Missa no Cristo Redentor celebra aniversário do santuário


Para comemorar os 94 anos do Santuário do Cristo Redentor, o Dia das Crianças e o de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, foi realizada neste domingo (12), às 8h, no Alto do Corcovado, uma missa em ação de graças celebrada pelo reitor do Santuário, padre Omar Raposo.

A celebração católica teve a presença do comediante Renato Aragão, apresentado como um dos novos Embaixadores do Cristo Redentor para a Cultura e o Turismo, através de lei municipal de 14 de julho de 2025, que instituiu o Dia do Cristo Redentor no calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro.

Renato Aragão foi chamado ao altar, onde colocou a coroa na cabeça de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Apesar do céu nublado, com o nevoeiro encobrindo a estátua do Cristo, centenas de fiéis estiveram presentes na celebração. Durante a homília, o padre Omar pediu que Nossa Senhora ore pelas crianças esquecidas, em situação de vulnerabilidade e excluídas da escola e de outros direitos garantidos pela Constituição. 

A programação começou com o lançamento da campanha social Clássico é Brincar, promovida pelo Consórcio Cristo Sustentável e pelo Festival Clássicos do Brasil, que tem a meta de arrecadar 10 mil brinquedos e livros infantis para crianças em situação de vulnerabilidade social até o dia 31 de outubro.

Durante o dia, também foi iniciada missa às 11h, e a programação prevê celebrações às 15h e às 17h. Também haverá a Oração do Ângelus ao meio-dia e às 18h, no Santuário do Cristo Redentor. 

Segundo o Alerta Rio, as condições atmosféricas neste domingo na cidade do Rio de Janeiro serão influenciadas pelo calor e áreas de instabilidade em médios/altos níveis da atmosfera. Assim, o céu irá variar entre parcialmente nublado e nublado, com previsão de pancadas de chuva isoladas a partir do fim da tarde. Os ventos estarão fracos a moderados e as temperaturas apresentarão elevação, com máxima prevista de 33°C.

Nesta segunda-feira (13), o monumento ao Cristo Redentor receberá às 19h, uma iluminação especial em azul para celebrar a Geminação entre o Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor e o Santuário Santa Dulce dos Pobres, na Bahia. Os santuários passarão a se conectar com parcerias nas áreas de Fé, Turismo, Cultura, Desenvolvimento Sustentável e Social. A geminação tem como objetivo partilhar experiências.



EBC

Mulheres resgatam arte marajoara e buscam espaço no mercado da moda


Em uma casa pequena, com paredes ainda no reboco, mora e trabalha Dona Cruz, de 77 anos. A vida simples em Soure, município da Ilha de Marajó, no Pará, contrasta com o tipo de roupa que ela confecciona todos os dias: um traje de gala marajoara.

A peça, geralmente uma camisa de botão, é voltada para ocasiões especiais, como festas. A depender da complexidade, pode levar de um a três dias para ser produzida. Cada uma é feita à mão em tecido de algodão, e tem fitas bordadas com linha, que seguem grafismos inspirados em cerâmicas indígenas antigas.

Entre os consumidores frequentes, há autoridades políticas e fazendeiros. Depois que o governador do estado, Helder Barbalho (MDB), usou o traje confeccionado por Dona Cruz na Cúpula da Amazônia em 2023, a procura pela vestimenta cresceu.

A costureira trabalha sob encomenda e manda via Correios os produtos para diversos lugares do país, como Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

 


Soure (PA), 09/010/2025 - A bordadeira Maria da Cruz mostra o pequeno ateliê onde produz peças reconhecidas nacionalmente. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Soure (PA), 09/010/2025 – A bordadeira Maria da Cruz mostra o pequeno ateliê onde produz peças reconhecidas nacionalmente. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Tanta repercussão ainda não foi revertida em uma melhoria significativa das condições de vida da Dona Cruz, já que os ganhos financeiros são modestos.

“Geralmente, o que eu ganho da venda das camisas, eu gasto na compra de novos materiais. Para quando o cliente chegar, ter sempre algo disponível. Eu trabalho por conta própria, sem empréstimos. E o dinheiro da aposentadoria fica para as despesas da casa”, explica a costureira.

“Os valores de cada roupa dependem do tamanho. Se tem manga curta ou longa, se é P ou G. Então, ela pode custar entre 290 e 410 reais”. O benefício evidente foi a possibilidade de se manter ativa e obter novos conhecimentos.

“Trabalhava como inspetora de colégio e depois me aposentei. Quando fiquei viúva, para não ficar sem fazer nada, eu me dediquei às camisas. É bom para manter a cabeça ocupada e não ficar pensando em outras coisas, né?”, diz a costureira.

Entre as poucas ajudas que Dona Cruz recebeu estão uma máquina de costura industrial, a partir de uma parceria entre a prefeitura de Soure e o governo do estado.

Além disso, recebeu um conjunto de orientações do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no âmbito do programa Polo de Moda do Marajó. Aprendeu sobre formação de preço e estratégias de venda, melhoria na apresentação dos produtos (como uso de embalagens adequadas) e como acessar novos mercados.

“O Polo de Moda do Marajó tem transformado a vida das participantes ao gerar oportunidades de renda, resgatar saberes tradicionais e fortalecer a autoestima das mulheres envolvidas. Ao profissionalizar a produção, estimular o empreendedorismo e conectar essas artesãs e costureiras a novos mercados, o Polo promove inclusão produtiva, autonomia econômica e valorização cultural”, diz Renata Rodrigues, gerente do Sebrae no Marajó.

No fim de outubro, Dona Cruz vai compartilhar os conhecimentos com outras pessoas da ilha. Ela vai ministrar um curso de camisaria marajoara pelo Sebrae, o que pode ajudar a manter viva uma técnica de bordado que poucos dominam. O professor que a ensinou, conhecido como Baiano, morreu em decorrência da covid-19 durante a pandemia. Das dez alunas que ele tinha, apenas Dona Cruz concluiu o curso.

Tradição e sustento

Da cerâmica ancestral à passarela contemporânea, a arte marajoara ganha novas formas pelas mãos da quilombola Rosilda Angelim, de 56 anos, artesã e costureira de Salvaterra, município da ilha de Marajó.


Soure (PA), 09/010/2025 - A empreendedora quilombola Rosilda Angelim. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Soure (PA), 09/010/2025 – A empreendedora quilombola Rosilda Angelim. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Antes de viver da arte, ela trabalhou como professora e funcionária pública. Após perder o emprego, enfrentou dificuldades financeiras e depressão, até descobrir na costura uma nova chance.

“Foi como um empurrão. Eu comecei na costura há uns 30 anos, mas há 16 me encontrei de verdade no grafismo marajoara”, conta a artesã.

“O meu objetivo é divulgar a minha cultura. Quero que o mundo conheça o Marajó”.

Hoje, Rosilda lidera um ateliê com seis pessoas e produz roupas e acessórios que unem moda e identidade amazônica. Suas criações são vendidas em lojas de Belém e atraem compradores de outras regiões do país.

A sustentabilidade também é parte central do trabalho. O ateliê utiliza tecidos 100% algodão e reaproveita sobras de material.

“Nada fica parado. O que sobra, a gente doa para mulheres que fazem tapetes e outros artesanatos. É bom para o meio ambiente e ajuda famílias”, explica Rosilda.

Com a proximidade da 30º Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, a expectativa é de aumento na produção.

“A gente tem que acreditar que a COP vem trazer coisa boa. Não só para o clima, mas para a cultura em geral, nossa culinária, nosso artesanato, nossa biojoia. A gente vai se agarrando nisso e preparando um volume maior de peças para o período. O meu objetivo é ganhar dinheiro, claro, não quero ser hipócrita, mas também quero divulgar a minha cultura para todos”, diz a artesã.

Marca autoral

Professora de francês que virou costureira e empreendedora. Essa é a história de Glauciane Pinheiro, de 40 anos, que entrou no curso de costura industrial, “sem nunca ter tocado numa máquina”. A proposta do projeto era voltada para pessoas com experiência, mas algumas vagas foram abertas para iniciantes — e foi assim que ela desenvolveu a nova habilidade.

“Eu estava desempregada, passando por um momento emocional difícil. Entrei mais para me distrair, mas acabei me encontrando na costura”, relembra Glauciane.

A partir daí, o interesse por estamparia e criação de coleções cresceu. Com apoio do marido, que lhe presenteou com duas máquinas, ela montou um pequeno ateliê no quarto de casa e lançou a marca Mang Marajó.


Soure (PA), 09/010/2025 -  A empreendedora Glauciane Pinheiro  Lima produz estampas originais da moda marajoara no Espaço Mang.  Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Soure (PA), 09/010/2025 – A empreendedora Glauciane Pinheiro Lima produz estampas originais da moda marajoara no Espaço Mang. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – Marcelo Camargo/Agência Brasil

A empreendedora começou a produzir roupas com estampas autorais e bordados, parte feitos por famílias e grupos terceirizados da região. Hoje, ela vê no turismo local uma oportunidade concreta de crescimento.

“Desde que começaram os preparativos para a COP30, a cidade está diferente. Tem mais movimento, mais turistas. Eu recebo gente todos os dias, até de noite ou aos domingos”, relata Glauciane.

“A gente acredita que o turismo pode sustentar o Marajó. E eu quero viver disso, da cultura e da arte”.

A esperança comum daqueles que vivem de moda no Marajó é que novembro seja um ponto de virada para o setor no Pará, com maior visibilidade e mais investimentos públicos.

“Os principais desafios ainda são o acesso limitado a equipamentos modernos, capacitações técnicas continuadas, canais de comercialização e financiamento. Para alavancar a situação dessas mulheres, é necessário fortalecer as parcerias institucionais, ampliar o acesso a mercados (digitais e físicos), investir em formação empreendedora e garantir políticas públicas que sustentem esse processo de desenvolvimento local com identidade”, explica a diretora do Sebrae, Renata Rodrigues.

*A equipe de reportagem da Agência Brasil viajou a convite do Sebrae.

 



EBC

Pesquisas revelam preocupação com crianças em extremos climáticos


Duas pesquisas divulgadas este mês alertam para os efeitos dos extremos climáticos nas crianças. Uma delas é um levantamento encomendado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal ao Datafolha: mais de 80% dos brasileiros temem pelos efeitos das mudanças climáticas em bebês e crianças de 0 a 6 anos.

O estudo Panorama da Primeira Infância: o impacto da crise climática entrevistou 2.206 pessoas, sendo 822 responsáveis por crianças, entre os dias 8 e 10 de abril de 2025. Os maiores medos se concentram em impactos sobre a saúde: 7 em cada 10 pessoas (71%) manifestaram esse tipo de preocupação, com destaque para as doenças respiratórias.

Outras questões levantadas por 39% dos entrevistados foram o maior risco de desastres (como enchentes, secas e queimadas), além da dificuldade em acessar água limpa e comida (32% das respostas).

Segundo o estudo, 15% acreditam que as mudanças climáticas provocarão maior consciência ambiental e 6% confiam que a sociedade encontrará soluções para reduzir os danos.

“Ver que a população reconhece o risco que as crianças enfrentam já é uma vitória — significa que entendemos quem está na linha de frente da crise e que há urgência em agir. As crianças na primeira infância são as menos culpadas pela emergência climática e, ainda assim, são o público mais afetado. Essa injustiça exige que cada medida tomada considere a vulnerabilidade de quem depende da proteção dos adultos”, disse Mariana Luz, diretora da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

Mortalidade infantil

O outro estudo corrobora a preocupação da população. Ele foi conduzido por cientistas do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da London School e do Instituto de Saúde Global de Barcelona.

Publicada no periódico Environmental Research, a pesquisa indica que bebês em período neonatal (7 a 27 dias) são os mais afetados pelo frio, com risco 364% maior de morrer em condições extremas, em comparação às condições normais. Com relação ao calor, o impacto cresce à medida que a criança envelhece, sendo 85% maior em calor extremo entre os que têm entre 1 e 4 anos.

Os pesquisadores analisaram mais de 1 milhão de mortes de menores de 5 anos ao longo de 20 anos. O risco de mortalidade nesta faixa etária chegou a ser 95% maior no frio extremo e 29% maior no calor extremo do que nos dias com temperatura amena (em torno de 14 a 21°C).

A pesquisa teve como base os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Conjunto de Dados Meteorológicos Diários em Grade do Brasil (BR-DWGD).

Professor do ISC/UFBA e colaborador do Cidacs, Ismael Silveira explica que pesquisas internacionais já indicavam que crianças pequenas são mais vulneráveis aos extremos climáticos. Mas havia poucas evidências em países com clima tropical.

“O Brasil tem dimensões continentais e forte desigualdade socioeconômica, o que o torna um ‘laboratório natural’ para investigar os impactos do clima. A cobertura e qualidade dos dados de óbitos e o uso de métodos estatísticos robustos favoreceram a superação dessa lacuna”, diz Silveira.

Crianças são mais vulneráveis aos efeitos das mudanças de temperatura porque seus corpos ainda não desenvolveram totalmente os mecanismos de regulação térmica. Nos dias mais quentes, os riscos incluem insolação, desidratação, problemas renais, doenças respiratórias e infecciosas. No frio, podem haver hipotermia, que desencadeia complicações respiratórias e metabólicas, e favorece o aumento de infecções.

O Brasil apresenta variações regionais quanto aos impactos climáticos. Os dados indicam que a mortalidade de crianças menores de cinco anos relacionada ao frio atingiu o maior aumento (117%) no Sul do país. Já a mortalidade relacionada ao calor foi maior no Nordeste (102%).

As taxas elevadas de mortes de crianças continuam concentradas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Essas regiões apresentam maior vulnerabilidade socioeconômica e acesso pior à infraestrutura básica, como saneamento e moradia adequada. O aumento das temperaturas representa uma ameaça adicional.



EBC

Fabiana Cozza e Nei Lopes abrem baú de inéditas no Samba na Gamboa


A apresentadora Teresa Cristina recebe o veterano Nei Lopes e a cantora Fabiana Cozza na edição inédita do Samba na Gamboa neste domingo (12), às 13h, na TV Brasil. O programa traz uma entrevista bem animada e repleta de música com a dupla que fez parceria improvável ao abrir um baú de obras inéditas do experiente cantor e compositor. Eles fazem duetos emocionantes na telinha do canal público.

Os convidados cantam sucessos da carreira do experiente compositor e revelam como suas trajetórias artísticas se cruzaram. Fabiana Cozza lançou em 2023 o disco Urucungo, álbum com músicas inéditas do mestre. Além de recordar esse trabalho, eles interpretam obras do projeto que inclui 12 faixas autorais e parcerias dele com artistas como Wilson Moreira, Leci Brandão, Guinga, Ivan Lins e Francis Hime.

O repertório da homenagem na telinha da emissora pública inclui clássicos do bamba como Senhora Liberdade e Samba do Irajá, além de diversos trabalhos do ícone com o saudoso Wilson Moreira, seu maior parceiro, como Gostoso Veneno, Dia de Glória, Ré, Sol, Si, Ré e Ao Povo em Forma de Arte.

Programa original da emissora pública, o Samba na Gamboa pode ser acompanhado no YouTube do canal e no app TV Brasil Play. Com janela alternativa na telinha aos sábados, às 23h, a produção ainda é transmitida na Rádio Nacional. O conteúdo entra no ar aos sábados, ao meio-dia, para toda a rede.

Memórias e raízes do samba

Escritor com mais de 50 livros publicados, Nei Lopes é estudioso das culturas africanas. Ele abre o coração durante a descontraída roda de samba. “O destino é inexorável: quando traça, acontece. Quando me perguntam por que você escreve tanto, eu digo que é porque não tenho outra coisa para fazer em casa”, brinca o autor. “É o prazer de criar e inovar. Mexo muito com o passado. Faço letras invocando o que não vivi, mas eu conheci quem viveu”, explica o célebre sambista.

Durante a produção da TV Brasil, a conversa do astro carioca e da cantora paulista com a anfitriã aborda temas relacionados ao movimento negro e à cultura afrobrasileira, bem como sua produção escrita. “Meu envolvimento com livros tem uma razão muito lógica. Minha formação foi muito tumultuada, principalmente do ponto de vista da história”, pontua o convidado ao falar sobre o que o impulsiona. “Eu me interessei pelas coisas às quais me dedico até hoje porque nós temos uma obrigação”, comenta.

Grande letrista, Nei Lopes é referência no mundo do samba. O artista de 83 anos faz história até hoje ao utilizar seu talento para tratar de temas atemporais que atravessam gerações com linguagem coloquial. O craque pontua suas referências e a importância do Salgueiro, terreiro de samba onde foi mais feliz.

O programa Samba na Gamboa lembra o icônico álbum A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes (1980), entre outras preciosidades de sua obra que foi gravada por grandes nomes da música nacional, como Alcione, Beth Carvalho e Clara Nunes.

Fabiana Cozza recorda o desafio na escolha do repertório de Nei Lopes para o projeto Urucungo ao abrir o baú de inéditas do acervo do bamba. “Fui por uma seleção que me orienta desde o primeiro trabalho. Vou me permitir me emocionar com as canções. Quando o coração escuta e arrepia”, conta a artista.

A cantora fala sobre a importância da ancestralidade ao celebrar nomes como Clara Nunes e dona Ivone Lara “É um olhar que me centra. Essas pessoas vão fazendo parte da minha trajetória. Uma homenagem é para além de escolher músicas e cantar aquele compositor. É dizer o que você pensa e dialoga.”

Histórico da produção

O Samba na Gamboa reúne grandes intérpretes das novas gerações e nomes consagrados do gênero e ícones da MPB para uma animada roda de samba. Com Diogo Nogueira, o programa contou com sete temporadas e foi gravado entre 2008 e 2018. Até hoje a atração faz parte da grade do canal público.



EBC

Escritora Taís Espírito Santo é a entrevistada do Conversa com o Autor


Um papo sobre literatura infantil com a escritora, assessora literária, gestora, professora de escrita criativa e roteirista Taís Espírito Santo é o que o Conversa com o Autor, da Rádio MEC, leva ao ar, às 12h30 deste domingo (12), data em que é celebrado o Dia das Crianças.  

Na entrevista conduzida pela jornalista Katy Navarro, Taís fala de seu contentamento ao lançar Ashanti, nossa pretinha, livro infantil com uma história que cativa pela força da personagem e a representatividade para outras crianças. No bate-papo, a escritora destaca a personagem Ashanti, menina negra muito esperada na família.

A obra é uma celebração do amor e da ancestralidade dentro de uma família negra, com foco em um pai presente e atencioso. Taís revela que a publicação é uma homenagem ao seu pai e a todos os pais que participam ativamente da vida de seus filhos.

Além disso, a autora explica que o livro busca suprir a necessidade de representatividade de famílias negras em histórias infantis, mostrando que elas também são repletas de amor e afeto. Ela acredita que é uma leitura em que as crianças podem encontrar identificação e a possibilidade de se sentirem amadas e representadas no mundo.

Em 2017, Taís Espírito Santo participou da coletânea Olhos de Azeviche: dez escritoras negras que estão renovando a literatura brasileira, da Editora Malê. É conselheira do Instituto As Josefinas, além de ministrar oficinas de escrita criativa para mulheres, população quilombola e LGBTQIAPN+. Atua também como professora de escrita na ONG Ser Cidadão e criou a produtora Òrun Aiyé, de pretos e para pretos, agraciada com o Prêmio Ubuntu Origens.

Sobre o Conversa com o Autor

Apresentado por Katy Navarro e com produção de Rafael Tavares, o programa Conversa com o Autor tem o objetivo de divulgar a literatura brasileira e incentivar a leitura. A atração semanal da Rádio MEC recebe escritores para entrevistas sobre suas publicações e assuntos variados do mundo dos livros.

São quase 30 minutos de papo descontraído e repleto de conteúdo em que autores nacionais ficam à vontade para falar sobre seus trabalhos. As conversas abordam lançamentos, títulos, curiosidades, processo criativo, sugestões de obras, leituras e as diversas narrativas literárias dos autores brasileiros.

A Rádio MEC pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

Ouvintes

Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.



EBC

E-sports no JUBs: atletas avaliam prós e contras da profissionalização


Tem torcida, tem disputa, tem final. Os e-sports invadiram os Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) 2025. Na verdade, eles conquistaram um espaço monstruoso em todo país. Como em outros esportes, o sonho de se tornar profissional vem desde pequeno. Pode parecer fácil, trabalhar com seu momento de lazer, mas a rotina de um jogador profissional não é tão simples.

“Acordo oito horas da manhã, a partir das 10h já temos uma preparação. Depois vem o intervalo de almoço. Depois de uma da tarde ate oito horas da noite é treino. Você joga o jogo, reassiste, conversa sobre possibilidades boas e as ruins”.

A rotina é de David Luiz, chamado de Rosa. Ele cursa o terceiro período de Sistemas de Informação na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campeã de League of Legends no JUBs 2025. Além de atleta universitário, Rosa é atleta profissional de e-sports. E sabe que está em um momento decisivo da vida.


avid Luiz Rosa, JUBs Natal 2025, E-sports

“É uma carreira que, querendo ou não, não tem muita longevidade, os jogadores profissionais acabam perdendo desempemho por volta dos 24 anos”, pontua David Luiz, estudante do terceiro período de Sistemas de Informação na UTFPR – Celio Júnior/CBDU/Direitos Reservados

“Como jogador profissional, às vezes, você pode tirar um ótimo dinheiro, aproveitar ótimas oportunidades. É uma carreira que, querendo ou não, não tem muita longevidade, os jogadores profissionais acabam perdendo desempemho por volta dos 24 anos. Mas você pode ganhar muito dinheiro, tem jogadores no nosso cenário que ganham cerca de 100 mil reais por mês, os mais famosos. Só que, se eu me arriscar a chegar nesse patamar, eu posso perder um tempo que eu estaria fazendo estágio, estaria me especializando. É aquela balança que pondera para os dois lados. Uma hora você tem que decidir, mas é uma decisão árdua”, pondera David Luiz.

No JUBs os atletas jogam pelo titulo, de forma leve. O foco é você não deixar de lado seus estudos e seu esporte. Mas no ambiente profissional  nem sempre é assim.

 “A partir do momento que você não está se destacando mais, se acabou o seu contrato, você vai rodar. É um cenário que você tem que estar se reinventando, melhorando, aperfeiçoando, para você ter esse potencial para se destacar, para jogar em times grandes. Tem que estar disposto a viver esse sonho, porque tem muita cobrança. Não só do seu time, os times têm muitos fãs. Por exemplo, o time que eu jogava, tinha mais de 3 mil seguidores, e eles cobram”.


Washington Wu, E-sports, JUBs Natal 2025

Washington Wu já foi profissional de e-sports, recebeu convite para jogar no exterior, mas optou por seguir na área acadêmica – Célio Júnior/CBDU/Direitos Reservados

Washington Wu, o Washin, é do time de Luiz no JUBs, a UTFPR Azure Bears. Ele fez o caminho inverso. Já foi profissional, recebeu convites para jogar em um dos maiores centros do mundo, a Coreia do Sul. Mas preferiu outro caminho.

“Com essa jornada de 16, 17 horas de jogo por dia, ficou bem cansativo mesmo. Não consegui acompanhar muito, fiquei para trás e decidi parar. Vou continuar nesse ramo acadêmico, profissional, buscar trabalho, virar um CLT”, projeta Washin.

Virar profissional tão cedo, treinar muito e sofrer pressão de torcida. Para o coordenador de e-sports da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), Sergio Medeiros, os e-sports precisam ser acompanhados e sempre atualizados.

“Os e-sports são muito desgastantes mentalmente. Então existe o desgaste do próprio jogo e existe a falta de preparação mental, de certa forma, para lidar com o ambiente de pressão”.

A atividade está em constante atualização: há pressão, retorno financeiro, competitividade. Qual caminho escolher? Na duvida, Washingtin Wu tem uma dica.

“Não se deixem afetar por este processo de pressão. Aproveitem a vida que sempre vai haver um caminho para o sucesso”.

* Maurício Costa viajou a Natal à convite da CBDU.



EBC

Lula visitará Papa Leão XIV durante visita a Roma


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será recebido pelo Papa Leão XIV, no Vaticano, na próxima segunda-feira (13). A informação é da Sala de Imprensa da Santa Sé.

A reunião entre Lula e o líder da Igreja Católica será a primeira desde que Leão XIV foi eleito o novo papa, em maio deste ano. 

Lula viaja neste sábado (11) para Roma para participar da Semana Mundial da Alimentação da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e de uma série de encontros relacionados à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. O retorno para o Brasil será ainda no dia 13.

Lula também participará da reunião presencial do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza , da cerimônia de inauguração da sede do secretariado da Aliança, uma plataforma internacional destinada a coordenar programas sociais replicáveis em diferentes países.



EBC

PM é baleado e morto durante romaria ao Santuário de Aparecida


Um policial militar de 30 anos de idade que fazia a romaria até o Santuário Nacional de Aparecida foi morto a tiros durante um assalto na madrugada deste sábado (11) no trecho de Lorena da Rodovia Presidente Dutra. Ele trabalhava na corporação há 10 anos e deixa esposa e dois filhos, um menino de 4 anos e uma menina de 1 ano e 4 meses.

De acordo com as informações do Boletim de Ocorrência, equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizavam uma ação de fiscalização quando foram acionadas por um romeiro que relatou que seus pais haviam sido assaltados. Ao chegarem ao local, os agentes constataram que os suspeitos haviam fugido.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), as autoridades foram informadas de que um policial militar e outros dois romeiros haviam sido atingidos por disparos de arma de fogo. 

“Todos foram socorridos a um hospital da região, mas o policial não resistiu aos ferimentos”, informa a SSP-SP em nota.

O caso foi registrado na Delegacia de Lorena como latrocínio e tentativa de latrocínio. A Polícia Civil faz diligências para identificar e localizar os autores do crime, a fim de esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.



EBC

Frente fria chega a São Paulo a partir de segunda com chuvas e ventos


Uma nova frente fria, que deverá intensificar as instabilidades e provocar chuvas de moderada a forte intensidade mais generalizadas, chega a São Paulo no início da próxima semana. A Defesa Civil do estado emitiu alerta para a instabilidade, que deve provocar pancadas de chuva, rajadas de vento e queda de granizo em pontos isolados do território paulista.

Segundo a Defesa Civil, este sábado (11) permanece com muita nebulosidade e pancadas de chuva isoladas, especialmente na faixa leste paulista. Já entre o domingo (12) e a segunda-feira (13), a aproximação da frente fria favorecerá a ocorrência de chuvas acompanhadas de raios, rajadas de vento de forte intensidade e queda de granizo de forma pontual.

Os maiores acumulados de chuva devem ocorrer nas regiões do Vale do Ribeira e do litoral paulista, com rajadas de vento de forte intensidade. 

A orientação da Defesa Civil é a de que se redobre a atenção em áreas vulneráveis. O alerta é para alagamentos, queda de galhos e interrupções temporárias de energia elétrica.

Capital

Na cidade de São Paulo, este sábado teve sol aparecendo entre nuvens com temperaturas chegando aos 26°C e os índices de umidade próximos aos 55%. 

Os dados do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) mostram que outubro registrou até o momento 28,1mm de chuva, o que corresponde a aproximadamente 25,1% dos 112,2mm esperados.

Nas próximas horas a nebulosidade aumenta com a chegada da brisa marítima, o que favorece a ocorrência de chuvas rápidas e isoladas, principalmente nas regiões mais próximas da Serra do Mar, no extremo sul da Região Metropolitana de São Paulo. As temperaturas entram em gradativo declínio, com previsão de termômetros chegando aos 15°C no período da noite.

O domingo segue com sol entre nuvens e temperaturas em elevação, com os termômetros variando entre mínimas de 16°C e máximas que podem chegar aos 29°C, enquanto os índices de umidade devem atingir valores próximos aos 45%. Entre o final da tarde e o início da noite a aproximação de uma frente fria deve causar chuvas na forma de pancadas isoladas na Região Metropolitana de São Paulo.

Na segunda-feira (13), a propagação da frente fria pelo litoral paulista muda o tempo e as temperaturas devem variar entre mínimas de 18°C e máximas de 24°C. As pancadas de chuva variam de moderada a forte intensidade e devem atingir a região metropolitana no período da manhã. As rajadas de vento podem superar os 60Km/h, o que eleva o potencial para formação de alagamentos e queda de árvores.

A Defesa Civil municipal mantém toda a cidade em estado de atenção para baixas temperaturas desde às 10h10 de segunda-feira (6).



EBC

Especialistas questionam escolha de prêmio Nobel da Paz


Líderes, especialistas, governos e movimentos sociais criticaram a escolha da líder da extrema direita Venezuela para o Nobel da Paz. María Corina Machado é conhecida pelo apoio ao governo de Benjamin Netanyahu no genocídio em Gaza e tem repetidamente convocado a agressão armada contra a Venezuela.

O jornalista espanhol Ignacio Ramonet descreveu a situação como “a necrose de um Prêmio Nobel”.

“Conceder o Prêmio Nobel da Paz a alguém que constantemente defende invasões militares, golpes de Estado, revoltas e guerras é mais uma aberração da atual desordem internacional. É o mundo de cabeça para baixo. Está tornando realidade a distopia de Orwell, ‘1984’, na qual a verdade é mentira e a paz é guerra. Um triste e podre Prêmio Nobel”, observou.

Por sua vez, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez afirmou que “a politização, o preconceito e o descrédito do Comitê Norueguês do Nobel da Paz atingiram limites inimagináveis”.

O líder cubano descreveu a concessão deste prêmio em 2025 a “uma pessoa que instiga a intervenção militar em sua pátria” como “vergonhosa”, chamando-a de “manobra política” para enfraquecer a liderança bolivariana.

O ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya Rosales declarou que “o Prêmio Nobel da Paz concedido a María Corina Machado é uma afronta à história e aos povos que lutam por sua soberania. Conceder o prêmio a um golpista, aliado das elites financeiras e de interesses estrangeiros, é transformar o símbolo da paz em um instrumento do colonialismo moderno”.

“Nunca há paz quando aqueles que promovem sanções, bloqueios e guerras econômicas contra seu próprio povo são recompensados”, enfatizou Zelaya.

O Prêmio Nobel da Paz (1980), Adolfo Pérez Esquivel, destacou que “Corina Machado faz parte da política dos EUA contra o governo venezuelano”.

Ela recebeu o prêmio “não por ter trabalhado pela paz e pelo povo venezuelano. Estou preocupada que o Comitê Nobel tenha tomado essa decisão”, disse ela.

Enquanto isso, Michelle Ellner, coordenadora da campanha latino-americana da plataforma americana Codepink, afirmou que María Corina Machado não é um símbolo de paz ou progresso.

“Quando vi a manchete ‘María Corina Machado ganha o Prêmio da Paz’, quase ri do absurdo. Mas não ri, porque não há nada de engraçado em conceder o prêmio a alguém cujas políticas causaram tanto sofrimento. Qualquer pessoa que conheça suas ideias sabe que não há nada remotamente pacífico em suas políticas.”

Ellner acredita que a adesão da oposição extremista de direita venezuelana à agenda dos EUA significou sanções, ataques terroristas e privatizações para o povo venezuelano, o que ela comparou à situação em Gaza.

“Na Venezuela, essa aliança significou golpes, sanções e privatizações. Em Gaza, significa genocídio e a eliminação de um povo. A ideologia é a mesma: a crença de que algumas vidas são descartáveis, que a soberania é negociável e que a violência pode ser vendida como ordem”, observou.

Prêmio

Ao anunciar o nome de Maria Corina Machado para o Nobel da Paz, o Comitê Norueguês disse que ela foi laureada “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela”.

Em nota, o comitê diz diz o prêmio foi concedido “pelo trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.

“Como líder do movimento pela democracia na Venezuela, Maria Corina Machado é um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos últimos tempos”, afirmou o presidente do Comitê, Jørgen Watne Frydnes, em Oslo.

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EBC