EBC tem finalistas no Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa


A Agência Brasil, Radioagência Nacional e profissionais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) estão entre os finalistas do Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar. Patrícia Serrão, Paula Labossière, Raíssa Saraiva e Tâmara Freire concorrem ao Top 25+ Jornalistas e também nas categorias regionais do Centro-Oeste e Sudeste. Já a Agência Brasil concorre na categoria “Agência de Notícias” e a Radioagência Nacional na categoria “Sites ou portal”. O Podcast VideBula, da Radioagência Nacional, também é finalista na categoria “Áudio”. 

No total, 112 jornalistas e 72 veículos seguem na disputa após as votações no 1º turno. Dentre os concorrentes, 33 jornalistas estão na disputa em mais de uma categoria, caso das profissionais da EBC. A premiação destaca o trabalho de jornalistas e veículos de comunicação que mais se destacaram com reportagens sobre saúde, ciência e bem-estar.

A votação é aberta ao público e vai até o dia 19 de setembro. Os eleitores podem selecionar seus cinco preferidos e a pontuação é dada de acordo com a posição escolhida para cada profissional. Para votar, basta acessar o link do prêmio

A cerimônia de premiação será no dia 27 de novembro, em um evento que promete reunir os principais nomes da imprensa brasileira e celebrar o trabalho dos profissionais que se destacaram durante o ano.

Esse reconhecimento reforça o papel da EBC e seus jornalistas na promoção de informações relevantes e de qualidade para o público brasileiro, especialmente nas áreas de saúde, ciência e bem-estar, temas que, mais do que nunca, têm sido essenciais para a sociedade.

Sobre o prêmio

O Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar chega à sua quinta edição como uma das principais premiações do jornalismo brasileiro, reconhecendo a excelência da imprensa no tratamento de assuntos que impactam diretamente a vida da população.

Indicados da EBC por categoria:

Jornalistas:

  • Patrícia Serrão – Radioagência Nacional
  • Paula Labossière – Agência Brasil
  • Raíssa Saraiva – Radioagência Nacional
  • Tâmara Freire – Agência Brasil

Jornalistas – Regional Centro-Oeste:

  • Paula Labossière – Agência Brasil
  • Raíssa Saraiva – Radioagência Nacional

Jornalistas – Regional Sudeste:

  • Patrícia Serrão – Radioagência Nacional
  • Tâmara Freire – Agência Brasil

Site ou portal:

Agência de Notícias:

Podcast/Programa de Rádio



EBC

CPMI do INSS aprova quebra do sigilo bancário de investigados


A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso que apura a cobrança ilegal de mensalidades associativas descontadas dos benefícios previdenciários pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a milhões de aposentados e pensionistas aprovou, nesta quinta-feira (11), cerca de 400 pedidos de informações e de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de suspeitos de envolvimento na fraude bilionária.

Os 16 deputados federais e 16 senadores que integram o colegiado acordaram requisitar informações sobre registros de entrada e saída de investigados em órgãos públicos; indícios das irregularidades reunidos pelo INSS, pela Polícia Federal (PF) e pela CGU, e a quebra dos sigilos de pessoas, associações, entidades associativas e empresas investigadas no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril

Entre os sigilos que serão quebrados, estão os dos empresários Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Maurício Camisoti, e o do ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. Na semana passada, a CPMI já tinha aprovado os pedidos de prisão preventiva de Antunes, Camisoti, Stefanutto e de outros 18 investigados.

“Queremos saber exatamente onde está todo este patrimônio, tudo o que foi roubado da Previdência”, disse o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ao explicar a finalidade dos pedidos aprovados nesta quinta-feira.

“São requerimentos que pedem informações e a quebra de sigilos de todas as associações que estão sendo investigadas, todas as empresas para as quais foram repassados recursos, todos os sócios e pessoas envolvidas direta ou indiretamente”, disse Viana a jornalistas, assegurando que o compromisso dos 16 senadores e 16 deputados federais titulares da comissão, bem como de seus respectivos suplentes, é desvendar “com clareza a participação de cada uma das pessoas e entender como o dinheiro saiu do INSS e desapareceu”.

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Após aprovar os requerimentos, os integrantes da CPMI ouviram o depoimento do ex-ministro da Previdência Social e ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Ahmed Mohamad Oliveira. Ele presidiu o INSS de novembro de 2021 a março de 2022, quando assumiu o comando do Ministério da Previdência Social, onde permaneceu até o fim do governo de Jair Bolsonaro, em 31 de dezembro de 2022. Na época, ele atendia pelo nome de José Carlos Oliveira, o qual conseguiu alterar recentemente, por motivos religiosos.

Em seu depoimento, Oliveira afirmou que o INSS não tem condições de fiscalizar os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) que a autarquia firma com outras organizações da administração pública e com entidades da sociedade civil e que, apesar de ser um servidor de carreira do instituto e de ter ocupado cargos de comando na autarquia, só soube das irregularidades nos descontos de milhões de benefícios previdenciários quando a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sem Desconto, em abril deste ano.



EBC

STF retoma julgamento de Bolsonaro; Cármen Lúcia vota


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou há pouco o julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022. O próximo voto será proferido pela ministra Cármen Lúcia.

Se a ministra for favorável à condenação do ex-presidente e seus aliados, o colegiado formará maioria de votos e placar de 3 a 1 para declarar os réus culpados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente aos três primeiros crimes. A regra está prevista na Constituição.

Assista ao vivo o julgamento no player abaixo: 

Nas sessões anteriores, o relator, Alexandre de Moraes, e o ministro Flávio Dino votaram pela condenação dos réus.

Luiz Fux abriu divergência e absolveu Bolsonaro e mais cinco aliados. No entanto, o ministro votou pela condenação de Mauro Cid e do general Braga Netto pelo crime de abolição do Estado Democrático de Direito. Para esses réus, já há maioria para a condenação.

O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, será o último a votar. Após a manifestação de Zanin, a Corte entrará na fase da dosimetria, ou seja, o anúncio do tempo de pena para os condenados.

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Quem são os réus

  1. Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  2. Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  3. Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  4. Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
  5. Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  6. Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  7. Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa de 2022;
  8. Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.



EBC

Morre, em Brasília, Roseli Faria, referência em políticas públicas


Morreu nesta quinta-feira (11), em Brasília, aos 54 anos de idade, a economista, servidora pública e militante do PSOL Roseli Faria. Mulher negra, Roseli foi uma referência na formulação de políticas públicas e orçamentárias e no combate ao racismo. Ela enfrentava um câncer colorretal.  

A economista foi pioneira nas comissões de heteroidentificação e lutou pela implementação da política de cotas raciais para ingresso nas universidades e carreiras públicas.

A Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (Anesp), entidade da qual Roseli fez parte, lamentou sua morte e destacou o trabalho dela no enfrentamento da PEC 32, que trata da reforma administrativa, nos anos de 2020 e 2021. A Anesp destacou que a partida de Roseli é “devastadora”.  

“Mulher negra, conquistou espaços decisórios e sempre atuou guiada pelo compromisso com os mais pobres, com as mulheres e com a população negra. Sua presença fará imensa falta nas lutas que ainda temos pela frente”, afirma a entidade. 

Roseli também foi candidata a deputada federal em 2022, pelo PSOL-DF. 

“Como mulher negra, abriu caminhos e seguirá inspirando outras mulheres a ocupar espaços de liderança. Roseli foi imensa em tudo o que fez, deixando uma trajetória de coragem, conquistas, amizades e respeito que permanecerá como legado”, disse o partido. 

Outras entidades como o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFmea) e o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) também lamentaram a morte de Roseli. 

“Reconhecida por sua coragem, generosidade e pela luta em defesa de um orçamento garantidor de direitos e da justiça social, tornou-se uma referência na causa do orçamento público sensível a gênero e raça”, destaca o Inesc, onde Roseli participou como integrante do Conselho Diretor da instituição. 

O velório será na tarde desta quinta-feira (11), em Brasília, no Cemitério Campo da Esperança. 




EBC

Jovens avaliam que IA ajuda a reduzir o estresse no estudo


Nove em cada 10 jovens afirmaram que a Inteligência Artificial (IA) os ajudou a reduzir o estresse em períodos mais intensos de estudo, principalmente em época de avaliações, provas e entregas de projetos, individual ou em grupo. A pesquisa é da Emy Education, plataforma de inteligência artificial.

“Descobrimos que nos últimos 6 meses, quase 96% dos nossos entrevistados usaram inteligência artificial para aprender algo novo”, disse José Messias Jr., CEO e fundador da Emy. 

Uma das questões do estudo fez a seguinte proposta: “Qual o principal papel que a IA deve ter na aprendizagem de jovens?”. Segundo a pesquisa, 86,8% responderam que “a IA deve ser uma ferramenta de apoio e respostas rápidas”. Os outros dois principais anseios foram “uma IA que atue com um mentor personalizado” e “uma IA que ajuda a automatizar tarefas repetitivas”.

Quando perguntados sobre quais fatores os impedem de usar a IA com mais frequência, quase 60% indicou o “medo de receber respostas erradas ou muito distorcidas”. Outros 35% apontaram que o maior receio é a “falta de contexto e personalização das respostas”.

A pesquisa foi feita de março até o final de agosto deste ano e contemplou ao menos um período intenso de estudos, como a agenda do final do primeiro semestre.

O questionário ouviu individualmente mais de 500 jovens com idade entre 16 e 24 anos, todos estudantes de nível médio e superior. Na faixa do ensino médio, a maior parte é da rede pública. Na camada do ensino superior, quase 85% dos que responderam estão em instituições privadas.

“A maior parte dos respondentes, em torno de 32%, integra famílias com renda mensal abaixo de R$ 3.500 mensais, portanto, a classe D, segundo o IBGE. Na sequência estão os estudantes com renda familiar até R$ 8.000 por mês, com 31,40% dos respondentes. O contingente do topo da pirâmide social – renda familiar superior a R$ 25 mil por mês – foi pouco engajado e representou apenas: 1,60% das respostas”, explicou a organização da pesquisa Emy

“Nossa pesquisa revela uma dimensão ainda pouco explorada no debate público. Basicamente, os jovens nativos digitais conseguem lidar com a IA sem preterir dos professores ou mesmo de outras mídias em seu processo de estudo”, disse José Messias Jr..



EBC

Governo amplia mobilização de vacina contra HPV em jovens até dezembro


O Ministério da Saúde ampliou até dezembro a mobilização para vacinar adolescentes com idade entre 15 e 19 anos contra o HPV. A meta é alcançar cerca de 7 milhões de jovens que perderam a imunização na idade recomendada, de 9 a 14 anos.

Em nota, a pasta informou que a estratégia conta com o apoio de estados e municípios e que, para facilitar o acesso, a dose está sendo ofertada em unidades básicas de saúde (UBS) e também em escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings.

“A vacina contra o HPV é segura e fundamental na prevenção de cânceres de colo do útero, vulva, pênis, garganta e pescoço. As ações de resgate buscam assegurar que todos os adolescentes e jovens dessa faixa etária sejam imunizados, garantindo um futuro mais saudável para as próximas gerações.”

Balanço

Dados do ministério apontam que, até o início do mês, mais de 115 mil adolescentes haviam sido imunizados nessa nova etapa da estratégia. Os estados com maior número de vacinados incluem São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Em 2024, o Brasil registrou mais de 82% de cobertura vacinal contra o HPV entre meninas de 9 a 14 anos, índice acima da média global, de 37%. Entre meninos da mesma faixa etária, a cobertura foi de 67%

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Esquema vacinal

Desde o ano passado, o Brasil passou a adotar o esquema de dose única contra o HPV para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, substituindo o modelo anterior de duas doses. A medida, de acordo com o ministério, segue recomendações internacionais e reforça o compromisso do país de eliminar o câncer de colo do útero até 2030

Para pessoas imunocomprometidas, como as que vivem com HIV/aids e pacientes oncológicos e transplantados, o esquema contra o HPV permanece o de três doses. A mesma regra também vale para usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP) com idade entre 15 e 45 anos e para vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.

Entenda

O HPV (papilomavírus humano) afeta pele e mucosas e figura atualmente como a infecção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo. Existem mais de 200 tipos de HPV – alguns podem causar verrugas genitais enquanto outros estão associados a tumores malignos, como o câncer do colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação, oferecida gratuitamente via Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada a forma mais eficaz de prevenção do HPV, aliada ao uso de preservativos, que ajudam a reduzir o risco de contágio.

A infecção, na maioria das pessoas, não apresenta sintomas. Em alguns casos, o HPV pode ficar latente de meses a anos, sem manifestar sinais visíveis a olho nu ou subclínico.

As primeiras manifestações da infecção surgem, geralmente, entre dois e oito meses, mas pode demorar até 20 anos e costumam ser mais comuns em gestantes e em pessoas com baixa imunidade.

O diagnóstico é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo de lesão.



EBC

Sorriso, no MT, tem maior PIB agrícola do país; veja o ranking


A paisagem do município de Sorriso, no norte do Mato Grosso, é marcada por imensas áreas de plantação, campos de pastagem e poucas edificações ─ características que fazem a cidade de quase 125 mil habitantes ser considerada a capital nacional do agronegócio.

Em 2024, o município liderou o ranking de valor de produção agrícola no país, alcançando R$ 7,2 bilhões, empurrado principalmente pelo cultivo da soja. A oleaginosa rendeu uma colheita de 2,08 milhões de toneladas e representa quase metade do valor total de produção agrícola de Sorriso: R$ 3,3 bilhões.

Sorriso é líder também em valor de produção de milho (R$ 2,4 bilhões), além de ocupar a quarta posição para o feijão (R$ 195,7 milhões) e a sexta para o algodão (R$ 1,3 bilhão).

Os dados fazem parte da Produção Agrícola Municipal, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostrou que, no ano passado, o valor da produção agrícola do país ficou em R$ 783,2 bilhões.

Apesar da força da soja em Sorriso, a cidade não é a maior produtora do grão no país. O título pertence a São Desidério, no oeste da Bahia, que produziu 2,09 milhões de toneladas do grão, com valor alcançando R$ 3,7 bilhões.

O Brasil é o maior produtor de soja do mundo, com 144,5 milhões de toneladas em 2024. Dos dez municípios que lideram o ranking de valor de produção agrícola, oito têm a soja como principal produto cultivado. As exceções são os mato-grossenses Sapezal e Campo Novo do Parecis, impulsionadas pelo algodão.

Confira as dez cidades com maior valor de produção agrícola

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Município valor de produção principal produto
Sorriso (MT) R$ 7,2 bilhões Soja
São Desidério (BA) R$ 6,6 bilhões Soja
Sapezal (MT) R$ 5,9 bilhões Algodão herbáceo
Campo Novo dos Parecis (MT) R$ 5,2 bilhões Algodão herbáceo
Cristalina (GO) R$ 5,1 bilhões Soja
Formosa do Rio Preto (BA) R$ 4,2 bilhões Soja
Rio Verde (GO) R$ 4,9 bilhões Soja
Nova Ubiratã (MT)  R$ 4,6 bilhões Soja
Diamantino R$ 4 bilhões Soja
Nova Mutum (MT) R$ 4 bilhões  Soja

A presença de seis cidades do Mato Grosso na lista retrata o poderio do estado como principal celeiro do país. Confira a participação dos cinco estados com as maiores fatias do valor total da produção agrícola nacional:

  1. Mato Grosso: 15,4%
  2. São Paulo: 15,1%
  3. Minas Gerais: 11,1%
  4. Rio Grande do Sul: 9,7%
  5. Paraná: 9,2%

Um destaque informado pela pesquisa é que, de 2023 para 2024, se estreitou a diferença entre Mato Grosso e São Paulo. Em 2023, Mato Grosso respondia por 18,8% do valor da produção agrícola nacional; e São Paulo, 13,8%. No intervalo de um ano, a diferença de 5 pontos percentuais (p.p.) virou 0,3 p.p.

O IBGE explica que Mato Grosso sofreu queda na produção e da cotação da soja e do milho. Já São Paulo foi impulsionado pelo aumento no valor de produção da laranja, produto do qual é líder na produção nacional, e no valor do café arábica, destacando-se como o segundo maior produtor nacional. O líder na produção cafeeira é Minas Gerais.

O Paraná caiu da terceira para a quinta posição por causa de problemas na safra de verão, comprometida por problemas climáticos.



EBC

Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio acumulado em R$ 55 milhões


As seis dezenas do concurso 2.913 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 55 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

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As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.




EBC

Programação especial nesta sexta-feira marca 89 anos da Rádio Nacional


Entrevistas, atrações musicais e uma plateia de ouvintes marcam a celebração de 89 anos da Rádio Nacional nesta sexta-feira (12). A programação especial terá transmissão ao vivo, a partir das 13h, pelo dial e pelo canal da emissora no YouTube, direto do Museu da Rádio Nacional, localizado no prédio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no Rio de Janeiro.

A atração dá início às comemorações dos 90 anos da Rádio Nacional, a serem celebrados em 2026. Como parte da programação, também serão lançados a nova identidade sonora, o selo e a agenda de ações que marcam a data histórica.

Aberto ao público, o evento vai oferecer aos ouvintes presentes na plateia a oportunidade de comemorar junto com a equipe da emissora. O grupo poderá vivenciar a magia do rádio de perto, encontrar vozes conhecidas e prestigiar artistas que ajudam a contar a trajetória do veículo.

Parte da história do Brasil, a Nacional teve sua primeira transmissão em 12 de setembro de 1936, às 21h, na voz do locutor paulista Celso Guimarães (1907 – 1996). Hoje conta com oito emissoras próprias, em diferentes regiões do país: Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Nacional de São Paulo, Rádio Nacional de Brasília AM e FM, Rádio Nacional de Recife, Rádio Nacional de São Luís, Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.


Estúdio da Rádio Nacional do Rio de Janeiro onde as radionovelas eram gravadas, conhecido como

Estúdio da Rádio Nacional do Rio de Janeiro onde as radionovelas eram gravadas, conhecido como “casinha do radioteatro” – Acervo EBC/Direitos reservados

Transmissão 

Na sexta, a programação especial de aniversário começa com o Revista Rio, apresentado por Raquel Júnia e Dylan Araújo, das 13h às 15h. A atração recebe convidados da nova geração da música brasileira: a cantora e compositora Antônia Medeiros e o também cantor e compositor El Pavuna, um dos destaques no Palco Favela do Rock in Rio 2022.  

Em seguida, das 15h às 17h, o Tarde Nacional, comandado por Gláucia Araújo e Cirilo Reis, mergulha na relação histórica entre o rádio e o samba. Participam da edição especial Cássio Tucunduva, cantor, compositor, guitarrista e arranjador musical de música popular brasileira; Biafra, cantor e compositor; Dorina, cantora de samba, reconhecida por sua voz marcante e ligação com as rodas cariocas; Gabriel Ruiz, músico, cantor e compositor; e Bruno Fillipo,  jornalista, historiador, especializado em samba e cultura popular, que vai traçar o fio condutor que liga o rádio e a música.

Das 17h às 18h, o É Tudo Brasil, com apresentação de Luciana Valle, recebe dois talentos da música instrumental brasileira: Bianca Gismonti, pianista, compositora e arranjadora, com carreira internacional na música instrumental e erudita; e Júlio Falavigna, baterista e percussionista, com trabalhos reconhecidos na música popular e instrumental brasileira.

Especial de Domingo

As celebrações de 89 anos da Nacional seguem no final de semana, com o Especial de domingo (14). O programa faz um tributo à história da emissora, mesclando músicas e áudios históricos para pontuar a trajetória da emissora.

Ao longo da edição comemorativa, a apresentadora Luciana Valle destaca fatos marcantes como o sucesso de “Em Busca da Felicidade”, a primeira radionovela da emissora; os programas de auditório; a relação apaixonada entre as cantoras do rádio e os ouvintes; a estreia do noticiário Repórter Esso; e principais marcas da programação, como música, notícia e esporte.

Com roteiro e produção de Cezar Faccioli e coordenação de produção de Cynthia Cruz, o especial também leva ao ar canções que embalaram a história da Nacional. O repertório inclui “Luar do Sertão”, com Luiz Gonzaga, “Cantoras do Rádio”, com Carmen e Aurora Miranda, a versão de Rosa Passos para “Aquarela do Brasil”, entre outros sucessos.

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 Saiba como sintonizar a Rádio Nacional

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EBC

Projeto que derruba regras sobre aborto legal em crianças avança na Câmara


O projeto que visa derrubar resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que trata das diretrizes do aborto legal em crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, está avançando na Câmara dos Deputados. 

Nesta semana, o deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE), relator do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 3/2025, emitiu parecer favorável pela derrubada da Resolução nº 258/2024. O texto foi aprovado pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família e de Constituição e Justiça e Cidadania.

No parecer, Gastão defende que menores de 16 anos não têm autonomia para tomar decisões e, por isso, o aborto deve ser feito mediante apresentação obrigatória de boletim de ocorrência ou depois de a vítima tiver autorização da Justiça.

“A dispensa de autorização judicial, a meu ver, constitui afronta ao direito de acesso do nascituro ao Poder Judiciário”, diz o relator, no parecer

Para o Conanda, nem mesmo os pais ou responsáveis legais da vítima precisam ser avisados quando ela estiver sob risco, nos casos em que houver suspeita de violência sexual ocorrida dentro do ambiente familiar. 

Outro ponto criticado por Gastão diz respeito ao limite de tempo para que o aborto possa ser feito. Para ele, o Conanda falha ao não indicá-lo, o que, segundo o relator, “na prática, autorizaria a realização de aborto em casos nos quais a gestação está próxima de 40 semanas”. 

A resolução do Conanda prevê que o tempo de gestação não deve ser um obstáculo para impedir o aborto, que deve ser realizado sem a necessidade de comunicado ao conselho tutelar.

Desde fevereiro, a proposta não teve andamento na Casa, sendo retomada no final do mês passado. No último dia 27, a deputada Chris Tonietto (PL-RJ), em articulação com outros parlamentares, pediu que o texto fosse votado em urgência. Se aprovado, o regime abrevia a tramitação, fazendo com que a proposta vá direto para votação em Plenário, sem passar pela análise de comissões. 

No despacho endereçado ao relator, o grupo de deputados argumenta que o Conanda menospreza o “poder familiar”, apresenta “interpretações inapropriadas sobre o direito à objeção de consciência para a prática do aborto” e confere maior poder decisório a crianças e adolescentes do que possuem, segundo a legislação civil. Além disso, a ala conservadora destaca no documento, em consonância com outros grupos chamados de pró-vida, que a resolução do conselho viola o direito à vida e a integridade física do feto.

Os deputados também afirmam que se “deve considerar que o aborto não constitui direito, como afirma o ato normativo”, uma vez que a Constituição Federal assegura a inviolabilidade do direito à vida até mesmo a fetos.

Entre os autores do PDL estão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Chris Tonietto (PL-RJ), além de Marco Feliciano (PL-SP) e Zé Trovão (PL-SC). Há, ainda, parlamentares de outras siglas, como MDB, PSD, Avante, União Brasil, Podemos e Republicanos, presidido pelo bispo Marcos Pereira, da Igreja Universal do Reino de Deus.

Norma em vigor

A resolução em vigor diz, por exemplo, que ao se realizar o procedimento abortivo, as equipes de saúde devem ter como base parâmetros internacionais, como recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de evidências científicas que garantam que transcorra com a vítima em plena segurança. Em seu artigo 33, determina, ainda, que nenhuma exigência pode “atrasar, afastar ou impedir o pleno exercício, pela criança ou adolescente, de seu direito fundamental à saúde e à liberdade”.

O Conanda é o principal órgão, em âmbito federal, nessa frente de atuação e está no guarda-chuva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Desde o ano passado, a questão causa divergências entre seus membros. Em dezembro, a resolução foi aprovada pela maioria de seus conselheiros, mas os representantes do governo federal contrários à resolução pediram vista do processo. O pedido de vista não foi acatado e a resolução foi aprovada.

Em nota técnica, encaminhada à Agência Brasil, a campanha Criança Não é Mãe pontua que o PDL 03/2025 representa um grave retrocesso para a proteção da infância no Brasil, ao retirar a única normativa que assegura fluxo claro e humanizado de atendimento para crianças estupradas.

A campanha ressalta, ainda, que os protocolos elencados na resolução do Conanda já são aplicados em diversos países e colocam como prioridade o cuidado das vítimas. Segundo a campanha, no Brasil, entre 2018 e 2023, uma menina, de 10 a 19 anos, morreu por semana por causa de complicações na gestação.

“A OMS aponta que as complicações durante a gravidez e o parto são a segunda causa de morte entre as jovens de 15 a 19 anos em todo o mundo. Crianças e adolescentes (de 10 a 19) anos correm maior risco de eclâmpsia, endometrite puerperal e infecções sistêmicas do que mulheres de 20 a 24 anos. Além disso, nascidos de adolescentes têm mais chances de apresentar baixo peso, prematuridade e outras condições neonatais graves” escreve no comunicado. 

A resolução ainda ressalta que a gravidez traz graves consequências para o futuro de crianças e adolescentes.

“Socialmente, a gravidez precoce limita as oportunidades educacionais e sociais das jovens. A gravidez nessa fase de desenvolvimento fisiológico e psicossocial está diretamente associada à evasão escolar e à interrupção do projeto de vida. Enquanto a taxa de evasão escolar é de 5% entre adolescentes sem filhos, ela sobe para 47% entre aquelas que se tornam mães precocemente”, acrescenta. 

Violência contra meninas

Levantamento recente, de maio deste ano, da Associação de Obstetrícia de Rondônia, apurou que cerca de 14 mil meninas de 10 a 14 anos de idade tiveram filhos no Brasil em 2023. No mesmo ano, 154 tiveram acesso ao aborto legal. 

A maioria (67%) dos 69.418 estupros cometidos entre 2015 e 2019 tiveram como vítimas meninas dessa idade, conforme complementa o estudo Sem deixar ninguém para trás – gravidez, maternidade e violência sexual na adolescência, do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), vinculado à Fundação Oswaldo Cruz Bahia (Fiocruz). 

Na maior parte das vezes (62,41%), os autores do crime eram conhecidos das vítimas.



EBC