Vendas no comércio crescem 0,4% em janeiro e igualam patamar recorde


O volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 0,4% na passagem de dezembro para janeiro. Dessa forma, o setor alcançou o maior patamar, igualando o recorde de novembro de 2025.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, janeiro de 2026 apresenta salto de 2,8%. Em 12 meses, o setor registra expansão de 1,6%.

A média móvel trimestral, que apresenta a tendência de comportamento do comércio nos últimos meses, reflete alta de 0,3% na comparação com os três meses terminados em dezembro de 2025.

O resultado de janeiro reverte a queda de 0,4% assinalada no último mês de 2025.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

Ao destacar que foi alcançado o ponto mais alto da série, iniciada no ano 2000, o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, ressalta que “renovações do pico não são tão comuns assim”.

Atividades

Dos oito segmentos pesquisados pelo IBGE, quatro apresentaram crescimento do volume de vendas na passagem de dezembro para janeiro, com destaque para a atividade farmacêutica.

– Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 2,6%

– Tecidos, vestuário e calçados: 1,8%

– Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 1,3%

– Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo 0,4%

– Móveis e eletrodomésticos: 0%

– Equipamentos e material para escritório informática e comunicação: -9,3%

– Livros, jornais, revistas e papelaria: -1,8%

– Combustíveis e lubrificantes: -1,3%

O gerente do IBGE aponta que a atividade farmacêutica, que inclui produtos de higiene pessoal e beleza, tem apresentado crescimento constante desde julho de 2025, com exceção de dezembro.

No outro extremo, o desempenho em janeiro foi dos equipamentos e material para escritório informática e comunicação.

Cristiano explica que o tombo de quase 10% é relacionado ao comportamento do dólar.

“Esse setor é especialmente afetado pela variação do dólar e em épocas de alta volatilidade, as empresas aproveitam para repor estoques em momentos de valorização do real para depois decidir o melhor momento de fazer promoções”.

Ele acrescenta que o segmento vinha de vendas fortes durante a Black Friday (novembro) e Natal.

Atacado

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado ─ veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo ─ o indicador cresceu 0,9% de dezembro para janeiro, décimo mês seguido de alta nessa comparação entre meses imediatamente seguidos. Em 12 meses, o comércio varejista ampliado tem variação nula (0%).

 



EBC

CIDH realiza audiência sobre operações policiais no Rio de Janeiro


A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) realizará, nesta quarta-feira (11), uma audiência sobre as operações policiais no Rio de Janeiro, com destaque para a Operação Contenção.

Considerada a mais letal da história do estado, a incursão contra o Comando Vermelho nos Complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense, deixou 122 pessoas mortas em outubro do ano passado.

A audiência será na Cidade da Guatemala, capital do país, durante o 195º Período Ordinário de Sessões da comissão. A sessão está programada para as 19h, no horário de Brasília, e será transmitida pelo canal do YouTube da CIDH.

A CIDH é um órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), responsável pela promoção e proteção dos direitos humanos nas Américas. Com sede em Washington D.C., nos Estados Unidos, a OEA é composta por 35 países-membros, incluindo o Brasil.

O objetivo do órgão com a audiência é receber informações e emitir recomendações destinadas a garantir o respeito aos direitos humanos. 

Relatório

Semanas depois da operação, a CIDH realizou uma visita ao Brasil para apurar possíveis abusos e violações dos direitos humanos. Após a visita, 26 organizações da sociedade civil protocolaram o pedido de audiência, com o objetivo de garantir um acompanhamento direto do órgão sobre as questões monitoradas ao longo da visita.

Na semana passada, a CIDH publicou um relatório sobre o que foi apurado durante a passagem pelo Brasil. Para a comissão, a operação não trouxe resultados positivos para a segurança pública. 

“Longe de enfraquecer estruturalmente o crime organizado, a intervenção aprofundou o sofrimento comunitário, reforçou a desconfiança institucional e elevou o padrão histórico de violência estatal a novo patamar de gravidade”, diz um dos trechos do relatório.

O pedido das organizações de defesa dos direitos humanos para a realização da audiência denuncia a ausência de perícia independente e investigações autônomas.

Além disso, também são citadas tentativas de criminalização de familiares das vítimas, moradores, defensores dos direitos humanos e comunicadores que atuaram na denúncia dos casos, trazendo à tona um “cenário de comprometimento estrutural do acesso à justiça”.

Para as organizações, a operação evidencia que o Estado brasileiro vem descumprindo determinações já estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF nº 635 ─ conhecida como a ADPF das Favelas, que define diversas medidas para combater a letalidade policial durante operações da Polícia Militar contra o crime organizado nas comunidades do Rio de Janeiro.

O Brasil também já foi condenado pela Corte nos casos das chacinas de Acari (1990) e de Nova Brasília (1994 e 1995), ambas na zona norte do Rio de Janeiro.

Operação Contenção 

A Operação Contenção, promovida pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, deixou ao menos 122 pessoas mortas ─ incluindo cinco policiais. No total, foram feitas 113 prisões, sendo 33 de pessoas de outros estados. As apreensões somam 118 armas e 1 tonelada de drogas.

O governo do estado considerou a operação “um sucesso” e afirmou que as pessoas mortas reagiram com violência e ameaçaram a vida dos policiais. Ainda segundo as autoridades do estado, aqueles que se entregaram foram presos e “as únicas vítimas foram os cinco policiais mortos no confronto”.

O objetivo da operação foi conter o avanço da facção Comando Vermelho e cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 de prisão, sendo 30 expedidos pela Justiça do Pará.

A operação contou com um efetivo de 2,5 mil policiais e é a maior e mais letal realizada no estado nos últimos 15 anos. Os confrontos e as ações de retaliação de criminosos geraram pânico em toda a cidade, com intenso tiroteio, fechando as principais vias, escolas, comércios e postos de saúde.

Moradores da região, familiares dos mortos e organizações denunciam a operação como uma “chacina”. Cadáveres recolhidos pelos próprios moradores das matas que circundam a região foram encontrados degolados e com sinais de execução. 



EBC

Brasília terá título de Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural


Tratar de estratégias conjuntas para proteção dos patrimônios material e imaterial, e para inovação em políticas públicas está entre os objetivos centrais de um evento internacional em Brasília, desta quarta (11) até sexta-feira (13). Na ocasião, a cidade será homenageada com o título de Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural.

O evento é a reunião do Comitê Setorial de Patrimônio Cultural da União de Cidades Capitais Ibero-Americanas (UCCI) e será realizado no Salão Nobre do Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, a partir das 14h Nesses dias, estão previstos também o intercâmbio de boas práticas de gestão dessas cidades e o fortalecimento da identidade histórica urbana.

Na avaliação do secretário de Relações Internacionais do DF, Paco Britto, o novo título amplia a projeção internacional de Brasília como capital do diálogo, da diplomacia e da preservação do patrimônio. A cidade é Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1987 quando recebeu esse título da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 

Compromisso

 O encontro vai abordar eixos temáticos para seguir com as discussões iniciadas em Lima (Peru), em 2025. O grupo de discussão pretende apresentar, até o final do evento, uma Carta de Compromisso comum com a preservação, valorização e gestão sustentável do patrimônio cultural. 

Fazem parte da Ucci 29 cidades de 24 países ibero-americanos. A ideia da rede é permitir que as cidades compartilhem experiências e trabalhem em conjunto para enfrentar desafios comuns. Do Brasil, além de Brasília, o grupo é representado por São Paulo (SP) e o Rio de Janeiro (RJ). 

Somadas, essas regiões têm 76 milhões de habitantes que falam espanhol e português. A UCCI atua como plataforma para a cooperação urbana, o intercâmbio de conhecimentos e a disseminação de boas práticas entre seus membros.

Cidade única

Segundo a pesquisadora em arquitetura Angelina Nardelli Quaglia, que estuda temas ligados à capital e periferia na Universidade de Brasília (UnB), a capital brasileira proporciona culturalmente valores únicos.

“Brasília é uma capital reconhecida internacionalmente pela arquitetura e pelos processos culturais que aqui acontecem”,  afirma. 

A pesquisadora entende que Brasília tem características únicas e a diversidade cultural como marca fundamental, incluindo as misturas de influências que chegam do país inteiro. A diversidade perpassa gerações, na avaliação dela.  “Há uma paisagem cultural muito rica, que é a grande beleza de Brasília”.

A cidade também simboliza a democracia brasileira em diferentes momentos, como na luta pela liberdade, a Constituição de 1988 e a resistência após os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. “Eu entendo que é uma cidade à frente do tempo”. 

Desafios

No entanto, Angelina Nardelli observa que a cidade, quatro anos depois de inaugurada, particularmente durante a ditadura militar (1964 – 1985),  não teve legislação para manutenção do patrimônio.

“Tivemos um hiato muito grande de uma legislação que também começa a se transformar mundialmente (mas não no Brasil)”.

O cenário começaria a se alterar com o título expedido pela Unesco em 1987. “A memória foi reconhecida como patrimônio”. A pesquisadora compreende que a manutenção do patrimônio em Brasília não é simples. 

A capital aprovou, por exemplo, há dois anos, o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB). Mas a pesquisadora entende que são necessários mais recursos e políticas públicas de proteção para que tanto o tombamento quanto a manutenção estejam em ordem. “Em Brasília, isso devia ser um exemplo, mas ainda não é. A capital é uma cidade muito nova”, diz.




EBC

Alckmin defende apuração rigorosa no caso Master


O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, defendeu apuração rigorosa e punição a todos os envolvidos no escândalo do Banco Master, que gerou prejuízos bilionários a investidores e entidades públicas e privadas, segundo o Banco Central (BC).

A declaração foi dada ao jornalista José Luiz Datena, na estreia do programa Na Mesa com Datena, exibido na noite desta terça-feira (10) na TV Brasil.  

“Você não tem um desfalque, uma fraude, do ponto de vista bancário, que começou ontem. Isso vem lá de trás. Agora, está ficando claro que tinham pessoas dentro do Banco Central, que é o órgão responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento do sistema financeiro, que tinham envolvimentos. Já ficou claríssimo isso. Tem que ser feita apuração rigorosa, punição rigorosa”, disse Alckmin.

O vice-presidente também comentou sobre a posição do governo e do presidente Lula em relação ao episódio, e assegurou a total liberdade investigativa da Polícia Federal.

“O presidente Lula tem sido claro. Ninguém no governo limita investigação. Nenhuma. É investigação rigorosa. Polícia Federal tem liberdade, o Ministério Público, Poder Judiciário. É apurar e fazer justiça, é isso que se deseja. E, de outro lado, responsabilizar e aprimorar os instrumentos de controle. Isso já poderia ter sido pego lá para trás”, observou.

Além de investigar e punir os responsáveis, Alckmin defendeu o fortalecimento das instituições, incluindo o BC e outros órgãos de controle. “Esse é um processo permanente de você melhorar as instituições, aprimorar as instituições. Na democracia, tem que ter transparência, tem que ter clareza”.

Na semana passada, o financista Daniel Vorcaro foi preso novamente pela PF, na terceira fase da Operação Compliance Zero. No ano passado, o empresário também foi alvo de um mandado de prisão da operação, mas ganhou direito à liberdade provisória, mediante uso de tornozeleira eletrônica.

A nova prisão foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da operação. Nas mensagens, Vorcaro ameaça jornalistas e pessoas que teriam contrariado seus interesses..

A Compliance Zero apura fraudes bilionárias no Banco Master, que causaram um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para o ressarcimento a investidores.

Saída do MDIC

Na entrevista a Datena, Alckmin confirmou que deixará o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no dia 2 de abril, uma exigência da legislação eleitoral para que ele possa disputar cargos públicos nas eleições de outubro.

Pela lei, a desincompatibilização de cargos executivos deve ser feita até seis meses antes do pleito, e a data limite é 4 de abril. O vice-presidente evitou antecipar seu futuro político e continuará exercendo a vice-presidência enquanto as tratativas eleitorais se definem.

“Olha, Datena, vice-presidente não precisa deixar a vice-presidência, você continua na vice-presidência. Agora, ministério, para qualquer cargo que você for disputar, você tem que se afastar. Então, no dia 2 de abril, cumprindo rigorosamente a lei, nós vamos nos afastar”, garantiu.

A informação já havia sido antecipada a jornalistas na semana passada, durante uma coletiva de imprensa no MDIC, para anunciar os resultados da balança comercial.

Guerra no Irã

Alckmin também comentou os efeitos econômicos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, e previu que o Brasil não deverá ser tão atingido pelo fato de depender mais do comércio internacional com China, União Europeia, Argentina e os próprios EUA, zonas distantes do conflito.

“Todos os países saem prejudicados, mas o Brasil é o menos prejudicado, porque nossos grandes compradores, parceiros comerciais são China, União Europeia, Argentina, Estados Unidos. Agora, já encareceu o petróleo, então claro que afeta gasolina e diesel”, disse.

Eleições

Sobre eleições, Alckmin afirmou que, no mundo inteiro, o cenário eleitoral está marcado pela polarização. Mesmo assim, ele se disse otimista com a percepção da sociedade sobre o bom momento econômico do país.

“No mundo inteiro, você tem eleições bastante polarizadas. Eleição é comparação, você faz uma comparação. Não tem eleição fácil, mas acredito que as coisas tendem a melhorar”, afirmou.

“O desemprego é o menor da série histórica e a inflação é 4,2%, a menor também. Então, você tem um ganho de renda da população. Salário mínimo com ganho real. Vamos lembrar que 60% dos aposentados e pensionistas vivem com um salário mínimo no Brasil”, acrescentou.

PEC da Segurança

Ao ser questionado por Datena sobre os desafios do combate ao crime no país, Alckmin destacou a aprovação recente da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados, e que agora está em análise no Senado.

A proposta original foi apresentada pelo governo e cria o Sistema Único de Segurança Pública, uma tentativa de melhorar a integração entre as forças de segurança no país.

Para o vice-presidente, um dos destaques da proposta é o fortalecimento das polícias municipais.  

“Essa PEC dá mais espaço para a ação local. Não vai trocar as polícias, mas vai trazer mais um. A mudança da PEC dando mais poder à polícia municipal vai fazer a diferença, porque você está muito mais próximo da população local”.

A proposta aprovada pelos deputados também atribui de forma expressa à Polícia Federal o combate a crimes cometidos por organizações e milícias privadas com repercussão interestadual ou internacional.

A Polícia Rodoviária Federal mantém o mesmo nome, mas vai cuidar também das ferrovias e hidrovias federais.

Alckmin também defendeu aumento de pena contra o crime organizado e a necessidade de prisão dos cabeças do crime.



EBC

Efeitos da emergência climática no oceano preocupam pesquisadores


O oceano tem acumulado diferentes efeitos da emergência climática. Aquecimento anormal das águas, branqueamento massivo de corais, deslocamento de espécies polares, queda na reprodução de peixes e mudanças nos padrões das correntes marítimas são alguns desses impactos.

Especialistas reunidos no Rio de Janeiro alertam para a urgência de medidas de proteção desse ecossistema, com um olhar especial para as águas internacionais, que correspondem a dois terços do oceano e sobre as quais nenhum país tem jurisdição.

O 3º Simpósio BBNJ (sigla, em inglês, para Biodiversidade Além da Jurisdição Nacional) reúne, entre segunda-feira (10) e quarta-feira (12), cientistas, políticos, representantes de organismos internacionais e de organizações da sociedade civil para discutir a implementação do Tratado do Alto-Mar. O acordo entrou em vigor em janeiro deste ano.

O texto, ratificado até o momento por 86 países, incluindo o Brasil, é o ponto de partida para regulamentar a proteção da biodiversidade, a troca de tecnologias marinhas, a criação de novos órgãos de governança e o acesso a recursos genéticos.

Há, no tratado, sete menções às mudanças climáticas. Em resumo, os países signatários reconhecem a necessidade de combater a perda da diversidade biológica e a degradação dos ecossistemas do oceano. Problemas como aquecimento, perda de oxigênio, poluição e acidificação são destacados. Também há um direcionamento para que áreas vulneráveis sejam identificadas e protegidas.

“As Nações Unidas têm instituições, como o IPCC [sigla, em inglês, para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas], que reúnem especialistas sobre o clima. Mas os relatórios ainda abordam o oceano de forma muito tímida. O Tratado do Alto-Mar coloca o oceano no centro das discussões”, diz Segen Farid Estefen, diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO).

Impactos socioeconômicos

A professora de Oceanografia Física e Clima na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Regina Rodrigues, destacou os efeitos sociais do aquecimento global.

“A elevação do nível do mar ameaça mais de um bilhão de pessoas que vivem em zonas costeiras de baixa altitude. Três bilhões de pessoas dependem de frutos do mar como principal fonte de proteína. Assim, a queda na reprodução de peixes ameaça a segurança alimentar”, explicou Regina Rodrigues.

A professora destaca que também há riscos de deslocamento populacional. 

“E os riscos de conflitos provocados pelo clima são altos em regiões dependentes do oceano, especialmente no Pacífico, na Baía de Bengala e na África Ocidental”, complementa.

Para avançar em resoluções efetivas, a professora defende uma conexão mais estreita entre os trabalhos do Tratado do Alto-Mar e os da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês). Hoje, os tratados funcionam de forma paralela.


Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2026 - A professora da Universidade Federal de Santa Catarina  (UFSC), Regina R. Rodrigues, fala durante o 3º Simpósio BBNJ (sigla, em inglês, para Biodiversidade Além da Jurisdição Nacional), primeiro grande encontro científico internacional após a entrada em vigor do Tratado do Alto-Mar, no Museu do Amanhã, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Regina Rodrigues destaca os riscos de conflitos causados pelas mudanças climáticas- Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Precisamos nos perguntar se nossos sistemas de governança, nacionais e internacionais, correspondem à escala, à velocidade e à natureza transfronteiriça dos impactos climáticos”, diz.

Regina Rodrigues destaca  que a governança precisa ser adaptável, porque as mudanças climáticas continuarão evoluindo. “Devemos aplicar o princípio da precaução. E devemos aprender com o processo da UNFCCC para não repetir os mesmos erros”, complementa.

Pesca

O pesquisador brasileiro do Instituto para os Oceanos e Pescas da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, Juliano Palacios Abrantes, destacou como o aquecimento global tem impactado a pesca em todo o mundo.


Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2026 - O pesquisadpr da University of Britsh Columbia (UBC), Juliano Palacios-Abrantes, fala durante o 3º Simpósio BBNJ (sigla, em inglês, para Biodiversidade Além da Jurisdição Nacional), primeiro grande encontro científico internacional após a entrada em vigor do Tratado do Alto-Mar, no Museu do Amanhã, centro da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Juliano Palacios Abrantes destacou as complexidade na forma como os estoques de peixes são gerenciados em águas internacionais- Tânia Rêgo/Agência Brasil

Abrantes pontuou que há complexidade na forma como os estoques de peixes são gerenciados em águas internacionais, porque atravessam múltiplas jurisdições e envolvem muitos países interessados.

“Em um estudo recente, descobrimos que muitos estoques de peixes tropicais estão se movendo das zonas econômicas exclusivas em direção ao alto-mar. Isso pode gerar conflitos internacionais, como já vimos na Europa com o caso da cavala”, diz Juliano Palacios Abrantes.

Outra possibilidade de acordo com o pesquisador, é o deslocamento de estoques para áreas onde não existem acordos ou onde eles não são protegidos ou geridos. “E pode aumentar as desigualdades, porque apenas um número limitado de países ricos tem capacidade para pescar em alto-mar”.



EBC

Alunos do Pedro II pedem aulas para enfrentar a violência de gênero


O estupro coletivo sofrido por uma aluna do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, reflete a necessidade de retomar uma educação clara sobre a violência cometida em função do gênero das vítimas e sobre educação sexual. A avaliação é dos estudantes que protestaram nesta terça-feira (10), em frente à reitoria da escola, na zona norte da cidade, cobrando medidas em defesa da vida das mulheres.

Além do crime sexual que veio a público nas últimas semanas, a Polícia Civil investiga mais dois casos de estudantes do Pedro II atacadas por integrantes do mesmo grupo envolvido no estupro coletivo, entre eles, um adolescente. Ele é apontado como mentor das “emboscadas”.


Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2026 – A estudante do Colégio Pedro II Ana Belarmino fala em protesto contra assédio sexual e silêncio institucional em frente à reitoria, em São Cristóvão, após caso de estupro coletivo envolvendo alunos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Estudante Ana Belarmino defende aulas sobre educação sexual na escola. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Durante o ato organizado por seis grêmios estudantis, a porta-voz dos jovens, a estudante Ana Belarmino, chamou a atenção para uma declaração de uma das vítimas, em um primeiro momento, de dúvida, sobre a violência cometida contra si. Para Ana, esse é um sinal da necessidade de retomar as aulas sobre violência de gênero e a educação sexual nos bancos escolares.

“Se existisse, de fato, esse conhecimento, a gente não teria uma aluna sem saber se tinha sido abusada ou não”, avaliou a estudante, representante dos alunos do Pedro II.

Ana defendeu que os tópicos voltem urgentemente às salas de aula. “Precisamos ter alunas e alunos conhecendo os seus corpos e os tipos de violência sexual”, afirmou.

Para a estudante, o colégio, pressionado por setores da sociedade, silenciou esse debate. Ela citou, por exemplo, pressões de movimentos como o “escola sem partido”, que atacou o pensamento laico e crítico no Pedro II.

E lembrou que, em 2019, a escola chegou a ser invadida por parlamentares ligados ao atual partido União Brasil, buscando material didático com conotação política. Os legisladores não encontraram nenhum material criminoso e acabaram retirados do campus pela Polícia Federal.

“A gente sabe que certa educação precisa vir de casa. Mas não podemos ter movimentos reacionários que forçam um silenciamento do Colégio Pedro II sobre temas que implicam a sobrevivência ou não de mulheres”, disse a estudante. 


Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2026 – O estudante do Colégio Pedro II Gabriel Pinho Leite Monteiro fala em protesto contra assédio sexual e silêncio institucional em frente à reitoria, em São Cristóvão, após caso de estupro coletivo envolvendo alunos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Gabriel Pinho Leite Monteiro pediu medidas de combate ao assédio moral e sexual. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A necessidade de retomada de aulas e atividades sobre esses tópicos também foi uma reivindicação do estudante Gabriel Pinho Leite Monteiro. Presidente do grêmio do campus Humaitá, onde estudavam as vítimas e os criminosos, ele reforçou que adotar medidas de combate ao assédio moral e sexual “não tem nada a ver com doutrinação política”, disse. O jovem defendeu uma outra educação. 

“Precisamos que o espaço educacional seja direcionado a formar novos indivíduos, principalmente novos homens, que não violentem mais as mulheres. E isso só vai ser possível a partir de movimentos como este aqui, que cobrem essas medidas”, avaliou Gabriel, sobre o ato do Pedro II.

No Brasil, um conjunto de leis prevê que temas como gênero e educação sexual e reprodutiva sejam trabalhados com os jovens, como o Programa Saúde na Escola, do Ministério da Educação e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), um guia para os currículos escolares de todo o país. No entanto, alguns setores da sociedade alegam que abordar esses temas em sala estimula a atividade sexual precoce, mesmo estudiosos afirmando o contrário.

Política contra o assédio 

Na manifestação desta tarde, os estudantes do Pedro II também cobraram o colégio por não ter colocado em prática uma política contra o assédio, aprovada em 2025. Somente nesta segunda-feira (9), a reitoria criou, por norma interna, uma comissão para lidar com casos de assédios moral e sexual, além de importunação sexual, discriminações e racismo intramuros.


Rio de Janeiro (RJ), 10/03/2026 – A professora Priscila Bastos fala em protesto de estudantes do Colégio Pedro II contra assédio sexual e silêncio institucional em frente à reitoria, em São Cristóvão, após caso de estupro coletivo envolvendo alunos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Professora Priscila Bastos (C) disse que a escola não está preparada para lidar com o assédio. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A professora Priscila Bastos, que desde 2018 acompanha a pauta, representando o sindicato dos servidores, explicou que a escola não está preparada para lidar com o assédio. Mesmo entre servidores, as denúncias, quando encampadas, eram classificadas como “falta de urbanidade” e tratadas caso a caso, podendo uma apuração levar até dois anos.

Segundo ela, a reitoria criou entraves burocráticos institucionais para se esquivar do problema. 

“Fizemos vários acordos, propusemos mediação em relação à proposta do colégio, que era mais restrita, no entanto, a reitoria atrasou e somente ontem (segunda), véspera deste ato, tivemos uma aprovação integral da política que cria a comissão de combate a essas formas de violência”, explicou.

Para funcionar, ainda é necessário eleger os membros da nova comissão, que só depois vai estabelecer as regras de atendimento às vítimas e apuração de denúncias.

Preocupados, pais fazem análises semelhantes às dos professores e estudantes. O Coletivo Resistência, um grupo formado por responsáveis e ex-alunos, que surgiu em defesa da escola após a invasão por parlamentares, tem apoiado a criação de uma política ampla de combate e prevenção ao assédio no colégio. No entanto, crê que, para avançar, depende de apoio da sociedade, de maneira geral.

“O que acontece no Pedro II não é um caso isolado”, denuncia a representante, Maíra Arêas. Ela disse que violência contra meninas e mulheres encontra eco em todas as instituições de ensino, públicas ou privadas.

 “Tudo para eles (os críticos) é doutrinação (ideológica). A sociedade precisa dar um basta e, nesse caso, isso precisa vir de cima para baixo”, disse. Arêas citou, como uma alternativa, uma lei obrigando a discussão de temas como gênero, raça e sexualidades nas escolas.

“Precisamos de políticas públicas, como um todo, pensadas pelo Estado brasileiro, incluindo o Congresso e o Governo Federal”, disse a mãe.

A meta, segundo ela, é assegurar a proteção de meninas e meninos. “O machismo é a base do sistema capitalista e um modelo de dominação”.

A reitoria do Pedro II diz que o enfrentamento e prevenção de violências sempre foram temas tratados com seriedade e que, desde janeiro de 2026, faz ações de acolhimento, prevenção e apuração de condutas inadequadas de alunos ou servidores. 

“Não há silêncio institucional”, garantiu a instituição, em nota enviada à imprensa. “O tema é caro a toda comunidade escolar e sempre foi tratado com a devida seriedade pela gestão”, reforçou. 



EBC

Ministro suspende julgamento que pode cassar governador do Rio


O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu vista e suspendeu nesta terça-feira (10) o  julgamento do processo que pede cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.

Até o momento, o placar da votação está 2 votos a 0 pela cassação de Castro. O julgamento será retomado no dia 24 de março. Faltam cinco votos.

Em novembro do ano passado, o primeiro voto pela cassação de Castro foi proferido pela relatora ministra Maria Isabel Galotti, mas a análise do caso foi suspensa por um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira.

Na sessão de hoje, Ferreira acompanhou a relatora e também votou pela cassação.

Se o entendimento for mantido, Castro poderá ficar inelegível por oito anos, e novas eleições para o governo do estado devem ser convocadas.

Os votos também condenam o ex-vice-governador Thiago Pampolha, Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj, e o deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar (União), ex-secretário de governo.

Recurso 

O Ministério Público Eleitoral (MPE) e coligação do ex-deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) pretendem reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio de 2024  absolveu o governador e os outros acusados no processo que trata de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O MPE afirmou que Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio.

De acordo com a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.

Defesa 

Antes da suspensão do julgamento, o advogado Fernando Neves, representante de Castro, disse que o governador apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj e não pode ser responsabilizado por eventuais irregularidades.  

 



EBC

Roger Machado é anunciado como novo técnico do São Paulo


O São Paulo acertou, nesta terça-feira (10), a contratação do técnico Roger Machado. O vínculo vai até o dia 31 de dezembro de 2026. O treinador de 51 anos de idade chega para substituir o argentino Hernán Crespo, demitido pela equipe do Morumbi na última segunda-feira (9).

Junto com Roger Machado chegam ao São Paulo os auxiliares Roberto Ribas, James Freitas e Adaílton Bolzan, o preparador físico Paulo Paixão e o analista de desempenho Guilherme Nunes.

“A felicidade de estar no São Paulo transborda. Sabendo do desafio, sabendo da grandeza do clube e dos atletas que eu teria aqui para trabalhar, não pensei em nada mais do que a possibilidade de aceitar esse convite”, declarou Roger Machado, que concedeu entrevista nesta terça, após comandar o seu primeiro treino com sua nova equipe.

O primeiro jogo do São Paulo com Roger Machado no comando será na próxima quinta-feira (12), oportunidade na qual recebe a Chapecoense no Canindé a partir das 20h (horário de Brasília).





EBC

Senado aprova reestruturação de carreiras do serviço público federal


O Senado aprovou nesta terça-feira (10) um projeto de lei que reestrutura parte do serviço público federal e cria mais de 24 mil novos cargos efetivos, sendo 3,8 mil novos professores para o ensino superior e mais de 9,5 mil para os institutos federais de educação, ciência e tecnologia.

O texto prevê ainda a criação de uma nova carreira federal e do Instituto Federal do Sertão Paraibano (IFSertãoPB). O projeto vai para sanção presidencial.

De acordo com o relator do projeto, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), cerca de 270 mil servidores serão beneficiados de alguma forma pelas mudanças no serviço público

“Valorização do serviço público e valorização dos servidores é um compromisso a ser cumprido por um governo que é leal à democracia e que compreende a necessidade de fortalecimento do Estado brasileiro como instituição de todos os brasileiros. Só se valoriza o papel do Estado quando se valoriza os seus servidores”, afirmou.

A votação foi acompanhada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. 

Novos cargos

Veja como serão os 24 mil novos cargos:

– 200 cargos de especialista em regulação e vigilância sanitária e 25 de técnico em regulação e vigilância sanitária para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);

– 3.800 cargos de professor do magistério superior e 2.200 de analista em educação para as universidades federais;

– 9.587 cargos de professor do ensino básico, técnico e tecnológico, 4.286 de técnico em educação e 2.490 de analista em educação para as instituições de ensino da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica;

– 750 cargos de analista técnico de desenvolvimento socioeconômico e 750 de analista técnico de Justiça e Defesa no Ministério da Gestão e da Inovação (MGI).

Nova carreira federal

O texto prevê a criação da carreira de analista técnico do Poder Executivo Federal (ATE), composta por 6,9 mil cargos vagos de especialidades administrativas distribuídas por diferentes órgãos.

Servidores com formação em áreas como administração, contabilidade, biblioteconomia e arquivologia passarão a integrar essa carreira única, com lotação no MGI. 

A remuneração desses servidores será composta por vencimento básico e Gratificação de Desempenho de Atividades Executivas (GDATE). A gratificação poderá chegar a 100 pontos, cada um no valor de R$ 61,20, distribuídos entre avaliação individual (até 20 pontos) e resultados institucionais (até 80 pontos).

Vantagens pessoais atualmente recebidas pelos servidores serão preservadas, e se houver redução de remuneração após a migração, será criada uma vantagem pessoal nominalmente identificada (VPNI) para compensar a diferença. Com o reenquadramento previsto para abril de 2026, o topo da carreira poderá alcançar cerca de R$ 15,8 mil.

O texto aprovado também estabelece regras para o desenvolvimento nessa carreira. A progressão dependerá de 12 meses em cada padrão e de pontuação mínima em avaliação de desempenho. A promoção entre classes exigirá pontuação adicional vinculada à experiência profissional, capacitação e qualificação acadêmica.

* Com informações da Agência Senado. 



EBC

Botafogo cai para o Barcelona e fica fora da Libertadores


A torcida compareceu e apoiou, mas o Botafogo foi derrotado, nesta terça-feira (10), por 1 a 0 pelo Barcelona de Guayaquil (Equador) em pleno estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, e ficou fora da fase de grupos da Copa Libertadores da América. Com a queda na terceira fase prévia da competição, o Alvinegro de General Severiano segue agora para a Copa Sul-Americana.

O time comandado pelo técnico argentino Martín Anselmi entrou em campo nesta terça confiante de que poderia alcançar a classificação, pois precisava de uma vitória simples em casa após empatar pelo placar de 1 a 1 na última semana com os equatorianos em jogo disputado no estádio Monumental de Guayaquil.

Porém, o que a torcida viu em campo no primeiro tempo foi um Botafogo que até conseguia manter mais a posse de bola e se aproximava da área adversária, mas que pecava nas finalizações. Já o Barcelona foi cirúrgico e, na única oportunidade clara que teve, logo aos sete minutos, foi fatal: Rojas cruzou, Martínez escorou e o volante Céliz chutou para superar o goleiro Léo Linck, que falhou no lance.

Após o intervalo o técnico Martín Anselmi finalmente colocou em campo um centroavante: Arthur Cabral. E foi do atacante, que não teve uma grande atuação, a oportunidade mais cristalina de empatar o marcador. Aos 35 minutos o camisa 19 do Alvinegro aproveitou bola levantada na área e cabeceou colocado, forçando o goleiro Contreras a fazer grande defesa.

Com a queda na Libertadores, o Botafogo segue para a Copa Sul-Americana. Seus adversários na primeira fase da competição serão conhecidos no dia 19 de março, em sorteio realizado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) na cidade de Luque (Paraguai).





EBC