Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 13 milhões; quina saiu para 23


O concurso 2.987 da Mega-Sena, cujo sorteio foi realizado na noite desse sábado (21), em São Paulo, não teve nenhum acertador para os seis números e acumulou prêmio de R$ 13 milhões.

Os números sorteados foram 16 – 17 – 20 –28 – 46 – 47. A arrecadação total com o concurso 2.987 alcançou R$ 37.692.798,00, de acordo com informação da Caixa Econômica Federal.

A “quina” teve 23 apostas ganhadoras, que receberão R$ 65.305,07 cada, enquanto a “quadra” teve 1.950 apostas vencedoras, cujo prêmio será de R$ 1.269,66 cada.

O próximo sorteio da Mega-Sena será na terça-feira (24). O maior prêmio sorteado na história da Mega ocorreu no concurso 2.525, no dia 1º de outubro de 2022, no valor de R$ 317.853.788,54.

Os sorteios da Mega-Sena são realizados três vezes por semana, às terças e quintas-feiras e aos sábados. As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica Federal em todo o país, ou pela internet. 



EBC

Dia Mundial da Água: entidades alertam para perda das águas do Cerrado


No Dia Mundial da Água, celebrado neste domingo (22), entidades socioambientais alertam para a redução da disponibilidade hídrica no Cerrado, bioma fundamental para o abastecimento de grandes bacias do país.

Em Brasília, a campanha Cerrado Coração das Águas promove uma mobilização no Eixão do Lazer para debater a importância do bioma para a segurança hídrica do Distrito Federal e do Brasil.

Dados apresentados pelos organizadores do evento incluem pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) que indica que 88% das bacias hidrográficas analisadas – todas localizadas no Cerrado – registraram redução de vazão entre 1985 e 2022.

Essa redução, segundo o levantamento, está associada principalmente ao desmatamento e às mudanças no uso da terra.

A pesquisa estima perda de até 35% das reservas de água do bioma até 2050. Dados do MapBiomas indicam que mais da metade da vegetação nativa do Cerrado já foi desmatada.

As entidades destacam também os impactos da expansão agropecuária sobre os recursos hídricos. Segundo dados da Agência Nacional de Águas (ANA), quase 60% da água consumida no país é destinada à irrigação e à pecuária.

Além da escassez, o uso crescente de agrotóxicos tem contribuído para a contaminação de mananciais e afetado comunidades tradicionais do Cerrado.

Coordenadora do Programa Cerrado no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Isabel Figueiredo elogiou a participação de diferentes gerações no evento.

“Comunicar a importância do Cerrado para a segurança hídrica é um desafio intergeracional, uma linda ação”, disse.

Para a professora do Departamento de Ecologia da UnB Mercedes Bustamante, as participações dos especialistas durante as rodas de conversa reafirmam a relevância do bioma para o país. “Ficou muito claro que o futuro sustentável do Brasil passa pelo Cerrado.”
 


Brasília (DF),  22/03/2026 - Roda de conversa  sobre águas do Cerrado.
Foto: Ariel Rocha/Acervo ISPN

Brasília (DF), 22/03/2026 – Roda de conversa sobre águas do Cerrado. Foto: Ariel Rocha/Acervo ISPN – Ariel Rocha/Acervo ISPN

Serrinha do Paranoá

A campanha chama atenção também para a situação da Serrinha do Paranoá, área localizada em Brasília, com 119 nascentes. As entidades alertam para riscos à segurança hídrica do Lago Paranoá diante da possibilidade de novos empreendimentos.

A Serrinha do Paranoá está entre as áreas que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, tenta colocar como garantia para reforço de capital do Banco de Brasília (BRB), após prejuízos decorrentes de operações em favor do Banco Master.

A Polícia Federal investiga suspeitas de fraudes na compra de mais de R$ 12 bilhões em créditos da instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro, que encontra-se preso atualmente.

Alerta

Os organizadores da campanha aproveitam o evento de hoje para alertar sobre o projeto aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que prevê a transferência de 716 hectares da área, com valor estimado de R$ 2,3 bilhões.

De acordo com as associações ambientais ligadas à campanha, “a possibilidade de futuros empreendimentos no local pode comprometer a segurança hídrica da região”.

Participam da campanha Cerrado Coração das Águas: Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Instituto Cerrados, Rede Cerrado, WWF-Brasil, Funatura, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e Instituto Internacional de Educação do Brasil (IIEB).

Festival das Águas

As preocupações com os riscos ambientais do uso inadequado da Serrinha do Paranoá e o Dia Mundial da Água foram mote também de outro evento em Brasília: a 2ª edição do Festival das Águas, no Instituto Oca do Sol, localizado no Córrego do Urubu, Setor de Mansões do Lago Norte.

Moradores da região, ambientalistas e alguns políticos foram ao local para defender a preservação dessa área importante para a segurança hídrica da capital federal. Entre eles, a musicista Martinha do Coco, moradora há mais de 40 anos do Paranoá.

“Canto o coco nessa Serrinha, e dou a ela minha voz contra a especulação. Querem fracionar nossa Serrinha, mas ela tem de ser protegida”, disse a cantora.

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) também participou do evento. “Daqui sai grande parte da água potável que vai para o Lago Paranoá. Precisamos tocar o coração de todas as pessoas para defender a Serrinha. E vamos recorrer a todos os instrumentos e ao poder público; recorrer à sociedade e às instituições para proteger essa região”, disse.

*Colaborou Mara Régia, da Rádio Nacional da Amazônia 

 



EBC

Golfinhos encantam banhistas no Rio e indicam boas condições de praia


Os frequentadores da Praia do Arpoador, em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, foram surpreendidos neste domingo (22) pela presença de um agrupamento de golfinhos, incluindo muitos filhotes.

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador do Projeto Golfinho Rotador, José Martins, identificou que, aparentemente, se tratava de golfinhos da espécie nariz-de-garrafa ou flipper, personagem principal da série de televisão do mesmo nome, cujo nome científico é Tursiops truncatus. Essa é a mais famosa e conhecida espécie de golfinho de todo o mundo, em função de sua distribuição ao longo de águas costeiras e oceânicas em todos os mares do planeta, à exceção dos mares polares.

Neste domingo, quando se comemora o Dia Mundial da Água, José Martins considerou que a presença do grupo de golfinhos na costa carioca é muito bom do ponto de vista ambiental.

“Esses golfinhos são bioindicadores. Se estão aparecendo nas praias do Rio é porque as condições ambientais estão boas. Quando o mar está calmo como o de hoje, as fêmeas costumam buscar a área protegida situada entre a Ilha das Cagarras e o Arpoador, em busca de comida ou para socializar e cuidar de seus filhotes”.

O oceanógrafo e ambientalista José Martins destacou também que a existência de barcos de pesca no mar, próximo ao local, indicava a presença de peixes naquela região. “E os dois – golfinhos e pescadores – estão querendo a mesma coisa”.

Os golfinhos costumam utilizar o litoral do Rio de Janeiro como área de reprodução, mas José Martins descartou essa possibilidade porque os golfinhos Tursiops truncatus não têm um pico reprodutivo.

“Normalmente, eles se reproduzem ao longo de todo o ano. Como os animais vistos hoje estavam acompanhados de filhotes, isso significa que não estão em pico reprodutivo”, analisou Martins. 

Imagens

Registros em vídeo e foto dos golfinhos na orla do Rio neste domingo rapidamente ganharam espaço nas redes sociais. Entre as imagens mais compartilhadas estão as do designer industrial Gabriel Klabin.

Há quase duas décadas, ele trabalha com drones e tecnologias aéreas. Além disso, Gabriel tem um projeto autoral de uso de drones para observar e documentar paisagens, mar e vida selvagem.

“A ideia é criar imagens que aproximem as pessoas da natureza e tragam uma percepção mais sensível do território”, conta o designer.

“O planejamento desse trabalho mistura técnica e intuição. Tem uma parte importante de estudo, mas também depende muito de estar presente, observar e respeitar o tempo das coisas.”



EBC

COP15: Marina Silva pede união de países além das fronteiras


A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, declarou neste domingo (22) que a realização da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), em Campo Grande (MS), é uma oportunidade para líderes mundiais demonstrarem que cooperação e solidariedade podem superar o atual contexto geopolítico marcado por guerras bélicas ou tarifárias.

O encontro reunirá representantes de 132 países e da União Europeia que assinam a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS na sigla em inglês), para ampliar a cooperação internacional, com o objetivo de enfrentar desafios relacionados à conservação da biodiversidade que migram entre os países.

“Esses animais silvestres nos ensinam que, tal como a natureza não reconhece fronteiras, a cooperação e a solidariedade também têm o poder de flexibilizá-las em prol do bem comum”, declarou Marina no discurso de abertura da sessão de alto nível que antecede a COP15.

“Diante de tantas incertezas, a cada dia, agravadas em função de medidas unilaterais, façamos desta COP15 um verdadeiro momento de contundente defesa do multilateralismo, a única forma de resolvermos os nossos problemas”, acrescentou.

Marina Silva destacou que mais que um contexto multilateral desafiador, a crise climática e a perda de biodiversidade já impactam a vida de inúmeras formas de existência, inclusive milhões de seres humanos, especialmente os mais vulneráveis.

“O panorama social divulgado pela Cepal [Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe] no final do ano passado, aponta que 9,8% da população latino-americana vive em pobreza extrema, o que significa 2,1 pontos percentuais acima do registrado em 2014, quando o Equador sediou a COP-11 da Convenção”, afirma, ao comparar os dados do período que separa as duas únicas COPs da CMS realizadas na América Latina.

COP15

A programação da COP15 da CMS terá início oficialmente nesta segunda-feira (23) com atividades até o próximo domingo (29), na cidade de Campo Grande. Ao longo da semana estão previstas plenárias para tomada de decisões, apresentações de estudos científicos e reuniões técnicas na chamada Zona Azul e uma extensa programação aberta ao público com palestras, experiências imersivas e outras atividades sobre biodiversidade e mudanças climáticas.

* Equipe viajou a convite do Ministério do Meio Ambiente.

 



EBC

Dia Mundial da Água: desigualdades no acesso são profundas


Os dados mais recentes da Agência Nacional de Água e Saneamento Básico (ANA) sobre o comprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 6 da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que o Brasil realizou avanços importantes, mas mantém desigualdades profundas no acesso à água e ao saneamento.

O Objetivo 6 da ONU, para 2030, prevê que o país deva assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos. 

No acesso à água, os dados mais recentes mostram que, em 2023, 98,1% da população brasileira tinha acesso à água potável segura. Porém, segundo a ANA, o índice não evidencia desigualdades relevantes: em áreas rurais, o acesso cai para 88% e atinge números ainda menores nas regiões Norte (79,4%) e Nordeste (81,9%). As diferenças também aparecem no recorte racial, com menores níveis de acesso entre a população não branca.

Já em relação ao saneamento, os dados mostram que, em 2023, apenas 59,9% da população contava com esgotamento sanitário seguro. Na Região Norte, esse percentual era de apenas 39,6%. O Brasil trata apenas 57,6% do esgoto gerado, o que, na prática, significa que quase metade dos resíduos ainda é descartada sem tratamento adequado, com impactos diretos sobre a saúde, o meio ambiente e a segurança hídrica do país.

“Mais do que uma questão de cobertura, o problema está em quem ainda fica para trás. Populações em áreas rurais, periferias urbanas e territórios historicamente excluídos concentram os maiores déficits de acesso à água, ao saneamento e à higiene”, destacou a ANA, em nota.

Mulheres

De acordo com a Agência, os impactos da ausência desses serviços recaem de forma desproporcional sobre mulheres e meninas.

“Sem água na torneira, são elas as principais responsáveis pela coleta de água e pelos cuidados com a casa e com a família – tarefas que se tornam mais difíceis, demoradas e exaustivas quando faltam serviços adequados. Sobrecarregadas, ainda são expostas a graves riscos sanitários e de violência nesse contexto de vulnerabilidade”, acrescentou a Agência.

A ANA ressalta ainda que a falta de acesso à água torna a equidade de gênero uma meta inatingível, porque prejudica diretamente a saúde, a dignidade e as oportunidades das mulheres, ampliando a carga de trabalho não remunerado e limitando o acesso delas à educação e à geração de renda. “Sem água e sem saneamento, a desigualdade se perpetua”, frisou a agência.

“Não há mais espaço para tratar água, saneamento, clima e justiça social como agendas separadas. Garantir acesso seguro à água e ao esgotamento sanitário, fortalecer a gestão dos recursos hídricos e avançar na adaptação à mudança do clima são ações que precisam caminhar juntas”, acrescentou a ANA.

Protagonismo feminino

Segundo a professora da Universidade de Brasília (UNB) e ecopedagoga Vera Lessa Catalão, a preservação dos recursos hídricos no país passa obrigatoriamente por uma mudança no padrão de consumo e pelo reconhecimento do papel central das mulheres na gestão da água.

Segundo a educadora, a gestão da água para as mulheres não é um conceito abstrato, mas uma realidade cotidiana e concreta. São elas as principais responsáveis por garantir o recurso para a saúde e a higiene da família, especialmente em regiões onde o acesso é precário, como em comunidades ribeirinhas e periferias urbanas.

“Elas que providenciam ou que reclamam do direito à água para lavar as roupas, para mandar seus filhos para a escola. Elas fazem uma gestão mais consciente da água, da importância da água como direito. Eu acho que a mulher sente isso fortemente. Para ela não é uma abstração, é um fato concreto. E por isso eu acho que nós, mulheres, somos as principais convidadas a pensar que cuidados precisamos ter para que a água nossa de cada dia não nos falte”, destacou Catalão, em entrevista no programa Viva Maria, da Rádio Nacional.

Economia e educação

Para a presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, o cenário atual de desigualdade no saneamento básico reflete diretamente no futuro econômico e educacional do país. Segundo ela, os mais afetados, novamente, são os grupos mais vulneráveis. 

“A escolaridade média hoje de uma criança que teve acesso ao saneamento é de 9,5 anos. Uma criança que não teve acesso ao saneamento é de 7,5 anos, ou seja, a criança que tem acesso ao saneamento, ela estuda dois anos a mais. E isso pode impactar depois na renda média, na possibilidade de ingressar numa faculdade”, disse em entrevista à Rádio Nacional.

“E o perfil hoje de quem não tem acesso ao saneamento são pessoas pretas, pardas, indígenas, pessoas jovens de até 20 anos de idade, pessoas com escolaridade média baixa, e pessoas com uma renda média baixa”, acrescentou.

 



EBC

Botafogo demite técnico Martín Anselmi


Martín Anselmi não é mais o técnico do Botafogo. A confirmação do desligamento do argentino ocorreu no início da tarde deste domingo (22) por meio de nota oficial do Botafogo. 

Mesmo após vencer o Bragantino por 2 a 1, no interior de São Paulo, na tarde deste sábado (21) pela 8° rodada do Brasileirão, o comandante não resistiu a má fase da equipe. O Glorioso, na semana passada, havia sido eliminado na Pré-Libertadores para o Barcelona de Guayaquil no Rio de Janeiro. 

Foram 18 jogos à frente do time com nove derrotas, sete vitórias e dois empates.

Rodrigo Bellão, do sub-20, será o interino até a chegada do próximo comandante.
 

Nota oficial do Botafogo:

“O Botafogo anuncia que o argentino Martín Anselmi não é mais o treinador da equipe principal. A decisão foi comunicada ao profissional na manhã deste domingo (22).

Embora tenhamos grande apreço por Anselmi e sua comissão técnica, além de muito respeito por sua dedicação e ética de trabalho, não vimos a evolução, o progresso e os resultados que esperamos de um clube campeão, e acreditamos que uma mudança é necessária para atingir nossos objetivos nesta temporada e além. Dessa forma, o Clube seguirá por outros caminhos em seu projeto esportivo.

John Textor e o Departamento de Futebol estão no mercado em busca de um novo treinador para os desafios da temporada 2026.

Rodrigo Bellão, treinador da equipe Sub-20, assumirá o comando do elenco de forma interina. O elenco alvinegro se reapresentará aos treinos na próxima terça-feira (24), no CT do Botafogo.

O Botafogo agradece a Anselmi e seus auxiliares pelos serviços prestados e deseja sucesso em seus próximos desafios”. 



EBC

Papa Leão chama guerra no Oriente Médio de “escândalo” para humanidade


O papa Leão 14 disse no domingo que a morte e o sofrimento causados pela guerra no Oriente Médio são um “escândalo para toda a família humana”, renovando seu apelo por um cessar-fogo imediato.

Enquanto a guerra de EUA e Israel contra o Irã entra em sua quarta semana, o primeiro papa norte-americano afirmou que continua a acompanhar com “consternação” a situação no Oriente Médio e em outras regiões dilaceradas pela guerra e pela violência.

“Não podemos permanecer em silêncio diante do sofrimento de tantas pessoas, as vítimas indefesas desses conflitos. O que as fere fere toda a humanidade”, disse Leão em sua oração semanal do Angelus na Praça de São Pedro.

“Renovo veementemente meu apelo para que perseveremos em oração, para que as hostilidades cessem e o caminho seja finalmente pavimentado para a paz”, acrescentou.

* É proibida a reprodução deste conteúdo.



EBC

Sexto lote do seguro-defeso será disponibilizado na terça-feira


O sexto lote do Seguro Desemprego do Pescador Artesanal, o seguro-defeso, será paga na terça-feira (24) para 110.904 trabalhadores do ramo, cadastrados e em conformidade com as exigências do programa.

Estes trabalhadores receberão R$ 179,7 milhões. Os cinco lotes anteriores somaram 269.372 beneficiados, com as parcelas sendo sido liberadas semanalmente, totalizando R$ 616,3 milhões.

O valor do benefício equivale a um salário mínimo mensal, fixado em R$ 1.621. O seguro é pago a pescadores artesanais durante a paralisação da pesca (defeso), no período de reprodução de cada espécie, e pode durar até cinco meses, dependendo do calendário regional de proibição.

A maior parte do público beneficiado teve sua atividade impactada no período entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. 

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou o compromisso da pasta com a correta concessão do benefício.

“O MTE tem trabalhado para garantir o pagamento de todos os pedidos de seguro-defeso que passaram por análise criteriosa, assegurando o direito de quem realmente vive da pesca.”

Troca de gestão

Em novembro do ano passado, a gestão do seguro-defeso foi reformulada passando do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O objetivo da medida é diminuir o pagamento de benefícios indevidos – para pescadores que tem outras fontes de renda, por exemplo –, além de evitar fraudes. 

O esforço de saneamento do programa também uniu a Controladoria Geral da União (CGU) e o MTE. Embora uma parcela relativamente pequena de benefícios tenha sido fraudada, o impacto das fraudes é considerável pois o programa já atendeu mais de 2 milhões de cadastrados em seu período de maior alcance. 

Entre as alterações previstas na Medida Provisória (MP) nº 1.323, foi revisada a lista de documentos necessários para manter os cadastros ativos. Atualmente, as exigências incluem inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), ter cadastro biométrico, entregar o Relatório do Exercício da Atividade Pesqueira (Reap), morar em município incluído no período de defeso e participar das entrevistas realizadas pela Fundacentro nos estados onde já ocorre a piracema (período de reprodução dos peixes), que são Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Amazonas. Nestes locais a Fundação registrou 514.127 atendimentos em 126 municípios.

Entre 1º de novembro de 2025 e 14 de março deste ano, o MTE recebeu 1.198.473 requerimentos individuais do benefício. As solicitações estão passando por triagem. Os estados com maior número de solicitações são Pará (351.502), Maranhão (336.803), Amazonas (106.632), Bahia (81.765) e Piauí (63.025).

Ficaram de fora dos lotes os pescadores que não apresentaram o Reap. Também foram excluídos aqueles que possuem vínculo empregatício, recebem aposentadoria, estão com o registro de pesca cancelado, atuam em atividades não previstas ou recebem benefício assistencial contínuo, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).



EBC

finalvence final brasileira e fatura Banana Bowl


Nauhany Silva venceu Victória Barros na final brasileira do Banana Bowl (ITF J500), na cidade catarinense de Gaspar. Na manhã deste domingo (22), Naná marcou as parciais de 6/3, 4/6 e 6/3.

Com apenas 16 anos, ele se tornou a primeira brasileira campeã do torneio desde Roberta Burzagli em 1991.

A decisão de hoje em Santa Catarina recolocou duas brasileiras frente a frente pela primeira vez desde 1986, quando Gisele Miró conquistou o título vencendo Gisele Faria.

Naná acumula 21 vitórias seguidas no circuito mundial juvenil. Na semana passada, ela já havia sido campeã da Brasil Juniors Cup, em Porto Alegre.

Ontem, a paulista também disputou a final de duplas do Banana Bowl e ficou com o vice-campeonato, ao lado da argentina Sol Larraya. O título ficou com a romena Maia Burcescu e a jamaicana Alyssa James.

Antes do torneio,Naná era a 19ª do ranking mundial juvenil. Victória era a 12ª colocada. A campeã do evento em Gaspar (SC) recebe 500 pontos e a vice fica com 350. 



EBC

Guilherme Schimidt é bronze no Grand Slam de Tbilisi


No Grand Slam de Tbilisi, neste domingo (22), Guilherme Schimidt (-90kg) conquistou o bronze no peso médio. Na luta pela medalha, o brasileiro imobilizou o uzbeque Nurbek Murtozoev até o ippon. 

Esta foi a segunda medalha internacional dele em quatro competições que disputou até o momento, desde que retornou de cirurgia em nova categoria de peso.

Para Tbilisi, o país levou cinco atletas, e teve como segundo melhor resultado o sétimo lugar de Shirlen Nascimento (-57kg). Já Michel Augusto (-60kg), Willian Lima (-66kg) e Daniel Cargnin (-73kg) foram eliminados em suas primeiras lutas.

A próxima etapa do Circuito Mundial será em maio. No mês que vem, o desafio será o campeonato Pan-Americano entre 18 e 20. A delegação nacional será conhecida em seletiva no dia 01 em São Paulo.



EBC