Operação internacional apreende 1,3 t de cocaína em alto mar


A Polícia Federal e órgãos similares do Reino Unido e Estados Unidos participaram de uma operação internacional que, com a ajuda de uma fragata da Marinha francesa, apreenderam 1,3 tonelada de cocaína em alto mar.

A apreensão ocorreu no domingo (1º) “em área marítima externa à costa brasileira”. 

A operação contou com apoio de organismos internacionais especializados no enfrentamento ao tráfico transnacional, como a agência britânica National Crime Agency (NCA) e a Drug Enforcement Administration (DEA), dos EUA.

De acordo com a Embaixada da França no Brasil, a fragata apreendeu um total de 1.375 kg do entorpecente. O valor estimado para a carga é, segundo as autoridades francesas, de 41 milhões de euros, o que equivale a cerca de R$ 253 milhões na cotação desta terça-feira.

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Em nota, a PF informou que a intervenção marítima foi conduzida “após o compartilhamento de informações operacionais repassadas em janeiro de 2026, que indicavam a possível utilização de rotas oceânicas para o transporte de cargas ilícitas por organizações criminosas atuantes na América do Sul”.

A PF repassou às equipes estrangeiras informações sobre rotas marítimas, padrões de navegação, logística utilizada por grupos criminosos, bem como o perfil de embarcações normalmente associadas ao transporte de drogas ilícitas.

A Marinha francesa entregou três tripulantes brasileiros às autoridades brasileiras no Porto de Mucuripe, em Fortaleza. Os brasileiros já foram conduzidos à Superintendência Regional da PF no Ceará.



EBC

Ferramenta promove educação financeira a famílias no CadÚnico


Pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) podem utilizar uma ferramenta educativa que utiliza a linguagem do futebol para promover educação financeira.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o jogo Bate-Bola Financeiro propõe uma experiência simples e interativa para ensinar conceitos básicos de organização financeira, controle de gastos, planejamento e noções voltadas a pequenos negócios.

“A cada pergunta respondida corretamente, o time avança em campo até marcar o gol. Em caso de erro, o jogador tem novas chances de aprender e seguir na partida. As fases são divididas em níveis fácil, médio e difícil, permitindo uma aprendizagem gradual”, detalhou a pasta em comunicado.

O Bate-Bola Financeiro pode ser acessado gratuitamente pelo celular ou pelo computador, por meio do endereço do programa. Embora o foco sejam famílias em situação de vulnerabilidade social inscritas no CadÚnico, qualquer pessoa pode acessar o jogo.

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EBC

Inflação oficial de janeiro fica em 0,33% e se mantém dentro da meta


Os preços da conta de luz e da gasolina mediram força em janeiro e fizeram a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. Em janeiro de 2025, o IPCA tinha sido de 0,16%.

Com o resultado, a inflação oficial – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – acumula 4,44% em 12 meses dentro do limite máximo de tolerância da meta do governo.

A gasolina exerceu a maior pressão de alta, respondendo por 0,10 ponto percentual (p.p.) do índice, enquanto a conta de luz mais barata representou -0,11 p.p.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

A meta

A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. Desde novembro passado, o IPCA está dentro do limite de tolerância.

Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

Instituições financeiras ouvidas pelo Boletim Focus, do Banco Central, estimam que o IPCA deve terminar o ano em 3,97%.

O índice

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. 



EBC

Bloco no Rio busca integrar trabalhadoras do sexo e romper estigmas


No carro de som, o locutor pede que os foliões aplaudam as trabalhadoras do sexo: “É uma vida difícil e elas merecem respeito”. A música começa e os versos são direcionados às mulheres da Vila Mimosa: “esse samba é de vocês”.

Apesar de homenagens e palavras de apoio, a maior parte das trabalhadoras não se junta ao bloco de carnaval. Prefere dançar e observar a festa a partir das calçadas e do interior dos bares. É o caso de Estrela, de 58 anos.

“Eu vou dançar aqui de longe, porque não quero chamar muito a atenção”, diz.

“Na boate, não estou nem aí, mas tenho medo que o bloco ache ruim eu dançar com ele, então fico dançando aqui, porque eu respeito”, completa.

Este é um dos desafios do “Bloco Zona do Mangue e Vila Mimosa”, que desfilou na noite chuvosa da última sexta-feira (6) pelas ruas da Praça da Bandeira, no Rio de Janeiro. Moradores da região criaram a festa em 2018 para celebrar a memória e potência cultural do lugar, historicamente estigmatizado por reunir pontos de prostituição.

A integração com as trabalhadoras do sexo, no entanto, nem sempre ocorre da maneira desejada, explica Cleide Almeida, presidente do bloco e assistente social.

“Algumas trabalhadoras fogem, porque ficam com medo de serem filmadas e aparecer na mídia. Outras, quando veem a gente no bloco, descem para a rua e querem desfilar. Mas só conseguimos ficar mais junto delas quando há apoio financeiro e projetos sociais acontecendo. E isso não tem ocorrido. Precisamos desse apoio”, diz Cleide.

Um dos líderes da banda “Enxota que eu vou”, que há três anos toca no bloco, Felipe Vasconcellos entende que barreiras socioeconômicas são um dos motivos que impedem maior participação e protagonismo das trabalhadoras na festa.

“Nossa luta nesse tempo todo é para integrar essas meninas ao bloco. Mas é difícil por muitas questões. Elas trabalham até tarde, têm filhos, moram aqui. Vão dormir tarde, têm que cuidar da família. E, no meio de toda essa correria, talvez não surja interesse mesmo para fazer um curso de percussão ou outra atividade”, diz Felipe.

Carnaval e comunidade

Laísa, de 21 anos, trabalha há cinco anos na Vila Mimosa. Mesmo sem desfilar, vê o bloco como algo positivo para todos.

“Aqui é um local de trabalho bom e o bloco é uma alegria. Muitas pessoas acabam tendo que trabalhar na hora, mas o desfile ajuda a valorizar a região e a gente. A realidade hoje em dia é de muito preconceito, mas o bloco é muito bom para alertar sobre isso”, diz Laísa.

“Chego aqui na sexta-feira e vou embora para casa na segunda. É a única forma de fazer um dinheiro para pagar aluguel, pagar as coisas em casa direitinho. Peço que aqui nunca feche, porque a gente está trabalhando”. 

A presidente do bloco garante que o principal objetivo dos desfiles é mudar a visão negativa do lugar.

“Todo mundo que mora no Rio deveria vir aqui e conhecer melhor a vida da trabalhadora sexual. São mulheres como outras: mães, irmãs, filhas e avós. As pessoas precisam conhecer a história dessas mulheres, não as julgar. E o bloco traz isso. É um bloco para derrubar tabus”, diz Cleide.

A vida de Estrela, que preferiu aproveitar o bloco a distância, ajuda a derrubar alguns desses tabus.

“Eu sou técnica de enfermagem e venho em busca de um extra. Comecei aqui por causa de dívida alta. Caí em um golpe e perdi mais de R$ 100 mil. Consegui pagar tudo, mas continuei porque ganho muito dinheiro aqui. Não devo nada para a sociedade, tenho dois filhos criados. Estou aqui para manter o que tenho e adquirir mais”, explica.

A administradora Daniela Tarta veio ao bloco pela primeira vez, justamente com a ideia de conhecer melhor a região e quebrar preconceitos.

“É o momento de vir aqui, de tentar me aproximar dessa população que é tão menosprezada, tão desqualificada. Viemos aqui para apoiá-las”, diz Daniela. “Aqui tem pessoas como qualquer outro lugar. É um espaço aberto, completamente democrático. Eu acredito nisso”.

Transformações

A Vila Mimosa é herdeira de uma história que vem da antiga Zona do Mangue, no fim do século XIX e início do século XX. O principal local de prostituição da cidade ficava no entorno do Canal do Mangue e da atual Avenida Presidente Vargas, região central da cidade.

Intervenções urbanas e políticas de “ordenamento” do centro empurraram bares e casas noturnas para outro lugares ao longo do século XX. A Praça da Bandeira, com galpões e terrenos industriais, começou a receber as trabalhadoras. A consolidação da Vila Mimosa como lugar de trabalho sexual ocorreu em meados da década de 1990.

Hoje, a luta de movimentos sociais, associação de moradores e trabalhadoras do sexo é para que a chamada VM receba mais atenção do poder público com promoção de serviços, direitos e melhorias na estrutura urbana. Ou seja, ações que deem conta da complexidade social e histórica da região.



EBC

Tuiuti trará semelhanças da diáspora africana no Brasil e em Cuba


Imagine um país que levou a escravização de pretos africanos até a penúltima década do Século 19. Essas pessoas eram exploradas como força de trabalho cativa para, por exemplo, a lida nas lavouras de cana-de açúcar e de café. Além da riqueza material criada pelos pretos e apropriada pelos brancos, a diáspora de escravizados africanos legou a esse país uma imensa fortuna cultural, sempre reverenciada na culinária, no idioma, na música, no encantamento do mundo ou sacralidade.

A descrição poderia ser do Brasil, mas é de um espelho nosso refletido no mar do Caribe: Cuba. Vem daquela ilha, um pouco maior em área que o Estado de Santa Catarina, o enredo Lonã Ifá Lukumi, criado pelo Grêmio Recreativo Escola de Samba Paraíso de Tuiuti.

>> Enredos das escolas de samba contam a história não oficial

>> Conheça os enredos das escolas do Grupo Especial do Rio em 2026

>> Acompanhe a cobertura do carnaval na Agência Brasil

A letra do samba-enredo que será interpretada por Pixulé, nome artístico de Roosevelt Martins Gomes da Cunha, foi encomendado pela agremiação ao professor de história e compositor Luiz Antonio Simas, em parceria com Claudio Russo e Gustavo Clarão – que já fizeram outros sambas sob demanda para desfiles da Tuiuti.

“Eu entrei na parceria porque o enredo me interessava”, conta Simas em entrevista à Agência Brasil. “Eu fiquei muito motivado com o enredo sobre a religiosidade afro-caribenha e as relações que ela tem com o Brasil.”

Compreender o enredo Lonã Ifá Lukumi  requer analisar as três palavras que compõem esse título. Loña diz respeito a conexões, caminhos ou comunicação entre humanos e divindades; Lukumi (ou Lucumí, na forma aportuguesada) se refere aos descendentes iorubás escravizados em Cuba; já “o ifá”, ensina o mestre Nei Lopes, é “uma forma de religiosidade” que “une espiritualidade e racionalidade, filosofia e tecnicidade; que fundamenta e justifica inúmeras práticas rituais.”

O cantor, compositor, pesquisador e escritor Nei Lopes é autor do livro Ifá Lucumí: o resgate da tradição (Pallas Editora). A publicação “originou o enredo”, como conta o carnavalesco da Paraíso de Tuiuti, Jack Vasconcelos, em áudio compartilhado pela agremiação para a imprensa.

 


São Paulo (SP) 10/02/2024 - Historiador Luiz Antonio Simas, expressa preocupação com tentativas de descaracterização carnaval pelas pressões do capital e do proselitismo religioso.
Foto: Victor Vasconcelos/Divulgação

Historiador Luiz Antonio Simas é um dos autores do samba-enredo da Paraíso do Tuiuti Victor Vasconcelos/Divulgação

Do livro para a avenida

De acordo com Vasconcelos, o desfile se desenvolverá na avenida com “seis setores”, com alas de passistas e carros alegóricos. O primeiro mostrará a chegada do Ifá na Terra e a passagem do conhecimento aos primeiros babalaôs (sacerdotes). Em seguida, a escola contará como o Ifá chega a outras civilizações, além dos iorubás no território africano.

Na sequência, o desfile vai tratar da diáspora africana provocada pelo tráfico negreiro, e como se deu a resistência à exploração do trabalho escravo em Cuba. Um episódio retratado será a revolta de escravos em engenhos de cana de açúcar na província de Matanzas em 1843 (Revolta de Matanzas), liderada por uma mulher chamada Carlota Lacumí, descendente de iorubás que trouxeram a religiosidade do Ifá para as Américas.

O quarto setor do desfile da Tuiuti vai tratar de Adeshina Remigio Herrera, o primeiro babalaô (sacerdote) do Ifá em Cuba, também da província de Matanzas, que fica próxima à ponta oeste de Cuba.

Nesse “novo mundo”, a espiritualidade dos orixás vai interagir com a ancestralidade dos povos originários. “É um grande encontro” de onde e depois “vai florescer o Ifá Lucumí”, assinala o carnavalesco.

Na parte seguinte da apresentação, a escola apresentará elementos que compõem o culto religioso, como os locais de assentamento, os rituais sagrados (ebós), comidas e oferendas. “É bem parecido com o candomblé”, compara Jack Vasconcelos.

Babalaô assassinado

O desfile da Paraíso de Tuiuti se encerrará tratando da chegada do Ifá Lucumí ao Brasil, que se deu no início da década de 1990, com a vinda ao Rio de Janeiro do babalaô cubano Rafael Zamora Díaz (1959 – 2011), Awó de Orumilá Ogunda Keté (nome religioso). O babalaô que se estabeleceu no Rio foi assassinado a tiros quando chegava em casa no Cosme Velho, zona sul do Rio.

A Paraíso de Tuiuti foi fundada em 1952 por sambistas remanescentes das escolas de samba extintas Unidos do Tuiuti e Paraíso das Baianas, e do Bloco dos Brotinhos – todas agremiações da comunidade do Morro do Tuiuti, no bairro de São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro.

O melhor resultado da Paraíso de Tuiuti foi o vice-campeonato do Grupo Especial, em 2018, com o enredo Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?. Desde 2017, a escola de samba de cores azul e amarelo disputa initerruptamente na elite do carnaval carioca.

Conheça os enredos e a ordem dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro

1º dia – domingo (15/2)

  • Acadêmicos de Niterói – Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil;
  • Imperatriz Leopoldinense – Camaleônico;
  • Portela – O Mistério do Príncipe do Bará;
  • Estação Primeira de Mangueira – Mestre Sacacá do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra

2º dia – segunda-feira (16/2)

  • Mocidade Independente de Padre Miguel – Rita Lee, a Padroeira da Liberdade;
  • Beija‑Flor de Nilópolis – Bembé do Mercado;
  • Unidos do Viradouro – Pra Cima, Ciça;
  • Unidos da Tijuca – Carolina Maria de Jesus.

3º dia – terça-feira (17/2)

  • Paraíso do Tuiuti  – Lonã Ifá Lukumi;
  • Unidos de Vila Isabel – Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África;
  • Acadêmicos do Grande Rio – A Nação do Mangue;
  • Acadêmicos do Salgueiro – A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau.



EBC

Rio pede mais 20 dias para enviar imagens da Operação Contenção ao STF


O governo do Rio de Janeiro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação do prazo para entregar à Polícia Federal (PF) as câmeras corporais e imagens capturadas durante a Operação Contenção, considerada a ação policial mais letal da história do país.

Na petição encaminhada ao Supremo, a procuradoria do estado pediu mais 20 dias úteis para entregar todo o material e permitir que a PF realize a perícia determinada pelo ministro. A solicitação foi enviada à Corte na última sexta-feira (6). 

Segundo o governo estadual, o alargamento do prazo é necessário para reunir todo do material coletado.

“A determinação de envio de todas as câmeras e/ou imagens capturadas durante a Operação Contenção envolve elevado volume de dados audiovisuais, provenientes de diferentes órgãos estaduais, o que demanda procedimentos técnicos de consolidação, organização e verificação da integridade das informações”, justificou o governo.

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No dia 5 deste mês, Moraes deu prazo de 15 dias para que as imagens e as câmeras corporais utilizadas pelos policiais sejam entregues à PF, que deverá apresentar os laudos do trabalho realizado.

A operação foi deflagrada em outubro do ano passado pelas polícias civil e militar contra a facção criminosa Comando Vermelho e terminou com a morte de 122 pessoas, entre elas cinco policiais. 

A decisão do ministro foi tomada no processo conhecido como ADPF das Favelas – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635. Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro.



EBC

MP de Minas faz alerta sobre exposição de menores nas redes sociais


O Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público de Minas Gerais (Gaeciber/MPMG) alerta os pais para não publicarem fotos dos filhos com uniforme da escola. O órgão esclarece que a exposição da rotina das crianças em redes sociais deve ser evitada.

Informações como o nome da escola onde o menor estuda, os cursos que frequenta, podem ser úteis para bandidos que se dedicam a elaborar trotes de sequestro ou mesmo para aqueles que estão em busca de vítimas para sequestrar.

O coordenador do Gaeciber, promotor de Justiça André Salles, disse nesta segunda-feira (9) à Agência Brasil que o alerta visa conscientizar pais e responsáveis sobre a gravidade do costume.

“A maioria dos crimes cometidos pela internet não é crime cibernético. Não é cometida mediante atitudes tecnológicas. Essa superexposição fornece mais detalhes da vida das pessoas”, explica o promotor.

De acordo com Salles, a chamada engenharia social é a mais famosa manipulação. “Essa exposição fornece informações preciosas aos criminosos, no sentido de que vão saber qual é a rotina, onde a criança estuda, para onde vai, os locais onde os pais vão estar em determinados horários”.

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Limites

André Salles sustentou que esse tipo de exposição deve ser evitado. As crianças devem obedecer a critérios nas redes sociais, atendendo a limites impostos pelos pais e responsáveis. E mesmo que postem fotos ou dados, os pais devem limitar quem terá acesso a essas informações.

“Porque essas informações são valiosas para bandidos quando vão elaborar seus golpes”.

O promotor advertiu que esses bandidos podem estabelecer uma relação de confiança, anunciando-se como outras pessoas, por exemplo um diretor de escola ou gerente de banco, de modo que a armadilha fica mais crível para a vítima do golpe que é armado a partir das próprias informações fornecidas nas redes sociais.

O MPMG tem feito campanhas para reduzir a exposição das pessoas nas redes sociais, principalmente de crianças e adolescentes, em relação a golpes e a crimes pessoais, como montagem de foto, que afetam vítimas de todas as idades.

O objetivo é conscientizar a população para aumentar o controle, “que deve ser reforçado”, e qual é o limite para divulgação do trabalho das pessoas na internet. “Qualquer informação serve como identidade”, alertou. O Gaeciber tem feito campanhas também para o público interno do MPMG, com a mesma finalidade de conscientização dos funcionários do órgão.

Uso responsável

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2024 mostram que 94% dos brasileiros estão ligados à internet. É preciso, entretanto, que essa população se conscientize do uso responsável da internet, ponderou o promotor de Justiça. O Gaeciber está sempre realizando trabalho de prevenção e conscientização quanto aos cuidados e atenção referentes aos crimes nas redes sociais.

Foi criada recentemente uma “força tarefa para evitar golpes no pagamento do IPVA e também para falar de repressão, que tem obtido condenações”. No ano passado, a força tarefa obteve condenações superiores a 14 anos de prisão para autores de crimes sexuais e a mais de 12 anos para crimes de extorsão. “Isso demonstra que esses fatos são muito graves”, concluiu André Salles. 



EBC

Chuvas intensas no Rio de Janeiro levam ao acionamento da Marinha


Diante de condições climáticas extremas e de temporais que afetam o estado do Rio de Janeiro, a Marinha acionou pela primeira vez a Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais (Frida) do Corpo de Fuzileiros Navais. A operação foi empregada para apoiar o Norte Fluminense após fortes chuvas.

A Frida foi criada em dezembro passado em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo é trabalhar em coordenação com a Defesa Civil para reduzir os impactos causados por eventos extremos.

A Frida atuou, no último sábado (7), nos municípios de Cantagalo e Porciúncula oferecendo apoio humanitário, com ênfase na retirada de detritos e recomposição das vias públicas, restabelecimento de acessos e suporte direto às comunidades isoladas.

Em Porciúncula, segundo a prefeitura da cidade, 1.090 moradores foram diretamente impactados pelo temporal no sábado.

Além do reforço da Marinha, a prefeitura diz que as equipes municipais atuam em ações emergenciais de limpeza, recuperação da infraestrutura e apoio às famílias afetadas. O Governo do Estado anunciou o envio de maquinários para apoio às operações e a análise de medidas voltadas ao atendimento das pessoas diretamente atingidas pelas enchentes.

Já Cantagalo está em situação de emergência desde o último dia 6, em razão dos danos causados pelas fortes chuvas, especialmente nos distritos de Euclidelândia e Boa Sorte.

A prefeitura da cidade informou que segue atuando de forma integrada, com apoio do Governo do Estado, priorizando a segurança da população e o atendimento às pessoas afetadas.

Uma das rotas afetadas no município foi RJ-152. Também no último dia 6, a prefeitura informou que foi feito um desvio na rota, liberando o fluxo apenas para veículos leves.

Atuação da Frida

De acordo com a Marinha, um grupo de 120 militares chegou ao Norte Fluminense, seis horas e 30 minutos depois de acionada, no sábado.

Em um primeiro momento, segundo a Marinha, foram empregadas 24 viaturas especializadas, tratores e retroescavadeiras, além de recursos tecnológicos avançados, como drones capazes de operar sob condições climáticas adversas em observação aérea de regiões afetadas.

A tropa ficará, alojada provisoriamente na Escola Municipal Elestar Caetano Mendes, na região de Euclidelândia, conforme informou a Marinha.

Previsão do tempo 

Praticamente todo o estado do Rio de Janeiro está em área de perigo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

A previsão, até o fim desta terça-feira (10), é de chuva intensa, com volume entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 mm/dia e ventos intensos de 60 a 100 quilômetro por hora (km/h), com risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

A orientação do instituto é, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Se possível, desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia. Ficar atento às informações oficiais e, em caso de necessidade, acionar Defesa Civil (telefone 199) e Corpo de Bombeiros (telefone 193).

*Colaborou Ana Cristina Campos 



EBC

Dólar cai para o menor valor em 21 meses, e bolsa bate recorde


Num dia de euforia no mercado financeiro, o dólar caiu para o menor nível em 21 meses e fechou abaixo de R$ 5,20. A bolsa de valores teve forte alta e bateu recorde, superando os 186 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) vendido a R$ 5,188, com queda de R$ 0,032 (-0,62%). A cotação caiu durante toda a sessão, chegando a R$ 5,17 por volta das 13h. A partir daí, investidores aproveitaram para comprar moeda barata, mas a moeda não deixou de operar em baixa.

A moeda estadunidense está no menor nível desde 28 de maio de 2024, quando estava em R$ 5,15. A divisa acumula queda de 5,47% em 2026.

O mercado de ações teve um dia de ganhos. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 186.241 pontos, com alta de 1,8%. O indicador foi puxado por ações de bancos, de petroleiras e de mineradoras, setores com maior peso no índice.

A última vez em que o Ibovespa tinha batido recorde foi no último dia 3. A bolsa brasileira sobe 15,69% em 2026.

Recomendação da China

O dólar iniciou o pregão em queda frente ao real, acompanhando o movimento no mercado internacional. Possíveis intervenções para fortalecer o iene japonês e a repercussão de dados recentes da economia dos Estados Unidos contribuíram para a queda.

Os números do mercado de trabalho americano, divulgados na semana passada, vieram abaixo do esperado. Isso aumentou as chances de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) volte a reduzir os juros. Além disso, a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi fez o dólar recuar diante do iene.

O principal fator, no entanto, que pesou no mercado foi a recomendação do governo da China de que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O país asiático é o maior detentor de papéis estadunidenses e pretende diversificar as reservas internacionais.

Essa combinação de fatores fez o dólar cair e a bolsa subir. A moeda estadunidense também cedeu diante de divisas de outros países emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. Esse ambiente mais favorável aos mercados emergentes, observado desde o início do ano, tende a persistir e pode continuar a beneficiar o câmbio brasileiro nos próximos meses.

* com informações da Reuters



EBC

Caixa e MDS lançam microcrédito para integrantes no CadÚnico


O ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Caixa Econômica Federal lançaram hoje (9), na capital paulista, a oportunidade de microcrédito para famílias do Cadastro Único (CadÚnico), registro que permite ao governo saber quem são e como vivem as famílias de baixa renda no Brasil.

Ainda em fase piloto, o microcrédito vai funcionar de forma experimental por 90 dias, começando por São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e depois se estenderá para o resto do país. O empréstimo integra o programa Acredita no Primeiro Passo, que tem por objetivo combater a pobreza e a desigualdade por meio do trabalho, oferecendo crédito e qualificação para famílias de maior vulnerabilidade social.

Os primeiros contratos foram assinados na tarde desta segunda-feira pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, e o presidente da Caixa, Carlos Vieira.

“Não se trata só de um financiamento, é um crédito assistido. Tem o crédito, mas tem a assistência para o próprio negócio, como o negócio da beleza, da gastronomia, do pequeno comércio”, explicou o ministro, em entrevista à Agência Brasil. 

“Uma pessoa que quer um financiamento, mas o juro está alto, aqui ela terá uma condição de taxa adequada para o financiamento com a Caixa. Se ela quer [empreender], mas não tem um avalista ou não tem uma garantia, o presidente Lula criou um fundo garantidor”, acrescentou.

O foco do programa são mulheres, pessoas negras, jovens, pessoas com deficiência e de povos e comunidades tradicionais. O crédito varia entre R$ 500 e R$ 21 mil, com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). O prazo varia entre 4 e 12 meses. 

“Nós estamos expandindo esses créditos de forma que essas pessoas consigam desenvolver suas atividades laborais. Esse é o grande propósito”, ressaltou o presidente da Caixa.

Algumas das pessoas que serão beneficiadas com o crédito são os ambulantes da Associação Guerreiros, que congrega ambulantes, feirantes e trabalhadores informais de São Paulo. 

Segundo a presidente da associação, Margarida Ramos, esse crédito deve ajudar os ambulantes principalmente no momento de compra de mercadorias.

“As pessoas querem investir em mercadoria ou obter algum crédito para momentos de necessidade”, disse. 

“Eu ficava preocupada porque eu via vários programas do governo para todos os tipos de trabalhadores, mas para o trabalhador informal ele não chegava. Esse programa caiu assim na hora certa”, acrescentou.

Educação financeira

Ainda nesta segunda-feira, o ministro lançou, na capital paulista, o Bate-Bola Financeiro, um jogo online de educação financeira, elaborado junto com a bandeira Visa, e voltado para inscritos no CadÚnico.

Nesse jogo, os participantes vão responder perguntas de situações do dia a dia sobre controle de gastos, organização do orçamento familiar e planejamento financeiro. A cada resposta correta, o time avança em campo e faz gol. Em caso de erro, o jogador perde a posse de bola, mas pode tentar novamente. 

O objetivo do jogo, ressalta o ministério, é que todas as pessoas possam aprender a lidar com dinheiro.

“Já trabalhamos com formação financeira desde 2023, mas a linguagem do futebol é um trunfo para democratizar esse conhecimento, com qualificação, apoio técnico e financiamento a esses empreendedores”, disse o ministro, durante o lançamento do jogo.

Gratuito e online, o jogo pode ser utilizado por pessoas de todas as idades, podendo ser acessado tanto do celular quanto do computador. 

“Ao levar esse conteúdo de forma lúdica para o público atendido pelo CadÚnico, contribuímos para que esse público desenvolva habilidades essenciais para tomar decisões financeiras mais conscientes ao longo da vida”, disse Rodrigo Cury, presidente da Visa do Brasil.



EBC