck, na Áustria.

Marina, que tem o lado esquerdo do corpo afetado pela esclerose múltipla, é a principal atleta brasileira na paraescalada, modalidade que será disputada em uma Paralimpíada pela primeira vez na edição de Los Angeles, nos EUA, em 2028. A classe dela, porém, não está inclusa no programa dos Jogos.

A etapa de Laval termina neste domingo (26), com o paranaense Eduardo Schaus na final da classe AU2 (atletas amputados ou com função reduzida de membro superior). A prova começa às 10h (horário de Brasília), com transmissão do canal da Federação Internacional de Escalada Esportiva (IFSC, na sigla em inglês) no YouTube, ao vivo.

Prata no Mundial de Seul, na Coreia do Sul, ele busca o primeiro pódio em uma Copa do Mundo. O brasileiro foi o segundo melhor da eliminatória na categoria, uma das que será disputada em Los Angeles.

Além de Marina e Eduardo, outros dois atletas representaram o Brasil nas eliminatórias deste sábado, mas não foram às finais – que reúnem os quatro mais bem colocados. Na classe AU3 (uma mão ou vários dedos ausentes em ambas as mãos ou função reduzida), o paranaense Leonardo Vilha ficou em sexto lugar.

Já Luciano Frazão, do Distrito Federal, foi o 15º da classe AL2 (amputação de uma perna ou deficiência de membro inferior, sem articulação do tornozelo funcional). A categoria é outra terá disputa por medalhas nos Jogos de 2028.



EBC