Privatização da BR prejudica consumidor em momento de crise


Especialistas e entidades do setor de petróleo apontam que os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras – em São Paulo, há relatos de postos vendendo o litro de gasolina a R$ 9 – não se devem apenas à instabilidade no cenário internacional.

Para analistas, a privatização da BR Distribuidora eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias. Sem a estrutura verticalizada que ia “do poço ao posto”, o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

O alerta da venda de gasolina a R$ 9 “mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias” partiu de Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Segundo nota publicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), postos em São Paulo estão elevando preços de forma desproporcional, mesmo sem  aumentos por parte da Petrobras.

Para a FUP, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.

“As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil.

Política de preços diferenciada

Segundo Bacelar, a majoração de preços – que prejudica os consumidores e pode impactar na inflação – ocorre porque foram privatizadas as subsidiárias da Petrobras que atuavam na distribuição de combustíveis (BR Distribuidora e a Liquigás).

“Nós tínhamos uma Petrobras que era bem mais integrada e verticalizada do que é hoje. Era a antiga empresa do poço ao posto,” afirmou o sindicalista.

“Uma companhia petrolífera que faz exploração e produção de petróleo, e também transporte, refino, distribuição e comercialização dos derivados desse petróleo, consegue praticar política de preços diferenciada”, compara Bacelar – favorável à verticalização na Petrobras de todas etapas de fornecimento de petróleo.

A análise é compartilhada pela academia. Para Geraldo de Souza Ferreira, professor de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal Fluminense (UFF), a retirada de uma empresa pública de um setor tão vital retira do Estado suas “ferramentas institucionais” de intervenção. “Quando se retira uma empresa pública de determinado setor da cadeia produtiva, o Estado deixa de ter ferramentas institucionais para fazer algum tipo de intervenção.”

Para Souza Ferreira, a atuação estatal no setor de petróleo é estratégica.

“O petróleo e seus derivados são importantes para segurança energética do país e para manutenção de várias outras atividades. Esses produtos são fundamentais para a sociedade. Então, tem que ter um certo nível de controle.”

O especialista ainda assinala que “uma empresa pública é orientada por sua função social. Já as empresas privadas são orientadas para o lucro, para o retorno financeiro.”

Na última quarta-feira (11), a empresa Vibra Energia S.A que comprou a BR Distribuidora anunciou lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024. “Nossos resultados financeiros e operacionais comprovam a robustez e a capacidade de execução da companhia. Tivemos crescimento consistente de margens a cada trimestre do ano”, destacou Ernesto Pousada, CEO da Vibra, em comunicado da empresa.

Sem consulta ao Congresso

A Petrobras perdeu o controle da BR Distribuidora em julho de 2019, quando iniciou a privatização da antiga subsidiária. A privatização total foi concluída dois anos depois. Naquele período, sob o governo do então presidente Jair Bolsonaro, a diretoria da Petrobras defendia que a empresa deveria focar na produção e exploração de óleo e gás, e abrir mão da distribuição de combustível.

A venda das empresas subsidiárias da Petrobras foi feita sem consulta ao Congresso Nacional, de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5624.

Conforme decisão da Corte, em caráter liminar de junho de 2019, “a alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação”, mas “a exigência de autorização legislativa, todavia, não se aplica à alienação do controle de suas subsidiárias e controladas. Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que siga procedimentos que observem os princípios da administração pública inscritos no Artigo 37 da Constituição, respeitada, sempre, a exigência de necessária competitividade.”

<<Petrobras aprova venda total de ações na BR Distribuidora

Corte de tributos e pagamento de subvenções

Para conter aumento no preço dos combustíveis, o governo zerou as alíquotas de Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre o diesel, e reduzindo o preço em cerca de R$ 0,32 por litro e editou a Medida Provisória nº 1.340 que autoriza a concessão de mais R$ 0,32 por litro como subvenção econômica para a comercialização de óleo diesel.

No total, são R$ 0,64 por litro cobrados a menos para diminuir o impacto no bolso do consumidor da variação do preço do petróleo no mercado.

O preço do diesel é formado pelo custo do produto junto à Petrobras (45,5% do preço médio na bomba do posto); tributo estadual (19%); custo de distribuição e revenda (17,2%); adição de biodiesel (13%). O peso da tributação da PIS/Cofins era de 5,2%.

Tendo em perspectiva o comportamento do mercado internacional de petróleo, o governo federal criou uma sala de monitoramento para acompanhar as condições do de comercialização de combustíveis fora e dentro do Brasil.

Na quinta-feira (12), o governo federal se reuniu com as empresas distribuidoras de combustível que sugeriram que a Petrobras amplie a importação de diesel para garantir abastecimento e estabilidade de preços no país.

 



EBC

Mega-Sena acumulada sorteia neste sábado prêmio de R$ 75 milhões


As seis dezenas do concurso 2.984 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 75 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

>>Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp  

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no portal Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

 




EBC

Show de Joyce Moreno embala programa Cena Musical, da TV Brasil


A TV Brasil apresenta o espetáculo exclusivo Brasileiras Canções, da cantora, compositora e instrumentista Joyce Moreno, no programa Cena Musical, à meia-noite deste sábado (14). O show traz obras do 42º disco da artista, álbum homônimo com produções inéditas.

Durante a performance, Joyce Moreno combina repertório de composições autorais e grandes sucessos da música brasileira. O especial pode ser acompanhado no app TV Brasil Play e no YouTube do canal. A jornalista Bia Aparecida comanda o programa.

Entre as músicas próprias de Joyce Moreno, destaque para as faixas Samba de Mulher, Monsieur Binot, O Mar É Mulher e Boiou. Ela também executa as inéditas Carnaval é Mesmo Assim, Todo Mundo e Brasileiras Canções, composição que dá nome ao show.

A apresentação exibida na programação da TV Brasil ainda reúne clássicos como Águas de Março, Medo de Amar, Desafinado e Samba da Benção. O espetáculo valoriza títulos consagrados por personalidades do cenário nacional, entre outras obras que fazem parte da cultura do país há décadas.

A atração foi gravada pela emissora pública no Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro. No palco, a veterana Joyce Moreno (voz e violão) é acompanhada por uma banda formada pelos músicos de Tutty Moreno (bateria), Lula Galvão (guitarra) e Bruno Aguilar (baixo).

Sobre o programa

Lançado em 2007, o Cena Musical é uma produção da TV Brasil que exibe apresentações inéditas com a sonoridade da música do país. Desde 2017, os shows são gravados no Espaço Cultural BNDES, no Rio de Janeiro. O programa mostra performances que revelam e celebram a diversidade e a riqueza do cancioneiro nacional.

A jornalista e cantora Bia Aparecida comanda a atração do canal público na atual temporada. A leva de espetáculos exclusivos apresentados no programa reúne nomes consagrados de vários gêneros da música brasileira.

Com direção de Maíra de Assis e Waldecir de Oliveira, o Cena Musical já acompanhou personalidades como Elba Ramalho, Francis Hime, Olivia Hime, Geraldo Azevedo, Gilson Peranzzetta e Jards Macalé, além dos grupos MPB4 e Quarteto do Rio. Outros astros e talentos da nova geração participam dos próximos programas.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Cena Musical – sábado (14) à meia-noite, na TV Brasil.

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EBC

CBF define datas e horários dos jogos da 4ª fase da Copa do Brasil


Após ter começado com 126 times, a Copa do Brasil entra na quarta fase na próxima terça-feira (17) com 24 equipes. Nove delas avançaram na noite de quinta (12): Barra-SC, Sport, Novorizontino, Ceará, Vila Nova, Juventude, Águia de Marabá, Operário-PR e CRB. As datas e horários das partidas únicas foram anunciados pela CBF nesta sexta (13). Os mandos de campo foram definidos por sorteio. Em caso de empate na quarta fase, o jogo será decidido nas cobranças de penalidades.

Os 12 times que se classificarem se juntarão aos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, que entram no torneio apenas na quinta etapa (Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Bragantino, Mirassol, Atlético-MG, Cruzeiro, Internacional, Grêmio, Athletico-PR, Coritiba, Bahia, Vitória, Remo e Chapecoense). A partir desta fase os duelos serão de ida e volta, com exceção da decisão do título, em jogo único, programado para 6 de dezembro.

Pela primeira vez, a Copa do Brasil distribuirá duas vagas para a Copa Libertadores: o campeão irá direto para a fase de grupos do torneio continental em 2027, enquanto o vice disputará a fase preliminar. Até o ano passado, apenas o campeão garantia presença na Libertadores.

Partidas da Copa do Brasil – quarta-fase*

Terça-feira (17)

19h – Nova Iguaçu x Fortaleza (Estádio Luso Brasileiro)

19h30 – São Bernardo x Ceará (Estádio 1º de maio, o Primeirão)

21h30 –  Sport x Athletic (Ilha do Retiro)

21h30 – Londrina x Operário-PR (Estádio do Café)

21h30 – Portuguesa x Paysndu (Estádio do Canindé)

Quarta (18)

19h – Vila Nova x Confiança (Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga – OBA)

20h 0 Atlético-GO x Ponte Preta (Estádio Antônio Accioly)

21h – CRB x Figueirense (Estádio Rei Pelé)

21h30 – Jacuipense x Novorizontino (Estádio de Pituaçu)

Quinta (19)

19h30 – Maringá x Goiás (Estádio Willie Davids)

19h30 – Juventude x Águia de Marabá (Estádio Alfredo Jaconi)

20h – Volta Redonda x Barra-SC (Estádio Raulino de Oliveira)

*Times à esquerda serão os mandantes dos jogos.





EBC

Jardim do Museu da República, no Rio, terá prédio do Museu do Folclore


Os jardins do Museu da República, na zona sul do Rio de Janeiro, vão receber uma nova unidade do Museu do Folclore Edison Carneiro. Nesta sexta-feira (13), um acordo foi assinado entre os órgãos que administram as duas entidades para a instalação de um novo prédio, que permitirá a expansão do museu dedicado à cultura popular e a artesãos de todo o país.

O anúncio do acordo entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que administra o Museu do Folclore, e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), responsável pelo Museu da República, ocorreu paralelamente à inauguração do mural em homenagem ao folclorista Edison Carneiro, no Catete, zona sul.

A nova unidade, dedicada a abrigar obras da cultura popular, registros de saberes e de modos de fazer, deve ser erguida em uma pequena área do jardim do Museu da República adjacente ao Museu do Folclore.

O novo prédio pretende integrar unidades do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), guardar e exibir reserva técnica, ampliar a área dedicada à pesquisa e oferecer um programa educativo, com espaço para auditório e recepções.

De acordo com o presidente do Iphan, Leandro Grass, devem ser investidos entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões na iniciativa, incluindo a reforma da sede e de unidades do CNFCP, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A previsão é de que a conclusão da licitação seja ainda este ano.

“Vamos expandir tanto o museu quanto a reserva técnica, colocar à disposição da população e dos pesquisadores, e dar amplitude ao que já é oferecido hoje”, prometeu Grass.

O acordo, segundo o presidente do Iphan, é o sinal verde para a contratação do projeto executivo, que será conduzido pelo instituto.

 


Rio de Janeiro (RJ), 24/08/2023 – Jardins do Museu da República, no Catete, faz parte do roteiro de caminhada do grupo Rolé Carioca, que tem circuito escolhido com o objetivo de escavar as memórias desse território em reconhecimento ao Agosto Indígena. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Jardins do Museu da República, no Catete Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Acervo popular

O diretor do CNFCP, Rafael Barros, disse que o novo espaço é uma demanda de 20 anos. “A nossa reserva [técnica], hoje, possui mais de 20 mil objetos. É a maior reserva de cultura popular e, infelizmente, não tem as condições técnicas adequadas para guarda e conservação”, explicou.

Com a obra, Barros espera triplicar a área de reserva e ampliar visitas e pesquisas ao material.

“Nossa ideia é que tenha paredes de vidro, para que o público, os moradores, os turistas, todas as pessoas que circulam pelo Museu da República, possam também conhecer e visualizar esse acervo”, adiantou no evento.

 


Rio de Janeiro (RJ), 12/03/2026 - Mostra Fabulações transviadas de Caru Brandi, no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular - CNFCP/Iphan. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Mostra Fabulações transviadas de Caru Brandi, no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – CNFCP/Iphan. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Para Barros, o diferencial do Museu do Folclore é conectar o público às suas origens e, por isso, há essa demanda antiga por ampliação. A atual unidade do museu funciona na antiga Casa da Guarda do Museu da República.

“A cultura popular é o fundamento da nossa identidade, é aquilo que nos constitui na singularidade e na diversidade e que conforma esse imenso país continental”, destacou.

A presidenta do Ibram, Fernanda Castro, também destacou a iniciativa como um passo para valorizar um patrimônio brasileiro que deve estar à disposição do público.

“O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular ter um espaço para reserva técnica significa preservar a memória de manifestações culturais que vêm do povo, e o que vem do povo deve orientar as políticas públicas”, afirmou.

O CNFCP, que abriga o Museu do Folclore Edison Carneiro, foi fundado no final da década de 1950 e hoje está vinculado ao Iphan.

A unidade conta com 17 mil objetos e 200 mil documentos bibliográficos e audiovisuais. Há exposições, área de pesquisa e uma loja. O centro funciona todos os dias, exceto às segundas-feiras, das 11h às 17h, na Rua do Catete, 179.



EBC

Economia pode crescer 1% no primeiro trimestre, diz Haddad


O Produto Interno Bruto (PIB) do país pode ter crescimento entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre deste ano, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“A economia brasileira é capaz de crescer entre 0,8% e 1% nesse primeiro trimestre. Então, os mecanismos de mudanças no crédito, tudo que nós estamos fazendo para manter a demanda efetiva está redundando em manutenção [da economia aquecida]”, disse o ministro.

Na noite desta sexta-feira (13), Haddad concedeu entrevista ao programa 20 Minutos, do Opera Mundi. Na entrevista, o ministro preferiu não dar uma estimativa de crescimento para o ano, justificando que uma previsão depende da taxa de juros.

“Eu acho que nós fizemos um trabalho de saneamento das contas. Eu não estou preocupado com as metas fiscais. Eu acho que o crescimento, pela maneira como nós estamos conduzindo, sobretudo as reformas que foram feitas, vão permanecer. Eu acho que a reforma tributária, que entra em vigor ano que vem, vai dar um impulso para o PIB ainda maior”, afirmou.

Durante a entrevista, o ministro voltou a defender a necessidade do arcabouço fiscal e negou que o governo tenha apertado demais a conta.

“Não [apertou a conta], porque isso tinha que vir acompanhado dessa batalha no Congresso Nacional – e que foi parcialmente bem-sucedida – de recomposição da base tributária. Nós perdemos 3% do PIB de base tributária. Para você abrir mão de carga tributária, o Congresso aprova em 15 dias, mas não para recompor e cortar privilégios no Brasil. Vai lá no Congresso negociar redução de privilégio, desoneração da folha. Cada projeto desse são semanas de negociação”.

Saída do ministério

Haddad confirmou que vai deixar o ministério da Fazenda na próxima semana e que pretende se candidatar nas próximas eleições, embora não tenha informado para qual cargo.

Segundo ele, a ideia inicial era contribuir para uma campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas mudou de ideia.

“Queria estar mais livre para poder pensar, fora do Ministério, em um plano de desenvolvimento [para o país]. Era isso o que eu queria fazer. Nesses três meses de conversa com ele [com o presidente Lula], o cenário se complicou. O céu está menos azul do que eu imaginava no final do ano passado. Então, devo sair do Ministério da Fazenda na semana que vem”, disse.



EBC

CMN cria crédito emergencial de R$ 500 milhões para Minas Gerais


Pessoas físicas e empresas afetadas pelas enchentes em Minas Gerais terão acesso a uma linha emergencial com recursos do pré-sal. Em reunião extraordinária nesta sexta-feira (13), o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou a operação de crédito.

A medida autoriza a utilização de até R$ 500 milhões do superávit financeiro do Fundo Social do Pré-Sal, conforme previsto na Medida Provisória nº 1.337 de 2026. O objetivo é apoiar a recuperação econômica e social das regiões atingidas por desastres naturais reconhecidos pelo governo federal.

Crédito

Os recursos poderão ser usados para:

  • reconstrução de instalações danificadas
  • aquisição de máquinas e equipamentos
  • capital de giro para empresas afetadas

Segundo o governo, a iniciativa busca acelerar a retomada da atividade produtiva e recompor a capacidade econômica local nas áreas atingidas.

Bancos

As operações serão realizadas por meio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que atuarão como agentes financeiros e assumirão integralmente o risco das operações.

Os pedidos de financiamento poderão ser apresentados às instituições até 4 de julho de 2026.

Taxas

Os encargos financeiros das operações serão compostos por duas partes: a remuneração das instituições financeiras e a remuneração do Fundo Social.

  • Spread dos bancos: até 4% ao ano
  • Taxa do Fundo Social (capital de giro): entre 2% e 6% ao ano, dependendo da renda ou porte da empresa
  • Taxa para reconstrução e equipamentos: 1% ao ano para todos os beneficiários

Limites

Os valores máximos de financiamento variam conforme o perfil do beneficiário:

  • Até R$ 200 mil: pessoas físicas com atividades produtivas nos setores agropecuário, florestal, pesca ou aquicultura
  • Até R$ 500 mil: microempresas e empresas de pequeno porte
  • Até R$ 5 milhões: empresas com receita bruta de até R$ 300 milhões
  • Até R$ 10 milhões: capital de giro para grandes empresas
  • Até R$ 50 milhões: reconstrução e compra de máquinas para grandes empresas

Prazos

  • Os financiamentos terão prazos diferentes conforme a finalidade do crédito:
  • Capital de giro: até 60 meses, com até 12 meses de carência
  • Reconstrução ou equipamentos: até 120 meses, também com 12 meses de carência

Segundo o governo, o uso do superávit do Fundo Social não gera impacto no resultado primário das contas públicas, já que o risco das operações será assumido pelas instituições financeiras.

O CMN é o principal órgão responsável pela formulação da política monetária e financeira do país. O colegiado é presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e também é composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Muricca Galípolo, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.



EBC

MPF pede condenação de Ratinho e SBT por falas contra Erika Hilton 


O Ministério Público Federal (MPF) protocolou na Justiça uma ação de danos morais coletivos contra o apresentador Carlos Massa, conhecido como Ratinho, e o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). O órgão acusa Ratinho de praticar discurso transfóbico contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

Na quarta-feira (11), durante seu programa no SBT, Ratinho questionou a eleição de Erika para a função de presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

“Não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? A Erika Hilton. Ela não é mulher, ela é trans”, disse.

O MPF pede que o apresentador e o SBT sejam condenados ao pagamento de R$ 10 milhões em danos coletivos e solicita que a emissora retire imediatamente a fala de Ratinho das redes sociais e do site da emissora.

O promotor responsável pelo caso ainda pediu que o apresentador seja condenado a publicar uma retratação. 

Após a divulgação do comentário de Ratinho, a deputada informou que também entrou com um processo contra o apresentador.

Outro lado

Em nota à imprensa, o SBT afirmou que as declarações não representam a opinião da emissora.

“O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores”, disse a emissora. 



EBC

Dólar fecha em R$ 5,32, maior valor desde janeiro, com tensão no Irã


Em mais um dia de nervosismo por causa da escalada do conflito no Oriente Médio, o dólar encerrou nesta sexta-feira (13) no maior valor desde janeiro, impulsionado pelo aumento da aversão ao risco global. A bolsa caiu quase 1% e atingiu o nível mais baixo em quase dois meses.

A moeda norte-americana subiu 1,41% e fechou cotada a R$ 5,316. Na máxima do dia, por volta das 16h45, atingiu R$ 5,325.

O valor de fechamento é o mais alto desde 21 de janeiro e reflete um movimento global de busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar, diante do agravamento das tensões envolvendo o Irã e ataques conduzidos por Israel.

Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometendo intensificar ações militares contra o Irã ampliaram as preocupações sobre um conflito mais duradouro e seus efeitos sobre os preços da energia.

Na semana, o dólar acumulou valorização de 1,38%. Em março, a moeda já sobe 3,55%, revertendo parte da queda de 2,16% registrada em fevereiro. No acumulado de 2026, porém, o dólar ainda apresenta desvalorização de cerca de 3,15% frente ao real, depois de ter recuado mais de 6% nos primeiros meses do ano.

No mercado cambial brasileiro, o real apresentou o pior desempenho entre as principais moedas emergentes. Houve saída relevante de recursos do país e compra de dólares por investidores que aproveitaram a cotação barata, após o forte desempenho da moeda brasileira nos dois primeiros meses do ano.

Intervenção

Pela manhã, o BC realizou uma operação conhecida como “casadão”, vendendo US$ 1 bilhão no mercado à vista e ofertando 20 mil contratos de swap cambial reverso, operação equivalente à compra de dólar futuro. A intervenção ocorreu em meio a sinais de menor liquidez e pressão no chamado cupom cambial, que reflete a taxa de juros em dólar no país.

No exterior, o fortalecimento da moeda norte-americana também foi refletido pelo avanço do Dollar Index (DXY), indicador que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de moedas fortes. O índice superou a marca de 100 pontos pela primeira vez desde novembro de 2025 e encerrou o dia próximo de 100,5 pontos, acumulando alta superior a 1,6% na semana.

Segundo analistas, além da busca por proteção, o movimento também reflete mudanças nas expectativas para a política monetária dos Estados Unidos. A alta do petróleo e as incertezas sobre inflação têm levado investidores a reduzir apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve.

Mercado de ações

No mercado acionário brasileiro, o movimento de aversão ao risco também pressionou a bolsa. O Ibovespa caiu 0,91% e encerrou aos 177.653 pontos. Esse é o menor nível desde 22 de janeiro.

Ao longo da sessão, o indicador chegou a operar acima de 178 mil pontos, mas perdeu força na segunda metade do pregão e terminou próximo da mínima do dia.

Na semana, o índice acumulou recuo de 0,95%, após queda mais acentuada de 4,99% na semana anterior. Mesmo com o desempenho recente negativo, o Ibovespa ainda registra valorização de 10,26% no acumulado de 2026. Em março, no entanto, a baixa já chega a 5,9%.

Incertezas

O movimento de queda refletiu principalmente o aumento das incertezas geopolíticas, diante do risco de ampliação do conflito envolvendo o Irã. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de intensificar ataques contra o país elevaram a cautela entre investidores, especialmente às vésperas do fim de semana, quando os mercados permanecem fechados.

A tensão geopolítica também impulsionou o preço do petróleo. O contrato do petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, para maio avançou 2,67% e fechou a US$ 103,14 por barril, acumulando ganho semanal de cerca de 11%.

A commodity já sobe mais de 40% em março e aproximadamente 70% no ano.

* Com informações da Reuters



EBC

Troca de advogado de Vorcaro sinaliza possivel delação premiada


O banqueiro Daniel Vorcaro decidiu nesta sexta-feira (13) trocar a equipe de advogados que realiza sua defesa no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura as fraudes no Banco Master. 

A troca foi efetivada após a Segunda Turma da Corte formar maioria de votos manter a prisão do banqueiro, que vai continuar custodiado na Penitenciária Federal em Brasília por tempo indeterminado. 

A banca do advogado Pierpaolo Bottini, crítico de delações, deixou o processo e será substituída por José Luis Oliveira, um dos criminalistas mais conhecido do país.

A mudança sinaliza que Vorcaro está disposto a negociar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) ou com Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Oliveira já atuou na formatação de diversos acordos de colaboração, entre eles, do ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, um dos delatores da Operação Lava Jato. O advogado também atuou na defesa do general Braga Netto, no processo da trama golpista, e do ex-ministro José Dirceu, condenado no processo do mensalão. 

Prisão

Mais cedo,  a Segunda Turma do Supremo formou maioria de 3 votos a 0 para manter a prisão de Vorcaro. O julgamento virtual está previsto para terminar na próxima sexta0-feira (20). Falta o voto do ministro Gilmar Mendes. 

 



EBC