Unimed Campinas controla Sodiê Mesquita e estreia com vitória na LBF


Campeão em 2018, o Unimed Campinas iniciou com vitória a busca pelo segundo título da Liga de Basquete Feminino (LBF). Neste domingo (15), a equipe do interior paulista visitou o Sodiê Mesquita e ganhou por 85 a 78.

O jogo na Baixada Fluminense foi transmitido ao vivo pela TV Brasil.

O time visitante se beneficiou de um primeiro quarto muito superior, em que abriu dez pontos de vantagem. Os anfitriões equilibraram as ações, liderados pela armadora norte-americana Jayla Crawford, cestinha da partida com 33 pontos, mas não foi suficiente.

O coletivo campineiro se sobressaiu na Arena Sodiê, em Mesquita (RJ), com cinco jogadoras diferentes marcando pelo menos 10 pontos. A ala/armadora Tássia Carcavalli foi o destaque das paulistas, com 16 pontos, oito rebotes e quatro assistências. Ela foi eleita a melhor em quadra.

“O troféu veio para mim, mas tenho boas companheiras. Passes precisos das laterais e armadoras, além de pivôs que fazem um ótimo trabalho nos corta-luzes”, disse Tássia.

O próximo compromisso do Sodiê Mesquita será na sexta-feira (20), às 19h30 (horário de Brasília), contra o São José, novamente em casa. Será o terceiro jogo do time fluminense na competição. No dia seguinte, às 16h, o Unimed Campinas visita o Sesi Araraquara, atual tricampeão, para o segundo jogo do clube na temporada.

TV Brasil exibe jogos da LBF ao vivo aos domingos, a partir de 11h. No próximo, dia 22 de março, a emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) transmite o encontro entre Cerrado BRB e Salvador Basketball, no Sesc de Ceilândia (DF).



EBC

Divisão armada da Guarda Municipal do Rio começa a atuar neste domingo


A divisão de elite da Guarda Municipal do Rio de Janeiro começou a atuar neste domingo (15). Criada para fazer o policiamento ostensivo contra roubos e furtos em áreas de grande circulação, a chamada Força Municipal é uma unidade que conseguiu o direito de portar arma de fogo.

Neste primeiro dia, os agentes foram designados para patrulhar o entorno do Terminal Gentileza, ponto de transbordo de ônibus, a rodoviária Novo Rio e a Estação Leopoldina, todos na região central da cidade, assim como o Jardim de Alah, entre os bairros de Ipanema e Leblon, na zona sul, uma região ampla, perto da praia.

Os agentes podem ser identificados pelas boinas amarelas, cor que também está nos uniformes da nova divisão e contrasta com o cáqui, da atual Guarda Municipal.

“Os agentes passaram por um criterioso processo de seleção e agora, nas ruas, eles têm, diariamente, uma tarefa a cumprir e nós acompanhamos”, disse o prefeito Eduardo Paes, ao acompanhar a saída dos guardas, do Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio).

O local é uma espécie de centro de comando da prefeitura.

Os agentes da nova força utilizam pistolas Glock – com capacidade de 15 tiros – e equipamentos de menor potencial ofensivo, como spray de pimenta, gás lacrimogêneo e tasers (aparelho que dá choque e é usado para imobilizações).

Para garantir que o uso dos equipamentos seja proporcional é obrigatório o uso de câmeras corporais e GPS, equipamentos que permitem monitoramento em tempo real dos agentes.

Os guardas fazem o patrulhamento a pé, em duplas ou trios, e com apoio de motos e viaturas. As ordens são de fazer abordagens preventivas, ao identificarem comportamentos suspeitos para circunstâncias de roubos e furtos.

De acordo com o secretário de Segurança Urbana, Brenno Carnevale, o monitoramento, seleção e treinamento “fazem com que os agentes tenham capacidade de atuar de forma técnica e estritamente dentro da lei”. Assim, avalia, os novos guardas vão ganhar confiança da população.

Os primeiros pontos de policiamento da Força Municipal, segundo a prefeitura, foram escolhidos com base na incidência de crimes patrimoniais e nos horários com maior concentração de ocorrências, definidos após análise de dados estatísticos e de circulação na cidade.

Armamento gerou discussão

A Força Municipal sai às ruas mesmo sob questionamentos da Câmara Municipal do Rio e desconfiança da população, que enfrenta alta letalidade praticada pela Polícia Militar, controlada pelo governo do estado, assim como a Polícia Civil.

O vereador Rogério Amorim (PL), quando discutiu a medida na Câmara, disse que a nova unidade “acabava com a Guarda Municipal” por contratar agentes temporários para um cargo público. Ele se preocupava também que, em um curto espaço de tempo (seis anos), os agentes pudessem passar para o crime.

A vereadora Thais Ferreira (PSOL) também disse, à época, que as justificativas da prefeitura foram insuficientes. Já Tainá de Paula (PT), hoje secretária municipal de Ambiente e Clima, afirmou que a Força não poderia se tornar “aparelho de higienização”. “A defesa dos camelôs e da população de rua é uma pauta histórica”, alertou, preocupada com a repressão.

Duas ações contra a Força Municipal foram apresentadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a legalidade da contratação temporária sem concurso público, e ainda com autorização para porte de arma de fogo.

A prefeitura, no entanto, explicou que a decisão foi a de criar um modelo de policiamento complementar ao da Polícia Civil e Militar e que formou 600 agentes depois de meses de treinamento da Polícia Rodoviária Federal.

Com a ação, a prefeitura busca mais segurança.  “A partir de agora vamos entrando, gradativamente, nas áreas da cidade onde os números de roubos e furtos são maiores, permitindo mais segurança”, completou o prefeito, ao comentar a saída da Força, neste domingo.

No planejamento municipal há previsão de estender a atuação da Força Municipal para outros 20 pontos da cidade, em etapas. Entre os locais, estão trechos de Copacabana e Botafogo, na zona sul, Centro, Barra da Tijuca, na zona oeste, além de áreas próximas a estações de trem e metrô.

A prefeitura também pretende cobrir o entorno do Maracanã e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), estações de metrô entre São Francisco Xavier e Afonso Pena, na zona norte, assim como áreas comerciais no Méier, Del Castilho e Madureira, na mesma região.

Na zona oeste, o projeto prevê patrulhamento perto das estações ferroviárias em Bangu, Campo Grande e Santa Cruz, além de trechos de vias expressas, na Barra da Tijuca.



EBC

TV Brasil estreia animação infantil Portão Mágico nesta segunda-feira


A animação infantil Portão Mágico vai estrear na TV Brasil nesta segunda-feira (16), às 8h30, na faixa TV Brasil Animada. O desenho é fruto do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro (Prodav TVs Públicas), e é dirigido por Leonardo Silva.

Ao longo de 15 episódios, exibidos de segunda a sábado na faixa infantil da TV Brasil, a obra apresenta uma turma de amigos de diferentes regiões do país que, ao descobrirem o Portão Mágico, são transportados para um mundo de fantasias, onde todas as questões podem ser resolvidas.

A animação Portão Mágico é um dos conteúdos audiovisuais selecionados pela linha de fomento do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), por meio do Prodav TVs Públicas, que reforça a diversidade regional do Brasil.

TV Brasil é a emissora nacional com a maior programação na TV aberta voltada à garotada. Com mais de cinco horas diárias de conteúdo na grade, a TV Brasil Animada é transmitida gratuitamente para todo o país por intermédio das emissoras afiliadas à Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

Referência na exibição de conteúdos de qualidade para essa faixa etária, o canal público é uma das principais janelas para animações nacionais e produções infantis e infantojuvenis.

Prova disso é que, recentemente, com a divulgação dos resultados da chamada pública Seleção TV Brasil, as linhas dedicadas à infância e à pré-adolescência receberam o maior investimento do certame, um total de R$32 milhões, via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA/Ancine).

Sobre o Prodav

O Prodav é uma parceria entre a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para incentivar a produção regional e independente.

A proposta é ofertar esse conteúdo para as emissoras públicas de televisão. A EBC distribui o material ao disponibilizar as obras para todos os canais de televisão do campo público que aderirem ao projeto. Atualmente, a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) conta com 165 emissoras de TV parceiras em 2537 municípios brasileiros.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Portão Mágico ─ segunda a sábado, a partir das 08h30, na TV Brasil

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EBC

Brasil encerra Paralimpíada de Inverno histórica em Milão-Cortina


A Paralimpíada de Inverno de Milão-Cortina (Itália) chegou ao fim neste domingo (15). A participação brasileira foi histórica, com a maior delegação já enviada a uma edição do evento – oito atletas – e a conquista da primeira medalha, a prata do rondoniense Cristian Ribera na prova do sprint (um quilômetro) do esqui cross-country para competidores sentados.

A campanha terminou com a disputa dos 20 quilômetros do esqui cross country. Seis brasileiros foram à pista de neve da cidade de Tesero, com destaques para os quintos lugares de Cristian no masculino, com tempo de 53min40s8, e da paranaense Aline Rocha (que também esquia sentada) no feminino, com 1h01min30s2.

“[A prova de 20 quilômetros] Não é minha especialidade. Eu esperava um bom resultado, mas sabia que seria uma luta. Nas primeiras parciais, estava em segundo ou terceiro. Talvez, se eu segurasse um pouco, desse para recuperar no fim. Nessas provas longas, a gente vê que a competição é muito forte. Hoje [domingo], cheguei mais de um minuto atrás dos mesmos atletas que venci no sprint”, disse o rondoniense, que é radicado em Jundiaí (SP), em depoimento ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Entre os homens, o Brasil ainda teve o paulista Guilherme Rocha terminando em 19º (58min49s4) e o paraibano Robelson Lula em 22º (1h01min07s3). Na disputa das mulheres, a paulista Elena Sena ficou em 14º lugar (1h19min04s9). Na classe standing (para atletas que competem de pé) masculina, o paulista Wellington da Silva ficou com a 25ª colocação (52min54s).

Outros resultados históricos na neve italiana em 2026 foram os sétimos lugares de Aline no biatlo paralímpico e do trio formado por ela, Cristian e Wellington no revezamento do esqui cross-country. A gaúcha Vitória Machado, por sua vez, tornou-se a primeira mulher brasileira a competir no snowboard.

Vitória e o também gaúcho André Barbieri, outro a disputar o snowboard nos Jogos de Milão-Cortina, serão os representantes brasileiros na cerimônia de encerramento, que ocorre neste domingo, a partir de 16h30 (horário de Brasília), em Cortina d’Ampezzo, cidade onde foram as provas da modalidade.

André, que conseguiu ir para a neve após se recuperar de um acidente durante um treino antes do evento, será o porta-bandeira.

“Com resultados consistentes, presença em finais e um pódio histórico no cross-country, a participação brasileira em Milão-Cortina 2026 consolida um novo momento dos esportes de inverno paralímpicos do país e reforça a evolução técnica da equipe nacional nas provas disputadas na neve”, afirmou o presidente do CPB, José Antônio Freire à comunicação da entidade.

A próxima edição da Paralimpíada de Inverno será nos Alpes Franceses, entre 1º e 10 e março de 2030. Antes, em 2028, ocorrem os Jogos de Verão, em Los Angeles (Estados Unidos).



EBC

Mostra marca abertura do espaço expositivo Casa-ateliê Tomie Ohtake


A exposição Ruy Ohtake – Percursos do habitar, inaugurada neste mês de março, marca a abertura da Casa-ateliê Tomie Ohtake como espaço de programação cultural do Instituto Tomie Ohtake, com atividades abertas ao público relacionadas à arquitetura, ao design e às artes em geral.

O local é a antiga residência da artista, no bairro do Campo Belo, em São Paulo.

A mostra, que fica em cartaz até 31 de maio na Casa-ateliê, reúne seis projetos residenciais do arquiteto Ruy Ohtake, realizados entre as décadas de 1960 e 2010. Ele explora a casa como espaço central de sociabilidade, memória e construção da vida cotidiana.

Com curadoria de Catalina Bergues e Sabrina Fontenele, o público conhecerá cinco residências unifamiliares projetadas por Ohtake: a Casa-ateliê Tomie Ohtake (1966), a Residência Chiyo Hama (1967), a Residência Nadir Zacarias (1970), a Residência Domingos Brás (1989) e a Residência Zuleika Halpern (2004).

Além delas, há o projeto Condomínio Residencial Heliópolis (2008/2009), a produção habitacional de maior escala do arquiteto, conhecido como “Redondinhos”.

O arquiteto desenvolveu o conceito de casa-praça, compreendendo a moradia como um lugar de convivência ampliada.

“As residências se configuram como lugares voltados ao encontro: as áreas comuns são ampliadas e valorizadas, enquanto os ambientes íntimos são reduzidos à sua dimensão essencial”, afirmou Catalina Bergues.

“A luz desempenha o papel de regente da organização espacial: ora pontual, ora difusa, ela se articula a jardins internos e recuos, orientando o percurso doméstico e tensionando os limites entre interior e exterior”, acrescentou.

 


São Paulo (SP), 14/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Espaço expositivo Casa-ateliê Tomie Ohtake. Foto: Cristiano Mascaro/Divulgação

São Paulo (SP), 14/03/2026 – Espaço expositivo Casa-ateliê Tomie Ohtake. Foto: Arquivo/Cristiano Mascaro/Divulgação 

Segundo as curadoras, os projetos habitacionais na mostra evidenciam como, em diferentes contextos urbanos, escalas e momentos históricos, o arquiteto construía uma reflexão crítica sobre o modo de viver contemporâneo.

O público terá acesso a maquetes de todas as casas e do conjunto habitacional, fotografias históricas das construções e registros recentes, além de desenhos técnicos e croquis. Dessa forma, é possível acompanhar os processos de concepção e as transformações desses espaços ao longo do tempo.

Há ainda um conjunto de vídeos com depoimentos dos moradores, reunindo relatos sobre o cotidiano, os usos dos espaços e as formas de convivência possibilitadas por essas arquiteturas.

As curadoras ressaltam a atuação de Ruy na defesa de espaços públicos de qualidade como instrumento de inclusão social, que, segundo elas, se expressou em Heliópolis, onde trabalhou em parceria com lideranças comunitárias na implementação de equipamentos públicos, como o CEU Heliópolis e os “Redondinhos”.

“Os depoimentos em vídeo dessas lideranças da comunidade ampliam essa perspectiva, situando o habitar como experiência coletiva e urbana”, enfatizaram.



EBC

Brasil vence e ganha sobrevida no Pré-Mundial de basquete feminino


A seleção feminina de basquete está viva na luta por um lugar na Copa do Mundo deste ano, em setembro, na Alemanha. Na madrugada deste domingo (15), as brasileiras derrotaram Mali por 76 a 73, pela quarta e penúltima rodada do Pré-Mundial, que é disputado em Wuhan (China).

O Brasil assumiu o quarto lugar do torneio, com duas vitórias e duas derrotas. É o mesmo desempenho da República Tcheca, que tem melhor saldo de pontos e fica à frente. A liderança é da Bélgica, com que ganhou os quatro jogos que disputou, seguida pela China, com três triunfos e um revés.

Como as belgas já estão garantidas na Copa do Mundo por serem as atuais campeãs europeias e as chinesas se classificaram com a vitória sobre as tchecas neste domingo, há duas vagas ainda em disputa no Pré-Mundial – ocupadas, neste momento, República Tcheca e Brasil. Mali, com um triunfo e três revezes, ainda está na briga.

O Brasil dependeu de um quarto e último período sensacional para reverter uma desvantagem de 14 pontos que tirava a equipe da briga pela classificação. Foram 28 pontos convertidos, com eficiência nas bolas de três pontos, e apenas 11 cedidos nos dez minutos finais da partida, que decretaram a virada heroica sobre Mali.

Estrelas da seleção brasileira, a pivô Kamilla Cardoso (17 pontos e 11 rebotes) e a ala/pivô Damiris Dantas (16 pontos e 12 rebotes) foram, mais uma vez, os destaques.

Diferentemente do revés para a República Tcheca no último sábado (14), porém, mais jogadoras conseguiram dividir o protagonismo com a dupla. As armadoras Alana Gonçalo e Cacá Martins brilharam nas assistências (10 e 9, respectivamente).

As brasileiras encerram a participação no Pré-Mundial nesta terça-feira (17), às 8h30 (horário de Brasília), contra as anfitriãs chinesas. A seleção verde e amarela pode entrar em quadra já classificada se, mais cedo, Mali perder do Sudão do Sul ou se a República Tcheca vencer a Bélgica.

Caso nenhum dos resultados ocorra, o Brasil terá de superar a China para retornar à Copa do Mundo após duas edições ausente. A última participação foi na Turquia, em 2014, quando ficou na 11ª colocação. O país, campeão em 1994, tem 16 presenças em Mundiais, menos apenas que Coreia do Sul, Estados Unidos (ambos 19) e Austrália (17).



EBC

Judocas brasileiras superam preconceito e inspiram jovens atletas


“Quando eu comecei a fazer esses eventos, eu via que eu não podia parar, porque através da minha história, da minha conquista ali, da minha medalha, eu estava inspirando outras gerações”.

A fala é da judoca brasileira Rafaela Silva (à direita, no destaque) que, juntamente com Jéssica Pereira, ambas da seleção brasileira de judô, participaram de evento sobre equidade de gênero e desenvolvimento social, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. 

Na moderação, que ocorreu na última quinta-feira (12), no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as atletas debateram sobre carreira, dificuldades de se manter em um esporte de alto rendimento, e preconceitos sociais e de gênero que enfrentaram durante a trajetória. 

Atualmente com 28 medalhas olímpicas, o judô é o esporte que mais rendeu pódios ao Brasil na competição. Das cinco medalhas de ouro, três são de atletas femininas: Sarah Menezes (2012), Rafaela Silva (2016) e Beatriz Souza (2024). 

A conversa foi mediada pela gerente de comunicação da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Camila Dantas (à esquerda, na foto em destaque). 

Presença Feminina

Aos 33 anos, Rafaela conta que conheceu o judô aos 5, através de um projeto social perto da sua casa, então na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Depois de não se sentir acolhida nas aulas de futebol, onde era a única menina do grupo, ela observou que no judô as crianças se divertiam juntas independentemente do gênero.  

Jéssica Pereira, de 31 anos, é tricampeã pan-americana e hepta campeã brasileira. Ela conta que iniciou sua vida no esporte aos 7 anos como uma forma de fugir da violência, na Ilha do Governador, perto do Morro do Dendê. Ela explica que foi a mãe que a matriculou, juntamente com outros cinco irmãos no judô, para ocupar as crianças durante o dia. 

“Quando eu recebo uma mensagem no Instagram dizendo que eu sou uma inspiração ou uma criança dizendo assim: ‘Ah, eu entrei no judô porque eu te vi lutar’. Esses momentos são muito gratificantes, e a gente sabe que serve como inspiração pra nova juventude que tá vindo aí.” 

Rafaela Silva conta que quando começou na seleção brasileira, em 2008, os treinos no Japão eram reservados apenas para os homens, já que a confederação não acreditava que elas tinham nível para treinar no país onde o esporte surgiu. Segundo a atleta, este cenário que mudou com o tempo.

“O judô feminino é igual o masculino. A gente luta o mesmo tempo de luta, a gente recebe a mesma premiação, a gente tem as mesmas oportunidades e as pessoas ainda têm essa visão, né?”, acrescentou. 

Desafios e conquistas

Rafaela lembra que, durante sua trajetória, lidou com olhares tortos e desconfiança por ser uma atleta mulher. O preconceito partia tanto de familiares quanto nas competições internacionais. 

“Várias tias nossas falavam: ‘Não, mas isso daí é negócio de homem, ficar se agarrando, ficar se batendo lá’. Até que elas começaram a entender um pouco da nossa história dentro da modalidade e mudaram essa visão.” 

Mesmo diante de desafios, as conquistas da categoria feminina do judô são muitas. A ex-judoca Mayra Aguiar, por exemplo, é a maior medalhista brasileira do esporte. Foram três medalhas olímpicas de bronze em duas competições: Londres 2012 e Tóquio 2020.

Ela também foi a primeira mulher brasileira a conquistar três medalhas olímpicas em esportes individuais, e hoje divide a conquista com a ginasta Rebeca Andrade.

Federação internacional

A Federação Internacional de Judô tem trabalhado para o desenvolvimento da categoria feminina. No campeonato mundial de 2017, foi inaugurada a competição por equipes mistas, que mescla homens das categorias 73 kg, 90 kg e +90 kg com mulheres do 57 kg, 70 kg, +70 kg.

Antes disso, a competição por equipes era separada por gênero, e a mudança forçou países de tradição na modalidade, como Geórgia, Azerbaijão e Uzbequistão a investirem na formação e profissionalização de atletas mulheres. 

De olho nas Olimpíadas de 2028 em Los Angeles, Rafaela Silva já notou a presença de mais atletas femininas nas competições, e conta que aos 33 anos não tem planos de parar de se aposentar. 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia. 



EBC

Oscar 2026: saiba onde assistir, filmes indicados e ordem da premiação


A cerimônia do Oscar 2026 ocorre neste domingo (15), em Los Angeles, e deve mobilizar cinéfilos em todo o Brasil. Em clima de final de Copa do Mundo, bares, restaurantes, cinemas e cineclubes organizam sessões especiais para acompanhar ao vivo a maior premiação do cinema mundial, que começa às 20h (horário de Brasília).

No Brasil, o público poderá assistir à cerimônia completa e na íntegra pelo canal TNT e pelo streaming Max. Além das transmissões oficiais, cinemas, bares e espaços culturais em diversas cidades do país também organizam exibições em telões, transformando a noite do Oscar em um grande encontro de fãs de cinema.

Além da disputa entre grandes produções internacionais, a edição deste ano chega com forte presença brasileira, com o filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, indicado em quatro categorias.

A expectativa é repetir o clima que tomou conta do país no ano passado, quando a vitória de Ainda Estou Aqui como Melhor Filme Internacional levou o público a acompanhar a cerimônia como um grande evento nacional.

O thriller político nacional é ambientado no Recife dos anos 1970 e concorre em quatro categorias: Melhor Filme; Melhor Filme Internacional; Melhor Ator, para Wagner Moura; e Melhor Direção de Elenco

Além das indicações, Wagner Moura também foi confirmado como um dos apresentadores da cerimônia, participando da entrega de uma das estatuetas durante a noite.

A indicação ao prêmio de Melhor Ator também marca um momento histórico: Wagner Moura se tornou o primeiro brasileiro indicado na categoria principal masculina de atuação.

O ator brasileiro concorre na categoria com atores de peso como: Timothée Chalamet (em Marty Supreme), Leonardo DiCaprio (em Uma Batalha Após a Outra), Michael B. Jordan (em Pecadores) e Ethan Hawke (Blue Moon).

Concorrentes

Na categoria Melhor Filme Internacional, em que O Agente Secreto disputa a estatueta, os indicados são:

  • Valor Sentimental (Noruega)
  • Foi Apenas um Acidente (Irã)
  • Sirat (Cazaquistão)
  • A Voz de Hindjab (Argélia)

Já na disputa de Melhor Filme, principal categoria da noite, os indicados são:

  • O Agente Secreto
  • Pecadores (Sinners)
  • Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another)
  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
  • Frankenstein
  • Valor Sentimental (Sentimental Value)
  • Sonhos de Trem (Train Dreams)
  • Bugonia
  • Marty Supreme

Embora a Academia não divulgue oficialmente a sequência completa das premiações antes da cerimônia, ela costuma seguir uma ordem semelhante todos os anos, começando pelas categorias de atuação coadjuvante e curtas e avançando para os prêmios técnicos e principais.

A sequência tradicional segue a seguinte ordem: Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Curta-Metragem Animado, Melhor Curta-Metragem Live Action, Melhor Documentário, Melhor Filme Internacional, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Direção de Elenco, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original, Melhor Design de Produção, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Cabelo, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Som, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Roteiro Original, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Ator e, por fim, Melhor Filme, que encerra a cerimônia.

 



EBC

Ministério abre 310 vagas de especialização em enfermagem neonatal


O Ministério da Saúde lançou edital com 310 vagas para a Especialização em Enfermagem Neonatal, voltada a profissionais que atuam em unidades neonatais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS). O investimento previsto é de R$ 2,6 milhões.

As inscrições ocorrem de 16 de março a 6 de abril, por meio da plataforma SIGA-LS. A iniciativa prioriza profissionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há maior carência desse tipo de especialização.

Objetivo

Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa busca ampliar a qualificação da força de trabalho no SUS e melhorar o atendimento a mulheres e recém-nascidos.

“Nosso objetivo é fortalecer e valorizar a enfermagem no âmbito do SUS, além de qualificar a oferta dos serviços. Ao atacar desigualdades históricas, fortalecemos a resolutividade nas redes regionais”, afirmou em nota o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

A ampliação do número de especialistas em enfermagem neonatal busca melhorar o atendimento aos recém-nascidos no SUS. Entre os benefícios esperados estão identificação precoce de riscos, manejo clínico adequado e intervenções seguras, o que pode contribuir para a redução de óbitos evitáveis.

Formação

O curso será executado pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz.

Com duração de 14 meses, a especialização integra o Programa Agora Tem Especialistas e pode aumentar em mais de 30% o número de enfermeiros neonatais que atuam no SUS.

Distribuição

Das 310 vagas ofertadas:

  • 206 são destinadas a capitais (66%);
  • 104 a municípios do interior (34%).

A distribuição regional prevê:

  • 56 vagas no Centro-Oeste;
  • 182 vagas no Nordeste;
  • 72 vagas no Norte.

Os profissionais selecionados atuarão em 64 hospitais distribuídos em 36 municípios. O edital também reserva 172 vagas para ações afirmativas.

Saúde feminina

A formação faz parte de um conjunto de ações do Ministério da Saúde voltadas ao fortalecimento da assistência obstétrica e neonatal.

Em 2025, a pasta destinou R$ 17 milhões para a Especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne.

O curso reúne 760 profissionais de enfermagem, em parceria com 38 instituições de ensino.

A iniciativa é executada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras, e prioriza profissionais que atuam em regiões interiorizadas e na Amazônia Legal, com foco na ampliação do acesso à formação especializada.



EBC

Missa relembra os oito anos do assassinato de Marielle e Anderson


Uma missa foi celebrada na manhã deste sábado (14) para família, amigos e apoiadores em memória dos oito anos do assassinato da vereadora do PSOL, Marielle Franco, e de seu motorista Anderson Gomes, na Igreja Nossa Senhora do Parto no centro do Rio de Janeiro.

Esta é a primeira missa no dia do assassinato após a condenação dos mandantes do crime.

Em 25 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal condenou por unanimidade o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão; o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos; o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; o major da Policia Militar Ronald Alves de Paula; e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estavam presos preventivamente. 


Rio de Janeiro (RJ), 14/03/2026 - Antônio Francisco da Silva Neto, pai de Marielle Franco, fala no fim da missa em memória da vereadora e de Anderson Gomes na Igreja de Nossa Senhora do Parto. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Antônio Francisco da Silva Neto, pai de Marielle Franco, fala no fim da missa em memória da vereadora e de Anderson Gomes na Igreja de Nossa Senhora do Parto. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O pai de Marielle, Antonio Francisco da Silva Neto, disse que hoje é um dia de dor que nunca imaginou que a  família passaria. Ele agradeceu as pessoas que estiveram ao lado da família até a condenação dos mandantes.

“Tivemos uma grande vitória que foi a condenação dos mandantes. Eles não esperavam que isso ia acontecer com eles um dia. Tivemos esse êxito”, afirmou.

Marinete da Silva, mãe de Marielle, também agradeceu todos os que acompanharam a dor e a saudade pela morte da parlamentar.

“Ela floresce e deixou um legado ímpar.  A gente segue a lutar por mais justiça por Marielle e por todas as mulheres que foram vitimadas país afora”, explicou. 


Rio de Janeiro (RJ), 14/03/2026 - A ministra da Igualdade Racial e irmã de Marielle Franco, Anielle Franco, participa de missa em memória da vereadora e de Anderson Gomes na Igreja de Nossa Senhora do Parto. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A ministra da Igualdade Racial e irmã de Marielle Franco, Anielle Franco, participa de missa em memória da vereadora e de Anderson Gomes na Igreja de Nossa Senhora do Parto. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A irmã de Marielle e ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, conta que serviu de modelo para a estátua da vereadora assassinada erguida no Buraco do Lume, no centro.

“Nunca na minha vida imaginei que eu serviria de modelo para o corpo de minha irmã para uma homenagem como essa. Nenhuma família deveria passar por isso”.

Neste sábado, haverá a abertura da exposição Mulher Raça – O Legado de Marielle Franco, no CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil, localizado na Rua Primeiro de Março, 66, no Centro da cidade. 

Neste domingo (15), a mobilização continua com a realização da 5ª edição do Festival Justiça por Marielle e Anderson, no Circo Voador, evento político-cultural que reúne artistas, movimentos sociais e apoiadores da luta por justiça.

Anistia Internacional

Neste sábado e domingo, a organização Anistia Internacional fará uma ação pelos oito anos dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes no Largo da Lapa, no centro do Rio, articulando memória, mobilização e ação coletiva. A atividade será dividida em duas partes: primeira parte da intervenção, Cartas para Quem Defende Direitos, resgata a força das cartas que mobilizaram o mundo por justiça.

O segundo momento, Cada Peça Importa, convida o público a refletir sobre defensoras e defensores de direitos humanos que ainda aguardam justiça.

Para a Anistia, a ação reforça que a conquista de justiça por Marielle e Anderson só foi possível graças à mobilização de milhares de pessoas e que essa mesma força coletiva precisa seguir ativa pois muitos defensores e defensoras de direitos humanos ainda esperam proteção, reconhecimento e respostas. 

 



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