No Dr com Demori, historiadora analisa o conflito na Faixa de Gaza


A historiadora Arlene Clemesha é a convidada do programa DR com Demori. Na entrevista, a especialista faz uma análise sobre a situação crítica na Faixa de Gaza. Ela aborda a falta de conhecimento sobre o território palestino e a diferença entre antissemitismo e antissionismo. A atração vai ao ar às 23h desta terça-feira (7), na TV Brasil.

Considerada uma das principais estudiosas brasileiras em torno da questão judaica e da história da Palestina moderna, Arlene Clemesha é autora de diversas obras que detalham as complexidades do tema. Na conversa, a escritora aponta que o antissemitismo assumiu diversas formas ao longo das décadas.

“Houve um período histórico, no começo do século XX, em que ele era voltado também contra a esquerda, porque a classificavam como totalmente judaica e diziam que queria dominar o mundo pelo comunismo. Então, já teve tantas formas, mas sempre foi útil ao poder”, lembra.

Para Clemesha, o antissemitismo é “um ódio infundado, sem base na realidade; porém, hoje em dia, ele tem um caráter racial, ou seja, é uma forma de racismo”. Nesse sentido, a historiadora reflete sobre o movimento sionista, que deriva de uma doutrina político-ideológica. “Ele combina nacionalismo e colonialismo. Um projeto colonialista que implicou na expulsão do povo palestino de sua terra”, afirma.

Ao DR com Demori, a historiadora reflete que não há uma fronteira ou constituição clara para entender os limites do conflito. “É algo mais profundo, uma simbiose, muito mais forte. Uma identificação construída com outras bases”, revela. No entanto, ela acrescenta: “A crítica, por exemplo, que a esquerda ou os defensores dos direitos humanos fazem não é a negação do direito à existência, mas a exigência de que se pare com o genocídio de uma população”.

Após a exibição na TV Brasil, o DR com Demori também fica disponível, na íntegra, no Youtube e no aplicativo da TV Brasil Play. O programa é transmitido em áudio, simultaneamente, na Rádio MEC, e as entrevistas ficam disponíveis em formato de podcast no Spotify.

Programa

O programa Dando a Real com Leandro Demori, ou simplesmente DR com Demori, traz personalidades para um bate-papo direto e aprofundado na tela da TV Brasil.

Já passaram pela mesa nomes como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes; a deputada federal Erika Hilton; o ex-ministro José Dirceu, o ator Caio Blat, a cantora Zélia Duncan; e o fundador da banda Pink Floyd, Roger Waters.

Ao vivo e on demand                                                                 

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Serviço

DR com Demori – Arlene Clemesha

Terça-feira, 7 de outubro, às 23h, na TV Brasil e Rádio MEC
Quarta-feira, 8 de outubro, às 4h30, na TV Brasil



EBC

Brasileiros da Flotilha Global Sumud são libertados na Jordânia


O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou na manhã desta terça-feira (7), em Brasília, que os 13 brasileiros (foto) que integravam a Flotilha Global Sumud, entre eles a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), foram conduzidos até a fronteira com a Jordânia e estão livres das autoridades israelenses. A liberação ocorre exatamente no dia em que completam dois anos do início da escalada de violência na guerra em Gaza.

“Diplomatas das embaixadas em Tel Aviv e em Amã receberam os ativistas que estão, nesse momento, sendo transportados para a capital jordaniana em veículo providenciado pela embaixada brasileira naquele país”, informou – por meio de nota – o Itamaraty.

Além da deputada, integram o grupo Thiago Ávila, Bruno Gilga, Lisiane Proença, Magno Costa, a vereadora Mariana Conti, Ariadne Telles, Mansur Peixoto, Gabriele Tolotti, Mohamad El Kadri, Lucas Gusmão, João Aguiar e Miguel Castro.

Segundo o Movimento Global à Gaza, a informação da liberação dos ativistas foi repassada ao Centro Jurídico para os Direitos das Minorias Árabes em Israel (Adalah, justiça em árabe), ainda na noite de segunda-feira (6), quando foi avisado que todos os remanescentes da flotilha deixariam a prisão de Kesdiot, no deserto de Negev, instalação localizada entre Gaza e o Egito.

Sem comunicação

De acordo com o informe, os ativistas foram transportados pela Ponte Allenby/Rei Hussein pelas autoridades israelenses até a fronteira, sem direito a comunicação ou interação da diplomacia internacional. A assistência só pode ser dada após a chegada no país vizinho.

A delegação brasileira da Flotilha Global Sumud foi capturada pelas autoridades israelenses desde o início do mês de outubro, quando tentava romper o cerco a Gaza transportando ajuda humanitária em 50 embarcações.

A interceptação em águas internacionais foi considerada ilegal e arbitraria pelo MRE, que chegou a notificar formalmente o governo de Israel por meio da Embaixada do Brasil em Tel Aviv e da Embaixada de Israel em Brasília.



EBC

Vacina contra HPV reduz em 58% casos de câncer de colo de útero


Um estudo realizado entre 2019 e 2023, avaliou dados do Sistema Único de Saúde (SUS) de mais de 60 milhões de mulheres a cada ano, com idade de 20 a 24 anos, para analisar o impacto da vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) no Brasil. A pesquisa envolveu cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com apoio da Royal Society e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq),

Os resultados indicaram que tomar a vacina reduziu em 58% os casos de câncer do colo do útero e em 67% as lesões pré-cancerosas graves (NIC3). 

 Publicada pela revista The Lancet, a pesquisa indicou que o efeito da vacina foi consistente mesmo antes da idade indicada para o rastreamento (25 anos).  De acordo com os pesquisadores, os resultados demonstram o potencial do imunizante como uma das estratégias mais eficazes de saúde pública para salvar vidas e reduzir desigualdades no acesso à saúde.

“O impacto observado no Brasil confirma que a vacinação contra o HPV é eficaz não apenas em países de alta renda, mas também em contextos com recursos limitados. Esse é um passo fundamental rumo à eliminação global do câncer do colo do útero”, destacam os autores do estudo. A análise foi conduzida pelos pesquisadores da Fiocruz Bahia, Thiago Cerqueira-Silva, Manoel Barral-Netto e Viviane Sampaio Boaventura.

Avanços

Desde 2014, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece a vacina contra o HPV gratuitamente pelo SUS. Em 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única, alinhado às evidências científicas mais recentes. Em 2025, novas diretrizes ampliaram a vacinação para adolescentes de 15 a 19 anos, além de grupos prioritários como usuários de PrEP, imunossuprimidos e pacientes com papilomatose respiratória recorrente.

O câncer do colo do útero ainda é o segundo mais comum entre mulheres brasileiras e representa uma das principais causas de mortalidade feminina. A vacinação é uma ferramenta decisiva para reduzir desigualdades em saúde e aproximar o Brasil da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminar a doença como problema de saúde pública.

Vacina 

Estima-se que 50% a 70% das pessoas sexualmente ativas terão contato com o HPV em algum momento da vida. A vacina protege contra até 98% dos tipos oncogênicos mais perigosos.

Vacinar-se contra o HPV é a medida mais eficaz de prevenir a infecção. A vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS e é indicada para: meninas e meninos de 9 a 14 anos; mulheres e homens que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos; vítimas de abuso sexual, imunocompetentes, de 15 a 45 anos (homens e mulheres) que não tenham tomado a vacina HPV ou estejam com o esquema incompleto.

 Também podem ser imunizados, usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de HIV, com idade de 15 a 45 anos, que não tenham tomado a vacina HPV ou estejam com esquema incompleto (de acordo com o preconizado para a idade ou em situação especial); e pacientes portadores de Papilomatose Respiratória Recorrente/PRR a partir de 2 anos de idade.

A vacina contra o HPV está disponível em unidades básicas de Saúde. A vacinação é gratuita. Os centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) disponibilizam a vacina para pessoas com HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos de até 45 anos.



EBC

Gilmar Mendes pede parecer da PGR sobre marco temporal


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre as cinco ações que discutem o marco temporal para demarcação de terras indígenas.

O ministro também autorizou que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o governo de Santa Catarina e outras entidades sejam admitidas como interessados nos processos.

Todas as partes envolvidas também poderão opinar sobre o texto final que foi aprovado pela comissão especial que debateu uma proposta de alteração legislativa para o tema.

Após receber as manifestações, o ministro deverá liberar as ações para julgamento.

Marco Temporal

Em setembro de 2023, o STF considerou que o marco temporal para demarcação de terras indígenas é inconstitucional.

Em seguida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto de lei que validou o marco.

Contudo, em dezembro de 2023, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente e retomou a validade do marco.

Dessa forma, prevaleceu o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao STF para contestar novamente a constitucionalidade da tese. 



EBC

Dólar cai para R$ 5,31 após conversa entre Lula e Trump


Em meio ao maior apetite por moedas de países emergentes, o dólar encerrou em queda após a chamada telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

A bolsa de valores caiu em dia de realização de lucros, com investidores vendendo papéis para embolsarem ganhos recentes.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (6) vendido a R$ 5,311, com recuo de R$ 0,025 (-0,47%). A cotação iniciou o dia em R$ 5,35, mas recuou ainda na primeira hora de negociações. Na mínima do dia, por volta das 16h20, chegou a R$ 5,30.

Com o resultado desta segunda, a moeda estadunidense acumula queda de 14,08% em 2025. O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 6,21, com queda de 0,75%, no menor valor desde 3 de abril, dia em que Trump começou a anunciar as retaliações comerciais contra países com superávit comercial dos Estados Unidos.

Bolsa

A euforia no câmbio não se repetiu no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 143.608 pontos, com recuo de 0,41%.

Ainda em um movimento de realização de lucros, os investidores estão vendendo ações, após o indicador ter superado os 146 mil pontos na última semana de setembro.

Além da conversa entre Lula e Trump, o dólar caiu em um contexto favorável para as economias em desenvolvimento. A desvalorização do iene, moeda japonesa, beneficiou as divisas de países emergentes.

Além disso, a alta do preço do petróleo no mercado global favoreceu países exportadores de commodities (bens primários com cotação internacional), como o Brasil.

*Com informações da Reuters



EBC

Governo entrega quase 3 mil casas em Imperatriz, no Maranhão


O governo federal entregou nesta segunda-feira (6) 2.837 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) no Residencial Canto da Serra, em Imperatriz (MA).

Com investimento de R$ 358,6 milhões do governo federal, o empreendimento vai beneficiar mais de 11 mil pessoas. 

Ao entregar as casas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu o compromisso da prefeitura, do governo do estado e do Ministério das Cidades para a construção de infraestrutura no bairro, com escolas, quadras de esporte, posto de saúde e segurança. 

“As pessoas não precisam apenas de uma casa com telhado para se esconder do sol e da chuva. As pessoas precisam de uma casa que dê a elas a dignidade que o ser humano precisa para viver bem.” 

O presidente disse que pretende voltar ao conjunto habitacional em um ano para ver os resultados: “Esse conjunto ainda não é o do meu sonho, pode ser melhorado”. 

O ministro das Cidades, Jader Filho garantiu que outros equipamentos serão construídos, como posto policial, escola de tempo integral, creche, Centro de Referência em Assistência Social (Cras) e unidades básicas de saúde, em parceria com o governo do estado e a prefeitura.  

“Vamos fazer todas as obras necessárias para que vocês morem com dignidade. Não adianta só entregar as casas, as crianças precisam de equipamentos para poder brincar de bola, ter uma escola digna”, garantiu o ministro. 

Também participaram do evento o governador do Maranhão, Carlos Brandão, o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, e os ministros Sonia Guajajara (Povos Indígenas) e André Fufuca (Esportes).



EBC

País tem 17 casos confirmados de intoxicação por metanol


O Ministério da Saúde anunciou que recebeu 217 notificações de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica. Desse total, 17 casos foram confirmados e 200 estão em investigação.

O boletim mais recente com atualização dos casos foi divulgado pela pasta na noite desta segunda-feira (6). 

São Paulo concentra a maioria dos casos: 82,49% das notificações, com 15 casos confirmados e 164 em investigação. Além de São Paulo, o Paraná teve dois casos confirmados e quatro estão em investigação.

Há outras investigações em 12 estados: Acre (1), Ceará (3), Espírito Santo (1), Goiás (3), Minas Gerais (1), Mato Grosso do Sul (5), Paraíba (1), Pernambuco (10), Piauí (3), Rio de Janeiro (1), Rondônia (1) e Rio Grande do Sul (2). 

Em relação às mortes, duas ocorreram em São Paulo e 12 seguem em investigação (um caso no Mato Grosso do Sul, três em Pernambuco, seis em São Paulo, um na Paraíba e um no Ceará).

Laboratórios

Em entrevista coletiva hoje, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo federal pretende ajudar o estado de São Paulo para que tenha mais celeridade na confirmação dos casos de contaminação por metanol, por ingestão de bebidas alcoólicas. 

Segundo o ministro, dois laboratórios serão referência para os exames: um na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e outro da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O ministro anunciou parceria formal com a Unicamp, que tem a estrutura do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), com capacidade para realizar cerca de 190 exames por dia. 

“Esses exames podem, por exemplo, ajudar a resolver a dúvida sobre casos confirmados no Estado de São Paulo, que é onde se concentra, [onde há] uma brutal concentração dos casos”, disse o ministro.  

A Unicamp pode, segundo o ministro, receber amostras de outros estados que eventualmente queiram usar a estrutura como referência para resolver a situação de caso confirmado ou não. 

Apoio

Além da Unicamp, o ministro anunciou que a Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde, também vai colocar um laboratório à disposição não só de São Paulo, mas de outros estados “com algum tipo de dificuldade para realizar o exame de detecção do metanol para confirmação ou não”.

Com o intuito de agilizar os diagnósticos, o ministro recomendou que os profissionais de saúde devem fazer a notificação de cada suspeita. “Não tem que esperar a confirmação do caso para começar o tratamento”. 

Antídotos

No sábado (4), o ministério da Saúde anunciou a aquisição de mais 12 mil ampolas de etanol farmacêutico e 2,5 mil unidades de fomepizol para o estoque estratégico do Sistema Único de Saúde (SUS) para os casos de intoxicação por metanol pelo consumo das bebidas alcoólicas adulteradas. 

Em relação ao Fomepizol, o ministro disse que o produto deve chegar nesta semana. O antídoto vai ficar concentrado no centro de referência de cada Estado. “A gente está garantindo um grande estoque estratégico por precaução”. 

Os dois antídotos (etanol e fomepizol), segundo o ministério da Saúde, podem ser utilizados na suspeita de intoxicação. O governo ainda acrescenta que a utilização dos medicamentos deve ser feita exclusivamente sob prescrição e monitoramento médico. 

A aquisição de 2,5 mil tratamentos do fomepizol foi viabilizada em parceria com o Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) junto a um fabricante do Japão, que mantém estoques nos Estados Unidos.

Matéria ampliada às 20h20



EBC

MPSP denuncia 20 pessoas por falsificação de bebidas no estado


O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou 11 homens e nove mulheres por envolvimento com a falsificação de bebidas no estado.

O grupo foi preso em flagrante, no dia 23 de setembro, por participação em esquema de adulteração de bebidas alcoólicas. Não há comprovação de uso do metanol.

A ação ocorreu três dias antes do alerta emitido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre os primeiros nove casos de contaminação por metanol no estado de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil de Santo André, que conduziu a operação, a investigação era sobre crimes de receptação de bebidas alcoólicas que seriam distribuídas na cidade. Foram encontrados materiais usados na adulteração, como garrafas, rótulos, tampas e equipamentos de produção e armazenamento. No local, o grupo foi flagrado manipulando os produtos. 

O promotor Felipe Ribeiro Santa Fé informou que havia “clara divisão de tarefas, demonstrando a estabilidade e permanência da associação criminosa; e revelando a gravidade concreta das condutas e o risco de reiteração delitiva”.

De acordo com o governo paulista, entre os presos e denunciados está o principal fornecedor de insumos para falsificação de bebidas do estado. No ano, já foram presas 41 pessoas acusadas de adulteração de bebidas.

Conforme o governo, as prisões realizadas até o momento não têm relação entre si e vínculo com o crime organizado

Metanol 

O governo paulista confirmou nesta segunda-feira (6) 14 casos de intoxicação por metanol no estado e duas mortes. Estão em investigação no estado 178 casos com a ocorrência de sete óbitos.

As principais linhas de investigação da Polícia Civil de São Paulo são contaminação por metanol usado na limpeza de garrafas reaproveitadas e uso de metanol para aumentar o volume de bebidas adulteradas.

O Ministério da Saúde anunciou que recebeu 217 notificações de intoxicação por metanol no país após consumo de bebida alcoólica. Desse total, 17 casos foram confirmados e 200 estão em investigação.



EBC

CPMI do INSS: empresário responde a relator, mas se cala para comissão


Depois de responder a perguntas feitas pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), o empresário Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti informou que vai permanecer em silêncio durante o restante do seu depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, nesta segunda-feira (6).

“O Fernando vai permanecer, a partir de agora, em silêncio. Não vai dizer sim ou não”, disse o advogado de Cavalcanti, Thiago Machado.

Ex-sócio do advogado Nelson Willians, um dos investigados no esquema de desconto de mensalidades de associações de aposentados e pensionistas, o empresário foi um dos alvos da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF) e da Contralodoria-Geral da União (CGU), que investiga o esquema de descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões do INSS.

Um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux deu a Cavalcanti o direito de não ser obrigado a responder a perguntas que possam incriminá-lo.

Ao iniciar o seu depoimento, por volta das 16h30, o empresário negou as acusações de que integrava o esquema de desvios de mensalidades de aposentados. Ele disse não ser laranja e nem beneficiário do esquema. Ele disse ainda desconhecer as atividades ilícitas de Nelson Willians e de Maurício Camisotti.

Willians é dono de um dos mais caros escritórios de advocacia do país e que se tornou conhecido por ostentar em suas redes sociais uma vida de luxo.

Ele atuava com Maurício Camisotti e Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontados como os principais operadores do esquema de corrupção.

“O que tenho conhecimento da relação entre os dois são esses empréstimos que são pagos até hoje, contratos. Nunca fui laranja, atuador ou beneficiário de qualquer esquema. Minha atuação sempre foi de gestor e os pagamentos recebido sempre foram compatíveis com todas as funções que eu desempenhava e com a minha vida”, afirmou.

Patrimônio

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu mais de 20 veículos de luxo pertencentes a Cavalcanti. Entre os veículos estão uma Ferrari, avaliada em cerca de R$ 4,5 milhões, uma réplica de um carro de fórmula 1 e diversas motos.

Os veículos foram apreendidos em um shopping de Brasília e foram encaminhados para lá, um dia antes da Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril do ano passado.

“Contra Fernando Cavalcanti não pesa qualquer investigação de envolvimento de fraude com o INSS. Não houve ocultação, nem má-fé. Os veículos mencionados são de propriedade da minha empresa, adquiridos de forma lícita, alguns ainda em financiamento, como a tão falada Ferrari, que só termino de pagar, salvo melhor juízo em 2027. Aqui em Brasília é comum que carros sejam guardados em estabelecimentos comerciais”, disse.

Além dos automóveis, diversos relógios de luxo também foram apreendidos na casa do empresário e vinhos de uma adega, avaliados em mais de R$ 7 milhões.

O relator da CPMI, perguntou sobre a evolução patrimonial de Cavalcanti, que antes de integrar o escritório de Nelson Willians, em 2017, trabalhava na Assembleia Legislativa de São Paulo, como assessor de um parlamentar, ganhando pouco mais de R$ 5 mil.

“Em 2017 eu tava vindo da Assembleia Legislativa e tinha um patrimônio que não chegava nem em R$ 100 mil. Em 2025, eu não sei falar excelência. Meu patrimônio está no imposto de renda declarado, mas é uma informação que eu não quero falar aqui”, respondeu.

“Já vimos movimentações do senhor com Nelson Willians de milhões de reais e do senhor com o Camisotti também de milhões de reais. Vou trazer par a CPMI esse exemplo de sucesso que é o senhor”, rebateu Gaspar.

O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG) disse que o depoimento mostra que a defesa de Cavalcanti, está usando o espaço da CPMI para montar a estratégia de defesa

“É impossível que uma pessoa que sai de São Paulo, debaixo de suspeita de negociação de emendas parlamentares, ganhando R$ 5 mil por mês, vir para Brasília e amealhar, um patrimônio só em carros, de R$ 200 milhões; de uma adega de R$ 7 milhões e toda uma vida de luxo. Está muito bem demonstrado pela quebra de sigilo, pela movimentação financeira que nós temos, de que ele é apenas uma parte de todo esse esquema”, afirmou o presidente da CPMI.

“A PF investiga ele como suposto laranja. Os dados estão mostrando que ele não tem lastro naquilo que está colocando como patrimônio próprio, mesmo que seja colocando no imposto de renda dificilmente ele consegue explicar a origem de tanto dinheiro, de tantos bens valiosos que a PF apreendeu”, continuou.

Máfia

Viana disse que Cavalcanti integra o que classificou como máfia, com contatos com políticos, servidores públicos e outras autoridades.

“É uma quadrilha que tomou de assalto a receita, que corrompeu servidores e que perpassou governos e que tinha bons relacionamentos com a política, liberdade de acesso aqui ao Senado, na Câmara dos Deputados e fazia doações a campanhas políticas. É um modus operandi já muito conhecido e que, a meu ver demonstra, que eles não esperavam, em momento algum, serem apanhados, eles tinham tanta tranquilidade que eles permaneceriam ocultos e esse patrimônio serviria para que eles continuassem tendo uma vida de bilionários”, opinou.

O senador disse ainda que aguarda a resposta do ministro do STF, André Mendonça, retornar o pedido da CPMI para ouvir o depoimento de Camisotti. Um habeas corpus do ministro deu a Camisoti o direito de não ser obrigado a depor no colegiado.

“O Camisotti é fundamental nessa investigação para entender como todas essas peças se encaixam nesse esquema de roubo da previdência brasileira. Pedimos uma reconsideração no habeas corpus que ele concedeu de que o senhor Camisotti poderia comparecer se ele desejasse. Estamos aguardando uma resposta do ministro que estava viajando na semana passada. Espero que nesta semana nós possamos [ter a resposta], se for necessário farei uma nova visita ao STF”, disse.

Uma das associações investigadas na operação da PF e CGU por descontos indevidos em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS, é a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (AMBEC)

Segundo a investigação, a associação é supostamente controlada por “laranjas” ligados a Mauricio Camisotti. Em 2021, as contribuições dos associados foram de R$ 135. Em 2022, o montante saltou para R$ 14,9 milhões em 2022 e indo para R$ 91 milhões, em 2023.  



EBC

São Paulo é derrotado e se complica na Libertadores Feminina


O São Paulo ficou em situação complicada no Grupo C da Copa Libertadores Feminina após ser derrotado pelo placar de 1 a 0 pelo Colo-Colo (Chile), na noite desta segunda-feira (6) no Estádio Nuevo Francisco Urbano, em Morón (Argentina).

Após o revés, as Soberanas ocupam a vice-liderança da chave com três pontos. A liderança do Grupo é ocupada justamente pelas chilenas, que estão com 100% de aproveitamento na competição. E a vitória do Colo-Colo foi garantida com um gol da meio-campista Valencia, artilheira da atual edição da Libertadores com três gols marcados.

Agora, o São Paulo terá que buscar a classificação diante do Olimpia (Paraguai), a partir das 20h (horário de Brasília) da próxima quinta-feira (9).

Ferroviária nas quartas

Quem já garantiu a presença nas quartas de final da competição é a Ferroviária. Na noite do último domingo (5), as Guerreiras Grenás superaram o Alianza Lima (Peru) no Estádio Florencio Sola, em Buenos Aires, pelo placar de 2 a 1. Após um primeiro tempo sem gols, Júlia Beatriz abriu o placar para o time de Araraquara, Molina empatou para as peruanas e Mylena Carioca deu números finais ao marcador.





EBC