Incêndio de grandes proporções atinge fábrica no Brás, em São Paulo


Um grande incêndio atinge uma fábrica de mesas de sinuca no Brás, região central da capital paulista. O Corpo de Bombeiros está no local com 30 viaturas e 59 agentes.

A fábrica fica na Rua Sampaio Moreira 162 e, até o momento, não há registro de vítimas. Para ajudar no combate às chamas também foi chamada Defesa Civil. A Enel e a Sabesp também foram acionadas.

Não se sabe o que causou o fogo.




EBC

Festa em Recife celebra 30 mil alfabetizados em programa social


Delegações de 11 estados do Nordeste e do Sudeste celebraram na tarde deste sábado (28), no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, no Recife (PE), a formatura de 30 mil educandos e educandas no programa Jornada de Alfabetização, que faz parte do Pacto de Superação do Analfabetismo e Qualificação de Jovens e Adultos do Ministério da Educação (MEC).

Cerca de 7 mil pessoas acompanharam o evento de formatura dos alunos que ingressaram no programa no primeiro semestre de 2025 nas áreas de Reforma Agrária e nas periferias do país.

Este programa do MEC é feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e Projeto Mãos Solidárias.

“É com muita alegria que estamos aqui para celebrar esse primeiro ciclo desse processo de alfabetização de jovens e adultos nas áreas de reforma agrária e nas periferias”, disse Maria de Jesus, da coordenação do MST do Ceará.

A festa de formatura contou também com a presença de Zara Figueiredo, secretária da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI); de João Pedro Stedile, coordenador nacional do MST; Clarice dos Santos, da Coordenação Nacional do Pronera e de José Ubiratan, Diretor de Desenvolvimento do INCRA.

“Hoje, esse ato aqui é um momento histórico na luta pelo direito à alfabetização. Na luta para transformar nossos assentamentos e acampamentos, as nossas periferias em territórios livres do analfabetismo”, completou Maria de Jesus.

Durante o evento houve também o lançamento do Cadastro Único da EJA, o CadEJA, ferramenta do Governo Federal que ajudará no levantamento de demanda para a oferta de turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA).




EBC

Superaquecimento de reator deve atrasar atividades de pesquisa


O superaquecimento de componentes dos painéis de controle do reator de pesquisa IEA-R1, que fica na Universidade de São Paulo (USP), dentro do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) na tarde de segunda-feira (23) deve atrasar a retomada das atividades de pesquisa, informou a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). 

O superaquecimento levou à evacuação de prédio com o reator e deve atrasar retomada de produção de radioisótopos de uso médico.

Centro pioneiro na produção nacional de radioisótopos, a instalação fica na capital paulista, dentro do campus Butantã da USP.

Embora o incidente tenha gerado fumaça e danificado parte dos painéis, não houve risco de comprometimento da segurança nem vazamento de radiação. 

O prédio foi vistoriado pela brigada mantida pela própria instituição, pelo Corpo de Bombeiros, pelas equipes do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), e pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). 

“Até o momento, não há diagnóstico das causas do superaquecimento. Foram dois painéis de controle comprometidos. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo foi acionada para medir a qualidade do ar, para trabalhos internos”, informou o Cnen em nota. 

“A empresa emprestou uma bomba que já está em operação no local, para remoção total do ar. Como o reator não estava operando, os painéis particularmente não executavam qualquer ação. Já foi contratada uma empresa para execução do laudo técnico e orçamento para instalação de novos painéis”, explicou o Cnen.

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) também fez vistorias no prédio, nos dias 24 e 25, e informou que o incêndio teve natureza localizada e atingiu um conjunto de racks, afetando cabeamento, parte do teto e uma cadeira. 

Os inspetores da ANSN acessaram a sala de controle atingida e constataram a ausência de risco radiológico associado ao evento.

Segundo o Ipen/Cnen o reator de pesquisa encontrava-se desligado no momento da ocorrência. 

“Vale destacar que, mesmo com o reator fora de operação, alguns sistemas permanecem energizados, para garantir condições adequadas de segurança, tais como o sistema de refrigeração dos circuitos primário e secundário e o sistema de aquisição de dados operacionais, dentre outros”, disse o órgão.

O Ipen informou ainda que os módulos de controle potencialmente danificados passarão por avaliação técnica, com acompanhamento e aprovação da ANSN, que recomendou a realização de limpeza industrial especializada e acompanhará a reforma do local.

O reator, que tem 68 anos, opera com um núcleo de urânio e tem 12 estações de pesquisa, parte delas utilizada para a produção de elementos radioativos de uso médico ou em agricultura. 

Desde o começo de novembro de 2025 passava por readequações que paralisaram sua operação, após a identificação de alterações em elementos refletores de grafite durante medições realizadas em um duto de irradiação, informou o Ipen.

“Embora o evento não tenha representado comprometimento da segurança nuclear, a equipe responsável pela operação optou pela suspensão imediata das atividades como medida prudencial, a fim de evitar a progressão de danos a componentes do núcleo”, esclareceu a ANSN. 

O Brasil tem atualmente quatro reatores nucleares de pesquisa, todos vinculados à Cnen, sendo o IEA-R1 o maior, com potência licenciada de 5 MW. 

Os reatores nucleares de pesquisa atuam na produção de radioisótopos para a medicina nuclear, no fornecimento de fontes radioativas para aplicações industriais, no desenvolvimento de pesquisas científicas e na formação e o treinamento de pessoal licenciado. 

Também em São Paulo, na cidade de Iperó, está em construção um reator mais moderno, com previsão de entrega até 2029 e capacidade de 30 MW. 

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) esse reator garantirá a autossuficiência na produção do radioisótopo Molibdênio-99, essencial para a obtenção do Tecnécio-99m, utilizado em diagnósticos médicos. 

O reator possibilitará ainda a nacionalização de outros radioisótopos usados em diagnóstico e terapia, além de ser parte do ciclo de desenvolvimento de combustíveis nucleares e materiais utilizados nos reatores das centrais nucleares brasileiras e em novas tecnologias, como os pequenos reatores modulares.



EBC

Moraes proíbe drones perto da casa onde Bolsonaro cumpre prisão


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes proibiu o sobrevoo de drones em um raio de 100 metros da casa onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. O despacho foi publicado neste sábado (28).

Nesta sexta-feira (27), Bolsonaro recebeu alta do Hospital DF Star, onde estava internado desde o dia 13 de março para tratamento de uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. No mesmo dia, policiais militares atuaram para coibir o uso irregular de drones nas proximidades da residência, em um condomínio no bairro do Jardim Botânico, em Brasília.

“A ação é desencadeada após a identificação de equipamentos não autorizados sobrevoando o imóvel, o que representa risco à segurança e violação do espaço aéreo”, informou o Centro de Comunicação Social da Polícia Militar do Distrito Federal.

Para “resguardar o ambiente controlado necessário”, o ministro Alexandre de Moraes determinou, ainda, que, em caso de desrespeito à medida, a Polícia Militar abata e realize a imediata apreensão dos drones, bem como efetue a prisão em flagrante de seus operadores.

Na última terça-feira (24), o ministro Alexandre de Moares, concedeu a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente, pois, segundo os advogados, ele não tem condições de voltar para a prisão devido ao agravamento de seus problemas de saúde.

Conforme a decisão de Moraes, a prisão domiciliar durará inicialmente 90 dias. Após o prazo, a manutenção do benefício deverá ser reanalisada pelo ministro, que poderá solicitar nova perícia médica.

Moraes também determinou que Bolsonaro voltará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, antes de ser condenado pela trama golpista, o ex-presidente foi preso após tentar violar o equipamento. Pela decisão, agentes da Polícia Militar deverão fazer a segurança da casa de Bolsonaro para evitar fuga.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista e, antes da internação hospitalar, cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.



EBC

Manifestações anti-Trump ocorrem em diversas cidades dos EUA


Milhares de pessoas protestaram, neste sábado (28), contra as políticas do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, na manifestação chamada de No Kings (Sem Reis). De acordo com o site de notícias Reuters, os organizadores tinham a expectativa de que se tornasse o maior protesto de um único dia na história do país, com mais de 3,2 mil eventos planejados em todos os 50 estados e em diversas cidades fora do país.

Os números oficiais ainda não foram divulgados, mas era esperada a participação de mais de 9 milhões de pessoas. O cantor Bruce Springsteen, que critica abertamente o presidente Trump, reuniu uma multidão num estádio de Minneapolis, onde cantou a música Streets of Minneapolis, que fez durante os protestos da população contra a atuação do ICE, polícia de imigração que matou dois cidadãos americanos.

Além de criticar a política migratória do mandatário norte-americano, os protestos também são feitos contra a participação dos EUA na guerra contra o Irã.

As manifestações se espalharam por Nova York, Washington, Atlanta, Chicago, Houston, Denver, São Francisco, entre outras. 


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Christine Hughes, de 79 anos, segura um cartaz durante uma manifestação do movimento No Kings contra as políticas do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em Nova York – Foto: Reuters/Mike Segar/Proibida reprodução

No final deste ano, ocorrem as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, quando todos os deputados e parte dos senadores são renovados. Os organizadores dos protestos dizem ter visto um aumento no número de eventos anti-Trump e de pessoas se inscrevendo para votar em estados profundamente republicanos (partido de Trump) como Idaho, Wyoming, Montana e Utah.

De acordo com a Reuters, os protestos acontecem em um momento em que a taxa de aprovação de Trump caiu para 36%, seu ponto mais baixo desde o retorno à Casa Branca.

Milhares de pessoas também se reuniram em Manhattan. Um dos organizadores, o ator Robert De Niro disse que “houve outros presidentes que testaram os limites constitucionais de seu poder, mas nenhum representou uma ameaça existencial tão grande às nossas liberdades e segurança”.


Demonstrator Sam Scarcello, in costume, has fake blood poured on her head during a

Manifestante Sam Scarcello durante um protesto contra as políticas do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, perto do Capitólio, em Washington – Foto: Reuters/Leah Millis/Proibida reprodução

O porta-voz do Comitê Nacional Republicano do Congresso, Mike Marinella, criticou os políticos democratas por apoiarem os protestos. “Esses comícios contra a América são onde as fantasias mais violentas e delirantes da extrema esquerda encontram um microfone e os democratas da Câmara recebem suas ordens”, disse em comunicado.

Os eventos deste sábado ocorrem em meio ao que os organizadores disseram ser um apelo à ação contra o bombardeio do Irã pelos EUA e Israel, um conflito que já dura quatro semanas.

Os protestos de hoje, que fazem parte do movimento No Kings, tiveram a primeira mobilização em junho do ano passado e atraiu entre 4 milhões e 6 milhões de pessoas em aproximadamente 2,1 mil locais em todo o país. A segunda manifestação ocorreu em outubro, envolvendo cerca de 7 milhões de participantes em mais de 2,7 mil locais.



EBC

Grêmio supera Internacional por 2 a 1 no Brasileiro Feminino


Em partida transmitida ao vivo pela TV Brasil, o Grêmio derrotou o Internacional pelo placar de 2 a 1, na tarde deste sábado (28) no Sesc Campestre, em Porto Alegre, em confronto válido pela 5ª rodada da Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino.

Com o triunfo, as Mosqueteiras chegaram aos quatro pontos, na 14ª colocação. Já as Gurias Coloradas permaneceram com sete pontos após o revés, agora na 11ª posição da tabela.

O Grêmio, que chegou ao primeiro triunfo sob o comando da técnica Jéssica de Lima, abriu o marcador aos 33 minutos do primeiro tempo com um chute de fora da área da meio-campista Camila Pini. Quatros minutos depois as Gurias Coloradas igualaram o marcador com um gol em cobrança de falta da atacante Darlene.

As Mosqueteiras deram números finais ao marcador aos 19 minutos da etapa final com a atacante Brenda Woch.

Quem também triunfou pela competição neste sábado pelo placar de 2 a 1 foi o Bahia, que bateu o Bragantino. Já América-MG e Mixto não passaram do 1 a 1.



EBC

COP15 no Brasil promove conexão entre povos e territórios


Centenas de participantes da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), em Campo Grande, construíram juntos na tarde deste sábado (28) um importante legado do encontro global: um bosque de árvores nativas e frutíferas.

“Esse é o mais importante evento de toda a COP, porque a ação importa mais e é para que ela aconteça que nos reunimos. Tem um ditado antigo que diz pensar global e agir local e é o que estamos fazendo hoje, porque todos têm um papel a desempenhar para a proteção das espécies migratórias”, afirmou a secretária executiva da Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), Amu Fraenkel.

Diplomatas, delegados dos países, representantes de movimentos ambientalistas de conservação de diferentes espécies e pessoas de todas as idades que vivem na cidade se conectaram com a terra e a natureza, alinhados ao tema Conectando a Natureza para Sustentar a Vida, escolhido para o encontro global. Juntos criaram o Bosque da COP15.

A bióloga Sílvia Ray Pereira, da Gerência de Arborização da prefeitura, diz que o lugar escolhido é estratégico na criação de áreas verdes para a cidade.

“O Bosque da COP15 entra em um projeto que lançamos ano passado para a criação de miniflorestas onde há poucas árvores, principalmente praças, para que a gente concilie arborização urbana, saúde da população e ainda atenda os animais silvestres”, destaca a bióloga.

 


Campo Grande/ MS - 28.03.2026 -  O presidente da COP15, João Paulo Capobianco, durante inauguração do Bosque da COP15, onde foram plantadas 250 mudas. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Inauguração do Bosque da COP15 – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Ao todo, foram plantadas 250 mudas de espécies nativas do Cerrado e frutíferas, como sapoti, pitanga, angico e o manduvi, que é muito usado pela arara-azul para construir o ninho. “A ideia é a atrair a espécie que já está voltando a se aproximar da cidade. Tendo a expansão das áreas verdes com o manduvi, a arara-azul vai encontrar aqui um local seguro para fazer a nidificação”, explica.

Plenária

Pela manhã, a plenária que antecede o último dia da COP15, no domingo (29), deliberou sobre todas as demandas que precisavam ser avaliadas pelos participantes. O consenso para que os mais de 100 itens na agenda fossem encaminhados para a plenária final ocorreu em quase todas as deliberações feitas ao longo do encontro.

“Amanhã, na plenária final, elas serão oficialmente adotadas pela convenção”, afirma o presidente da COP15, João Paulo Capobianco.

 


Campo Grande/ MS - 28.03.2026 -  O presidente da COP15, João Paulo Capobianco, durante inauguração do Bosque da COP15, onde foram plantadas 250 mudas. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

O presidente da COP15, João Paulo Capobianco, durante inauguração do Bosque da COP15 – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Entre as medidas lideradas ou apoiadas pelo Brasil estão a aprovação do Plano de Ação para a Conservação dos Grandes Bagres Migratórios Amazônicos e a promoção de ações concentradas internacionais para a conservação do tubarão-mangona e do tubarão-peregrino.

Após a plenária final, também entrarão para as listas de proteção pela CMS as seguintes espécies:

  • Anexo I (espécies ameadas de extinção): as aves maçarico-de-bico-torto e maçarico-de-bico-virado;
  • Anexo II (espécies que demandam esforços internacionais de conservação): o peixe pintado, o tubarão cação-cola-fina e a ave caboclinho-do-pantanal;
  • A ariranha e os petréis, ou grazinas, serão incluídos nas duas listas.

Sem consenso e para que as avaliações pudessem ter continuidade, o Brasil retirou a proposta de inclusão do tubarão cação-anjo-espinhoso no Anexo II.



EBC

Saúde libera R$ 900 mil para combate ao Chikungunya em Dourados


O Ministério da Saúde liberou aporte emergencial de R$ 900 mil para ações de vigilância, assistência e controle do Chikungunya na região da Grande Dourados, no Mato Grosso do Sul.

Em nota, a pasta informou que o valor será transferido em parcela única, do Fundo Nacional de Saúde (FNS) ao fundo municipal.

“Os recursos poderão ser utilizados para intensificar estratégias como vigilância em saúde, controle do mosquito Aedes aegypti, qualificação da assistência e apoio às equipes que atuam diretamente no atendimento à população”, informa o ministério.

A liberação do montante, segundo o ministério, se soma a outras iniciativas em curso, como a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), compostas por armadilhas com recipiente plástico e tecido impregnado com larvicida.

“Ao entrar em contato com o produto, o inseto passa a disseminar o larvicida em outros criadouros, contribuindo para interromper o ciclo de reprodução”, detalhou o comunicado.

Ainda de acordo com a pasta, agentes municipais passaram por capacitação conduzida por técnicos da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses, com foco no uso das novas tecnologias de controle vetorial.

Outra medida adotada na região é a busca ativa em territórios indígenas de Dourados, realizada de forma conjunta pela Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), com 106 atendimentos domiciliares nas aldeias Jaguapiru e Bororó.

Força-tarefa

Na última semana, o ministério instalou uma sala de situação com o objetivo de coordenar as ações federais de combate ao Chikungunya.

“Posteriormente, a estrutura será levada ao território, com atuação integrada entre áreas técnicas, gestores estaduais e municipais e outros órgãos públicos, fortalecendo a tomada de decisão”, informou a nota.

Desde o início de março, agentes de saúde e de combate às endemias realizaram visitas a mais de 2,2 mil residências nas aldeias da região. As ações incluem mutirões de limpeza, eliminação de criadouros, aplicação de larvicidas e inseticidas.

O ministério autorizou ainda, em caráter emergencial, a contratação temporária de 20 agentes de combate a endemias. A admissão será feita por meio de análise curricular e a expectativa é que, nas próximas semanas, os profissionais já estejam atuando.

Entenda

Desde 18 de março, a Força Nacional do SUS atua no município em parceria com equipes locais. 

Segundo a pasta, há atualmente 34 profissionais mobilizados, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, com atuação nas áreas mais afetadas.

A equipe foi enviada ao município depois que o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul emitiu alerta epidemiológico em razão do aumento de casos de arboviroses no município.

As ações envolvem equipes das Secretarias de Saúde Indígena (Sesai) e de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul, e da Defesa Civil estadual.

Doença

A Chikungunya é uma arbovirose cujo agente etiológico é transmitido pela picada de fêmeas infectadas do gênero Aedes. No Brasil, até o momento, o vetor envolvido na transmissão é o Aedes aegypti.

O vírus foi introduzido no continente americano em 2013 e foi responsável por uma epidemia em diversos países da América Central e nas ilhas do Caribe.

No segundo semestre de 2014, o Brasil confirmou, por métodos laboratoriais, a presença da doença nos estados do Amapá e da Bahia. Atualmente, todos os estados registram transmissão do arbovírus.

Em 2023, o ministério cita uma importante dispersão territorial do vírus no país, principalmente em estados da Região Sudeste. Anteriormente, as maiores incidências de chikungunya concentravam-se no Nordeste.

As principais características clínicas da infecção são edema e dor articular incapacitante, mas também podem ocorrer manifestações extra articulares. Casos graves de chikungunya podem demandar internação hospitalar e evoluir para óbito.



EBC

Rio: palácio sede do Império recebe exposição de mais de 100 artistas


Na Praça XV, região do Centro do Rio de Janeiro banhada pela Baía de Guanabara, um palácio construído em estilo colonial português é uma joia da arquitetura do Rio Antigo. O Paço Imperial é testemunha da história do Brasil desde o tempo da colônia e, há 40 anos, abriga um centro cultural.

A construção, inaugurada em 1743, já foi Casa dos Vice-Reis do Brasil e sede do Império. Foi lá que em seguidas noites o anfitrião, Dom João VI, recebia súditos para a tradicional cerimônia do beija-mão, quando o palácio ainda se chamava Paço Real.

No Império, quando recebeu o atual nome, o Paço vivenciou o histórico Dia do Fico, em 9 de janeiro de 1822, com a recusa de o príncipe regente Dom Pedro I em voltar para Portugal.

O primeiro andar do prédio tem a sala Treze de Maio, homenagem à assinatura da Lei Áurea, que acabou com a escravidão no país, em 1888. O texto da lei foi assinado pela princesa Isabel dentro do Paço Imperial.

Foi lá também que o imperador deposto Pedro II passou as últimas horas no Brasil antes de buscar exílio em Portugal, logo depois da Proclamação da República, em novembro de 1889.


Rio de Janeiro (RJ), 28/03/2026 – Abertura da exposição Constelações – 40 anos do Paço Imperial, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Abertura da exposição Constelações – 40 anos do Paço Imperial, no centro do Rio de Janeiro – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Centro cultural

Mesmo com o fim do Império, o Paço continuou sendo chamado de Imperial. Chegou a ser endereço da Agência Central dos Correios e Telégrafos. Em 1938 foi tombado e desde 1985 é um centro cultural vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia do Ministério da Cultura.

Com 40 anos, o Centro Cultural do Paço supera o vizinho Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), de 1989, como o mais longevo da região central do Rio.

Para celebrar as quatro décadas de funcionamento como Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial, o prédio histórico abre, neste sábado (28), uma exposição com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas que têm, cada um, uma ligação com o local de exposições.

São obras que até 7 de junho esperam atrair olhares de artistas, críticos, amantes da arte e as dezenas de milhares de pedestres – parte deles turistas – que passam diariamente pelo polo cultural em uma das regiões mais movimentadas do Centro carioca.

Veja a galeria de fotos:

 

Memória e ineditismo

A exposição chama-se Constelações – 40 anos do Paço Imperial, e reúne trabalhos icônicos ─ e alguns inéditos ─ de nomes como Adriana Varejão, Amilcar de Castro, Anna Maria Maiolino, Arthur Bispo do Rosário, Beatriz Milhazes, Hélio Oiticica, Luiz Aquila, Lygia Clark, Marcela Cantuária, Roberto Burle Marx, entre outros.

A curadoria é de Claudia Saldanha, Ivair Reinaldim e da equipe do Paço Imperial. Eles selecionaram obras que ajudam a relembrar as quatro décadas dedicadas à cultura.

Nesse intervalo de tempo, o prédio recebeu diversas vertentes artísticas, nacionais e internacionais, que vão desde arte contemporânea à popular, passando por arquitetura, design, paisagismo, história e patrimônio.

As obras não são necessariamente releituras do que já foi exposto no espaço, mas, sim, revisita a artistas que já estiveram sob os holofotes do centro cultural.


Rio de Janeiro (RJ), 28/03/2026 – O curador Ivair Reinaldim na abertura da exposição Constelações – 40 anos do Paço Imperial, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O curador Ivair Reinaldim na abertura da exposição Constelações – 40 anos do Paço Imperial – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Constelações

O curador Ivair Reinaldim contou à Agência Brasil que o nome Constelações tem a ver com um conceito do filósofo alemão Walter Benjamin (1982-1940) de que constelações são como se fossem desenhos entre as estrelas.

“A ideia de constelação é de não ter hierarquia, não ter linearidade, não ter assimetrias de coisas que são mais importantes do que outras”, diz.

“O que a gente tentou fazer é trabalhar com obras de artistas de diferentes gerações, de diferentes contextos, contemporâneos, modernos, populares, jovens, velhos, consagrados e não consagrados, misturando todo mundo”, detalha o curador.

O visitante tem a disposição 12 salões e dois pátios internos, repleto de obras culturais. Em um dos pátios há um jardim em homenagem ao artista plástico e paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994), que ganhou uma grande mostra no Paço Imperial em 2008.

A curadora Claudia Saldanha, também diretora do Paço, explica que a ideia de constelação também está no fato de não haver ordem definida para o visitante conhecer a mostra.

“Sempre gostamos quando o visitante faz o seu próprio percurso. Pode começar pelo primeiro ou segundo andar, pode entrar por qualquer um dos portões”, diz.

“A mostra não tem uma cronologia, foi uma decisão da curadoria não classificar, não categorizar, não criar barreiras nem distinções entre as obras”, completa.


Rio de Janeiro (RJ), 28/03/2026 – Abertura da exposição Constelações – 40 anos do Paço Imperial, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Obra Agrupamento, de José Damasceno, é um dos trabalhos expostos na exposição Constelações – 40 anos do Paço Imperial – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Relevância local e nacional

Uma das obras inéditas é Agrupamento, de José Damasceno, feita com placas de MDF e grampos de serralheiro “garimpados” na feira de antiguidades da Praça XV, que ocorre sempre aos sábados, em frente ao Paço. A obra foi criada especialmente para a Constelações.

Além dos trabalhos expostos, até junho o Paço Imperial organizará seminários, oficinas e atividades educativas, valorizando a trajetória da instituição.

O curador Ivair Reinaldim ressalta que o Paço imperial tem relevância não somente local, mas também nacional.

Ele cita o Salão Nacional de Artes Plásticas, em 1986, em que o Paço expôs retrospectivas dos pintores e escultores Hélio Oiticica (1937-1980) e Lygia Clark (1920-1988).

“Foram duas exposições que antecederam exposições internacionais desses dois artistas, que estão, certamente, entre os cinco artistas brasileiros mais reconhecidos na arte internacional”, lembra.

“Aqui foi a primeira vez que uma instituição conseguiu apresentar um conjunto de trabalhos desses artistas”, orgulha-se.

Reinaldim considera que o fato de o Paço ficar aberto em uma área de ampla circulação de público bastante variado representou um desafio para a curadoria, mas também garantia de diversidade.

“Se um determinado público, de repente, não se atrai por todo tipo, por todas as obras, pelo menos vai ter algumas aqui que vão ter algum tipo de interesse, algum tipo de relação, de proximidade”, prevê.

O visitante conhecerá também uma linha do tempo que conta a história do Paço desde a construção, testemunhando acontecimentos da história do Brasil.

Parcerias

Algumas das dezenas de obras expostas são fruto de parcerias, o que reforça a ideia de constelação, com itens de acervo das instituições Museu Bispo do Rosário, Museu de Arte do Rio, Museu de Arte Moderna do Rio, Museu do Folclore, Museu de Imagens do Inconsciente, Instituto Moreira Salles e Sítio Roberto Burle Marx.

Serviço

O Paço Imperial fica na Praça XV, 48, Centro do Rio de Janeiro. A exposição é gratuita, até 7 de junho, com funcionamento de terça-feira a domingo e aos feriados, das 12h às 18h.



EBC

Goiás sedia a Go Cup, o maior torneio de futebol infantil do mundo


Mais de quatro mil meninos e meninas participam, a partir do próximo domingo (29) em Goiás, da Go Cup, o maior torneio de futebol infantil do mundo, que em 2026 chega à sua 12ª edição. Já passaram pela competição jogadores que agora brilham em gramados europeus e que podem defender a seleção brasileira na próxima Copa do Mundo, como Estevão (Chelsea), Endrick (Lyon), Andrey Santos (Chelsea) e Rayan (Bournemouth).

“De todos os pilares da Go Cup, o que eu acho mais importante é a valorização da educação por meio do esporte. Eu acredito fielmente que o esporte educa e contribui para o desenvolvimento. Não é à toa que trabalhamos com crianças desde os cinco anos de idade. Existe sim uma competição, mas na verdade o que existe é uma grande ‘desculpa’ para reunir essas crianças e suas famílias em uma grande confraternização”, afirma o idealizador do evento, Roberto Faria.

A competição, que conta com a participação de 11 equipes da Série A (Atlético Mineiro, Botafogo, Bragantino, Cruzeiro, Bahia, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Remo, Santos e Vasco) e quatro da Série B (Atlético Goianiense, Goiás, Sport Recife e Vila Nova), reúne no total 300 times, entre eles alguns de futebol feminino.

“Ao longo dessas doze edições, tem algo que nos orgulha muito que é ter conseguido criar um torneio só para as meninas. O primeiro foi em 2022 com um triangular e neste ano serão dez equipes, além de outras 130 meninas fazendo parte de equipes mistas”, diz Roberto Faria.

As partidas da Go Cup serão disputadas entre 30 de março e 3 de abril no Complexo do Gramados, em Aparecida de Goiânia. As finais das Séries Prata e Ouro serão no dia 4 de abril, com portões abertos no Estádio Olímpico Pedro Ludovico, a partir das 9h (horário de Brasília). Também com entrada franca, o público poderá conferir a abertura do torneio no próximo domingo, no Estádio Olímpico, a partir das 18h.



EBC