Caminhos da Reportagem mostra o que tirou o Brasil do Mapa da Fome


O que tirou o Brasil do Mapa da Fome é o tema do Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, nesta segunda-feira (15). O programa mostra como o país deixou a fome para trás e conta o que precisa ser feito para evitar novo recuo.

Um anúncio, esperado há anos, finalmente chegou nos últimos dias de julho de 2025: o Brasil está fora do Mapa da Fome – de acordo com contagem feita pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Na prática, significa que menos de 2,5% dos brasileiros estão subnutridos atualmente.

Abandonar o Mapa da Fome depende de um conjunto de ações.

“O primeiro é ter decisão política, quer dizer, colocar a temática no contexto da política nacional como prioridade. O segundo aspecto é a articulação intersetorial para solucionar o problema. Um terceiro fator importantíssimo é disponibilidade financeira. E tem também a participação social. Não é possível erradicar a fome sem solidariedade”, resume o representante da FAO no Brasil, o equatoriano Jorge Meza.

Essa foi a segunda vez que o país atingiu a meta da ONU. A primeira foi em 2014. Mas por que a fome voltou a assustar? “Porque desmantelaram os programas”, afirma o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

“Com esse retrocesso que a gente teve nos anos do governo Bolsonaro, Temer-Bolsonaro, voltamos a dialogar com essa temática do ponto de vista político e governamental”, complementa a professora de Nutrição da Universidade de Brasília, Anelise Rizzolo.

Existem três graus de insegurança alimentar. No leve, a família consegue garantir quantidade e qualidade, mas não sabe até quando. No moderado, a família já reduziu a quantidade ou a qualidade dos alimentos. No grave, falta comida.

Para entender como o Brasil saiu do Mapa da Fome e o que precisa ser feito para erradicar a insegurança alimentar, o Caminhos da Reportagem foi ao interior do país. No semiárido baiano, em algumas das cidades mais pobres do estado, nossa equipe viu iniciativas que excluem agrotóxicos e ultraprocessados, e valorizam produtos locais.

Em Umburanas, um grupo de mulheres se uniu para produzir alimentos saudáveis.

“A gente viu a necessidade de se juntar para agregar valor no que a gente já fazia, que era agricultura familiar”, explica a presidente da Associação Mulheres do Sertão, Daiana Santana. A associação promove roças coletivas, fura poços artesianos e doa legumes e verduras para quem não consegue produzir.

A 370 quilômetros dali, no município de Uauá, o agricultor Alcides Peixinho e o grupo dele conciliam lavoura com recuperação da Caatinga. “Nós temos a coroa de frade e o próprio mandacaru com receitas voltadas como alimento. O xique-xique também”, conta Peixinho.

Organizados, os moradores da região superaram a pobreza. O que não significa que essa batalha foi vencida. Pelas contas do próprio ministro do Desenvolvimento Social, 3,6 milhões de brasileiros ainda enfrentam insegurança alimentar grave. “É nossa missão tirar essas pessoas da fome”, diz Wellington Dias.

Ainda segundo o ministro, outra tarefa tão importante quanto essa é evitar que as pessoas que saíram do Mapa da Fome voltem a frequentá-lo.

As soluções implementadas pelo governo, os bons exemplos da sociedade civil e a avaliação de especialistas no assunto você confere no episódio “O que tirou o Brasil do Mapa da Fome?”.

O programa vai ar ao nesta segunda-feira (15), às 23h, na TV Brasil.



EBC

Inteligência artificial ameaça aprendizado da escrita, alerta autor


Um romance, a redação de escola, uma poesia, uma carta de amor, um aviso simples deixado na porta da geladeira. Estariam todos esses textos ameaçados pelas ferramentas de inteligência artificial (IA)? Na avaliação do escritor Sérgio Rodrigues, jornalista e romancista, a perda da prática pode resultar em um retrocesso imensurável para a sociedade.

No seu mais recente livro, “Escrever é humano: como dar vida à sua escrita em tempo de robôs”, o autor defende a necessidade de atenção e estímulo à prática. Rodrigues, que lança a obra em Brasília na próxima quinta-feira (18), defende que os robôs não conseguem se igualar às características humanas, embora haja o perigoso aprimoramento permanente das tecnologias generativas. 

Ele diz que a IA ameaça atividades profissionais, mas o alerta está também em outra esfera de atenção. “Mais do que pelo mercado de trabalho, eu temo um retrocesso civilizatório e intelectual”.

Abaixo, confira entrevista com o escritor. 

Agência Brasil – Como surgiu a ideia de tratar sobre humanização da escrita?

Sérgio Rodrigues – A ideia era fazer um manual, um guia que ajudasse as pessoas que estão começando, principalmente na escrita da ficção. Sou jornalista, mas sou romancista e contista. Essa era a parte que me interessava explorar. Eu tinha um blog chamado Todoprosa, que ficou no ar entre 2006 e 2016. Algumas das ideias desse livro nasceram lá. Eu aprofundei e retrabalhei. Quando apareceu essa inteligência artificial generativa, causou uma urgência maior. O livro ganhou também um foco diferente. A criatividade é o contrário do que a inteligência artificial faz. 

Eu entendo que [escrever com criatividade] é tudo o que o robô não sabe fazer. O que o robô sabe fazer é uma imitação incrível, impressionante, da linguagem humana, mas sem nenhuma das dimensões que estão por trás da escrita criativa verdadeira. Não tem nenhuma perspectiva das tecnologias terem acesso a isso tão cedo, pelo menos enquanto não tiver uma consciência de si. 

 O livro trata sobre o que é escrever com ambição artística de fazer da linguagem o próprio espetáculo. Escrever é exclusivamente humano, assim como a arte é exclusivamente humana.

A imitação da IA fica cada vez melhor. Daqui a pouco vai ser muito difícil distinguir. O fato é que não consigo conceber arte sem uma subjetividade por trás. Escrita tem que ter uma subjetividade de quem escreveu. Todo o resto é uma aparência, uma falsidade, mas que não é a essência do negócio. 

Agência Brasil – Isso gera consequências imediatas no mercado de trabalho.

Sérgio Rodrigues – Algumas áreas estão muito ameaçadas em termos trabalhistas. A IA  consegue executar tarefas que eram exclusivas dos seres humanos com uma velocidade incomparável, com custo muito mais baixo. O ser humano é caro.

Agência Brasil – Quais as maiores ameaças?

Sérgio Rodrigues – A gente está passando por uma revolução mesmo. A maior ameaça que estou vendo é o ser humano, como espécie, desaprender a escrever. É um risco. Você pode terceirizar tudo, todos os textos. Da lista de compras ao e-mail. No momento em que você terceiriza e não usa mais essa medida, se esquece. A gente é assim. 

Um exemplo é que, antes, sabíamos os números de telefone. Hoje não sabemos mais. A gente terceirizou para o celular. Quando as pessoas terceirizarem para a IA a escrita mínima do dia a dia, vai esquecer como se escreve. Escrever é uma tecnologia de pensamento. Mais do que pelo mercado de trabalho, eu temo  um retrocesso civilizatório e intelectual. 

Agência Brasil – Esse escrever que você trata tem relação com todas as fases da vida, certo? A redação da escola, por exemplo.

Sérgio Rodrigues – Eu acho que a escola tem um problema sério. Se ela não tomar cuidado, todos os alunos vão passar a entregar trabalhos feitos por inteligência artificial. Se a escola não criar um ambiente em que isso seja severamente controlado, a própria habilidade da escrita não vai ser desenvolvida por aquelas crianças mais. A gente está diante de uma mudança muito grande de parâmetros gerais em relação à escrita. E é preciso cultivar isso pelo prazer de escrever. 

Agência Brasil – De alguma forma, o ser humano não estava em um caminho de se robotizar com fórmulas prévias de escrita?

Sérgio Rodrigues – Você tem razão. Eu acho que a inteligência artificial dá um passo gigante à frente nesse sentido. Mas a gente já vinha nesse caminho. Mas a IA é uma ferramenta que a gente inventou. Ela dá continuidade a um caminho que a gente já vinha trilhando, de uma certa superficialidade total das formas de ler o mundo.

Não só o texto. Um monte de ideias prontas, de clichês, de fórmulas. O clichê não é inventado pela máquina. A IA é um simulacro da gente. Uma forma de clichê, de ideias prontas e feitas. O nosso espírito crítico já vinha definhando. A escola não vinha dando conta. Acho que, em parte, é uma espécie preguiçosa.

Uma população com espírito crítico é mais difícil de manipular. Pessoas críticas ficam menos suscetíveis a virarem consumistas na internet, por exemplo.

Agência Brasil – Como a gente pode convencer os mais jovens a escrever? 

Sérgio Rodrigues – Esse livro é uma tentativa de abrir o olho das pessoas para isso que está acontecendo. Acho que a escola vai ter que se repensar a fim de criar espaços seguros para o pensamento e a escrita. Espaços em que a máquina não possa entrar. A Finlândia, por exemplo, levou computadores para dentro da sala de aula. Agora, o país baniu todos os computadores.

Agência Brasil –  Essa decisão de tirar o celular das crianças foi importante, não é? 

Sérgio Rodrigues – Muito boa. Acho que a escola é o lugar para isso. Mas vai exigir uma reviravolta em termos de pensamento. Eu não vejo outra saída. 

Agência Brasil – A falta de leitura significa dificuldade com a escrita diretamente?

Sérgio Rodrigues – Tem impacto no interesse de leitura. Um resumo do “Dom Casmurro” (obra de Machado de Assis, em 1.899) não é o mesmo que ler o livro. É como ver uma adaptação para a TV. Você tem uma ideia da história, mas a experiência de leitura de literatura é vertical. É preciso mergulhar naquelas palavras. Talvez a gente perca mesmo a capacidade de ler coisas é até muito mais simples.

Agência Brasil – De escrever uma carta de amor, por exemplo?

Sérgio Rodrigues – A pessoa vai se questionar sobre o que fazer. Diante do que a pessoa amada falar, vai se perguntar sobre o que fazer. A falta de escrita e leitura faz com que a pessoa  perca as ferramentas que tinha para lidar com o outro.

Agência Brasil – Além do papel da escola, como as famílias podem convencer os mais jovens de que escrever é humano?

Sérgio Rodrigues –  As famílias têm um papel nisso. É preciso que a família leia e também valorize isso. Espero que não seja tarde demais. As pessoas que estão empolgadas. A IA pode ser uma ferramenta, mas não pode ser a mestre ou dona da pessoa.

Agência Brasil – O que podem fazer os gestores que possam se sentir responsáveis por tentar gerar políticas públicas?

Sérgio Rodrigues  – O desafio de política pública hoje nesse mundo da IA é a regulamentação, que é onde tem os lobbies mais pesados do capital. E as big techs estão muito determinadas a não deixar que nenhum tipo de regulamentação seja feita.



EBC

Flamengo derrota Juventude para abrir vantagem na ponta do Brasileiro


O Flamengo retomou o caminho das vitórias para abrir quatro pontos de vantagem sobre o vice-líder do Campeonato Brasileiro. Neste domingo (14) o triunfo foi sobre o Juventude, pelo placar de 2 a 0, em pleno estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.

Com o triunfo fora de casa, que foi obtido com gols do meia uruguaio Arrascaeta (aos 30 minutos do primeiro tempo) e do lateral Emerson Royal (aos 41 da etapa final), o Rubro-Negro da Gávea chegou aos 50 pontos, fechando a 23ª rodada da competição com quatro pontos de vantagem sobre o vice-líder Palmeiras, que no último sábado goleou o Internacional pelo placar de 4 a 1.

Vitória no Morumbis

Já na partida transmitida ao vivo pela Rádio Nacional neste domingo, o São Paulo se deu melhor que o Botafogo no estádio do Morumbis e venceu pelo placar de 1 a 0. O único gol da partida saiu dos pés do atacante Dinenno logo aos seis minutos da etapa inicial.

Com a vitória dentro de casa o Tricolor paulista ganhou força na busca por um lugar no G4. Agora ocupa a 7ª colocação com 35 pontos, três a menos do que o Mirassol, o atual quarto colocado na classificação e que derrotou o Grêmio no último sábado (13). Já o Glorioso de General Severiano estacionou nos 35 pontos com o revés, na 6ª colocação.

Outros resultados:

Bragantino 1 x 1 Sport
Atlético-MG 1 x 1 Santos





EBC

Brasil lamenta morte de seu maior instrumentista, Hermeto Pascoal


O Brasil se despe de um de seus maiores gênios musicais. O compositor e multi-instrumentista Hermeto Pascoal – referência incontestável da música brasileira e mundial – faleceu aos 89 anos, deixando um legado que atravessa gerações e fronteiras.

Diante da notícia, manifestações de pesar tomaram conta das redes sociais, vindas de artistas, autoridades e admiradores que reconhecem em Hermeto uma figura única, inclassificável e revolucionária.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou uma homenagem emocionada, nas redes sociais:

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também se manifestou, publicando uma foto abraçada com o músico e descrevendo-o como “um mestre generoso que transformou a música brasileira em alquimia sonora”.
 

Entre os artistas que homenagearam Hermeto, Caetano Veloso gravou um vídeo em sua conta do Instagram. No registro, lembrou de músicas dedicadas ao mestre e falou sobre sua convivência com ele:

“Hermeto é grandeza da música no Brasil, um dos pontos mais altos da história da música no Brasil e que se expôs ao mundo com muita clareza e força. Eu o conheci e botei o nome dele em duas canções minhas, pelo menos, e tive discussão pública com ele. Mas o que importa é a grandeza musical dele”, afirmou Caetano, em tom respeitoso.

A cantora Zélia Duncan chamou Hermeto de “mestre absoluto” e o definiu como “o filho preferido da deusa música”, em clara reverência à sua genialidade intuitiva e inventiva.

Já a pianista e compositora Leila Pinheiro lembrou da música Chá de Panela, uma parceria com Aldir Blanc que homenageia Hermeto:

“Essa canção é uma reverência à genialidade de Hermeto, que sempre nos mostrou como fazer da música uma extensão do próprio espírito.”





EBC

Defesa Civil prevê semana crítica para queimadas em São Paulo


A Defesa Civil de São Paulo prevê que, a partir desta segunda-feira (15), o estado irá enfrentar a semana mais crítica do período de estiagem e entrará em nível de emergência para queimadas. 

Segundo o órgão, a semana será marcada por altas temperaturas e baixíssimos índices de umidade relativa do ar, principalmente nas regiões centro-oeste, norte, oeste e noroeste do estado.

Em razão da situação prevista, o órgão estadual vai mobilizar, pela primeira vez no ano, o Gabinete de Crise do período de estiagem, no Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), no Palácio dos Bandeirantes.

Participam do gabinete representantes de diferentes órgãos estaduais e parceiros da Operação SP Sem Fogo, como o Corpo de Bombeiros, Fundação Florestal, Comando de Aviação da Polícia Militar, Polícia Rodoviária e Ambiental, além da Secretaria Estadual de Agricultura, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística e Departament de Estradas de Rodagem. 

“Estamos diante de um cenário de risco que exige muita atenção, além da união de esforços e respostas rápidas. A presença integrada das instituições permite salvar vidas, proteger o meio ambiente e minimizar os prejuízos causados pela estiagem”, afirmou o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Henguel Ricardo Pereira.

 




EBC

Sai lista de cursos superiores semipresenciais autorizados pelo MEC


O Ministério da Educação (MEC) publicou na última sexta-feira (12) a Portaria nº 605/2025 com a lista oficial de cursos superiores em formato semipresencial, com as respectivas vagas previstas por ano para cada curso.

A portaria tem o objetivo de garantir a transparência e a legalidade dos cursos oferecidos e pode servir como fonte de verificação para combater cursos falsos ou não autorizados pelo governo federal. Isso pode evitar, por exemplo, que estudantes paguem por diplomas que não terão validade oficial.

Ao todo, a lista tem, 456 cursos superiores de bacharelado, licenciatura e tecnológico.

O texto estabelece que as atividades presenciais desses cursos somente podem ser realizadas nos endereços que já estão cadastrados e aprovados no Cadastro e-MEC.

A portaria é uma autorização inicial. As instituições de ensino que receberam essa autorização deverão solicitar o reconhecimento do curso em um momento futuro, conforme regras já existentes.

Confira aqui o anexo da portaria com as instituições de ensino superior autorizadas a oferecer cursos de graduação em formato semipresencial.

Novas regras

Em maio deste ano, o Decreto Presidencial nº 12.456/2025 sobre a Nova Política de Educação a Distância (EAD), determinou que os cursos de graduação devem ser organizados nos formatos presencial; semipresencial; e à distância.

Os cursos de graduação presenciais, semipresenciais ou a distância deverão ter a mesma duração (carga horária).

Os cursos semipresenciais devem ter no mínimo 30% de atividades presenciais e 20% em atividades virtuais ao vivo (síncronas).

As atividades presenciais dos cursos semipresenciais e a distância deverão ser realizadas na sede, em polos EAD ou em ambientes profissionais devidamente equipados para esse fim e sob supervisão acadêmica.

Somente os cursos de medicina, direito, odontologia, enfermagem e psicologia devem ser oferecidos exclusivamente no formato presencial. Não é permitido que esses cursos sejam ofertados na modalidade de ensino a distância (EAD), nem no formato semipresencial.



EBC

Brasil agradece Argentina por identificar pianista vítima da ditadura


Em nota divulgada neste domingo (14) pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro agradeceu os esforços da Justiça argentina para a identificação do pianista brasileiro Francisco Tenório Cerqueira Júnior, desaparecido após um show em Buenos Aires em março de 1976.

O desaparecimento do músico aconteceu poucos dias antes do golpe militar na Argentina. Cerqueira Júnior estava em apresentação junto com Vinícius de Moraes, Toquinho e outros brasileiros.

Após a apresentação, o músico desapareceu ao sair do hotel onde estava hospedado.

Confira a íntegra da nota:

“O Governo brasileiro agradece pelo trabalho da Justiça argentina, que, em 13/09, informou à Embaixada do Brasil em Buenos Aires haver identificado as digitais do célebre músico brasileiro Francisco Tenório Cerqueira Júnior, desaparecido após um show em Buenos Aires em 18 de março de 1976, dias antes do golpe militar naquele país. Tenório Júnior encontrava-se na capital do país vizinho em turnê na companhia de Vinícius de Moraes, Toquinho e outros músicos. Após apresentação do grupo, Tenório deixou o hotel onde os músicos estavam hospedados, e nunca mais foi localizado.

O Governo brasileiro saúda os esforços da Justiça e da Procuradoria de Crimes contra a Humanidade argentinas que resultaram no avanço desse caso. Trata-se de mais um exemplo da importância da atuação daqueles órgãos em prol da Memória, da Verdade e da Justiça, direito inalienável das vítimas, dos familiares daqueles que sofreram a violência dos regimes de exceção e também das sociedades da Argentina, do Brasil e de outros países latino-americanos que estiveram sob o jugo de ditaduras militares no século passado.”

A informação da identificação de Cerqueira Júnior foi divulgada neste sábado (13) esclarecendo um mistério de quase 50 anos. O esclarecimento foi feito pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP).

Segundo informações da Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF), Francisco Tenório foi morto a tiros e seu corpo enterrado sem identificação numa vala comum na periferia da capital.

 

 



EBC

Rebeca Lima é campeã mundial de boxe em Liverpool


A brasileira Rebeca Lima conquistou a medalha de ouro da categoria até 60 quilos do Mundial de Boxe, disputado em Liverpool (Inglaterra), após derrotar a polonesa Aneta Rygielska por 3 a 2 na decisão dos juízes. Também neste domingo (14), o Brasil garantiu outras três medalhas de prata na competição.

O primeiro vice-campeonato do Brasil no evento foi conquistado por Yuri Falcão, que, na categoria até 65 quilos, foi superado na decisão pelo uzbeque Asadkhuja Muydinkhujaev por 4 a 1 na decisão dos juízes.

As outras duas medalhas de prata brasileiras no Mundial disputado em Liverpool foram alcançados por Isaias Ribeiro Filho e Luiz Gabriel Oliveira, que perderam, respectivamente, para o uzbeque Turabek Khabibullaev na categoria até 90 quilos e para o uzbeque Abdumalik Khalokov na categoria até 60 quilos.





EBC

Tiantsoa Rakotomanga fica com título de simples do SP Open


A francesa Tiantsoa Rakotomanga Rajaonah conquistou, neste domingo (14) no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, o título de simples da primeira edição do SP Open de tênis feminino. A jovem de 19 anos disputou a final da competição com a indonésia Janice Tjen, sobre a qual alcançou uma vitória por 2 sets a 0 (parciais de 6/3 e 6/4).

Após a partida, a francesa comemorou muito o seu primeiro título na elite do tênis mundial: “Eu vim de tão longe […] é um troféu que vou manter no meu coração. Um jogo pode fazer a diferença. Um ponto pode fazer a diferença”.

Copas Davis

Já no tênis masculino, o destaque deste domingo foi o retorno do Brasil ao qualifying do Grupo Mundial da Copa Davis após vitória sobre a Grécia por 3 jogos a 1. E o triunfo que carimbou a classificação da equipe brasileira foi garantido por João Fonseca, por 2 sets a 1 (parciais de 6/4, 3/6 e 7/5) sobre Stefanos Tsitsipas.

Antes, também neste domingo, Marcelo Melo e Rafael Matos superaram Petros Tsitsipas e Aristoteles Thanos por um duplo 6/2. A série de confrontos teve início no último sábado, com João Fonseca vencendo Stefanos Sakellaridis por 2 sets a 0 (7/5 e 6/3) e Thiago Wild perdendo para Stefanos Tsitsipas por 2 sets a 0 (6/2 e 6/1).

“É uma alegria imensa poder conquistar essa vitória para o Brasil, ainda mais diante de um jogador do nível do Tsitsipas. A torcida estava empurrando muito, mas consegui me manter focado até o fim e jogar o meu melhor tênis nos momentos mais importantes. Representar o Brasil na Copa Davis e ajudar o país a voltar ao qualifying do Grupo Mundial é algo muito especial para mim”, comemorou João Fonseca.





EBC

Gaza: mais de 40 pessoas morreram neste domingo vítimas de bombardeios


Mais de 40 pessoas morreram neste domingo (14) em Gaza, a maioria em bombardeios das tropas israelitas no Norte do enclave palestino.

De acordo com uma contagem provisória citada pela agência EFE, feita com base em listas dos hospitais de Gaza compartilhadas por jornalistas que estão em território palestino, foram registradas 45 mortes até 12h30, sendo que 29 morreram em hospitais no Norte da Faixa de Gaza.

À EFE, Mohammad Abu Salmia, diretor do hospital Al Shifa, na cidade de Gaza, adiantou que esta manhã deram entrada cerca de 20 feridos e foram recebidos oito corpos de vítimas de bombardeios.

Ao hospital Al Quds, que é operado pelo Crescente Vermelho, uma fonte hospitalar disse à mesma agência espanhola que chegaram 35 feridos e cinco corpos.

Ao Sul da Faixa de Gaza, foram registrados 24 feridos e quatro mortos na sequência de um ataque a um dos pontos militarizados de distribuição de comida a Noroeste de Rafah.

Ofensiva

Há mais de um mês o Exército israelense lança uma ofensiva contra a cidade de Gaza, capital do enclave, para a ocupar, tentar resgatar os reféns israelenses que ainda estão na região e acabar com o movimento Hamas, tendo provocado o deslocamento de um milhão de pessoas que residiam na cidade.

Desde então, os bombardeios aumentaram contra a capital de Gaza, mas também as demolições e a destruição de qualquer tipo de infraestruturas.

Hoje, o exército israelense mandou evacuar três prédios na cidade de Gaza.

Segundo dados de quinta-feira (11) fornecidos pelas equipes de resgate da Defesa Civil de Gaza, pelo menos 53 mil palestinos perderam casa ou tenda onde se abrigavam na cidade de Gaza em menos de uma semana.

A guerra em curso na Faixa de Gaza foi desencadeada por um ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 ao sul de Israel, que fez 1,2 mil mortos, na maioria civis, e 251 reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma ofensiva em grande escala que já deixou mais de 64 mil mortos, na maioria mulheres e crianças, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, destruiu quase toda a infraestrutura do território e provocou um desastre humanitário sem precedentes na região.

Relatores de direitos humanos da ONU, organizações internacionais e um número crescente de países qualificam como genocídio a ofensiva militar israelita contra a Faixa de Gaza desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.



EBC